ANÁLISE TEMÁTICA
A primeira leitura que o ser humano faz é a leitura do mundo que o rodeia.
O homem aprende a interpretar ...
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P Não criticar as ideias do autor.
PLer cada parágrafo separadamente e identificar a ideia central....
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Para um texto ter unidade textual, faz-se necessário lançar mão de vários
recursos linguísticos para unir orações e pa...
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DESCRIÇÃO
P Relato de pessoas, ambientes, objetos.
PPredomínio de atributos.
P Uso de verbos de ligação.
PEmpregofreq...
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Desenvolvimento
Amplia-seotópicofrasalapresentandoasideiasqueesclarecemouembasam
a ideia central do parágrafo.
Concl...
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c) separar os detalhes físicos dos psicológicos.
Todo o texto descritivo apresenta um observador, um tema (objeto,
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A descrição pode ser de duas formas. Confira:
a) Subjetiva: quando o texto apresenta-se com uma visão pessoal do aut...
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No cotidiano o ser humano é chamado a dar opiniões, tomar decisões e
expor pontos de vista, para isso, utiliza seu p...
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Segundo Sarmento (2004, p. 412) existem quatro tipos de argumentos:
P Argumentação com base em citação: o autor usa ...
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Análise textual

  1. 1. ANÁLISE TEMÁTICA A primeira leitura que o ser humano faz é a leitura do mundo que o rodeia. O homem aprende a interpretar as diversas reações das pessoas, com as quais convive, e diferencia as receptivas das agressivas, por exemplo. Com o desenvolvimento e aprimoramento, ao longo dos anos, o ser humano chega até a leitura de textos escritos. A primeira leitura que se faz de qualquer texto é senso- rial. O leitor, ao tomar em suas mãos uma publicação, trata-a como um objeto em si, observando-a, apalpan- do-a, avaliando seu aspecto físico e a sensação tátil que desperta. (INFANTE, 1998, p.49). Se a leitura é algo sensorial e tátil, é preciso que o leitor esteja verdadeira- mente interessado e busque prazer nessa atividade, assim o processo se torna maisfácileprodutivo.Muitasvezesacompreensãodeumtextovaialémdoque está escrito, é preciso buscar, não só o que o autor disse, mas também a men- sagem que se teve a intenção de passar. Análise textual 2 Um texto, dependendo da sua finalidade, apresenta um tipo de linguagem, quepodeserformalouinformal. O texto escrito, na maioria das vezes, segue regras mais rígidas, aplicadas especificamenteàescrita,enquantoalinguagemfaladaémaisflexíveleseadap- talivrementeàsdiversassituações. Apósaleituradeumtexto,cabeaoleitorverificarsecompreendeuamensa- gem do autor. Por exemplo, você terminou de ler um texto importante e deve ser capaz de responderalgumasquestõescomo: a) Qual é o assunto tratado? O texto trata do quê? b) Que levou o autor a escrever esse texto? Que ele está procurando res- ponder? c) Qual é o tipo de texto: jornalístico, acadêmico, técnico? d) Qual é a ideia central do texto? Qual é a tese apresentada? Qual é a resposta do autor à questão abordada no texto? e)Quaissãoasideiassecundáriasouargumentosqueauxiliamafundamen- tadas? Os argumentos são convincentes? Respondendo a esses questionamentos, você está fazendo uma análise temática, que permite elaborar esquemas coerentes e que refletem claramente as ideias do autor. Os esquemas facilitam a elaboração de resumos que sinteti- zam as ideias do autor. ANÁLISE INTERPRETATIVA Apósaanálisetemáticadeumtexto,faz-senecessáriointerpretá-lo,ouseja, éprecisoformarumaideiaprópriasobreotextolido,lernasentrelinhas,explo- rar toda riqueza dos argumentos expostos. Nestemomento,oleitordeverefletircriticamentesobreasideiasapresenta- das no texto, posicionando-se frente a ele. Nessa fase, é importante identificar claramente o pensamento do autor e o comparar com as ideias de outros auto- res que escreveram sobre o mesmo tema. Para fazer isso, é importante situar o texto no contexto da vida e da obra do autor, bem como no contexto de outros textos. Tambéménecessárioidentificarasteorias,correntes,validade,originalida-
  2. 2. 3 4 de,profundidadeeamplitudedotema.Parafazeraanáliseinterpretativadeum texto, o leitor deve ter lido outras obras sobre o mesmo tema em questão. Uma vez tendo realizado todas as etapas, você como leitor terá condições de produzir conhecimento, fazendo novas proposições. ANÁLISETEXTUAL O objetivo da análise textual é permitir ao leitor fazer um levantamento dos elementos do texto, que permitem a sua compreensão, para depois se fazer o seujulgamentocrítico. Existealgumadiferençaentrecompreendereinterpretarumtexto? Existeumagrandediferençaentrecompreendereinterpretarumtexto.Para compreenderumtexto,oleitordeveidentificarqualéaregênciaverbalempre- gada – compreendendo, então, o significado exato das palavras – identificar as referências históricas, políticas, ou geográficas usadas pelo autor para situar o texto. Por outro lado, interpretar é concluir ou deduzir o que o autor do texto quis transmitir, julgando ou opinando sobre o seu conteúdo. Agrandemaioriadaspessoasacreditaqueémuitodifícillereinterpretarum texto, pois cada um interpreta o que lê, segundo as suas crenças, valores e filtros. Porém, cabe destacar que isso não é bem verdade, porque o que está dito, está dito e não pode ser modificado. PARAQUEVOCÊ INTERPRETEADEQUADAMENTE UM TEXTO, SIGAALGUMAS REGRAS PFazer uma leitura prévia, procurando ter uma visão geral do assunto. PIdentificaraspalavrasdesconhecidasedescobrirseusignificadonodicio- nário. P Reler o texto várias vezes, procurando compreender o que o autor está tentandotransmitir. PIdentificar aquilo que não está explícito no texto, as ironias, as sutilezas e Recapitulando Como você viu neste capítulo, a intelecção de texto envolve uma série de aspectos que precisam ser observados. Para compreender um texto, o leitor deve identificar qual foi a re- gência verbal empregada – compreendendo o significado exato das pa- lavras – e identificar as referências históricas, políticas, ou geográficas, usadas pelo autor para situar o texto. Por outro lado, interpretar é con- cluir ou deduzir o que o autor do texto quis transmitir, julgando ou opinando sobre o seu conteúdo. O texto não é a soma ou sequência de frases isoladas, é uma mensa- gem construída que forma um todo significativo. Por isso, um texto claro e conciso contém palavras selecionadas e frases bem construídas, sem ambiguidades, redundâncias, modismos e emprego excessivo da voz passiva. Um texto coerente deve apresentar seu conteúdo de forma ordenada e lógica, com início, meio e fim. A análise temática permite ao leitor elaborar esquemas coerentes e que refletem claramente as ideias do autor. Os esquemas facilitam a elaboração de resumos que sintetizam as ideias do autor. Após a análise temática de um texto, faz-se necessário interpretá-lo, ou seja, formar uma ideia própria sobre o texto lido, ler nas entrelinhas, explorar toda riqueza dos argumentos expostos. Para fazer a análise interpretativa de um texto, o leitor já deve ter lido outras obras sobre o mesmo tema em questão. Que numa prova de um concurso ou processo seleti- vo o que deve ser levado em consideração, na hora de fazer a intelecção de um texto, é o que o autor diz e nada mais! Você sabia?
  3. 3. 5 6 eventuaismalícias. P Não criticar as ideias do autor. PLer cada parágrafo separadamente e identificar a ideia central. PQuando o autor apresentar suas ideias, procure fundamentos lógicos. Então,vocêjátinhautilizadoalgumadessasregras?Émuitoimportanteaplicá- las no seu momento de leitura, certamente você terá muitos benefícios. COERÊNCIATEXTUAL O texto não é a soma ou sequência de frases isoladas, é uma mensagem construídaqueformaumtodosignificativo.“Apalavratextoorigina-sedover- bo tecer: trata-se de um particípio – o mesmo que tecido.Assim,umtextoéum tecido de palavras.” (CAMPEDELLI e SOUZA, 1999, p. 13). Um texto claro e conciso contém palavras selecionadas e frases bem construídas,semambiguidades,redundâncias,modismoseempregoexcessivo da voz passiva. A coerência1 textual ocorre quando há uma relação harmoniosa entre as ideias apresentadas no texto. Um texto coerente deve apresentar seu conteúdo de forma ordenada e lógi- ca,cominício,meioefim.Seusfatostambémdevemserapresentadosdeforma coerente e sem contradições, e a linguagem deve ser adequada ao tipo de texto. É comum encontrar textos confusos e difíceis de serem entendidos. Isso ocorre porque tanto a coerência quanto a coesão2 não estão sendo aplicadas. Observe a frase a seguir: Fazendo sucesso com seu novo restaurante que oferece pratos típicos, o Empresário José da Silva, localizado na Rua dosAndradas, 265.Quem está localizado? O empresário ou o restauran- te? A clareza de um texto é resultado do uso adequado de palavras e a constru- ção das ideias de maneira bem elaborada. “A maneira como são articuladas as ideias por meio das palavras e das frases é que determina se há uma unida- de de sentido ou apenas um amontoado de frases des- conexas.” (SARMENTO e TUFANO, 2004, p. 371). Segundo Cegalla (2000, p. 590) um bom texto deve ter: P Correção gramatical – respeito às normas linguísticas. P Concisão – dizer muito em poucas palavras. P Clareza P Precisão – empregar o termo adequado e de forma acertada. P Naturalidade – evitar empregar termos rebuscados e desconhecidos aoleitor. P Originalidade – evitar a vulgaridade e a imitação. P Nobreza – evitar o uso de termos chulos. P Harmonia– sercoloridoeelegante(usocriteriosodefigurasdelingua- gem). COESÃOTEXTUAL A coesão textual exige que sejam empregados vários elementos de forma adequada: Há também vários fatores que podem contribuir para que um texto perca a suacoesãotextual: Pregênciasincorretas; Pconcordâncias incorretas; Pfrases inacabadas; Pinadequação ou ambiguidade no emprego de pronomes. A coerência é também resultante da adequação do que se diz ao contexto extraverbal, ou seja, àquilo o que o texto faz referência, que precisa ser conhecido pelo receptor. Você sabia ? 1 Refere-se à unidade do tema. 2 É a conexão entre os elementos ou as partes do texto.
  4. 4. 7 8 Para um texto ter unidade textual, faz-se necessário lançar mão de vários recursos linguísticos para unir orações e parágrafos. Os mais conhecidos são: P Conjunção – e, nem, mas, também, porém, entretanto, ou, logo, por- tanto, pois, como, embora, desde que, se, conforme, de modo que etc. P Preposições – a, ante, após, até, com, em, entre, para, perante, segun- do etc. P Pronomes – eu, nós, me, mim, comigo, consigo, te, lhe etc. P Advérbios – sim, certamente, realmente, talvez, muito pouco, abaixo, além, não, agora, hoje, cedo, antes, ora, afinal etc. Além desses fatores, também deve-se evitar os períodos muito longos, vo- cabulário rebuscado, pontuação inadequada, a ambiguidade e a redundância para que o texto tenha coesão e clareza textual. Se esses recursos forem mal empregados, o texto se tornará ambíguo e in- coerente. Mas como um texto se torna ambíguo e incoerente? A ambiguidade é causada pelo uso inadequado da pontuação, com o em- prego de palavras de duplo sentido e por problemas de construção das frases. A redundância é o emprego de palavras ou ideias de maneira repetida ou des- necessária. Lembre-se,vocêécapazdeconstruirereconstruirosignificadodeumtexto por meio da integração das novas informações com os conhecimentos prévios. Portanto,acompreensãotextualdependetambémdoconhecimentodomundo. ESTRUTURAINTERNAE TIPOS DE PARÁGRAFOS Antes de iniciar o estudo do parágrafo, é necessário que você compreenda alguns termos que costumam causar confusão. Todo o parágrafo é composto por vários períodos que apresentam uma única ideia. O período é composto por uma ou mais orações com sentido completo e terminacomumsinaldepontuação–pontofinal,exclamaçãoououtroequiva- lente. VOCÊ SABE QUALADIFERENÇAENTRE FRASE E ORAÇÃO? Aoração é a frase que contém um ou mais verbos.Afrase é um enunciado com sentido completo, que pode ou não conter um verbo. Podemos considerar o parágrafo como um pequeno texto e que deve ter um tema delimitado (o quê?) e um objetivo claro (para quê?). Como todo o texto, o parágrafo pode ser curto ou longo e deve apresentar introdução, desenvolvi- mento e conclusão. Como o parágrafo é um microtexto, estes podem ser narrativos, descriti- vos ou dissertativos, pois acompanham o tipo de texto que se está elaboran- do.Confiraaseguircaracterísticasquepodemauxiliarvocênaidentificaçãode cada tipo de texto. NARRAÇÃO Prelato de fatos. PPresença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo. PApresentação de um conflito. P USO de verbos de ação. PGeralmente, é mesclada de descrições. PO diálogo direto e o indireto são frequentes. Não se deve usar parágrafos demasiadamente longos, pois dificultam a transmissão de uma ideia de forma clara e objetiva. Os parágrafos longos podem confundir ou dispersar a atenção do leitor. Você sabia ? O parágrafo é unidade de discurso autossuficiente, composto por uma sequência de frases organizadas em um ou mais períodos, que apresentam um ponto de vista ou uma ideia básica. Fique alerta
  5. 5. 9 10 DESCRIÇÃO P Relato de pessoas, ambientes, objetos. PPredomínio de atributos. P Uso de verbos de ligação. PEmpregofrequentedemetáforas,comparaçõeseoutrasfigurasdelingua- gem. PResultaemumaimagemfísicaoupsicológica. DISSERTAÇÃO PDefesadeumargumento: a)Apresentação de uma tese que será defendida. b)Desenvolvimentoouargumentação. c) Fechamento. PPredomíniodalinguagemobjetiva. P Prevalece a denotação. Na narração, o narrador conta uma história vivida por algum personagem, organizada numa determinada sequência de tempo e lugar. Na narração o prin- cipal elemento é a história, que deve ter começo, meio e fim. Observe que quem conta a história é alguém de fora, que apenas narra os fatos,sememitiropiniões. Na descrição, são expostas características de pessoas, objetos, situações, lugares etc.Adescrição normalmente ocorre dentro de um texto narrativo ou dissertativo,poisauxiliaoleitoraimaginaracenaouolocal. Observe que o texto descritivo não tem um narrador, somente um observa- dor.Adescriçãoéutilizada,principalmente,emrelatóriosdeexperimentosque você realiza nos laboratórios. Na dissertação, o autor expõe uma ideia sobre um determinado assunto, queeledefendeouquestiona,apresentandoargumentosqueembasamseuponto devista. Observe que na dissertação, o autor tenta convencer o leitor sobre o seu ponto de vista. Seja qual for o tipo de texto, você precisa saber usar o parágrafo correta- mente, para deixar sua ideia clara e objetiva. UNIDADE INTERNA Ao elaborar um texto, o autor precisa ter claro qual o tema a ser desenvolvi- do. Como o tema do texto não muda, quando se faz um novo parágrafo não se muda de assunto. O que muda é a abordagem e os argumentos apresentados em cada parágrafo para explicar, esclarecer ou transmitir as ideias do autor, de tal forma que o leitor compreenda o texto. Os parágrafos devem ter unidade, coerência, concisão e clareza. Passar de um parágrafo carece de uma atenção especial por parte do autor do texto. Não se deve passar de um parágrafo para o outro de maneira abrupta, pois é necessário fazer um encadeamento lógico e natural deles. Em alguns ca- sos, é necessário acrescentar um parágrafo de transição, para que a sucessão de ideias seja apresentada de maneira harmoniosa. O texto deve conter parágrafos que apresentem assuntos diferentes sobre o tema, para que não se torne repetitivo, redundante e cansativo. Outro aspecto que precisa ser observado na elaboração de um texto, e principalmente dentro do parágrafo, é a repetição desnecessária de palavras, termos chulos ou rebus- cados. Normalmente, os parágrafos apresentam uma introdução ou tópico frasal, umdesenvolvimentoeumaconclusão. CONHEÇA UM POUCO MAIS SOBRE CADAUMADESSAS ETAPAS Introdução ou tópico frasal Apresentar, em uma ou duas frases curtas, a ideia principal do parágrafo deixando claro o seu objetivo.
  6. 6. 11 12 Desenvolvimento Amplia-seotópicofrasalapresentandoasideiasqueesclarecemouembasam a ideia central do parágrafo. Conclusão Retorna-se a ideia central analisando-se os diversos aspectos apresentados nodesenvolvimento,fazendoumaamarraçãoentretodosostópicosabordados no parágrafo. Conceito é aquilo que a mente concebe ou enten- de: uma ideia ou noção, representação geral e abstrata de uma realidade. Você sabia ? A descrição é um tipo de texto onde se relata, enumera e detalha as caracte- rísticas,qualidadesouespecificaçõesdeseresanimadosouinanimados(pesso- as, impressões, coisas, locais, cenários, odores, ruídos ou processos) a partir de um determinado ponto de vista. A descrição procura desenhar em palavras uma determinada imagem de tal forma que o leitor possa visualizar em sua mente, o que o autor está querendo transmitir. Aintençãodoautordessetipodetextoépermitirqueoleitorpossavisualizar mentalmente a cena descrita, a fim de localizá-la, identificá-la ou qualificá-la, segundo os objetivos do texto. Diante de duas estantes diferentes, pode-se identificá-las por meio do subs- tantivo: estante. Essa palavra identifica o objeto, mas não o descreve.Aestante pode ser pequena, grande, antiga, moderna, quebrada. Oobjetivodadescriçãoétransmitiraoleitoraimagem,percebidapeloautor dotextoe,porisso,osadjetivoseatributossãoelementosimportantesnacons- trução desse tipo de texto. Um texto descritivo utiliza verbos de ligação. Os verbos de ligação não indicamação,fazemaligaçãoentreosujeito(serdequemsefala)esuascarac- terísticas(predicativosdosujeito). O texto descritivo também deve ser figurativo, relatando propriedades e as- pectos simultâneos dos elementos não existindo relação de anterioridade e posterioridade entre os enunciados, ou seja, não existe progressão temporal. Então, o que é preciso para que um texto descritivo tenha qualidade? Para que um texto descritivo tenha qualidade deve-se: a)utilizarlinguagemclaraedireta; b) escrever o texto com riqueza de detalhes; Descrição
  7. 7. 13 14 c) separar os detalhes físicos dos psicológicos. Todo o texto descritivo apresenta um observador, um tema (objeto, ser ou acesso) e um conjunto de dados pertinentes ao tema. SegundoInfante(1998)paraescreverumtextodescritivoénecessáriofazer um plano de trabalho respondendo questões como: a) Quais são os dados que serão usados? b) Como apresentar ao leitor os detalhes do que se está descrevendo? c) Qual a melhor ordem a ser seguida? d) Que tipo de impressão geral deve ser transmitido? e)Qualafinalidadedotexto?(informar,convencer,transmitirimpressõesou comunicaremoçõesaoleitor?). Vale lembrar que a seleção dos dados pode ser limitada pela falta de conhe- cimento do assunto por parte do observador, pelo local onde ele se encontra, bem como, por fatores psicológicos. SegundoInfante(1998)ostextosdescritivosnormalmenteestãoincorpora- dos aos narrativos (os personagens e ambiente são caracterizados a partir do ponto de vista do narrador) ou ao processo argumentativo (fornecendo dados paraodesenvolvimentodaargumentação). Segundo Cestari (2011) todos os seres existentes no mundo físico, psicoló- gicoouimagináriopodemserdescritos. Paracompreendermelhorvejaalgunsexemplos: a) Mundo físico: Kika era uma simpática dash-hound, de olhos castanhos epelobrilhante. b) Mundo psicológico: “A bondade era morna e leve, cheirava a carne crua guardada há muito tempo.” (Clarice Lispector). c) Mundo imaginário: Eu sou a Moça Fantasma que espera na rua do Chumbo o carro da madrugada. Da mesma forma, segundo Cestari (2011) pode-se descrever física e psico- logicamente tanto pessoas quanto personagens. a) Física: fornece características exteriores como altura, cor dos olhos, ca- belo, forma do rosto, do nariz, da boca, porte, trajes. Sua pele era muito branca, os olhos azuis, bochechas rosadas. Estatura mediana, magra. Parecia um anjo. a) Psicológica – apresenta o modo de ser da pessoa ou personagem, seus hábitos, atitudes e personalidade, características interiores. Era sonhadora. Desejava sempre o impossível e recusava-se a ver a realidade. Os dados descritivos sobre uma realidade qualquer são o resultado de uma seleção de dados feita pelo autor, que se apoia nos seus sentidos físicos (audi- ção,visão,olfato,paladaretato)epodemsofrerlimitações,conformevocêviu anteriormente. P Visuais: A mulher vestia um vestido desbotado de malha surrada e as unhas tinham o esmalte descascado nas pontas encardidas. P Auditivas: Da sala de aula ao lado, a única com luz acesa, vinha um som abafado de vozes de mulheres reclamando. P Olfativas: As ruas da cidade exalavam um cheiro forte de mofo e podre depois daquela tragédia que se abateu sobre ela. P Táteis: Ficou com nojo ao sentir uma coisa quente, mole e viscosa debaixo de seu pé. P Gustativas: O brigadeiro tem um sabor de morango com um toque de vinho. Seu estado de espírito, seu ponto de vista sobre o tema abordado e os objetivos que se pretende atin- gir, influenciarão na seleção dos dados e na organi- zação do texto. Apenas a descrição técnica tem ob- jetividade absoluta e não pode ser influenciada pelo pensamento do autor. Fique alerta
  8. 8. 15 16 A descrição pode ser de duas formas. Confira: a) Subjetiva: quando o texto apresenta-se com uma visão pessoal do autor. b) Objetiva: quando o texto apresenta-se de forma concreta, sem juízo de valor.Exemplo:adescriçãotécnica. DESCRIÇÃO DE OBJETO, PROCESSO EAMBIENTE Quer saber qual a diferença entre descrição de objeto, processo e ambiente? Acompanheatentamenteaseguir. A descrição de objeto, normalmente, é estática e tem a finalidade de identi- ficar. As qualidades fundamentais desse tipo de descrição são: a)objetividade; b)simplicidade; c) precisão. Na descrição de objeto podem ser empregadas a linguagem denotativa e a conotativa. Adescriçãodeprocesso,normalmentetécnica,utilizaalinguagemprecisae científicaparadescrever: Pprocessos; Paparelhos; Pexperiências; Pmecanismos; Prelatórios; Preceitasculinárias; Pfórmulasderemédios. Nesse tipo de texto, as informações devem ser apresentadas com palavras e frases claras e objetivas, de forma que o leitor compreenda o texto de forma inequívoca. Ela também exige que o autor do texto tenha um conhecimento profundo do assunto ou da observação feita. Esse tipo de texto pode vir acompanhado de mapas, desenhos, fotos, dia- gramas ou fluxogramas para auxiliar o leitor a compreender a mensagem do autor. A descrição do ambiente ou paisagem tem o objetivo de identificar ou lo- calizaroleitor,tantopelanecessidadedeprecisãoinformativa,quantoparadar verossimilhança1 . Nesse tipo de descrição, as informações fornecidas caracterizam o objeto do texto e não apresentam a opinião do leitor sobre a paisagem. Conhecendo cada um dos tipos de descrição, você poderá elaborar um texto de acordo com a necessidade e objetivos. Explore todas as informações disponíveis até o momento. Lembre-se de que a construção do conhecimento acontece por diversas formas de aprendizagem. Ao escrever um texto, você pode usar tanto o signi- ficado real da palavra (denotação), quanto o senti- do figurado (conotação). Quando duas ou mais pa- lavras tem significados diferentes e as grafias idên- ticas, são chamadas de homônimos. Fique alerta 1 ligação, nexo ou harmonia entre fatos, idéias etc. numa obra literária, ainda que os elemen- tos imaginosos ou fantásticos sejam determinantes no texto; coerência.
  9. 9. 17 18 No cotidiano o ser humano é chamado a dar opiniões, tomar decisões e expor pontos de vista, para isso, utiliza seu poder de persuasão e argumenta- ção. É a atitude linguística da dissertação que permite fazer uso da linguagem a fim de expor ideias, desenvolver raciocínios, encadear argumentos, atingir conclusões. Os textos dissertativos são produtos dessa atitude e partici- pam ativamente do nosso cotidiano falado e escrito. (IN- FANTE, 2000, p. 159). Adissertaçãoéotipodetextomaisutilizadonosmeiosacadêmicoeempre- sarial, pois exige do autor um posicionamento frente a alguma ideia ou tese. O texto dissertativo tem como base a argumentação, já que seu objetivo é, por meio da exposição de fatos, ideias e conceitos, exprimir uma ou várias opiniões e/ou chegar a conclusões. Segundo Campedelli e Souza (2000, p. 187) um texto dissertativo possui as seguintescaracterísticas: P É um texto temático: – tudo nele evolui a partir de um raciocínio. P É um texto que analisa e interpreta. P Aposta para relações lógicas de ideias: – faz comparações. – mostra correspondências. –analisaconsequências. Uma dissertação se divide em três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão. INTRODUÇÃO P Definir a questão, situando o problema, descrevendo a tese que será defendidanodesenvolvimento. P Indicar o caminho a seguir. DESENVOLVIMENTO P Apresentar os argumentos para defender e justificar a tese ou ideia proposta na introdução, apontando semelhanças de ideias, divergências, comparações e ligações a fim de comprovar a tese. CONCLUSÃO P Deve ser breve e marcante. P Retomar a tese. P Recapitular as ideias apresentadas no desenvolvimento, dando um fe- chamento ao texto. ARGUMENTAÇÃO O texto dissertativo apresenta argumentos, ou seja, defende uma ideia. Para defender um ponto de vista é preciso saber argumentar. Dissertação Na lógica, um argumento é um conjunto de uma ou mais sentenças declarativas, também conhe- cidas como proposições, ou ainda, premissas, acompanhadas de uma outra frase declarativa conhecida como conclusão. Você sabia ?
  10. 10. 19 20 Segundo Sarmento (2004, p. 412) existem quatro tipos de argumentos: P Argumentação com base em citação: o autor usa uma frase de al- guém conceituado no assunto para amparar a sua argumentação. Ou seja, cita-se a frase de outro autor para fundamentar a argumentação e dar credibilidade e prestígio ao novo texto que está sendo produzido. P Argumentação com base no senso comum: apoia-se nos conceitos reconhecidos pela sociedade como um todo. P Argumentação com base em evidências: usa-se dados ou estatísti- cas que comprovem a tese a ser desenvolvida, dando credibilidade ao texto. P Argumentação com base no raciocínio lógico: apresenta-se uma sequência lógica dos fatos – primeiro as causas e depois os efeitos. ConformeSerafini(1977)paraelaborarumtexto,existemalgumasregras: a) TENHA UM PLANO Distribua adequadamente o tempo estipulado à redação entre as etapas. Identifique as características da redação que são: Pdestinatário; Pobjetivo do texto; Pgênero do texto (conto, diálogo, poesia, narrativo, descritivo, de opinião etc.); Pextensão do texto; Pcritérios de avaliação. b) ORDENEAS IDEIAS PSelecioneasinformações. PRegistre os seus pensamentos. PNão se preocupe inicialmente se as ideias não têm ligação entre si. P Faça a associação de ideias. POrganize as ideias em mapas conceituais. PFaça um roteiro. PDefina a sua tese ou pontos de vista a serem apresentados no texto. c) ORGANIZE O TEXTO E REDIJA PO parágrafo é composto por vários períodos, explorando uma única ideia do roteiro. P Faça a conexão dos parágrafos. P Observe a pontuação. PElabore a introdução e a conclusão. d) REVISÃO P Faça a revisão do conteúdo. PReveja a ortografia e a pontuação. P Redija o texto sem erros e sem rasuras. PSaber argumentar em um texto dissertativo para atingir o objetivo não é tarefafácil. Que nas dissertações não se deve desenvolver pe- ríodos muito longos e nem muito curtos. Muito menos utilizar expressões como “eu acho” ou “quem sabe um dia”, porque mostram dúvidas sobre seus próprios argumentos. Você sabia ? Esse material é parte integrante de: SENAI/DEPARTAMENTO REGIONALDE SANTACATARINA. Comu- nicação oral e escrita. Brasília: SENAI/DN, 2012.

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