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Gêneros_Literários_2013 Presentation Transcript

  • 1. Professor José Ricardo Lima www.literaturaeshow.com.br
  • 2. Gêneros Literários
    • A LITERATURA é a arte que se manifesta pela palavra, seja ela falada ou escrita.
    • Quanto à forma, o texto pode apresentar-se em prosa ou verso.
    • Quanto ao conteúdo, estrutura, e segundo os clássicos, conforme a "maneira de imitação", podemos enquadrar as obras literárias em três gêneros:
    • GÊNERO LÍRICO;
    • GÊNERO ÉPICO-NARRATIVO;
    • GÊNERO DRAMÁTICO.
  • 3. GÊNERO ÉPICO
    • “ Fará parte da Épica toda obra — poema ou não — de extensão maior, em que um narrador apresentar perso-nagens envolvidos em si-tuações e eventos”.
    • ANATOL ROSENFELD
  • 4. GÊNERO ÉPICO
    • Todos os povos têm suas narrativas. Ao longo do tem-po, a forma de narrar sofreu inúmeras mudanças, mas da mesma forma, mantiveram-se alguns aspectos primor-diais;
    • As narrativas mais antigas apresentam uma caracterís-tica em comum: todas contam os feitos extraordi-nários de um HERÓI .
  • 5. GÊNERO ÉPICO
    • Os longos poemas narrativos, em que um acontecimento histórico protago-
     nizado por um herói é celebrado em estilo solene, grandioso, são chamados de épicos ou epopeias . O termo deriva do grego épos, que, dentre os seus significados, quer dizer “palavra”, “verso”, “discurso”.
  • 6. GÊNERO ÉPICO
    • A mais antiga narrativa de que se tem notícia é a que conta, em versos, a história de Gilgamesh, rei de Uruk, na Babilônia, que viveu por volta do ano de 2.700 a.C. É também a primeira epopeia a narrar os feitos de um herói pátrio .
    AS EPOPEIAS CLÁSSICAS OU PRIMÁRIAS:
  • 7. GÊNERO ÉPICO
    • Mas as epopeias mais importantes do ocidente são, certamente, a Ilíada e a Odisseia , que surgiram bem depois, por volta do século VIII a.C., e cuja autoria é atribuída a Homero.
    AS EPOPEIAS CLÁSSICAS OU PRIMÁRIAS:
  • 8. GÊNERO ÉPICO
    • As duas epopeias de Homero apresentam uma estrutura em comum, pois são divididas em QUATRO partes:
    • PROPOSIÇÃO: definição do tema e do herói;
    • INVOCAÇÃO: pedido para que a Musa o inspire;
    • NARRAÇÃO: narra as aventuras do herói;
    • CONCLUSÃO OU EPÍLOGO: final da narrativa, recapitula os feitos gloriosos do herói.
    AS EPOPEIAS CLÁSSICAS OU PRIMÁRIAS:  As epopeias eram divididas em grandes partes chamadas CANTOS .
  • 9. GÊNERO ÉPICO
    • Por volta do ano 30 a.C., o imperador romano César Augusto encomendou a Virgílio , um ilustre poeta, que escrevesse um poema épico para louvar o império latino e que, se possível, fosse capaz de superar as epopeias homéricas.
    • Virgílio escreveu a Eneida , onde conta a saga de Eneias , um troiano que é salvo dos gregos em Troia, viaja errante pelo Mediterrâneo até chegar à região que atualmente é a Itália. Seu destino era ser o ancestral de todos os romanos.
    AS EPOPEIAS DE IMITAÇÃO OU SECUNDÁRIAS:
  • 10. GÊNERO ÉPICO
    • Com o passar do tempo, os poetas de outros países também foram também homenageando a sua pátria e os seus heróis. É o caso de Luís de Camões , que escreve o poema Os Lusíadas , para exaltar o marinheiro Vasco da Gama e o povo português. Esses poetas, mesmo muito talentosos, IMITAVAM Homero, tanto na estrutura dos poemas quanto no conteúdo dos mesmos.
    AS EPOPEIAS DE IMITAÇÃO OU SECUNDÁRIAS:  A arte feita para ser uma cópia, uma imitação dos clássicos é chamada de ARTE MIMÉTICA.
  • 11. GÊNERO ÉPICO AS EPOPEIAS DE IMITAÇÃO OU SECUNDÁRIAS: Vasco da Gama
  • 12. GÊNERO ÉPICO
    • Na epopeia clássica, os deuses são apresentados como seres reais que ajudam ou prejudicam o herói. Além disso, os PERIGOS enfrentados por ele são EXTRAORDINÁRIOS .
    • Os heróis épicos representam o povo a que pertencem. Seus defeitos até existem, mas são infinitamente menores que as virtudes .
    O CONCEITO DE HERÓI NAS EPOPEIAS CLÁSSICAS:
  • 13. GÊNERO ÉPICO
    • Ao longo dos séculos, o conceito de poema épico sofreu inúmeras modificações.
    • A maior delas ocorreu no século XVIII: os longos poemas transformaram-se em textos em prosa, chamados de ROMANCES .
    • Nos romances, o HERÓI não mais representa uma coletividade e aparece mais HUMANO , com mais defeitos que os heróis épicos.
    O ROMANCE E AS TRANSFORMAÇÕES DO HERÓI:
  • 14. Quadro de epopeias ante-riores a Os Lusíadas.
  • 15. GÊNERO ÉPICO
    • EPOPEIA: narrativa em versos que representa os feitos grandiosos de um herói. Ex.: Os Lusíadas , de Luís de Camões.
    • ROMANCE: vários eixos narrativos, complexida-de. Pode ser romance policial, psicológico, históri-co, regionalista. Ex.: Dom Casmurro , de M. de A.
    • NOVELA: menos complexa que o romance, tem apenas um eixo narrativo. Ex.: O burrinho pedrês , de Guimarães Rosa. (Atualmente, está em desuso).
    PRINCIPAIS ESPÉCIES DO GÊNERO ÉPICO:
  • 16. GÊNERO ÉPICO
    • CONTO: mais curto e mais simples que a nove-la. Também tem apenas um eixo narrativo. Ex.: Amor , de Clarice Lispector;
    • CRÔNICA: flagrante do cotidiano, narrativa muito breve. Ex.: Lixo , de Luis Fernando Verissimo.
    • FÁBULA: de caráter educativo, apresenta animais como personagens. Ex.: A morte da tartaruga , de Millôr Fernandes.
    PRINCIPAIS ESPÉCIES DO GÊNERO ÉPICO:
  • 17. GÊNERO ÉPICO
    • APÓLOGO: narrativa cujos personagens são objetos, seres inanimados, que são personificados pelo autor. Ex.: Um apólogo , de M. de A.
    PRINCIPAIS ESPÉCIES DO GÊNERO ÉPICO:
  • 18. GÊNERO ÉPICO
    • CORDEL: narrativa comum no Nordeste brasi-leiro, apresenta histórias populares em forma de verso. Ex: O Rei dos Cangaceiros , de Leandro Go-mes de Barros.
    PRINCIPAIS ESPÉCIES DO GÊNERO ÉPICO:
  • 19. GÊNERO ÉPICO
    • NARRADOR OU LOCUTOR: é aquele que tece a narrativa.
    • Heterodiegético ou em 3ª pessoa : o narrador não é personagem da história.
    • Homodiegético ou narrador-observador : é per-sonagem, mas não protagonista.
    • Autodiegético ou narrador-protagonista : Aplica-se esta designação ao narrador da história que a relata como sendo seu protagonista, quase sempre em narrativas de caráter autobiográfico.
    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO ÉPICO:
  • 20. GÊNERO ÉPICO
    • NARRADOR: é aquele que tece a narrativa.
    • Onisciente: sabe tudo, inclusive o que as personagens sentem e pensam;
    • Onipresente: presente em todos os lugares da narrativa;
    • Intruso: fala com o leitor e emite opiniões sobre as atitudes das personagens;
    • Parcial: identifica-se com determinada persona-gem e a defende durante a narrativa.
    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO ÉPICO:
  • 21. GÊNERO ÉPICO
    • ENREDO: é sucessão dos fatos numa narrativa.
    • PARTES DO ENREDO:
    • EXPOSIÇÃO: o início da história. Apresentação faz personagens;
    • COMPLICAÇÃO: parte da narrativa em que se desenvolve o(s) conflito(s);
    • CLÍMAX: ponto culminante da história, de maior tensão. As outras partes existem em função dele.
    • DESFECHO: é a solução dos conflitos, o final da narrativa.
    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO ÉPICO:
  • 22. GÊNERO ÉPICO
    • PERSONAGEM: é quem participa da narrativa.
    • CLASSIFICAÇÃO QUANTO À IMPORTÂNCIA NO ENREDO
    • PROTAGONISTA: é o personagem principal.
      • HERÓI: qualidades > defeitos
      • ANTI-HERÓI: qualidades < defeitos
    • ANTAGONISTA: opõe-se ao protagonista.
    • SECUNDÁRIOS: desempenham um papel menos importante na narrativa: TIPOS e CARICATURAS .
    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO ÉPICO:
  • 23. GÊNERO ÉPICO
    • PERSONAGEM: é quem participa da narrativa.
    • CLASSIFICAÇÃO QTO AO GRAU DE CARACTERIZAÇÃO
    • PLA NOS: menos complexos. Caracterizados quase somente nos seus aspectos FÍSICOS, no máximo, nos psicológicos. São previsíveis e permanecem os mesmos no decorrer da trama.
    • REDONDOS OU ESFÉRICOS: mais complexos. Caracteri-zados em seus aspectos FÍSICOS, PSICOLÓGICOS, SOCIAIS, MORAIS e RELIGIOSOS. Absolutamente imprevisíveis. Sofrem modificações no decorrer da trama.
    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO ÉPICO:
  • 24. GÊNERO ÉPICO
    • TEMPO: são as referências temporais dentro de uma narrativa.
    • Tempo cronológico: o enredo se organiza na or-dem natural dos fatos, do começo para o final.
    • Tempo psicológico: enredo não-linear, subme-tido à ordem empregada pelo narrador.
    • Época: quando ocorreram os fatos.
    • Duração: quanto tempo dura a narrativa.
    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO ÉPICO:
  • 25. GÊNERO ÉPICO
    • ATENÇÃO: O tempo também pode ser analisado de acordo com a época em que o locutor NARRA os fatos e a época em que realmente eles OCOR-RERAM . Veja:
    • Tempo da enunciação: a época em que os fatos são narrados .
    • Tempo do enunciado: a época em que os fatos realmente ocorreram .
    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO ÉPICO:  Esse fenômeno acontece, em especial, nos textos memorialísticos, como Dom Casmurro , de M. de Assis.
  • 26. GÊNERO ÉPICO
    • ESPAÇO: é o lugar onde ocorre a narrativa.
    • AMBIENTE: é a soma de época, localização geográfi-ca, clima psicológico, situa-ção sociopolítica, moral, reli-gião.
    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO ÉPICO:
  • 27. GÊNERO ÉPICO
    • ASSUNTO, TEMA E MENSAGEM:
    • ASSUNTO: é uma espécie de resumo (muito resumido) do enredo. Ex.: um homem rico que sai para matar pessoas na rua, com o seu carro, apenas para relaxar .
    • TEMA: é a abstração do assunto. Ex.: a violência .
    • MENSAGEM: frase que sintetiza o texto. Ex.: a violência está onde não se espera que ela esteja .
    ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO GÊNERO ÉPICO:
  • 28.
    •  
    • Narciso cansou-se de se mirar em charcos e ribeiros. Tornou-se urbano e arranjou um emprego. Polidor de es-pelhos!
    • O patrão estava feliz. Nunca lhe tinha aparecido um empregado apaixonado pelo trabalho. Até fazia horas extraordinárias de graça!
    NARCISO (João Ventura)
  • 29.
    • Um dia Narciso fez uma experiência. Esperou com ansiedade pela saída dos restantes empregados e do patrão. Pegou nos últimos dois espelhos que tinha polido, cada um com dois metros de altura por um de largura (encomendados por uma loja de pronto-a-vestir) e posicionou-os em frente um do outro, as superfícies tão paralelas quanto possível. Descalçou os sapatos e as meias, despiu a roupa e, completamente nu, colocou-se no meio dos espelhos.
    • Quando olhou a sua imagem multiplicada até ao infinito, uma onda de prazer com uma intensidade que não supunha possível fez vibrar cada nervo do seu corpo, fez ressoar cada neurônio do seu cérebro...
    • Morreu de overdose.
    NARCISO (João Ventura)
  • 30. GÊNERO LÍRICO
    • ... pertencerá à Lírica todo poema de extensão menor, na medida em que se não cristalizem personagens nítidos e em que, ao contrário, uma voz central — quase sempre um “Eu” — nele exprimir seu próprio estado de alma.
    • ANATOL ROSENFELD
  • 31. GÊNERO LÍRICO
    • Na Antiga Grécia, as epopeias cumprira a im-portante função de divulgar os ideais e valores que organizavam a vida coletiva . Porém, os poemas épicos não respondiam ao anseio humano de expressão individual e coletiva.
    • A poesia LÍRICA surge como uma forma de atender esse anseio.
  • 32. GÊNERO LÍRICO
    • A poesia lírica se define pela ex-pressão dos sentimentos e emoções
     pessoais. Outra marca característica de sua estrutura é o fato de dar voz a um sujeito lírico (chamado de eu lírico ou eu poemático)diferentemente da narração im-pessoal da poesia épica.O sujeito lírico fala de seus sentimentos, de seu estado anímico.
  • 33. GÊNERO LÍRICO
    • No início, os poemas líricos eram cantados, geralmente a-compados pela lira, um instru-mento musical de cordas.
    Érato e sua lira , de John William Godward
  • 34. GÊNERO LÍRICO
    • Essa união entre música e poesia atravessará os anos e permanecerá até a invenção da imprensa, no século XV, quando a cultura escrita passar a prevalecer sobre a cultura oral .
    • Embora muitos autores tivessem aderido à lirica, ela era visto como gênero menor em relação aos outros e foi somente no Renascimento que ele ganhou importância, através do escritor italiano Francesco Petrarca e seus seguidores (incluindo Luís de Camões, o maior poeta da língua portugue-sa.
  • 35. GÊNERO LÍRICO
    • ODE: Entre os antigos gregos, poema que exalta valores nobres, caracterizan-do-se pelo tom de louvação. Na modernidade, pode apre-sentar um tom irônico, e ser utilizada como crítica.
    FORMAS DA LÍRICA: Na ode ao lado, o poeta JOSÉ PAULO PAES faz uma crítica ao consumismo. AO SHOPPING CENTER José Paulo Paes Pelos teus círculos vagamos sem rumo nós almas penadas do mundo do consumo De elevador ao céu pela escada ao inferno: os extremos se tocam no castigo eterno. Cada loja é um novo prego em nossa cruz. Por mais que compremos estamos sempre nus nós que por teus círculos vagamos sem perdão à espera (até quando?) Da Grande Liquidação.
  • 36. GÊNERO LÍRICO
    • ELEGIA: Poema lírico, cujo tom é quase sempre terno e triste. Na Grécia, homenageava as perso-nalidades públicas que haviam morrido.
    FORMAS DA LÍRICA: Quantas vezes choro Sem saber porquê E o pranto sonoro Se ouve e não se crê. [...] Risos sem começo, Lágrimas sem fim: Se tanto padeço, Que será de mim? José Albano , Endrechas
  • 37. GÊNERO LÍRICO
    • HAICAI: Poema de origem japonesa cons-tituído de três versos, dos quais dois são pen-tassílabos e um, o se-gundo, heptassílabo.
    FORMAS DA LÍRICA: Ah! o antigo açude! E quando uma rã mergulha, o marulho da água. Matsuo Bashô (Trad. de Guil. de Almeida)
  • 38. GÊNERO LÍRICO FORMAS DA LÍRICA:
    • RONDÓ: Composição poética com estribilho (refrão) constante.
    RONDÓ DO CAPITÃO Bão balalão. Senhor capitão, Tirai este peso Do meu coração. Não é de tristeza, Não é de aflição: É só de esperança Senhor capitão! A leve esperança, A aérea esperança... Aérea, pois não! — Peso mais pesado Não existe não. Ah, livrai-me dele, Senhor capitão
  • 39. GÊNERO LÍRICO
    • ACRÓSTICO: Composição poética na qual o conjunto das letras iniciais (e por vezes as mediais ou finais) dos versos compõe verticalmente uma palavra ou frase.
    • BARCAROLA: Canção romântica dos gondoleiros de Veneza. Tipo de cantiga trovadoresca de influência italiana, que se referia a assuntos marítimos.
    • ÉCLOGA: Poesia pastoril, em geral dialogada; bucólica, pastoral.
    FORMAS DA LÍRICA:
  • 40. GÊNERO LÍRICO
    • SONETO: A mais importante forma lírica é, sem dúvidas, o soneto. Muitíssimo apreciado por poetas desde o século XIV, o soneto goza de grande popularidade também com os leitores. Consiste num poema de 14 versos, distribuídos, geralmente, em duas estrofes de 4 versos e duas de 3. Esta forma, utilizada pelo italiano Francesco Petrarca (1304-1374) não é a única, embora seja a mais popular.
    FORMAS DA LÍRICA:
    • Soneto italiano ou petrarquiano: apresenta duas estrofes de quatro versos (quartetos) e dois de três versos (tercetos);
    • Soneto inglês ou Shakespeariano: três quartetos e um dístico;
    • Soneto monostrófico: Apresenta uma única estrofe de 14 versos.
  • 41. SONETO DO AMOR TOTAL SONETO DO AMOR TOTAL Amo-te tanto, meu amor... não cante O humano coração com mais verdade... Amo-te como amigo e como amante Numa sempre diversa realidade. Amo-te afim, de um calmo amor prestante E te amo além, presente na saudade Amo-te, enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante. Amo-te como um bicho, simplesmente De um amor sem mistério e sem virtude Com um desejo maciço e permanente. E de te amar assim, muito e amiúde É que um dia em teu corpo de repente Hei de morrer de amar mais do que pude. Vinícius de Moraes
  • 42. GÊNERO LÍRICO
    • Poesia é tudo aquilo que toca o espírito, provo-cando emoção e prazer estético.
    • Um poema é uma obra literária apresentada geralmente em verso e estrofes (ainda que possa existir prosa poética.
    • Verso é, portanto, cada linha do poema.
    • Estrofe é um conjunto de versos.
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA:
  • 43. GÊNERO LÍRICO
    • As estrofes costumam ser nomeadas de acordo com o número de versos que contem. Veja:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: Nº DE VERSOS ESTROFE 2 Dístico 3 Terceto 4 Quarteto ou quadra 5 Quinteto ou quintilha 6 Sexteto ou sextilha 7 Sétima ou septilha 8 Oitava 9 Nona ou novena 10 Décima
  • 44. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos são divididos em sílabas poéticas , que são diferentes das sílabas gramaticais.
    • O ato de contar as sílabas poéticas de um verso chama-se ESCANSÃO ou METRIFICAÇÃO .
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA
  • 45. OS QUATRO PASSOS DA ESCANSÃO SEPARAR AS SÍLABAS GRAMATICAIS Vou-me embora pra Pasárgada Vou/me/em/bo/ra/pra/Pa/sár/ga/da Tirai este peso Ti/rai/es/te/pe/so 1
  • 46. OS QUATRO PASSOS DA ESCANSÃO PROCURAR AS ELISÕES Vou/me/em/bo/ra/pra/Pa/sár/ga/da Ti/rai/es/te/pe/so Voumem bora... 2
  • 47. OS QUATRO PASSOS DA ESCANSÃO De/tu/do/ao/meu/a/mor/se/rei/a/ ten/to Aí/es/tá/a/cor De tudao meu amor serei atento
  • 48. OS QUATRO PASSOS DA ESCANSÃO 3 MARCAR A ÚLTIMA TÔNICA Vou/me/em/bo/ra/pra/Pa/sár/ga/da Ti/rai/es/te/pe/so
  • 49. OS QUATRO PASSOS DA ESCANSÃO 4 NUMERAR AS SÍLABAS Vou/me/em/bo/ra/pra/Pa/sár/ga/da Ti/rai/es/te/pe/so 1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5
  • 50. EXISTE UM VERSO CUJO Nº DE SÍLABAS POÉTICAS SEJA IGUAL DO DE SÍLABAS GRAMATICAIS? Não existe não
  • 51. — Peso mais pesado Não existe não Ah, livrai-me dele, Senhor capitão.
  • 52. SEPARAR AS S.G. 1 2 3 4 PROCURAR AS ELISÕES MARCAR A ÚLTIMA TÔNICA OS QUATRO PASSOS DA ESCANSÃO NUMERAR S.P.
  • 53. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME UMA MONOSSÍLABO Rua torta. Lua morta. Tua porta. (Cassiano Ricardo)
  • 54. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME DUAS DISSÍLABO Na valsa Cansaste Ficaste Prostrada, Turbada! (Casemiro de Abreu)
  • 55. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME TRÊS TRISSÍLABO Foge, bicho Foge, povo Passa ponte Passa poste Passa pasto (Manuel Bandeira)
  • 56. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME QUATRO TETRASSÍLABO Era uma casa Muito engraçada Não tinha teto Não tinha nada (Vinícius de Morais)
  • 57. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME CINCO PENTASSÍLABO Dorme o pensamento. Riram-se? Choraram? Ninguém mais recorda. (Cecília Meireles)
  • 58. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME SEIS HEXASSÍLABO Não solta a voz canora No bosque o vate alado Que um canto d'inspirado. Tem sempre a cada aurora; (Gonçalves Dias)
  • 59. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME SETE HEPTASSÍLABO Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá (Gonçalves Dias)
  • 60. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME OITO OCTASSÍLABO Tu pensas que tu é que és A melhor mulher do planeta. Mas eu é que não vou fazer Tudo o que te der na veneta. (Noel Rosa)
  • 61. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME NOVE ENEASSÍLABO Ou se tem chuva e não se tem sol Ou se tem sol e não se tem chuva (Cecília Meireles)
  • 62. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME DEZ DECASSÍLABO As armas e os barões assinalados Que da ocidental praia lusitana, Por mares nunca dantes navegados Passaram ainda além da Taprobana (Luís de Camões)
  • 63. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME ONZE UNDECASSÍLABO Tange o sino, tange, numa voz de choro Numa voz de choro... tão desconsolado... No caixão dourado, como em berço de ouro, Pequenino, levam-te dormindo... Acorda! (Vicente de Carvalho)
  • 64. GÊNERO LÍRICO
    • Os versos recebem nomes de acordo com o número de sílabas. Observe:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME DOZE DODECASSÍLABO Nas largas mutações perpétuas do universo O amor é sempre o vinho enérgico, irritante... Um lago de luar nervoso e palpitante... Um sol dentro de tudo altivamente imerso. (Cruz e Sousa)
  • 65. GÊNERO LÍRICO
    • A lguns versos recebem nomes especiais, de acordo com o seu número de sílabas:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA Nº DE SÍLABAS NOME CINCO REDONDILHA MENOR SETE REDONDILHA MAIOR DOZE ALEXANDRINOS  Os versos com mais de 12 sílabas são chamados de LIVRES OU IRREGULARES .  O termo “alexandrino” deriva da obra francesa “Roman d’Alexandre”, escrita com versos de 12 sílabas poéticas.
  • 66. GÊNERO LÍRICO
    • No início da Literatura em língua portuguesa, utilizava-se muito o verso de CINCO e SETE sílabas poéticas, que facilitavam a memorização dos poemas. Por isso, esses dois tamanhos de verso também são conhecidos como MEDIDA VELHA .
    • A partir do Renascimento, os escritores preferiam os versos de DEZ e DOZE sílabas. Eles ficaram conhecidos como MEDIDA NOVA .
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A MÉTRICA
  • 67. GÊNERO LÍRICO
    • RIMA é a semelhança ou repetição de sons ao fim de dois ou mais versos. É a identidade de sons nas sílabas finais de duas ou mais palavras.
    • Elas podem ser classificadas de acordo com os critérios a seguir:
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 68. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA Carlos Drummond de Andrade Aos que me dão lugar no b onde A e que conheço não sei de onde , A aos que me dizem terno ad eus B sem que lhes saiba os nomes s eus B
  • 69. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA Álvares de Azevedo Minha desgraça não é ser po eta , A Nem na terra de amor não ter um eco , B É meu anjo de Deus, o meu plane ta A Tratar-me como trata-se um bone co B
  • 70. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA Augusto dos Anjos Eu, filho do carbono e do amon íaco , A Monstro de escuridão e rutil ância , B Sofro, desde a epigênese da inf ância , B A influência má dos signos do zodí aco . A
  • 71. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA Alvarenga Peixoto
  • 72. GÊNERO LÍRICO
    • Quanto à Posição na estrofe: MISTURADAS
    ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA A chuva chove mansamente... como um sono Que tranquilize, pacifique, resserene... A chuva chove mansamente... Que abandono! A chuva é a música de um poema de Verlaine... E vem-me o sonho de uma véspera solene, Em certo paço, já sem data e já sem dono... Véspera triste como a noite, que envenene ...Num velho paço, muito longe, em terra estranha, Com muita névoa pelos ombros da montanha... Paço de imensos corredores espectrais, Onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas, Enquanto o vento, estrepitando pelas portas, Revira in-fólios, cancioneiros e missais. A B C B B A B D D E F F E Cecília Meireles
  • 73. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA Vinícius de Morais
  • 74. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 75. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 76. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 77. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 78. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA TISNAR: por negro como carvão
  • 79. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 80. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 81. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA  Neste caso, para se contar as sílabas poéticas do verso, deve-se escrever por extenso o nome da letra “esse”.
  • 82. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 83. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 84. GÊNERO LÍRICO ASPECTOS ESTRUTURAIS DA POESIA: A RIMA
  • 85. GÊNERO DRAMÁTICO
    • “ Pertencerá à Dramática toda obra dialogada em que atuarem os próprios personagens sem serem, em geral, apresentados por um narrador”.
    • ANATOL ROSENFELD
  • 86. GÊNERO DRAMÁTICO
    • Aristóteles observa, na Poética , que o termo drama (do grego, drân : agir) faz referência ao fato de, em texto desses gêneros, as pessoas serem representadas “em ação”, ou seja, neste gênero os textos são feitos para serem representados.
    ARISTÓTELES E O DRAMA:
  • 87. GÊNERO DRAMÁTICO
    • Textos dramáticos são aqueles em que a “voz narrativa” está entregue às personagens, que
     contam a his tória por meio de diálogos ou monólogos.
  • 88. GÊNERO DRAMÁTICO O Teatro de Dionísio em Atenas, Grécia
  • 89. GÊNERO DRAMÁTICO
    • Tragédia (do grego antigo τραγῳδία, composto de τράγος &quot;bode&quot; e ᾠδή &quot;canto&quot;) é uma forma de drama, que se caracteriza pela sua seriedade e dignidade, frequentemente envolvendo um conflito entre uma personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o destino ou a sociedade.
    AS DUAS MODALIDADES DO TEATRO GREGO: TRAGÉDIA
  • 90. GÊNERO DRAMÁTICO
    • A comédia, na Antiga Grécia, foi um gênero mais voltado para o cotidiano, para os costumes, que são tratados sobre tudo como objeto de crítica e sátira. Dentre os principais comediógrafos destacam-se: Aristófanes (445 - 385 a.C.), autor de A Paz , Lisístrata , A Assembléia de Mulheres , Os Cavaleiros e Plutos ; Menandro (340 - 292 a.C.), autor de O Intratável.
    AS DUAS MODALIDADES DO TEATRO GREGO: COMÉDIA
  • 91. GÊNERO DRAMÁTICO
    • TRAGICOMÉDIA: Peça que participa da tragédia pelo assunto e personagens, e da comédia pelos incidentes e desenlace.
    • FARSA: Peça teatral de comicidade exagerada, ação vivaz, irreverente e burlesca, e com elementos de comédia de costumes.
    • DRAMA: Forma surgida no séc. XVIII, resulta da fusão de elementos trágicos e cômicos. Na prática, é o mesmo que tragicomédia.
    OUTRAS MODALIDADES DO GÊNERO DRAMÁTICO:
  • 92. GÊNERO DRAMÁTICO
    • AUTO: Composição dramática originária da Idade Média, com personagens geralmente alegó-ricas, como os pecados, as virtu-des, etc., e entidades como san-tos, demônios, etc., e que se caracteriza pela simplicidade da construção, ingenuidade da linguagem, caracterizações exacerbadas e intenção morali-zante.
    OUTRAS MODALIDADES DO GÊNERO DRAMÁTICO :
  • 93. GÊNERO DRAMÁTICO ELEMENTOS INDICATIVOS DO GÊNERO: ( Estende agora as duas mãos para o cego, numa espécie de apelo. Logo, porém, interrompe o gesto. ) ELIAS - Desde que você entrou, eu soube que era linda. VIRGÍNIA - ( acariciando-se a si mesma ) — Poucas mulheres são tão bonitas como eu. Se você enxergasse, veria que não minto. ELIAS - ( doce ) — Imagino. RUBRICA: Indicação escrita de como deve ser executado um trecho musical, uma mudança de cenário, um movimento cênico, uma fala, um gesto do ator, etc.
  • 94. GÊNERO DRAMÁTICO
    • Catarse (do grego Κάθαρσις &quot;kátharsis&quot;) é uma palavra utilizada em diversos contextos, como a tragédia, a medicina ou a psicanálise, que significa &quot;purificação&quot;, &quot;evacuação&quot; ou &quot;purgação&quot;. Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama.
    • Segundo o filósofo, para suscitar a catarse era preciso que o herói passasse da dita para a desdita, ou seja, da graça para a desgraça. E mais ainda: não pode ser por acaso, e sim por uma desmedida, ou seja, por uma ação ou escolha mal feita do herói.
    A CATARSE:
  • 95. GÊNERO DRAMÁTICO
    • Ainda segundo o filósofo grego, se um homem bom passa da má para a boa fortuna, nós não sentiremos terror; se um homem bom passa da boa para a má fortuna, nós ficamos com pena, e não sentimos compaixão nem terror; se um homem mau passar da boa para a má fortuna, nós ficamos felizes da vida; e se um homem mau passar da má para a boa fortuna, nós sentimos repugnância.
    • Ou seja, é preciso que o herói trágico passe da &quot;Felicidade&quot; para a &quot;Infelicidade&quot; por alguma desmedida sua para atingir a catarse. Por exemplo: Édipo Rei, que começa a história como rei de Tebas e no fim se cega e se exila. Ou, uma história mais próxima de todos, Romeu e Julieta, numa releitura que Shakespeare faz da tragédia, onde os dois eram filhos de importante gente da cidade e acabam mortos pela desmedida do amor.
    A CATARSE:
  • 96. GÊNERO DRAMÁTICO — Salve, como é que vai? — Amigo há quanto tempo... — Um ano ou mais... — Posso sentar um pouco? — Faça o favor! — A vida é um dilema... — Nem sempre vale a pena... — Ah... — O que é que há? — Rosa acabou comigo. — Meu Deus, porquê? — Nem Deus sabe o motivo. — Deus é bom! — Mas não foi bom pra mim... — Todo amor um dia chega ao fim. AMIGO É PRA ESSAS COISAS Sílvio da Silva / Aldir Blanc O grupo vocal MPB4
  • 97. GÊNEROS LITERÁRIOS
    • Atualmente, fala-se em CONCOMITÂNCIA DE GÊNEROS e essa classificação, perfeita e lógica na sua essência, pode tornar-se discutível e até errônea na prática, quando aplicada rigidamente a determinadas obras. É que na criação artística confluem as águas dessas três fontes, interpenetrando-se as funções da linguagem. E em certas obras predominará um gênero sobre o outro, mas nunca haverá a expressão pura de um só gênero.
    A CONCOMITÂNCIA DOS GÊNEROS LITERÁRIOS:
  • 98. GÊNEROS LITERÁRIOS A CONCOMITÂNCIA DOS GÊNEROS LITERÁRIOS:
  • 99. GÊNEROS LITERÁRIOS
    • BRASIL — Oswald de Andrade O Zé Pereira chegou de caravela E preguntou pro guarani da mata virgem — Sois cristão? — Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte Teterê Tetê Quizá Quizá Quecê! Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu! O negro zonzo saído da fornalha Tomou a palavra e respondeu — Sim pela graça de Deus Canhém Babá Canhém Babá Cum Cum! E fizeram o Carnaval
    A CONCOMITÂNCIA DOS GÊNEROS LITERÁRIOS:
  • 100. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
    • ABURRE, PONTARA E CESILA. Literatura (Módulo 2). Sistema UNO.
    • CARA, Salete de Almeida. A poesia lírica . Ed. Ática.
    • GANCHO, Cândida V. Como analisar narrativas . Ed. Ática.
    • GOLDSTEIN, Norma. Versos, sons e ritmos . Ed. Ática.
    • LEITE, Ligia Chiappini M. O foco narrativo . Ed. Ática.
    • LINHARES, Temístocles. Teoria literária. Ed. Vila Rica.
    • MESQUITA, Samira Nahid de. O enredo . Ed. Ática.
    • MOISÉS, Massaud. Dicionário de termos literário s. Cultrix.
    • ROSENFELD, Anatol. O teatro épico . Editora Perspectiva.
    • SÁ, Jorge de. A crônica . Ed. Ática.
    • SOARES, Angélica. Gêneros literários . Ed. Ática.
    (RESUMIDAS) www.literaturaeshow.com.br