Modernismo em Portugal
Primeira Geração
Geração Orpheu (1915)-   Período histórico instável-   Debate sobre o destino de Portugal-   Vanguardas européias-   Atual...
Mário de Sá-Carneiro          Lisboa, 1890 – Paris, 1916          -Em Paris troca correspondências          com Pessoa    ...
Mário de Sá-Carneiro          Estilo:          -Mote central: crise de          personalidade          -Inadequação       ...
DispersãoPerdi-me dentro de mim       Assim eu choro, da vida,      Álcool dum sono outonalPorque eu era labirinto,     A ...
Fernando Pessoa            “Multipliquei-me, para me            sentir,            Para me sentir, precisei            sen...
Ortônimo           (“Ele Mesmo”)Fernando Pessoa           Heterônimos:           -Alberto Caeiro           -Ricardo Reis  ...
Alberto Caeiro- O mestre bucólico               “Caeiro era de estatura média, e, embora               realmente frágil (m...
Alberto Caeiro- O mestre bucólico               Caracteristicas:         argumentativo.               -Simplicidade da vid...
Ricardo Reis- O filosofo      “Ricardo Reis é um pouco, mas muito pouco, mais baixo,      mais forte, mais seco [que Caeir...
Ricardo Reis- O filosofo       -Carpe Diem       -Não teme a morte (Epicurismo)       -Razão sobrepõe a emoção       -Conf...
Álvaro de Campos – Poeta do futuro           Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu;           depois foi man...
Álvaro de Campos – O poeta do futuro               - poeta modernista               - poeta sensacionista               - ...
Álvaro de Campos- Fases       Decadentista (Opiário novas sensações;       somente)                 -Falta de sentido na v...
Fernando Pessoa “Ele mesmo”          Se depois que eu morrer, quiserem          escrever minha biografia,          Não há ...
Fernando Pessoa “Ele mesmo”          -Valores e tradições      emoção          portuguesas               - Estados negativ...
Breve o DiaBreve o dia, breve o ano, breve tudo.Não tarda nada sermos.Isto, pensado, me de a mente absorveTodos mais pensa...
Ode Triunfal                       querer cantar com um excesso e por estes volantes,                                   De...
MAR PORTUGUÊSÓ mar salgado, quanto do teu salSão lágrimas de Portugal!Por te cruzarmos, quantas mães choraram,Quantos filh...
O Guardador de Rebanhos                 E as mãos colhem flores sem ela dar                                        por iss...
Intervalo: Florbela Espanca              -Morte de Sá-Carneiro => Fim de Orpheu              -Tentativa de continuidade em...
Eu                                       Sou a que chora sem saber porquê...Eu sou a que no mundo anda perdida,Eu sou a qu...
Presencismo X Neorrealismo-Revista Presença (1927)               -Socialismo-Literatura Viva                       -Engaja...
Modernismo em Portugal
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Modernismo em Portugal

1.691 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.691
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
110
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
28
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Modernismo em Portugal

  1. 1. Modernismo em Portugal
  2. 2. Primeira Geração
  3. 3. Geração Orpheu (1915)- Período histórico instável- Debate sobre o destino de Portugal- Vanguardas européias- Atualização estéticaPrincipais nomes: Fernando Pessoa; Mario de Sá-Carneiro, Almada Negreiros, Ronald de Carvalho
  4. 4. Mário de Sá-Carneiro Lisboa, 1890 – Paris, 1916 -Em Paris troca correspondências com Pessoa -1914 Liga-se ao grupo que formaria Orpheu - Profunda crise existencial e Financeira -1916 se suicida aos 26 anos Obra: Poesia: Dispersão (1912); Indícios de Oiro (1937); Novelas: Princípio (1912); A confissão de Lúcio (1914); Céu em fogo (1915); Teatro: A amizade (1912); Correspondência: Cartas a Fernando Pessoa. (1958-59)
  5. 5. Mário de Sá-Carneiro Estilo: -Mote central: crise de personalidade -Inadequação -Pessimismo -Decadentismo -Angustia -Crise existencial
  6. 6. DispersãoPerdi-me dentro de mim Assim eu choro, da vida, Álcool dum sono outonalPorque eu era labirinto, A morte da minha alma. Me penetrou vagamenteE hoje, quando me sinto, A difundir-me dormenteÉ com saudades de mim. (...) Em urna bruma outonal.Passei pela minha vida Eu tenho pena de mim, Perdi a morte e a vida,Um astro doido a sonhar. Pobre menino ideal... E, louco, não enlouqueço...Na ânsia de ultrapassar, Que me faltou afinal? A hora foge vivida,Nem dei pela minha vida... Um elo? Um rastro?... Ai de Eu sigo-a, mas mim!... permaneço,...(...) .................................. Desceu-me na alma o Castelos desmantelados,Regresso dentro de mim crepúsculo; Leões alados sem jubaMas nada me fala, nada! Eu fui alguém que passou.Tenho a alma amortalhada, Serei, mas já não me sou;Sequinha, dentro de mim. Não vivo, durmo oNão perdi a minha alma, crepúsculo.Fiquei com ela, perdida.
  7. 7. Fernando Pessoa “Multipliquei-me, para me sentir, Para me sentir, precisei sentir tudo, Transbordei-me, não fiz senão extravasar-me.” (Fernando Pessoa)
  8. 8. Ortônimo (“Ele Mesmo”)Fernando Pessoa Heterônimos: -Alberto Caeiro -Ricardo Reis -Álvaro de Campos
  9. 9. Alberto Caeiro- O mestre bucólico “Caeiro era de estatura média, e, embora realmente frágil (morreu tuberculoso), não parecia tão frágil como era, *…+ Louro sem cor, olhos azuis.” (Fernando Pessoa)
  10. 10. Alberto Caeiro- O mestre bucólico Caracteristicas: argumentativo. -Simplicidade da vida - Predomínio do Campestre Presente do indicativo -Sentir as coisas como – Raro uso de de fato são (concreto) metáforas -Antifilosofia “pensar é estar doente dos olhos” -Verso livre -Linguagem simples e familiar -Panteísmo naturalista - Objetivismo - Sensacionismo -Antimetafísico - Estilo discursivo. - Pendor
  11. 11. Ricardo Reis- O filosofo “Ricardo Reis é um pouco, mas muito pouco, mais baixo, mais forte, mais seco [que Caeiro]. Cara rapada (...) de um vago moreno mate.” (Fernando Pessoa)
  12. 12. Ricardo Reis- O filosofo -Carpe Diem -Não teme a morte (Epicurismo) -Razão sobrepõe a emoção -Conformismo -Alusões a Mitologia -Linguagem clássica -Uso de imperativo -Advérbios -Palavras eruditas -Influências Clássicas (Ode)
  13. 13. Álvaro de Campos – Poeta do futuro Nasceu em Tavira, teve uma educação vulgar de Liceu; depois foi mandado para a Germânia estudar engenharia, primeiro enfermaria e depois naval. Numas férias fez a viagem ao Oriente de onde resultou o Opiário. Agora está aqui em Lisboa em inactividade. (Fernando Pessoa)
  14. 14. Álvaro de Campos – O poeta do futuro - poeta modernista - poeta sensacionista - cantor das cidades e do cosmopolitanismo - cantor da vida marítima em todas as suas dimensões - cultor das sensações sem limite - Veros livres e, em algumas vezes, longos - poeta em que o tema do cansaço se torna fulcral - poeta da condição humana partilhada entre o nada da realidade e o tudo dos sonhos - observador do quotidiano da cidade através do seu desencanto - poeta da angústia existencial e da auto-ironia -estrangeirismos
  15. 15. Álvaro de Campos- Fases Decadentista (Opiário novas sensações; somente) -Falta de sentido na vida; - exprime tédio, enfado, -evasão náusea, necessidade de Futurista -Exalta o progresso -Atração quase erótica técnico a velocidade pelas máquinas -Recusa verdades - celebra a civilização definitivas moderna -Sensação é tudo Pessimista -Angustia existencial -Dor de pensar -Solidão -Conflito entre a -Nostalgia da infância realidade e o poeta
  16. 16. Fernando Pessoa “Ele mesmo” Se depois que eu morrer, quiserem escrever minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas – a da minha nascença e a da minha morte Entre uma e outra todos os dias são meus. (Fernando Pessoa)
  17. 17. Fernando Pessoa “Ele mesmo” -Valores e tradições emoção portuguesas - Estados negativos: - sentimento solidão, cepticismo, nacionalista tédio, angústia, cansaço, -Identidade perdida desespero, frustração - Consciência do absurdo - Inquietação metafísica, da existência dor de viver - Tensão - Auto-análise sinceridade/fingimento, -Musicalidade consciência/inconsciênci -Pontuação emotiva a, sonho/realidade - Versos curtos - Oposição sentir/pensar, - Metáforas e diversas pensamento/vontade, outras figuras de estilo esperança/desilusão - Anti - sentimentalismo: intelectualização da
  18. 18. Breve o DiaBreve o dia, breve o ano, breve tudo.Não tarda nada sermos.Isto, pensado, me de a mente absorveTodos mais pensamentos.O mesmo breve ser da mágoa pesa-me,Que, inda que mágoa, é vida.
  19. 19. Ode Triunfal querer cantar com um excesso e por estes volantes, De expressão de todas as Rugindo, rangendo, ciciando, minhas sensações, estrugindo, ferreando, Com um excesso Fazendo-me um acesso deÀ dolorosa luz das grandes contemporâneo de vós, ó carícias ao corpo numa só carícialâmpadas eléctricas da fábrica máquinas! à alma.Tenho febre e escrevo. Em febre e olhando os motores Ah, poder exprimir-me todoEscrevo rangendo os dentes, como a uma Natureza tropical - como um motor se exprime!fera para a beleza disto, Grandes trópicos humanos de Ser completo como umaPara a beleza disto totalmente ferro e fogo e força - máquina!desconhecida dos antigos. Ó Canto, e canto o presente, e Poder ir na vida triunfante comorodas, ó engrenagens, r-r-r-r-r-r- também o passado e o futuro, um automóvel último-modelo!r eterno! Porque o presente é todo o Poder ao menos penetrar-meForte espasmo retido dos passado e todo o futuro fisicamente de tudo isto,maquinismos em fúria! E há Platão e Virgílio dentro das Rasgar-me todo, abrir-meEm fúria fora e dentro de mim, máquinas e das luzes eléctricas completamente, tornar-mePor todos os meus nervos Só porque houve outrora e passentodissecados fora, foram humanos Virgílio e Platão, A todos os perfumes de óleos ePor todas as papilas fora de tudo E pedaços do Alexandre Magno calores e carvõescom que eu sinto! do século talvez cinquenta, Desta flora estupenda, negra,Tenho os lábios secos, ó grandes Átomos que hão-de ir ter febre artificial e insaciável!ruídos modernos, para o cérebro do Ésquilo do (...)De vos ouvir demasiadamente século cem,de perto, Andam por estas correias deE arde-me a cabeça de vos transmissão e por estes êmbolos
  20. 20. MAR PORTUGUÊSÓ mar salgado, quanto do teu salSão lágrimas de Portugal!Por te cruzarmos, quantas mães choraram,Quantos filhos em vão rezaram!Quantas noivas ficaram por casarPara que fosses nosso, ó mar!Valeu a pena? Tudo vale a penaSe a alma não é pequena.Quem quere passar além do BojadorTem que passar além da dor.Deus ao mar o perigo e o abismo deu,Mas nele é que espelhou o céu.
  21. 21. O Guardador de Rebanhos E as mãos colhem flores sem ela dar por isso. I Como um ruído de chocalhosEu nunca guardei rebanhos, Para além da curva da estrada,Mas é como se os guardasse. Os meus pensamentos são contentes.Minha alma é como um pastor, Só tenho pena de saber que eles sãoConhece o vento e o sol contentes,E anda pela mão das Estações Porque, se o não soubesse,A seguir e a olhar. Em vez de serem contentes e tristes,Toda a paz da Natureza sem gente Seriam alegres e contentes.Vem sentar-se a meu lado. Pensar incomoda como andar à chuvaMas eu fico triste como um pôr do SolPara a nossa imaginação,Quando esfria no fundo da planícieÉ se sente a noite entradaComo uma borboleta pela janela.Mas a minha tristeza é sossegoPorque é natural e justaE é o que deve estar na almaQuando já pensa que existe
  22. 22. Intervalo: Florbela Espanca -Morte de Sá-Carneiro => Fim de Orpheu -Tentativa de continuidade em várias revistas: Centauro, Portugal Futurista, Lusitânia, Athena, etc. Florbela: -Impulso Erótico na poesia -“donjuanismo” feminino
  23. 23. Eu Sou a que chora sem saber porquê...Eu sou a que no mundo anda perdida,Eu sou a que na vida não tem norte, Sou talvez a visão que AlguémSou a irmã do Sonho, e desta sorte sonhou,Sou a crucificada... a dolorida... Alguém que veio ao mundo pra me ver,Sombra de névoa tênue e esvaecida, E que nunca na vida me encontrou!E que o destino amargo, triste e forte,Impele brutalmente para a morte!Alma de luto sempreincompreendida!...Sou aquela que passa e ninguém vê...Sou a que chamam triste sem o ser...
  24. 24. Presencismo X Neorrealismo-Revista Presença (1927) -Socialismo-Literatura Viva -Engajamento- libertação do academicismo - Antipresencismo-Introspecção -Objetividade-Evasão -Ausência de heróis “pré--Individualismo fabricados”-universalismo -luta de classes-Principais nomes: José Régio e João -PanfletarismoGaspar Simões -Influencias : Brasil- Jorge Amado; Raquel de Queiroz, Jose Lins do Rego; Erico Verissimo. Estados Unidos: Hemingay; Caldwell, John de Passos; Sinclair Lewis -Nomes: Alves Redol; Ferreira de Castro e Virgilio Ferreira.

×