Climatologia da Amazônia

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Climatologia da Amazônia

  1. 1. CLIMA DA REGIÃO AMAZÔNICA Felipe de Souza Pimenta
  2. 2. AMAZÔNIA Maior floresta equatorial do planeta; Diversidade biológica e de ecossistemas; Precipitação atmosférica anual de 2.300mm; Regulador climático em escala global; Influência em grande parte do Brasil pela MEC; Reciclagem da umidade;
  3. 3. CARCTERÍSTICAS DO CLIMA DA AMAZÔNIA
  4. 4. CIRCULAÇÃO ATMOSFÉRICA E CONVECÇÃO Durante o verão, na época em que a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) é mais ativa e intensa, a nebulosidade sobre o centro da Amazônia é associada a uma baixa térmica entre 20 e 30°S. As frentes frias vindas do Sul se associam a atividade convectiva intensa e a precipitação no Sudoeste da Amazônia e ao fluxo de umidade da Amazônia para latitudes maiores. ZCAS: Banda de nebulosidade que se estende desde o Sul da Amazônia até a região central do Atlântico Sul.
  5. 5. FLUXO DE UMIDADE
  6. 6. JATOS DE BAIXOS NÍVEIS(JBN) JBN : transporte da umidade da Amzônia que é canalizada pelos Andes até latitudes maiores da América do Sul
  7. 7. RELAÇÃO DOS ALÍSIOS NA AMAZÔNIA  Os ventos alísios transportam umidade do Atlântico Norte Tropical para a Amazônia durante o verão e outono, quando chegam na Amazônia. Boa parte dos ventos são desviados no sentido SE modificanto um JBN.
  8. 8. FLUXO DOS RIOS VOADORES
  9. 9. FRIAGEM Os padrões de circulação em superfície mostrou a entrada ma massas de ar frio e seco de altas latitudes do Hemisfério Sul(HS), que afetam a Amazônia do Oeste, modificando o tempo na região. É ocasionada pela Massar Polar Atlântica(MPA) que vem com força em direção a região, o ar polar passa com mais facilidade, devido a diminuição da barreira biogeográfica(floresta), ocorre de maio a setembro.
  10. 10. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA CHUVA NA AMAZÔNIA A Amazônia apresenta significativa variedade espacial e sazonal (temporal) da pluviosidade, sendo a região com maior total pluviométrico anual, observando-se maior pluviosidade no litoral do Amapá e no setor Ocidental da região, a precipitação excede 5.000 mm/ano. Quatro núcleos de precipitação:  Noroeste da Amazônia, chuvas acima de 3000mm/ano,(abr,mai,jun)  Centro da Amazônia, precipitação de 2500mm/ano;(mar,abri,mai)  Sul da Amazônia;(jan,fev,mar)  Leste da Amazônia, precipitação anual superior a 4000mm;(fev,mar,abri)
  11. 11. Estação Chuvosa Sul da Amazônia Início: Setembro a Abril Setembro Norte da Amazônia Início: Março a
  12. 12. O desmatamento na Amazônia, aumentou rapidamente nas recentes décadas, e há evidências de que a característica termodinâmica da troposfera tenha variado. Entretanto, apesar de os resultados de modelagem numérica estimarem uma diminuição de 15 a 30% da precipitação sobre a Amazônia, caso a região seja toda desmatada, até o momento, não há evidência observacional conclusiva de uma mudança climática na região diretamente provocada pelo desmatamento. No Sul da Amazônia, onde o desmatamento é intenso, a atividade convectiva não apresentou grande variação nas útimas décadas.
  13. 13. TEMPERATURA DO AR Em razão dos altos valores de energia solar que incidem na superfície, a temperatura do ar mostra uma pequena variação anual, com exceção da parte sul (RO e MT) devido ao fenômeno da friagem. As médias anuais mostram temperaturas bastante elevadas na região central equatorial, com médias que ultrapassam os 26-28°C Eventos do baixas temperaturas vindas do Sul podem atingir a Amazônia com baixas temperaturas(Friagem),em junho de 1997 a temperatura chegou a 11°C em Rio Branco(AC), esses eventos são comuns de maio a setembro. Mas não foram estimados possíveis impactos das ondas de frio na população ou nos ecossistemas amazônicos. A amplitude térmica sazonal é de 1-2°C, e os valores médios situam-se entre 24 e 26°C.
  14. 14. Análises temporais para a temperatura média em toda a Amazônia mostraram que as décadas de 1940-60 e final dos anos 1990 foram ligeiramente mais quentes que o normal, sendo que o ano de 1998 foi o mais quente desde o início do século XX, porem menos quente do que a média do Brasil para o mesmo ano. Estudos de Victoria et al. (1998), com dados de estações meteorológicas na região, detectaram um aquecimento na região amazônica que chegou a +0,63°C/100 anos, enquanto que a taxa de aquecimento encontrada por Marengo (2003), utilizando dados de temperatura do ar, alcançou +0,85°C/100anos. Essa variação de resultados demonstra diferentes métodos ao longo do tempo de pesquisa, diferentes equipamentos e diferentes informações.
  15. 15. O CICLO HIDROLÓGICO ATMOSFÉRICO Estudos sobre balanço de umidade observados por precipitação,vazões de rios e dados de estações de radiossaondagem, mostraram que em média 50% da água associada a precipitação é reciclada e volta a atmosfera por evapotranspiração. Dados hidrológicos da bacia amazônica: Pesquisadores como : Villa Nova, Salati e Matsui, 1976; Lettau, Molion e Marques,1979; e dos Santos, 1980. Estimaram que a precipitação da bacia é de 11,9x10¹² m³/ano A descarga do Amazônas no município de Óbidos(PA) é de 5,5x10¹² m³/ano A evapotranspiração atravéz do método de Penman é de 6,4x10¹² m³/ano
  16. 16. Assim, o balanço de umidade na Amazônia indica papel fundamental da evapotranspiração(3 a 3,5 mm/dia) sendo que a média dela é responsável por 55% da precipitação Pesquisas realizadas por diferentes métodos em centros meteorológicos internacionais revelaram uma alteração no fluxo de umidade trasida pelo Atlântico Tropical para Amazônia em 1979 a 1998. Estudos sugerem que o Atlântico Tropical Norte associado aos ventos alísios são as principais fontes de umidade para a bacia amazônica, a floresta recicla grande parte da umidade, sendo fornecedora para o Brasil central no período de setembro a fevereiro.
  17. 17. VARIABILIDADE DO CLIMA NA AMAZÔNIA
  18. 18. IMPACTOS DO EL NIÑO NO CLIMA E NA HIDROLOGIA DA AMAZÔNIA O fenômeno do El niño modula com o oceano Atlântico Tropical uma grande variância interanual do clima sobre a Amazônia. As anomalias da circulação atmosférica induzidas pela temperatura superficial do oceanico Pacífico e Atlântico Tropicais afetam a posição latitudinal da ZCIT influenciando a distribuição das chuvas sobre Amazônia. A Temperatura Superfície Mar(TSM) exerce profunda influência na variação do clima na Amazônia.
  19. 19. CONSEQUÊNCIAS NA HIDROLOGIA E A SECA DE 2005 A variação da umidade na bacia amazônica em decorrência da elevação da temperatura superficial do Atlântico e Pacífico tropical causaram consequências na hidrologia da região, alterando o regime pluvial e ocasionando anomalias como as secas nos anos de 1925, 1926, 1964, 1997,1998, e a recente seca de 2005. Os estudos dos pesquisadores (Ronchail. 2002; Marengo. 2008.) revelam que as secas de 1964 e 2005 não foram em consequência do El Niño mas do Atlântico Norte Tropical. Ao contrario das secas de 1997 e 98 que tem relação com o El Niño o que aumentou a inflamabilidade da floresta e das áreas agrículas no Sudeste da Amazônia.
  20. 20. A grande seca de 2005, uma das piores registradas na Amazônia, não estava relacionada ao El Niño, como a maioria das anteriores, mas ao aquecimento das águas do Atlântico Tropical Norte. Esse aquecimento foi identificado por pesquisadores do National Center for Atmospheric research(NCAR), dos EUA.
  21. 21. A INFLUÊNCIA DO ATLÂNTICO TROPICAL
  22. 22. Quanto ao Norte do Brasil a porção mais significativamente influenciada pelas circulações atmosféricas e oceânicas do Atlântico Tropical é o nordeste da Amazônia. A ação dos ventos e a precipitação sobre o Atlântico Tropical são induzidas pelas circulações oceânicas . A Temperatura Superfície Mar do Atlântico Tropical modifica o posição latitudinal da ZCIT modulando a distribuição sazonal de precipitação pluviométrica no Nordeste do Brasil e parte central da Amazônia. O Atlântico Tropical é o berço do fluxo de umidade em direção a Amazônia e latitudes mais altas da América do Sul.
  23. 23. FIM

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