Universidade Federal do Cariri 
Faculdade de Medicina 
Pró – Reitoria de Extensão 
Ministério da Educação
• A doença de Chagas é uma 
infecção generalizada, de 
natureza endêmica e evolução 
essencialmente crônica, causada 
por ...
 Apresenta-se sob as formas flagelada (epimastigota e 
tripomastigota) e aflagelada (amastigota) conforme a 
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 Baseia-se principalmente em medidas de controle ao 
"barbeiro", impedindo a sua proliferação nas moradias e em 
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 P.C.S. (Pront. 8.466/I.Cr.) procedente de Montes Claros(MG), 
sexo feminino, cor branca, nascida em 11 de janeiro de1979...
 Na primeira semana de internação apresentou gastroenterocolite 
aguda com desidratação, tendo sido medicada com fluidote...
 Nos antecedentes maternos há o relato de um abortamento, sendo 
esta a 2.a gestação. É conhecida a ocorrência de abortam...
 Geralmente a ictericia resulta do aumento da fração não conjugada 
da bilirrubina e a criança adquire uma cor esverdeada...
 Tendo em vista as manifestações clínicas observadas na criança serem comuns à 
maioria das infecções congênitas, realiza...
<http://www.agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7a-de-chagas > 
Acesso em : 08/10/2014 
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Tripanossoma cruzi

  1. 1. Universidade Federal do Cariri Faculdade de Medicina Pró – Reitoria de Extensão Ministério da Educação
  2. 2. • A doença de Chagas é uma infecção generalizada, de natureza endêmica e evolução essencialmente crônica, causada por um protozoário – o Trypanosoma cruzi (Chagas, 1909) – e transmitida ao homem e a outros animais habitualmente através de triatomíneos. • O Trypanosoma cruzi é um protozoário da classe Mastigophora. <http://www.acaifrooty.com.br/blog/wp-content/ uploads/2012/03/Trypanosoma- Cruzi.jpg>
  3. 3.  Apresenta-se sob as formas flagelada (epimastigota e tripomastigota) e aflagelada (amastigota) conforme a localização. Assim é que, no homem e nos demais vertebrados, o tripomastigoto tem por habitat o meio circulante, e o amastigoto , a intimidade dos tecidos. No triatomíneo, além das formas amastigotas e dos tripomastigotos metacíclicos, observa-se uma forma de transição epimastigota. Também no homem e demais vertebrados, pode ser observada a forma epimastigota na evolução da forma amastigota para tripomastigota.  Os tripomastigotos são alongados e medem cerca de 20 micra de comprimento por 1,2 ou mais micra de largura;o núcleo se situa mais próximo da extremidade anterior, com uma porção livre.
  4. 4.  As formas mais delgadas apresentam movimentos rápidos, geralmente em linha reta, ao passo que as mais largas são animadas com movimentos mais lentos.  As formas amastigotas são arredondadas ou ovais, destituídas de movimento; medem cerca de 1,5 a 4 micra de diâmetro e se apresentam grupadas, formando os ninhos parasitários.  Os epimastigotos, de dimensões variáveis, apresentam o cinetoplasto anterior ao núcleo. <http://chagasusach.wordpress.com/author/chagasusach/>
  5. 5. <http://www.agencia .ac.gov.br/noticias/w p-content/ uploads/201 3/08/2013_agosto_in fografico-chagas-thennyson-passos. gif>
  6. 6.  Chagas dividiu as formas clínicas da doença em aguda e crônica.  Fase Aguda : Caracteriza-se pelo aparecimento de um conjunto de manifestações de intensidade variável, após um período de incubação mínimo de 4 dias.  O quadro clínico é formado pelo sinal de porta de entrada da infecção (sinal de Romaña) , sintomas gerais e alterações sistêmicas. <http://negritosbio.blogspot.com.br/p/doencas-provocadas-por-protozoarios_6.html>
  7. 7.  Fase Crônica: O quadro clínico da cardiopatia chagástica crônica caracteriza-se por manifestações decorrentes da presença de arritmias, insuficiência cardíaca, tromboembolismo; essas síndromes podem apresentar-se isoladas ou associadas , e seus sinais e sintomas não diferem essencialmente dos observados em cardiopatias de outras etiologias, embora algumas particularidades possam ser apontadas, como palpitação, dor precordial difusa, manifestações da Síndrome de Stokes-Adams.
  8. 8.  Baseia-se em dados epidemiológicos (procedência do paciente, contato com triatomíneos, tipo de habitação, etc.)e em um conjunto de manifestações mais ou menos características.  Febre, edema, hipertrofia dos linfonodos, hepatomegalia e esplenomegalia constituem forte indício de fase aguda, a hipótese diagnóstica sendo reforçada pela observação do sinal de porta de entrada da infecção, em alguns casos.  Na forma congênita sobressaem a hepatomegalia e esplenomegalia.  Na fase crônica há que considerar a forma indeterminada, reconhecida apenas através de métodos laboratoriais.  Para diagnóstico laboratorial dispõe-se de processos diretos e indiretos para demonstração parasitária, bem como métodos imunológicos.
  9. 9.  O Benzonidazol é utilizado no Brasil, para tratat a infecção por Trypanosoma cruzi. No entanto, não se há garantia de eficácia total do tratamento.  Como na maioria dos casos a doença crônica é benigna e sem sintomas, é importante o acompanhamento anual dos pacientes para que intervenções possam ser feitas no momento certo da progressão da doença. <http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/saude/noticia/2011/10/05/falta-de-materia-prima-leva-lafepe-a-interromper- producao-de-remedio-para-doenca-de-chagas-18086.php>
  10. 10.  Baseia-se principalmente em medidas de controle ao "barbeiro", impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arredores. Além de medidas específicas (inquéritos sorológicos, entomológicos e desinsetização), as atividades de educação em saúde, devem estar inseridas em todas as ações de controle. <http://www.saude.rs.gov.br/conteu do/6320/? Manejo_do_inseto_transmissor_da _Doen%C3%A7a_de_Chagas_ %C3%A9_tema_de_campanha_da_ SES>
  11. 11.  P.C.S. (Pront. 8.466/I.Cr.) procedente de Montes Claros(MG), sexo feminino, cor branca, nascida em 11 de janeiro de1979 e internada na Seção de Recém-Nascidos Externos do Instituto da Criança.A mãe tinha 28 anos, era segundigesta e teve um aborto espontâneo há 3 anos. A criança nasceu de parto operatório (cesariana), no termo, pesando 2.450kg e medindo 48,0cm de estatura e 34,0cm e 26,0cm de perímetros cefálico torácico, respectivamente. Foi classificado como recém-nascido de termo, pequeno para a idade gestacional. O exame físico inicial mostrou criança macrocefálica, em mau estado geral, com palidez, petéquias disseminadas e ictericia; fígado palpado a 4cm abaixo do rebordo costal direito e baço a 3cm abaixo do rebordo costal esquerdo.
  12. 12.  Na primeira semana de internação apresentou gastroenterocolite aguda com desidratação, tendo sido medicada com fluidoterapia e antibióticos (Amicacina); recebeu transfusão de glóbulos a fim de corrigir acentuada anemia aos 23 dias de vida e hidantoinato para controle das crises convulsivas. A terapêutica específica da doença de Chagas congênita instituída imediatamente após se obter a confirmação laboratória foi feita com Benzonidazol (Nitroimidazólico RO 7 — 1051) na dose de 6 mg/kg/dia, sendo mantido por 60 dias. A sua evolução foi satisfatória com melhora acentuada do estado geral, ganho de peso (1.000 gramas durante o primeiro mês de internação), havendo regressão da hepatosplenomegalia e recebendo alta hospitalar 30 dias depois do início da terapêutica. Aos 4 meses de idade apresentou um processo infeccioso e súbita distensão abdominal falecendo repentinamente.
  13. 13.  Nos antecedentes maternos há o relato de um abortamento, sendo esta a 2.a gestação. É conhecida a ocorrência de abortamento em gestantes portadoras de doença de Chagas,6 mas neste caso não foi possível obter-se sorologia para diagnóstico materno.  O recém-nascido (RN) era de baixo peso e apresentava manifestações clínicas similares àquelas descritas na literatura isto é, icterícia, hepatosplenomegalia, anemia, petéquias e convulsões.  O diagnóstico clínico da doença de Chagas congênita não é específico, uma vez que estas manifestações podem ser observadas em outras patologias tais como sífilis, toxoplasmose, doença de inclusão citomegálica, rubéola congênita e mesmo a eritroblastose fetal.
  14. 14.  Geralmente a ictericia resulta do aumento da fração não conjugada da bilirrubina e a criança adquire uma cor esverdeada. Apesar da grande hepatomegalia neste caso, as enzimas hepáticas encontravam-se normais. Chamou-nos atenção a macrocefalia, porém o exame do líquido cefalorraquíano (LCR) foi normal. O eletroencefalograma mostrou atividade irritativa em regiões temporais certamente responsável pelas crises convulsivas. O fundo de olho evidenciou opacidade vitrea em ambos os olhos. Petéquias são também encontradas freqüentemente na doenças de Chagas congênita e parecem resultar de lesões necróticas hemorrágicas na pele e mucosa oral com consumo de plaquetas, resultantes de disseminação hematogênica de chagomas. O RN em questão apresentou plaquetopenia, tendo recebido,inclusive, concentrado de plaquetas.
  15. 15.  Tendo em vista as manifestações clínicas observadas na criança serem comuns à maioria das infecções congênitas, realizamos o estudo sorológico para toxoplasmose, sífilis, rubéola e doença de inclusão citomegálica todos negativos. O diagnóstico sorológico das infecções congênitas não é fácil, pela interferência de anticorpos maternos de transferência passiva. Desse modo, a positividade dos testes sorológicos não indica, obrigatoriamente, infecção do recém-nascido. Porém, o achado de anticorpos da classe IgM no soro da criança constitui um índice de infecção congênita , desde que são incapazes de atravessar a placenta íntegra. A pesquisa direta de Trypanosoma cruzi em gota espessa e em creme leucocitário foi o achado mais fidedigno e confirmou a presença de intensa parasitemia, o que permitiu fazer o diagnóstico da doença de Chagas congênita. Diante deste resultado, iniciamos o tratamento da doença e para isto utilizamos um derivado nitroimidazólico (RO-7 1051) ou benzonidazol na dose de 6mg/kg/dia: a criança teve boa evolução, não se observando efeitos secundários da droga. Houve negativação da pesquisa direta em gota espessa 13 dias após início da medicação. Esta terapêutica foi usada durante 60 dias com boa resposta clínica. Infelizmente, a criança apresentou (com 4 meses de idade) um processo infeccioso inespecífico, falecendo repentinamente, não tendo sido possível a realização de autópsia.
  16. 16. <http://www.agencia.fiocruz.br/doen%C3%A7a-de-chagas > Acesso em : 08/10/2014 <http://ambientes.ambientebrasil.com.br/natural/doencas_tropicais/doencas_tropic ais_-_doencas_de_chagas.html > Acesso em :08/10/2014 <http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/700.pdf> Acesso em : 08/10/2014 VERONESI, R. Doenças infecciosas e parasitárias. 8th ed. Guanabara Koogan.

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