Toxoplasma gondii

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Toxoplasma gondii

  1. 1. Universidade Federal do Cariri Faculdade de Medicina Pró – Reitoria de Extensão Ministério da Educação
  2. 2. Protozoário de distribuição geográfica mundial; Alta prevalência sorológica (60% em alguns países); Os casos mais graves são encontrados em crianças recém-nascidas e indivíduos imunocomprometidos; Mamíferos e aves são os HI Felídeos são HD
  3. 3. Múltipla, dependendo do habitat e estágio evolutivo. Estágios evolutivos: • Taquizoítos • Bradizoítos infectantes • Esporozoítos • Oocistos
  4. 4. Taquizoítos: Forma livre, trofozoíto ou forma proliferativa; Encontrados na fase aguda da doença; Forma de meia-lua, sendo uma parte mais afilada e a outra mais arredondada; Núcleo com posição central; Mede cerca de 2x6 μm; http://fcfrp.usp.br/dactb/Parasitologia/Arquivos/ Genero_Toxoplasma.htm
  5. 5. Taquizoíta Bradizoíta http://fpslivroaberto.blogspot.com.br/2009/11/parasitas-toxoplasma-gondii-e.html
  6. 6. Bradizoítos: Cistozoíto; Encontrados na fase crônica da doença nos músculos esquelético e cardíaco, tecido nervoso e retina; Ficam dentro do vacúolo parasitóforo de uma célula; O cisto pode chegar a 200 μm. http://fcfrp.usp.br/dactb/Parasitologia/Arquivos/ Genero_Toxoplasma.htm
  7. 7. Oocisto: Forma mais resistente; Produzidos nas células intestinais do felídeos não-imunes e eliminados imaturos com as fezes; Esféricos, com parede dupla, medem 12,5 a 11 μm; Esporulação ocorre no meio; Contem 2 esporocistos com 4 esporozoítos cada. http://fcfrp.usp.br/dactb/Parasitologia/Arquivos/ Genero_Toxoplasma.htm
  8. 8. http://fcfrp.usp.br/dactb/Parasitologia/Arquivos/Genero_Toxoplasma.htm
  9. 9. http://resumao-e02.blogspot.com.br/2011_08_01_archive.html
  10. 10. Toxoplasmose congênita ou pré-natal:  Forma mais grave da doença;  Mãe na fase aguda ou com reagudização da doença durante a gravidez; 1° trimestre – aborto 2° trimestre – aborto ou nascimento prematuro, podendo a criança ser normal ou apresentar alguma anomalia 3° trimestre – normal ou com tétrade de Sabin, comprometimento glanglionar generalizado, hepatoesplenomegalia, edema, miocardite, anemia, trombocitopenia e lesões oculares.
  11. 11. Tétrade de Sabin Porcentagem dos casos Coriorretinite 90% Calcificações cerebrais 69% Pertubações neurológicas (psico-motor) 60% Micro ou macrocefalia 50% http://www.ligadeoftalmo.ufc.br/? s=ensino&p=atlas http://images.slideplayer.com.br/ 1/78230/slides/slide_15.jpg
  12. 12. Toxoplasmose Pós-natal: Ganglionar ou febril aguda: •Forma mais frequente; •Comprometimento ganglionar generalizado ou não, com febre alta; •Geralmente de curso benigno; •Astenia, anorexia, mal-estar geral e cefaléia; •complicações: uveíte, coriorretinite.
  13. 13. Toxoplasmose Pós-natal: Ocular: •Presença de taquizoítos ou cistos com bradizoítos na retina; •Foco coagulativo e necrose na retina associado ou não com coriorretinite; •Pode evoluir com perda total ou parcial ou cicatrização das lesões. •sintomas · Moscas volantes (pontos pretos flutuantes) · Olho vermelho e sensibilidade a luz · Embaçamento visual http://www.clinicabelfort.com.b r/media/photos/diseases/toxop lasmose.jpg
  14. 14. Toxoplasmose Pós-natal: Forma cutânea ou exantemática: •Lesões generalizadas na pele; •Rara; •Evolução rápida e fatal; Cerebroespinhal ou meningoencefálica: •Lesões focais multiplas principalmente na área frontoparietal ou no gânglio basal e cerebelo
  15. 15. Toxoplasmose Pós-natal: Cerebroespinhal ou meningoencefálica: •Lesões focais múltiplas principalmente na área frontoparietal ou no gânglio basal e cerebelo; •Reativação de formas císticas em infecções latentes; •Imunodeprimidos; •25 a 26%; •Cefaleia, febre, hemiparesia leve, confusão mental, convulsões, estupor, coma e até morte.
  16. 16. Toxoplasmose Pós-natal: Generalizada: •Rara; •Evolução fatal; •Comprometimento meningoencefálico, miocárdio, pulmonar, ocular, digestivo e testicular.
  17. 17. Clínico Laboratorial: Demonstração do parasito: • Fase aguda – taquizoítos no sangue e líquido amnótico • Fase crônico – cistos, através de biopsia de tecidos • PCR – pesquisa do DNA do parasita(inoculação em camundongos)
  18. 18. Teste sorológicos e imunológicos: • Reação de Sabin Feldman (RSF); • Imunoflorescência indireta (RIF); • Hemaglutinação indireta (HA) – levantamento epidemiológico; • ELISA – fase aguda; • Imunoblot – reativação;
  19. 19.  Toxoplasmose congênita: • Pesquisa de IgM; • Pesquisa do IgG: A titulação do RN ser maior que a da mãe em duas diluições; Elevação dos titulos em testes sucessivos; Persistência da reação positiva no lactente.
  20. 20.  Toxoplasmose em adultos: • Recomendado utilizar ELISA e RIF; • Realizar teste com intervalo de 2-3 semanas; • Ascensão constante indicará doença; • Na gestante quando a nova dosagem for 4x maior que a anterior indicará doença ativa.
  21. 21.  Toxoplasmose ocular: • Clínico e fundo de olho; • Paracentese do humor aquoso; • RI ou HA com o soro sanguíneo • No caso de toxoplasmose ocular a quantidade de anticorpos será maior no humor ocular; • no soro apenas baixos títulos de IgG e ausência de IgM-anti-Toxoplasma gondii.
  22. 22.  Toxoplasmose em imunodeprimido: • Fazer anti-IgG em pacientes no inicio da evolução da AIDS; • Importante verificar a soropositividade do paciente; • O aumento de 4 vezes no título de IgG pode significar reativação de doença em pacientes imunocomprometidos.
  23. 23. http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1270/toxoplasmos e.htm
  24. 24.  sulfadiazina;  Sulfametoxazol;  Pirimetamina;  espiramicina ;  clindamicina. Obs: ácido folínico é adicionado aos esquemas que contenham a pirimetamina devido à mielotoxicidade. Causas Tratamento toxoplasmose ganglionar sulfadiazina 1 g 6/6h + pirimetamina 25 mg 24/24h + ácido folínico 10 mg toxoplasmose ocular sulfadiazina 1 g 6/6h + pirimetamina 25 mg 24/24h + ácido folínico 10 mg + prednisona 1 mg/kg/dia toxoplasmose em gestantes (não confirmado) Espiramicina 1 g 8/8h toxoplasmose em gestantes (confirmado) Espiramicina 1 g 8/8 h até 20 semanas de gestação. sulfadiazina 1 g 6/6h + pirimetamina 50 mg 24/24h + ácido folínico 15 mg a partir da semana 21 de gestação toxoplasmose em pacientes com Aids sulfadiazina 1 g a 1,5 g 6/6h + pirimetamina 50 mg 24/24h + ácido folínico 15 mg. Após seis semanas, é recomendado manter 50% das doses até níveis adequados de CD4 http://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/1270/toxoplasmose.htm
  25. 25. Não se alimentar de carne crua ou mau cozida de qualquer animal ou leite cru; Donos de gatos devem mantê-los dentro de casa e alimentá-los com ração ou carne cozida; Incinerar as fezes dos gatos; Exame pré-natal para toxoplasmose em todas as gestantes; Tratamento de gestantes IgM ou IgA +;
  26. 26. Paciente do sexo feminino, com 46 anos de idade, branca, solteira, costureira, natural e procedente de Cajuru, SP, foi atendida em 26/11/1999 apresentando desmaios e diminuição da acuidade visual há 8 dias. Os familiares relatavam também perda progressiva da capacidade de desempenhar suas tarefas habituais como dona de casa. A paciente já era acompanhada no Serviço de Neurologia do HCFMRP-USP, desde 1981, por apresentar crises convulsivas parciais complexas, atribuídas a calcificações intracranianas secundárias a neurocisticercose. Ao exame clínico, no momento da admissão, apresentava dificuldade de interagir com o examinador, monoparesia do membro superior esquerdo, exaltação de reflexos osteo-tendinosos e edema de papila do nervo óptico à direita.
  27. 27. A tomografia computadorizada de crânio revelou lesão hipodensa com edema vasogênico em lobo occipital direito, com captação do contraste de forma heterogênea ao redor da lesão (Figura 1). A Ressonância Nuclear Magnética de crânio revelou imagem heterogênea em lobo occipital direito medindo 3,5 x 2,9 x 3cm, com edema perilesional, e áreas de alto sinal em T1 e T2. Havia lesão com as mesmas características, próxima à lesão anterior, em contato com a dura-máter (Figura 2).
  28. 28. Foi submetida à exploração neurocirúrgica, tendo sido evidenciadas duas lesões nodulares, de aspecto pardo-amarelado, com áreas de necrose e cavitações no seu interior, a maior medindo 3,5 x 2,5 x 2cm e a menor 1,0 x 0,7 x 0,5cm. O exame histopatológico do material ressecado durante o procedimento cirúrgico revelou processo inflamatório crônico circundando material necrótico, permeado por células linfomononucleares, a maioria das quais, macráfagos vacuolizados (células glanulomatosas). Ocasionalmente observavam-se pseudocistos repletos de bradizoítos (Fig.3), melhor evidenciados à reação imuno-histoquímica direcionada a antígenos de superfie do Toxoplasma gondii (Fig. 4)
  29. 29. Outros exames complementares de interesse para o caso revelam: IgG anti-T. gondii = 1/1.ooo e IgM negativo no soro; anti-HIV negativo; pesquisa do RNA do HIV no plasma (PCR) negativa; contagem de linfócitos T CD4 =683mm3; teste de redução de Nitro-Blue Tetrazolium normal; teores de IgG =1458mg/Dl, IgM=453mg/Dl e IgA=326mg/dL no soro; glicemia e teste de tolerância à glicose normais. Não foi realizada punção liquórica. Após a confirmação diagnóstica, foi iniciado tratamento com sulfadiazina (4g/d) e pirimetamina (50mg/d, com redução posterior para 25mg/d após uma semana), associados ao ácido folínico durante todo o tratamento. Houve melhora progressiva dos sinais e sintomas neurológicos iniciais e, seis mesesapós o diagnóstico, já sem tratamento, referia somente hipoestesia nos pés, sem outras queixas.
  30. 30. NEVES, D. P. Parasitologia Humana. 11 ed. São Paulo: Atheneu, 2004. http://www.medicinanet.com.br/conteudos/r evisoes/1270/toxoplasmose.htm SILVA, L.A. et al. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 34(5): 487- 490, set-out, 2001. Toxoplasmose do sistema nervoso central em paciente sem evidência de imunossupressão: relato de caso.

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