TENÍASE E CISTICERCOSE
Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIR...
INTRODUÇÃO2
 Complexo teníase-cisticercose 
constitui-se de duas entidades
mórbidas distintas, causadas pela
mesma espécie de cestód...
 A teníase é provocada
pela presença da forma
adulta da Taenia
solium ou da Taenia
saginata no intestino
delgado do homem...
5
A cisticercose é
causada pela larva
da Taenia solium
nos tecidos.
 Taenia solium / Taenia saginata →
parasitos  fase adulta  homem
(único hospedeiro)
6
 Fase larvária
Taenia solium: parasita os suínos
Taenia saginata: parasita os bovídeos
 Parasitas estenoxenos em todas a...
DOENÇAS DISTINTAS
FASES DE VIDA DIFERENTE
CAUSAS PELAS MESMAS ESPÉCIES
TENÍASE
• Presença do
verme adulto
• Fase sexuada
• Hospedeiro
definitivo
CISTICERCOSE
Presença da larva
Fase assexuada
Ho...
 Cisticercose humana  presença de
formas larvárias de Taenia
Larva de Taenia solium  Cysticercus
cellulosae
T. saginata...
 Localização do parasito  diferentes
órgãos  doença crônica grave 
alta mortalidade
 Brasil  São Paulo / Rio de Jane...
É a infecção intestinal humana
causada por cestódeos adultos do gênero
Taenia. É adquirida pelo homem quando
ele ingere ca...
É uma alteração provocada pela
presença da larva da T. solium e T.
saginata nos tecidos de seus
hospedeiros intermediários...
MORFOLOGIA15
 Classificação:
Filo: Platyelminthes
Classe: Cestoidea
Família: Taeniidae
Gênero: Taenia
Espécie: Taenia solium
Taenia sa...
 Vermes grandes, achatados, forma de
fita
Taenia solium: 1,5 a 4,0 m  8 m
Taenia saginata: 4,0 a 12,0 m25 m
Cor: branc...
 Ausência completa de aparelho
digestivo;
 Segmentação do corpo em forma de
proglotes;
 Úteros: forma de tubos longitud...
Taenia
saginata
SEGMENTO DO
ESTRÓBILO(a) Escólex
(b) Colo
(c) Proglotes jovens
(d) Proglotes maduras
(e) Proglotes grávidas
1. Escólex
 Dilatação ovóide, piriforme ou
quadragular → animal fica ancorado
 mucosa intestinal;
 Diâmetro → 1 a 2 mm....
1. Escólex
 Ventosas (4) → depressões
acetabulares;
 Acúleos (25 a 50) → formações
rígidas constituídas por
escleroprote...
2. Corpo ou estróbilo
23
 Colo → região delgada e mais ou
menos indiferenciada  segmento
do escólex;
 Região de crescim...
TAENIA SOLIUM COMPLETA
Proglotes grávidas: saem junto com as fezes
Proglotes
maduras
Proglotes
jovens
Escólex
3. Proglotes maduras
25
HERMAFRODITA
a) Ovário  bilobado,
túbulos muito
ramificados
b) Glândula vitelogênica
 forma de t...
3. Proglotes maduras
26
 Ovário → oviduto  recebe o canal
da glândula vitelogênica e o canal
seminal
 Vagina → inicia-s...
3. Proglotes maduras
27
 Cada testículo → canal eferente 
canal deferente único  poro genital
do anel  transforma-se ó...
(a) Canal osmorregulador
(b) Útero
(c) Testículos
(d) Canal deferente
(e) Bolsa do cirro
(f) Poro genital
(g) Vagina
(h) O...
4. Proglotes grávidas
29
 Proglotes  escólex
Testículos / ovários  processo
regressivo
Útero  hipertrofia  ovos
PROGL...
Escólex  globoso, acúleos
rostro armado
Proglote madura  estreita
Proglote grávida  poucas
ramificações uterinas (7/16)...
Escólex  quadragular, ausência
de rostro e acúleos
Proglote madura  larga
Proglote grávida  numerosas
ramificações uter...
33
 Taenia saginata → aumenta 9-12
proglotes/dia
 Amadurecimento lento → região do
colo  extremidade posterior 
anéis ...
34
T. saginata  1.000 – 2.000 proglotes
T. solium  700 – 900 proglotes
 Fim do desenvolvimento →
proglotes desprendem-s...
35
 Taenia saginata → anéis isolados 
fezes / roupa de cama  íntima
 Taenia solium → proglotes (3-6
anéis)  fezes
36
 Proglotes → não possuem orifício 
postura dos ovos
 Apólise → ruptura entre anéis 
fundos de saco uterinos  liber...
Em geral, a proglote
libera seus ovos
depois de chegar ao
meio externo, por
meio da contração
muscular ou da
decomposição ...
38
 Taenia solium / Taenia saginata →
fase adulta  intestino delgado
39
Cisticerco
Taenia solium → encontrado no tecido
subcutâneo, muscular, cardíaco, cerebral
e nos olhos  suínos
Acidenta...
TRANSMISSÃO40
Dinâmica da transmissão
42
 Prevalência e a intensidade do
parasitismo
Número de ovos produzidos 
lançados no meio  hos...
43
Poluição fecal do solo
 Solo do peridomicílio / locais de
trabalho / margens das estradas, rios
e dos lagos
 Fatores ...
44
Destino inadequado dos esgotos
Métodos de tratamento sanitário
insuficientes → destruir ovos de
parasitos
 Emprego di...
TRANSMISSÃO DA TAENIA
SAGINATA
45
46
(a) Hiperendêmico  elevada
prevalência no homem e no gado
Padrões de Transmissão
47
(b) Endêmico  existência de pequeno
número de portadores humanos
Dispersão dos ovos no meio
ambiente
Moderada prevalên...
48
(c) Epidêmico  surto de cisticercose
maciça atinge o gado  confinado,
feno ou ração contaminada 
homem
Padrões de Tr...
Transmissão: gado  homem
49
 Consumo de carne bovina →
crua/mal cozida
Carne congelada (-15°C) 
inativa cisticerco  6 ...
Transmissão: homem  gado
51
 Fonte de infecção → homem
(700.000 ovos/dia)
Hábito defecar no chão 
contaminação das pas...
Transmissão: homem  gado
52
 Resistência dos ovos/ambiente → >
4 meses
 Aves → ingestão de ovos  fezes
contaminar o am...
Transmissão: homem  gado
53
Transmissão direta → ordenha
manual
TRANSMISSÃO DA TAENIA
SOLIUM
54
Modos de infecção
55
 Heteroinfecção  ocorrência mais
comum  ingestão acidental dos
ovos do parasito
Veiculados  água/...
Modos de infecção
56
 O número de ovos que o
indivíduo suscetível ingere
nessas condições é
geralmente muito pequeno
 gr...
57
 Autoinfecção externa  ingestão de
ovos de Taenia solium pelo próprio
portador de teníase
Maus hábitos higiênicos
Mai...
58
 Autoinfecção interna 
movimentos antiperistálticos /
vômitos  proglotes grávidas 
retrogradar ao estômago  sucos
...
Transmissão: porco  homem
59
 Consumo de carne suína →
crua/mal cozida
Abate clandestino  carne não
submetida à fiscali...
Transmissão: porco  homem
60
 Infectividade/longevidade
Animal vivo  anos
Carne (10°C)  10 a 15 dias
Transmissão: homem  suíno
62
 Indivíduo parasitado → 5 - 6
proglotes/dia (50.000 ovos/cada)
 Poluição fecal do solo → i...
63
 Hospedeiro intermediário normal →
suíno
Homem, macaco, cão, gato
 Hábitos coprófagos → suíno 
infecção maciça  ané...
TAENIA SOLIUM /TAENIA SAGINATA
 Verme adulto  intestino
delgado
TAENIA SOLIUM
 Cisticerco  sistema
muscular, cardíaco ...
CICLO BIOLÓGICO66
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAezrsAD/aula-6-complexo-teniase-cisticercose-hymenolepis-dyphillobotrium?part=3
TENÍASE
Taenia saginata
Taenia solium
68
69
 Homem parasitado → proglotes
grávidas → 700.000 ovos/dia →
meio ambiente
70
 Hospedeiro intermediário (suíno 
Taenia solium / bovino  Taenia
saginata) → ingestão dos ovos →
intestino as oncosf...
71
 Oncosfera  penetram nas vênulas
e atingem as veias e os linfáticos
mesentéricos → transporte para
diversos órgãos.
As oncosferas desenvolvem-se para
cisticercos em qualquer tecido mole
(pele, músculos esqueléticos e cardíacos,
olhos, cér...
73
No interior dos tecidos  oncosfera
perdem os acúleos  transforma-se
em um cisticerco translúcido  4-5
meses (12 mm ...
74
 Cisticercos → 2 semanas após a
infecção  visíveis a olho nu (2-5 mm
de diâmetro)
Capacidade infectante 
hospedeiro ...
75
 Infecção humana  ingestão de
carne crua ou mal cozida de porco ou
de boi infectado;
76
 Cisticercos → sofre ação do suco
gástrico  evagina-se e fixa-se
(escólex) na mucosa do intestino
delgado  transform...
CISTICERCOSE
Taenia solium
78
79
Ingestão dos ovos  24 – 72 horas
oncosferas abandonam o
embrióforo  ativadas pela ação dos
sucos digestivos  penet...
81
 Parasitos  vasos intestinais 
corrente circulatória  órgãos
Olhos e anexos: 46,0%
Sistema nervoso: 40,9%
Pele e te...
82
 Condição → infecção do hospedeiro
intermediário  passagem dos ovos
 estômago  duodeno  ação dos
sucos digestivos ...
83
 Fim de 3 meses → cisticerco
formado  vesícula ovóide,
semitransparente  receptaculum
capitis
84
Penetração das oncosferas 
organismo humano  sem
manifestações clínicas;
 Ponto de fixação do parasito 
processo p...
85
(1) Compressão mecânica e o
deslocamento de tecidos ou estruturas
 localização e crescimento do
cisticerco;
(2) Proces...
A patologia e a clínica dependem da
localização, do número, do tamanho e
da fase de desenvolvimento em que se
encontram os...
http://static.tuasaude.com/img/posts/2014/07/684830132088703e4a6ae1b8a68aa45c.jpeg
TENÍASE E NEUROCISTICERCOSE
137 Teníase e Neurocisticercose 1 de 2[1].mp4
PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA89
TAENIA SAGINATA
90
91
 Frequentemente assintomática
Homem → parasitismo 
expulsão das proglotes
92
 Casos mais típicos → período de
incubação  2-3 meses  diárréia /
dor epigástrica  dor de fome
 Período inicial → ...
Manifestações Clínicas
93
 Dor abdominal  35,6%
 Náusea  34,4%
 Fraqueza  24,8%
 Perda de peso  21,0%
94
 Cefaléia  15,5%
 Constipação intestinal  9,4%
 Diarréia  6,0%
 Prurido anal  4,5%
Manifestações Clínicas
TAENIA SOLIUM
95
97
NEUROCISTICERCOSE
Sistema Nervoso
98
 Tecidos  embrião se localiza 
processo inflamatório  mobilização
de eosinófilos;
Cérebro humano
 ...
99
 Cisticerco morto  processo de
calcificação  15% de casos mostram
cistos calcificados;
Sistema Nervoso
 Ocorrem em cerca de 50% dos casos
Indivíduos adultos  “sadios”
 Não há perda de consciência  tardia
 Duração  10 an...
 Sintomas clássicos  cefaléia
intensa
 Diminuição da visão  cegueira 
atrofia do nervo óptico
101
2. Formas hipertens...
 Formas graves:
Bradicardia
Distúrbios respiratórios
Vertigens
Sonolência
Epilepsia generalizada
102
2. Formas hipertensi...
 Perturbações mentais :
Esquizofrenia
Melancolia
103
3. Formas psíquicas
104
OFTALMOCISTICERCOSE
 Parasito  câmara anterior do olho
 processo inflamatório  homem
 Pertubações da visão central ou
periférica  reduçã...
106
 Oncosfera  globo ocular  vasos
da coróide  sub-retiniana
Deslocamento da retina
Perfura a retina  invade o vítreo
107
Olho direito  opacidade vítrea com contornos
regulares sugerindo cisticerco intraocular.
108
CISTICERCOSE DISSEMINADA
 Cistos  musculatura esquelética /
tecido celular subcutâneo  dores
musculares na nuca / região lombar /
pernas;
 Cist...
110
 Reação local  formação de
membrana adventícia fibrosa
 Morte do parasito  calcificação
DIAGNÓSTICO111
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
112
 Interrogatório clínico  paciente
Procedência
Hábitos alimentares
Caso de teníase na
família
113
 Exame físico  presença de
nódulos subcutâneos
114
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
TENÍASES
115
116
 Tamisação → bolo fecal  peneira
de malhas finas  reter as proglotes
 Diagnóstico de espécie → proglotes
grávidas ...
117
ramificações muito numerosas
 15/30  Taenia saginata
ramificações pouco numerosas
 7/16  Taenia solium
Pesquisa de...
118
 Exames rotineiros → negativo 
não excluem a possibilidade de
parasitismo
 Diagnóstico de espécie → não é
possível
...
119
 Local → pele da região perineal
 Método de fita adesiva transparente
→ aplicar contra a superfície  lâmina
de micr...
120
 Hemaglutinação indireta → valor
limitado  não detecta 40% dos casos
 IgE e IgA   durante parasitismo
IgE   eli...
ACHADO COLONOSCÓPICO
Teniase achado colonoscópico.mp4
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
CISTICERCOSE
122
1. Exame de fezes
123
 Presença de Taenia adulta 
intestino do paciente
 Técnica da fita adesiva
 mais eficiente
2. Exame do líquido cefalorraquidiano
124
 Neurocisticercose  alterações do
líquor
Desenvolvimento do cisticerco
Reação ...
Exame do líquido cefalorraquidiano
125
 Síndrome liquórica
(a)  pressão / normal  liquor líquido
e incolor
(b) Citologi...
3. Testes imunológicos
126
 Imunoeletroforese  54 a 87% 
casos confirmados
 Elisa / Western Blot  antígeno B
 sensib...
4. Exames por imageamento
127
 Parasito morto  imagens dos
nódulos calcificados
Calcificações intracranianas  15
a 35% ...
Exames por imageamento
128
 Cistos oculares  ultra-sonografia
 Neurocisticercose  tomografia
computadorizada/ressonânc...
5. Exames anatomopatológico
129
 Nódulos subcutâneos  biópsia /
exame do cisto ao microscópio /
histopatológico
 Quadro...
PARASITAS ASSASINOS
EPIDEMIOLOGIA131
132
Taenia saginata
 Distribuição mundial → África
América Latina
países do Mediterrâneo
133
Taenia saginata
 Endemicidade alta → humanos 
40 milhões
África  Etiópia, Quênia, Zaire,
Guiné-Bissau
Região Medite...
134
 Endemicidade média
Europa / América do Sul / Japão
Sudeste Asiático  Índia,
Tailândia, Vietnã e Filipinas
Taenia sa...
135
 Baixa prevalência → Canadá / EUA /
Austrália
 Últimas décadas →  infecção 
países europeus  bovinos
Taenia sagin...
136
Taenia solium
 Distribuição mundial → consumo de
carne suína
Sistema de criação dos animais
condições sanitárias
níve...
137
Taenia solium
 Endemicidade alta → Ámerica Latina /
África / países não muçulmanos
 2,5 milhões de portadores
 Suín...
 O gado bovino e os suínos são
os únicos hospedeiros
intermediários das tênias do
homem com significação para
sua epidemi...
TRATAMENTO140
TRATAMENTO  TENÍASES
141
142
 É importante que a espécie de
Taenia seja identificada, não só
para a escolha da melhor
terapêutica, como para orien...
143
 Recomendados → niclosamida e
praziquantel
 Alternativos → mebendazol e
paromomicina
144
 Cura da teníase → destruição ou a
explusão do escólex
Estróbilo  reconstituído 
“cabeça da tênia” 
proglotes gráv...
145
 Drogas tenicidas → parasito
totalmente destruído  comprovar a
eliminação do escólex (?)
 Observação prolongada → 3...
146
Medicamentos tenífugos →
relaxamento e desprendimento do
parasito  efeito do purgativo 
material evacuado (24 horas...
147
TRATAMENTO  CISTICERCOSE
 Neurocirurgia
Número de parasitos  pequeno
Localização dos cisticercos
148
1. Cirurgia
 Cisticercose ocular  câmara
anterior do olho 
vítreo/subhialóideo (85%)
subretina (71%)
149
Cirurgia
 Neurocisticercose / cisticercose
subcutânea  praziquantel
 Cisticercos subcutânea  alterações
dos cisticercos  duas ...
 Neurocisticercose  estado latente
 evoluir rapidamente para a morte
Cegueira de natureza neurológica
 frequente na fa...
DEPOIMENTO DE TRATAMENTO
Depoimento sobre o tratamento de Cisticercose.mp4
CONTROLE153
154
 Exames periódicos → pessoas 
indústria de carne
 Proibição do abate clandestino
 Abatedouros → registro  procedê...
155
 Instalação dos serviços / medidas
sanitárias → abatedouros, fazendas,
camping  poluição ambiental
 Notificação dos...
156
 Exames de massa / grupos determinados
→ portadores da infecção  diagnóstico
e tratamento
 Indicadores → exames sor...
157
158
 Prevenir a infecção → consumo de alimentos
preparados adequadamente
 Hábitos higiênicos → condenar o costume de
def...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 CIMERMAN, Benjamin; CIMERMAN, Sérgio.
Parasitologia Humana e seus Fundamentos
Gerais - 2ª. ed...
Taenia 2015.1
Taenia 2015.1
Taenia 2015.1
Taenia 2015.1
Taenia 2015.1
Taenia 2015.1
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  1. 1. TENÍASE E CISTICERCOSE Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI FACULDADE DE MEDICINA MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO
  2. 2. INTRODUÇÃO2
  3. 3.  Complexo teníase-cisticercose  constitui-se de duas entidades mórbidas distintas, causadas pela mesma espécie de cestódeo, em fases diferentes do seu ciclo de vida. (Pfuetzenreiter; Ávila-Pires et al., 2000) 3
  4. 4.  A teníase é provocada pela presença da forma adulta da Taenia solium ou da Taenia saginata no intestino delgado do homem. 4
  5. 5. 5 A cisticercose é causada pela larva da Taenia solium nos tecidos.
  6. 6.  Taenia solium / Taenia saginata → parasitos  fase adulta  homem (único hospedeiro) 6
  7. 7.  Fase larvária Taenia solium: parasita os suínos Taenia saginata: parasita os bovídeos  Parasitas estenoxenos em todas as fases do ciclo biológico. 7
  8. 8. DOENÇAS DISTINTAS FASES DE VIDA DIFERENTE CAUSAS PELAS MESMAS ESPÉCIES
  9. 9. TENÍASE • Presença do verme adulto • Fase sexuada • Hospedeiro definitivo CISTICERCOSE Presença da larva Fase assexuada Hospedeiro intermediário
  10. 10.  Cisticercose humana  presença de formas larvárias de Taenia Larva de Taenia solium  Cysticercus cellulosae T. saginata, T. multiceps, T. ovis, T. hydatigena e T. taeniformis 11
  11. 11.  Localização do parasito  diferentes órgãos  doença crônica grave  alta mortalidade  Brasil  São Paulo / Rio de Janeiro 12
  12. 12. É a infecção intestinal humana causada por cestódeos adultos do gênero Taenia. É adquirida pelo homem quando ele ingere carne contendo cisticerco (larva) e este evolui para a forma adulta no intestino delgado. TENÍASE13
  13. 13. É uma alteração provocada pela presença da larva da T. solium e T. saginata nos tecidos de seus hospedeiros intermediários (suíno e bovino) e pela presença da larva da Taenia solium (Cysticercus cellulosae) no homem (olhos, músculos e cérebro). CISTICERCOSE14
  14. 14. MORFOLOGIA15
  15. 15.  Classificação: Filo: Platyelminthes Classe: Cestoidea Família: Taeniidae Gênero: Taenia Espécie: Taenia solium Taenia saginata 16
  16. 16.  Vermes grandes, achatados, forma de fita Taenia solium: 1,5 a 4,0 m  8 m Taenia saginata: 4,0 a 12,0 m25 m Cor: branca  aspecto leitoso amarelada ou rosada 17
  17. 17.  Ausência completa de aparelho digestivo;  Segmentação do corpo em forma de proglotes;  Úteros: forma de tubos longitudinais ramificados;  Testículos numerosos; 18
  18. 18. Taenia saginata SEGMENTO DO ESTRÓBILO(a) Escólex (b) Colo (c) Proglotes jovens (d) Proglotes maduras (e) Proglotes grávidas
  19. 19. 1. Escólex  Dilatação ovóide, piriforme ou quadragular → animal fica ancorado  mucosa intestinal;  Diâmetro → 1 a 2 mm. 20
  20. 20. 1. Escólex  Ventosas (4) → depressões acetabulares;  Acúleos (25 a 50) → formações rígidas constituídas por escleroproteínas  forma de foice. 21
  21. 21. 2. Corpo ou estróbilo 23  Colo → região delgada e mais ou menos indiferenciada  segmento do escólex;  Região de crescimento do corpo do helminto.
  22. 22. TAENIA SOLIUM COMPLETA Proglotes grávidas: saem junto com as fezes Proglotes maduras Proglotes jovens Escólex
  23. 23. 3. Proglotes maduras 25 HERMAFRODITA a) Ovário  bilobado, túbulos muito ramificados b) Glândula vitelogênica  forma de triângulo achatado c) Tubo uterino mediano
  24. 24. 3. Proglotes maduras 26  Ovário → oviduto  recebe o canal da glândula vitelogênica e o canal seminal  Vagina → inicia-se no poro genital  trajeto ligeiramente encurvado  receptáculo seminal  espermiduto
  25. 25. 3. Proglotes maduras 27  Cada testículo → canal eferente  canal deferente único  poro genital do anel  transforma-se órgão copulador  cirro  bolsa do cirro;
  26. 26. (a) Canal osmorregulador (b) Útero (c) Testículos (d) Canal deferente (e) Bolsa do cirro (f) Poro genital (g) Vagina (h) Ovário (i) Oótipo (j) Glândula vitelina ORGANIZAÇÃO DE UMA PROGLOTE MADURA Taenia saginata
  27. 27. 4. Proglotes grávidas 29  Proglotes  escólex Testículos / ovários  processo regressivo Útero  hipertrofia  ovos PROGLOTE GRÁVIDA
  28. 28. Escólex  globoso, acúleos rostro armado Proglote madura  estreita Proglote grávida  poucas ramificações uterinas (7/16); proglotes (800/1000); saem junto com as fezes Taenia solium
  29. 29. Escólex  quadragular, ausência de rostro e acúleos Proglote madura  larga Proglote grávida  numerosas ramificações uterinas (15/30); proglotes (1000/2000); saem no intervalo das defecações Taenia saginata
  30. 30. 33  Taenia saginata → aumenta 9-12 proglotes/dia  Amadurecimento lento → região do colo  extremidade posterior  anéis grávidos
  31. 31. 34 T. saginata  1.000 – 2.000 proglotes T. solium  700 – 900 proglotes  Fim do desenvolvimento → proglotes desprendem-se do estróbilo  apólise
  32. 32. 35  Taenia saginata → anéis isolados  fezes / roupa de cama  íntima  Taenia solium → proglotes (3-6 anéis)  fezes
  33. 33. 36  Proglotes → não possuem orifício  postura dos ovos  Apólise → ruptura entre anéis  fundos de saco uterinos  liberam os ovos presença de ovos de Taenia nas fezes
  34. 34. Em geral, a proglote libera seus ovos depois de chegar ao meio externo, por meio da contração muscular ou da decomposição de suas membranas.
  35. 35. 38  Taenia solium / Taenia saginata → fase adulta  intestino delgado
  36. 36. 39 Cisticerco Taenia solium → encontrado no tecido subcutâneo, muscular, cardíaco, cerebral e nos olhos  suínos Acidentalmente humanos e cães Taenia saginata → tecidos dos bovinos
  37. 37. TRANSMISSÃO40
  38. 38. Dinâmica da transmissão 42  Prevalência e a intensidade do parasitismo Número de ovos produzidos  lançados no meio  hospedeiros definitivos Mecanismos de dispersão dos ovos  hospedeiros intermediários Longevidade e infectividade dos ovos
  39. 39. 43 Poluição fecal do solo  Solo do peridomicílio / locais de trabalho / margens das estradas, rios e dos lagos  Fatores de dispersão → moscas, bezouros coprófilos, aves e minhocas
  40. 40. 44 Destino inadequado dos esgotos Métodos de tratamento sanitário insuficientes → destruir ovos de parasitos  Emprego direto da matéria fecal humana → adubo ou irrigação de pastagens
  41. 41. TRANSMISSÃO DA TAENIA SAGINATA 45
  42. 42. 46 (a) Hiperendêmico  elevada prevalência no homem e no gado Padrões de Transmissão
  43. 43. 47 (b) Endêmico  existência de pequeno número de portadores humanos Dispersão dos ovos no meio ambiente Moderada prevalência no gado Padrões de Transmissão
  44. 44. 48 (c) Epidêmico  surto de cisticercose maciça atinge o gado  confinado, feno ou ração contaminada  homem Padrões de Transmissão
  45. 45. Transmissão: gado  homem 49  Consumo de carne bovina → crua/mal cozida Carne congelada (-15°C)  inativa cisticerco  6 dias  Frequência → 20 a 40 anos
  46. 46. Transmissão: homem  gado 51  Fonte de infecção → homem (700.000 ovos/dia) Hábito defecar no chão  contaminação das pastagens / água / gado
  47. 47. Transmissão: homem  gado 52  Resistência dos ovos/ambiente → > 4 meses  Aves → ingestão de ovos  fezes contaminar o ambiente  infecções de bovinos
  48. 48. Transmissão: homem  gado 53 Transmissão direta → ordenha manual
  49. 49. TRANSMISSÃO DA TAENIA SOLIUM 54
  50. 50. Modos de infecção 55  Heteroinfecção  ocorrência mais comum  ingestão acidental dos ovos do parasito Veiculados  água/ mãos alimentos Taenia sp. - ovo em fezes
  51. 51. Modos de infecção 56  O número de ovos que o indivíduo suscetível ingere nessas condições é geralmente muito pequeno  gravidade  localização do cisticerco.
  52. 52. 57  Autoinfecção externa  ingestão de ovos de Taenia solium pelo próprio portador de teníase Maus hábitos higiênicos Mais frequente  crianças doentes mentais Modos de infecção
  53. 53. 58  Autoinfecção interna  movimentos antiperistálticos / vômitos  proglotes grávidas  retrogradar ao estômago  sucos digestivos  eclosão dos embriões infectantes Modos de infecção
  54. 54. Transmissão: porco  homem 59  Consumo de carne suína → crua/mal cozida Abate clandestino  carne não submetida à fiscalização sanitária
  55. 55. Transmissão: porco  homem 60  Infectividade/longevidade Animal vivo  anos Carne (10°C)  10 a 15 dias
  56. 56. Transmissão: homem  suíno 62  Indivíduo parasitado → 5 - 6 proglotes/dia (50.000 ovos/cada)  Poluição fecal do solo → infecção maciça dos suínos  elevado número de cisticercos
  57. 57. 63  Hospedeiro intermediário normal → suíno Homem, macaco, cão, gato  Hábitos coprófagos → suíno  infecção maciça  anéis de tênia
  58. 58. TAENIA SOLIUM /TAENIA SAGINATA  Verme adulto  intestino delgado TAENIA SOLIUM  Cisticerco  sistema muscular, cardíaco , nervoso e nos olhos TAENIA SAGINATA  Cisticerco  sistema muscular HABITAT
  59. 59. CICLO BIOLÓGICO66
  60. 60. http://www.ebah.com.br/content/ABAAAezrsAD/aula-6-complexo-teniase-cisticercose-hymenolepis-dyphillobotrium?part=3
  61. 61. TENÍASE Taenia saginata Taenia solium 68
  62. 62. 69  Homem parasitado → proglotes grávidas → 700.000 ovos/dia → meio ambiente
  63. 63. 70  Hospedeiro intermediário (suíno  Taenia solium / bovino  Taenia saginata) → ingestão dos ovos → intestino as oncosferas (ação dos sais biliares)  liberam-se do embrióforo → penetram na mucosa intestinal.
  64. 64. 71  Oncosfera  penetram nas vênulas e atingem as veias e os linfáticos mesentéricos → transporte para diversos órgãos.
  65. 65. As oncosferas desenvolvem-se para cisticercos em qualquer tecido mole (pele, músculos esqueléticos e cardíacos, olhos, cérebro, etc.), mas preferem os músculos de maior movimentação e com maior oxigenação (masseter, língua, coração e cérebro.
  66. 66. 73 No interior dos tecidos  oncosfera perdem os acúleos  transforma-se em um cisticerco translúcido  4-5 meses (12 mm de comprimento).
  67. 67. 74  Cisticercos → 2 semanas após a infecção  visíveis a olho nu (2-5 mm de diâmetro) Capacidade infectante  hospedeiro definitivo  depois de 10 semanas
  68. 68. 75  Infecção humana  ingestão de carne crua ou mal cozida de porco ou de boi infectado;
  69. 69. 76  Cisticercos → sofre ação do suco gástrico  evagina-se e fixa-se (escólex) na mucosa do intestino delgado  transforma-se em tênia adulta. 3 meses depois  eliminação de proglotes grávidas
  70. 70. CISTICERCOSE Taenia solium 78
  71. 71. 79 Ingestão dos ovos  24 – 72 horas oncosferas abandonam o embrióforo  ativadas pela ação dos sucos digestivos  penetram através da mucosa intestinal;
  72. 72. 81  Parasitos  vasos intestinais  corrente circulatória  órgãos Olhos e anexos: 46,0% Sistema nervoso: 40,9% Pele e tecido celular subcutâneo: 6,3% Músculos: 3,5%
  73. 73. 82  Condição → infecção do hospedeiro intermediário  passagem dos ovos  estômago  duodeno  ação dos sucos digestivos e bile  eclosão da oncosfera
  74. 74. 83  Fim de 3 meses → cisticerco formado  vesícula ovóide, semitransparente  receptaculum capitis
  75. 75. 84 Penetração das oncosferas  organismo humano  sem manifestações clínicas;  Ponto de fixação do parasito  processo patogênico;
  76. 76. 85 (1) Compressão mecânica e o deslocamento de tecidos ou estruturas  localização e crescimento do cisticerco; (2) Processo inflamatório  inflamação do tipo celular  crônica   linfócitos e plasmócitos;
  77. 77. A patologia e a clínica dependem da localização, do número, do tamanho e da fase de desenvolvimento em que se encontram os cisticercos, bem como da reação dos tecidos parasitados.
  78. 78. http://static.tuasaude.com/img/posts/2014/07/684830132088703e4a6ae1b8a68aa45c.jpeg
  79. 79. TENÍASE E NEUROCISTICERCOSE 137 Teníase e Neurocisticercose 1 de 2[1].mp4
  80. 80. PATOGENIA E SINTOMATOLOGIA89
  81. 81. TAENIA SAGINATA 90
  82. 82. 91  Frequentemente assintomática Homem → parasitismo  expulsão das proglotes
  83. 83. 92  Casos mais típicos → período de incubação  2-3 meses  diárréia / dor epigástrica  dor de fome  Período inicial → leucocitose moderada  leucopenia
  84. 84. Manifestações Clínicas 93  Dor abdominal  35,6%  Náusea  34,4%  Fraqueza  24,8%  Perda de peso  21,0%
  85. 85. 94  Cefaléia  15,5%  Constipação intestinal  9,4%  Diarréia  6,0%  Prurido anal  4,5% Manifestações Clínicas
  86. 86. TAENIA SOLIUM 95
  87. 87. 97 NEUROCISTICERCOSE
  88. 88. Sistema Nervoso 98  Tecidos  embrião se localiza  processo inflamatório  mobilização de eosinófilos; Cérebro humano  1 – 2.000 cisticercos
  89. 89. 99  Cisticerco morto  processo de calcificação  15% de casos mostram cistos calcificados; Sistema Nervoso
  90. 90.  Ocorrem em cerca de 50% dos casos Indivíduos adultos  “sadios”  Não há perda de consciência  tardia  Duração  10 anos Morte  estado de mal epiléptico 100 1. Formas Convulsivas
  91. 91.  Sintomas clássicos  cefaléia intensa  Diminuição da visão  cegueira  atrofia do nervo óptico 101 2. Formas hipertensivas e pseudotumorais
  92. 92.  Formas graves: Bradicardia Distúrbios respiratórios Vertigens Sonolência Epilepsia generalizada 102 2. Formas hipertensivas e pseudotumorais
  93. 93.  Perturbações mentais : Esquizofrenia Melancolia 103 3. Formas psíquicas
  94. 94. 104 OFTALMOCISTICERCOSE
  95. 95.  Parasito  câmara anterior do olho  processo inflamatório  homem  Pertubações da visão central ou periférica  redução da visão  deslocamento da retina 105
  96. 96. 106  Oncosfera  globo ocular  vasos da coróide  sub-retiniana Deslocamento da retina Perfura a retina  invade o vítreo
  97. 97. 107 Olho direito  opacidade vítrea com contornos regulares sugerindo cisticerco intraocular.
  98. 98. 108 CISTICERCOSE DISSEMINADA
  99. 99.  Cistos  musculatura esquelética / tecido celular subcutâneo  dores musculares na nuca / região lombar / pernas;  Cisticercose do coração  palpitações / ruídos anormais / dispnéia 109
  100. 100. 110  Reação local  formação de membrana adventícia fibrosa  Morte do parasito  calcificação
  101. 101. DIAGNÓSTICO111
  102. 102. DIAGNÓSTICO CLÍNICO 112
  103. 103.  Interrogatório clínico  paciente Procedência Hábitos alimentares Caso de teníase na família 113
  104. 104.  Exame físico  presença de nódulos subcutâneos 114
  105. 105. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL  TENÍASES 115
  106. 106. 116  Tamisação → bolo fecal  peneira de malhas finas  reter as proglotes  Diagnóstico de espécie → proglotes grávidas  comprimidas entre 2 lâminas  submerso em ácido acético  conformação do útero 1. Pesquisa de proglotes
  107. 107. 117 ramificações muito numerosas  15/30  Taenia saginata ramificações pouco numerosas  7/16  Taenia solium Pesquisa de proglotes
  108. 108. 118  Exames rotineiros → negativo  não excluem a possibilidade de parasitismo  Diagnóstico de espécie → não é possível 2. Pesquisa de ovos nas fezes
  109. 109. 119  Local → pele da região perineal  Método de fita adesiva transparente → aplicar contra a superfície  lâmina de microscopia  presença de ovos Negativo  início do parasitismo (3 meses) 3. Pesquisa de ovos  fita adesiva
  110. 110. 120  Hemaglutinação indireta → valor limitado  não detecta 40% dos casos  IgE e IgA   durante parasitismo IgE   eliminação das tênias 4. Imunodiagnóstico
  111. 111. ACHADO COLONOSCÓPICO Teniase achado colonoscópico.mp4
  112. 112. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL  CISTICERCOSE 122
  113. 113. 1. Exame de fezes 123  Presença de Taenia adulta  intestino do paciente  Técnica da fita adesiva  mais eficiente
  114. 114. 2. Exame do líquido cefalorraquidiano 124  Neurocisticercose  alterações do líquor Desenvolvimento do cisticerco Reação do organismo hospedeiro
  115. 115. Exame do líquido cefalorraquidiano 125  Síndrome liquórica (a)  pressão / normal  liquor líquido e incolor (b) Citologia  hipercitose moderada  linfócitos (c)  taxa de proteínas totais  globulinas
  116. 116. 3. Testes imunológicos 126  Imunoeletroforese  54 a 87%  casos confirmados  Elisa / Western Blot  antígeno B  sensibilidade > 80%
  117. 117. 4. Exames por imageamento 127  Parasito morto  imagens dos nódulos calcificados Calcificações intracranianas  15 a 35% dos pacientes
  118. 118. Exames por imageamento 128  Cistos oculares  ultra-sonografia  Neurocisticercose  tomografia computadorizada/ressonância magnética
  119. 119. 5. Exames anatomopatológico 129  Nódulos subcutâneos  biópsia / exame do cisto ao microscópio / histopatológico  Quadros neurológicos  confirmação de cisticercose subcutânea
  120. 120. PARASITAS ASSASINOS
  121. 121. EPIDEMIOLOGIA131
  122. 122. 132 Taenia saginata  Distribuição mundial → África América Latina países do Mediterrâneo
  123. 123. 133 Taenia saginata  Endemicidade alta → humanos  40 milhões África  Etiópia, Quênia, Zaire, Guiné-Bissau Região Mediterrânea  Iugoslávia, Síria, Líbano
  124. 124. 134  Endemicidade média Europa / América do Sul / Japão Sudeste Asiático  Índia, Tailândia, Vietnã e Filipinas Taenia saginata
  125. 125. 135  Baixa prevalência → Canadá / EUA / Austrália  Últimas décadas →  infecção  países europeus  bovinos Taenia saginata
  126. 126. 136 Taenia solium  Distribuição mundial → consumo de carne suína Sistema de criação dos animais condições sanitárias nível econômico
  127. 127. 137 Taenia solium  Endemicidade alta → Ámerica Latina / África / países não muçulmanos  2,5 milhões de portadores  Suínos altamente infectados → África / Américas / Ásia
  128. 128.  O gado bovino e os suínos são os únicos hospedeiros intermediários das tênias do homem com significação para sua epidemiologia. 138
  129. 129. TRATAMENTO140
  130. 130. TRATAMENTO  TENÍASES 141
  131. 131. 142  É importante que a espécie de Taenia seja identificada, não só para a escolha da melhor terapêutica, como para orientar o paciente sobre riscos futuros, em caso de infecção por Taenia solium.
  132. 132. 143  Recomendados → niclosamida e praziquantel  Alternativos → mebendazol e paromomicina
  133. 133. 144  Cura da teníase → destruição ou a explusão do escólex Estróbilo  reconstituído  “cabeça da tênia”  proglotes grávidas
  134. 134. 145  Drogas tenicidas → parasito totalmente destruído  comprovar a eliminação do escólex (?)  Observação prolongada → 3 – 4 meses  reaparecimento de anéis/ovos de tênia
  135. 135. 146 Medicamentos tenífugos → relaxamento e desprendimento do parasito  efeito do purgativo  material evacuado (24 horas)  pesquisar o escólex
  136. 136. 147 TRATAMENTO  CISTICERCOSE
  137. 137.  Neurocirurgia Número de parasitos  pequeno Localização dos cisticercos 148 1. Cirurgia
  138. 138.  Cisticercose ocular  câmara anterior do olho  vítreo/subhialóideo (85%) subretina (71%) 149 Cirurgia
  139. 139.  Neurocisticercose / cisticercose subcutânea  praziquantel  Cisticercos subcutânea  alterações dos cisticercos  duas semanas após o tratamento 150 2. Quimioterapia
  140. 140.  Neurocisticercose  estado latente  evoluir rapidamente para a morte Cegueira de natureza neurológica  frequente na fase final 151 Quimioterapia
  141. 141. DEPOIMENTO DE TRATAMENTO Depoimento sobre o tratamento de Cisticercose.mp4
  142. 142. CONTROLE153
  143. 143. 154  Exames periódicos → pessoas  indústria de carne  Proibição do abate clandestino  Abatedouros → registro  procedência do gado abatido  destino da carne 1. Legislação
  144. 144. 155  Instalação dos serviços / medidas sanitárias → abatedouros, fazendas, camping  poluição ambiental  Notificação dos casos de teníases  Registro das drogas empregas  população 1. Legislação
  145. 145. 156  Exames de massa / grupos determinados → portadores da infecção  diagnóstico e tratamento  Indicadores → exames sorológicos, resultados de autópsias 2. Inquéritos / Vigilância Epidemiológica
  146. 146. 157
  147. 147. 158  Prevenir a infecção → consumo de alimentos preparados adequadamente  Hábitos higiênicos → condenar o costume de defecar no solo  Programas educacionais → trabalhadores do campo 3. Educação sanitária
  148. 148. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  CIMERMAN, Benjamin; CIMERMAN, Sérgio. Parasitologia Humana e seus Fundamentos Gerais - 2ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2002.  REY, Luís. Rey Parasitologia / Luís Rey – 3ª. ed. – Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2005. 160

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