Malária 
Bruna Melo 
Universidade Federal do Cariri 
Faculdade de Medicina 
Pró – Reitoria de Extensão 
Ministério da Educ...
Esporozoíto: 
 Alongados e extremidades afiladas 
 Proteína circunsporozoítica (CS) 
 Sistema de penetração ou Complex...
Esporozoíto 
Ciclo Esquizogênico 
Imediatamente Latência 
(Período de incubação curto) (HIPNOZOÍTOS)
Criptozoítos: 
 Arredondados 
 Fase esquizogênica: grande simplificação estrutural
Merozoítos: 
 Assemelham-se aos esporozoítos, porém 
arrendodados 
 Presente nas fases pré-eritrocítica (menor) e 
erit...
Merozoítos: 
 P. vivax – reticulócitos 
 P. malariae – eritrócito maduro 
 P. falciparum - indiferente
Trofozoítos sanguíneos: 
 Amebóide e sem complexo apical 
 Emite pseudópodes 
 Citóstoma – fagocitose de hemoglobina
Esquizontes: 
 Aspecto rosáceo (ou merócito) com pigmento 
malárico concentrado em uma porção do 
citoplasma que constit...
Gametócitos: 
 Formam-se a partir dos trofozoítos sanguíneos
Zigoto: 
 Fecundação do macro pelo microgameta 
Oocineto: 
 Zigoto alongado com motilidade 
Oocisto: 
 Oocineto com ...
Formas evolutivas: 
 No homem: Esporozoíto, Trofozoíto, 
Esquizonte, Merozoíto e Gametócitos. 
 No vetor: Micro e macro...
 Mosquito pertencente à ordem dos dípteros, família 
Culicidae, gênero Anopheles (cerca de 400 espécies) 
 Espécies: 
 ...
Fêmea única hematófaga (probóscida) 
Através da saliva fêmeas inoculam os 
parasitas (esporozoítos) 
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Habitat: 
 Homem: corrente sanguínea 
hepatócitos 
eritrócitos 
 Inseto Vetor: interior da matriz peritrófica 
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Ciclo Heteroxeno 
Hospedeiros: 
 Intermediário: homem 
 Definitivo: inseto (Anopheles) 
Reprodução: 
 Sexuada: inset...
 Transmissão: 
 Natural: 
Inoculação de esporozoítos presentes na saliva da fêmea 
anofelina infectada através do repast...
 Fase sintomática inicial: cefaléia, mal-estar, cansaço e 
mialgia precedendo a febre, com temperatura corpórea 
podendo ...
Recrudescência X Recaída: 
Recrudescência: reaparecimento a curto prazo 
das manifestações clínicas, devido a 
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Malária não-complicada: 
 Os acessos maláricos são acompanhados de intensa 
debilidade física, náuseas e vômito; 
 Ao e...
 Malária grave e complicada: hipoglicemia, convulsões, vômitos 
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Diagnóstico Clínico: 
 Difícil, forma assintomática ou sintomas 
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 Deve ser precoce; 
 Risco de malária congênita; 
 C...
 Tratamento correto assegura, quase sempre, um excelente 
prognóstico. 
 Recaídas: 
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 P. Ovale 1,5 an...
 Medidas de proteção individual: 
 Evitar a aproximação às áreas de risco após o entardecer e 
logo ao amanhecer do dia;...
 Quimioprofilaxia: 
 Como ainda não é disponível uma vacina ou droga profilática causal para a 
malária, usa-se a ação e...
 Medidas de proteção coletiva: 
 Combate às larvas (larvicidas: malatiun, fentiun e abate); 
 Combate ao vetor adulto (...
Lactente com 1 mês e 4 dias de vida, nascido de parto 
cesariano, considerado recém-nascido adequado para a 
idade gestaci...
O Hemograma revelou anemia com hemoglobina de 6 g/d1 e 
hematócrito de 17%.Na investigação de 
antecedentesepidemiológicos...
REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 2ª 
ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2002 
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Malária

  1. 1. Malária Bruna Melo Universidade Federal do Cariri Faculdade de Medicina Pró – Reitoria de Extensão Ministério da Educação
  2. 2. Esporozoíto:  Alongados e extremidades afiladas  Proteína circunsporozoítica (CS)  Sistema de penetração ou Complexo apical (par de roptrias e micronemas)  Dois meses de viabilidade (glândulas salivares do inseto)  Motilidade e invasão: CS e TRAP (Proteína adesiva relacionada com a trombospondina)  Alimenta-se de glicose
  3. 3. Esporozoíto Ciclo Esquizogênico Imediatamente Latência (Período de incubação curto) (HIPNOZOÍTOS)
  4. 4. Criptozoítos:  Arredondados  Fase esquizogênica: grande simplificação estrutural
  5. 5. Merozoítos:  Assemelham-se aos esporozoítos, porém arrendodados  Presente nas fases pré-eritrocítica (menor) e eritrocítica  Só invadem hemácias (envoltório glicoprotéico - fortemente antigênico)
  6. 6. Merozoítos:  P. vivax – reticulócitos  P. malariae – eritrócito maduro  P. falciparum - indiferente
  7. 7. Trofozoítos sanguíneos:  Amebóide e sem complexo apical  Emite pseudópodes  Citóstoma – fagocitose de hemoglobina
  8. 8. Esquizontes:  Aspecto rosáceo (ou merócito) com pigmento malárico concentrado em uma porção do citoplasma que constituirá o corpo residual;  Alimenta-se de hemoglobina;
  9. 9. Gametócitos:  Formam-se a partir dos trofozoítos sanguíneos
  10. 10. Zigoto:  Fecundação do macro pelo microgameta Oocineto:  Zigoto alongado com motilidade Oocisto:  Oocineto com parede cística através da qual passam nutrientes necessários à sobrevivência deste
  11. 11. Formas evolutivas:  No homem: Esporozoíto, Trofozoíto, Esquizonte, Merozoíto e Gametócitos.  No vetor: Micro e macrogametas, Zigoto, Oocineto, Oocisto e Esporozoíto.
  12. 12.  Mosquito pertencente à ordem dos dípteros, família Culicidae, gênero Anopheles (cerca de 400 espécies)  Espécies:  Anopheles (Nyssorhynchuns) darlingi*  Anopheles (N) aquasalis  Anopheles (N) albitarsis  Anopheles (Kerteszia) cruzii  Anopheles (K) bellator  Popularmente conhecidos como: ”carapanã”, ”muriçoca”, ”sovela”, ”mosquito-prego”, ”bicuda”.
  13. 13. Fêmea única hematófaga (probóscida) Através da saliva fêmeas inoculam os parasitas (esporozoítos) Macho alimenta-se de néctar Mesma família do Aedes aegypti e Culex Hematofagia, principalmente, aos crepúsculos vespertino e matutino Criadouros: grandes coleções de água límpidas e ensolarados ou parcialmente sombreadas
  14. 14. Habitat:  Homem: corrente sanguínea hepatócitos eritrócitos  Inseto Vetor: interior da matriz peritrófica epitélio intestinal médio hemolinfa glândulas salivares
  15. 15. Ciclo Heteroxeno Hospedeiros:  Intermediário: homem  Definitivo: inseto (Anopheles) Reprodução:  Sexuada: inseto vetor  Assexuada/Esquizogonia: homem Forma infectante: Esporozoíto (homem) e Gametócitos (vetor)
  16. 16.  Transmissão:  Natural: Inoculação de esporozoítos presentes na saliva da fêmea anofelina infectada através do repasto sanguíneo.  Parenteral: Transfusão sanguínea Compartilhar seringas contaminadas Transplante de orgãos Congênita Acidentes laboratoriais
  17. 17.  Fase sintomática inicial: cefaléia, mal-estar, cansaço e mialgia precedendo a febre, com temperatura corpórea podendo atingir 41°C.  Acesso malárico ou Ataque Paroxicístico Agudo acompanhado de calafrios e sudorese;  Duração: 15 minutos a 1 hora.  Após fase inicial, a febre adquire caráter intermitente relacionado ao tempo de ruptura de hemácias suficientes com esquizontes maduros:  Aparecimento de sintomatologia depende da duração dos ciclos eritrocíticos de cada espécie do plasmódio.
  18. 18. Recrudescência X Recaída: Recrudescência: reaparecimento a curto prazo das manifestações clínicas, devido a persistência do ciclo hemático e sua reagudização ( P. falciparum e P. malariae); Recaída: reapresentação tardia (meses,anos) da doença. Evolução silenciosa do parasitismo. ( P. vivax e P. ovale ).
  19. 19. Malária não-complicada:  Os acessos maláricos são acompanhados de intensa debilidade física, náuseas e vômito;  Ao exame físico, paciente apresenta-se pálido, com baço palpável;  Anemia apresenta-se em graus variáveis;  Síndrome da esplenomegalia tropical: esplenomegalia, hepatomegalia, anemia, leucopenia e plaquetopenia. Ocorre em adultos jovens altamente expostos à transmissão.
  20. 20.  Malária grave e complicada: hipoglicemia, convulsões, vômitos repetidos, hiperpirexia e icterícia são indicadores de mau prognóstico.  Formas clínicas:  Malária cerebral;  Insuficiência renal aguda;  Edema pulmonar agudo;  Hipoglicemia;  Icterícia;  Hemoglobinúria.  Adultos não-imunes, crianças e gestantes podem apresentar manifestações mais graves da infecção, podendo ser letal no caso de P. falciparum.
  21. 21. Diagnóstico Clínico:  Difícil, forma assintomática ou sintomas inespecíficos;  Mais relacionados com a malária: febre com caráter intermitente, anemia do tipo hipocrômico, baço aumentado e doloroso;  Informações sobre áreas de residência, relato de viagens para regiões endêmicas indicativas de exposição ao parasito, transfusão de sangue e uso de agulhas contaminadas.
  22. 22.  DDiiaaggnnóóssttiiccoo LLaabboorraattoorriiaall::  Presença do parasito no sangue periférico;  Método da gota espessa: tem sido utilizado em todo o mundo para o diagnóstico específico da malária (azul-de-metileno e Giemsa); capacidade de detecção de parasitemia igual ou superior a 10 - 20 parasitos/microlitro de sangue.  Método do esfregaço sanguíneo: assim como o método da gota espessa permite a diferenciação específica dos parasitos a partir da análise da sua morfologia e das alterações provocadas no eritrócito infectado.
  23. 23.  DDiiaaggnnóóssttiiccoo ppoorr PPCCRR::  Alta sensibilidade; conforme a técnica, pode distinguir a espécie.  Custo elevado e alta complexidade técnica.  MMééttooddooss ddee ddiiaaggnnóóssttiiccoo rrááppiiddoo::  Anticorpos monoclonais e policlonais contra a proteína 2 rica em histidina do P. falciparum (PfHRP-2) e contra a enzima desidrogenase do lactato (pDHL) das 4 espécies de plasmódio;  Diferencia o P. falciparum dos demais; e distingue a fase aguda da fase de convalescença da infecção;  Sensibilidade superior a 95% quando comparado à gota espessa; desvantagem: não permite o diagnóstico de uma infecção mista
  24. 24.  FFáárrmmaaccooss uuttiilliizzaaddooss::  Cloroquina (contra as formas sanguíneas)  Baixa toxicidade, bem tolerada pelos pacientes, inócua na gravidez. P. falciparum apresenta resistência;  Primaquina (contra os gametócitos e esquizontes hepáticos de todas as espécies)  Contra-indicada para gestantes ou menores de 6 meses;  Associação quinina + tetraciclina para tratamento de P.falciparum, quando essa associação apresenta baixa resposta é indicado o uso de mefloquina;  Artemisina: príncipio ativo antimalárico extraído de uma planta chinesa, ação rápida e são ativos contra as formas resistentes de P. falciparum.
  25. 25. TTrraattaammeennttoo ddaa mmaalláárriiaa nnaa ggrraavviiddeezz::  Deve ser precoce;  Risco de malária congênita;  Cloroquina;  Quinina em monoterapia ou associada à Clindamicina: P. falciparum.
  26. 26.  Tratamento correto assegura, quase sempre, um excelente prognóstico.  Recaídas:  P. vivax 3 anos  P. Ovale 1,5 ano  Terçã maligna não tratada resulta, normalmente, em morte do paciente.  Malária cerebral: mortalidade varia de 5-25%; com convulsões ou coma, óbito em 80% dos casos.
  27. 27.  Medidas de proteção individual:  Evitar a aproximação às áreas de risco após o entardecer e logo ao amanhecer do dia;  Colocar telas em portas e janelas;  Usar repelentes;  Dormir com mosquiteiros.
  28. 28.  Quimioprofilaxia:  Como ainda não é disponível uma vacina ou droga profilática causal para a malária, usa-se a ação esquizonticida sanguínea de alguns antimaláricos, principalmente em viajantes para áreas endêmicas.  Mefloquinona, analisar os riscos e benefícios do uso prolongado.  Indicação apenas para situações especiais e nas quais os indivíduos não permaneçam por mais de 60 dias nas áreas de transmissão.
  29. 29.  Medidas de proteção coletiva:  Combate às larvas (larvicidas: malatiun, fentiun e abate);  Combate ao vetor adulto (inseticidas: DDT, dieldrin, hexaclorobenzeno);  Saneamento básico;  Melhora das condições de vida. Existem diversos experimentos em busca de vacinas: vacinas antiesporozoítos, vacinas contra formas assexuadas eritrocíticas e vacinas contra formas sexuadas.
  30. 30. Lactente com 1 mês e 4 dias de vida, nascido de parto cesariano, considerado recém-nascido adequado para a idade gestacional, foi levado a serviço médico para avaliação de rotina. A mãe relatava o aparecimento de palidez progressiva em sua criança desde os 15 dias de vida, sem apresentar nenhum outro sintoma constitucional e negava identificação de episódio febril. Ao exame físico, a criança apresentava-se em boas condições clínicas, ativo, com choro forte, chamava a atenção intenso descoramento de mucosas e palidez cutânea, além de hepatosplenomegalia (fígado palpável a 5 centímetros do rebordo costal direito e baço a 4 centímetros do rebordo costal esquerdo), sem outras anormalidades identificadas
  31. 31. O Hemograma revelou anemia com hemoglobina de 6 g/d1 e hematócrito de 17%.Na investigação de antecedentesepidemiológicos os pais revelaram procedência recente de Rondônia, onde a mãe, durante a gestação, apresentara dois episódios de malária, inadequadamente tratados. Já em São Paulo, a mãe referia novo episódio de malária, na semana que antecedeu ao parto. Foi feita pesquisa de hematozoários na criança que se revelou positiva para Plasmodium vivax. A terapêutica instituída no caso foi cloroquina endovenosa, na dose total de 25mg/kg, dividida em 3 tomadas, com infusão lenta (maior de 4h) além da necessária transfusão de glóbulos vermelhos para correção de anemia grave. O tratamento completou-se sem efeitos adversos, e a criança apresentou boa evolução clínica.
  32. 32. REY, L. Bases da Parasitologia Médica. 2ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002 http://www.jped.com.br/conteudo/96-72-02- 103/port.pdf

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