Leishmaniose Tegumentar

5.427 visualizações

Publicada em

Aula Leishmaniose Tegumentar

Publicada em: Educação
1 comentário
7 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Gostaria que o conteúdo fosse disponível para baixar
       Responder 
    Tem certeza que deseja  Sim  Não
    Insira sua mensagem aqui
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
5.427
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
117
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
0
Comentários
1
Gostaram
7
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide
  • http://fcfrp.usp.br/dactb/Parasitologia/Arquivos/Genero_Leishmania.htm
  • Leishmaniose Tegumentar

    1. 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI FACULDADE DE MEDICINA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA CDI 10: B55.1 MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos
    2. 2. As leishmanioses são antropozoonoses consideradas um grande problema de saúde pública, representam um complexo de doenças com importante espectro clínico e diversidade epidemiológica.
    3. 3. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2010, as prevalências das diferentes formas de leishmaniose (tegumentar e visceral) ultrapassou 12 milhões de casos.
    4. 4. A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença de caráter zoonótico que acomete humanos e diversas espécies de animais silvestres e domésticos, podendo se manifestar através de diferentes formas clínicas.
    5. 5. 5 HISTÓRICO
    6. 6.  Primeiro século d. C.  Ásia Central  Afeganistão  feridas de Balkh Síria  botão-de-Aleppo Iraque  botão-de-Bagdá  Viajantes  botão-do-oriente 6 HISTÓRICO
    7. 7.  Período pré-inca  Peru e Equador (primeiro século d. C.) o Lesões de pele e deformidades faciais 7 HISTÓRICO
    8. 8.  Século XVI  Oviedo (1535) e Pizarro (1571) Doença que destruía o nariz e as cavidades bucais  índios  Cordilheira dos Andes  1764  Bueno (Peru)  picada de flebotomíneos 8 HISTÓRICO
    9. 9.  1855  Cerqueira  lesões de pele similares “botão-do-oriente”. 9 HISTÓRICO
    10. 10.  1908  confirmação de formas de leishmanias em úlceras cutâneas e nasobucofaríngeas  Lindenberg  encontrou o parasito em individuos que trabalhavam  construção de rodovias no interior de São Paulo. 10 HISTÓRICO
    11. 11.  1911  Gaspar Vianna  diagnosticou a forma mucosa da doença  deu ao parasito o nome de Leishmania brazilienses. 11 Histórico
    12. 12.  1922  Aragão  demonstrou o papel do flebotomíneo na transmissão da leishmaniose tegumentar. 12 HISTÓRICO
    13. 13.  1958  Forattini  encontrou roedores silvestres parasitados em áreas florestais do Estado de São Paulo. 13 HISTÓRICO
    14. 14. 14 ETIOLOGIA
    15. 15. LEISHMANIA Protozoário parasito intracelular obrigatório das células do sistema fagocítico mononuclear. AGENTE ETIOLÓGICO
    16. 16.  Américas  11 espécies dermotrópicas de Leishmania causadoras de doença humana e 8 espécies descritas, somente em animais. 17 AGENTE ETIOLÓGICO
    17. 17.  Brasil: identificadas 7 espécies 6 - subgênero Viannia 1 - subgênero Leishmania 18 AGENTE ETIOLÓGICO
    18. 18. PRINCIPAIS ESPÉCIES DO GÊNERO LEISHMANIA (LAINSON & SHAW, 1987) Subgênero Leishmania Subgênero Viannia L. (L.) archibaldi L. (L.) tropica** L. (L.) aethiopica** L. (L.) major** L. (L.) gerbilli L. (L.) maxicana L. (L.) amazonensis* L. (L.) venezuelensis L. (L.) enriettii L. (L.) aristidesi L. (L.) pifanoi L. (L.) hertigi L. (L.) deanei L. (Viannia) braziliensis* L. (V.) guyanensis* L. (V.) panamensis L. (V.) peruviana L. (V.) lainsoni* L. (V.) naiffi* L. (V.) shawi* L. (V.) colombiensis L. (V.) lindenberg * determinantes da Leishmaniose Tegumentar Americana no Brasil; ** determinantes da Leishmaniose Tegumentar do Velho Mundo; http://fcfrp.usp.br/dactb/Parasitologia/Arquivos/Genero_Leishmania.htm
    19. 19.  As três principais espécies são: Leishmania (Viannia) braziliensis Leishmania (Viannia) guyanensis Leishmania(Leishmania) amazonensis gênero subgênero espécie 20 AGENTE ETIOLÓGICO
    20. 20. o Leishmania (Viannia) braziliensis Espécie mais prevalente no homem Causar lesões cutâneas e mucosas AGENTE ETIOLÓGICO
    21. 21. o Leishmania (Viannia) guyanensis Causa sobretudo lesões cutâneas. AGENTE ETIOLÓGICO
    22. 22. AGENTE ETIOLÓGICO o Leishmania (Leishmania) amazonensis Causa lesões cutânea difusa.
    23. 23.  Identificadas em estados das regiões Norte e Nordeste: Leishmaniose (Viannia) lainsoni Leishmaniose (Viannia) naiffi Leishmaniose (Viannia) lindenberg Leishmaniose (Viannia) shawi 24 AGENTE ETIOLÓGICO
    24. 24.  Polimorfismo:  Promastigota  Paramastigota  Promastigota metacíclico 25 MORFOLOGIA
    25. 25.  Amastigota 26 MORFOLOGIA
    26. 26. (1) Flagelada ou promastigota  encontrada no tubo digestivo do inseto vetor 27 MORFOLOGIA Leishmania – Forma flagelada ou promastigota.
    27. 27. (2) Paramastigota  formas ovais ou arredondadas  encontradas aderidas ao epitélio do trato digestivo do vetor pelo flagelo  hemidesmossomos 28 MORFOLOGIA
    28. 28. (3) Aflagelada ou amastigota  tecidos dos hospedeiros vertebrados 29 MORFOLOGIA Leishmania – Forma aflagelada ou amastigota.
    29. 29. 30 oFormas amastigotas intracelulares: 2,3 mm oCrescem pobremente em meios de cultura o Núcleo: cora de vermelho-púrpura o Não há flagelo livre MORFOLOGIA
    30. 30. ESTRUTURA DAS LEISHMÂNIAS Promastigota  tubo 31 digestivo dos insetos Amastigota  vertebrados
    31. 31. Amastigota Promastigota
    32. 32.  Divisão binária  Formas promastigotas  Ocorre no interior dos fagossomos de macrófagos 33 REPRODUÇÃO
    33. 33.  Produção de um segundo flagelo  Núcleo se divide em dois  Produção de duas promastigotas 34 REPRODUÇÃO
    34. 34. REPRODUÇÃO EM MACRÓFAGOS As leishmânias têm por hábitat os vacúolos digestivos de células do sistema fagocítico mononuclear, onde se multiplicam sob a forma amastigota. Macrófago tendo uma leishmânia fogocitada em seu vacúolo digestivo.
    35. 35. REPRODUÇÃO EM MACRÓFAGOS No interior do macrófago ela se multiplica até destruí-lo, quando então passa a invadir novas células.
    36. 36.  Flebotomíneos: Ordem Díptera Familia Psychodidae Subfamilia Phlebotominae Gênero Lutzomyia 39 Lutzomyia HOSPEDEIROS
    37. 37.  Principais espécies envolvidas na transmissão: Lutzomyia flaviscutellata / Lutzomyia whitmani / Lutzomyia umbratilis / Lutzomyia intermedia / Lutzomyia wellcome e Lutzomyia migonei 40 HOSPEDEIROS
    38. 38. HOSPEDEIROS VERTEBRADOS
    39. 39. 42 TRANSMISSÃO
    40. 40.  Doença com diversidade de agentes, de reservatórios e de vetores que apresenta diferentes padrões de transmissão e um conhecimento ainda limitado sobre alguns aspectos, o que a torna de difícil controle. 43 MODO DE TRANSMISSÃO
    41. 41.  Através da picada de insetos transmissores infectados.  Não há transmissão de pessoa a pessoa. 44 MODO DE TRANSMISSÃO
    42. 42.  Ele é muito pequeno, mede de 2 a 3 mm de comprimento.  Durante o dia ele fica escondido em locais úmidos e escuros, como quintais com vegetação, bananeiras, galinheiros, matas, etc. 45 MODO DE TRANSMISSÃO
    43. 43. o Esses insetos põem seus ovos no solo úmido dos bosques e florestas, em matas secundárias ou em algumas plantações. oAs larvas transformam-se em insetos adultos ao fim de um mês ou mais. 46 MODO DE TRANSMISSÃO
    44. 44. o Somente as fêmeas são hematófagas e necessitam ingerir sangue para que possam pôr ovos; mas sugam também plantas 47 MODO DE TRANSMISSÃO
    45. 45.  O macho se alimenta de seiva e sucos vegetais, não transmitindo a doença. 48 MODO DE TRANSMISSÃO
    46. 46. PERÍODO DE INCUBAÇÃO  Média: 2 a 3 meses  Variação: 2 semanas a 2 anos 49
    47. 47.  Análises epidemiológicas  mudanças no padrão de transmissão da doença, inicialmente considerada zoonoses de animais silvestres, que acometia ocasionalmente pessoas em contato com as florestas. 50 PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS
    48. 48.  Posteriormente, a doença começou a ocorrer em zonas rurais  praticamente desmatadas, e em regiões periurbana. 51 PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS
    49. 49.  Silvestre: a transmissão ocorre em área de vegetação primária  zoonose de animais silvestres, que pode acometer o ser humano quando este entra em contato com o ambiente silvestre, onde esteja ocorrendo enzootia. 52 PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS
    50. 50. PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS  Ocupacional e Lazer: a transmissão esta associado a exploração desordenada da floresta e derrubada de matas para construção de estradas, usinas hidrelétricas, extração de madeira. 53
    51. 51. Área em desmatamento na Região Amazônica
    52. 52. PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS  Rural e periurbano em áreas de colonização: relacionado ao processo migratório, ocupação de encostas e aglomerados em centros urbanos associados a matas secundarias ou residuais. 55
    53. 53. Assentamento Rio Piorini, na Região Norte do Brasil.
    54. 54. Ocupação de encosta da Serra do Mar.
    55. 55. http://www.siicsalud.com/imagenes/ferreiragof2.jpg
    56. 56. CICLOS DE TRANSMISSÃO  Variam de acordo com a região geográfica, envolvendo uma diversidade de espécies de parasito, vetores, reservatórios e hospedeiros. 59
    57. 57. Leishmania (Leishmania) amazonensis  Não é um parasito comum em humanos devido provavelmente aos hábitos noturnos do vetor 60
    58. 58. Leishmania (Leishmania) amazonensis  Principal vetor 61 Lutzomyia flaviscutellata
    59. 59. http://www.intechopen.com/source/html/45978/media/image6.jpeg
    60. 60. Leishmania (Leishmania) amazonensis  O parasito foi isolado de roedores silvestres do genero Proechymis e o Oryzomys. Oryzomys spp (rato-vermelho, rato-de-cana) 63
    61. 61. A L. amazonensis causa úlceras cutâneas localizadas e, ocasionalmente, alguns indivíduos podem desenvolver o quadro clássico da leishmaniose cutânea difusa (LCD). Ciclo de transmissão da Leishmania (Leishmania) amazonensis na Amazônia brasileira.
    62. 62.  Causa lesões cutâneas  pian bois  Lutzomyia umbratilis (principal vetor)  apresenta alta densidade tanto na copa das arvores, onde predomina o ciclo silvestre. 65 Leishmania (Viannia) guyanensis
    63. 63. Leishmania (Viannia) guyanensis  Parasito  isolado de mamíferos silvestres Preguiça(Choloepus didactylus) Tamanduá (Tamandua tetradactyla) Gambá (Didelphis albiventris) 66
    64. 64.  Aparentemente esta limitado a Região Norte estendendo-se para Guianas.  Florestas de terra firme  áreas que não se alagam no período de chuvas. 67
    65. 65. A L. (V.) guyanensis causa predominantemente lesões ulceradas cutâneas únicas ou múltiplas. Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) guyanensis na Amazônia brasileira.
    66. 66. Leishmania (Viannia) braziliensis  Foi a primeira especie de Leishmania descrita e incriminada como agente etiológico da LTA;  Espécie responsável pela forma cutânea mais destrutiva dentre as conhecidas; 69
    67. 67. Leishmania (Viannia) braziliensis  Ampla distribuição, desde a America Central ate o norte da Argentina.  É a mais importante, não só no Brasil, mas em toda a América Latina. 70
    68. 68. Leishmania (Viannia) braziliensis  Parasito foi isolado: Rio de Janeiro: felídeos (Felis catus) 71
    69. 69. Leishmania (Viannia) braziliensis Pernambuco: roedores silvestres (Bolomys lasiurus, Nectomys squamipes) e sinantropicos (Rattus rattus) 72
    70. 70. Leishmania (Viannia) braziliensis Ceará, Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo: canídeos (Canis familiaris) 73
    71. 71. Leishmania (Viannia) braziliensis Ceará, Bahia e Rio de Janeiro: equideos (Equus caballus, Equus asinus) 74
    72. 72. A doenca humana é caracterizada por úlcera cutânea, única ou múltipla, cuja principal complicação e a metástase por via hematogênica, para as mucosas da nasofaringe, com destruição desses tecidos. Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) braziliensis entre Lutzomyia wellcomei e roedores silvestres na Amazônia brasileira.
    73. 73. Leishmania (Viannia) shawi  Distribuída nas regiões nordeste e sudeste do Estado do Pará e região oeste do Maranhão.  Vetor: Lutzmoya whitmani 76
    74. 74. http://www.intechopen.com/source/html/45978/media/image2.jpeg
    75. 75. Leishmania (Viannia) shawi  Parasito  isolado de amostras de vísceras e pele de alguns mamíferos silvestres 78 Cuxiú Chiropotes sagulatus Choloepus sagulatus
    76. 76. Leishmania (Viannia) lainsoni  Espécie de Leishmania identificada no Para, Rondônia e Acre.  Parasito  isolado de vísceras e pele do roedor silvestre Agouti paca 79
    77. 77. Leishmania (Viannia) naiffi  O ciclo desta espécie de Leishmania ocorre nos estados do Para e Amazonas.  Três espécies de flebotomíneos: Lutzmoya ayrozai, Lutzmoya paraensis e Lutzmoya squamiventris. 80
    78. 78. Leishmania (Viannia) naiffi  Parasito  isolado de edentados Dasypus novemcictus 81
    79. 79. Leishmania (Viannia) lindenberg  Infecções em soldados em treinamento em uma área de reserva florestal no Estado do Para.  Vetor: Lutzomya antunesi 82
    80. 80. 83 CICLO BIOLÓGICO
    81. 81.  Formas amastigotas  encontradas parasitando células do sistema mononuclear fagocitário  hospedeiro vertebrado  principalmente macrófagos residentes na pele 84
    82. 82.  Formas promastigotas  encontradas no tubo digestivo  hospedeiro intermediário  flebotomíneos 85
    83. 83. http://www.siicsalud.com/imagenes/ferreiragof2.jpg
    84. 84. CICLO BIOLÓGICO DO VETOR
    85. 85. CICLO NO VETOR  A infecção do inseto ocorre quando a fêmea pica o vertebrado infectado para exercer o repasto sanguíneo e juntamente com o sangue ingere macrófagos parasitados por formas amastigotas
    86. 86. 1. Durante o repasto sangüíneo, a fêmea do flebotomíneo introduz formas promastigotas metacíclicas no local da picada; 2. Promastigotas são interiorizadas por macrófagos teciduais; 3. Promastigotas se transformam em amastigotas; 4. Inicia-se o processo de reprodução no interior do vacúolo parasitóforo; 5. Rompimento do macrófago e liberação dos parasitas no interstício; 6. Parasitas são fagocitados por novo macrófago; 7. Macrófagos parasitados podem ser ingeridos pela fêmea de flebotomíneo durante o repasto sangüíneo;
    87. 87. 8. No estômago do inseto, macrófago se rompe liberando amastigotas. Transformação dos amastigotas em promastigotas, que se dividem por divisão binária; 9. Promastigotas migram para o intestino e colonizam as regiões do piloro e íleo, transformando-se em paramastigota (subgênero Viannia); 10. Paramastigotas se aderem ao epitélio e se reproduzem. Transformação em promastigota e migração para o estômago, e em seguida para a faringe do inseto (promastigotas metacíclicas);
    88. 88. CICLO BIOLÓGICO DO VERTEBRADO
    89. 89. CICLO NO VERTEBRADO Os flebotomíneos infectam-se quando picam os pacientes com leishmaníases. No tubo digestivo dos insetos, a reprodução do parasito faz-se sob a forma promastigota
    90. 90. Promastigotas são fagocitados por macrófagos Flebotomíneos faz o repasto sanguíneo: injeta promastigotas Multiplicação de amastigotas – SFM Divisão binária e migração das promastigotas para a probóscide transformam-se em promastigotas no Flebotomíneo faz o repasto sanguíneo: ingere amastigotas Amastigotas intestino Rompimento Macrófagos Amastigota 94 Promastigotas são transformadas em amastigotas dentro do macrófago
    91. 91. 95 Os parasitos inoculados pelos flebotomíneos e fagocitados por macrófagos da pele transformam-se em amastigotas e permanecem no interior dos vacúolos.
    92. 92. 96 Além de se multiplicarem até destruírem a célula hospe-deira, as leishmânias provocam um aumento considerável dos histiócitos, que, assim, passam a endocitar mais e mais parasitos, ampliando a extensão das células infectadas e das lesões leishmanióticas.
    93. 93. 100 SINTOMAS
    94. 94. INFECÇÃO INAPARENTE  Reconhecimento da infecção sem manifestação clínica; Indivíduos aparentemente sadios  resultados positivos nos testes laboratoriais; 101
    95. 95. INFECÇÃO INAPARENTE  Residentes em áreas de transmissão de LTA  ausência de cicatriz cutânea sugestiva de LC ou de lesão mucosa. 102
    96. 96. LEISHMANIOSE CUTÂNEA (LC)  Úlcera típica  indolor  áreas expostas da pele; 103
    97. 97. LEISHMANIOSE CUTÂNEA  Formato arredondado ou ovalado; Base eritematosa, infiltrada e de consistência firme; Bordas bem delimitadas e elevadas; Fundo avermelhado e com granulações grosseiras. 104
    98. 98.  Lesões iniciais  nodulares, localizadas profundamente na hipoderme, ou pequenas pápulas  picada de inseto  evoluem aumentando em tamanho e profundidade  lesões papulo-tuberosas. 105 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    99. 99. Lesão cutânea localizada em estágio inicial, com característica de placa infiltrativa.
    100. 100.  A infecção bacteriana associada pode causar dor local e produzir exsudato seropurulento que, ao dessecar-se em crostas, recobre total ou parcialmente o fundo da úlcera. 107 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    101. 101.  Forma cutânea localizada  A lesão é geralmente do tipo úlcera, com tendência à cura espontânea e apresentando boa resposta ao tratamento, podendo ser única ou múltipla (até 20 lesões). 108 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    102. 102. Lesão única ulcerada arredondada, com bordas elevadas, infiltradas e fundo granuloso.
    103. 103. Lesão cutânea múltipla, ulceradas, com bordas elevadas, infiltradas e fundo granuloso com crosta a nível central.
    104. 104. A forma localizada pode acompanhar-se de linfadenopatia regional e de linfangite nodular e costuma apresentar IDRM positiva 111 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    105. 105. Linfangite nodular Linfadenopatia
    106. 106.  Forma cutânea disseminada  Pode ser observada em até 2% dos casos  Espécies causadoras desta síndrome Leishmania (V.) braziliensis Leishmania (L.) amazonensis 113 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    107. 107.  Caracterizada pelo aparecimento de múltiplas lesões papulares e de aparência acneiforme  acometem vários segmentos corporais, envolvendo com freqüência a face e o tronco; 114 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    108. 108. Acometimento facial apresentando múltiplas lesões ulceradas com envolvimento da pálpebra
    109. 109. Acometimento mucoso envolvendo nariz e mucosa oral.
    110. 110.  Manifestações sistêmicas  febre, mal-estar geral, dores musculares, emagrecimento, anorexia;  O encontro do parasito na forma disseminada é baixo, quando comparado com a forma difusa. 117 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    111. 111.  Os pacientes apresentam títulos elevados de anticorpos séricos anti- Leishmania; Intradermorreação de Montenegro  resposta variável Linfoproliferativa in vitro  positivas ou negativas 118 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    112. 112.  Forma recidiva cútis  Caracteriza-se por evoluir com cicatrização espontânea ou medicamentosa da úlcera, com reativação localizada geralmente na borda da lesão  Geralmente a IDRM: positiva 119 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    113. 113. Lesões com cicatrizes centrais, bordas infiltradas, lesões satélites com crostas localizadas.
    114. 114.  Forma cutânea difusa  Leishmania (L.) amazonensis  Forma clínica rara e grave  Evolui de forma lenta com formação de placas e múltiplas nodulações não ulceradas 121 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
    115. 115. Lesões em placa infiltradas, com ulcerações, tubérculos em face, orelha e membro superior. Tempo de doença: 3 anos
    116. 116. Lesões em placa infiltradas, com ulcerações e deformidades
    117. 117. LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA (LCM)  Estima-se que 3 a 5% dos casos de leishmaniose cutânea desenvolvem lesão mucosa.  Clinicamente  lesões destrutivas localizadas nas mucosas das vias aéreas superiores. 124
    118. 118.  Na maioria dos casos, a lesão mucosa resulta de lesão cutânea de evolução crônica e curada sem tratamento ou com tratamento inadequado. 125 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    119. 119.  Pacientes com lesões cutâneas múltiplas, lesões extensas e com mais de um ano de evolução, localizadas acima da cintura, são o grupo com maior risco de desenvolver metástases para a mucosa. 126 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    120. 120.  O agente etiológico causador da LM, em nosso pais e a L. (V.) braziliensis, entretanto ja foram citados casos na literatura atribudos a L. (L) amazonensis e L(V.) guyanensis. 127 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    121. 121.  IDRM  positiva  Difícil confirmação parasitológica  Difícil resposta terapêutica  doses maiores de drogas 128 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    122. 122.  Mais susceptível as complicações principalmente infecciosas, podendo evoluir para o óbito em 1% dos casos. 129 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    123. 123.  Obstrução nasal, eliminacão de crostas, rouquidão, dispnéia e tosse. 130 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    124. 124.  Sugere-se sempre examinar as mucosas dos pacientes com leishmaniose cutânea, porque as lesões mucosas iniciais geralmente são assintomáticas. 131 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    125. 125.  Forma mucosa tardia o Pode surgir ate vários anos após a cicatrização da forma cutânea. o Associada as lesões cutâneas múltiplas ou de longa duração 132 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    126. 126. Edema nasal com infiltração em asa e base do nariz.
    127. 127. Edema nasal com áreas de ulceração: crostas no local e edema no lábio superior
    128. 128.  Forma mucosa de origem indeterminada o Apresenta-se clinicamente isolada, não sendo possível detectar nenhuma outra evidencia de lesão cutânea prévia. 135 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    129. 129. Edema nasal com desabamento do mesmo. Destruição do septo nasal.
    130. 130.  Forma mucosa contígua o Ocorre por propagação direta de lesão cutânea, localizada próxima a orifícios naturais, para a mucosa das vias aerodigestivas. 137 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
    131. 131. Apresenta lesões úlcero crostosa, com áreas de infiltração e edema inflamatório gigante no nariz e lábio.
    132. 132. 140 EPIDEMIOLOGIA
    133. 133. A leishmaniose tegumentar tem ampla distribuição mundial e no Continente Americano existe registro de casos desde o extremo sul dos Estados Unidos ate o norte da Argentina, com exceção do Chile e Uruguai.
    134. 134.  Constitui um problema de saúde publica em 88 países, distribuídos em quatro continentes (Américas, Europa, África e Ásia), com registro anual de 1 a 1,5 milhões de casos. 142
    135. 135. A Organizacão Mundial da Saúde (OMS) estima que 350 milhões de pessoas estejam expostas ao risco com registro aproximado de dois milhões de novos casos das diferentes formas clinicas ao ano.
    136. 136.  Brasil  afecções dermatológicas que merece mais atenção  Risco de ocorrência de deformidades  Envolvimento psicológico: reflexos no campo social e econômico  Doença ocupacional 144
    137. 137.  Nordeste 39% dos casos  Norte 35 % dos casos  Centro-Oeste 16% dos casos  Sudeste 8% dos casos  Sul 2% dos casos
    138. 138. Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana (2007)
    139. 139.  A partir da década de 80 Verifica-se aumento no número de casos registrados, variando de 3.000 (1980) a 37.710 (2001). 147
    140. 140. Observam-se picos de transmissão a cada cinco anos, apresentando tendência de aumento do número de casos, a partir do ano de 1985, quando se solidifica a implantação das ações de vigilância e controle da LTA no Brasil. 148
    141. 141. CASOS NOTIFICADOS DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA - BRASIL (1980 – 2005) Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana (2007)
    142. 142. A LTA ocorre em ambos os sexos e todas as faixas etárias, entretanto na média do país, predomina os maiores de 10 anos, representando 90% dos casos e o sexo masculino, 74%.
    143. 143. 151 DIAGNÓSTICO
    144. 144. DIAGNÓSTICO CLÍNICO
    145. 145. 154 Espécies do parasito https://escholarship.org/uc/item/363627vs/2.jpg Gravidade sinais/sintomas Polimorfismo
    146. 146. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
    147. 147. EXAMES PARASITOLÓGICOS (1) Demonstração direta do parasito  É o procedimento de primeira escolha por ser mais rápido, de menor custo e de fácil execução. 156
    148. 148. EXAMES PARASITOLÓGICOS  Para a pesquisa direta são utilizados os seguintes procedimentos  escarificação, biopsia com impressão por aposição e punção aspirativa.  Corado  Giemsa, Romanowsky 157
    149. 149. Escarificação: demonstração do parasita, baixa sensibilidade. FIOCRUZ FIOCRUZ
    150. 150. EXAMES PARASITOLÓGICOS Punção aspirativa: demonstração do parasita, baixa sensibilidade. CIMERMAN, 1999
    151. 151. LEISHMANIAS: VISTAS NAS FORMAS AMASTIGOTAS
    152. 152. (2) Isolamento em cultivo in vitro (meios de cultivo)  Método de confirmação do agente etiológico  permite a identificação da espécie de Leishmania envolvida. 161 EXAMES PARASITOLÓGICOS
    153. 153. Cultura: a partir de fragmentos das bordas  Facilmente contaminadas;  Exige tempo e pessoal treinado. das lesões.
    154. 154. (3) Isolamento in vivo (inoculações em animais)  O material obtido por biopsia ou raspado de lesão e triturado em solução salina estéril inoculado via intradérmica 163 EXAMES PARASITOLÓGICOS
    155. 155. EXAMES IMUNOLÓGICOS (1) Teste intradérmico  Intradermoreação de Montenegro ou da leishmanina  Fundamenta-se na visualização da resposta de hipersensibilidade celular retardada. 164
    156. 156. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Consiste no inóculo de 0,1 ml de antígeno pela via intradérmica na face interna do braço; 165
    157. 157. (ANDRADE, 2005)  Positividade  84 e 100%  formas cutânea e TESTE DE MONTENEGRO muco-cutânea;  Resultados negativos  forma cutânea difusa. FIOCRUZ
    158. 158. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Testes positivos  reação inflamatória local  nódulo/pápula que atinge o auge em 48-72 horas, regredindo em seguida. 167
    159. 159. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Padrão de positividade Presença de nódulo ≥ 5 mm no local da inoculação do antígeno 168
    160. 160. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Geralmente persiste positiva após o tratamento, ou cicatrização da lesão cutânea tratada ou curada espontaneamente. 169
    161. 161.  Nas populações de área endêmica, na ausência de lesão ativa ou cicatriz, a positividade varia entre 20 e 30%. 170 EXAMES IMUNOLÓGICOS
    162. 162. A IDRM pode ser negativa nas primeiras quatro a seis semanas após o surgimento da lesão cutânea e testes repetidos com poucas semanas de intervalo, com finalidade de diagnóstico ou inquéritos epidemiológicos, podem induzir um “efeito reforço”.
    163. 163. EXAMES IMUNOLÓGICOS (2) Testes sorológicos  Esses testes detectam anticorpos anti-Leishmania circulantes no soro dos pacientes com títulos geralmente baixos. 172
    164. 164. EXAMES IMUNOLÓGICOS  ELISA (Ensaio Imuno Enzimático)  ainda não esta disponível comercialmente, devendo ter seu uso restrito a pesquisa. 173
    165. 165. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI)  nas lesões ulceradas por L. (V.) braziliensis a sensibilidade da está em torno de 70% no primeiro ano da doença. 174
    166. 166.  As lesões múltiplas (cutâneas ou mucosas) estão associadas a títulos mais altos.  Por outro lado, as lesões mucosas apresentam títulos mais altos e persistentes que as lesões cutâneas. 175 EXAMES IMUNOLÓGICOS
    167. 167. Devido a frequente correlação positiva entre a cura clínica das lesões e o declínio dos títulos de anticorpos detectáveis, foi sugerido que a negativação da RIFI deveria ser incluída nos critérios de cura dos pacientes.
    168. 168. Por outro lado, a manutenção da RIFI positiva nos soros de pacientes com LTA, após o tratamento ou mesmo após a cura espontânea, poderia significar que tais indivíduos estariam sujeitos ao desenvolvimento de lesões mucosas ou a reativação das lesões cutâneas.
    169. 169. EXAMES MOLECULARES - PCR  PCR Real Time  detecta a transcrição reversa-RNA, que indica infecção ativa, por meio de qualquer uma das técnicas conhecidas de PCR. Usa amostras biológicas de hospedeiros, reservatórios e vetores infectados. 179
    170. 170. EXAMES MOLECULARES - PCR  Vantagens:  Identificar e quantificar a espécie do parasito  Medir as variações sazonais do parasito no hospedeiro silvestre 180
    171. 171. EXAMES MOLECULARES - PCR  Determinar a eficácia das drogas na leishmaniose humana e experimental Desvantagem: alto custo 181
    172. 172. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
    173. 173.  Sífilis hanseníase, tuberculose  Micobacterioses atípicas, paracoccidioidomicose  Histoplasmose, lobomicose,  Piodermites, granuloma facial de linha média 183
    174. 174.  Lupus eritematoso discóide,  Úlceras decorrentes da anemia falciforme  Picadas de insetos, granuloma por corpo estranho,  Carcinoma espinocelular, linfoma cutâneo 184
    175. 175. Carbunculose – lesão tuberosa Granuloma de piscina causado por micobactérias atípicas.
    176. 176. Tuberculose cutânea Presença de lesões ulceradas com crostas e secreção purulenta
    177. 177. Hanseníase virchowiana Lesões pápulo-túbero-nodulares infiltrativas em toda a face e orelhas.
    178. 178. 189 TRATAMENTO
    179. 179.  As drogas de primeira escolha no tratamento das leishmanioses são os antimoniais pentavalentes (Sb+5). Organização Mundial da Saúde (OMS)  dose deste antimonial seja calculada em mg Sb+5/kg/dia 190
    180. 180. 17 mg Sb+5/kg peso/dia  10 dias / intervalo de 10 dias  REPETIR (Neves et al, 2011) ESQUEMA TERAPÊUTICO PRECONIZADO PARA AS DIVERSAS FORMAS CLÍNICAS DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA, SEGUNDO A OMS E MINISTÉRIO DA SAÚDE MANUAL DE VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (2007)
    181. 181.  O critério de cura é clínico sendo indicado o acompanhamento regular por 12 meses. 192 CRITÉRIOS DE CURA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
    182. 182. FORMA CUTÂNEA  O critério de cura é definido pela epitelização das lesões ulceradas, regressão total da infiltração e eritema, até três meses após a conclusão do esquema terapêutico. 193
    183. 183. Lesões ulcerosas no braço direito e cicatrizes atróficas seis meses após o tratamento. MANUAL DE VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (2007)
    184. 184. FORMA MUCOSA  O critério de cura é definido pela regressão de todos os sinais e comprovado pelo exame otorrinolaringológico, até seis meses após a conclusão do esquema terapêutico. 195
    185. 185. 196 CONTROLE
    186. 186.  Campanhas antimaláricas  as leishmaníases tendem a desaparecer, devido ao uso prolongado e extensivo  inseticidas 197
    187. 187.  Medidas práticas de controle  construção das casas longe das matas ou desmatar o terreno em torno dos povoados. 198
    188. 188.  Telagem de portas e janelas (trama fina)  impedir a entrada dos flebotomíneos;  Interior das casas  aplicar inseticidas nas paredes ou em cortinados e mosquiteiros. 199
    189. 189.  Os animais domésticos infectados, fontes importantes de parasitos, devem ser tratados reiteradamente (cura difícil) ou eliminados. 200
    190. 190. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 10ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2011.  REY, Luís. Parasitologia - 4ª. ed. – Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2013.  Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 2. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2007. 182 p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) 201

    ×