LEISHMANIOSE TEGUMENTAR
AMERICANA
Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDER...
As leishmanioses são antropozoonoses
consideradas um grande problema de
saúde pública, representam um
complexo de doenças ...
Segundo estimativas da
Organização Mundial de Saúde
(OMS) em 2010, as prevalências
das diferentes formas de
leishmaniose (...
A leishmaniose tegumentar americana
(LTA) é uma doença de caráter
zoonótico que acomete humanos e
diversas espécies de ani...
HISTÓRICO5
 Primeiro século d. C.  Ásia Central
 Afeganistão  feridas de Balkh
Síria  botão-de-Aleppo
Iraque  botão-de-Bagdá
 ...
 Período pré-inca  Peru e Equador
(primeiro século d. C.)
o Lesões de pele e deformidades
faciais
7
HISTÓRICO
 Século XVI  Oviedo (1535) e
Pizarro (1571)
Doença que destruía o nariz e as
cavidades bucais  índios 
Cordilheira dos...
 1855  Cerqueira  lesões de pele
similares “botão-do-oriente”.
9
HISTÓRICO
 1908  confirmação de formas de
leishmanias em úlceras cutâneas e
nasobucofaríngeas  Lindenberg 
encontrou o parasito ...
 1911  Gaspar Vianna 
diagnosticou a forma mucosa da
doença  deu ao parasito o nome
de Leishmania brazilienses.
11
His...
 1922  Aragão  demonstrou o
papel do flebotomíneo na
transmissão da leishmaniose
tegumentar.
12
HISTÓRICO
 1958  Forattini  encontrou
roedores silvestres parasitados em
áreas florestais do Estado de São
Paulo.
13
HISTÓRICO
ETIOLOGIA14
AGENTE ETIOLÓGICO
LEISHMANIA
Protozoário parasito
intracelular obrigatório
das células do sistema
fagocítico mononuclear.
 Américas  11 espécies
dermotrópicas de Leishmania
causadoras de doença humana e 8
espécies descritas, somente em
animai...
 Brasil: identificadas 7 espécies
6 - subgênero Viannia
1 - subgênero Leishmania
18
AGENTE ETIOLÓGICO
Subgênero Leishmania Subgênero Viannia
L. (L.) archibaldi
L. (L.) tropica**
L. (L.) aethiopica**
L. (L.) major**
L. (L.) g...
 As três principais espécies são:
Leishmania (Viannia) braziliensis
Leishmania (Viannia) guyanensis
Leishmania(Leishmania...
o Leishmania (Viannia)
braziliensis
Espécie mais
prevalente no homem
Causar lesões
cutâneas e mucosas
AGENTE ETIOLÓGICO
o Leishmania (Viannia)
guyanensis
Causa sobretudo
lesões cutâneas.
AGENTE ETIOLÓGICO
o Leishmania (Leishmania)
amazonensis
Causa lesões cutânea
difusa.
AGENTE ETIOLÓGICO
 Identificadas em estados das regiões
Norte e Nordeste:
Leishmaniose (Viannia) lainsoni
Leishmaniose (Viannia) naiffi
Lei...
 Polimorfismo:
 Promastigota
 Paramastigota
 Promastigota metacíclico
25
MORFOLOGIA
 Amastigota
26
MORFOLOGIA
(1) Flagelada ou promastigota 
encontrada no tubo digestivo do
inseto vetor
27
MORFOLOGIA
Leishmania – Forma flagelada
ou...
(2) Paramastigota  formas ovais ou
arredondadas  encontradas
aderidas ao epitélio do trato
digestivo do vetor pelo flage...
(3) Aflagelada ou amastigota 
tecidos dos hospedeiros vertebrados
29
MORFOLOGIA
Leishmania – Forma aflagelada
ou amastigo...
30
o Formas amastigotas intracelulares:
2,3 mm
o Crescem pobremente em meios de
cultura
o Núcleo: cora de vermelho-púrpura...
31
ESTRUTURA DAS LEISHMÂNIAS
Promastigota  tubo
digestivo dos insetos
Amastigota 
vertebrados
PromastigotaAmastigota
 Divisão binária
 Formas promastigotas
 Ocorre no interior dos fagossomos
de macrófagos
33
REPRODUÇÃO
 Produção de um segundo flagelo
 Núcleo se divide em dois
 Produção de duas promastigotas
34
REPRODUÇÃO
REPRODUÇÃO EM MACRÓFAGOS
Macrófago tendo uma leishmânia
fogocitada em seu vacúolo digestivo.
As leishmânias têm
por hábita...
No interior do macrófago ela se
multiplica até destruí-lo, quando
então passa a invadir novas células.
REPRODUÇÃO EM MACRÓ...
 Flebotomíneos:
Ordem Díptera
Familia Psychodidae
Subfamilia Phlebotominae
Gênero Lutzomyia
39
Lutzomyia
HOSPEDEIROS
 Principais espécies envolvidas na
transmissão:
Lutzomyia flaviscutellata / Lutzomyia
whitmani / Lutzomyia umbratilis /
L...
TRANSMISSÃO41
 Doença com diversidade de agentes,
de reservatórios e de vetores que
apresenta diferentes padrões de
transmissão e um co...
HOSPEDEIROS VERTEBRADOS
 Através da picada de insetos
transmissores infectados.
 Não há transmissão de pessoa a
pessoa.
44
MODO DE TRANSMISSÃO
 Ele é muito pequeno, mede de 2 a 3
mm de comprimento.
 Durante o dia ele fica escondido em
locais úmidos e escuros, com...
o Esses insetos põem seus ovos no
solo úmido dos bosques e florestas,
em matas secundárias ou em algumas
plantações.
o As ...
o Somente as fêmeas são
hematófagas e necessitam ingerir
sangue para que possam pôr ovos;
mas sugam também plantas
47
MODO...
 O macho se alimenta de seiva e
sucos vegetais, não transmitindo a
doença.
48
MODO DE TRANSMISSÃO
 Análises epidemiológicas 
mudanças no padrão de transmissão
da doença, inicialmente considerada
zoonoses de animais sil...
 Posteriormente, a doença começou
a ocorrer em zonas rurais 
praticamente desmatadas, e em
regiões periurbana.
51
PADRÕE...
http://www.siicsalud.com/imagenes/ferreiragof2.jpg
 Silvestre: a transmissão ocorre em
área de vegetação primária 
zoonose de animais silvestres, que
pode acometer o ser h...
PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS
 Ocupacional e Lazer: a transmissão
esta associado a exploração
desordenada da floresta e derruba...
Área em desmatamento na Região Amazônica
PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS
 Rural e periurbano em áreas de
colonização: relacionado ao
processo migratório, ocupação de
enco...
Assentamento Rio Piorini, na Região Norte do Brasil.
Ocupação de encosta da Serra do Mar.
CICLOS DE TRANSMISSÃO
 Variam de acordo com a região
geográfica, envolvendo uma
diversidade de espécies de parasito,
veto...
Leishmania (Leishmania) amazonensis
 Não é um parasito comum em humanos
devido provavelmente aos hábitos
noturnos do veto...
Leishmania (Leishmania) amazonensis
 Principal vetor
61
Lutzomyia flaviscutellata
http://www.intechopen.com/source/html/45978/media/image6.jpeg
Leishmania (Leishmania) amazonensis
 O parasito foi isolado de roedores
silvestres do genero Proechymis e o
Oryzomys.
Ory...
Ciclo de transmissão da Leishmania (Leishmania)
amazonensis na Amazônia brasileira.
A L. amazonensis causa úlceras cutânea...
 Causa lesões cutâneas  pian bois
 Lutzomyia umbratilis (principal
vetor)  apresenta alta densidade
tanto na copa das ...
Leishmania (Viannia) guyanensis
 Parasito  isolado de mamíferos
silvestres
Preguiça(Choloepus didactylus)
Tamanduá (Tama...
Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia)
guyanensis na Amazônia brasileira.
A L. (V.) guyanensis causa predominantemen...
Leishmania (Viannia) braziliensis
 Foi a primeira especie de
Leishmania descrita e incriminada
como agente etiológico da ...
Leishmania (Viannia) braziliensis
 Ampla distribuição, desde a America
Central ate o norte da Argentina.
 É a mais impor...
Leishmania (Viannia) braziliensis
 Parasito foi isolado:
Rio de Janeiro: felídeos (Felis catus)
71
Leishmania (Viannia) braziliensis
Pernambuco: roedores silvestres
(Bolomys lasiurus, Nectomys
squamipes) e sinantropicos (...
Leishmania (Viannia) braziliensis
Ceará, Bahia, Espirito Santo, Rio de
Janeiro e São Paulo: canídeos (Canis
familiaris)
73
Leishmania (Viannia) braziliensis
Ceará, Bahia e Rio de Janeiro:
equideos (Equus caballus, Equus
asinus)
74
Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) braziliensis entre
Lutzomyia wellcomei e roedores silvestres na Amazônia bras...
Leishmania (Viannia) shawi
 Distribuída nas regiões nordeste e
sudeste do Estado do Pará e região
oeste do Maranhão.
 Ve...
http://www.intechopen.com/source/html/45978/media/image2.jpeg
Leishmania (Viannia) shawi
 Parasito  isolado de amostras de
vísceras e pele de alguns mamíferos
silvestres
78
Cuxiú Chi...
Leishmania (Viannia) lainsoni
 Espécie de Leishmania identificada
no Para, Rondônia e Acre.
 Parasito  isolado de vísce...
Leishmania (Viannia) naiffi
 O ciclo desta espécie de Leishmania
ocorre nos estados do Para e
Amazonas.
 Três espécies d...
Leishmania (Viannia) naiffi
 Parasito  isolado de edentados
Dasypus novemcictus
81
Leishmania (Viannia) lindenberg
 Infecções em soldados em
treinamento em uma área de
reserva florestal no Estado do Para....
CICLO BIOLÓGICO83
 Formas amastigotas  encontradas
parasitando células do sistema
mononuclear fagocitário 
hospedeiro vertebrado 
princi...
 Formas promastigotas 
encontradas no tubo digestivo 
hospedeiro intermediário 
flebotomíneos
85
http://www.siicsalud.com/imagenes/ferreiragof2.jpg
CICLO BIOLÓGICO DO
VETOR
 A infecção do inseto ocorre quando a
fêmea pica o vertebrado infectado para
exercer o repasto sanguíneo e
juntamente com...
VETOR
Inseto fêmea pica
vertebrado
Ingere macrófagos
parasitados - forma
AMASTIGOTA
Trato digestivo rompe
macrófagos divi...
CICLO BIOLÓGICO
DO VERTEBRADO
Promastigotas são
fagocitados por
macrófagos
Flebotomíneos faz o
repasto sanguíneo:
injeta promastigotas
Multiplicação de
...
95
Os parasitos inoculados pelos
flebotomíneos e fagocitados por
macrófagos da pele transformam-
se em amastigotas e perma...
96
Além de se multiplicarem até
destruírem a célula hospedeira,
as leishmânias provocam um
aumento considerável dos
histió...
HOMEM
Mosquito inocula
na derme
FORMAS
PROMASTIGOTAS
Atração dos
macrófagos (4 a 8 h
fagocitose induzida)
Transformação em...
SINTOMAS100
INFECÇÃO INAPARENTE
 Reconhecimento da infecção sem
manifestação clínica;
 Indivíduos aparentemente sadios 
resultados ...
INFECÇÃO INAPARENTE
 Residentes em áreas de transmissão
de LTA  ausência de cicatriz
cutânea sugestiva de LC ou de lesão...
LEISHMANIOSE CUTÂNEA (LC)
 Úlcera típica  indolor  áreas
expostas da pele;
103
LEISHMANIOSE CUTÂNEA
 Formato arredondado ou ovalado;
Base eritematosa, infiltrada e de
consistência firme;
Bordas bem de...
 Lesões iniciais  nodulares,
localizadas profundamente na
hipoderme, ou pequenas pápulas 
picada de inseto  evoluem
au...
Lesão cutânea localizada em estágio inicial,
com característica de placa infiltrativa.
 A infecção bacteriana associada
pode causar dor local e produzir
exsudato seropurulento que, ao
dessecar-se em crostas, ...
 Forma cutânea localizada
 A lesão é geralmente do tipo úlcera,
com tendência à cura espontânea e
apresentando boa respo...
Lesão única ulcerada arredondada, com bordas
elevadas, infiltradas e fundo granuloso.
Lesão cutânea múltipla, ulceradas, com
bordas elevadas, infiltradas e fundo
granuloso com crosta a nível central.
 A forma localizada pode
acompanhar-se de linfadenopatia
regional e de linfangite nodular e
costuma apresentar IDRM posit...
Linfangite nodular
Linfadenopatia
 Forma cutânea disseminada
 Pode ser observada em até 2% dos
casos
 Espécies causadoras desta síndrome
Leishmania (V.) ...
 Caracterizada pelo aparecimento de
múltiplas lesões papulares e de
aparência acneiforme  acometem
vários segmentos corp...
Acometimento facial apresentando múltiplas
lesões ulceradas com envolvimento da pálpebra
Acometimento mucoso envolvendo
nariz e mucosa oral.
 Manifestações sistêmicas  febre,
mal-estar geral, dores musculares,
emagrecimento, anorexia;
 O encontro do parasito n...
 Os pacientes apresentam títulos
elevados de anticorpos séricos anti-
Leishmania;
Intradermorreação de Montenegro
 respo...
 Forma recidiva cútis
 Caracteriza-se por evoluir com
cicatrização espontânea ou
medicamentosa da úlcera, com
reativação...
Lesões com cicatrizes centrais, bordas infiltradas,
lesões satélites com crostas localizadas.
 Forma cutânea difusa
 Leishmania (L.) amazonensis
 Forma clínica rara e grave
 Evolui de forma lenta com formação
de ...
Lesões em placa infiltradas,
com ulcerações, tubérculos
em face, orelha e membro
superior.
Tempo de doença: 3 anos
Lesões em placa infiltradas, com
ulcerações e deformidades
LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA (LCM)
 Estima-se que 3 a 5% dos casos de
leishmaniose cutânea desenvolvem lesão
mucosa.
 Clin...
 Na maioria dos casos, a lesão
mucosa resulta de lesão cutânea de
evolução crônica e curada sem
tratamento ou com tratame...
 Pacientes com lesões cutâneas
múltiplas, lesões extensas e com
mais de um ano de evolução,
localizadas acima da cintura,...
 O agente etiológico causador da LM,
em nosso pais e a L. (V.) braziliensis,
entretanto ja foram citados casos na
literat...
 IDRM  positiva
 Difícil confirmação parasitológica
 Difícil resposta terapêutica  doses
maiores de drogas
128
LEISHM...
 Mais susceptível as complicações
principalmente infecciosas, podendo
evoluir para o óbito em 1% dos
casos.
129
LEISHMANI...
 Obstrução nasal, eliminacão de
crostas, rouquidão, dispnéia e tosse.
130
LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
 Sugere-se sempre examinar as
mucosas dos pacientes com
leishmaniose cutânea, porque as
lesões mucosas iniciais geralment...
 Forma mucosa tardia
o Pode surgir ate vários anos após a
cicatrização da forma cutânea.
o Associada as lesões cutâneas
m...
Edema nasal com infiltração
em asa e base do nariz.
Edema nasal com áreas de ulceração:
crostas no local e edema no lábio superior
 Forma mucosa de origem
indeterminada
o Apresenta-se clinicamente isolada,
não sendo possível detectar
nenhuma outra evid...
Edema nasal com
desabamento do
mesmo.
Destruição do septo
nasal.
 Forma mucosa contígua
o Ocorre por propagação direta de
lesão cutânea, localizada próxima a
orifícios naturais, para a m...
Apresenta lesões
úlcero crostosa,
com áreas de
infiltração e edema
inflamatório gigante
no nariz e lábio.
EPIDEMIOLOGIA140
A leishmaniose tegumentar tem ampla
distribuição mundial e no Continente
Americano existe registro de casos
desde o extrem...
 Constitui um problema de saúde
publica em 88 países, distribuídos
em quatro continentes (Américas,
Europa, África e Ásia...
A Organizacão Mundial da Saúde (OMS)
estima que 350 milhões de pessoas
estejam expostas ao risco com registro
aproximado d...
 Brasil  afecções dermatológicas
que merece mais atenção
 Risco de ocorrência de deformidades
 Envolvimento psicológic...
 Nordeste 39% dos
casos
 Norte 35 % dos casos
 Centro-Oeste 16% dos
casos
 Sudeste 8% dos casos
 Sul 2% dos casos
Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana (2007)
 A partir da década de 80
Verifica-se aumento no número de
casos registrados, variando de 3.000
(1980) a 37.710 (2001).
1...
 Observam-se picos de transmissão a
cada cinco anos, apresentando
tendência de aumento do número
de casos, a partir do an...
CASOS NOTIFICADOS DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR
AMERICANA - BRASIL (1980 – 2005)
Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumen...
A LTA ocorre em ambos os sexos e todas as faixas
etárias, entretanto na média do país, predomina os
maiores de 10 anos, re...
DIAGNÓSTICO151
DIAGNÓSTICO CLÍNICO
154
https://escholarship.org/uc/item/363627vs/2.jpg
Polimorfismo
Gravidade
sinais/sintomas
Espécies do parasito
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
EXAMES PARASITOLÓGICOS
(1) Demonstração direta do parasito
 É o procedimento de primeira
escolha por ser mais rápido, de
...
EXAMES PARASITOLÓGICOS
 Para a pesquisa direta são utilizados
os seguintes procedimentos 
escarificação, biopsia com imp...
Escarificação: demonstração do parasita,
baixa sensibilidade.
FIOCRUZ
FIOCRUZ
Punção aspirativa: demonstração do parasita,
baixa sensibilidade.
CIMERMAN, 1999
EXAMES PARASITOLÓGICOS
LEISHMANIAS: VISTAS NAS FORMAS AMASTIGOTAS
(2) Isolamento em cultivo in vitro
(meios de cultivo)
 Método de confirmação do agente
etiológico  permite a identificaç...
 Facilmente
contaminadas;
 Exige tempo e
pessoal treinado.
Cultura: a partir de fragmentos das bordas
das lesões.
(3) Isolamento in vivo
(inoculações em animais)
 O material obtido por biopsia ou
raspado de lesão e triturado em
solução...
EXAMES IMUNOLÓGICOS
(1) Teste intradérmico 
Intradermoreação de Montenegro ou
da leishmanina
 Fundamenta-se na visualiza...
EXAMES IMUNOLÓGICOS
 Consiste no inóculo de 0,1 ml de
antígeno pela via intradérmica na
face interna do braço;
165
TESTE DE MONTENEGRO
 Positividade  84 e 100%  formas cutânea e
muco-cutânea;
 Resultados negativos  forma cutânea dif...
EXAMES IMUNOLÓGICOS
 Testes positivos  reação
inflamatória local  nódulo/pápula
que atinge o auge em 48-72 horas,
regre...
EXAMES IMUNOLÓGICOS
 Padrão de positividade
Presença de nódulo ≥ 5 mm no
local da inoculação do antígeno
168
EXAMES IMUNOLÓGICOS
 Geralmente persiste positiva após o
tratamento, ou cicatrização da lesão
cutânea tratada ou curada
e...
 Nas populações de área endêmica,
na ausência de lesão ativa ou
cicatriz, a positividade varia entre 20
e 30%.
170
EXAMES...
A IDRM pode ser negativa nas
primeiras quatro a seis semanas após o
surgimento da lesão cutânea e testes
repetidos com pou...
EXAMES IMUNOLÓGICOS
(2) Testes sorológicos
 Esses testes detectam anticorpos
anti-Leishmania circulantes no soro
dos paci...
EXAMES IMUNOLÓGICOS
 ELISA (Ensaio Imuno Enzimático) 
ainda não esta disponível
comercialmente, devendo ter seu
uso rest...
EXAMES IMUNOLÓGICOS
 Reação de Imunofluorescência
Indireta (RIFI)  nas lesões
ulceradas por L. (V.) braziliensis a
sensi...
 As lesões múltiplas (cutâneas ou
mucosas) estão associadas a títulos
mais altos.
 Por outro lado, as lesões mucosas
apr...
EXAMES MOLECULARES - PCR
 PCR Real Time  detecta a
transcrição reversa-RNA, que indica
infecção ativa, por meio de qualq...
EXAMES MOLECULARES - PCR
 Vantagens:
 Identificar e quantificar a espécie do
parasito
 Medir as variações sazonais do
p...
EXAMES MOLECULARES - PCR
 Determinar a eficácia das drogas na
leishmaniose humana e
experimental
 Desvantagem: alto cust...
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
 Sífilis hanseníase, tuberculose
 Micobacterioses atípicas,
paracoccidioidomicose
 Histoplasmose, lobomicose,
 Pioderm...
 Lupus eritematoso discóide,
 Úlceras decorrentes da anemia
falciforme
 Picadas de insetos, granuloma por
corpo estranh...
Granuloma de piscina causado
por micobactérias atípicas.
Carbunculose – lesão tuberosa
Tuberculose cutânea
Presença de lesões
ulceradas com
crostas e secreção
purulenta
Hanseníase virchowiana
Lesões pápulo-túbero-nodulares
infiltrativas em toda a face e orelhas.
TRATAMENTO189
 As drogas de primeira escolha no
tratamento das leishmanioses são os
antimoniais pentavalentes (Sb+5).
 Organização Mun...
MANUAL DE VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (2007)
ESQUEMA TERAPÊUTICO PRECONIZADO PARA AS DIVERSAS FORMAS C...
 O critério de cura é clínico sendo
indicado o acompanhamento regular
por 12 meses.
192
CRITÉRIOS DE CURA DA LEISHMANIOSE...
FORMA CUTÂNEA
 O critério de cura é definido pela
epitelização das lesões ulceradas,
regressão total da infiltração e
eri...
Lesões ulcerosas no braço direito e cicatrizes
atróficas seis meses após o tratamento.
MANUAL DE VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOS...
FORMA MUCOSA
 O critério de cura é definido pela
regressão de todos os sinais e
comprovado pelo exame
otorrinolaringológi...
CONTROLE196
 Campanhas antimaláricas  as
leishmaníases tendem a
desaparecer, devido ao uso
prolongado e extensivo 
inseticidas
197
 Medidas práticas de controle 
construção das casas longe das
matas ou desmatar o terreno em
torno dos povoados.
198
 Telagem de portas e janelas (trama
fina)  impedir a entrada dos
flebotomíneos;
 Interior das casas  aplicar
inseticid...
 Os animais domésticos infectados,
fontes importantes de parasitos,
devem ser tratados reiteradamente
(cura difícil) ou e...
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 10ª.
ed. – São Paulo: Atheneu, 2011.
 REY, Luís. ...
Leishmaniose 2015.1
Leishmaniose 2015.1
Leishmaniose 2015.1
Leishmaniose 2015.1
Leishmaniose 2015.1
Leishmaniose 2015.1
Leishmaniose 2015.1
Leishmaniose 2015.1
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Leishmaniose 2015.1

  1. 1. LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI FACULDADE DE MEDICINA MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO CDI 10: B55.1
  2. 2. As leishmanioses são antropozoonoses consideradas um grande problema de saúde pública, representam um complexo de doenças com importante espectro clínico e diversidade epidemiológica.
  3. 3. Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2010, as prevalências das diferentes formas de leishmaniose (tegumentar e visceral) ultrapassou 12 milhões de casos.
  4. 4. A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença de caráter zoonótico que acomete humanos e diversas espécies de animais silvestres e domésticos, podendo se manifestar através de diferentes formas clínicas.
  5. 5. HISTÓRICO5
  6. 6.  Primeiro século d. C.  Ásia Central  Afeganistão  feridas de Balkh Síria  botão-de-Aleppo Iraque  botão-de-Bagdá  Viajantes  botão-do-oriente 6 HISTÓRICO
  7. 7.  Período pré-inca  Peru e Equador (primeiro século d. C.) o Lesões de pele e deformidades faciais 7 HISTÓRICO
  8. 8.  Século XVI  Oviedo (1535) e Pizarro (1571) Doença que destruía o nariz e as cavidades bucais  índios  Cordilheira dos Andes  1764  Bueno (Peru)  picada de flebotomíneos 8 HISTÓRICO
  9. 9.  1855  Cerqueira  lesões de pele similares “botão-do-oriente”. 9 HISTÓRICO
  10. 10.  1908  confirmação de formas de leishmanias em úlceras cutâneas e nasobucofaríngeas  Lindenberg  encontrou o parasito em individuos que trabalhavam  construção de rodovias no interior de São Paulo. 10 HISTÓRICO
  11. 11.  1911  Gaspar Vianna  diagnosticou a forma mucosa da doença  deu ao parasito o nome de Leishmania brazilienses. 11 Histórico
  12. 12.  1922  Aragão  demonstrou o papel do flebotomíneo na transmissão da leishmaniose tegumentar. 12 HISTÓRICO
  13. 13.  1958  Forattini  encontrou roedores silvestres parasitados em áreas florestais do Estado de São Paulo. 13 HISTÓRICO
  14. 14. ETIOLOGIA14
  15. 15. AGENTE ETIOLÓGICO LEISHMANIA Protozoário parasito intracelular obrigatório das células do sistema fagocítico mononuclear.
  16. 16.  Américas  11 espécies dermotrópicas de Leishmania causadoras de doença humana e 8 espécies descritas, somente em animais. 17 AGENTE ETIOLÓGICO
  17. 17.  Brasil: identificadas 7 espécies 6 - subgênero Viannia 1 - subgênero Leishmania 18 AGENTE ETIOLÓGICO
  18. 18. Subgênero Leishmania Subgênero Viannia L. (L.) archibaldi L. (L.) tropica** L. (L.) aethiopica** L. (L.) major** L. (L.) gerbilli L. (L.) maxicana L. (L.) amazonensis* L. (L.) venezuelensis L. (L.) enriettii L. (L.) aristidesi L. (L.) pifanoi L. (L.) hertigi L. (L.) deanei L. (Viannia) braziliensis* L. (V.) guyanensis* L. (V.) panamensis L. (V.) peruviana L. (V.) lainsoni* L. (V.) naiffi* L. (V.) shawi* L. (V.) colombiensis L. (V.) lindenberg * determinantes da Leishmaniose Tegumentar Americana no Brasil; ** determinantes da Leishmaniose Tegumentar do Velho Mundo; PRINCIPAIS ESPÉCIES DO GÊNERO LEISHMANIA (LAINSON & SHAW, 1987) http://fcfrp.usp.br/dactb/Parasitologia/Arquivos/Genero_Leishmania.htm
  19. 19.  As três principais espécies são: Leishmania (Viannia) braziliensis Leishmania (Viannia) guyanensis Leishmania(Leishmania) amazonensis gênero subgênero espécie 20 AGENTE ETIOLÓGICO
  20. 20. o Leishmania (Viannia) braziliensis Espécie mais prevalente no homem Causar lesões cutâneas e mucosas AGENTE ETIOLÓGICO
  21. 21. o Leishmania (Viannia) guyanensis Causa sobretudo lesões cutâneas. AGENTE ETIOLÓGICO
  22. 22. o Leishmania (Leishmania) amazonensis Causa lesões cutânea difusa. AGENTE ETIOLÓGICO
  23. 23.  Identificadas em estados das regiões Norte e Nordeste: Leishmaniose (Viannia) lainsoni Leishmaniose (Viannia) naiffi Leishmaniose (Viannia) lindenberg Leishmaniose (Viannia) shawi 24 AGENTE ETIOLÓGICO
  24. 24.  Polimorfismo:  Promastigota  Paramastigota  Promastigota metacíclico 25 MORFOLOGIA
  25. 25.  Amastigota 26 MORFOLOGIA
  26. 26. (1) Flagelada ou promastigota  encontrada no tubo digestivo do inseto vetor 27 MORFOLOGIA Leishmania – Forma flagelada ou promastigota.
  27. 27. (2) Paramastigota  formas ovais ou arredondadas  encontradas aderidas ao epitélio do trato digestivo do vetor pelo flagelo  hemidesmossomos 28 MORFOLOGIA
  28. 28. (3) Aflagelada ou amastigota  tecidos dos hospedeiros vertebrados 29 MORFOLOGIA Leishmania – Forma aflagelada ou amastigota.
  29. 29. 30 o Formas amastigotas intracelulares: 2,3 mm o Crescem pobremente em meios de cultura o Núcleo: cora de vermelho-púrpura o Não há flagelo livre MORFOLOGIA
  30. 30. 31 ESTRUTURA DAS LEISHMÂNIAS Promastigota  tubo digestivo dos insetos Amastigota  vertebrados
  31. 31. PromastigotaAmastigota
  32. 32.  Divisão binária  Formas promastigotas  Ocorre no interior dos fagossomos de macrófagos 33 REPRODUÇÃO
  33. 33.  Produção de um segundo flagelo  Núcleo se divide em dois  Produção de duas promastigotas 34 REPRODUÇÃO
  34. 34. REPRODUÇÃO EM MACRÓFAGOS Macrófago tendo uma leishmânia fogocitada em seu vacúolo digestivo. As leishmânias têm por hábitat os vacúolos digestivos de células do sistema fagocítico mononuclear, onde se multiplicam sob a forma amastigota.
  35. 35. No interior do macrófago ela se multiplica até destruí-lo, quando então passa a invadir novas células. REPRODUÇÃO EM MACRÓFAGOS
  36. 36.  Flebotomíneos: Ordem Díptera Familia Psychodidae Subfamilia Phlebotominae Gênero Lutzomyia 39 Lutzomyia HOSPEDEIROS
  37. 37.  Principais espécies envolvidas na transmissão: Lutzomyia flaviscutellata / Lutzomyia whitmani / Lutzomyia umbratilis / Lutzomyia intermedia / Lutzomyia wellcome e Lutzomyia migonei 40 HOSPEDEIROS
  38. 38. TRANSMISSÃO41
  39. 39.  Doença com diversidade de agentes, de reservatórios e de vetores que apresenta diferentes padrões de transmissão e um conhecimento ainda limitado sobre alguns aspectos, o que a torna de difícil controle. 42 MODO DE TRANSMISSÃO
  40. 40. HOSPEDEIROS VERTEBRADOS
  41. 41.  Através da picada de insetos transmissores infectados.  Não há transmissão de pessoa a pessoa. 44 MODO DE TRANSMISSÃO
  42. 42.  Ele é muito pequeno, mede de 2 a 3 mm de comprimento.  Durante o dia ele fica escondido em locais úmidos e escuros, como quintais com vegetação, bananeiras, galinheiros, matas, etc. 45 MODO DE TRANSMISSÃO
  43. 43. o Esses insetos põem seus ovos no solo úmido dos bosques e florestas, em matas secundárias ou em algumas plantações. o As larvas transformam-se em insetos adultos ao fim de um mês ou mais. 46 MODO DE TRANSMISSÃO
  44. 44. o Somente as fêmeas são hematófagas e necessitam ingerir sangue para que possam pôr ovos; mas sugam também plantas 47 MODO DE TRANSMISSÃO
  45. 45.  O macho se alimenta de seiva e sucos vegetais, não transmitindo a doença. 48 MODO DE TRANSMISSÃO
  46. 46.  Análises epidemiológicas  mudanças no padrão de transmissão da doença, inicialmente considerada zoonoses de animais silvestres, que acometia ocasionalmente pessoas em contato com as florestas. 50 PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS
  47. 47.  Posteriormente, a doença começou a ocorrer em zonas rurais  praticamente desmatadas, e em regiões periurbana. 51 PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS
  48. 48. http://www.siicsalud.com/imagenes/ferreiragof2.jpg
  49. 49.  Silvestre: a transmissão ocorre em área de vegetação primária  zoonose de animais silvestres, que pode acometer o ser humano quando este entra em contato com o ambiente silvestre, onde esteja ocorrendo enzootia. 53 PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS
  50. 50. PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS  Ocupacional e Lazer: a transmissão esta associado a exploração desordenada da floresta e derrubada de matas para construção de estradas, usinas hidrelétricas, extração de madeira. 54
  51. 51. Área em desmatamento na Região Amazônica
  52. 52. PADRÕES EPIDEMIOLÓGICOS  Rural e periurbano em áreas de colonização: relacionado ao processo migratório, ocupação de encostas e aglomerados em centros urbanos associados a matas secundarias ou residuais. 56
  53. 53. Assentamento Rio Piorini, na Região Norte do Brasil.
  54. 54. Ocupação de encosta da Serra do Mar.
  55. 55. CICLOS DE TRANSMISSÃO  Variam de acordo com a região geográfica, envolvendo uma diversidade de espécies de parasito, vetores, reservatórios e hospedeiros. 59
  56. 56. Leishmania (Leishmania) amazonensis  Não é um parasito comum em humanos devido provavelmente aos hábitos noturnos do vetor 60
  57. 57. Leishmania (Leishmania) amazonensis  Principal vetor 61 Lutzomyia flaviscutellata
  58. 58. http://www.intechopen.com/source/html/45978/media/image6.jpeg
  59. 59. Leishmania (Leishmania) amazonensis  O parasito foi isolado de roedores silvestres do genero Proechymis e o Oryzomys. Oryzomys spp (rato-vermelho, rato-de-cana) 63
  60. 60. Ciclo de transmissão da Leishmania (Leishmania) amazonensis na Amazônia brasileira. A L. amazonensis causa úlceras cutâneas localizadas e, ocasionalmente, alguns indivíduos podem desenvolver o quadro clássico da leishmaniose cutânea difusa (LCD).
  61. 61.  Causa lesões cutâneas  pian bois  Lutzomyia umbratilis (principal vetor)  apresenta alta densidade tanto na copa das arvores, onde predomina o ciclo silvestre. 65 Leishmania (Viannia) guyanensis
  62. 62. Leishmania (Viannia) guyanensis  Parasito  isolado de mamíferos silvestres Preguiça(Choloepus didactylus) Tamanduá (Tamandua tetradactyla) Gambá (Didelphis albiventris) 66
  63. 63. Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) guyanensis na Amazônia brasileira. A L. (V.) guyanensis causa predominantemente lesões ulceradas cutâneas únicas ou múltiplas.
  64. 64. Leishmania (Viannia) braziliensis  Foi a primeira especie de Leishmania descrita e incriminada como agente etiológico da LTA;  Espécie responsável pela forma cutânea mais destrutiva dentre as conhecidas; 69
  65. 65. Leishmania (Viannia) braziliensis  Ampla distribuição, desde a America Central ate o norte da Argentina.  É a mais importante, não só no Brasil, mas em toda a América Latina. 70
  66. 66. Leishmania (Viannia) braziliensis  Parasito foi isolado: Rio de Janeiro: felídeos (Felis catus) 71
  67. 67. Leishmania (Viannia) braziliensis Pernambuco: roedores silvestres (Bolomys lasiurus, Nectomys squamipes) e sinantropicos (Rattus rattus) 72
  68. 68. Leishmania (Viannia) braziliensis Ceará, Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo: canídeos (Canis familiaris) 73
  69. 69. Leishmania (Viannia) braziliensis Ceará, Bahia e Rio de Janeiro: equideos (Equus caballus, Equus asinus) 74
  70. 70. Ciclo de transmissão da Leishmania (Viannia) braziliensis entre Lutzomyia wellcomei e roedores silvestres na Amazônia brasileira. A doenca humana é caracterizada por úlcera cutânea, única ou múltipla, cuja principal complicação e a metástase por via hematogênica, para as mucosas da nasofaringe, com destruição desses tecidos.
  71. 71. Leishmania (Viannia) shawi  Distribuída nas regiões nordeste e sudeste do Estado do Pará e região oeste do Maranhão.  Vetor: Lutzmoya whitmani 76
  72. 72. http://www.intechopen.com/source/html/45978/media/image2.jpeg
  73. 73. Leishmania (Viannia) shawi  Parasito  isolado de amostras de vísceras e pele de alguns mamíferos silvestres 78 Cuxiú Chiropotes sagulatus Choloepus sagulatus
  74. 74. Leishmania (Viannia) lainsoni  Espécie de Leishmania identificada no Para, Rondônia e Acre.  Parasito  isolado de vísceras e pele do roedor silvestre Agouti paca 79
  75. 75. Leishmania (Viannia) naiffi  O ciclo desta espécie de Leishmania ocorre nos estados do Para e Amazonas.  Três espécies de flebotomíneos: Lutzmoya ayrozai, Lutzmoya paraensis e Lutzmoya squamiventris. 80
  76. 76. Leishmania (Viannia) naiffi  Parasito  isolado de edentados Dasypus novemcictus 81
  77. 77. Leishmania (Viannia) lindenberg  Infecções em soldados em treinamento em uma área de reserva florestal no Estado do Para.  Vetor: Lutzomya antunesi 82
  78. 78. CICLO BIOLÓGICO83
  79. 79.  Formas amastigotas  encontradas parasitando células do sistema mononuclear fagocitário  hospedeiro vertebrado  principalmente macrófagos residentes na pele 84
  80. 80.  Formas promastigotas  encontradas no tubo digestivo  hospedeiro intermediário  flebotomíneos 85
  81. 81. http://www.siicsalud.com/imagenes/ferreiragof2.jpg
  82. 82. CICLO BIOLÓGICO DO VETOR
  83. 83.  A infecção do inseto ocorre quando a fêmea pica o vertebrado infectado para exercer o repasto sanguíneo e juntamente com o sangue ingere macrófagos parasitados por formas amastigotas CICLO NO VETOR
  84. 84. VETOR Inseto fêmea pica vertebrado Ingere macrófagos parasitados - forma AMASTIGOTA Trato digestivo rompe macrófagos divisão binária Transformação em PROMASTIGOTAS divisão Cel estômago do mosquito secreta membrana – envolve promastigotas Rompe membrana FORMAS PROMASTIGOTAS livres Dirigem intestino – divisão – estômago - faringe Migram do ESTÔMAGO  FARINGE Diferenciando-se PROMASTIGOTAS INFECTANTES móveis Aparelho bucal
  85. 85. CICLO BIOLÓGICO DO VERTEBRADO
  86. 86. Promastigotas são fagocitados por macrófagos Flebotomíneos faz o repasto sanguíneo: injeta promastigotas Multiplicação de amastigotas – SFM Flebotomíneo faz o repasto sanguíneo: ingere amastigotas Rompimento Macrófagos Amastigota Amastigotas transformam-se em promastigotas no intestino Divisão binária e migração das promastigotas para a probóscide 94 Promastigotas são transformadas em amastigotas dentro do macrófago
  87. 87. 95 Os parasitos inoculados pelos flebotomíneos e fagocitados por macrófagos da pele transformam- se em amastigotas e permanecem no interior dos vacúolos.
  88. 88. 96 Além de se multiplicarem até destruírem a célula hospedeira, as leishmânias provocam um aumento considerável dos histiócitos, que, assim, passam a endocitar mais e mais parasitos, ampliando a extensão das células infectadas e das lesões leishmanióticas.
  89. 89. HOMEM Mosquito inocula na derme FORMAS PROMASTIGOTAS Atração dos macrófagos (4 a 8 h fagocitose induzida) Transformação em FORMAS AMASTÍGOTASResistem ação dos lisossomas  divisão binária Rompe membrana macrófago Libera AMASTÍGOTAS no tecido Fagocitadas  iniciando uma reação inflamatória no local
  90. 90. SINTOMAS100
  91. 91. INFECÇÃO INAPARENTE  Reconhecimento da infecção sem manifestação clínica;  Indivíduos aparentemente sadios  resultados positivos nos testes laboratoriais; 101
  92. 92. INFECÇÃO INAPARENTE  Residentes em áreas de transmissão de LTA  ausência de cicatriz cutânea sugestiva de LC ou de lesão mucosa. 102
  93. 93. LEISHMANIOSE CUTÂNEA (LC)  Úlcera típica  indolor  áreas expostas da pele; 103
  94. 94. LEISHMANIOSE CUTÂNEA  Formato arredondado ou ovalado; Base eritematosa, infiltrada e de consistência firme; Bordas bem delimitadas e elevadas; Fundo avermelhado e com granulações grosseiras. 104
  95. 95.  Lesões iniciais  nodulares, localizadas profundamente na hipoderme, ou pequenas pápulas  picada de inseto  evoluem aumentando em tamanho e profundidade  lesões papulo- tuberosas. 105 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  96. 96. Lesão cutânea localizada em estágio inicial, com característica de placa infiltrativa.
  97. 97.  A infecção bacteriana associada pode causar dor local e produzir exsudato seropurulento que, ao dessecar-se em crostas, recobre total ou parcialmente o fundo da úlcera. 107 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  98. 98.  Forma cutânea localizada  A lesão é geralmente do tipo úlcera, com tendência à cura espontânea e apresentando boa resposta ao tratamento, podendo ser única ou múltipla (até 20 lesões). 108 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  99. 99. Lesão única ulcerada arredondada, com bordas elevadas, infiltradas e fundo granuloso.
  100. 100. Lesão cutânea múltipla, ulceradas, com bordas elevadas, infiltradas e fundo granuloso com crosta a nível central.
  101. 101.  A forma localizada pode acompanhar-se de linfadenopatia regional e de linfangite nodular e costuma apresentar IDRM positiva 111 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  102. 102. Linfangite nodular Linfadenopatia
  103. 103.  Forma cutânea disseminada  Pode ser observada em até 2% dos casos  Espécies causadoras desta síndrome Leishmania (V.) braziliensis Leishmania (L.) amazonensis 113 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  104. 104.  Caracterizada pelo aparecimento de múltiplas lesões papulares e de aparência acneiforme  acometem vários segmentos corporais, envolvendo com freqüência a face e o tronco; 114 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  105. 105. Acometimento facial apresentando múltiplas lesões ulceradas com envolvimento da pálpebra
  106. 106. Acometimento mucoso envolvendo nariz e mucosa oral.
  107. 107.  Manifestações sistêmicas  febre, mal-estar geral, dores musculares, emagrecimento, anorexia;  O encontro do parasito na forma disseminada é baixo, quando comparado com a forma difusa. 117 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  108. 108.  Os pacientes apresentam títulos elevados de anticorpos séricos anti- Leishmania; Intradermorreação de Montenegro  resposta variável Linfoproliferativa in vitro  positivas ou negativas 118 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  109. 109.  Forma recidiva cútis  Caracteriza-se por evoluir com cicatrização espontânea ou medicamentosa da úlcera, com reativação localizada geralmente na borda da lesão  Geralmente a IDRM: positiva 119 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  110. 110. Lesões com cicatrizes centrais, bordas infiltradas, lesões satélites com crostas localizadas.
  111. 111.  Forma cutânea difusa  Leishmania (L.) amazonensis  Forma clínica rara e grave  Evolui de forma lenta com formação de placas e múltiplas nodulações não ulceradas 121 LEISHMANIOSE CUTÂNEA
  112. 112. Lesões em placa infiltradas, com ulcerações, tubérculos em face, orelha e membro superior. Tempo de doença: 3 anos
  113. 113. Lesões em placa infiltradas, com ulcerações e deformidades
  114. 114. LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA (LCM)  Estima-se que 3 a 5% dos casos de leishmaniose cutânea desenvolvem lesão mucosa.  Clinicamente  lesões destrutivas localizadas nas mucosas das vias aéreas superiores. 124
  115. 115.  Na maioria dos casos, a lesão mucosa resulta de lesão cutânea de evolução crônica e curada sem tratamento ou com tratamento inadequado. 125 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  116. 116.  Pacientes com lesões cutâneas múltiplas, lesões extensas e com mais de um ano de evolução, localizadas acima da cintura, são o grupo com maior risco de desenvolver metástases para a mucosa. 126 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  117. 117.  O agente etiológico causador da LM, em nosso pais e a L. (V.) braziliensis, entretanto ja foram citados casos na literatura atribudos a L. (L) amazonensis e L(V.) guyanensis. 127 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  118. 118.  IDRM  positiva  Difícil confirmação parasitológica  Difícil resposta terapêutica  doses maiores de drogas 128 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  119. 119.  Mais susceptível as complicações principalmente infecciosas, podendo evoluir para o óbito em 1% dos casos. 129 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  120. 120.  Obstrução nasal, eliminacão de crostas, rouquidão, dispnéia e tosse. 130 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  121. 121.  Sugere-se sempre examinar as mucosas dos pacientes com leishmaniose cutânea, porque as lesões mucosas iniciais geralmente são assintomáticas. 131 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  122. 122.  Forma mucosa tardia o Pode surgir ate vários anos após a cicatrização da forma cutânea. o Associada as lesões cutâneas múltiplas ou de longa duração 132 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  123. 123. Edema nasal com infiltração em asa e base do nariz.
  124. 124. Edema nasal com áreas de ulceração: crostas no local e edema no lábio superior
  125. 125.  Forma mucosa de origem indeterminada o Apresenta-se clinicamente isolada, não sendo possível detectar nenhuma outra evidencia de lesão cutânea prévia. 135 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  126. 126. Edema nasal com desabamento do mesmo. Destruição do septo nasal.
  127. 127.  Forma mucosa contígua o Ocorre por propagação direta de lesão cutânea, localizada próxima a orifícios naturais, para a mucosa das vias aerodigestivas. 137 LEISHMANIOSE CUTANEOMUCOSA
  128. 128. Apresenta lesões úlcero crostosa, com áreas de infiltração e edema inflamatório gigante no nariz e lábio.
  129. 129. EPIDEMIOLOGIA140
  130. 130. A leishmaniose tegumentar tem ampla distribuição mundial e no Continente Americano existe registro de casos desde o extremo sul dos Estados Unidos ate o norte da Argentina, com exceção do Chile e Uruguai.
  131. 131.  Constitui um problema de saúde publica em 88 países, distribuídos em quatro continentes (Américas, Europa, África e Ásia), com registro anual de 1 a 1,5 milhões de casos. 142
  132. 132. A Organizacão Mundial da Saúde (OMS) estima que 350 milhões de pessoas estejam expostas ao risco com registro aproximado de dois milhões de novos casos das diferentes formas clinicas ao ano.
  133. 133.  Brasil  afecções dermatológicas que merece mais atenção  Risco de ocorrência de deformidades  Envolvimento psicológico: reflexos no campo social e econômico  Doença ocupacional 144
  134. 134.  Nordeste 39% dos casos  Norte 35 % dos casos  Centro-Oeste 16% dos casos  Sudeste 8% dos casos  Sul 2% dos casos
  135. 135. Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana (2007)
  136. 136.  A partir da década de 80 Verifica-se aumento no número de casos registrados, variando de 3.000 (1980) a 37.710 (2001). 147
  137. 137.  Observam-se picos de transmissão a cada cinco anos, apresentando tendência de aumento do número de casos, a partir do ano de 1985, quando se solidifica a implantação das ações de vigilância e controle da LTA no Brasil. 148
  138. 138. CASOS NOTIFICADOS DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA - BRASIL (1980 – 2005) Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana (2007)
  139. 139. A LTA ocorre em ambos os sexos e todas as faixas etárias, entretanto na média do país, predomina os maiores de 10 anos, representando 90% dos casos e o sexo masculino, 74%.
  140. 140. DIAGNÓSTICO151
  141. 141. DIAGNÓSTICO CLÍNICO
  142. 142. 154 https://escholarship.org/uc/item/363627vs/2.jpg Polimorfismo Gravidade sinais/sintomas Espécies do parasito
  143. 143. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
  144. 144. EXAMES PARASITOLÓGICOS (1) Demonstração direta do parasito  É o procedimento de primeira escolha por ser mais rápido, de menor custo e de fácil execução. 156
  145. 145. EXAMES PARASITOLÓGICOS  Para a pesquisa direta são utilizados os seguintes procedimentos  escarificação, biopsia com impressão por aposição e punção aspirativa.  Corado  Giemsa, Romanowsky 157
  146. 146. Escarificação: demonstração do parasita, baixa sensibilidade. FIOCRUZ FIOCRUZ
  147. 147. Punção aspirativa: demonstração do parasita, baixa sensibilidade. CIMERMAN, 1999 EXAMES PARASITOLÓGICOS
  148. 148. LEISHMANIAS: VISTAS NAS FORMAS AMASTIGOTAS
  149. 149. (2) Isolamento em cultivo in vitro (meios de cultivo)  Método de confirmação do agente etiológico  permite a identificação da espécie de Leishmania envolvida. 161 EXAMES PARASITOLÓGICOS
  150. 150.  Facilmente contaminadas;  Exige tempo e pessoal treinado. Cultura: a partir de fragmentos das bordas das lesões.
  151. 151. (3) Isolamento in vivo (inoculações em animais)  O material obtido por biopsia ou raspado de lesão e triturado em solução salina estéril inoculado via intradérmica 163 EXAMES PARASITOLÓGICOS
  152. 152. EXAMES IMUNOLÓGICOS (1) Teste intradérmico  Intradermoreação de Montenegro ou da leishmanina  Fundamenta-se na visualização da resposta de hipersensibilidade celular retardada. 164
  153. 153. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Consiste no inóculo de 0,1 ml de antígeno pela via intradérmica na face interna do braço; 165
  154. 154. TESTE DE MONTENEGRO  Positividade  84 e 100%  formas cutânea e muco-cutânea;  Resultados negativos  forma cutânea difusa. (ANDRADE, 2005) FIOCRUZ
  155. 155. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Testes positivos  reação inflamatória local  nódulo/pápula que atinge o auge em 48-72 horas, regredindo em seguida. 167
  156. 156. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Padrão de positividade Presença de nódulo ≥ 5 mm no local da inoculação do antígeno 168
  157. 157. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Geralmente persiste positiva após o tratamento, ou cicatrização da lesão cutânea tratada ou curada espontaneamente. 169
  158. 158.  Nas populações de área endêmica, na ausência de lesão ativa ou cicatriz, a positividade varia entre 20 e 30%. 170 EXAMES IMUNOLÓGICOS
  159. 159. A IDRM pode ser negativa nas primeiras quatro a seis semanas após o surgimento da lesão cutânea e testes repetidos com poucas semanas de intervalo, com finalidade de diagnóstico ou inquéritos epidemiológicos, podem induzir um “efeito reforço”.
  160. 160. EXAMES IMUNOLÓGICOS (2) Testes sorológicos  Esses testes detectam anticorpos anti-Leishmania circulantes no soro dos pacientes com títulos geralmente baixos. 172
  161. 161. EXAMES IMUNOLÓGICOS  ELISA (Ensaio Imuno Enzimático)  ainda não esta disponível comercialmente, devendo ter seu uso restrito a pesquisa. 173
  162. 162. EXAMES IMUNOLÓGICOS  Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI)  nas lesões ulceradas por L. (V.) braziliensis a sensibilidade da está em torno de 70% no primeiro ano da doença. 174
  163. 163.  As lesões múltiplas (cutâneas ou mucosas) estão associadas a títulos mais altos.  Por outro lado, as lesões mucosas apresentam títulos mais altos e persistentes que as lesões cutâneas. 175 EXAMES IMUNOLÓGICOS
  164. 164. EXAMES MOLECULARES - PCR  PCR Real Time  detecta a transcrição reversa-RNA, que indica infecção ativa, por meio de qualquer uma das técnicas conhecidas de PCR. Usa amostras biológicas de hospedeiros, reservatórios e vetores infectados. 179
  165. 165. EXAMES MOLECULARES - PCR  Vantagens:  Identificar e quantificar a espécie do parasito  Medir as variações sazonais do parasito no hospedeiro silvestre 180
  166. 166. EXAMES MOLECULARES - PCR  Determinar a eficácia das drogas na leishmaniose humana e experimental  Desvantagem: alto custo 181
  167. 167. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
  168. 168.  Sífilis hanseníase, tuberculose  Micobacterioses atípicas, paracoccidioidomicose  Histoplasmose, lobomicose,  Piodermites, granuloma facial de linha média 183
  169. 169.  Lupus eritematoso discóide,  Úlceras decorrentes da anemia falciforme  Picadas de insetos, granuloma por corpo estranho,  Carcinoma espinocelular, linfoma cutâneo 184
  170. 170. Granuloma de piscina causado por micobactérias atípicas. Carbunculose – lesão tuberosa
  171. 171. Tuberculose cutânea Presença de lesões ulceradas com crostas e secreção purulenta
  172. 172. Hanseníase virchowiana Lesões pápulo-túbero-nodulares infiltrativas em toda a face e orelhas.
  173. 173. TRATAMENTO189
  174. 174.  As drogas de primeira escolha no tratamento das leishmanioses são os antimoniais pentavalentes (Sb+5).  Organização Mundial da Saúde (OMS)  dose deste antimonial seja calculada em mg Sb+5/kg/dia 190
  175. 175. MANUAL DE VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (2007) ESQUEMA TERAPÊUTICO PRECONIZADO PARA AS DIVERSAS FORMAS CLÍNICAS DE LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA, SEGUNDO A OMS E MINISTÉRIO DA SAÚDE 17 mg Sb+5/kg peso/dia  10 dias / intervalo de 10 dias  REPETIR (Neves et al, 2011)
  176. 176.  O critério de cura é clínico sendo indicado o acompanhamento regular por 12 meses. 192 CRITÉRIOS DE CURA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
  177. 177. FORMA CUTÂNEA  O critério de cura é definido pela epitelização das lesões ulceradas, regressão total da infiltração e eritema, até três meses após a conclusão do esquema terapêutico. 193
  178. 178. Lesões ulcerosas no braço direito e cicatrizes atróficas seis meses após o tratamento. MANUAL DE VIGILÂNCIA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (2007)
  179. 179. FORMA MUCOSA  O critério de cura é definido pela regressão de todos os sinais e comprovado pelo exame otorrinolaringológico, até seis meses após a conclusão do esquema terapêutico. 195
  180. 180. CONTROLE196
  181. 181.  Campanhas antimaláricas  as leishmaníases tendem a desaparecer, devido ao uso prolongado e extensivo  inseticidas 197
  182. 182.  Medidas práticas de controle  construção das casas longe das matas ou desmatar o terreno em torno dos povoados. 198
  183. 183.  Telagem de portas e janelas (trama fina)  impedir a entrada dos flebotomíneos;  Interior das casas  aplicar inseticidas nas paredes ou em cortinados e mosquiteiros. 199
  184. 184.  Os animais domésticos infectados, fontes importantes de parasitos, devem ser tratados reiteradamente (cura difícil) ou eliminados. 200
  185. 185. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 10ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2011.  REY, Luís. Parasitologia - 4ª. ed. – Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2013.  Manual de Vigilância da Leishmaniose Tegumentar Americana / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância Epidemiológica. – 2. ed. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2007. 182 p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) 202

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