Himenolepíase e Difilibotríase

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Himenolepíase e Difilibotríase

  1. 1. Hymenolepis e Diphyllobothrium ÁTILA ALENCAR, CAIO WILGGNER, CÍCERO DARLAN, LUCAS DA SILVA, RAQUEL NOBRE E PEDRO JANUÁRIO.
  2. 2. Questões Hymenolepis 1. Quais as principais formas de contaminação pelo Himenolepis nana? 2. Qual o ciclo do Himenolepis nana necessita de um hospedeiro intermediário? 3. Explique a importância do intervalo de 10 dias entre as doses do fármaco Praziquantel no tratamento da heminolepíase. 4. Quais as manifestações clínicas da hiperinfestação por Hymenolepis nana? 5. Qual o nome do principal exame laboratorial para se detectar a presença de Hymenolepis? 6. Quando o hospedeiro ingere um inseto com larvas cisticercóides e estas dão vermes adultos provavelmente ocorrerá que tipo de infecção?
  3. 3. Questões Diplyllobothrium 7. O ciclo vital do parasito Diphyllobothrium sp envolve quantos hospedeiros intermediários? E quais são? 8. Qual a justificativa para a ocorrência da parasitose causada por Diphyllobothrium latum ser elevada no Norte da América e da Europa, sul do Chile, Japão, Rússia, Filipinas e Escandinávia? 9. Em qual forma o helminto é infectante no homem? 10. Quais são as medidas de prevenção da doença? 11. Como se adquire a doença? 12. Qual o tratamento indicado para a anemia causada pela dyphilo?
  4. 4. Hymenolepis
  5. 5. Histórico Hymenolepis
  6. 6. Histórico • Controvérsia na literatura quanto à classificação. • Revisão taxonômica em 1954 -> H.nana foi reclassificada dentro do gênero Rodentolepis por conter rostelo armado com acúleos.
  7. 7. Histórico • Em 1858 , classificação de weinland -> Gênero Himenolepis passou a conter himenolepidídios com rostelo desarmado. • Embora essa reclassificação seja reconhecida por alguns taxonomistas não existem evidências moleculares que confirmem a nova classificação.
  8. 8. Etiologia Hymenolepis
  9. 9. Agente etiológico • Classificação: • Filo: Platyhelminthes • Classe: Cestoda • Família: Hymenolipididae • Gênero: Hymenolepis • Espécie: nana e diminuta
  10. 10. Morfologia • Ovos • Larva cisticercóide • Verme adulto
  11. 11. Morfologia • Ovos: • “chapéu mexicano”; • Esféricos; • 40μm de diâmetro; • Incolores (transparentes); • Membrana externa delgada envolvendo um espaço claro; • Membrana interna envolvendo a oncosfera (embrião hexacanto); • Dois mamelões claros em posições opostas, dos quais partem alguns filamentos longos.
  12. 12. Morfologia • Larva cisticercóide: • Pequena larva; • Escólex invaginado e envolvido por uma membrana; • Pequena quantidade de líquido; • 500μm de diâmetro; • Protoescólex escólex da larva;
  13. 13. Morfologia • Verme adulto: • 3 a 5 cm; • 100 a 200 proglotes bastante estreitas; • Genitália masculina e feminina; • Escólex apresenta quatro ventosas e um rostro retrátil armado de ganchos.
  14. 14. Habitát • Ovos: fezes; • Larva cistcercóide: vilosidades intestinais (homem) ou na cavidade geral do inseto hospedeiro intermediário (pulgas e carunchos de cereais); • Verme adulto: intestino delgado (íleo e jejuno humano).
  15. 15. Transmissão Hymenolepis
  16. 16. Transmissão • Maior índice de transmissão em ambientes coletivos como escolas, asilos, orfanatos, etc. • Transmissão inter-humana facilitada pela falta de higiene. • Transmissão através de hospedeiro intermediário:  Ingestão acidental do inseto contendo cisticercóide que não confere desenvolvimento de imunidade
  17. 17. Transmissão • O mecanismo mais frequente de transmissão é a ingestão de ovos presentes nas mãos ou em alimentos contaminados. • Poucas reinfecções no hospedeiro, nesses casos. • Mais frequente entre crianças.
  18. 18. Transmissão
  19. 19. Transmissão • Quando o hospedeiro ingere um inseto com larvas cisticercóides e estas dão vermes adultos, pode ocorrer Hiperinfeccção. • Auto-infecção interna: oncosfera de cada ovo penetra na mucosa do íleo, dando uma larva cisticercóide, que se transforma em um verme adulto. • Retroperistaltismo é necessário.
  20. 20. Ciclo Biológico Hymenolepis
  21. 21. Características dos Ciclos • Existem dois ciclos: • Monoxênico que prescinde de um hospedeiro intermediário. • Heteroxênico que usa hospedeiros intermediários como insetos (pulgas) e coleópteros (Tenebrio molitor-> bicho-da-farinha).
  22. 22. Ciclo Monoxênico • Ovos eliminados nas fezes -> contaminação do ambiente (agua, mãos, alimento). • Ao passar pelo estômago embrióforos são semidigeridos. • Intestino delgado ocorre eclosão da oncosfera ----- --> penetra nas vilosidades do jejuno e íleo-> larva cisticercóide.
  23. 23. Ciclo Monoxênico • Dez dias após a eclosão -> larva madura • Larva ai da vilosidade -> desenvagina-se e se fixa à mucosa intestinal através do escólex • 20 dias depois -> larva adulta -> 14 dias morrem e são eliminados
  24. 24. Ciclo Heteroxênico • Ovos ingeridos por -> larvas de pulgas ou bicho-da- farinha. • Ovos no intestino desses insetos -> libera oncosfera.-> se transforma em larva cisticercóide. • Ingestão acidental desses insetos -> no intestino delgado do humano desenvagina -> fixa à mucosa. • 20 dias depois são adultos.
  25. 25. Sintomas Hymenolepis
  26. 26. Sintomas • Adultos: • Não são necessariamente acompanhados por manifestações clínicas. • Crianças: • Depende da carga parasitária; • Agitação, insônia, irritabilidade, diarreia e dor abdominal; • Raramente ocorrem sintomas nervosos (ataques epilépticos) liberação de toxinas. • Hiperinfestação: congestão da mucosa, infiltração linfocitária, pequenas ulcerações, eosinofilia e perda de peso.
  27. 27. Sintomas •Remissão espontânea dos sintomas; •Eliminação dos vermes por vários mecanismos de defesa: • hiperplasia das células secretoras de muco; • ação do sistema imune (anticorpos humorais e celulares). •Mecanismos de expulsão do verme são os mesmos que impedem a reinfecção.
  28. 28. Diagnóstico Hymenolepis
  29. 29. Diagnóstico Clínico • É de pouca utilidade e difícil, mas em casos de crianças com ataques epileptiformes deve-se pensar primeiramente em alguma verminose, a qual será confirmada, ou não, pelo exame de fezes.
  30. 30. Diagnóstico Laboratorial • Método de sedimentação espontânea: Método de Hoffmann. • Se negativo, repetir os exames devido à irregularidade da eliminação dos ovos.
  31. 31. Método de Hoffmann 1. Colocar aproximadamente 2g de fezes em um frasco Borrel (pode ser substituído por copo plástico descartável) com cerca de 5mL de água e triturar bem com bastão de vidro (ou “palito de picolé” descartável). 2. Acrescentar mais 20 mL de água. 3. Filtrar a suspensão para um cálice cônico de 200 mL de capacidade, por intermédio de tela metálico ou tecido de náilon, com cerca de 80 a
  32. 32. Método de Hoffmann 100 malhar por cm2, ou gaze cirúrgica dobrada em quatro; os detritos retidos são lavados com mais 20 mL de água, agitando-se constantemente com o bastão de vidro, devendo o líquido da lavagem ser recolhido no mesmo cálice. 4. Completar o volume do cálice de com água. 5. Deixar essa suspensão em repouso durante 2 a 24 horas.
  33. 33. Método de Hoffmann 6. Findo esse tempo, observar o aspecto do líquido sobrenadante para tomar uma das duas alternativas: a) se o líquido estiver turvo – descarta-lo cuidadosamente sem levantar ou perder o sedimento, colocar mais água até o volume anterior e deixar em repouso por mais 60 minutos; b) se o líquido estiver límpido e o sedimento bom – proceder à coleta de uma amostra do sedimento para o exame.
  34. 34. Método de Hoffmann 7. bláblábláblá 8. blábláblábláblábláblábláblá bláblábláblábláblá 9. bláblábláblábláb 10. bláblá blábláblábláblábláblá 11. bláblábláblábláblábláblábláblábláblábláblá bláblábláblábláblábláblábláblábláblábláblá blábláblábláblábláblá
  35. 35. Método de Sed. Espontânea
  36. 36. Epidemiologia Hymenolepis
  37. 37. Epidemiologia • Provavelmente a infecção por cestoide mais comum em humanos (H. nana); • Ampla distribuição mundial; • Infecção entre humanos é facilmente disseminada; • Curto ciclo de vida -> ovos são rapidamente disponíveis para contaminação.
  38. 38. Epidemiologia • Áreas com alta densidade populacional ( creche, prisões, áreas endêmicas,...) -> altos níveis de pacientes infectados; • 50 a 75 milhões de pessoas infectadas no mundo por H. nana; • Prevalência de 5 a 25 % em crianças.
  39. 39. Tratamento Hymenolepis
  40. 40. Tratamento • Praziquantel 25mg/kg, V.O, 10 em 10 dias; • Medicamento só atua contra as formas adultas e não sobre as larvas cisticercóides; • Niclosamida 2g (adulto) e 1g (criança), V.O. Dose única diária 7 dias; • Nitazoxanida adulto: 500mg, 2x ao dia, 3 dias; criança: 200mg, 2x ao dia, 3 dias. V.O.
  41. 41. H. diminuta Hymenolepis
  42. 42. HYMENOLEPIS DIMINUTA • 30 a 60 cm (verme adulto); • Escoléx com 4 ventosas, sem rostro; • Parasitos habituais de ratos e raramente de humanos; • O ciclo é sempre heteroxeno e o homem infecta-se ingerindo insetos (pulgas, coleópteros etc.) com a larva cisticercóide.; • O parasitismo humano não leva a nenhuma alteração orgânica; • O verme é eliminado dois meses após a infecção;
  43. 43. HYMENOLEPIS DIMINUTA • O diagnóstico é feito pelo encontro dos ovos nas fezes (são maiores do que H. nana e não possuem os filamentos polares); • O tratamento é semelhante aos dos outros Cestoda; • Camundongos demonstraram que existe uma forte imunidade cruzada entre o H. nana e o H. diminuta proteção de hospedeiros (camundongos e humanos) contra o H. nana, provocando-se uma infecção controlada e discreta pelo H. diminuta.
  44. 44. HYMENOLEPIS DIMINUTA • Artrópodes ingerem os ovos; • Eclosão dos ovos no intestino dos artrópodes; • Invasão da oncosfera na hemolinfa e desenvolvimento da larva cisticercoide; • Ingestão do hospedeiro intermediário pelo hospedeiro definitivo infectado com a larva cisticercoide; • Evaginação e fixação do escólex no intestino do hospedeiro definitivo; • Formação do verme adulto.
  45. 45. HYMENOLEPIS DIMINUTA • Transmissão • Ingestão acidental de insetos parasitados em alimentos contaminados; • Parasitismo humano assintomático; • Pouco adaptada ao organismo humano; • Pode ser expulsa com a administração de tenífugo ou purgativo; • Eliminação do verme dois meses após a infecção. • Profilaxia: • Proteção dos alimentos contra ratos, camundongos e insetos.
  46. 46. Controle Hymenolepis
  47. 47. Controle • Higiene individual, uso de privadas ou fossas, uso de aspirador de pó e tratamento precoce dos doentes; • O combate aos insetos de cereais (carunchos) e pulgas existentes em ambiente doméstico; • Fazer exame de fezes nos demais membros da comunidade (família, creche, etc.) e tratá-los corretamente para se evitar a manutenção de fontes de infecção.
  48. 48. Método não-oficial de coleta segura para exame de fezes
  49. 49. Diphyllobothrium
  50. 50. Histórico Diphyllobothrium
  51. 51. Histórico • Diphyllobothrium latum (Lineu, 1758) era antigamente conhecido como Dibothriocephalus latus. • Encontrado em países onde existe o hábito de se comer carne de peixe crua.
  52. 52. Histórico • Os primeiros casos de difilobotríase no Brasil foram observados por Pirajá da Silva, na Bahia, em 1915, em um marinheiro escandinavo, e Samuel Pessoa, em São Paulo, em uma mulher francesa. Em 2004, em pacientes que tinham o hábito de comer sushi e sashimi.
  53. 53. Etiologia Diphyllobothrium
  54. 54. Etiologia • Parasito do intestino delgado; • 8 a 10 m; • Norte da Europa, Rússia, Japão, Filipinas, parte dos EUA e sul do Chile- países onde existe o hábito de se comer carne de peixe crua.
  55. 55. Transmissão Diphyllobothrium
  56. 56. TRANSMISSÃO • A infecção humana se dá pelo consumo de peixe cru contendo esparganos • O homem, ao ingerir o peixe cru contendo o espargano, vai servir de hospedeiro definitivo
  57. 57. Transmissão • Entre março de 2004 e março de 2005 foram identificados laboratorialmente 45 casos humanos no estado de São Paulo.
  58. 58. Ciclo Biológico Diphyllobothrium
  59. 59. Características do Ciclo • Parasito heteróxeno; • Hospedeiro definitivo: homem; • Hospedeiro intermediário: copépodes (Cyclops e Diaptomus ) e peixes de água doce; • O ciclo vital do parasito envolve dois hospedeiros intermediários: • 1° é um pequeno crustáceo do plâncton (copépode). 2° é uma espécie de peixe de água doce ou anádromo.
  60. 60. Ciclo Biológico
  61. 61. Características do Ciclo
  62. 62. Sintomas Diphyllobothrium
  63. 63. Sintomas • Desconforto abdominal; • Flatulência; • Diarreia; • Vómitos; • Perda de peso; • Anemia.
  64. 64. Diagnóstico Diphyllobothrium
  65. 65. Diagnóstico • A infecção deve ser suspeitada em pacientes com quadro clínico e história epidemiológica de viagem a áreas endêmicas associado ao hábito de comer peixes crus. • O diagnóstico da difilobotriose pode ser realizado com a pesquisa de proglotes típicos ou ovos nas fezes. Ovos imaturos são eliminados nas fezes e aparecem em 5 a 6 semanas após a infecção.
  66. 66. Diagnóstico • Análise laboratorial: - Método Ácido Acético Glacial - Técnica de Sedimentação Espontânea (Método de Hoffman)
  67. 67. Epidemiologia Diphyllobothrium
  68. 68. Epidemiologia • Só 20% dos parasitados relatam manifestações clínicas inespecíficas. • O risco zoonótico da infecção humano está diretamente relacionado com o hábito de consumo de peixes crus, insuficientemente cozidos ou defumados.
  69. 69. Epidemiologia • No Norte da América onde existem focos endémicos em populações de esquimós provenientes do Alasca e do Canadá, no norte da Europa, no sul do Chile, no Japão, na Rússia, Filipinas e na Escandinávia, são regiões exemplares onde a parasitose causada por Diphyllobothrium latum é elevada. • A realidade no Brasil mudou, em virtude dos hábitos alimentares adquiridos e o número de casos se eleva gradativamente.
  70. 70. Tratamento Diphyllobothrium
  71. 71. Tratamento • Praziquantel (10 mg/kg de peso em dose única). • A administração de vitamina B12 pode ser necessária para correção da anemia.
  72. 72. Controle Diphyllobothrium
  73. 73. Controle • Cozer bem a carne de peixe e evitar os pratos nos quais o peixe está cru; • Tratar o esgoto antes deste ser jogado em rios e lagos; • Inspeção sanitária do pescado; • Uso de medicamentos como praziquantel e niclosamida.
  74. 74. Controle
  75. 75. Referências • NEVES, D. P & Cols. Parasitologia humana. Ed. Atheneu, 11ª ed., 2005. • REY, L. Bases da Parasitologia. Ed. Guanabara Koogan, 2ª ed., 2002. • ANVISA: http://www.anvisa.gov.br/alimentos/informes/peixe_cru.pdf • EMME, V. E. et al. Diphyllobothrium latum: relato de caso no Brasil. News Lab, edição 76: 2006 • Imagens disponível em: <http://www.dpd.cdc.gov/dpdx/html/ImageLibrary/Hymenolepiasis_il.htm>. Acesso em: 20 de novembro de 2014. • Imagem disponível em: <http://www.stanford.edu/class/humbio103/ParaSites2002/hymenolepsis/index.htm>. Acesso em: 20 de novembro de 2014. • SOSTER, T.M. et al. Video Hymenolepis nana (2). Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=x3uY92Qj2ww> • VERMES, S. et al. Execução da Técnica de Hoffman. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=t4XECGahNuI> • HOSOE, N. et al. A case of tapeworm infection observed by Video Capsule Endoscopy. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=3LdubLbB8pc> • NEJM, V. et al. Live Diphyllobothrium Latum during Colonoscopy. Disponível em <https://www.youtube.com/watch?v=qQhaO1pWztw>
  76. 76. Obrigado!

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