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Equipe
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Francisca Vitória
Julianny Amorim
Markisya Marculino
Mariana dos Santos
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I nt rodução
ORI GEM:
Bacias do rio Nilo na Áf rica e do rio
Yangt ze na Ásia.
Ovos de Schist osoma f oram
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-1904 Kat surada descobriu e descreveu
vermes adult os da espécie S. japonicum
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COMO CHEGOU AO BRASI L?
-Cost a ocident al da Áf rica
Salvador e Recif e Nordest e
Brasileiro
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Expansão da Esquist ossomose no
Brasil
I nt rodução
ESPÉCI ES DE SCHI STOSOMA
• S. j aponicum
• S. haemat obium
• S. int ercalat um
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Descrição
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Epidemiologia
DADOS BRASI L:
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Epidemiologia
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Mundial de Saúde – OMS, ocupa o
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Epidemiologia
 
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Epidemiologia
Epidemiologia
DI STRI BUI ÇÃO GEOGRÁFI CA
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endêmicas no Brasil, Suriname,
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Dist ribuição no Brasil - 2012
Condições para inst alação da
Esquist ossomose
• Font es de inf ecção
• Hospedeiro int ermediário
• Água doce adequada
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Font es de I nf ecção
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vert ebrados conf orme o gênero
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Prevalência
Aument a rapidament e ent re 2-
15 ou 20 anos e depois diminui
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I nt ensidade da I nf ecção
 Mensurada pelo número de ovos
eliminados por pacient e/ gramas de
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anos e diminui com
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Focos de t ransmissão
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Focos de t ransmissão
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Cercárias
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Risco de inf ecção em áreas endêmicas
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 Densidade de cercárias
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Moluscos Hospedeiros
int ermediários
• Or dem de Pulmonat a
• Subor dem Basommat ophor a
• Família Planor bidae
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Habit at s e populações
• Plasmobídeos habit am em
pequenos córregos, brej os, poços
• Maior densidade em águas rasas
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Morfologia – Vermes adultos
→ Macho:
• Cerca de 1 cm
• Cor esbranquiçada
• tegumento coberto de
minúsculas projeções
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Morfologia – Vermes adultos
→Fêmea:
• Cerca de 1,5 cm
• Cor mais escura,
tegumento liso
• Metade anterior: ventosa
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Morfologia – Vermes adultos
Morfologia - Ovo
• 150 μm de comprimento por 60 μm de largura
• Formato oval - parte mais larga = espículo
voltado para tr...
Morfologia - Miracídio
• Forma cilíndrica, 180 μm de
comprimento
• Cílios = movimentos no meio
aquático
• Extremidade ante...
Morfologia - Cercária
• Comprimento total: 500 μm
• Cauda bifurcada: apenas movimentação, se perde após o
processo de pene...
Ciclo Biológico
• Hospedeiro intermediário: o molusco aquático
do gênero Biomphalaria;
• Hospedeiro definitivo vertebrado:...
Ciclo Biológico
• Produz cerca de 150 a 300 ovos por dia , com
início 4 a 6 semanas após a infecção e continua
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Ciclo Biológico
• Os ovos que conseguem ser eliminados pelas
fezes e contém os miracídios desenvolvidos e em
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Ciclo Biológico
• A cercária precisa penetrar através da
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Ciclo Biológico
Ciclo Biológico
Pat ogenia
Vários f at ores:
• Cepa do par asit o
• Carga parasit ária adquirida
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Pat ogenia
CERCÁRI A
• Dermat it e cercariana
(dermat it e do nadador)
• Caract erizada por
sensação de comichão,
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Pat ogenia
ESQUI STOSSÔMULOS
• A part ir da segunda semana
após a inf ecção, podem ser
encont rados nos vasos do f ígado
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Pat ogenia
VERMES ADULTOS
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Pat ogenia
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• Pequeno número de ovos
• Lesões produzidas são mínimas,
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Pat ogenia
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• Causada pelo ant ígeno solúvel excret ado pelos poros do
ovo vivo
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Esquist ossomose
Aguda
Fase Pré-post ural:
• Sint omat ologia variada, que ocorre
cerca de 10-35 dias após a inf ecção.
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Fase Aguda
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Fase Aguda
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Esquist ossomose Crônica
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Esquist ossomose Crônica
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Lesões a dist ância
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Diagnóstico da
Esquistossomose
Diagnóstico Clínico
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Parasit ológicos
• Fundament am-se no encont ro dos ovos do parasit o nas f ezes ou
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Diagnóst ico
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Mét odos I munológicos ou
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Diagnóst ico
 Reação de Fixação do Complemento
 Reação de Hemaglutinação Indireta
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Diagnóstico por imagem
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decorrent e da inf...
Diagnóst ico
A Esquistossomose consta na lista nacional de
Doenças de Notificação Compulsória, de
acordo com a
PORTARIA Nº 1.271, DE 6 ...
Trat ament o
• O t rat ament o quimiot erápico da
esquist ossomose at ravés das drogas
mais modernas : oxamniquina e
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Ef eit os Colat erais
• Os ef eit os colat erais da
oxamniquina mais evident es são
alucinações e t ont eiras, excit ação ...
Prof ilaxia
• A esquist ossomose mansoni t em na espécie
humana seu pr incipal hospedeir o def init ivo e
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Prof ilaxia
As medidas prof ilát icas são:
• Trat ament o da população
• Saneament o básico
• Pr odut os cercaricidas de u...
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Referências
• NEVES, D. P. et al. Parasitologia humana. 10ª ed. São
Paulo: Atheneu, 2011.
• REY, Luís. Parasitologia. 4ª. ...
Referências
• Vigilância Epidemiológica e Controle da Esquistossomose: Normas e Instruções /
Divisão de Doenças de Transmi...
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  1. 1. Esquistossomos e Equipe Daiane de Lima Francisca Vitória Julianny Amorim Markisya Marculino Mariana dos Santos Marinna de Andrade
  2. 2. I nt rodução ORI GEM: Bacias do rio Nilo na Áf rica e do rio Yangt ze na Ásia. Ovos de Schist osoma f oram encont rados em vísceras de múmias egípcias (1250 a.c) Na China f oram encont rados ovos de Schistosomajaponicum(com mais de 2000 anos)
  3. 3. I nt rodução HI STÓRI CO: -1904 Kat surada descobriu e descreveu vermes adult os da espécie S. japonicum -1907 Bilharz descreveu duas espécies a S.haemat obium e a S. mansoni -1934 S. intercalatum -1978 S. mekongi -1986 S. malayensis.
  4. 4. I nt rodução COMO CHEGOU AO BRASI L? -Cost a ocident al da Áf rica Salvador e Recif e Nordest e Brasileiro -Ext ensa área de t ransmissão do Rio Grande do Nort e a Bahia -Século XVI I I Com o ciclo do ouro Minas Gerais
  5. 5. I nt rodução Expansão da Esquist ossomose no Brasil
  6. 6. I nt rodução ESPÉCI ES DE SCHI STOSOMA • S. j aponicum • S. haemat obium • S. int ercalat um • S. mekongi • S. malayensis. • S. Mans oni (América do sul e central)
  7. 7. I nt rodução É um grande problema de saúde pública principalment e no nordest e e sudest e, sendo f rut o t ambém de um problema social.
  8. 8. Descrição • A esquist ossomose mansoni é uma doença inf ect o parasit ária provocada por vermes do genero Schistosoma, que t em como hospedeiros int ermediários caramuj os de água doce do gênero Bimphalaria, • Também conhecida como Bilharziose, Xist osa, Doença dos Caramuj os, Barriga d’Água.
  9. 9. Epidemiologia DADOS BRASI L: • No período de 2003 a 2012, a media de por t adores de S. mansonif oi de 101.293. • As maiores prevalências da esquist ossomose são encont radas nas regiões Nordest e e Sudest e do Pais.
  10. 10. Epidemiologia • De acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS, ocupa o segundo lugar depois da Malária, pela sua import ância e repercussão socioeconômica. • É uma das doenças de maior prevalência ent re aquelas veiculadas pela água. Risco para as populações rurais e das perif erias em países
  11. 11. Epidemiologia   A OMS est ima que as esquist ossomoses: • Af et am 200 milhões de pessoas • Represent am ameaça para mais de 600 milhões • Ocorrem em 54 países endêmicos.
  12. 12. Epidemiologia
  13. 13. Epidemiologia DI STRI BUI ÇÃO GEOGRÁFI CA • Nas Américas encont ram-se áreas endêmicas no Brasil, Suriname, Venezuela e I lhas do Caribe. • No t ot al, exist em 19 Unidades Federadas com t ransmissão
  14. 14. Dist ribuição no Brasil - 2012
  15. 15. Condições para inst alação da Esquist ossomose • Font es de inf ecção • Hospedeiro int ermediário • Água doce adequada • Hábit os da população
  16. 16. Font es de I nf ecção  Variação de hospedeiros vert ebrados conf orme o gênero S. haematobium(Homem) S. japonicum(Não humanos) S. mansonit em o homem como reserva mais import ant e., mas t em comport ament o int ermediário (marsupiais, canideos e primat as)  No Brasil: ciclo com roedor
  17. 17. Prevalência Aument a rapidament e ent re 2- 15 ou 20 anos e depois diminui lent ament e nos grupos et ários mais velhos
  18. 18. I nt ensidade da I nf ecção  Mensurada pelo número de ovos eliminados por pacient e/ gramas de f ezes.
  19. 19. Eliminação de Ovos  Crianças eliminadores mais ef icient es Pico ent re 10 e 20 anos e diminui com a idade  Ent re 5 e 25 anos const it uem a parcela mais acomet ida
  20. 20. Focos de t ransmissão • Cont at o com os f ocos (hábit os das comunidades) -Cont at o mat inal -Cont at o de curt a duração -Mãos e pés
  21. 21. Focos de t ransmissão • Horário de Concent ração das Cercárias  A maioria t em o pico ao meio dia  Alguns S. mansonit em o pico as 15 horas 2-9 anos são o grupo mais expost o Seguido do grupo de 10-19 anos
  22. 22. Risco de inf ecção em áreas endêmicas  Densidade de moluscos  Densidade de cercárias  Dispersão das cercárias  Sazonalidades  Frequência de cont at o  Área do corpo expost a
  23. 23. Moluscos Hospedeiros int ermediários • Or dem de Pulmonat a • Subor dem Basommat ophor a • Família Planor bidae • Subf amília Planor bidade  Gêner o Biomphalaria  Espécies B. straminea, B. glabrata, B.tenagophila(Amér icas)  Espécie Biomphalariapfeifferi (Áf r ica e Ásia)  Espécie Biomphalariaalexandria(Egit o) ** Exist em out r as espécies que não são encont r adas nas amér icas
  24. 24. Habit at s e populações • Plasmobídeos habit am em pequenos córregos, brej os, poços • Maior densidade em águas rasas • Também coloniza criadouros art if iciais • Chuvas prej udicam as populações • Reprodução após chuva
  25. 25. Morfologia – Vermes adultos → Macho: • Cerca de 1 cm • Cor esbranquiçada • tegumento coberto de minúsculas projeções (tubérculos) • Corpo dividido em 2 porções: anterior= ventosa oral e ventosa ventral (acetábulo) • posterior=canal ginecóforo (alberga a fêmea para ocorrer a fecundação)
  26. 26. Morfologia – Vermes adultos →Fêmea: • Cerca de 1,5 cm • Cor mais escura, tegumento liso • Metade anterior: ventosa oral e acetábulo. Logo em seguida: vulva, útero e ovário. • Metade posterior: glândulas vitelinas e ceco
  27. 27. Morfologia – Vermes adultos
  28. 28. Morfologia - Ovo • 150 μm de comprimento por 60 μm de largura • Formato oval - parte mais larga = espículo voltado para trás • Ovo maduro: já tem um miracídio formado (forma encontrada nas fezes)
  29. 29. Morfologia - Miracídio • Forma cilíndrica, 180 μm de comprimento • Cílios = movimentos no meio aquático • Extremidade anterior: papila apical ou terebratorium (ventosa) → terminações de glândulas adesivas e de penetração e terminações nervosas (funções tácteis e sensoriais) • Aparelho excretor: célula flama e poro excretor • Sistema nervoso primitivo→ controle da motilidade e contratilidade da larva, aciona camada muscular subepitelial
  30. 30. Morfologia - Cercária • Comprimento total: 500 μm • Cauda bifurcada: apenas movimentação, se perde após o processo de penetração • Ventosa oral e ventral (acetábulo-musculatura mais desenvolvida) • É principalmente através do acetábulo que a cercária vai se fixar à pele do hospedeiro no processo de penetração
  31. 31. Ciclo Biológico • Hospedeiro intermediário: o molusco aquático do gênero Biomphalaria; • Hospedeiro definitivo vertebrado: homem, podendo parasitar outros mamíferos. • Essa espécie desenvolve sua fase adulta parasitando a luz dos vasos sanguíneos de seus hospedeiros mamíferos, onde habita preferencialmente as vênulas do plexo hemorroidário superior e nas ramificações mais finas das veias mesentéricas, principalmente a inferior, local de oviposição das fêmeas.
  32. 32. Ciclo Biológico • Produz cerca de 150 a 300 ovos por dia , com início 4 a 6 semanas após a infecção e continua por toda a vida do verme, que pode ser até mais de 15 anos no hospedeiro definitivo. • Após atravessarem a mucosa intestinal, cerca de metade dos ovos são eliminados com as fezes atingindo o meio externo e os outros 50% são carreados pela circulação portal e ficam retidos nos mais diversos tecidos do hospedeiro, podendo induzir a formação de granulomas hepáticos e intestinais, hepatoesplenomegalia e fibrose peritportal.
  33. 33. Ciclo Biológico • Os ovos que conseguem ser eliminados pelas fezes e contém os miracídios desenvolvidos e em sua forma viável, ao entrarem em contato com a água e sob luminosidade intensa, temperaturas mais altas e oxigenação, sofrem ruptura transversal e liberam suas larvas. Os miracídios, após a eclosão, nadam em círculos por algumas horas até encontrar moluscos aquáticos do gênero Biomphalaria. • Dentro do caramujo, eles perdem os cílios e passam por um ciclo de reprodução assexuada que gera, depois de 30 dias, numerosas larvas de cauda bifurcada, as cercárias.
  34. 34. Ciclo Biológico • A cercária precisa penetrar através da pele de alguém, por meio de movimentos ativos e utilizando enzimas digestivas que abrem caminho entre as células da pele humana. No local de ingresso, é comum haver coceira.Ao atingir o sangue, são encaminhadas ao seu local de vida. Reiniciando o ciclo.
  35. 35. Ciclo Biológico
  36. 36. Ciclo Biológico
  37. 37. Pat ogenia Vários f at ores: • Cepa do par asit o • Carga parasit ária adquirida • Hospedeir o: idade, est ado nut ricional e r espost a imunit ár ia
  38. 38. Pat ogenia CERCÁRI A • Dermat it e cercariana (dermat it e do nadador) • Caract erizada por sensação de comichão, erupção urt icarif orme e é seguida, dent ro de 24 horas, por erit ema, edema, pequenas pápulas e dor.
  39. 39. Pat ogenia ESQUI STOSSÔMULOS • A part ir da segunda semana após a inf ecção, podem ser encont rados nos vasos do f ígado e, post eriorment e, no sist ema port a int ra-hepát ico. • Pode haver linf adenia generalizada, f ebre, aument o volumét rico do baço e sint omas
  40. 40. Pat ogenia VERMES ADULTOS • Migração pra veia mesent éria inf erior • Vermes vivos não produzem lesões de mont a • Os vermes mort os podem provocar lesões principalment e no f ígado, para onde os parasit os são arrast ados pela circulação port a
  41. 41. Pat ogenia OVOS • Pequeno número de ovos • Lesões produzidas são mínimas, com reparações t eciduais rápidas • Em grande número • Podem provocar hemorragias, edemas da submucosa e f enômenos degenerat ivos, com f ormações ulcerat ivas pequenas e superf iciais
  42. 42. Pat ogenia • Reação inf lamat ória granulomat osa • Causada pelo ant ígeno solúvel excret ado pelos poros do ovo vivo • 3 f ases: • 1ª ) f ase necrót ica-exsudat iva, com apareciment o de uma zona de necrose em volt a do ovo • 2ª ) f ase produt iva ou de reação hist iocit ária, com início de reparação da área necrosada; • 3ª ) f ase de cura ou f ibrose, na qual o granuloma, endurecido, é denominado nódulo. • OBS: lesões granulomat osas são as principais responsáveis pelas variações clínicas e pelas complicações digest ivas e circulat órias vist as
  43. 43. Esquist ossomose Aguda Fase Pré-post ural: • Sint omat ologia variada, que ocorre cerca de 10-35 dias após a inf ecção. • Pacient es assint omát icos • Sint omát icos:mal-est ar, com ou sem f ebre, problemas pulmonares (t osse), dores musculares, desconf ort o abdominal e um quadro de hepat it e aguda.
  44. 44. Fase Aguda • Aparece em t orno de 50 dias e dura at é cerca de 120 dias após a inf ecção • Pode ocorrer uma disseminação miliar de ovos, principalment e na parede do int est ino, com áreas de necrose, levando a uma ent erocolit e aguda e no f ígado.
  45. 45. Fase Aguda • Forma t oxêmica pode apresent ar-se como doença aguda, f ebril, acompanhada de sudorese, calaf rios, emagreciment o, f enômenos alérgicos, diarréia, disent eria, cólicas, t enesmo, hepat oesplenomegalia discret a, ent re out ros...Pode levar a óbit o. • As lesões hepat oesplênicas são devidas principalment e a uma hipersensibilidade do hospedeiro aos ant ígenos solúveis
  46. 46. Esquist ossomose Crônica Pode apresent ar grandes variações clínicas, dependendo de serem as alt erações predominant ement e int est inais, hepat oint est inais ou hepat oesplênicas
  47. 47. Esquist ossomose Crônica  I nt est ino • O pacient e apresent a diarréia mucossanguinolent a, dor abdominal e t enesmo. • Nos casos crônicos graves, pode haver f ibrose da alça ret ossigmóide, levando à diminuição do perist alt ismo e const ipação const ant e. • Maioria benigna:pacient e queixa-se, algumas vezes, de dores abdominais, como f ase de diarréia mucossanguinolent a e, out ras, de const ipação, int ercaladas de longos períodos normais. • OBS:"f ormas pseudoneuplásicas"
  48. 48. Esquist ossomose Crônica  Fígado Quadro evolut ivo: • I nício:o f igado apresent a-se aument ado de volume e bast ant e doloroso a palpação • Devido ao acúmulo das lesões granulomat osas o f ígado, numa f ase mais adiant ada, pode est ar menor e f ibrosado. • “Fibrose de Symmers", onde se vê uma ret ração da cápsula hepát ica que provoca a f ormação de saliências ou lobulações. • Os granulomas hepát icos irão causar uma endof lebit e aguda e f ibrose periport al, a qual provocara obst rução dos ramos int ra-hepát icos da veia port a causando a
  49. 49. Alt erações provocadas pela hipert ensão port al ESPLENOMEGALI A
  50. 50. Alt erações provocadas pela hipert ensãoAlt erações provocadas pela hipert ensão port alport al • Desenvolviment o da cir culação colat eral anormal int ra-hepát ica e de anast omoses. • Esôf ago ->das "varizes esof agianas", que podem romper-se, provocando uma
  51. 51. Alt erações provocadas pela hipert ensão port al ESPLENOMEGALI A
  52. 52. Alt erações provocadas pela hipert ensão port al • ASCI TE ( Barriga D’água) • Decorre das alt erações hemodinâmicas, principalment e a hipert ensão
  53. 53. Out ras localizações  Pulmões • -Devido a circulação colat er al os ovos dão or igem a granulomas pulmonares, • -2 conseqüências • >dif icult ar a pequena cir culação o que poder á chegar at é a insuf iciência car díaca, t ipo cor pulmonale; • >viabilizar a passagem de ovos do par asit o para a circulação ger al o que f ar á at ingir vár ios órgãos
  54. 54. Lesões a dist ância • São devidas a ant ígenos e complexos ant ígeno-ant icorpo, que t endem a deposit ar-se em cert os órgãos (rins, pulmões) • Os imunocomplexos são capazes de at ivar o complement o, desencadeando reações inf lamat órias
  55. 55. Diagnóstico da Esquistossomose As manif est ações clínicas da esquist ossomose assemelham- se com diversas out ras doenças inf ecciosas e parasit árias. Diant e dest a perspect iva, t orna-se imprescindível que se f aça o diagnóst ico dif erencial para cada f ase evolut iva da
  56. 56. Diagnóstico da Esquistossomose Diagnóstico Clínico • Deve-se levar em cont a a f ase da doença (pré- post ural, aguda ou crônica). • I mport ant e a anamnese det alhada do caso do pacient e: - origem - hábit os - cont at o com água – pescarias, banhos, t rabalhos, recreação, esport es et c. Diagóstico Laboratorial • Considerando o ext enso espect ro clínico da Esquist ossomose, o diagnóst ico só é conf irmado at ravés de exames laborat oriais. • O principal diagnóst ico de cert eza da doença é o encont ro de ovos nas f ezes.
  57. 57. Mét odos Parasit ológicos • Fundament am-se no encont ro dos ovos do parasit o nas f ezes ou t ecidos do pacient e. •   Exame de Fezes •  Mét odos de Sediment ação ou cent r if ugação em ét er sulf úrico (Lut z): baseados na alt a densidade dos ovos. Não of erece a possibilidade de quant if icação da int ensidade da inf ecção com a cont agem de ovos nas f ezes. • Mét odo de Concent ração por t amização (Kat o e Kat o-Kat z): É um mét odo quant it at ivo, possibilit a a est imat iva das cargas parasit árias, det ect ando a presença de ovos nas f ezes, o que ocorre após o 45º dia de inf ecção.   • A t écnica de Kat o- Kat z é a recomendada par a inquérit os populacionais e invest igações epidemiológicas da incidência e prevalência da esquist ossomose.
  58. 58. Diagnóst ico • Há impor t ant es var iações na posit ividade do exame de f ezes, na dependência de f at or es como: - Car ga par asit ár ia → ár eas onde pr edominam as inf ecções por pequeno númer o de ver mes - Experiência do labor at or ist a - Tempo de inf ecção (quant o mais ant iga a inf ecção, no ger al, menor é a pr esença de ovos nas f ezes).   • É recomendável a r ealização dos exames labor at or iais de pelo menos t r ês amost r as seqüenciais de f ezes, colet adas em dias dist int os, com int er valo máximo de dez dias
  59. 59.  Biópsia ou Raspagem da Mucosa Ret al   • Depende de pessoal t reinado e result a em inegável desconf ort o para o pacient e → esclareciment o do diagnóst ico em sit uações part iculares.   • Vant agem: Maior sensibilidade e a verif icação mais rápida do ef eit o da quimiot erapia. • Biópsia hepát ica: é o recurso que pode ser ut ilizado quando a doença se apresent a clinicament e grave e quando os meios diagnóst icos j á mencionados não permit irem a conf irmação da esquist ossomose ou a sua dif erenciação de out ras hepat opat ias.
  60. 60. Mét odos I munológicos ou I ndiret os • Medem a r espost a do organismo do hospedeir o (reações alérgicas, produção de ant icor pos et c) f r ent e a ant ígenos do par asit o. • Mais empr egados na f ase cr ônica da doença (são posit ivas a par t ir do 25º dia). • A posit ividade dos exames imunológicos não indica necessariament e inf ecção at iva, pois os ant icor pos circulant es per manecem após a cura da doença. Dest a f eit a, t ais pr ovas não são út eis para compr ovação da ef icácia do
  61. 61.  Reação Intradérmica ou Intradermorreação É um t est e alérgico que se baseia na medida da pápula f ormada 15 minut os após a inoculação int radérmica de ant ígeno de verme adult o .(1 cm em crianças e 1,2cm em adult os)   Pouco sensível em crianças e, port ant o, de pouca ut ilidade na det erminação da prevalência da esquist ossomose.   Pode apresent ar reações cruzadas com cercárias de vida livre e out ros helmint os.
  62. 62. Diagnóst ico  Reação de Fixação do Complemento  Reação de Hemaglutinação Indireta  Radioimunoensaio  Reação de Imunofluorescência Indireta  Método Imunoenzimático ou ELISA  PCR
  63. 63. Diagnóstico por imagem Os exames de imagem são ut ilizados para avaliação do compromet iment o orgânico decorrent e da inf ecção por S. mansoni em suas várias f ormas de evolução.  - ult ra-sonograf ia do abdômen → det ect a alt erações hepát icas que são pat ognomônicas da esquist ossomose hepat oesplênica com sensibilidade superior a 70%) - esplenoport ograf ia
  64. 64. Diagnóst ico
  65. 65. A Esquistossomose consta na lista nacional de Doenças de Notificação Compulsória, de acordo com a PORTARIA Nº 1.271, DE 6 DE JUNHO DE 2014
  66. 66. Trat ament o • O t rat ament o quimiot erápico da esquist ossomose at ravés das drogas mais modernas : oxamniquina e praziquant el. • Praziquant el: dose oral diária de 60mg/ kg por t rês dias consecut ivos. • Oxamniquina:  dose oral única em adult os (15 mg/ kg) e em crianças dividida em duas doses diárias orais de 10 mg/ kg após as ref eições.
  67. 67. Ef eit os Colat erais • Os ef eit os colat erais da oxamniquina mais evident es são alucinações e t ont eiras, excit ação e at é mesmo mudanças de comport ament o, que só permanecem num período de 6 a 8 horas após a administ ração. • Os ef eit os colat erais do praziquant el são pouco int ensos e passageiros, sendo que a dor abdominal, cef aléia e sonolência
  68. 68. Prof ilaxia • A esquist ossomose mansoni t em na espécie humana seu pr incipal hospedeir o def init ivo e as modif icações ambient ais pr oduzidas pela at ividade humana f avor eceram a pr olif eração dos caramuj os t r ansmissor es. • As condições inadequadas de saneament o básico são o principal f at or responsável pela pr esença de f ocos de t r ansmissão. • É uma doença t ipicament e condicionada pelo padrão socioeconômico pr ecár io que at inge a maioria da população br asileir a
  69. 69. Prof ilaxia As medidas prof ilát icas são: • Trat ament o da população • Saneament o básico • Pr odut os cercaricidas de uso t ópico
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  72. 72. Referências • NEVES, D. P. et al. Parasitologia humana. 10ª ed. São Paulo: Atheneu, 2011. • REY, Luís. Parasitologia. 4ª. ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2011. • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Vigilância da Esquistossomose Mansoni : diretrizes técnicas / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. 4. ed. Brasília : Ministério da Saúde, 2014.
  73. 73. Referências • Vigilância Epidemiológica e Controle da Esquistossomose: Normas e Instruções / Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac. São Paulo. 2007. Disponível em: <ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/hidrica/doc/manu_esqui.pdf> Acesso em 22 abr. 2015 • VITORINO, R. R.; DE SOUZA, F.P.C.; COSTA, A. P.; et al. Esquistossomose mansônica: diagnóstico, tratamento, epidemiologia, profilaxia e controle. Rev Bras Clin Med. São Paulo, 2012 jan-fev; 10(1): 39-45. • JUNIOR, E. S.; LEÃO, A. R. S.; SANTOS, E. M.; et al. Avaliação da concordância entre ressonância magnética de ultra-sonografia na classificação de fibrose periportal em esquitossomóticos, segundo a classificação de Niamey. Radiol Bras v.40 n.5 São Paulo set./out. 2007. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0100- 39842007000500005&script=sci_arttext> Acesso em 22 abr. 2015. • <http://www.ufjf.br/labproteinas/material-de-apoio/esquistossomose/ciclo-biologico/> • Acessado em 28/04/2015

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