DOENÇA DE CHAGAS
Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI
FACU...
Tripanossomíase americana ou
esquizotripanose  Doença de Chagas 
constitui uma antroponose frequente nas
Américas, princ...
Mata mais pessoas na América Latina (14 mil
mortes/ano) do que qualquer outra doença
parasitária, incluindo a malária  10...
Apesar de Chagas estar restrita a 21 países
da América Latina, a doença vem
ultrapassando as fronteiras da região, e
começ...
Nos EUA, estima-se que para 30 mil
doadores de sangue, 1 esteja infectado por
Chagas.
Los Angeles, a cidade mais latina do...
HISTÓRICO6
 1907  médico Carlos Chagas
HISTÓRICO
Nesta casa, situada às margens do rio Buriti Pequeno (MG), Carlos Chagas
identificou o vetor “barbeiro” pela primeira vez....
9
Carlos Chagas
Dr. CARLOS RIBEIRO
JUSTINIANO DAS
CHAGAS
(1879-1934)
 1908  Carlos Chagas  encontrou
pela primeira vez os flagelados no
intestino de triatomíneos  Lassance,
Minas Gerais
...
 1909  descrição do 1º. caso humano
Estabeleceu etiologia, ciclo parasitário,
identificou vetores, reservatórios
domésti...
Berenice, uma criança
com 2 anos de idade,
em 1909, foi o primeiro
caso descrito da doença
de Chagas.
Ela morreu aos 75
an...
 Parasitos sugados do sangue de
Berenice  inoculados em animais de
laboratório  desenvolveram nestes a
infecção e os si...
 2006  Brasil recebeu da
Organização Mundial da Saúde
(OMS) o certificado de eliminação da
transmissão da Doença de Chag...
DOENÇA DE CHAGAS
TVENDO E APRENDENDO
ETIOLOGIA16
 Trypanosoma cruzi  flagelado da
Família Trypanosomatidae
 parasita mamíferos  hospedeiros
intermediários  espécies d...
Trypanossoma cruzi
Vetores
Triatoma infestans
Protozoário
flagelado
Barbeiros
hematófagos
RhodniusPanstrongylus
 Trypanosoma cruzi  apresenta
variações morfológicas, fisiológicas e
ecológicas  “complexo cruzi”
Mais de 60 linhagens ...
Fonte:CDC-Atlanta
 1999  estudos sobre o DNA
ribossômico  foram propostos três
grupos de Trypanosoma cruzi
AGENTE ETIOLÓGICO
Grupo 1  encontrado em animais
silvestres  particularmente na região
Amazônica
AGENTE ETIOLÓGICO
Produz no homem
infecções esporádicas
e assintomáticas
http://portalamazonia.com/fileadmin/user_upload/acervo/3/files/2014...
Grupo 2  prevalente nas áreas
endêmicas da doença  principal
vetor o Triatoma infestans
AGENTE ETIOLÓGICO
Responsável pelas
formas sintomáticas
e graves da doença
http://image.slidesharecdn.com/aula4-doenadechagas1-090628220619-...
Grupo 3  zoonose de animais
silvestres  ocorrência rara
AGENTE ETIOLÓGICO
Ciclo vital  parasito exibe formas
amastigota, epimastigota e
tripomastigota
MORFOLOGIA
EpimastigotaAmastigota Tripomastigota
Amastigota  fase intracelular, sem organelas
de locomoção, com pouco citoplasma e núcleo
grande  presente na fase crônic...
Epimastigota  forma encontrada no tubo
digestivo do vetor, não é infectante para os
vertebrados  presente no trato intes...
Tripomastigota  fase extracelular, que circula
no sangue  estágio evolutivo presente na fase
aguda da doença, no sangue ...
No organismo dos vertebrados (animais ou
homens), os parasitos assumem a forma de
tripomastigotas (no sangue) ou de amasti...
TRANSMISSÃO33
Vetor Triatomíneo - barbeiro
 O barbeiro é o principal vetor da
doença  responsável por mais de
50% dos casos.
34
MODO DE TRANSMISSÃO
Fonte:FIOCRUZ
Panstrongylus megistus
Triatoma infestans
Rhodnius prolixus
VETORES
ESTÁGIOS EVOLUTIVOS DE NINFAS DE TRIATOMÍNEO
A = ninfa de primeiro estágio; B = ninfa de segundo estágio;
C = ninfa de ter...
37
Tamanho: 2 mm  2cm
Cor: pardo, bandas transversais
Cabeça: forma afinada, com
ligeiras protuberâncias  olhos
Corpo: p...
38
Triatoma infestans  principal
transmissor da doença de Chagas
ocupa os países andinos a partir do
Peru até o Uruguai, ...
(1) Vetorial  mecanismo de
transmissão de maior importância
epidemiológica
39
MODO DE TRANSMISSÃO
40
A infecção ocorre pela
penetração de
tripomastigotas
metacíclicos  eliminados
nas fezes ou na urina dos
triatomíneos, ...
(2) Transfusão sanguínea  parasito
permanece infectante por mais de 2
semanas no sangue estocado
41
MODO DE TRANSMISSÃO
R...
(3) Congênita  a transmissão ocorre
quando existem amastigostas na
placenta, que liberariam
tripomastigotas que chegariam...
43
Fonte: Ministério da Saúde
Principalmente
após o 3º mês
Morte fetal
Prematuridade
Febre
Taquicardia
Hepatoesplenomegalia
(4) Oral  o T. cruzi já foi encontrado
em leite materno na fase aguda da
infecção
44
MODO DE TRANSMISSÃO
A penetração do
...
Alguns Casos:Cinco pessoas morreram após
consumirem caldo de cana
contaminado no estado de
Santa Catarina.
Pessoas que tom...
Um surto de Doença de Chagas foi anunciado pela
Secretaria de Estado da Saúde (Susam), no município
de Carauari (a 702km d...
(5) Transplante de órgãos  esse
mecanismo de transmissão pode
desencadear uma fase aguda grave.
47
MODO DE TRANSMISSÃO
O ...
(6) Coito  mecanismo de
transmissão demonstrado
experimentalmente  nunca
comprovado na espécie humana.
Relatos de tripom...
(7) Acidentes laboratoriais
49
MODO DE TRANSMISSÃO
A contaminação pode se
dar por contato do
parasito com a pele
lesada, m...
 Vetorial: 4 a 15 dias
 Transfusão sanguínea: 30 a 40 dias
 Oral: 3 a 22 dias
 Transmissão acidental: aprox. 20 dias
5...
 O paciente chagásico pode albergar
o T. cruzi no sangue e/ou tecidos por
toda a vida, sendo assim reservatório
para os v...
 Epidemiologicamente, os mais
importantes são aqueles que coabitam
ou estão próximos do homem 
gatos, cães, porcos, rato...
53
Dasypus novemcinctus
(tatu-galinha)
Didelphis marsupialis
(gambá-comum)
BARBEIROS - TRIATOMÍNEOS - O ELO
DE UMA ENFERMIDADE; VETOR DA
DOENÇA DE CHAGAS
CICLO BIOLÓGICO55
O ciclo de T. cruzi passa-se, em parte,
nos insetos triatomíneos, que se
infectam ao sugar pessoas ou animais
parasitados....
 Triatomíneos vetores  se infectam
com as formas tripomastigotas
presentes na corrente sanguínea do
hospedeiro vertebrad...
 Estômago do inseto  elas se
transformam em formas epimastigotas.
 Intestino médio  as epimastigotas
se multiplicam po...
 No reto  as epimastigotas se
diferenciam em tripomastigotas 
infectantes para os vertebrados 
eliminadas nas fezes ou...
CICLO DE VIDA DO T. CRUZI NO INSETO
 T. cruzi  penetrar no organismo 
invade algumas células do sistema
fagocítico mononuclear da pele 
destrói a parede d...
 Após algumas divisões intracelulares
 T. cruzi passa a tripomastigota e
invade a circulação sanguínea, sendo
disseminad...
65
T. cruzi no sangue:
formas finas
Os tripomastigotas do sangue não se
multiplicam, mas alguns invadem outras
células, in...
66
 No início da infecção do vertebrado
(fase aguda)  parasitemia é mais
elevada  pode ocorrer a morte do
hospedeiro.
O...
67
 Quando o hospedeiro desenvolve
resposta imune eficaz, diminui a
parasitemia e a infecção tende a tornar-
se crônica.
...
CICLO DE VIDA DO T. CRUZI NO HOMEM
SINTOMAS70
FASE AGUDA
 Acontece logo após a infecção e
pode durar dias ou semanas, para o
parasita ser encontrados na corrente
sangu...
Infecção pelo Parasita
Reprodução nos Tecidos
Musculares
Parasitemia
Resposta ImuneDestruição celular
FASE AGUDA
 Febre
 Edema localizado e generalizado
 Cefaléia
 Hepatomegalia e esplenomegalia
 Sinal de romana
73
Fundação Oswaldo Cruz
Infecção aguda: marcada por inflamação local  chagoma de
inoculação  uma inflamação com conjuntivi...
FASE AGUDA
 As perturbações neurológicas são
raras e consequência da
meningoencefalite que ocorre apenas
em crianças muit...
FASE AGUDA
 Há predomínio da forma aguda
sintomática na primeira infância,
levando a morte cerca de 10% dos
casos, devido...
FASE CRÔNICA ASSINTOMÁTICA
 Após a fase aguda, os sobreviventes
passam por um período
assintomático  10 a 30 anos.
77
 Positividade de exames sorológicos
e/ou parasitológicos
 Ausência de sintomas e/ou sinais da
doença
 Eletrocardiograma...
 Coração, esôfago e cólon
radiologicamente normais
Apesar de assintomáticos e de
apresentarem lesões muito
discretas, tem...
80
FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
 Forma Cardíaca  atinge cerca de
20% a 40% dos pacientes no Centro-
oeste e Sudeste do Brasi...
 Ocorre destruição dos
cardiomiócitos e do sistema de
condução
 Fibrose do coração 
cardiomegalia, taquicardia e
arritm...
Cardiomegalia
Higuchi(2007)
Cardiomegalia
DIP USP
Miocardite Aneurisma de ponta
Quando os mecanismos de compensação
cardíacos tornam-se incapazes de superar as
deficiências de sua força de contração, su...
Clinicamente ocorre dispnéia de esforço,
insônia, congestão visceral e edema dos
membros inferiores  evoluindo para
dispn...
 Forma Digestiva  está presente em
cerca de 7 a 11% dos casos.
FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
 Forma Digestiva  disfagia e/ou
obstipação intestinal  revelando a
presença de megaesôfago e/ou
megacólon digestivo  o...
89
Megaesôfago  pode surgir em
qualquer idade  maioria dos casos
ocorre entre 20 a 40 anos.
 Sexo masculino / zona rura...
Classificação radiológica do megaesôfago em quatro grupos, conforme a evolução da afecção.
Megaesôfago
Classificação radio...
91
Sinais e sintomas mais comuns 
Megaesôfago
 Disfagia: dificuldade de deglutição
 Dor
 Regurgitação
 Soluços
 Hipe...
Hipertrofia das parótidas comumente encontrada
em casos de megaesôfago chagásico, o que
confere ao paciente uma face felin...
93
Megacólon  mais frequente no
adulto entre 30 e 60 anos.
 Sexo masculino
FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
94
Sinais e sintomas mais comuns 
Megacólon
 Constipação intestinal
 Aumento do perímetro abdominal
 Fecaloma: endurec...
Megacólon Chagásico
Hospital Getúlio Vargas (Teresina, Piauí)
 Forma Nervosa  pouco
documentada
Alterações psicológicas,
comportamentais e perda de memória
FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
DIAGNÓSTICO97
FASE AGUDA
 Determinada pela presença de
parasitos circulantes em exames
parasitológicos diretos de sangue
periférico.
  parasitem...
101
EXAMES PARASITOLÓGICOS
 Exame de sangue
a fresco
 Exame de sangue
em gota espessa 
mais chances de
detectar o paras...
Tripanossoma entre as hemácias
EXAMES PARASITOLÓGICOS
 Esfregaço
sanguíneo
corado pelo
Giemsa
EXAMES PARASITOLÓGICOS
 Métodos de concentração  Método
de Strout  consiste em deixar o
sangue coagular  exame do
sedi...
EXAMES PARASITOLÓGICOS
 Xenodiagnóstico e a hemocultura 
são métodos muito sensíveis na fase
aguda  ocorrem após 30 dia...
106
Uma amostra de sangue 
retirada por punção venosa  é
posta dentro de um preservativo
(não lubrificado) e exposta aos...
107
EXAMES SOROLÓGICOS
 Reação de imunofluorescência
indireta  alta sensibilidade a partir
do 15º. dia de infecção  ant...
109
EXAMES SOROLÓGICOS
 Enzime-linked-immunosorbent-assay
(ELISA)  detecta classes
específicas de anticorpos.
FASE CRÔNICA
 Indivíduo que apresenta anticorpos
IgG anti-T.cruzi detectados nos testes
sorológicos.
  parasitemia, presença de
anti...
112
Formas graves  coração é
geralmente o órgão mais afetado
A
Fotos do Dr. H. Lenzi, FIOCRUZ
(A)Seu volume fica aumentad...
113
Doc. do Serviço do Prof. N.C. Caminha, Rio de Janeiro.
Radiografia: área cardíaca muito
aumentada de um paciente crôni...
114
Doc. do Serviço do Prof. N.C. Caminha,
Rio de Janeiro.
Falta de movimentos
peristálticos adequados 
cria um estado de...
EXAMES PARASITOLÓGICOS
 Xenodiagnóstico  é realizado o
teste natural, colocando-se os
triatomíneos para sugar o braço do...
 Hemocultura  30 ml de sangue
heparinizado de cada paciente.
Sedimento /mantido 28°C / 60 dias
116
EXAMES PARASITOLÓGICOS
EXAMES SOROLÓGICOS
 Reação de hemaglutinação indireta
(HAI)  fase aguda e crônica 
sensibilidade  90%
Na presença de a...
EXAMES SOROLÓGICOS
 ELISA  permite a realização de
um grande número de testes de uma
só vez e uma completa automação.
Té...
A Organização Mundial de Saúde (OMS)
recomenda que o diagnóstico sorológico da
doença de Chagas seja realizado utilizando
...
EXAMES MOLECULARES
 Reação em cadeia da polimerase
(PCR)  consiste na amplificação in
vitro de fragmentos kDNA de T.
cru...
DOENÇA DE CHAGAS - TRIAGEM
E DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO
EPIDEMIOLOGIA123
Da persistência de
focos residuais de
T. infestans
Do grande número de
espécies autóctones ou
potencialmente vetoras
Tria...
Municípios com casos registrados da doença de Chagas
aguda por município no período de 2000 a 2010
Fonte: SVS/MS
A importância maior do Triatoma infestans está no fato de ter-
se adaptado ao ambiente doméstico, vivendo nas casas com
pa...
DOENÇA DE CHAGAS ONTEM E HOJE
TRATAMENTO129
ESPECÍFICO
Deve ser realizado o mais
precocemente possível nas formas
agudas ou congênita, e na forma
crônica recente.
2 a 3 vezes ao dia
por 60 dias
Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitarias ( 2007)
Droga disponível no Brasil ...
SINTOMÁTICO
Dependente das manifestações
clínicas, tanto na fase aguda como na
fase crônica.
Ministério da Saúde. Doenças ...
CONTROLE133
 Melhoria habitacional em áreas de
alto risco, suscetíveis à domiciliação
de triatomíneos.
136
 Controle químico do vetor em casos
onde indique haver triatomíneos.
137
 Manutenção do controle da
qualidade dos hemoderivados
transfundidos  triagem sorológica
dos doadores.
142
 Identificação de gestantes
chagásicas durante a assistência pré-
natal  exames de triagem neonatal.
143
 Cuidados de higiene na produção e
manipulação artesanal de alimentos
de origem vegetal.
144
145
 Utilização rigorosa
de equipamentos de
biossegurança.
MÉDICOS SEM FRONTEIRAS VIDAS EM JOGO
DOENÇA DE CHAGAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 10ª. ed. –
São Paulo: Atheneu, 2011.
 REY, Luís. ...
Doença de-chagas 2015.1
Doença de-chagas 2015.1
Doença de-chagas 2015.1
Doença de-chagas 2015.1
Doença de-chagas 2015.1
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Doença de-chagas 2015.1

  1. 1. DOENÇA DE CHAGAS Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI FACULDADE DE MEDICINA MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO CDI 10: B57
  2. 2. Tripanossomíase americana ou esquizotripanose  Doença de Chagas  constitui uma antroponose frequente nas Américas, principalmente na América Latina.
  3. 3. Mata mais pessoas na América Latina (14 mil mortes/ano) do que qualquer outra doença parasitária, incluindo a malária  100 milhões de pessoas tem risco de contrair a doença. Uma das principais causas de cardiomiopatia infecciosa em todo o mundo.
  4. 4. Apesar de Chagas estar restrita a 21 países da América Latina, a doença vem ultrapassando as fronteiras da região, e começa a se tornar uma preocupação de saúde pública nos Estados Unidos e Espanha onde a migração de latinos é mais intensa.
  5. 5. Nos EUA, estima-se que para 30 mil doadores de sangue, 1 esteja infectado por Chagas. Los Angeles, a cidade mais latina do país, concentra o maior número de casos  1 infectado / 7.000 pessoas testadas.
  6. 6. HISTÓRICO6
  7. 7.  1907  médico Carlos Chagas HISTÓRICO
  8. 8. Nesta casa, situada às margens do rio Buriti Pequeno (MG), Carlos Chagas identificou o vetor “barbeiro” pela primeira vez. Fotografia do ano de 1907.
  9. 9. 9 Carlos Chagas Dr. CARLOS RIBEIRO JUSTINIANO DAS CHAGAS (1879-1934)
  10. 10.  1908  Carlos Chagas  encontrou pela primeira vez os flagelados no intestino de triatomíneos  Lassance, Minas Gerais  Inoculações em macacos  desenvolveram parasitemia  doença febril HISTÓRICO
  11. 11.  1909  descrição do 1º. caso humano Estabeleceu etiologia, ciclo parasitário, identificou vetores, reservatórios domésticos e silvestres, descreveu doença e diagnóstico HISTÓRICO
  12. 12. Berenice, uma criança com 2 anos de idade, em 1909, foi o primeiro caso descrito da doença de Chagas. Ela morreu aos 75 anos, de insuficiência cardíaca, em junho de 1982.
  13. 13.  Parasitos sugados do sangue de Berenice  inoculados em animais de laboratório  desenvolveram nestes a infecção e os sintomas  fase aguda da doença. HISTÓRICO
  14. 14.  2006  Brasil recebeu da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de eliminação da transmissão da Doença de Chagas pelo vetor silvestre Triatoma infestans HISTÓRICO
  15. 15. DOENÇA DE CHAGAS TVENDO E APRENDENDO
  16. 16. ETIOLOGIA16
  17. 17.  Trypanosoma cruzi  flagelado da Família Trypanosomatidae  parasita mamíferos  hospedeiros intermediários  espécies de hemípteros hematófagos da Família Reduviidae AGENTE ETIOLÓGICO
  18. 18. Trypanossoma cruzi Vetores Triatoma infestans Protozoário flagelado Barbeiros hematófagos RhodniusPanstrongylus
  19. 19.  Trypanosoma cruzi  apresenta variações morfológicas, fisiológicas e ecológicas  “complexo cruzi” Mais de 60 linhagens ou cepas já foram descritas por diferentes autores AGENTE ETIOLÓGICO
  20. 20. Fonte:CDC-Atlanta
  21. 21.  1999  estudos sobre o DNA ribossômico  foram propostos três grupos de Trypanosoma cruzi AGENTE ETIOLÓGICO
  22. 22. Grupo 1  encontrado em animais silvestres  particularmente na região Amazônica AGENTE ETIOLÓGICO
  23. 23. Produz no homem infecções esporádicas e assintomáticas http://portalamazonia.com/fileadmin/user_upload/acervo/3/files/2014/06/amazonia-legal-brasileira-regiao-norte-2.jpg
  24. 24. Grupo 2  prevalente nas áreas endêmicas da doença  principal vetor o Triatoma infestans AGENTE ETIOLÓGICO
  25. 25. Responsável pelas formas sintomáticas e graves da doença http://image.slidesharecdn.com/aula4-doenadechagas1-090628220619-phpapp02/95/doena-de-chagas-20-728.jpg?cb=1246244818
  26. 26. Grupo 3  zoonose de animais silvestres  ocorrência rara AGENTE ETIOLÓGICO
  27. 27. Ciclo vital  parasito exibe formas amastigota, epimastigota e tripomastigota MORFOLOGIA
  28. 28. EpimastigotaAmastigota Tripomastigota
  29. 29. Amastigota  fase intracelular, sem organelas de locomoção, com pouco citoplasma e núcleo grande  presente na fase crônica da doença, nos músculos do vertebrado. Formas amastigotas intracelulares do Trypanosoma cruzi MORFOLOGIA
  30. 30. Epimastigota  forma encontrada no tubo digestivo do vetor, não é infectante para os vertebrados  presente no trato intestinal do barbeiro. Formas epimastigotas do Trypanosoma cruzi MORFOLOGIA
  31. 31. Tripomastigota  fase extracelular, que circula no sangue  estágio evolutivo presente na fase aguda da doença, no sangue do vertebrado Formas tripomastigotas do Trypanosoma cruzi MORFOLOGIA
  32. 32. No organismo dos vertebrados (animais ou homens), os parasitos assumem a forma de tripomastigotas (no sangue) ou de amastigotas (no interior das células de diversos tecidos), enquanto nos insetos encontram-se no tubo digestivo principalmente como epimastigotas ou tripomastigotas. MORFOLOGIA
  33. 33. TRANSMISSÃO33 Vetor Triatomíneo - barbeiro
  34. 34.  O barbeiro é o principal vetor da doença  responsável por mais de 50% dos casos. 34 MODO DE TRANSMISSÃO Fonte:FIOCRUZ
  35. 35. Panstrongylus megistus Triatoma infestans Rhodnius prolixus VETORES
  36. 36. ESTÁGIOS EVOLUTIVOS DE NINFAS DE TRIATOMÍNEO A = ninfa de primeiro estágio; B = ninfa de segundo estágio; C = ninfa de terceiro estágio; D = ninfa de quarto estágio; E = ninfa de quinto estágio
  37. 37. 37 Tamanho: 2 mm  2cm Cor: pardo, bandas transversais Cabeça: forma afinada, com ligeiras protuberâncias  olhos Corpo: plano, quando se alimenta seu abdomen se incha. Seis patas e um par de antenas. Tryatoma infestans
  38. 38. 38 Triatoma infestans  principal transmissor da doença de Chagas ocupa os países andinos a partir do Peru até o Uruguai, o Paraguai e o sul do Brasil. Panstrongylus megistus  o segundo vetor em importância – encontra-se principalmente no Brasil e no Paraguai. Triatoma braziliensis  habita o Nordeste do Brasil. Rhodnius prolixus  vive nos focos do norte do Continente Sul- Americano.
  39. 39. (1) Vetorial  mecanismo de transmissão de maior importância epidemiológica 39 MODO DE TRANSMISSÃO
  40. 40. 40 A infecção ocorre pela penetração de tripomastigotas metacíclicos  eliminados nas fezes ou na urina dos triatomíneos, durante o hematofagismo  em solução de continuidade da pele ou mucosa íntegra.
  41. 41. (2) Transfusão sanguínea  parasito permanece infectante por mais de 2 semanas no sangue estocado 41 MODO DE TRANSMISSÃO Risco de transmissão:  com doadores de fase aguda e em casos de imunossupressão;
  42. 42. (3) Congênita  a transmissão ocorre quando existem amastigostas na placenta, que liberariam tripomastigotas que chegariam a circulação fetal. 42 MODO DE TRANSMISSÃO
  43. 43. 43 Fonte: Ministério da Saúde Principalmente após o 3º mês Morte fetal Prematuridade Febre Taquicardia Hepatoesplenomegalia
  44. 44. (4) Oral  o T. cruzi já foi encontrado em leite materno na fase aguda da infecção 44 MODO DE TRANSMISSÃO A penetração do parasito pode ocorrer pela mucosa da boca íntegra ou lesada.
  45. 45. Alguns Casos:Cinco pessoas morreram após consumirem caldo de cana contaminado no estado de Santa Catarina. Pessoas que tomaram a bebida lotaram os postos de saúde e laboratórios para fazer o exame que detecta a doença. Depois de uma grande mobilização, foi encontrado o barbeiro que estava infectado com o protozoário Trypanosoma cruzi escondido em uma toalha no Quiosque da Penha 2, em Navegantes. Também foram encontrados um gambá e quatro filhotes próximos ao local que estavam contaminados. A contaminação da cana poder ter ocorrido de duas maneiras: o barbeiro foi moído junto com a cana ou algum animal contaminado defecou ou urinou sobre ela.”
  46. 46. Um surto de Doença de Chagas foi anunciado pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam), no município de Carauari (a 702km de Manaus), onde 12 pessoas tiveram diagnóstico confirmado por exames laboratoriais. A provável causa de transmissão da doença foi o consumo de açaí contaminado preparado artesanalmente, como confirmou a investigação epidemiológica feita pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS). Consumo de açaí contaminado causa surto de Doença de Chagas no Amazonas
  47. 47. (5) Transplante de órgãos  esse mecanismo de transmissão pode desencadear uma fase aguda grave. 47 MODO DE TRANSMISSÃO O indivíduo que recebe o órgão transplantado infectado faz uso de drogas imunossupressoras e torna- se menos resistente à infecção
  48. 48. (6) Coito  mecanismo de transmissão demonstrado experimentalmente  nunca comprovado na espécie humana. Relatos de tripomastigotas no sangue de menstruação de mulheres chagásicas. 48 MODO DE TRANSMISSÃO
  49. 49. (7) Acidentes laboratoriais 49 MODO DE TRANSMISSÃO A contaminação pode se dar por contato do parasito com a pele lesada, mucosa oral ou ocular ou autoinoculação.
  50. 50.  Vetorial: 4 a 15 dias  Transfusão sanguínea: 30 a 40 dias  Oral: 3 a 22 dias  Transmissão acidental: aprox. 20 dias 50 PERÍODO DE INCUBAÇÃO
  51. 51.  O paciente chagásico pode albergar o T. cruzi no sangue e/ou tecidos por toda a vida, sendo assim reservatório para os vetores com os quais tiver contato. 51 PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE
  52. 52.  Epidemiologicamente, os mais importantes são aqueles que coabitam ou estão próximos do homem  gatos, cães, porcos, ratos 52 RESERVATÓRIOS
  53. 53. 53 Dasypus novemcinctus (tatu-galinha) Didelphis marsupialis (gambá-comum)
  54. 54. BARBEIROS - TRIATOMÍNEOS - O ELO DE UMA ENFERMIDADE; VETOR DA DOENÇA DE CHAGAS
  55. 55. CICLO BIOLÓGICO55
  56. 56. O ciclo de T. cruzi passa-se, em parte, nos insetos triatomíneos, que se infectam ao sugar pessoas ou animais parasitados. CICLO NO VETOR
  57. 57.  Triatomíneos vetores  se infectam com as formas tripomastigotas presentes na corrente sanguínea do hospedeiro vertebrado durante o hematofagismo. CICLO NO VETOR
  58. 58.  Estômago do inseto  elas se transformam em formas epimastigotas.  Intestino médio  as epimastigotas se multiplicam por divisão binária  responsáveis pela manutenção da infecção do vetor. CICLO NO VETOR
  59. 59.  No reto  as epimastigotas se diferenciam em tripomastigotas  infectantes para os vertebrados  eliminadas nas fezes ou na urina. CICLO NO VETOR
  60. 60. CICLO DE VIDA DO T. CRUZI NO INSETO
  61. 61.  T. cruzi  penetrar no organismo  invade algumas células do sistema fagocítico mononuclear da pele  destrói a parede do vacúolo fagocitário  invade o citoplasma celular  multiplica-se por divisão simples sob a forma de amastigotas. CICLO NO VERTEBRADO
  62. 62.  Após algumas divisões intracelulares  T. cruzi passa a tripomastigota e invade a circulação sanguínea, sendo disseminado por todo o organismo. CICLO NO VERTEBRADO
  63. 63. 65 T. cruzi no sangue: formas finas Os tripomastigotas do sangue não se multiplicam, mas alguns invadem outras células, inclusive as musculares lisas, as estriadas e as miocárdicas, que serão por fim destruídas. CICLO NO VERTEBRADO
  64. 64. 66  No início da infecção do vertebrado (fase aguda)  parasitemia é mais elevada  pode ocorrer a morte do hospedeiro. Ocorre principalmente em crianças CICLO NO VERTEBRADO
  65. 65. 67  Quando o hospedeiro desenvolve resposta imune eficaz, diminui a parasitemia e a infecção tende a tornar- se crônica. CICLO NO VERTEBRADO
  66. 66. CICLO DE VIDA DO T. CRUZI NO HOMEM
  67. 67. SINTOMAS70
  68. 68. FASE AGUDA  Acontece logo após a infecção e pode durar dias ou semanas, para o parasita ser encontrados na corrente sanguínea 71
  69. 69. Infecção pelo Parasita Reprodução nos Tecidos Musculares Parasitemia Resposta ImuneDestruição celular
  70. 70. FASE AGUDA  Febre  Edema localizado e generalizado  Cefaléia  Hepatomegalia e esplenomegalia  Sinal de romana 73
  71. 71. Fundação Oswaldo Cruz Infecção aguda: marcada por inflamação local  chagoma de inoculação  uma inflamação com conjuntivite  constitui o sinal de Romaña  edema bipalpebral e unilateral. Doc. de J. C. Pinto Dias, Brasília.
  72. 72. FASE AGUDA  As perturbações neurológicas são raras e consequência da meningoencefalite que ocorre apenas em crianças muito jovens e em pacientes imunossuprimidos. 75
  73. 73. FASE AGUDA  Há predomínio da forma aguda sintomática na primeira infância, levando a morte cerca de 10% dos casos, devido principalmente à meningoencefalite. 76
  74. 74. FASE CRÔNICA ASSINTOMÁTICA  Após a fase aguda, os sobreviventes passam por um período assintomático  10 a 30 anos. 77
  75. 75.  Positividade de exames sorológicos e/ou parasitológicos  Ausência de sintomas e/ou sinais da doença  Eletrocardiograma normal FASE CRÔNICA ASSINTOMÁTICA
  76. 76.  Coração, esôfago e cólon radiologicamente normais Apesar de assintomáticos e de apresentarem lesões muito discretas, tem sido registrada morte súbita dos pacientes FASE CRÔNICA ASSINTOMÁTICA
  77. 77. 80 FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA  Forma Cardíaca  atinge cerca de 20% a 40% dos pacientes no Centro- oeste e Sudeste do Brasil. Fato clínico principal  insuficiência cardíaca congestiva (ICC)
  78. 78.  Ocorre destruição dos cardiomiócitos e do sistema de condução  Fibrose do coração  cardiomegalia, taquicardia e arritmias, aneurisma de ponta FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
  79. 79. Cardiomegalia Higuchi(2007)
  80. 80. Cardiomegalia DIP USP
  81. 81. Miocardite Aneurisma de ponta
  82. 82. Quando os mecanismos de compensação cardíacos tornam-se incapazes de superar as deficiências de sua força de contração, surge o quadro de insuficiência cardíaca e congestiva.
  83. 83. Clinicamente ocorre dispnéia de esforço, insônia, congestão visceral e edema dos membros inferiores  evoluindo para dispnéia contínua, anasarca e morte.
  84. 84.  Forma Digestiva  está presente em cerca de 7 a 11% dos casos. FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
  85. 85.  Forma Digestiva  disfagia e/ou obstipação intestinal  revelando a presença de megaesôfago e/ou megacólon digestivo  ocorridas por lesões dos plexos nervosos FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
  86. 86. 89 Megaesôfago  pode surgir em qualquer idade  maioria dos casos ocorre entre 20 a 40 anos.  Sexo masculino / zona rural endêmica FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
  87. 87. Classificação radiológica do megaesôfago em quatro grupos, conforme a evolução da afecção. Megaesôfago Classificação radiológica do megaesôfago em quatro grupos, conforme a evolução da afecção. Revista Brasileira de Gastroenterologia. Autoria: Rezende, et al, 1960.
  88. 88. 91 Sinais e sintomas mais comuns  Megaesôfago  Disfagia: dificuldade de deglutição  Dor  Regurgitação  Soluços  Hipertrofia das parótidas FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
  89. 89. Hipertrofia das parótidas comumente encontrada em casos de megaesôfago chagásico, o que confere ao paciente uma face felina.FIOCRUZ
  90. 90. 93 Megacólon  mais frequente no adulto entre 30 e 60 anos.  Sexo masculino FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
  91. 91. 94 Sinais e sintomas mais comuns  Megacólon  Constipação intestinal  Aumento do perímetro abdominal  Fecaloma: endurecimento das fezes  Peritonite FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
  92. 92. Megacólon Chagásico Hospital Getúlio Vargas (Teresina, Piauí)
  93. 93.  Forma Nervosa  pouco documentada Alterações psicológicas, comportamentais e perda de memória FASE CRÔNICA SINTOMÁTICA
  94. 94. DIAGNÓSTICO97
  95. 95. FASE AGUDA
  96. 96.  Determinada pela presença de parasitos circulantes em exames parasitológicos diretos de sangue periférico.   parasitemia, início de formação de anticorpos específicos: IgM- IgG 99
  97. 97. 101 EXAMES PARASITOLÓGICOS  Exame de sangue a fresco  Exame de sangue em gota espessa  mais chances de detectar o parasito Esfregaço gota espessa Esfregaço delgado
  98. 98. Tripanossoma entre as hemácias EXAMES PARASITOLÓGICOS  Esfregaço sanguíneo corado pelo Giemsa
  99. 99. EXAMES PARASITOLÓGICOS  Métodos de concentração  Método de Strout  consiste em deixar o sangue coagular  exame do sedimento ou inoculação em animais
  100. 100. EXAMES PARASITOLÓGICOS  Xenodiagnóstico e a hemocultura  são métodos muito sensíveis na fase aguda  ocorrem após 30 dias. Podem alcançar 100% de positividade
  101. 101. 106 Uma amostra de sangue  retirada por punção venosa  é posta dentro de um preservativo (não lubrificado) e exposta aos insetos  para que suguem. Paciente for positivo  decorridas 2 a 6 semanas  exame microscópico das fezes desses insetos  presença de tripomastigotas infectantes. XENODIAGNÓSTICO  consiste em fazer alguns triatomíneos limpos (criados no laboratório e alimentados sobre aves) sugarem o sangue do paciente.
  102. 102. 107 EXAMES SOROLÓGICOS  Reação de imunofluorescência indireta  alta sensibilidade a partir do 15º. dia de infecção  anticorpos da classe IgM
  103. 103. 109 EXAMES SOROLÓGICOS  Enzime-linked-immunosorbent-assay (ELISA)  detecta classes específicas de anticorpos.
  104. 104. FASE CRÔNICA
  105. 105.  Indivíduo que apresenta anticorpos IgG anti-T.cruzi detectados nos testes sorológicos.   parasitemia, presença de anticorpos específicos: IgG 111
  106. 106. 112 Formas graves  coração é geralmente o órgão mais afetado A Fotos do Dr. H. Lenzi, FIOCRUZ (A)Seu volume fica aumentado e com as paredes delgadas; (B) Eventualmente com um aneurisma em sua ponta B Eletrocardiograma e exame clínico constatam as alterações da condução do estímulo e do ritmo cardíacos, os bloqueios aurículo- ventriculares e de ramo.
  107. 107. 113 Doc. do Serviço do Prof. N.C. Caminha, Rio de Janeiro. Radiografia: área cardíaca muito aumentada de um paciente crônico. Cardiomegalia  manifestações da cardiopatia chagásica crônica  mau prognóstico. Evolução  leva à insuficiência cardíaca congestiva e pode evoluir para a fibrilação e morte súbita.
  108. 108. 114 Doc. do Serviço do Prof. N.C. Caminha, Rio de Janeiro. Falta de movimentos peristálticos adequados  cria um estado de constipação crônica e acúmulo de grandes volumes de fezes nesse nível. Tratamento  cirúrgico  consiste na ressecção do segmento intestinal afetado.
  109. 109. EXAMES PARASITOLÓGICOS  Xenodiagnóstico  é realizado o teste natural, colocando-se os triatomíneos para sugar o braço do paciente. 115
  110. 110.  Hemocultura  30 ml de sangue heparinizado de cada paciente. Sedimento /mantido 28°C / 60 dias 116 EXAMES PARASITOLÓGICOS
  111. 111. EXAMES SOROLÓGICOS  Reação de hemaglutinação indireta (HAI)  fase aguda e crônica  sensibilidade  90% Na presença de anticorpos específicos ocorre aglutinação da preparação. 117
  112. 112. EXAMES SOROLÓGICOS  ELISA  permite a realização de um grande número de testes de uma só vez e uma completa automação. Técnica mais sensível que a RIFI. 119
  113. 113. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o diagnóstico sorológico da doença de Chagas seja realizado utilizando sempre dois testes sorológicos diferentes em paralelo, para a obtenção de resultados mais precisos.
  114. 114. EXAMES MOLECULARES  Reação em cadeia da polimerase (PCR)  consiste na amplificação in vitro de fragmentos kDNA de T. cruzi presentes em amostras de sangue, soro ou tecido do paciente infectado. 121
  115. 115. DOENÇA DE CHAGAS - TRIAGEM E DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO
  116. 116. EPIDEMIOLOGIA123
  117. 117. Da persistência de focos residuais de T. infestans Do grande número de espécies autóctones ou potencialmente vetoras Triatoma brasiliensis Da emergência de transmissão “endêmica” na Amazônia, com mecanismos excepcionais de transmissão Da emergência de “novas” espécies  Triatoma rubrovaria, Panstrongylus lutzi Da ocorrência de surtos episódicos de transmissão oral RISCO DE TRANSMISSÃO DA DOENÇA DE CHAGAS DEPENDE
  118. 118. Municípios com casos registrados da doença de Chagas aguda por município no período de 2000 a 2010 Fonte: SVS/MS
  119. 119. A importância maior do Triatoma infestans está no fato de ter- se adaptado ao ambiente doméstico, vivendo nas casas com paredes de barro, onde se abriga e se multiplica nas fendas e em outros esconderijos, durante o dia.
  120. 120. DOENÇA DE CHAGAS ONTEM E HOJE
  121. 121. TRATAMENTO129
  122. 122. ESPECÍFICO Deve ser realizado o mais precocemente possível nas formas agudas ou congênita, e na forma crônica recente.
  123. 123. 2 a 3 vezes ao dia por 60 dias Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitarias ( 2007) Droga disponível no Brasil  Benzonidazol Dose adulto  5 mg/kg/dia Dose crianças  5-10 mg/kg/dia ESPECÍFICO
  124. 124. SINTOMÁTICO Dependente das manifestações clínicas, tanto na fase aguda como na fase crônica. Ministério da Saúde. Doenças Infecciosas e Parasitarias ( 2007)
  125. 125. CONTROLE133
  126. 126.  Melhoria habitacional em áreas de alto risco, suscetíveis à domiciliação de triatomíneos. 136
  127. 127.  Controle químico do vetor em casos onde indique haver triatomíneos. 137
  128. 128.  Manutenção do controle da qualidade dos hemoderivados transfundidos  triagem sorológica dos doadores. 142
  129. 129.  Identificação de gestantes chagásicas durante a assistência pré- natal  exames de triagem neonatal. 143
  130. 130.  Cuidados de higiene na produção e manipulação artesanal de alimentos de origem vegetal. 144
  131. 131. 145  Utilização rigorosa de equipamentos de biossegurança.
  132. 132. MÉDICOS SEM FRONTEIRAS VIDAS EM JOGO DOENÇA DE CHAGAS
  133. 133. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 10ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2011.  REY, Luís. Parasitologia - 4ª. ed. – Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2013. 148

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