Ascaridíase

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Ascaridíase

  1. 1. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI FACULDADE DE MEDICINA ASCARIDÍASE MÓDULO: MB0302 – RELAÇÃO PARASITO-HOSPEDEIRO Profa. Dra. Maria do Socorro Vieira dos Santos
  2. 2. 2 INTRODUÇÃO
  3. 3.  Helminto nematóide  Família Ascarididae;  Maior parasito habitual do homem;  Áscaris  popularmente lombrigas ou bichas. 3
  4. 4.  Localizam-se de preferência no duodeno e no jejuno, onde produzem um quadro clínico variado denominado Ascaríase ou Ascaridíase. 4
  5. 5. 5 MORFOLOGIA
  6. 6. Taxonomia Reino  Animalia Sub-reino  Metazoa Filo  Nemathelminthes Classe  Nematoda Ordem  Ascarida Família  Ascaridae Gênero  Ascaris Espécie  Ascaris lumbricoides
  7. 7.  São vermes longos, cilíndricos e com extremos afilados;  A extremidade posterior das fêmeas é quase reta, enquanto a dos machos é enrolada em espiral 7 Ascaris lumbricoides: (A) fêmea; (B) macho
  8. 8. Fêmeas: 30 - 40cm Macho: 15 cm Cutícula lisa brilhante Finas estriações Retilínea ♀ Espículas grossas curvas - ♂
  9. 9. Esôfago tri-radiado, cilíndrico
  10. 10. Possuem uma cutícula lisa brilhante, com estrias circulares Corte transversal de um áscaris ao nível do esôfago Ela se apoia sobre uma camada sincicial: hipoderma Miocélulas: emitem expansões dirigidas aos feixes nervosos  estímulo para as contrações musculares e a movimentação do parasito
  11. 11. 3 lábios grandes com papilas sensoriais (1 dorsal / 2 latero-ventrais)
  12. 12. A boca fica centrada no extremo anterior e é cercada por 3 lábios grandes, providos de papilas sensoriais. Extremidade oral do áscaris
  13. 13. O intestino é retilíneo e achatado, abrindo-se no ânus que, nas fêmeas, tem a forma de fenda transversal, próximo da extremidade posterior.
  14. 14.  Fêmeas  grande parte da cavidade geral (pseudoceloma) é ocupada pelos órgãos genitais duplos, de tipo tubular, enovelados;  Produz cerca de 200.000 ovos/dia. 14
  15. 15. Verme fêmea 2 ovários tubulares 2 ovidutos 2 úteros Vagina curta Abertura vaginal
  16. 16. Verme macho 1 testículo tubular, longo, enovelado Canal deferente Canal ejaculador retilíneo Cloaca 2 espículos grossos
  17. 17.  As fêmeas devem ser fecundadas várias vezes;  Elas acumulam os espermatozóides no útero ou começo do oviduto, onde os óvulos são fertilizados. 17
  18. 18. Os ovos férteis são ovais ou quase esféricos e medem em torno de 60 x 45 μm. Eles têm uma delgada casca interna, impermeável; outra média, quitinosa; e a mais externa é albuminosa, espessa e com rugosidades grosseiras.
  19. 19. Podem permanecer aí infectantes durante um ou mais anos. No solo, embrionam em 2 semanas (entre 20 e 30ºC) e se tornam infectantes dentro de outra semana(B).
  20. 20. Quando isoladas ou mais numerosas que os machos, as fêmeas podem por ovos inférteis, mais alongado, que não embrionam.
  21. 21. Férteis Inférteis
  22. 22.  Os vermes localizam-se, em geral, nas alças jejunais (90%); o resto no íleo;  Os áscaris mantêm-se em atividade constante, movendo-se quase sempre contra a corrente peristáltica. 22
  23. 23. Atividade constante (movimento contra corrente peristáltica) Às vezes: fixação pelos grandes lábios
  24. 24.  Os vermes localizam-se, em geral, nas alças jejunais (90%); o resto no íleo;  Neste local se nutrem de materiais semi- digeridos ou outros, dispondo para isso de todas as diversas enzimas.  Longevidade: 1-2 ano 24
  25. 25.  Migrações extensas: Boca e narinas Apêndice, vias biliares e pancreáticas, trompa de Eustáquio, ouvido médio, traquéia, brônquios, seios faciais 25
  26. 26.  Ação sob hospedeiro: Espoliativa / Mecânica/ Tóxica Traumática Média: 6 áscaris/pessoa Relatos de casos  500-700 parasitos/pessoa 26
  27. 27. 27 TRASMISSÃO
  28. 28.  Os ovos de áscaris são abundantes no chão do peridomicílio poluído com fezes humanas, e podem ser suspensos no ar, com a poeira, pela ação dos ventos. 28
  29. 29.  Ovos de áscaris: Podem ser ingeridos com os alimentos ou a partir das mãos sujas; Aspirados e depois deglutidos com o muco das vias aéreas. 29
  30. 30.  Em geral, apenas uma de cada seis pessoas parasitadas apresenta manifestações clínicas decorrentes do parasitismo;  Pequeno número de áscaris/pessoa 31
  31. 31. 32 CICLO BIOLÓGICO
  32. 32. L3 são arrastadas pela corrente de muco dos bronquíolos e brônquios, sobem pela traquéia e laringe, sendo deglutidas com L3 penetram nos alvéolos, onde ocorre a 3ª muda. Cecos: os ovos embrionados são induzidos a eclodir pela ação do CO2 e de outros fatores, liberando L2. L2 cresce e sofre nova muda, passando a L3, após 8 ou 9 dias. L2: aeróbia, invade a mucosa intestinal e vai pela circulação até o pulmão, onde chega em 4 ou 5 dias. as secreções brônquicas. Ao chegarem ao intestino, dá-se a 4ª e última muda que as transforma em adultos jovens. O crescimento continua até a maturidade, ao fim de 2 meses.
  33. 33. 34 PATOGENIA
  34. 34.  Número de larvas  Localização  tecido  Sensibilidade do hospedeiro 35 Fatores
  35. 35.  Geralmente sem complicação; Relatos de casos: lesões hepáticas e pulmonares 36 Larvas
  36. 36. Pulmões  pontos hemorrágicos quadro pneumônico Edemaciação dos alvéolos: febre, tosse, eosinofilia sanguínea, bronquite (síndrome de Loeffler) 37 Larvas
  37. 37.  Infecções de baixa intensidade  sem complicações  Acima de 30-40 vermes  tóxica / exfoliadora / mecânica  Localização ectópica  apendicite, colecistite, colelitíase 38 Vermes Adultos
  38. 38. 39 SINTOMAS
  39. 39.  Maioria das vezes  a infecção é leve e clinicamente benigna;  Único helminto  no apêndice, nas vias biliares ou pancreáticas, ou em um brônquio  chega a produzir um estado grave e por vezes fatal. 40
  40. 40. Crianças  obstrução intestinal por um bolo de Ascaris lumbricoides, determinando o quadro de abdômen agudo. 41
  41. 41.  Vermes adultos podem permanecer nos intestinos sem molestar o paciente, sendo descobertos, ocasionalmente, quando um deles for expulso com as fezes. 42
  42. 42.  Achado de ovos de Ascaris lumbricóides, durante um exame coproscópico de rotina. 43
  43. 43.  Desconforto abdominal;  Dor epigástrica;  Cólicas intermitentes  Má digestão; 44 Casos Sintomáticos
  44. 44.  Náuseas;  Anorexia;  Emagrecimento. 45 Casos Sintomáticos
  45. 45.  Irritabilidade;  Sono intranqüilo; Ranger de dentes à noite;  Coceira no nariz. 46 Pode Acontecer
  46. 46.  Espasmos;  Volvo   Intussuscepção  invaginação de um segmento intestinal em outro  Peritonite 47 Complicações na Fase Crônica
  47. 47.  Obstrução intestinal por um bolo de Ascaris lumbricoides 48 Complicações na Fase Crônica
  48. 48. http://www.holistic-wellness-basics.com
  49. 49. Segundo as estatísticas hospitalares, cerca de 45% das obstruções por bolo de áscaris ocorrem em crianças com menos de 2 anos de idade. Peça com obstrução intestinal por Ascaris lumbricoides
  50. 50.  Eliminação de áscaris  pela boca ou pelo nariz Parasitismo intenso Vermes são irritados por certos alimentos, drogas ou anti-helmínticos. 51 Localizações Ectópicas
  51. 51.  Capacidade migratória dos áscaris Apêndice Divertículo de Meckel Vias biliares e pancreáticas 52 Localizações Ectópicas
  52. 52. Imagem negativa de um Ascaris lumbricoides, em estômago contendo contraste radiológico.
  53. 53. 54 DIAGNÓSTICO
  54. 54. DIAGNÓSTICO CLÍNICO
  55. 55.  Os quadros clínicos não permitem distinguir a ascaríase de outras helmintíases intestinais; 56
  56. 56. DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
  57. 57.  Parasitológico de fezes  Método de Sedimentação  Escarro ou lavado gástrico 58
  58. 58. Larva de Ascaris nos alvéolos Bloqueio do ramo esquerdo dos brônquios, com colaspo do pulmão esquerdo
  59. 59. 60 TRATAMENTO
  60. 60.  Piperazina  produz paralisia muscular flácida do helminto e permite sua expulsão passiva.  Pamoato de pirantel  causa paralisia espástica e se mostra eficaz também contra outros nematóides. 61
  61. 61.  Levamisol  é um anti-helmíntico de largo espectro, do grupo do mebendazol.  Mebendazol  Cura próxima de 100%. Praticamente sem efeitos colaterais, mas contra-indicado em epilépticos. 62
  62. 62.  Flubendazol  grupo do mebendazol e também de amplo espectro. 63
  63. 63. 64 EPIDEMIOLOGIA
  64. 64.  Amplamente disseminada em países tropicais e temperados  Prevalência geral  em torno de 30%, mas variando muito segundo as regiões.  Óbitos/ano  na ordem de 20 mil. 65
  65. 65.  O homem é a única fonte de infecção, sendo as crianças em idade escolar e pré-escolar as principais poluidoras do meio e, também, a população de mais alto risco. 66
  66. 66.  Pelo hábito de defecarem no chão, o peridomicílio mantém-se sempre rico em ovos. 67
  67. 67. 68 CONTROLE
  68. 68.  A ascaríase, como outras parasitoses intestinais, tem sido em geral negligenciada nos países endêmicos, pois: - afeta populações pobres, pouco informadas e com pequeno poder reivindicatório. 69
  69. 69. 70 - não se conta aí com a cobertura ampla dos serviços de saúde ou não estão estes preparados para uma política de saúde preventiva.
  70. 70.  Educar as crianças e os adultos que delas cuidam: - ao uso constante das instalações sanitárias; - a lavar as mãos após defecar, antes de comer ou de preparar alimentos; 71
  71. 71. - proteger os alimentos contra as poeiras, os insetos e outros vetores de infecção. - lavar as frutas e legumes consumidos crus; 72
  72. 72. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  NEVES, D. P. et al. Parasitologia Humana - 12ª. ed. – São Paulo: Atheneu, 2011.  REY, Luís. Parasitologia - 42ª. ed. – Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A., 2011.  Roberts, L.S.; Janovy Jr, J. & Schmidt, P. (2004). Foundations of Parasitology. Seventh Edition. McGraw-Hill Science/Engineering/Math, USA. 73

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