Juventude transviada

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Juventude transviada

  1. 1. Juventude TransviadaCorpos que andam apressados tão cheios de rumocom aparência de doutores obstinados a lhe oferecer um sorriso baratocomo aquele quando estava morrendo em um hospital públicoe vinha um homem de branco com aparência doentia, coisa do tipo,parecia um anjo, não parecia gente, a me olhar com aqueles olhos opacos:- Você ficará bem, ainda é jovem.Jovem, para que me serve uma juventude sem sonhos, ou melhor,dotada de fantasias projetadas por algum estudioso mercadológicoa prescutar meios de infurnar ideologias baratas na minha mente.O que desejo é liberdade para voar como os pássaros,seguindo minhas próprias percepções a mercê dos ventoscomo quem sabe reconhecer que nem tudo é pra sempre,mas do momento pode-se tirar o melhor proveito.Só o conhecimento é a chave da libertação.Clássicos como Schopenhauer, Rimbaud,Allen Ginsberg dão asas a minha serpente,levam-me a gritar desesperadamenteMalditos! Malditos! Malditos!Profetas selvagens da carnificina humana!Era moderna: Isso não é juventude para ninguém.É a construção de uma sociedade artificial,(des-) dotada de inteligência cognitiva.Isto é uma tremenda miséria de vida "jovem"que o apático homem de branco me disse:- Você ficará bem, ainda é jovem.
  2. 2. O sonho acabou.Adoráveis lobos devoradoresde almas sujas e insanasdurante muito tempotenho servido de alimentomantendo sua sobrevivência,porém o dia da misericórdia chegoufez-se a noite alento das minhas angústiase tornei-me tão perverso quanto meus mentores,dos quais agora os vejo com seus olhos de fogoa colocar um sorriso na cara como palhaçosestendido pelo corte afiado da minha lâmina.Já não há governos, ninguém no controle.Os devoradores serão devorados como carne podreseus ossos ficarão dilacerados como fagulhas de pedra,arrancar-se-á seus os olhos com calor da vidacomo demonstração do terror das suas almas imundasaniquilados pelo próprio veneno.O filho matou seu velho pai desgraçado.a história não tem fim, é apenas o começo
  3. 3. Até Quando?De menino alegre e sorridentehoje se tornou homem triste e decadente,nutrido pela força do capitalcontinua na caça animal.Pobre animal na verdadetudo na sua vida é infelicidade,na sua busca incessante pela pazvive preso igualmente Barrabás:uma liberdade presa na imposiçãode uma sociedade sem condiçãode caracterizá-la como humanase fel do seu ventre fétido emana.Até quando, até quandopoderemos ser verdadeiros,verdadeiros humanos.Até quando, até quandoVamos ficar parado chorandosem levantar nossos punhos a lutaao invés de ficar só lamentando.Até quando?!
  4. 4. Sou é a questão?Ouço os gritos da minha vozcomo ecos sobre minha menteperturbada neste mundofunesto e medíocre,cheio de contristes e conturbações;tenho feito parte sem participar,semelhante a um fantoche,controlado por sentimentos vagos e vaziosque me levam para uma realidadecada vez mais sombriaque estende-se a minha frentesem início meio e fim.simplesmente macabro.Derivadamente desconhecidasem premissa básica deuma nova acepção que mepossibilite constituiruma nova dimensãode expectativa contundentesque me norteie uma direção...Os gritos se tornam mais fortesa cada passo avançadome guiando para um duelode eloquência acirradaentre moral e minha difusa consciência,corrompida por sensações de um mundo obscurodo qual surge minha essência.Afinal sou eu... quem sou eu?nada mais do que
  5. 5. um mero espectro de uma existênciasem sentido.Devaneios na cama.Espero o nascer o do sol sobre a noite quente,que me tira o sono, me faz pensarem como está minha vida,penso em tantas coisasque coisas na verdade se tornam pensamentostão enevoantes quanto o vento que uiva lá fora.Meus olhos fechadosenxergam pequenas luzes na escuridãocomo se fossem estrelas no céu.Penso o quanto é importante estar vivo,O quanto posso ser feliz! Ou talvez não?isso me faz pensar em escolhas.Dormir ou não dormir? Eis a questão.Abro olhos e me deparo com um teto escuro,de aparência sombria e misteriosa,imóvel sobre minha cabeça.penso melhor e opto pela melhor decisão:Melhor dormir!

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