Gabarito 1o. bim português ii

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Gabarito 1o. bim português ii

  1. 1. Pré-vestibular Português II 1º Bimestre © MÓDULO 1 A LINGUAGEM E O TEXTO CONCEITOS FUNDAMENTAIS GABARITO 1. “… todas sabemos …” 2. “… doce organograma …” 3. No primeiro caso, o valor da barra é de acréscimo, enquanto no segundo caso, o valor do hífen é de comparação. 4. a) A presença marcante de adjetivos ou de sensações visuais, auditivas; o uso do imperfeito do indicativo; a unidade temporal. b) “... silêncio doce tudo envolvia...”; “Conceição lia, com os olhos escuros intensamente absorvidos na brochura de capa berrante.” 5. Um dentre os exemplos de função referencial: • “... e logo está a Cintura Industrial, quase tudo parado, só umas poucas fábricas ...” • “... e agora a triste Cintura Verde, as estufas pardas, cinzentas, lívidas ...” Um dentre os exemplos de função expressiva: • “... que parecem fazer da laboração contínua a sua religião ...” • ... por isso é que os morangos devem ter perdido a cor, não falta muito para que sejam brancos “ por fora como já o vão sendo por dentro e tenham o sabor de qualquer coisas que não saiba a nada ...” 6. O pronome lhe indica que o personagem principal é o possuidor da louça ou indica posse. Um dentre os fragmentos: • “... de repente, sem avisar, apertou-se-lhe o coração a Cipriano Algor, ...” • “... o cão subia-lhe a os braços, ...” • “... e lambia-lhe a cara ...” 7. • ... Viremos agora à esquerda, lá ao longe, onde se veem aquelas árvores, sim, aquelas que estão “ juntas como se fossem um ramalhete, ...” • “... que a água desta fonte não poderá matar-te a sede naquele deserto, ...” 8. Mas há tantas músicas esperando ser escritas! Estilização. 9. Dois dentre os exemplos de reescritura: • A vela, porque ilumina, é uma vela alegre. • A vela, visto que ilumina, é uma vela alegre. causa • A vela, por iluminar, é uma vela alegre. • A vela, enquanto o ilumina, é uma vela alegre. • A vela, ao iluminar, é uma vela alegre. tempo • A vela, iluminando, é uma vela alegre. Português II 1 Curso pH
  2. 2. • A vela, se ilumina, é uma vela alegre. • A vela, caso ilumine, é uma vela alegre. condição • A vela, desde que ilumine, é uma vela alegre. • A vela, á medida que ilumina, é uma vela alegre. proporção • A vela, á proporção que ilumina, é uma vela alegre. 10. a) a obrigatoriedade do diploma do jornalista para quem exerce a profissão” “ b) enunciador mostra-se favorável à decisão do Supremo Tribunal Federal, que acabou com a O exigência de curso superior específico para alguém trabalhar com a atividade jornalística. Ele considera essa exigência uma “excrescência”, “herança da ditadura militar”, cujo “ridículo” foi exposto por uma “comparação brilhante de Gilmar Mendes”, que associou a exigência do diploma de jornalista à pitoresca situação em que “toda e qualquer refeição” devesse ser preparada por pessoas que cursaram “uma faculdade de culinária”. 11. a) verbo “poder” está flexionado no plural concordando com o sujeito composto “o jornalismo e O a liberdade de expressão”. A forma “pensados” está no masculino plural porque concorda com substantivos de gêneros diferentes (“jornalismo” é masculino e “liberdade” é feminino, prevalecendo o masculino na concordância nominal). b) exemplo do chef, transposto para o jornalismo, pode ser assim traduzido: Um excelente jornaO lista certamente poderá ser formado numa faculdade de jornalismo, o que não legitima o estado a exigir que toda e qualquer matéria seja escrita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. 12. a) “Aonde ele foi?” e “Vai aonde for preciso!” a norma culta canônica há uma oposição entre “onde”, advérbio que designa “lugar em que” se N situa ação ou processo e “aonde” (preposição “a” + advérbio “onde”), que indica “lugar a que” se dirige a ação, seu ponto de destino. Exemplos: Hotel onde nos hospedamos. Hotel aonde nos dirigimos. b) Você conhece-o...” ou “Você o conhece...” “ pronome pessoal na forma reta “ele” com função de objeto direto é típico da informalidade. O O usual, na norma culta, é o pronome oblíquo “o”. Nós temos camisa para o frio? Compreendemos que a banca, ao exigir o uso da “norma padrão”, tenha pensado no grau maior de formalidade. O uso de “a gente” incluindo a primeira pessoa do plural é marca de informalidade; na norma culta canônica se usa “nós”. A combinação “pro” (preposição “para” + artigo “o”) também é informal; o uso “para o” é seu correlato formal. 13. a) o texto da revista Veja, reconhece-se uma evidente referência à corrente ultrarromântica, tamN bém conhecida como geração byroniana daquele movimento literário, que marcou presença nas décadas de 1850 e 1860. Os representantes dessa 2a fase da poesia romântica brasileira produziram obras de teor mórbido, em que se acentuam o gosto pelo tédio, a solidão noturna, a insatisfação amorosa e o culto da noite, temáticas incitadas pelo mal do século. b) s versos “Quanta glória pressinto em meu futuro! / Que aurora de porvir e que manhã! / Eu perO dera chorando essas coroas / Se eu morresse amanhã!”, do poema de Álvares de Azevedo, podem ser vistos como ilustração do “fim precoce” dos autores românticos, enfatizado por Manoel Carlos em seu texto. A estrofe citada exemplifica, por um recurso fantasioso de autocontemplação, a angústia desses poetas perante a ideia da morte. 14. a) s dois textos exploram a mesma temática: a mudança das coisas. Essa ideia é explicitada O nos seguintes trechos: “Muda-se o ser, muda-se a confiança; / Todo o mundo é composto de mudança” (texto 1); “elas [as pessoas] vão sempre mudando” (texto 2). No entanto, convém explicitar que esse tema é tratado de forma diferenciada em cada um dos textos. O eu lírico do poema camoniano vê com pessimismo as mudanças que se operam no mundo, porque constata que elas são geradoras de um mal cuja dor não pode ser superada (“Do mal ficam as Curso pH 2 Português II
  3. 3. mágoas na lembrança”) e ainda considera que a ocorrência do bem, apenas hipotética (“se algum houve”), pode trazer mais sofrimento ao deixar “saudades”. Já o narrador de Grande sertão: veredas vê as mudanças com mais otimismo, ao qualificá-las como algo “importante e bonito”. b) epois de sua reflexão a respeito das mudanças a que a vida humana está submetida, RiobalD do, o narrador de Grande sertão: veredas, passa a tecer comentários sobre Deus e o diabo: “E, outra coisa: o diabo, é às brutas; mas Deus é traiçoeiro!” Isso significa reconhecer que Deus e o diabo exploram estratégias opostas em seu esforço de dirigir (e mudar) a vida humana. Enquanto o diabo age “às brutas”, isto é, de forma mais violenta e explícita, Deus atua “na lei do mansinho”, o que sugere maior sutileza. A ação divina se dá por intermédio de milagres nem sempre reconhecidos pelo ser humano; daí dizer que “Deus é traiçoeiro” – adjetivo destituído do sentido negativo habitual e revestido de carga positiva, associado à bondade na condução do destino humano. 15. “... seus detratores, pessoas que não amam o Rio de Janeiro,” “... copacabanização – para designar tudo de ruim que pode acontecer a um bairro,” 16. B 17. C 18. B 19. D 20. D 21. C 22. A 23. A 24. C 25. B 26. A 27. D 28. B 29. A 30. C 31. O texto de Jaguar discute a contradição entre a euforia pela vitória da seleção de futebol (“avante seleção”) e a realidade política do país em 1970 (as feições de pobreza dos personagens, a posição da bandeira brasileira, as condições de moradia), apontando a falta de perspectiva quanto ao futuro, centrada na pergunta: “E agora, José?”. 32. a) A Bíblia / texto bíblico / texto religioso b) Folha de parreira, cobra, maçã, Eva, Adão c) Gabriel, costelas 33. a) Vocativo, emprego da 2a pessoa verbal e o modo imperativo. b) os dois parágrafos iniciais, o emissor fala sobre São Cosme e São Damião, privilegiando a funN ção referencial da linguagem. Nos demais parágrafos, ao se dirigir aos santos, o emissor faz uso da função apelativa da linguagem. 34. a) uso do diminutivo, o uso do aumentativo, o emprego da primeira pessoa (por meio do pronome O “nosso”) e a adjetivação. b) Emotiva. Português II 3 Curso pH
  4. 4. © MÓDULO 2 SEMÂNTICA GABARITO 1. D 2. B 3. C 4. A 5. A 6. comprão / pagala / dirija-se a) mossa / escriptorio / duvida b) compram / pagá-la / dirigir-se moça / escritório / dúvida 7. 2, trabalhador escravo, não remunerado, portanto. No No 3, trabalhador remunerado, com experiência em carteira. No 4, valorização da aparência física. 8. Ausência de referente (rua, número, telefone). Presença de personagens (anunciados nos dois últimos parágrafos). 9. aluno deverá identificar a intertextualidade proposta pelo texto de Adélia em relação ao trecho de O Drummond, destacando a presença da paródia como recurso estilístico e a diferenciação do eu lírico em ambos os poemas. 10. Duas expressões cristalizadas são evocadas no título, a saber, “com licença” e “licença poética”. O jogo de palavras permite condensar uma série de aspectos presentes no poema. A expressão “com licença” evoca a ideia de pedido de permissão, associável no poema, entre outras coisas, à apropriação do texto de um outro poeta e à caracterização da condição ainda submissa da mulher. Já a expressão licença poética remete às liberdades especiais franqueadas pela linguagem poética, ao espaço aberto pela poesia para a transgressão e para o inusitado. 11. Os dois traços aparecem na paródia do discurso religioso. A vertente ‘destrutiva’ pode ser observada na desconstrução do “Pai Nosso”; a ‘construtiva’ fica evidente na reconstrução poética dessa prece, acrescentando-lhe novos elementos, que garantem a dimensão estética do poema. 12. O autor privilegia o sentido (i), “sentimento de dignidade pessoal”, na medida em que afirma, repetidas vezes, que o orgulho tem origem em uma convicção interior dos próprios méritos, do próprio valor. 13. a) Mas o homem vaidoso deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo de seus esforços, se ob“ tém mais facilmente por um silêncio contínuo do que pela palavra, mesmo quando há para dizer as coisas mais lindas.” (linhas 10-14) b) Não é orgulhoso quem quer; pode-se, no máximo, simular o orgulho, mas, como todo papel de “ convenção, não logrará ser sustentado até o fim.” (linhas 14-17) 14. Com a expressão “esta persuasão”, faz-se referência à convicção que o vaidoso deseja despertar nos outros de sua superioridade em todas as coisas. 15. Espera-se que o aluno estabeleça articulações lógicas entre os vocábulos que selecionará nos dois contextos de significação – “rios” e “discurso” – e a interpretação construída. 16. a) expressão “dicionária” pode ser entendida no contexto do poema como remetendo ao estado da A palavra antes de seu uso no fluxo da linguagem, quando ganha vida ao se combinar com outras palavras. “Enfrasem”, por sua vez, associa-se à noção de interligação. Poços que se enfrasam são poços que se intercomunicam, que se interrelacionam num processo análogo ao que ocorre com as palavras no âmbito do discurso. Curso pH 4 Português II
  5. 5. b) icionária: a palavra “dicionário”, normalmente um substantivo, é usada como adjetivo, concord dando em gênero e número com o substantivo “situação”. enfrasem: a partir de um substantivo, “frase”, criou-se um verbo, “enfrasar”, pelo acréscimo do prefixo “en-” e do sufixo “-ar”. 17. Há hoje uma distinção bastante acentuada entre a figura do proprietário e a figura do administrador. Isso não significa que o proprietário não possa administrar sua empresa, mas sim que deve fazê-lo de acordo com técnicas gerenciais. 18. No enunciado (a), o verbo poder traz a ideia de ter capacidade, e no (b), de possibilidade. 19. Há (Existe) uma palavra que conheço mas que não consigo lembrar(recordar). 20. a) ma das possibilidades de leitura seria considerar o termo do neurocientista como paciente da U ação, ou seja, nesse caso, o neurocientista foi indicado (indicaram o neurocientista; alguém indicou o neurocientista), e esse fato trouxe benefícios para a pesquisa. A outra possibilidade seria reconhecer o termo do neurocientista como agente da ação, isto é, o neurocientista fez a indicação (indicou algo/ alguém) e essa indicação feita por ele trouxe benefícios para a pesquisa. b) indicação que o neurocientista fez trouxe benefícios para a pesquisa. / O fato de terem indicado A o neurocientista trouxe benefícios para a pesquisa / A indicação feita pelo neurocientista trouxe benefícios para a pesquisa. 21. a) Mantenha-se informado. b) Não guarde ressentimentos. Desconsidere fatos passados. 22. Assim como a boa comunicação, o domínio da informática e de idiomas o são. 23. a) Viva o povo brasileiro! b) Depois de duas horas, o operário afinal conseguiu fixar a viga. 24. a) Dispensáveis b) Suspeito c) Maliciosas d) Ponderadas 25. a) As normas de etiqueta devem ser conhecidas. b) Deve-se ler sobre estratégias de carreira. 26. Estado de espírito Comportamentos sociais Providências práticas a) Mantenha o bom humor. a) rocure se relacionar bem P com todos. a) Compre malas resistentes. b) Interesse-se pelo novo. b) umpra os horários C combinados. b) enha seus documentos T sempre à mão. 27. E 28. a) termo “bexigas” pode fazer referências a balões de gás, erupções da pele decorrentes da varíola O e parte do aparelho urinário. b) O emprego do sinônimo “balão” em “600 balões”. c) Balonismo. 29. a) ão. “Literalmente” significa rigorosamente. Nenhuma gíria ou termo conotativo (“dança” em I N e “apagadas” em II) podem ser interpretados com rigor, visto que múltiplas significações sempre estão presentes. b) Apagadas”. Há ambiguidade: as mulheres dos dirigentes do Kremlin tinham um papel inexpres“ sivo na sociedade russa (veja o contraste entre Raísa – “ela”, esposa de Gobartchev – e as esposas dos outros líderes russos). Além disso, muitas foram assassinadas. Conhecimentos de História auxiliariam na resposta dessa questão. 30. a) Assim como o aço da navalha, A tua saudade (também) corta. b) averia prejuízo porque as interjeições “ai, ai” reverberam o termo “atrapaia”, como verdadeiro H eco. Português II 5 Curso pH
  6. 6. 31. O título do poema de Cacaso e seus dois primeiros versos remetem a um amor predestinado, idealizado. O desejo de realização desse amor, entretanto, é desmontado pelo terceiro verso, que traz a contingência da realidade. Essa ironia destrutiva é característica do discurso paródico. 32. A essência a que se refere o narrador corresponde a uma visão positiva diante dos fatos. Quanto à variação de forma, a primeira expressão é constituída de um adjetivo (“estupendo”), a segunda, de um substantivo e um adjetivo (“sol glorioso”), e a terceira, de um substantivo mais locução adjetiva – preposição e substantivo (“delícia de vida”). 33. a) passagem em que a percepção do narrador em relação aos fatos narrados não coincide com a A do personagem é a seguinte: “(...) porém outras vezes a natureza mostrava-se carrancuda”. b) o sentido literal, a expressão “mau tempo” limita-se a informar as condições atmosféricas, enN quanto, no sentido figurado, indica dificuldades, adversidades de toda ordem. © MÓDULO 3 DISSERTAÇÃO I GABARITO 1. Mentira; equívoco; raciocínio incorreto. a) b) ua opinião é de que as conquistas reais das mulheres não foram acompanhadas do devido recoS nhecimento social. c) conteúdo de uma frase pode ser factual ou opinativo; a linguagem em uma frase pode ser pessoO al ou impessoal. Trata-se de características relativamente independentes entre si. Assim, uma opinião pode ser transmitida com linguagem impessoal, situação em que o “falante” trata seu ponto de vista como se fosse verdade universal, buscando credibilidade – o que é típico da dissertação. 2. ode-se inferir que o trabalho doméstico de muitas mulheres estimula o desenvolvimento de habiliP dades administrativas. 3. Adição; continuidade a) b) Tempo c) Concessão d) Conclusão e) Causa 4. ugere-se que as próprias mulheres trabalhem no sentido de inverter a percepção social que os hoS mens têm delas, mostrando que seu suposto defeito (fragilidade) é, a rigor, uma qualidade. Análise de Textos e Fenômenos Linguísticos 1. temática central do texto é o aniversário de 70 anos de Carlos Drummond de Andrade. a) A b) 1o – lançamento do poema; 2o – a bomba atômica; 3o – proclamação da independência; – aniversário do poeta. 2. ão se trata de uma ironia. Na verdade, trata-se de um elogio, pois, na época em que o poema foi N escrito, Drummond estaria com cerca de 20 anos de idade. Quintana deseja, realmente, evidenciar a precocidade do poeta. 3. O estado de inconformismo quanto ao senso de conservadorismo dos escritores tradicionais. a) b) ela atribuição, aos substantivos encanto e gozo, do grupo indiferença a todos os cânones e, a P seguir, a cara com que ficavam os canônicos, indicando a sua perplexidade em relação ao poema de Drummond. 4. Trata-se da pergunta feita no quarto parágrafo. a) b) or exemplo, no sexto parágrafo: Sim, meninos, vamos gazear todas as escolas!; ou no penúltimo: P Continue, Carlos, continue... Curso pH 6 Português II
  7. 7. 5. texto deverá conter a ideia de que seria inadequado tentar caracterizar Drummond de alguma forma, O uma vez que ele guardava em si a essência da poesia, mostrando-se um poeta extremamente substantivo. 6. Trata-se do Dia do Fico, com a frase: Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, digam a) ao povo que fico (D. Pedro I). b) Por semelhança, a associação se dá com a proclamação da independência. 7. C 8. C 9. Autoritarismo Exclusão social e a sociedade não participa da construção das leis e das instituições, produz-se uma estranheza S entre sociedade, estado e instituições, o que gera a transgressão. egundo o entrevistado, no Brasil ainda prevalecem os interesses individuais, ou de grupo, sobre os S coletivos, mais gerais. mesmo cidadão que critica a corrupção e a troca de favores no Congresso Nacional e acha que O todos os políticos são corruptos por natureza, às vezes topa oferecer uma “caixinha” para o policial que o flagrou fazendo uma ultrapassagem proibida. 10. Uma das possibilidades: • Tudo naquela cidade dependia da força pessoal. • Não havia grandes assaltantes na Bahia, diziam, mas quase todos furtavam um pouquinho. • lguns salteadores de estradas, raros ladrões violentos ou cortadores de bolsas andavam por A ali, porém uma desonestidade implícita e constante fazia parte do procedimento das pessoas. A associação entre o fragmento escolhido e o texto I funda-se na disseminação do comportamento transgressor entre toda a população e/ou no apontamento do individualismo como postura predominante, acima dos interesses coletivos. 11. Uma das possibilidades: • contraste • concessão • oposição Uma das possibilidades: • E, embora fosse ainda de manhã, alguns vinham trôpegos. • E, apesar de ser ainda de manhã, alguns vinham trôpegos. 12. Emprego das aspas Discurso indireto livre Um dos exemplos: • “Esta cidade acabou-se” • “Não é mais a Bahia.” • “Antigamente, havia muito respeito.” • Hoje, até dentro da praça, nas barbas da infantaria, nas bochechas dos granachas, na frente da “ forca, fazem assaltos à vista.” Um dos exemplos: • Era muito mais difícil viver ali. • Por que voltara? © MÓDULO 4 OS TEMAS I GABARITO Proposta a) Paradoxo b) estrofe 5, o paradoxo revela que, na opinião do eu lírico, a realidade é absurda, incompreensíNa Português II 7 Curso pH
  8. 8. vel, inconcebível, estranha ou esquisita. (O aluno poderá utilizar apenas uma das qualificações ou termos equivalentes) Análise de Textos e Fenômenos Linguísticos 1. E 2. B 3. D 4. C 5. D 6. E 7. C 8. Uma das possibilidades: • Então não há verdade absoluta? • Vale o everything goes de alguns pós-modernos? • Quer dizer, o “vale tudo”? Não é o vale tudo. egundo o autor, há uma regra básica que se contrapõe ao vale tudo: é preciso manter relações S com os outros e respeitá-los em sua diferença. 9. Uma das relações e uma das respectivas reescrituras: • Causa – les não podem ser pensados independentemente uns dos outros visto que todos são portadoE res da mesma humanidade. – les não podem ser pensados independentemente um dos outros já que todos são portadores E da mesma humanidade. – omo todos são portadores da mesma humanidade, eles não podem ser pensados independenC temente uns dos outros. • Explicação – les não podem ser pensados independentemente um dos outros, pois todos são portadores da E mesma humanidade. 10. O parágrafo reforça a ideia central da argumentação do autor por meio da exemplificação com elementos históricos. 11. A existência de hipócritas dentre os que defendiam a abolição da escravatura. A contratação de Pancrácio como assalariado na verdade o mantém sob o domínio e a exploração do seu antigo dono, agora patrão. 12. O personagem faz uma comparação indevida, associando o crescimento do salário ao crescimento biológico de um ser humano. © MÓDULO 5 OS TEMAS II GABARITO Análise de Textos e Fenômenos Linguísticos 1. vocábulo ex-cineclubista resulta da aplicação de quatro processos de formação de palavras: reduO ção/ abreviação vocabular (cine ! cinema), composição (cine + clube), derivação sufixal (cineclube + ista) e derivação prefixal (ex + cineclubista). 2. sequência de espaços e tempos – antes e depois de assistir ao filme, dentro (1o e 2o períodos) e fora A Curso pH 8 Português II
  9. 9. do cinema (do 3o ao 5o período) – manifesta-se na predominância de estruturas coordenadas, justapostas, sempre no passado, numa sequência rápida de ações (rosnou, passou as narinas pelas mangas, levantou-se, assistiu ao filme), e com rupturas (aquele homem meio estrábico [...], aquele homem, sim, [...]). Esses elementos sintáticos são alguns dos recursos que procuram reproduzir, na escrita, a linguagem cinematográfica. 3. desfecho do texto confirma o aforismo de Drummond. A afirmativa de que o personagem, tendo O já saído do cinema, não soube mais voltar indica que ele está tão absorto na realidade ficcional que não consegue retornar a sua própria realidade. 4. recurso formal que expressa a hipótese é o futuro do pretérito (“gostaria”). O 5. o primeiro momento, os termos repetidos – “no fundo, no fundo” – remetem para a interioridade, N para a alma humana. No segundo momento, os termos repetidos remetem para o passado – “pra trás, pra trás” – e para seu esvaziamento – “nada, nada mais”. 6. s dois recursos linguísticos que provocam o humor são a personificação e o uso do diminutivo. O 7. a expresso eterno relance, o primeiro vocábulo (eterno) evoca o que é permanente, infinito, atemN poral, o que se repete; o segundo vocábulo (relance) remete ao que é transitório, fugaz, fragmentado no tempo. A combinação desses vocábulos revela a tensão, experimentada pelo personagem, quanto à passagem do tempo. 8. s tempos verbais empregados são o presente e o futuro do pretérito. O primeiro expressa a experiênO cia concretizada pelo eu poético e o segundo expressa a experiência projetada, a hipótese, o desejo. 9. o texto, a vida na infância e a vida na velhice se assemelham quanto ao aproveitamento intenso N de cada instante. Os recursos linguísticos que expressam essa semelhança são o uso da expressão comparativa tal e qual e o emprego do vocábulo também. 10. No texto I, a expressão trinta segundos representa uma possibilidade rara de experimentar a vida em sua plenitude. No texto II, a expressão cinco minutos representa o tempo usual, cotidianamente experimentado pelo sujeito. 11. O corpo “enlouqueceu” porque foi enganado pelos órgãos dos sentidos – a audição (ouvidos), a visão (olhos), o tato (mãos) e o paladar (boca). 12. No texto I, o próprio corpo transmite, revela o silêncio. No texto II, o corpo impede a percepção do silêncio; é preciso calar o corpo para ouvir o silêncio. 13. O uso de pronomes não corresponde à norma culta, porque o poema em E. pertence ao Movimento Modernista, que se propôs a romper com os padrões tradicionais. 14. tempos imemoriais / hoje eu era grego / hoje sou moço moderno tempos modernos / heróis da Paramount pretérito / presente © MÓDULO 6 A ARGUMENTAÇÃO (1a parte) GABARITO 1. Estratégia da comparação com época anteriores; Estratégia de causa e efeito; a) b) stratégia do confronto entre duas realidades diferentes. E c) Estratégia dos argumentos consensuais. (Não necessitam de comprovação) 2. abe-se que o voto facultativo já é adotado pela maioria dos países desenvolvidos, o que caracteriza S o aperfeiçoamento de laços democráticos entre a população e o Estado. Uma vez que é dada a liberPortuguês II 9 Curso pH
  10. 10. dade de escolha para tal função, fica claro que o sistema político não age de modo totalitário para com seus respectivos civis. Entretanto, no caso do Brasil, o processo se daria de maneira inversa, pois adotar o voto facultativo seria deixar fracassar a democracia que ainda vem sendo conquistada e fortalecida. Para o passado histórico herdado pelo brasileiro, o voto obrigatório é, sim, uma necessidade, já que o sistema político ainda sofre consequências de uma democracia recente e frágil, mas com esperança de progresso. 3. ode-se afirmar ainda que a própria condição social daqueles que habitam os sertões é influenP ciadora para que o problema da seca continue a existir. Visto que estes não possuem moradia nem alimentação de nível satisfatório, fica difícil que os mesmos empenhem-se para tentar melhorar a situação dessa área. Considerando, pois, este fato, é necessário que haja um apoio proveniente das demais regiões do país, seja ele através de recursos ou mesmo da presença física, para tentar extinguir-se tal quadro, que já é alarmante. Um princípio de iniciativas deste tipo já pôde ser notado a partir da criação de superintendências locais, que visam solucionar o problema mais especificamente. 4. linha argumentativa dessa redação se constrói sobre uma ideia que norteia todo o texto: a de a) A que o Brasil é caracterizado por uma “história de distorções”, por um “festival de enganações”, cujas consequências determinam o Brasil de hoje. O candidato soube organizar os vários fatos pertinentes para construir sua argumentação nesse sentido. b) m exemplo disso está no parágrafo 2. O candidato toma as características da colonização como U causadoras da situação atual. Se hoje existe dependência econômica, ela era “inevitável”, segundo o candidato, dada a forma pela qual o Brasil foi explorado pela metrópole. Além disso, cita as desigualdades sociais iniciadas já na época da colônia e que hoje constituem “marca registrada” da nação. E ainda: “A opressão social, com o único interesse de preservar a hegemonia de uma pequena elite, é o berço das terríveis injustiças que caracterizam a sociedade”. c) Resposta pessoal. 5. oi escolhido o argumento 01: A maneira atual de acessar os bens culturais permite que o contato com F os mesmos seja democratizado, não restrito aos que podem, de fato, pagar por eles. ão há como negar que o acesso às diferentes tecnologias fez com que aumentasse também o poder N de difusão das culturas. Pode-se observar a disseminação de grupos, escritores, artistas em geral até por camadas sociais menos privilegiadas. Com o advento da internet e de outras mídias, muitas produções e obras passaram a ser conhecidas, discutidas, apreciadas e valorizadas. De fato, um processo que favorece e democratiza a cultura. 6. 1 – Não há dúvidas de que já se consagrou, na contemporaneidade, a visão democrática e benevoA lente de que os erros são não apenas positivos, mas essenciais, já que permitem o conhecimento e o aperfeiçoamento de um defeito para que o mesmo não volte a ocorrer. No entanto, tal posicionamento – ingênuo – não leva em consideração que os defeitos, além de incorrigíveis, podem ser fatais. Uma vez que cada situação é única e impassível de ser revivida, não há conserto para as falhas, pois, por mais que posteriormente se possa fazer diferente, naquele caso específico, perde-se a oportunidade de acertar e essa é irrecuperável. 2 – A partir disso, no momento em que é iniciada uma criação humana, é necessário certificar-se A de que os seus inventores partiram de iniciativas estáveis e não defeituosas em sua essência. Afinal, desde seu início, um processo de desenvolvimento, seja em questões concretas ou abstratas, vai carregar características que, com o tempo, ficarão concretas, logo, estagnadas. Isso significa que toda criação baseada em princípios equivocados e improdutivos levará consigo e, por todo o seu trajeto, elementos também defeituosos. Para comprovar tal raciocínio, pode-se citar o estabelecimento de sistemas políticos implantados de maneira incompatível com a cultura do local em questão, como é o caso do Brasil que, durante séculos, sofre, repetidamente, com as consequências de ter tido que se adequar a obrigações não genuinamente brasileiras. 3 – Referindo-se, ainda, aos equívocos humanos, pode-se afirmar a ineficiência da subjetividade A na busca por afirmações estritamente certas. Essa incompatibilidade é comprovada na medida em que a vida cotidiana é concreta e baseada em fatos e relações palpáveis, que compõem o estabelecimento de regras e valores essenciais à coletividade. Logo, aquele que se prende à abstração do próprio imaginário está, constantemente, arriscando-se à alienação e à fuga da realidade. O distanciamento da verossimilhança cotidiana acarreta, inclusive, uma espécie de exclusão social, pois afasta o indivíduo da vivência prática e concreta, necessário à sua inclusão junto aos demais integrantes do corpo social. Curso pH 10 Português II
  11. 11. BS – O aluno pode, em vez de criar outro tópico frasal para o parágrafo, utilizar os que já foram O apresentados na questão. Nesse caso, foi selecionada a seguinte sequência: C – A – B. No entanto, isso pode ser variável de acordo com a argumentação individual. É essencial, também, o uso de conectivos e elementos coesivos. Análise de Textos e Fenômenos Línguísticos 1. visão importada da esquerda brasileira, segundo a qual o progresso era efeito direto da economia, A e a emancipação do povo e o atendimento das necessidades dos pobres eram consequência do crescimento econômico. 2. ara Cristovam, o governo assumiu o poder, mas perpetuou os erros dos governos anteriores. Em P vez de assumir uma política de revolução, preferiu à da generosidade. Dar assistência simplesmente, em vez da educação. 3. o quinto parágrafo, utiliza-se uma comparação entre medidas tomadas em anos diferentes; com N isso, o autor consegue mostrar que tais erros são mantidos no governo atual, defendendo a tese de que algo precisa mudar. 4. ítulo dado em função da ironia apresentada pelo autor. Na verdade, ele tenta encontrar um “culpaT do” para o descaso com a educação. 5. Gênero é uma construção social, porque resulta de arranjos sociais em determinado tempo e cona) texto sociocultural. Respostas aceitas: 1. ênero é uma ferramenta analítica importante para se avaliar como as características sexuais G são representadas ou valorizadas em uma determinada sociedade ou momento histórico. 2. forma como se apresentam as características sexuais, o que se diz sobre o que se pensa sobre A elas define o que é masculino e feminino. 3. ão são as características sexuais que distinguem o que é masculino e feminino, mas a forma N como essas características são representadas e valorizadas em uma sociedade e momento histórico. b) Argumentos aceitos: – s desigualdades entre sujeitos da sociedade não são determinadas por diferenças biológicas, A mas construídas socialmente. – s diferenças entre masculino e feminino estão nas diferentes formas com que as características A sexuais são representadas na sociedade e em dado momento da história, tanto entre deferentes sociedades quanto no interior de uma mesma sociedade. – êneros são diferentes de papéis preestabelecidos, mas as construções e o aprendizado de paG péis criam expectativas em termos de comportamentos, femininos e masculinos, adequados e não adequados. – or serem construções sociais, é importante observar como as características sexuais são traP duzidas para a prática social e como são inseridas nos processos históricos de construção do feminino e masculino. 6. aluno deveria construir um verbete para o conceito de gênero, a partir do texto de Guacira Lopes O Louro, obedecendo às características desse gênero do texto. Textos que não apresentaram essas características formais e conceptuais foram penalizadas em 2,5. Foi observado, também, a redação do verbete. 7. tese central do texto I é a seguinte: toda cultura determina de algum modo os papéis dos homens A e das mulheres; a crença “em um temperamento inato ligado ao sexo não era universal”. 8. O referente do pronome “o” é (toda cultura) determinar de algum modo os papéis dos homens e a) das mulheres. b) s passagens que apresentam a referida contradição são as seguintes: (1) “Nos Tchambuli, por sua A vez, pescadores lacustres e amantes das artes, havia uma inversão das atitudes sexuais: a mulher seria o parceiro dirigente, dominador e impessoal, e o homem, menos responsável e emocionalmente dependente.”; (2) “Essa conclusão seria reforçada pela inversão da posição de dominância entre os sexos no terceiro povo estudado.” Português II 11 Curso pH
  12. 12. 9. s expressões de temporalidade que situam os quatro estágios de percepção do narrador são as A seguintes: – o estágio: “quando menino, aos quatro anos de idade” OU “quando menino” OU “aos quatro anos 1 de idade”. – o estágio: “quando, mais tarde, pude perceber formas mais complexas de papéis sociais e compor2 tamento sexual” OU “mais tarde” OU “quando pude perceber formas mais complexas de papéis sociais e comportamento sexual”. – 3o estágio: “um dia” OU “naquela tarde de sol” – 4o estágio: “hoje” 10. No primeiro parágrafo do texto, o vocábulo “homem” é empregado com o significado de indivíduo do sexo masculino, enquanto, no último parágrafo, o significado do vocábulo perde o enquadramento de gênero/sexo e passa a remeter a pessoa, ser humano. 11. O verso que contém o conectivo de que trata o enunciado da questão é o seguinte: “para a larga expansão do desejado surto,”. Nesse verso, o conectivo “para” extrapola o sentido de finalidade/ movimento e alcança efeito de relação ou comparação ou proporcionalidade (o infinito é curto em relação / em comparação / em proporção à larga expansão do desejado surto). 12. A concepção de casamento para as mulheres referidas no verso 1 propõe a recusa de funções tradicionalmente femininas. Para o eu lírico, a concepção não põe em causa a delimitação de papéis, tendo em vista que casamento é lugar de encontro, partilha. 13. No texto Ser mulher, o homem é caracterizado como “senhor”/dominador, enquanto no texto Casamento, ele é caracterizado como companheiro/ parceiro. 14. Os versos que, em confronto, comprovam a afirmação são os seguintes: “O que eu escrevi não conta.” (verso 8) e “recolhei meu pobre acervo,” (verso 6) OU “O que eu escrevi não conta.” (verso 8) e “Retomai minhas palavras,” (verso 10) (O candidato deverá selecionar apenas um dos pares de versos.) 15. No poema “Cidade Prevista”, a realidade de ausência e de falta tem valor positivo, pois assinala a inexistência daquilo que limita, que cerceia, que constrange ou que causa desconforto e desavença. (Na resposta, o candidato poderá indicar apenas um dos elementos caracterizadores, enumerados, na formulação acima, a partir de “assinala a inexistência”.) 16. Em “Cidade Prevista”, a configuração da realidade presente resulta de uma oposição implícita à caracterização da realidade prevista. 17. a) efeito cômico é dado pela possibilidade de Kerr e Peck poderem ser associados, pela semelhanO ça sonora, a quer e peque, o que resulta na alteração de classe gramatical – de substantivo (próprio) a verbo – e, consequentemente, de função sintática. b) s vocábulos peque e santinho passam a integrar o mesmo campo semântico, ao estabelecer uma O relação de contraste entre pecado e santidade. 18. a) uas paráfrases que explicitam os sentidos possíveis seriam: D Não há apenas uma medida que o governo possa tomar, ou seja, existe mais de uma medida que o governo possa tomar. Não há nenhuma medida que o governo possa tomar, ou seja, não há medida alguma que o governo possa tomar. b) o primeiro enunciado, a ambiguidade advém da dupla possibilidade de combinação da palavra N “só”, bem como do duplo escopo da negação. Num sentido, a palavra “só” associa-se ao numeral “uma” e a negação incide sobre “há uma só”: não [há uma só], há duas ou mais medidas. No outro sentido, a palavra “só” associa-se ao substantivo “medida” e a negação tem como escopo a expressão “há uma só medida”: não [há uma só medida], ou seja, não há uma única medida, nega-se a existência (há) de qualquer medida (nem uma sequer). o segundo enunciado — “Não há uma medida que só o governo possa tomar” — pode-se obserN var que, primeiramente, por ter sido deslocada para a segunda oração, a palavra “só” foge ao escopo da negação; em segundo lugar, não há dupla possibilidade de combinação, isto é, a palavra “só” está associada univocamente à palavra “governo”, indicando que não há uma medida que apenas o governo possa tomar. Curso pH 12 Português II
  13. 13. © MÓDULO 7 A ARGUMENTAÇÃO (2a parte) GABARITO 1. explicação + exemplificação a) eve-se perceber que a Constituição de 1988, também chamada de Cidadã, assegura o direito à D liberdade de imprensa. Entretanto, é mister a compreensão de que o exercício arbitrário dessa garantia pode acarretar o descumprimento de um princípio que é assistido pela nossa Carta Magna. Um caso que ilustra bem essa questão é o do vídeo, divulgado na internet, contendo cenas de conjunção carnal envolvendo a modelo Daniela Cicarelli, ferindo à proteção ao direito de imagem. Com isso, nota-se que essa liberdade precisa ser fiscalizada e, se for o caso, censurada, a fim de evitar abusos dos meios de comunicação. Explicação + citação V oltaire afirmou: “Posso não concordar com as suas ideias, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-las.” Nesse sentido, é necessário compreender que a discordância das ideias veiculadas em sistemas midiáticos não pode fazer com que estas, de forma alguma, sejam coibidas pelo simples fato de se materializarem de forma contrária a determinado pensamento ou ideologia. Tal premissa valida a concepção de que os meios de comunicação devem se autorregular, com o intuito de evitar uma circunstância antidemocrática na difusão de informações e acontecimentos. b) hega-se a conclusão de que o ensino público é de ótima qualidade. Já no segundo caso, poderC -se-ia dizer que o ensino público é regular, visto que 50% dos candidatos foram aprovados. No primeiro caso, esse índice atinge a marca de 98%. 2. remissa inicial: O regime de governo mais eficaz é aquele que melhor atende os anseios do povo. b) P Premissa intermediária: a liberdade de expressão é um dos maiores anseios do povo. remissa intermediária: a democracia é o único regime que garante de forma plena a liberdade de P expressão. Conclusão: a democracia é o regime mais eficaz. c) Premissa Inicial: A juventude não é engajada. Premissa Intermediária: A juventude é engajada, mas não em manifestações e em passeatas. Conclusão: A participação atual do jovem é diante de um cenário multifacetado. 3. vidência(s): a consciência ecológica da população é maior em países que promovem campanhas b) E eficazes a favor do meio ambiente. onclusão: a educação e a conscientização do povo são essenciais para a manutenção de nosso C planeta. Análise de Textos e Fenômenos Linguísticos 1. A 2. A 3. B 4. C 5. C 6. Ele é a favor da diminuição da maioridade penal. aluno pode apresentar qualquer um dos argumentos utilizados pelo autor, como, por exemplo, “O O caso de Embu-Guaçu é de fato horrível. Mas não se pode pactuar, por isso, com aqueles que agora querem disseminar ainda mais horror e barbárie (...)” ou “Dois terços dos presos no Brasil têm entre 18 e 24 anos. A enorme maioria é destituída de tudo, de educação, saúde, lazer, de trabalho e moradia, de humanidade e futuro”. 7. im. Durante todo o texto, o autor tenta mostrar que a redução da maioridade penal não é a solução, S pois precisamos oferecer melhores condições de vida aos adolescentes e não puni-los com as mesmas barbáries que cometeram. Português II 13 Curso pH
  14. 14. 8. onclusão: “é inadmissível submeter um adolescente à tortura e à morte, mesmo que por meio do C governo.” 9. azendo uma analogia com a atitude de Bronson nos filmes, o autor mostra que não podemos fazer F justiça cometendo os mesmos erros que quem está sendo punido cometeu. Desse modo, arriscamo-nos a nos tornar justamente o que estamos julgando como errado. 10. O aluno deve oferecer um argumento que refute o enunciado. Ex.: Com a melhora das condições dos presídios (mais investimentos), não haveria barbárie no sistema penitenciário, possibilitando a diminuição da maioridade penal. 11. Para que a mente seja saudável, é primordial que haja adequação do controle da mente sobre o corpo. 12. O povo de Ossevaolep não se preocupa em ter ponto de vista em relação àqueles que teriam a visão normal do mundo. 13. a) s seguintes sintagmas nominais caracterizam o “povo primitivo”: vida organizada; povo feliz; O (povo) de cabeça muito sólida e mãos reforçadas; cabeça muito sólida; mãos reforçadas; coisas aladas; (coisas) cheias de sabedoria; vida longa; os cabecences-parabaixo. b) s sintagmas em (a) recebem, no texto II, conotação positiva – vinculada a felicidade, sabedoria, O organização, longevidade –, o que contrasta com a caracterização normalmente atribuída a “povo primitivo”. 14. a) s processos de formação utilizados foram composição por justaposição e derivação sufixal. O b) s observadores criaram um neologismo que não vai além do nível descritivo superficial porque O eles não conseguiram alcançar um conhecimento aprofundado, conclusivo a respeito do povo de Ossevaolep. 15. A relação entre a terceira suposição do texto I e o estilo de vida do povo de Ossevaolep, no texto II, traduz-se da seguinte forma: o andar de cabeça para baixo é controlado com a adequação necessária para uma vida organizada e feliz. 16. a) eu lírico encontra-se em crise por se sentir completamente deslocado (inadequado, desajustaO do) em relação à coletividade, ao mundo. b) solução proposta é render-se ao mundo: o eu lírico mostra que é melhor seguir mudo o caminho A da coletividade do que ficar só. 17. Os vocábulos que constroem imagens vinculadas ao campo semântico de travessia são os seguintes: ando, vou(-me), seguir, andam, anda, erra (verbos); passadas, vias, caminho, pisadas, atalho (substantivos). 18. O significado de loucura no texto IV está relacionado à condição e à própria atividade do ser poeta: louco é o poeta e loucura é a poesia. 19. A terra é sempre a negra algema do poeta / a extrema Desventura prende o poeta na terra (ou na algema) ou A terra é sempre a negra algema do poeta / prende o poeta na terra (ou na algema) a extrema Desventura 20. a) fluxo de consciência é um recurso narrativo que consiste em recriar a sucessão de pensamenO tos, sensações e lembranças em um plano psicológico que não se reduz à lógica convencional do discurso. No excerto, esse efeito é obtido por meio do polissindeteísmo (repetição do conectivo “e”), da reiteração anafórica da flexão verbal “estava”, da ausência de pontuação e da utilização de espaçamento dilatado, que sugere a fragmentação do discurso. Além disso, o adjunto adverbial “de repente”, empregado duas vezes no mesmo período, sugere mudança abrupta de estado sem causa explícita. b) discurso direto, expediente de citação em que o narrador introduz o discurso alheio reproduO zindo-o literalmente, ocorre nos trechos “deixe de preguiça menino!” e “você não quer mesmo almoçar?”, nos quais o enunciador apresenta as interpelações de sua mãe. Curso pH 14 Português II

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