Assassinato da Língua Portuguesa em Legítima Defesa

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Até onde o “erro” de Português é permitido no Texto Publicitário.

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Assassinato da Língua Portuguesa em Legítima Defesa

  1. 1. Até onde o “erro” de Português é permitido no Texto Publicitário.<br />
  2. 2. Assassinato da Língua Portuguesa em Legítima Defesa.<br />
  3. 3. Erros de português são imperdoáveis quando cometidos por comunicadores, certo? Errado. Há chances de o redator publicitário ser perdoado.<br />O “assassinato” da língua portuguesa pode ser cometido no caso de legítima defesa por esse profissional. Como assim?<br />Muitas vezes o redator precisa adaptar um errinho para que o texto fique mais rítmico, como no caso do slogan da Caixa Econômica Federal: “Vem pra Caixa você também”. Imagine se fosse escrito na forma correta: “Venha à Caixa você também”. Horrível!<br />O slogan da Magazine Luiza cometeu o crime com a mesma arma – o verbo Vir. “Vem ser feliz” ao invés de “Venha ser feliz”.<br />Nos dois casos não há sonoridade na forma correta da construção frasal. Por isso os redatores desses casos são inocentes.<br />
  4. 4. Outra arma usada nesses crimes é a informalidade. Desde que somos alfabetizados sabemos que devemos ter cerimônia na forma escrita. <br />Acontece que o redator publicitário precisa falar a língua do público-alvo.<br />Nem todos os textos comerciais são feitos para serem percebidos dessa forma. A maioria é criada para ser agradável, emocional, engraçada, etc. Se o público é informal, seu texto é informal.<br />Nesse caso, o réu, Rynaldo Gondim, criou um texto para a marca Havaianas, voltado às mulheres. O texto fala de praia e cidade, lugares onde não vivemos formalmente. <br />Ele usou “pra” – abreviação de “para” e “pezinho” – diminutivo de “pé”, que causaram aproximação com a leitora.<br />
  5. 5.
  6. 6. Roberto Pereira, o próximo a ser julgado, criou para a Artex um texto usando o “a gente”. A abordagem do anúncio é humorística.<br />Imagine que graça teria escrever: “Nós não sabemos se rimos ou se choramos”.<br />
  7. 7. Portanto, Rynaldo e Roberto, ambos da AlmappBBDO, são inocentes.<br />Já neste caso, também vindo da AlmapBBDO, o réu é culpado. Nunca se separa o sujeito do predicado.  Esse não chega a ser homicídio duplamente qualificado, mas é um crime gravíssimo. E se a defesa quiser se manifestar, por favor, sinta-se a vontade.<br />http://www.youtube.com/watch?v=-z4JxFtik88 ou http://www.youtube.com/watch?v=ZJs8j14dA2I&NR=1<br />
  8. 8. Veja mais recursos e procedimentos<br />usados por redatores e criativos publicitários<br />na elaboração de seus discursos persuasivos.<br />www.discutindoaredacao.wordpress.com<br />

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