Violência e
direitos humanos
Capítulo 12 – iolência e direitos humanos
FILOSOFAR COM TEXTOS:
TEMAS E HISTÓRIA DA
FILOSOFIA
A violência
 Todos possuímos uma percepção da violência. Ela pode ser
mais próxima (quando um ente querido ou nós mesmos
...
Retirantes, quadro de
Cândido Portinari, 1944.
A ideia mais comum de
violência está relacionada ao
uso da força física. Co...
 Para que um ato seja considerado violento, é preciso que ele
envolva ação voluntária (deliberação) – por isso, diz
respe...
Tipos de violência
 Violência na sociedade:
• Violência do Estado – desde o século XVII, o Estado
constituiu-se como esta...
Tipos de violência
 Violência externa:
• A guerra é uma violência institucionalizada entre países
ou grupos de países. A ...
A paz e a não violência
 A paz não é a ausência de conflitos, mas a resolução deles
por meio de discussão e diálogo. São ...
A paz e a não violência
 Do ponto de vista histórico, os direitos humanos foram se
ampliando progressivamente. Podemos di...
A paz e a não violência
O artista chinês Xin Ba realiza uma performance ao se apresentar em uma
espécie de “gaiola”, em pr...
FILOSOFAR COM TEXTOS:
TEMAS E HISTÓRIA DA
FILOSOFIA
ANOTAÇÕES EM AULA
Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Edua...
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  1. 1. Violência e direitos humanos Capítulo 12 – iolência e direitos humanos FILOSOFAR COM TEXTOS: TEMAS E HISTÓRIA DA FILOSOFIA
  2. 2. A violência  Todos possuímos uma percepção da violência. Ela pode ser mais próxima (quando um ente querido ou nós mesmos sofremos algum tipo de violência) ou mais distante (quando a violência ocorre em outro país ou atinge uma pessoa famosa).  Não é simples definir violência. Em um primeiro momento, associamos a violência à utilização da força física, pela qual o agressor constrange a vítima.
  3. 3. Retirantes, quadro de Cândido Portinari, 1944. A ideia mais comum de violência está relacionada ao uso da força física. Contudo, existem outros tipos de violência, de natureza estrutural, que decorrem da injusta distribuição de terras e renda em vários países. A violência COLEÇÃOMUSEUDEARTEDE SÃOPAULOASSISCHATEAUBRIAND
  4. 4.  Para que um ato seja considerado violento, é preciso que ele envolva ação voluntária (deliberação) – por isso, diz respeito apenas aos seres humanos. Nesse sentido, identificamos eventos que são apenas aparentemente violentos, mas que na realidade dependem dos determinismos, como as forças da natureza (terremotos, tsunamis etc.).  Há ainda atos humanos que, apesar de sua aparência, não podem ser considerados atos violentos: costumes culturais quando visam à sobrevivência, rituais de passagem indígenas, cirurgias médicas etc. A violência
  5. 5. Tipos de violência  Violência na sociedade: • Violência do Estado – desde o século XVII, o Estado constituiu-se como estado de direito (no qual impera a lei), o que lhe concede o monopólio legítimo da violência. • Violência passiva (ou por omissão) – ocorre quando deixamos de fazer uma ação que poderia salvar vidas ou evitar sofrimento. • Violência psicológica – sem recorrer à força física, opera sobre a consciência e a vontade de maneira a obrigar alguém a agir de certo modo. • Violência estrutural – nela a figura do agressor está mascarada, porque resulta da desigual e injusta distribuição das riquezas produzidas, que exclui grande parte da população mundial dos bens fundamentais para viver com dignidade.
  6. 6. Tipos de violência  Violência externa: • A guerra é uma violência institucionalizada entre países ou grupos de países. A atuação militar tem suas regras próprias; quando o confronto é entre segmentos de um mesmo país, chama-se guerra civil. • O massacre e o genocídio são extrapolações das regras de guerra – o primeiro atinge prisioneiros e a população civil, o segundo é o extermínio deliberado de grupos étnicos específicos. • O terrorismo é um tipo de violência extremada, realizada por meio de atentados; é um ataque planejado de grande impacto, tem efeito surpresa e suas vítimas são aleatórias.  Civilização e barbárie. É indevido atribuir atos bárbaros apenas a “povos bárbaros”. A barbárie pode ser cometida por povos civilizados, desde que sejam capazes de atos que desrespeitem ou ignorem os princípios de civilidade.
  7. 7. A paz e a não violência  A paz não é a ausência de conflitos, mas a resolução deles por meio de discussão e diálogo. São representantes do pacifismo ou da filosofia da não violência o indiano Mahatma Gandhi e o líder negro norte-americano Martin Luther King. Cada um deles lutou, de forma não violenta, contra as opressões sofridas por seu povo.  A ideia da paz e da não violência geralmente está associada à luta pelos direitos humanos. São direitos considerados inerentes a todos os seres humanos, sem exceção. É o direito à cidadania, à dignidade, a um tratamento justo. A noção de justiça pode ser identificada à equidade: a igual distribuição de benefícios e obrigações a todos.
  8. 8. A paz e a não violência  Do ponto de vista histórico, os direitos humanos foram se ampliando progressivamente. Podemos distinguir três momentos da geração desses direitos: a primeira geração foi no século XVII, quando se lutou contra os governos absolutos e arbitrários (conquista da liberdade); a segunda geração foi inspirada pelo socialismo do século XIX (defesa da igualdade) para a ampliação dos direitos sociais; a terceira geração é a dos direitos coletivos, da solidariedade planetária, incluindo aí a defesa da paz e do meio ambiente.  Os militantes dos direitos humanos costumam ser acusados de “defensores de bandidos”, embora sua atuação seja plural, na defesa do meio ambiente e de vítimas de racismo, de trabalho infantil e escravo, de desigualdades de todo tipo etc.
  9. 9. A paz e a não violência O artista chinês Xin Ba realiza uma performance ao se apresentar em uma espécie de “gaiola”, em protesto pela libertação do ativista cego, Chen Guangcheng, que chamou a atenção internacional para questões dos direitos humanos nas áreas rurais da China. Beijing, janeiro de 2012. LIUJIN/AFPPHOTO
  10. 10. FILOSOFAR COM TEXTOS: TEMAS E HISTÓRIA DA FILOSOFIA ANOTAÇÕES EM AULA Coordenação editorial: Maria Raquel Apolinário, Eduardo Augusto Guimarães e Ana Cláudia Fernandes Elaboração: Maria Lúcia de Arruda Aranha e Renato dos Santos Belo Edição de texto: Samir Thomaz Preparação de texto: José Carlos de Castro Coordenação de produção: Maria José Tanbellini Iconografia: Camila D'Angelo, Marcia Mendonça, Angelita Cardoso e Denise Durand Kremer EDITORA MODERNA Diretoria de Tecnologia Educacional Editora executiva: Kelly Mayumi Ishida Coordenadora editorial: Ivonete Lucirio Editoras: Jaqueline Ogliari e Natália Peixoto Assistentes editoriais: Ciça Japiassu Reis e Renata Michelin Editor de arte: Fabio Ventura Editor assistente de arte: Eduardo Bertolini Assistentes de arte: Ana Maria Totaro, Camila Castro, Guilherme Kroll e Valdeí Prazeres Revisores: Diego Rezende e Ramiro Morais Torres © Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados. EDITORA MODERNA Rua Padre Adelino, 758 – Belenzinho São Paulo – SP – Brasil – CEP: 03303-904 Vendas e atendimento: Tel. (0__11) 2602-5510 Fax (0__11) 2790-1501 www.moderna.com.br 2012

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