Debate Efficient Capital Markets II

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FAMA, E.F. 1991. Efficient capital markets: II. JOURNAL OF FINANCE, 46(5):1575–1617.

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Debate Efficient Capital Markets II

  1. 1. Efficient Capital Markets: IIApreciação CríticaDebatedor: Leonardo Chalhoub
  2. 2. Adequação à teoriaArgumenta-se sobre a validade, em 1991,da Teoria da Eficiência dos Mercados deCapitais.O artigo se adequa à teoria ao abandonar aversão “extrema” de eficiência de mercado,descrevendo uma versão mais “fraca eeconomicamente mais sensível”, ondeassume-se a existência de custos detransação e obtenção de informações.
  3. 3. Adequação à teoriaApesar disso, o autor afirma que há vantagensem se utilizar a versão “extrema”, já que estapermite um “clean benchmark” que facilitaria adecisão sobre quais custos de transação e deobtenção de informações devem serconsiderados.“Assim, cada leitor é então livre para julgarcenários onde a eficiência de mercado é umaboa aproximação e outros onde um outromodelo seria uma melhor visão simplificadora domundo” (FAMA, 1991, p. 1575)
  4. 4. Adequação à teoriaPara Fama, além da questão sobre a ambiguidadedos custos transacionais, há um outro obstáculoainda mais importante às inferências sobreeficiência de mercado: o problema da hipóteseconjunta, onde a eficiência de mercado éimpossível de ser testada por si só; deve ser testadaconjuntamente com algum modelo de precificaçãode ativos.Assim, quando há evidência de comportamentoanômalo dos retornos, não se pode afirmar se éproveniente de uma ineficiência de mercado ou deum modelo inadequado.
  5. 5. Adequação à teoriaOutro ponto importante para o debate é o fato que oautor modificou os nomes das categorias detrabalhos sobre eficiência de mercado, a fins deampliação do escopo.Testes de Forma Fraca:Testes sobre Previsibilidade de Retornos.-Testes de Forma Semi-Forte:Estudos de Eventos.-Testes de Forma Forte:Testes sobre Informações Privadas.
  6. 6. ClarezaPor se tratar de uma sequência direta doprimeiro artigo, o autor vai “direto aoponto”, de maneira muito clara, com aintenção de apresentar argumentos,autores, hipóteses e testes empíricosmais recentes.
  7. 7. Pontos FortesO período entre 1970 e 1990 foi considerado porFama (1991) como “frutífero” para a eficiênciade mercado e para os modelos de precificaçãode ativos.A Teoria da Eficiência dos Mercados de Capitaisainda é considerada válida, já que os novostestes não indicam ou inferem a existência deineficiência no mercado de capitais.
  8. 8. Pontos FortesNos testes de Previsibilidade de Retornos, conforme análiselongitudinal, assume-se agora que o retorno esperado é variávelao longo do tempo, ao contrário dos trabalhos anteriores, onde oretorno esperado se mantinha constante.Esses estudos utilizam-se de outras variáveis, além dos retornospassados, para suas previsões, como os índices D/P e E/P.Mesmo com a inserção destas novas variáveis nos testesrealizados, ainda assim não se constatou ineficiência, apenasdesvios e ou anomalias que não caracterizariam que o mercadode capitais é ineficiente.Além disso, nos trabalhos anteriores, concentrou-se apenas naprevisibilidade diária, semanal ou mensal. Nos testesapresentados no artigo “II”, analisa-se a previsibilidade deretornos em horizontes mais longos.
  9. 9. Pontos FortesNos Estudos de Eventos, constata-se o ajusteeficiente dos preços à informações novas.“Event Studies are the cleanest evidencewe have on efficiency (FAMA, 1991, p. 1602).Nos testes de Informação Privada, tampoucoforam localizadas evidências de que gruposque supostamente possuem informaçõesmonopolísticas conseguem, de fato, maioresretornos que o mercado em si.
  10. 10. Pontos FracosA teoria em sua versão extrema serve apenas como abstração,permitindo um benchmark limpo, sem existir na realidade.Alguns testes realizados em relação à Previsibilidade de Retornos, tantoLongitudinais quanto Secções Transversais, e à Informação Privada,tiveram seus resultados e interpretações limitadas ao problema dahipótese conjunta.Nos testes de previsibilidade de retornos envolvendo seçõestransversais, utilizaram-se modelos de precificação que não estavamdesenvolvidos e/ou criados em 1970: o modelo com um fator de Sharpe,Lintner e Black (SLB), o modelo multivariado de Merton e Ross e omodelo intertemporal baseado no consumo de Rubinstein, Lucas,Breeden et al. Nenhum modelo pode ser considerado absoluto, e osresultados dos testes diferem de um para o outro. Assim,
  11. 11. Dúvidas Remanescentes Nihil.
  12. 12. Críticas O autor sempre cita trabalhos próprios ao “enfrentar”outros trabalhos, com poucas exceções; Assume-se como verdadeiro o fato de que háprevisibilidade a partir de informações históricas, porémdetermina que as previsões são insignificantes e quenão inferem em uma ineficiência de mercado a curto oulongo prazo. Quanto aos testes sobre Informação Privada, éinteressante notar o fato constatado de que os objetossupostamente portadores de informações sigilosasestavam obtendo retornos abaixo do mercado.
  13. 13. Sugestões para Futuras PesquisasFama sugere dois pontos:1. Relacionando as propriedadestransversais entre retornos esperadoscom a variação de retornos esperadosatravés do tempo (Transversal xLongitunal);2. Relacionada ao comportamento dosretornos esperados em relação àeconomia real de uma maneiradetalhada.

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