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Exemplifico o que foi dito relatando, brevemente, minha experiência pessoal no 
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Referências Bibliográficas 
ALMEIDA FILHO, J.C.P. (org.) (1995) Português para estrangeiros: interface com o 
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A Língua do meio - Ensaio sobre interlíngua

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Ensaio que aborda a importância da interlíngua no processo de aprendizagem de uma segunda língua.

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A Língua do meio - Ensaio sobre interlíngua

  1. 1. A língua do meio ­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­Ens aio sobre interlíngua e sua importância no processo de aprendizagem de segunda língua Lenílson da Costa Silva Este ensaio versa sobre as questões da interlíngua, dialogando com uma proposta conceitualista, bem como sua relevância no processo de aprendizagem de segunda língua (L2) a fim de compreender de que forma esse processo interlinguístico interfere positiva ou negativamente na aprendizagem de L2. De início, é preciso responder a seguinte pergunta: o que é interlíngua? Interlíngua é um sistema de transição criado pelo aprendiz durante o seu processo de assimilação de uma segunda língua ou língua estrangeira; e é bem verdade que essa interlíngua varia dependendo de quem a fala e de quais insumos linguísticos o aprendiz possui, além de qual é a língua materna (LM) desse aprendiz. Ao abordar as questões da interlíngua, é preciso compreender outros dois conceitos importantes: o de interferência e o de fossilização. A saber: interferência é a ocorrência das formas de uma língua, em primeiro momento, a LM, em outra língua, L2. Essa ocorrência de formas causa desvios perceptíveis no que se refere à pronúncia, vocabulário, estruturação de frases, assim como desvios nos níveis idiomáticos e culturais. Já a fossilização refere­se aos erros e desvios no uso da língua que se está aprendendo, esses erros são internalizados pelo aprendiz e por isso são de difícil eliminação. Tanto a interferência quanto a fossilização elucidam os percalços no desenvolvimento gradativo de uma L2. A interlíngua se caracteriza pela ocorrência das formas da LM que inevitavelmente aparecerão na fala do aprendiz. Segundo Harpaz (2003) a pessoa que aprende uma segunda língua, estrutura suas ideias de forma mais monitorada; articula os sons dessa nova língua e deveria evitar hábitos linguísticos de sua LM, porém, os mecanismos ­estruturação de ideias e fonação ­relativos à LM são difíceis de serem evitados, visto que ao deparar­se com um novo sistema, o aprendiz se vê dependente desses hábitos. Por essa razão, para um adulto, já com seu sistema linguístico estabelecido ­aprender uma segunda língua demanda muito mais tempo do que para uma criança, sem esse sistema arraigado.
  2. 2. Exemplifico o que foi dito relatando, brevemente, minha experiência pessoal no processo de aprendizagem da Língua de Sinais Brasileira (LSB) como L2. Várias interferências da Língua Portuguesa (LP) ocorreram durante meu processo de aprendizagem da LSB, costumava falar uma língua intermediária entre a LP e a LSB, uma interlíngua comumente chamada de português sinalizado. A medida que fui ganhando mais insumos linguísticos da língua alvo (LAL) fui declinando dessa interlíngua e ganhando mais propriedade no sistema linguístico da L2. Contudo, embora já sabendo diferenciar o que é LP, LSB e português sinalizado, ainda restam alguns desvios fossilizados que aparecem frente às necessidades comunicativas, por exemplo, em expressões idiomáticas inexistentes em uma das línguas. A minha exposição à LSB se deu de forma intensa, o que minimiza significativamente os meus hábitos provindos da LM. O mesmo não ocorre no meu aprendizado da língua espanhola, onde os meus inputs linguísticos são insuficientes o que pode acarretar numa tendência maior à fossilização dos desvios, isto porque minhas necessidades de comunicação em língua espanhola demanda uma frequente criação de uma interlíngua, comumente chamada de portunhol, que se não for assistida por inputs autênticos, poderá causar uma internalização precoce das formas do portunhol. Levando em conta o que foi observado, a interlíngua pode ser vista de maneira positiva, quando esta, utilizando­se dos insumos da LM pode colaborar no aprendizado de L2, de modo a transferir as habilidades linguísticas da língua materna no decurso de assimilação de segunda língua, ou seja, transferindo essas habilidades; não obstante, a interlíngua poderá assumir um caráter negativo quando esta fossiliza velhos hábitos linguístico do aprendiz e os transferem para a segunda língua dificultando ainda mais seu aprendizado, nesse momento a figura do professor se faz necessária no sentido de apresentar metodologias assertivas, expondo o aprendiz aos inputs autênticos da L2 em questão, respeitando as interlínguas desses aprendizes, evidenciando que elas são apenas um trampolim para se chegar à língua alvo.
  3. 3. Referências Bibliográficas ALMEIDA FILHO, J.C.P. (org.) (1995) Português para estrangeiros: interface com o Espanhol. Campinas: Pontes. Harpaz, Yehouda. Myths and misconceptions in Cognitive Science. Human Cognition in the Human Brain. <http://human­brain. org/myths.html>. Online. Nov 1, 2003. LANZETTI, Rafael. Aprendizado de Línguas Estrangeiras. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GitvTUpuYpQ. Acesso em: 20 de novembro de 2014 QUADROS,R. M. Educação de surdos: aquisição da linguagem. Artes Médicas. Porto Alegre. 1997.

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