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Seleção é censura? SUPERAÇÃO &quot;Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de c...
<ul><li>“Todos devem ler tudo, porque é deste confronto entre as obras que pode nascer um espírito crítico afiado”. </li><...
<ul><li>“Necessidade de se cativar o leitor iniciante com obras capazes de suscitar o desejo de novas leituras e com isto ...
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Roteiro de seleção de livros de ficção <ul><li>RECOMENDÁVEIS: </li></ul><ul><ul><li>Livros que proporcionem prazer e despe...
Com relação à qualidade literária <ul><li>Estar atento: </li></ul><ul><ul><li>À singularidade, riqueza e força expressiva ...
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Em poesia <ul><li>Considerar: </li></ul><ul><ul><li>Obras capazes de tocar a sensibilidade do leitor, seja pela expressão ...
<ul><li>As Borboletas </li></ul><ul><li>Brancas  </li></ul><ul><li>Azuis </li></ul><ul><li>Amarelas </li></ul><ul><li>E pr...
Poema do menino Jesus (Fernando Pessoa) <ul><li>Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como uma fotografia: eu ...
Em prosa <ul><li>Considerar: </li></ul><ul><ul><li>Histórias ou narrativas emocionantes e divertidas; </li></ul></ul><ul><...
- A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, m...
Tradução <ul><ul><li>As que se fazem diretamente de obras originais; </li></ul></ul><ul><ul><li>As que possuam adequação a...
A NOVA ROUPA DO IMPERADOR Hans Christian Andersen “ Há muitos e muitos anos havia um Imperador tão apaixonado pelas roupas...
Hans Christian Andersen
Adaptações <ul><li>Somente as que conservam o sentido da obra original; </li></ul><ul><li>Aquelas em cuja capa ou folha de...
Título:  Óperas para crianças: A Flauta Mágica Adaptação:  Ruth Rocha Ilustrações:  Odiléia Setti Toscano Editora Callis, ...
Livros sem texto <ul><li>Não condicionar a seleção a ilustrações coloridas; </li></ul><ul><li>Aquelas que reúnam originali...
http://www.angela-lago.com.br/livro.html
Quadrinhos <ul><li>Aqueles com ilustrações e roteiros originais; </li></ul><ul><li>Aqueles em que exista harmonia entre te...
 
Qualidade gráfica <ul><li>Boa diagramação, que não superponha texto e imagem e ocupe harmoniosamente o espaço da folha; </...
Qualidade gráfica <ul><li>Aqueles com formato adequado, uma diagramação que facilite a leitura; </li></ul><ul><li>Aqueles ...
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Ilustração <ul><li>Aquelas em branco e preto ou a cores, mas realizadas com o sentido estético exigido pela obra; </li></u...
Ilustração <ul><li>Aquelas em que as imagem apresentem uma sequência coerente com a proposta da narrativa; </li></ul><ul><...
<ul><li>“A seleção não tem por objetivo vender ou condenar livros, mas estimular leitores ajudando-os com todos os riscos ...
“ O livro não modifica o mundo. O livro modifica o homem. O homem é quem modifica o mundo...” (Monteiro Lobato)
Referência <ul><li>YUNES, E. Da crítica e da seleção de livros para crianças e jovens.  Releitura , n. 3, p. 39-45, abr./j...
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Aula para a disciplina Formação e Desenvolvimento de Acervo do curso de Biblioteconomia da ECI-UFMG. Texto base de Eliane Yunes.

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Da crítica e da seleção de livros para crianças e jovens

  1. 1. Da crítica e da seleção de livros para crianças e jovens: ELIANA YUNES FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE ACERVO Leandro Negreiros
  2. 2. <ul><li>“A discussão é antiga: não basta ser professor ou lidar com crianças para saber o que é bom em literatura infantil. É preciso ser leitor, acompanhar a produção, conhecer, de fato, a concisão infantil e ter alguma informação básica sobre a própria literatura, com as especificidades relativas àquele leitor”. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>“Os responsáveis pela seleção [...] precisam conhecer mais de perto alguns aspectos da criação literária e ter referências sobre os critérios consensualmente admitidos por especialistas quando se tratar de recomendar leitura para crianças e adolescentes”. </li></ul>
  4. 4. Seleção é censura? SUPERAÇÃO &quot;Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão” (Monteiro Lobato). A obra “[...] só deve ser utilizada no contexto da educação escolar quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil” (Parecer CNE/CEB 15/2010)
  5. 5. <ul><li>“Todos devem ler tudo, porque é deste confronto entre as obras que pode nascer um espírito crítico afiado”. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>“Necessidade de se cativar o leitor iniciante com obras capazes de suscitar o desejo de novas leituras e com isto ir propiciando parâmetros que criem condições para escolhas pessoais mais exigentes”. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>“Faz sentido levar em conta a necessidade de se oferecer bons livros aos iniciantes para ganhá-los para o prazer de ler, antes de forçar a formação de um hábito sem deleite”. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>“Temos enormes dificuldades para obter todo o material editado em livros infantis e juvenis: os editores raramente valorizam , de fato, a importância dos prêmios, e quase sempre os juízos são tomados como censura, por isso manter um acervo completo e atualizado é difícil”. </li></ul>
  9. 10. <ul><li>“Se queremos cativar leitores e precisamos do melhor é preciso conhecer, além das obras, o possível leitor”. </li></ul>
  10. 11. <ul><li>“ A criança já é pouco reconhecida de seus mais próximos interlocutores, e como leitor tem definitivas especificidades; a linguagem, concebida de uma perspectiva semiológica, precisa reconhecer traços do seu ponto de vista, e o enfoque particular do mundo pelo ângulo diverso com que o contempla, além de descartar o aspecto doutrinário pedagogizante da farta produção em LIJ. </li></ul>
  11. 12. <ul><li>“ Quem seleciona para crianças e jovens não precisa ser um crítico literário, mas deve ter alcançado a condição de leitor crítico”. </li></ul><ul><li>“ [...] A criança não está imune à dor, a perdas, a perplexidades”. </li></ul>
  12. 13. <ul><li>“Quando alguém busca um livro de literatura, busca-o para alcançar um prazer, não o prazer morno e ordinário, mas algo que dê arrepios, leve à percepção nova das coisas, amplie a imaginação e que lhe dê o sentimento do mundo e do homem. Há pois que se ler com dois olhos. Bem abertos”. </li></ul><ul><li>“Ler com coração e mente: partir do emocional e sensível da leitura para uma análise crítica do livro”. </li></ul>
  13. 14. <ul><li>“Nem todo bom livro será um clássico e nem sempre obras que são boas em épocas determinadas estão em listas de recomendações. As listas às vezes orientam vendas ao invés de leitores...” </li></ul>
  14. 15. Coisas que se buscam encontrar em bons livros <ul><li>Originalidade; </li></ul><ul><li>Empatia; </li></ul><ul><li>Linguagem; </li></ul><ul><li>Vazios; </li></ul><ul><li>Perspectiva da criança; </li></ul><ul><li>Convite à releitura; </li></ul><ul><li>Instrumento de libertação pela linguagem. </li></ul>
  15. 16. Roteiro de seleção de livros de ficção <ul><li>RECOMENDÁVEIS: </li></ul><ul><ul><li>Livros que proporcionem prazer e despertem interesse do leitor; </li></ul></ul><ul><ul><li>Que reúnam qualidade literária e gráfica, valorizando o livro como objeto integral onde a edição, o texto e a imagem estejam efetivamente articulados. </li></ul></ul>
  16. 17. Com relação à qualidade literária <ul><li>Estar atento: </li></ul><ul><ul><li>À singularidade, riqueza e força expressiva da linguagem; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ao uso adequado da língua vernácula; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aos regionalismos, que deverão ser entendidos no contexto. </li></ul></ul>
  17. 18. &quot;Acocorada junto às pedras que serviam de trempe, a saia de ramagens entalada entre as coxas, sinha Vitória soprava o fogo. Uma nuvem de cinza voou dos tições e cobriu-lhe a cara, a fumaça inundou-lhe os olhos, o rosário de contas brancas e azuis desprendeu-se do cabeção e bateu na panela. Sinha Vitória limpou as lágrimas com as costas das mãos, encarquilhou as pálpebras, meteu o rosário no seio e continuou a soprar com vontade, enchendo muito as bochechas. Labaredas lamberam as achas de angico, esmoreceram, tornaram a levantar-se e espalharam-se entre as pedras. Sinha Vitória aprumou o espinhaço e agitou o abano. Uma chuva de faíscas mergulhou num banho luminoso a cachorra Baleia, que se enroscava no calor e cochilava embalada pelas emanações da comida. Sentindo a deslocação do ar e a crepitação dos gravetos, Baleia despertou, retirou-se prudentemente, receosa de sapecar o pêlo, e ficou observando maravilhada as estrelinhas vermelhas que se apagavam antes de tocar o chão. Aprovou com um movimento a cauda aquele fenômeno e desejou expressar a sua admiração à dona. Chegou-se a ela em saltos curtos, ofegando, ergueu-se a ela em saltos curtos, ofegando, ergueu-se nas pernas traseiras, imitando gente. Mas sinhá Vitória não queria saber de elogios. - Arreda! Deu um pontapé na cachorra, que se afastou humilhada e com sentimentos de revolucionários. RAMOS, Graciliano, Vidas Secas, Rio,São Paulo: Record, 1999, p. 39.
  18. 19. Em poesia <ul><li>Considerar: </li></ul><ul><ul><li>Obras capazes de tocar a sensibilidade do leitor, seja pela expressão da sensibilidade, pela riqueza de imagens ou pelo caráter lúdico; </li></ul></ul><ul><ul><li>Poemas com linguagem sugestiva, em que a combinação ou o jogo das palavras criem associações novas, reveladoras de novas percepções; </li></ul></ul><ul><ul><li>As que possuam ritmos, sonoridade e musicalidade na linguagem; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aquelas com bom manejo da rima e da versificação, no caso da poesia rimada; </li></ul></ul><ul><ul><li>As que explorem com originalidade figuras literárias: imagens, metáforas, comparações e outras. </li></ul></ul>
  19. 20. <ul><li>As Borboletas </li></ul><ul><li>Brancas </li></ul><ul><li>Azuis </li></ul><ul><li>Amarelas </li></ul><ul><li>E pretas </li></ul><ul><li>Brincam </li></ul><ul><li>Na luz </li></ul><ul><li>As belas </li></ul><ul><li>Borboletas </li></ul><ul><li>Borboletas brancas </li></ul><ul><li>São alegres e francas. </li></ul><ul><li>Borboletas azuis </li></ul><ul><li>Gostam muito de luz. </li></ul><ul><li>As amarelinhas </li></ul><ul><li>São tão bonitinhas! </li></ul><ul><li>E as pretas, então . . . </li></ul><ul><li>Oh, que escuridão! </li></ul><ul><li>(Vinícius De Moraes) </li></ul>
  20. 21. Poema do menino Jesus (Fernando Pessoa) <ul><li>Num meio-dia de fim de primavera eu tive um sonho como uma fotografia: eu vi Jesus Cristo descer à Terra. Ele veio pela encosta de um monte, mas era outra vez menino, a correr e a rolar-se pela erva A arrancar flores para deitar fora, e a rir de modo a ouvir-se de longe. Ele tinha fugido do céu. Era nosso demais pra fingir-se de Segunda pessoa da Trindade. Um dia que DEUS estava dormindo e o Espírito Santo andava a voar, Ele foi até a caixa dos milagres e roubou três. Com o primeiro Ele fez com que ninguém soubesse que Ele tinha fugido; com o segundo Ele se criou eternamente humano e menino; e com o terceiro Ele criou um Cristo eternamente na cruz e deixou-o pregado na cruz que há no céu e serve de modelo às outras. Depois Ele fugiu para o Sol e desceu pelo primeiro raio que apanhou. Hoje Ele vive na minha aldeia, comigo. É uma criança bonita, de riso natural. Limpa o nariz com o braço direito, chapinha nas poças d'água, colhe as flores, gosta delas, esquece. Atira pedras aos burros, colhe as frutas nos pomares, e foge a chorar e a gritar dos cães. Só porque sabe que elas não gostam, e toda gente acha graça, Ele corre atrás das raparigas que levam as bilhas na cabeça e levanta-lhes a saia. A mim, Ele me ensinou tudo. Ele me ensinou a olhar para as coisas. Ele me aponta todas as cores que há nas flores e me mostra como as pedras são engraçadas quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas. Damo-nos tão bem um com o outro na companhia de tudo que nunca pensamos um no outro. Vivemos juntos os dois com um acordo íntimo, como a mão direita e a esquerda. Ao anoitecer nós brincamos as cinco pedrinhas no degrau da porta de casa. Graves, como convém a um Deus e a um poeta. Como se cada pedra fosse todo o Universo e fosse por isso um perigo muito grande deixá-la cair no chão. Depois eu lhe conto histórias das coisas só dos homens. E Ele sorri, porque tudo é incrível. Ele ri dos reis e dos que não são reis. E tem pena de ouvir falar das guerras e dos comércios. Depois Ele adormece e eu o levo no colo para dentro da minha casa, deito-o na minha cama, despindo-o lentamente, como seguindo um ritual todo humano e todo materno até Ele estar nu. Ele dorme dentro da minha alma. Às vezes Ele acorda de noite, brinca com meus sonhos. Vira uns de pena pro ar, põe uns por cima dos outros, e bate palmas, sozinho, sorrindo para os meus sonhos. Quando eu morrer, Filhinho, seja eu a criança, o mais pequeno, pega-me Tu ao colo, leva-me para dentro a Tua casa. Deita-me na tua cama. Despe o meu ser, cansado e humano. Conta-me histórias caso eu acorde para eu tornar a adormecer, e dá-me sonhos Teus para eu brincar. </li></ul>
  21. 22. Em prosa <ul><li>Considerar: </li></ul><ul><ul><li>Histórias ou narrativas emocionantes e divertidas; </li></ul></ul><ul><ul><li>As originais no tratamento do tema; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aquelas com uma criação adequada de personagens, que evoluam através do desenvolvimento da obra, sejam eles humanos, animais, objetos ou seres fantásticos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Aquelas com uma visão coerente do mundo em que se movam os personagens reais ou fantásticos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Histórias com um manejo hábil das sequências temporais e de diversos elementos de ação, surpresa e humor que mantenham a tensão no narrado; </li></ul></ul><ul><ul><li>Histórias que surpreendam o leitor, mesmo em se tratando de temas já conhecidos e explorados. </li></ul></ul>
  22. 23. - A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu. Piscar é abrir e fechar os olhos - viver é isso. É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais.[...] A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; pisca e brinca; pisca e estuda; pisca e ama; pisca e cria filhos; pisca e geme os reumatismos; por fim pisca pela última vez e morre. - E depois que morre? - perguntou o Visconde. - Depois que morre, vira hipótese. É ou não é? (Monteiro Lobato)
  23. 24. Tradução <ul><ul><li>As que se fazem diretamente de obras originais; </li></ul></ul><ul><ul><li>As que possuam adequação ao vocabulário e à sintaxe do português; </li></ul></ul><ul><ul><li>As que apresentem linguagem fluida, permitindo uma compreensão global do que se lê; </li></ul></ul><ul><ul><li>As que permitam perceber a diversidade cultural dos povos. </li></ul></ul>
  24. 25. A NOVA ROUPA DO IMPERADOR Hans Christian Andersen “ Há muitos e muitos anos havia um Imperador tão apaixonado pelas roupas novas, que gastava com elas todo o dinheiro que possuía. Pouco se incomodava com seus soldados, com o teatro ou com os passeios pelos bosques, contanto que pudesse vestir seus trajes. Tinha um para cada hora do dia, e, ao invés de se dizer dele o que se diz de qualquer imperador: &quot;Está na Câmara do Conselho, dizia-se sempre a mesma coisa: &quot;0 Imperador está se vestindo&quot;. Na capital em que ele vivia, a vida era muito alegre; todos os dias chegavam multidões de forasteiros para visitá-la, e, entre eles, certa ocasião chegaram dois vigaristas. Fingiram-se de tecelões, dizendo-se capazes de tecer os tecidos mais maravilhosos do mundo. E não somente as cores e os desenhos eram magníficos como também os trajes que se faziam com aqueles tecidos que possuíam a qualidade especial de serem invisíveis para qualquer pessoa que não tivesse as qualidades necessárias para desempenhar suas funções e também que fossem muito tolas e presunçosas. - Devem ser trajes magníficos - pensou o Imperador. - E se eu vestisse um deles, poderia descobrir todos aqueles que em meu reino carecessem das qualidades necessárias para desempenhar seus cargos. E também poderei distinguir os tolos dos inteligentes. Sim, estou decidido a mandar tecer uma roupa para mim, a qual me servirá para tais descobertas. Entregou a um dos tecelões uma grande quantia como adiantamento, a fim de que o dois pudessem começar imediatamente com c esperado trabalho. Os dois vigaristas prepararam os teares e fingiram entregar-se ao trabalho de tecer mas o certo é que no mesmo não havia nenhum fio nas lançadeiras. Antes de começar pediram uma certa quantidade da seda mais fina e fio de ouro da maior pureza e guardaram tudo em seus alforjes e depois começaram a trabalhar, isto é, fingindo fazê-lo, com os teares vazios”.
  25. 26. Hans Christian Andersen
  26. 27. Adaptações <ul><li>Somente as que conservam o sentido da obra original; </li></ul><ul><li>Aquelas em cuja capa ou folha de rosto se anuncie tratar-se de uma adaptação, com inclusão de um prólogo em que o adaptador explique os princípios e métodos de seu trabalho; </li></ul><ul><li>Obras de tradição oral ou clássicos de outras culturas cujo acesso para nossas crianças e jovens nem sempre é facilitado. </li></ul>
  27. 28. Título: Óperas para crianças: A Flauta Mágica Adaptação: Ruth Rocha Ilustrações: Odiléia Setti Toscano Editora Callis, São Paulo - 1994 Título: Alice no País das Maravilhas Adaptação: Monteiro Lobato
  28. 29. Livros sem texto <ul><li>Não condicionar a seleção a ilustrações coloridas; </li></ul><ul><li>Aquelas que reúnam originalidade na ilustração, quer técnica, quer acabamento; </li></ul><ul><li>Os que dispensem qualquer explicação, sendo a imagem suficiente para expressar a história. </li></ul>
  29. 30. http://www.angela-lago.com.br/livro.html
  30. 31. Quadrinhos <ul><li>Aqueles com ilustrações e roteiros originais; </li></ul><ul><li>Aqueles em que exista harmonia entre texto e imagem; </li></ul><ul><li>Obras que valorizem aspectos particulares desta linguagem. </li></ul>
  31. 33. Qualidade gráfica <ul><li>Boa diagramação, que não superponha texto e imagem e ocupe harmoniosamente o espaço da folha; </li></ul><ul><li>Livros bem concebidos do ponto de vista da produção técnica: com indicação bibliográfica, páginas numeradas etc.; </li></ul><ul><li>Aqueles com capa atrativa (seja rústica ou elaborada, em branco e preto ou a cores), que remeta ao conteúdo do livro; </li></ul>
  32. 34. Qualidade gráfica <ul><li>Aqueles com formato adequado, uma diagramação que facilite a leitura; </li></ul><ul><li>Aqueles com tipos legíveis, tanto pelo desenho da letra, como pelo seu tamanho; </li></ul><ul><li>Livros bem encadernados, preferivelmente costurados ou grampeados, que possam ser manuseados sem soltar as folhas; </li></ul><ul><li>Livros com um bom papel, que permita apreciar as ilustrações (sobretudo no caso de livros com ilustrações coloridas) e evite as sombras no outro lado da página. </li></ul>
  33. 35. Ilustração <ul><li>Aquelas que forem expressivas, originais, atrativas e lúdicas; </li></ul><ul><li>As que se enlacem com elementos do texto e transmitam o clima e o sentido da obra sem retratar mecanicamente o texto; </li></ul><ul><li>Aquelas que expressem a destreza e o domínio que o ilustrador possui, independentemente da técnica utilizada; </li></ul>
  34. 36. Ilustração <ul><li>Aquelas em branco e preto ou a cores, mas realizadas com o sentido estético exigido pela obra; </li></ul><ul><li>As que tenham personagens expressivas, de características particulares e diferenciadoras, descartando preconceitos; </li></ul><ul><li>As que mantenham a coerência de cada personagem nas diferentes ocasiões e episódios; </li></ul>
  35. 37. Ilustração <ul><li>Aquelas em que as imagem apresentem uma sequência coerente com a proposta da narrativa; </li></ul><ul><li>As que deleitem os leitores e lhes permitam ampliar e enriquecer sua imaginação. </li></ul>
  36. 38. <ul><li>“A seleção não tem por objetivo vender ou condenar livros, mas estimular leitores ajudando-os com todos os riscos a obter uma percepção crítica da realidade por conta própria”. </li></ul>
  37. 39. “ O livro não modifica o mundo. O livro modifica o homem. O homem é quem modifica o mundo...” (Monteiro Lobato)
  38. 40. Referência <ul><li>YUNES, E. Da crítica e da seleção de livros para crianças e jovens. Releitura , n. 3, p. 39-45, abr./jun. 1992. </li></ul>

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