SILVICULTURA
Silvicultura da erva mate
Aula: 15
Profº Ms. Eng. Flor. Wagner Corrêa santos
Prof° eng. Flor. Wagner Corrêa S...
Ilex paraguariensis St. Hill
Erva - mate
Característica da erva mate
 “Mate” = Língua Indígena e significa o
que hoje chamamos de “cuia”
 Guaranis: Grandes consu...
Descrição Taxonômica
 Nome científico: Ilex paraguariensis
 Família: Aquifoliacia
 Espécie de sombra (Umbrófila)
 Caul...
Bordas dentadas da metade
Do limbo a extremidade
Pecíolo curto (15 mm)
Folha de 8 a 10 cm
Tipos de Erva - Mate
 Difícil diferenciação
 Classificação gaúcha
 Erva do talo roxo
 Erva do talo branco
 Erva periq...
Tipos de Erva - Mate
 Ervas de talo roxo é considerado mais amarga
 Paraná:
 Região de Imbituva (talo roxo- amargo),
 ...
Tipos de Erva - Mate
 Paladar forte: regiões ervateiras de talo roxo
 Paladar fraco: regiões ervateiras de talo branco
...
Tipos de Erva - Mate
Adulteração da erva mate: Misturado junto a
erva, não permitida pela legislação, são utilizadas
outra...
Área de distribuição Natural

Área de distribuição Natural
 Clima: Cfa e Cfb chuvas regulares com precipitação
em torno de 1250 mm a 2500 mm, temperatu...
Economia da erva-mate
 Uso da erva mate
 Bebidas (chimarrão, terere, refrigerante, cerveja)
 Insumos de alimentos (Sorv...
Economia da erva-mate
 Área ocupada pela erva mate no Paraná
 em torno de 176 municípios (1995)
 283 mil ha (91,2% nati...
Economia da erva-mate
 Comercialização da erva mate
 Aumento do consumo de 190% no mercado de
bebidas não alcoólicas na ...
Produção da Erva mate
Coleta de Sementes
Coleta de Sementes
 Seleção das árvores
 Árvores com boa produtividade (+ folhas)
 Idade superior a 6 anos (boa germina...
 Planta com muita semente (não recomendado)
 - privilegiar sementes de árvores com muitas folhas
Sementes verdes
Sementes em ponto de coleta
-cor roxo
-casca consistente
- pássaros comendo sementes
Coleta de Sementes
 Colheita no chão
 Podem estar danificadas por brocas
 Colheita na lona
 Pode ser danificadas por b...
Coleta de Sementes
 Beneficiamento da semente
 Deixar de 2 a 3 dias em recipiente com água para
fermentação e depois esm...
Coleta de Sementes
 Quebra de dormência da semente
 Método da lata
 Perde muitas sementes
Coleta de Sementes
 Método da sementeira de areia
 O método consiste na utilização de recipientes de
madeira. Esses reci...
Coleta de Sementes
 Outras formas de estratificação
 Mini-estufa com irrigação diária (germ. em 30 dias)
 Água oxigenad...
Produção de Mudas
 Semeadura das sementes em canteiros
 Deve ser feito de agosto a setembro
 Plântulas surgem após 40 d...
Produção de Mudas
 Semeadura das sementes em tubetes
 Podem ser utilizados tubetes cônicos nos tamanhos
30 x 126 mm e 40...
Produção de Mudas
 Propagação vegetativa da erva mate
 Estaquia é o mais utilizado
 Retirar ramos novos (15 cm de comp ...
Plantio de Erva Mate
 Tipos de Ervais
 Erval Plantado
 Erval nativo
 Sistema Agroflorestais
Erval Nativo
Erval Plantado
Erval em sistemas agroflorestais
Plantio de Erva mate
(Manejo de Ervais Nativos)
 Roçar com foice a vegetação de pequeno porte e deixar os
ervais virgens ...
 Fazer figura desta dinâmica
Plantio de Erva mate
(Manejo de Ervais Plantados)
 Consiste em plantar em povoamentos
 Pode ser exposto ao sol ou sobre ...
Plantio de Erva mate
(Tratos culturais)
 Preparo do solo
 Aração e gradagem
 Utilizar subsolador na linha de plantio
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Plantio de Erva mate
(Tratos culturais)
 Adubação
 Ervais nativos não são adubadas
 Adubação orgânica
 Estrume de curr...
Plantio de Erva mate
(Tratos culturais)
 Adubação química
 Deve-se fazer no início da primavera
 Usar de 150 a 250 Kg/h...
Plantio de Erva mate
 Plantio
 Mudas com 15 a 25 cm de altura, 12 a 14 folhas, e
diâmetro do colo superior a 2,5 mm
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Plantio de Erva mate
 Cuidados ao plantar a muda
Plantio de Erva mate
 Espaçamentos
 Agroflorestais
 Entrelinhas ,maior que 4 metros
 Ervais sombreados densidade menor...
Tratos culturais
 Proteção contra o sol
 Protegidas nos primeiros 6 meses (luz e gerada)
 Evitar a luz do sol do fim da...
Método gaúcho
 Laminas d madeira que protegem do sol
da manha e da tarde
Método Argentino
Coloca-se uma estaca e amarra nesta capim ou sombrtite
Tratos culturais
 Replantio
 Sempre Verificar necessidade
 Replantar mudas maiores
 Irrigação
 Até seis meses, irriga...
Combate a ervas daninhas
 Altamente sensível a competição com ervas
 Método mecânico e aconselhado
 Linha = coroamento
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Combate a ervas daninhas
 Capina (enxada) deve ser feita até 5 anos, pois o
erval precisa de espaço para desenvolver
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Doenças de erva-mate
 Tombamento
 Principal problemas nas sementeiras
 Os principais fungos associados são: Botrytis
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Doenças
 Fatores que favorecem o tombamento
 são sementes contaminadas (resto de polpa),
substrato contaminado, alta den...
Tombamento
Ataque em reboleira
Doenças
 Pinta preta
 É a principal doença da erva-mate, sendo causada
pelo fungo Cylindrocladium spathulatum.
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Pinta preta
Doenças
 Cercosporiose
 É causada por Cercospora sp. e considerada uma
doença secundária por sua baixa incidência, por t...
Cercosporiose
Doenças
 Controle químico de doenças
 Controle preventivo: a cada 15 dias, iniciando após
3 dias a semeadura
 Benlate,M...
Pragas de erva mate
 Broca erva mate
 È a principal praga da erva mate
 Besouro faz a postura no tronco da árvore
 Ata...
Pragas
 Lagarta da erva mate
 mariposa que faz postura na parte superior das
folhas
 Lagartas comem brotações e folhas
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Pragas
 Lagarta do cartucho de seda
 Mariposa de 4 a 5 cm que faz sua postura sobre os
galhos ou folhas da erva em forma...
Pragas
 Cochonilha de cera
 A fêmea adulta fica recoberto de cera nos galhos,
apenas as formas jovens e machos se desloc...
Pragas
 Ampola da erva mate
 Cigarra, 2ª maior praga da erva, atacam o ano todo,
principalmente no verão,
 As fêmeas co...
Pragas
 Broca dos Ponteiros da erva mate
 Besouro, onde a fêmea faz postura em fendas
previamente preparadas no ramo pri...
Pragas
 Ácaros
 3 tipos:ácaro-do-bronzeado, ácaro vermelho,
ácaro branco
 Causam ataque da folha e sua queda
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Pragas
 Tomar muito cuidado com o controle quimico,
verificar se o produto e liberado para este fim
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Colheita da erva mate
 Poda de formação
 Feito para boa formação da copa (cálice)
 Retira-se os galhos tortos e galhos ...
Colheita da erva mate
 Indica-se como época para realização desta
poda, os meses de agosto e setembro,
podendo-se fazer u...
Colheita da erva mate
 Poda de produção
 Feito a partir do 4° a 5° ano
 Feito a cada 2 anos (plantado)
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Colheita da erva mate
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Colheita da erva mate
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Colheita da erva mate
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Colheita da erva mate
 Poda de renovação
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Colheita da erva mate
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Produtividade e rendimento
 Varia: Região, tecnologia, e idade do erva
 Rendimento por arvore: 30 min. Homem/arv.
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Produtividade e rendimento
Beneficiamento da erva
 Duas etapas: cacheamento e industrialização
 Cacheamento
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Beneficiamento da erva
 Sapeco
 Feito para folha não ficar preta com a secagem
natural
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 Figua pg 82
Beneficiamento da erva
 Quebragem da erva
 Após o sapeco, onde os ramos maiores são
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Beneficiamento da erva
 Carijó
 Desuso,é um rancho com os lados abertos onde é
mantido um fogo que seca as ervas arrumad...
Beneficiamento da erva
 Barbaquá
 Funciona como uma estufa onde o calor
do fogo que esta subterrâneo esquenta
uma chapa ...
 Cachemanento
 A erva vai ser triturada, tendo no final de
10 Kg de erva colhida é igual a 4 Kg de
erva cacheada, antiga...
Referências
 Manual da erva Mate: Jorge Zbigniew
Mazuchowski, 1991
 Cultivo da erva mate:Moacir J. S.
Medrado, embrapa, ...

 fim
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  1. 1. SILVICULTURA Silvicultura da erva mate Aula: 15 Profº Ms. Eng. Flor. Wagner Corrêa santos Prof° eng. Flor. Wagner Corrêa Santos
  2. 2. Ilex paraguariensis St. Hill Erva - mate
  3. 3. Característica da erva mate  “Mate” = Língua Indígena e significa o que hoje chamamos de “cuia”  Guaranis: Grandes consumidores e chamavam de “caá”  Jesuítas: primeiras plantações e comercialização do mate  Terceiro ciclo da economia paranaense
  4. 4. Descrição Taxonômica  Nome científico: Ilex paraguariensis  Família: Aquifoliacia  Espécie de sombra (Umbrófila)  Caule acinzentado (DAP 20 a 25 cm)  Atinge até 15 metros de altura  Dióica ( flores hermafroditas com um sexo não funcional)  Fruto pequeno verde a vermelho roxeado, dispersado por passaros
  5. 5. Bordas dentadas da metade Do limbo a extremidade Pecíolo curto (15 mm) Folha de 8 a 10 cm
  6. 6. Tipos de Erva - Mate  Difícil diferenciação  Classificação gaúcha  Erva do talo roxo  Erva do talo branco  Erva periquita  Classificação catarinense  Pequenas coriácea do talo roxo  Pequenas coriácea do talo branco  Grandes membranáceas do talo roxo  Grandes membranáceas do talo branco
  7. 7. Tipos de Erva - Mate  Ervas de talo roxo é considerado mais amarga  Paraná:  Região de Imbituva (talo roxo- amargo),  São Mateus (talo amarelo- transição entre branco e roxo com sabor amargo e suave), alta exportaçao.  Serra da esperança (folha miúda)  Campos Gerais (erva timoneira- peluda, muito amarga e perde sabor rapidamente)
  8. 8. Tipos de Erva - Mate  Paladar forte: regiões ervateiras de talo roxo  Paladar fraco: regiões ervateiras de talo branco  Paraná: Paladar(fraco e extra fraco)  Santa Catarina : Paladar(fraco e extra fraco)  Rio G. do Sul: Paladar (forte)  Mato grosso de Sul: Paladar (ultra forte e extra forte)
  9. 9. Tipos de Erva - Mate Adulteração da erva mate: Misturado junto a erva, não permitida pela legislação, são utilizadas outras espécie do gênero Ilex Congonha: Ilex brevicuspis, I. Coronaria, I. ovalifolia, I. publiflora, Caúna: I. theezans, I. dumosa
  10. 10. Área de distribuição Natural 
  11. 11. Área de distribuição Natural  Clima: Cfa e Cfb chuvas regulares com precipitação em torno de 1250 mm a 2500 mm, temperaturas média de 12 a 21ºC e altitude de 500 a 1500 m ao nível do mar  Solos: Solos permeáveis, tolera solos pobres com alto teor de Alumínio, textura média, profundidade maior que 1 metro,
  12. 12. Economia da erva-mate  Uso da erva mate  Bebidas (chimarrão, terere, refrigerante, cerveja)  Insumos de alimentos (Sorvete, doces)  Medicamentos (hipertensão, calmante)  Higiene em geral (esterelizante, trat. de esgoto)  Produtos de uso pessoal (perfume, sabonetes)
  13. 13. Economia da erva-mate  Área ocupada pela erva mate no Paraná  em torno de 176 municípios (1995)  283 mil ha (91,2% nativos e 8,8%plantados)  51 mil propriedades produtoras  Maior área (Guarapuava, União da Vitória, Irati)  Maiores produtores (Guarapuava, União da Vitória, Irati)
  14. 14. Economia da erva-mate  Comercialização da erva mate  Aumento do consumo de 190% no mercado de bebidas não alcoólicas na década de 90, seguidos do suco de frutas.  Balança comercial positiva nas exportações
  15. 15. Produção da Erva mate
  16. 16. Coleta de Sementes
  17. 17. Coleta de Sementes  Seleção das árvores  Árvores com boa produtividade (+ folhas)  Idade superior a 6 anos (boa germinação)  Selecionar conforme o gosto da erva  Coleta de janeiro a março (frutos violeta)  Relação 1,4 machos para 1 fêmea
  18. 18.  Planta com muita semente (não recomendado)  - privilegiar sementes de árvores com muitas folhas
  19. 19. Sementes verdes Sementes em ponto de coleta -cor roxo -casca consistente - pássaros comendo sementes
  20. 20. Coleta de Sementes  Colheita no chão  Podem estar danificadas por brocas  Colheita na lona  Pode ser danificadas por brocas (mais seguro)  Colheita na árvore  Corta-se o galho e coleta a semente
  21. 21. Coleta de Sementes  Beneficiamento da semente  Deixar de 2 a 3 dias em recipiente com água para fermentação e depois esmagar para retirar a polpa  Lavar a semente e peneirar, tendo cerca de 4 sementes por fruto  Secar na sombra  Ambiente estável com pouca luz ou câmera fria  1K de fruto= 100 g de semente  1Kg de semente =120.000 sementes, tendo em média 10% de germinação = 12.000 mudas
  22. 22. Coleta de Sementes  Quebra de dormência da semente  Método da lata  Perde muitas sementes
  23. 23. Coleta de Sementes  Método da sementeira de areia  O método consiste na utilização de recipientes de madeira. Esses recipientes devem ser perfurados a fim de facilitar a drenagem. Coloca-se uma camada de areia, de aproximadamente 3 cm, uma camada de semente de 3 cm e novamente uma camada de areia de 3 cm (Figura 1). Em seguida rega-se e mantém-se a umidade por cerca de 5 a 6 meses, sendo regado conforme a necessidade. A semente irá para a sementeira quando estiver com o tegumento frágil, que se parte com uma simples pressão com as unhas
  24. 24. Coleta de Sementes  Outras formas de estratificação  Mini-estufa com irrigação diária (germ. em 30 dias)  Água oxigenada 10 vol (ger. em 30 dias)  Cinza de fogão (ger. em 340 dias)  Coca cola (ger. em 40 dias)
  25. 25. Produção de Mudas  Semeadura das sementes em canteiros  Deve ser feito de agosto a setembro  Plântulas surgem após 40 dias (semente estrat.) ou seis meses para não estratificada (baixa germ.)  fazer repicagem com mudas entre 3 a 5cm ou 6 a 8 folhas
  26. 26. Produção de Mudas  Semeadura das sementes em tubetes  Podem ser utilizados tubetes cônicos nos tamanhos 30 x 126 mm e 40 x 140 mm e/ou cilíndricos no tamanho 40 x 140 mm  A composição do substrato deve ter no mínimo 50% de matéria orgânica  A permanência no viveiro não deve ultrapassar 12 meses.
  27. 27. Produção de Mudas  Propagação vegetativa da erva mate  Estaquia é o mais utilizado  Retirar ramos novos (15 cm de comp e 5 mm de diam.)  Enraizamento (AIA e ANA)  Levar para casa de vegetação
  28. 28. Plantio de Erva Mate  Tipos de Ervais  Erval Plantado  Erval nativo  Sistema Agroflorestais
  29. 29. Erval Nativo
  30. 30. Erval Plantado
  31. 31. Erval em sistemas agroflorestais
  32. 32. Plantio de Erva mate (Manejo de Ervais Nativos)  Roçar com foice a vegetação de pequeno porte e deixar os ervais virgens (ervais em ser) e as árvores de grande porte (repetir essa roçada 1 vez por ano)  Cortar os ervais a uma altura de 1metro (poda de formação) para formar as touceiras  Adensar a área com mudas de Erva-mate, preenchendo principalmente as clareiras.
  33. 33.  Fazer figura desta dinâmica
  34. 34. Plantio de Erva mate (Manejo de Ervais Plantados)  Consiste em plantar em povoamentos  Pode ser exposto ao sol ou sobre cobertura  Sol: em solo preparado (deve proteger a muda)  Cobertura: embaixo de capoeirinha ou em faixas dentro da floresta  Erval em leiras  Abrir faixas na vegetação (1,2 a 2,5 metros)
  35. 35. Plantio de Erva mate (Tratos culturais)  Preparo do solo  Aração e gradagem  Utilizar subsolador na linha de plantio  Ervais nativos não é necessário para o adensamento
  36. 36. Plantio de Erva mate (Tratos culturais)  Adubação  Ervais nativos não são adubadas  Adubação orgânica  Estrume de curral, serapilheira,cinzas, resíduos de erva cancheada, pó de ossos, resto de cultura agrícolas e biofertilizantes
  37. 37. Plantio de Erva mate (Tratos culturais)  Adubação química  Deve-se fazer no início da primavera  Usar de 150 a 250 Kg/ha de NPK (5-18-20), valores baseados na perda de nutrientes por safra  Aplicar uréia (N), a partir do terceiro ano  Evitar adubação no inverno
  38. 38. Plantio de Erva mate  Plantio  Mudas com 15 a 25 cm de altura, 12 a 14 folhas, e diâmetro do colo superior a 2,5 mm  Recomendado no Inverno ( 8a 12 meses após repicado)  Dias chuvosos ou nublados  Recomendado é a enxada
  39. 39. Plantio de Erva mate  Cuidados ao plantar a muda
  40. 40. Plantio de Erva mate  Espaçamentos  Agroflorestais  Entrelinhas ,maior que 4 metros  Ervais sombreados densidade menor 1000arvha  Ex:5x3, 4x3  Erva mate solteira até 2000 arv/ha  Ex: 3x3, 3x2 e outro
  41. 41. Tratos culturais  Proteção contra o sol  Protegidas nos primeiros 6 meses (luz e gerada)  Evitar a luz do sol do fim da tarde  Sistema agroflorestais a cultura anual protege a muda  Erval nativos não há necessidade de proteção
  42. 42. Método gaúcho  Laminas d madeira que protegem do sol da manha e da tarde
  43. 43. Método Argentino Coloca-se uma estaca e amarra nesta capim ou sombrtite
  44. 44. Tratos culturais  Replantio  Sempre Verificar necessidade  Replantar mudas maiores  Irrigação  Até seis meses, irrigar sempre que houver 20 dias de estiagem 
  45. 45. Combate a ervas daninhas  Altamente sensível a competição com ervas  Método mecânico e aconselhado  Linha = coroamento  Entrelinha = foices ou roçadeiras  Método químico é proibido: Não existe registro de produtos  Ervais nativos, menor infestação
  46. 46. Combate a ervas daninhas  Capina (enxada) deve ser feita até 5 anos, pois o erval precisa de espaço para desenvolver  A partir dos 5 anos fazer Roçadas (foice ou roçadeiras)
  47. 47. Doenças de erva-mate  Tombamento  Principal problemas nas sementeiras  Os principais fungos associados são: Botrytis sp, Cylindrocladium spathulatum, Rhizoctonia sp., Fusarium sp. e Pythium sp.  Pré- emergência: não há germinação  Pós- emergência:lesao na região do colo que rompe a circulaçao da seiva e provoca o tombamento
  48. 48. Doenças  Fatores que favorecem o tombamento  são sementes contaminadas (resto de polpa), substrato contaminado, alta densidade de semeadura e excesso de umidade, de nitrogênio e de sombreamento.  Medidas de prevenção  Melhorias dos fatores acima
  49. 49. Tombamento Ataque em reboleira
  50. 50. Doenças  Pinta preta  É a principal doença da erva-mate, sendo causada pelo fungo Cylindrocladium spathulatum.  Os sintomas aparecem como lesões foliares escuras, arredondadas, às vezes concêntricas, no interior ou nas bordas do limbo  Solos infectados são responsável pela disseminação  Controle: seleção de plantas resistentes, melhorias do viveiro, e retirada de folhas infestadas
  51. 51. Pinta preta
  52. 52. Doenças  Cercosporiose  É causada por Cercospora sp. e considerada uma doença secundária por sua baixa incidência, por ter disseminação bastante lenta e por causar poucos danos à cultura.  Os sintomas são manchas arredondadas, pequenas, bem delimitadas, acinzentadas, com halo escuro, apresentando pequenas pontuações  O controle cultural é feito por meio de seleção e descarte de mudas afetadas e manejo adequado do viveiro
  53. 53. Cercosporiose
  54. 54. Doenças  Controle químico de doenças  Controle preventivo: a cada 15 dias, iniciando após 3 dias a semeadura  Benlate,Manzate,Oleosan,Captam, Zineb  Controle curativo: a cada 3 dias após registrado o ataque  Benlate,Manzate,Oleosan,Captam, Zineb (mais concentrado)
  55. 55. Pragas de erva mate  Broca erva mate  È a principal praga da erva mate  Besouro faz a postura no tronco da árvore  Ataca a condução das seivas, secando as folhas  Controle deve ser feito por catação nos horários das 10 h até 16 h
  56. 56. Pragas  Lagarta da erva mate  mariposa que faz postura na parte superior das folhas  Lagartas comem brotações e folhas  O controle poderá ser feito com a exposição das pupas ao sol; com a coleta dos adultos com armadilha luminosa e com a eliminação de folhas com posturas.
  57. 57. Pragas  Lagarta do cartucho de seda  Mariposa de 4 a 5 cm que faz sua postura sobre os galhos ou folhas da erva em forma de um cartucho.  Os danos são causado pela lagartas que comem as folhas  Controle: catação manual da maiposa, cartucho ou lagarta
  58. 58. Pragas  Cochonilha de cera  A fêmea adulta fica recoberto de cera nos galhos, apenas as formas jovens e machos se deslocam  Sugam a seiva (debilitado), solta seiva que pode causar a fumagina.  Controle: escovação ou retirada do galho infectado
  59. 59. Pragas  Ampola da erva mate  Cigarra, 2ª maior praga da erva, atacam o ano todo, principalmente no verão,  As fêmeas colocam seus ovos na face superior das brotações, ao longo da nervura central. Contudo, antes de efetuar a postura, ela injeta uma substância tóxica que provoca o crescimento desigual do broto, formando a ampola (galhas que  Controle: retirada dos galhos infectados ou inseticida sistemico
  60. 60. Pragas  Broca dos Ponteiros da erva mate  Besouro, onde a fêmea faz postura em fendas previamente preparadas no ramo principal (planta com até dois anos) ou nos ramos superiores das plantas (plantas mais velhas). Após a eclosão, a larva inicia a sua alimentação, construindo uma galeria descendente no interior do ramo  Atacam o tronco podendo causar a morte  Poda e queima dos galhos atacados e coleta dos adultos
  61. 61. Pragas  Ácaros  3 tipos:ácaro-do-bronzeado, ácaro vermelho, ácaro branco  Causam ataque da folha e sua queda  Controle: nada recomendados, pode-se fazer controle biológico com fungos
  62. 62. Pragas  Tomar muito cuidado com o controle quimico, verificar se o produto e liberado para este fim  Outra praga importante principalmente no viveiro são as formigas cortadeiras  Estima-se em torno de 43 espécie de pragas de erva mate
  63. 63. Colheita da erva mate  Poda de formação  Feito para boa formação da copa (cálice)  Retira-se os galhos tortos e galhos internos  Ferramentas: mão,facão, tesoura ou podão  Primeiro corte: 2° ano quando a muda tem bifurcação, poda-se 5 cm na parte superior e deixa 3 ramos vigorosos  Segundo corte:3° ano, poda-se as brotações de todos os galhos a distancia de 10 a 40 cm da base dos galhos, no futuro serão escolhidos 2 brotos por ramos
  64. 64. Colheita da erva mate  Indica-se como época para realização desta poda, os meses de agosto e setembro, podendo-se fazer um repasse nos meses de janeiro ou fevereiro  DECEPA: erveiras velhas e altas que inviabilizam a colheita, consiste em cortar o tronco da erva a 1m de altura em forma de bisel, deve ser feito ao final de inverno, erval velho o corte deve ser rente ao solo. Se utilizar motosserra, usar óleo vegetal para lubrificar a corrente
  65. 65. Colheita da erva mate  Poda de produção  Feito a partir do 4° a 5° ano  Feito a cada 2 anos (plantado)  Retira-se em torno de 70% das folhas  Podar no inverno ( antes da brotação dos novos ramos)  Evitar podar no início da manha (orvalho) e dias chuvosos
  66. 66. Colheita da erva mate  Forma de podar  Cortar somente galhos do ano  Retirar o peão central Tipo de poda: tradicional, tipo mesa,, poda de renovação, poda de limpeza
  67. 67. Colheita da erva mate  Poda tradicional  origina plantas muito altas, onde os ramos são cortados muito curtos, com a utilização de facão, na maioria das vezes, provoca danos na planta e permite a entrada de patógenos. Mesmo as variações efetuadas visando a melhoria da poda tradicional, deixando-se um pouco mais de folhas tem se mostrado ineficiente, principalmente pela dificuldade em se controlar a altura da planta.
  68. 68. Colheita da erva mate  Poda tipo mesa  na primeira poda um corte a uma determinada altura e a cada poda seguinte, o corte sistemático dos ramos maduros a uma mesma altura, considerando- se uma distância de 10 a 15 cm do ponto de inserção, sem a preocupação em abrir o centro da planta. Desta forma, na parte central situam-se a maioria dos ramos totalmente ortotrópicos (que crescem retos, para cima).
  69. 69. Colheita da erva mate  Poda de renovação Indicado para ervais degradados (Decepa)  Poda de Limpeza  A poda de limpeza quando efetuada em início de abril, juntamente com a limpeza dos ramos verdes da parte mais baixa da planta e que estão dominados, poderá evitar a perda do baixeiro devido à queda de folhas. Em plantas novas, pode-se fazer a poda de limpeza de julho a agosto.
  70. 70. Colheita da erva mate  Safrinha  Colheita de verão (janeiro), pois a planta recupera bem  Produto fraco, muito úmido, risco de geadas precoces e ressecamento da planta  Colheita mecanizada  Feito na Argentina
  71. 71. Produtividade e rendimento  Varia: Região, tecnologia, e idade do erva  Rendimento por arvore: 30 min. Homem/arv.  Produção: 1 @ por arv (plantados) , 6 a 12 @ por arv. (nativos)  Rendimento da erva seca: 30% da erva verde  TIR >40% em 20 anos  VPL> 25000 em 20 anos
  72. 72. Produtividade e rendimento
  73. 73. Beneficiamento da erva  Duas etapas: cacheamento e industrialização  Cacheamento  Sapeco, secagem malhação e moagem
  74. 74. Beneficiamento da erva  Sapeco  Feito para folha não ficar preta com a secagem natural  Manual: no local de colheita no mesmo dia onde é feito uma fogueira e secado as folhas de forma superficial, perde 205 do seu peso
  75. 75.  Figua pg 82
  76. 76. Beneficiamento da erva  Quebragem da erva  Após o sapeco, onde os ramos maiores são eliminados e amontoados em feixes (fardos)de 60 kg  Secagem  Feito de diversas formas (carijó, furna ou barbaquá)
  77. 77. Beneficiamento da erva  Carijó  Desuso,é um rancho com os lados abertos onde é mantido um fogo que seca as ervas arrumadas em uma espécie de tendal ou jirau, uma altura de1,6 m  Furna  Escavação onde faz um fogo comunicando com um furo embaixo do jirau
  78. 78. Beneficiamento da erva  Barbaquá  Funciona como uma estufa onde o calor do fogo que esta subterrâneo esquenta uma chapa de metal, onde a secagem é feita peo calor irradiado e não pelo contato direto do fogo com as folhas
  79. 79.  Cachemanento  A erva vai ser triturada, tendo no final de 10 Kg de erva colhida é igual a 4 Kg de erva cacheada, antigamente antes era feito a mão com bastões, podendo ser feito a tração animal ou de forma industrial Beneficiamento da erva
  80. 80. Referências  Manual da erva Mate: Jorge Zbigniew Mazuchowski, 1991  Cultivo da erva mate:Moacir J. S. Medrado, embrapa, 2005
  81. 81.   fim

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