Várias Histórias (Machado de Assis) UFSC 2015

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Apresentação sobre a obra para o vestibular ufsc 2015. (está um pouco desconfigurado, assim como vários outros slides)

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  • 5º livro de contos de machado de assis, já estava no auge de sua carreira
  •  A marmota fluminense era de Francisco de Paula Brito. A Livraria Paula Brito acolhia novos talentos da época.
  • Descrença sem desespero: pessimismo tranquilo, sem drama, pois era objetivo
  • A historia é repleta de "conversas" que o narrador estabelece freqüentemente com o leitor, transformando-o em cúmplice e participante do enredo
  • A história se passa na casa de engenho de Dona Leonor, quando várias pessoas estão reunidas discutindo quem tem mais curiosidade: o homem ou a mulher? Em meio a degustação de doces, Sr. Veloso, um juiz, começaa contar a história de como o mundo foi criado e o inicio dele.Ele inicia dizendo que o mundo foi criado não por Deus, mas sim pelo Diabo(Deus só fazia alguns reparos.Os seres humanos, Adão e Eva, estavam cheios de extintos ruins pelo fato de terem sido criados pelo Diabo, então Deus, deu a eles à alma, então começaram a ver as coisas boas e foram levados ao Paraíso.Com isso o Diabo manda uma serpente oferecer o fruto proibido para o casal, mas os dois são fiéis e são convidados a morar no reino dos céus pelo anjo Gabriel.
    Após Sr. Veloso terminar a história todos acreditaram que era apenas uma brincadeira, quando o juiz comenta:” Pensando bem, creio que nada disso aconteceu; mas também, Dona Leonor, se tivesse acontecido, não estaríamos aqui saboreando este doce, que está, na verdade, uma coisa primorosa.É ainda aquela sua antiga doceira de Itagipe?”
  • Várias Histórias (Machado de Assis) UFSC 2015

    1. 1. Várias Histórias Machado de Assis Anna Paula Douglas Leandra Luiza Mariana Oliveira Mariana Vaz Nathan Vitória
    2. 2. O LIVRO Coletânea publicada em 1896, com 16 contos publicados na Gazeta de Notícias. Características gerais: narrador onisciente, polifonia, psicologia.
    3. 3. CONTEXTO HISTÓRICO Crise da cana de açúcar e da monarquia. Lei Eusébio de Queirós: extinção do tráfico de escravos. Começo do trabalho assalariado: imigrantes europeus. Ascensão da classe média e ideais republicanos.
    4. 4. O AUTOR Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839. Autodidata, porém, de saúde frágil, gago, infância difícil. Com 16 anos, publica seu PRIMEIRO trabalho, um poema chamado “Ela”, na revista Marmota Fluminense. Passou longos anos trabalhando para diversos jornais (cronista, revisor, ajudante) e assim conseguiu contatos: publicou seu primeiro livro de poemas: Crisálidas.
    5. 5. Três meses depois da morte de seu melhor amigo, casou com sua irmã: Carolina Augusta Xavier de Novais (uma mulher culta e inteligente). Em 1881, publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, considerado junto com O Mulato, de Aluísio de Azevedo, o marco do realismo na literatura brasileira. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis. Faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908.
    6. 6. CURIOSIDADES Seu avô foi escravo. Aprendeu francês com um padeiro. Nunca teve filhos. Era apaixonado por xadrez. Certa vez, ganhou um promoção por ter sido pego lendo no trabalho.
    7. 7. MACHADO DE ASSIS DESCRENÇA SEM DESESPERO
    8. 8. A CARTOMANTE Intextualização: citação de Shakespeare. “Hamlet observa a Horácio que há mais coisas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia.” Metalinguagem: envolvimento do leitor pela oralidade da linguagem. Figuras de linguagem: metáforas, comparações, ironias, etc. “Rita, como uma serpente, foi-se acercando dele (...)” Comportamento imprevisível e ambiguidade dos personagens.
    9. 9. ENREDO Rita consulta uma cartomante, pois achava que seu amante não a amava mais. Um flashback relata como iniciou tal relação. Camilo recebe uma carta de Vilela, achando que o amigo descobriu tudo, mas tem dúvidas. Depois de um conflito interior, decide consultar a cartomante, que diz afinal que tudo ficará bem. Porém, assim que é recebido por Vilela, vê o corpo de Rita no sofá e descobre que será a próxima vítima.
    10. 10. ENTRE SANTOS Crítica ao extremo materialismo ao entregar-se ao fervor espiritualistauma tentativa de mostrar como conciliar estes opostos (o avaro) Narrado em 1ª pessoa - narrador-personagem.
    11. 11. ENREDO O narrador chega à igreja durante a noite e se depara com santos conversando que durante o dia eram estátuas. Eles comentavam sobre as orações e implorações do dia, cada um de acordo com seu temperamento. “Francisco de Sales, digo-te que vou criando um sentimento singular em santo: começo a descrer dos homens.” “Depois não pude ouvir mais nada. Caí redondamente no chão. Quando dei por mim era dia claro... Corri a abrir todas as portas e janelas da igreja e da sacristia, para deixar entrar o sol, inimigo dos maus sonhos.”
    12. 12. UNS BRAÇOS Narrativa memorialista. Ações ambíguas: adultério. Vazios para a provocação do texto. Assim como no conto “Missa do galo”, a sexualidade de um rapaz bem novo é despertada por uma mulher mais velha e casada. Machado também trata a questão do tempo como uma abstração, tal como faz em outras obras suas, como nas "Memórias Póstumas“.
    13. 13. ENREDO Inácio tem 15 anos e vai trabalhar como ajudante do advogado Borges. Encanta-se com os braços de Severina, sua esposa O sentimento de Inácio era “confuso, vago, inquieto, que lhe doía e fazia bem, alguma coisa que deve sentir a planta, quando abotoa a primeira flor.” Os breves momentos em que via Severina e seus braços eram o grande alívio diante de um cotidiano tão massacrante.
    14. 14. “D. Severina, na sala da frente, recapitulava o episódio do jantar e, pela primeira vez, desconfiou alguma coisa. Rejeitou a idéia logo, uma criança! [...] Criança? Tinha quinze anos; e ela advertiu que entre o nariz e a boca do rapaz havia um princípio de rascunho de buço. Que admira que começasse a amar? E não era ela bonita? Esta outra idéia não foi rejeitada, antes afagada e beijada.”
    15. 15. D. Severina encontra Inácio dormindo na rede e lhe deu um beijo na boca. Naquele exato instante o garoto sonhava com o beijo dela e ele não sabe que era beijado realmente. Borges dispensa o garoto de forma amistosa. O menino não vê mais D. Severina, guardando a sensação daquela tarde como algo que não ia ser superado em nenhum relacionamento de sua existência.
    16. 16. UM HOMEM CÉLEBRE Oposição entre vocação e ambição. Delicada relação entre produção, público e valorização.
    17. 17. ENREDO Pestana, é um famoso compositor de polcas, um estilo bastante popular de música. Porém odeia suas composições e toda a popularidade, seu grande sonho é produzir música erudita: “compor uma peça erudita de alta qualidade, uma sonata, uma missa, como as que admira em Beethoven ou Mozart.”
    18. 18. Infelizmente, sempre que tentava compor, só vinham polcas na sua cabeça: “Às vezes, como que ia surgir das profundezas do inconsciente uma aurora de idéia; ele corria ao piano, para aventurá-la inteira, traduzi-la em sons, mas era em vão, a idéia esvaía-se (..) Compunha só teclando ou escrevendo, sem os vãos esforços da véspera, sem exasperação, sem nada pedir ao céu, sem interrogar os olhos de Mozart. Nenhum tédio. Vida, graça, novidade, escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene. Em pouco tempo estava a polca feita. ”
    19. 19. A DESEJADA DAS GENTES O conto começa com dois amigos, de falar rebuscado, conversando sobre a vida. Um começa a contar para o outro a história de Quintília. O narrador lembra que chegou a fazer uma aposta com seu grande amigo, sócio de uma banca de advocacia, para ver quem ganharia o coração da mulher.
    20. 20. Um dia, o narrador dessa história e personagem principal, conta que ouviu um grupo de homens falando sobre a moça. Falavam sobre sua beleza e até que dois deles tentaram namorá-la, sem sucesso. Ao contar o fato para o amigo decidiram que não tinham nada a perder se tentassem, e que se um conseguisse ao menos o outro ficaria feliz pelo outro. Isso se tronou uma disputa silenciosa, que acabou afastando os dois. Tanto que o amigo resolveu ir embora para a Bahia, onde veio a falecer. ENREDO
    21. 21. Assim nosso narrador segue em sua tentativa. Tornaram-se amigos íntimos, e ela parecia gostar da amizade, ele chegou a pensar que o que não a fazia se casar era seu tio, com quem morava, então, quando o velho morreu, ele decidiu a propor em casamento. Ela não queria perder a amizade, mas não queria se casar. Insistia: “- Casar pra que?!”. Continuaram amigos, menos íntimos por ele achar estranho e se sentir humilhado, mas amigos. Até que uma doença a atingiu e, em seu leito de morte ela resolveu atender ao pedido dele. Casaram-se dia 18 de abril, mas dia 20 ela veio a falecer.
    22. 22. A CAUSA SECRETA Em terceira pessoa, o objetivo do conto é explicar o verdadeiro sentido do termo "sadismo“, de forma naturalista. Sua estrutura narrativa lembra um pouco a de A Cartomante: início abrupto, flashback e retomada do eixo em direção ao desfecho.
    23. 23. ENREDO Garcia, recém-formado em medicina, abre uma casa de saúde com a ajuda do amigo e médico rico Fortunato, que embora parecesse um homem muito gentil e bondoso, revela-se extremamente sádico. A causa secreta de ser médico é por gostar de ver o sofrimento das pessoas e não por curá-las. Maria Luísa, esposa de Fortunato, adoece de tuberculose e Garcia – que gosta dela em segredo – sofre muito ao vê-la em seu leito de morte e termina por beijá-la. Fortunato assiste a isso, porém não se incomoda com a traição de Garcia, pelo contrário, deleita-se com o desespero dele. "Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa."
    24. 24. TRIO EM LÁ MENOR Há um conflito que lembra Esaú e Jacó, pois Maria Regina não consegue se decidir entre Miranda e Maciel.
    25. 25. ENREDO Um é cheio de vida e alegria, mas depois fica fútil, já o mais velho é uma companhia de mais conteúdo, porém sem vivacidade. No final a heroína se perde nos sonhos, em que vê, como uma metáfora de sua situação, a encantadora imagem de uma estrela dupla que se aparenta com um único astro: “É a tua pena, alma curiosa de perfeição; a tua pena é oscilar por toda a eternidade entre dois astros incompletos, ao som desta velha sonata do absoluto: lá, lá, lá...”
    26. 26. ADÃO E EVA História dentro de história. Além de o conto apresentar o oposto de uma história da criação, há uma ideia já desenvolvida em Dom Casmurro: a graça de nossa existência está justamente na imperfeição. Discussão sobre quem é mais curioso: o homem ou a mulher?
    27. 27. Uma das pessoas apresenta uma enigmática e que vem de um livro apócrifo: livro que não é reconhecido pela Igreja, fora da Bíblia. Relato que inverte a história de Adão e Eva, onde a serpente não teria sucesso. Deixa incrédulos entre a platéia, a maioria achando que tudo não passava de brincadeira do seu narrador. “Pensando bem, creio que nada disso aconteceu; mas também, D. Leonor, se tivesse acontecido, não estaríamos aqui saboreando este doce, que está, na verdade, uma coisa primorosa.” ENREDO
    28. 28. O ENFERMEIRO Narrado em primeira pessoa a um interlocutor imaginário, é a história do último enfermeiro de Felisberto, que esgana seu paciente. Sofre o drama de consciência, pois recebe a herança, mas também pensa no seu esforço, pois o velho era rabugento.
    29. 29. ENREDO Felisberto era tão rico quanto ranheta, o que havia motivado os inúmeros pedidos de demissão de enfermeiros anteriores, mas o narrador era enfermeiro e sua última esperança. Já em pouco tempo logo o doente terminal mostrou o seu gênio e o começou a tratar rispidamente. O idoso atira uma vasilha d’água que acerta a cabeça do enfermeiro, que então esgana-o Quando as pessoas vêm elogiar sua paciência com um velho tão insuportável, resolve elogiá-lo o máximo possível em público, como maneira de ocultar para a opinião alheia todo vestígio do crime. Chega a fazer doações, como “arejamento de consciência”. O universo de valores internos (o enfermeiro foi criminoso ao assassinar Felisberto) não corresponde ao de valores externos (uma cidade inteira o elogia pela paciência e dedicação a um velho rabugento).
    30. 30. O DIPLOMÁTICO Conto que trata das fraquezas humanas. O diplomático conta a história de Rangel, quem ficava responsável pelas leituras antes do jantar na noite de amigos. Como era sempre ele que lia, o chamavam de “o diplomático”.
    31. 31. ENREDO Era um de sonhos gigantescos e ações minúsculas, alcança os 40 anos sem ter casado, mas tentará seu último golpe, dessa vez sobre a jovem Joana, filha de João, que era o dono da casa. Infelizmente surge Queirós, que conquista a todos, deixando Rangel ciúme e inveja, piorando seu procedimento. Rangel ficou enciumado de Joaninha e Queirós. Com razão, pois ele era bom em tudo, e ela parecia encantar-se com o rapaz. Acabou que no fim da janta, Rangel ainda não havia entregado a carta. Seis meses depois Queirós casou-se com Joaninha. E Rangel nunca se casou.
    32. 32. MARIANA É um conto de lição cruel, mas realista, ao narrar as mudanças por que passou uma paixão no espaço de 18 anos.
    33. 33. ENREDO Evaristo e Mariana mantiveram uma relação descabelada, entrando em crise no momento em que ela foi obrigada a se casar com Xavier. Diante do amante, ela jura que a união “oficial” não ia diminuir a intensidade da relação deles. Por meio de flashback, sabemos que Mariana havia tentado suicídio, provavelmente em nome do sentimento que tinha por Evaristo, conflitante com a união que iria contrair. Evaristo é impedido de vê-la, que vai para a Europa num quase auto-exílio.
    34. 34. 18 anos depois sente necessidade de voltar para cá. Ao chegar, visita Mariana, muito triste pelo marido estar muito doente. Com a morte de tal, fica sabendo por meio de várias pessoas da intensidade do amor que havia entre o casal, o que já tinha sido indicado pela dor dela quando do último suspiro do esposo. Pouco depois, flagra-a voltando da igreja e percebe que ela fez de conta que não o havia visto. Uma paixão tão fulminante fora esmagada pelo tempo, pois terminava de forma tão fria, ela evitando-o, ele encarando o fato da indiferença.
    35. 35. CONTO DE ESCOLA Memorialista. Linguagem simples, frases curtas, mas de grande impacto, com antíteses e paradoxos. Conta primeiro contato de um menino, Pilar, com a corrupção.
    36. 36. ENREDO Pilar está em duvida entre brincar e ir para a escola, optando pela escola, pois o pai tinha lhe aplicado uma surra por duas faltas. “Para cúmulo de desespero, vi através das vidraças da escola, no claro azul do céu, por cima do morro do Livramento, um papagaio de papel, alto e largo, preso de uma corda imensa, que bojava no ar, uma cousa soberba. E eu na escola, sentado, pernas unidas, com o livro de leitura e a gramática nos joelhos” Na escola, recebe de outro menino, Raimundo, filho do mestre, uma proposta: trocar uma explicação por uma moeda de prata. “O pobre diabo contava com o favor, - mas queria assegurar-lhe a eficácia...”; “...pegou dela e veio esfregá-la, à minha vista, como uma tentação...”. “Realmente era bonita, fina, branca, muito branca; e para mim, que só trazia cobre no bolso, quando trazia alguma cousa, um cobre feio, grosso, azinhavrado...”
    37. 37. Outro aluno, Curvelo, vai ao mestre e delata os colegas. O severo professor, Policarpo, castiga os meninos, batendo neles com a palmatória. Pilar promete vingar-se, mas Curvelo foge com medo. No dia seguinte, após sonhar com a moeda, Pilar sai com a intenção de procurá-la, já que o mestre, antes da punição, a havia atirado à rua. Estando a procurar a moeda, Pilar se sente atraído por um batalhão de fuzileiros. Acompanha-o e depois retorna para casa sem moeda e sem ressentimentos. Quando adulto, o narrador, relembra os fatos e afirma que Raimundo e Curvelo foram os primeiros a lhe mostrar a existência da corrupção.
    38. 38. UM APÓLOGO Famoso conto que narra o desentendimento entre a agulha e a linha.
    39. 39. ENREDO A primeira vangloriava-se por ser responsável pela abertura do caminho para a segunda. Tudo isso ocorre enquanto a costureira ia preparando o vestido de uma baronesa. Com a ida da nobre para a festa, a linha joga na cara que, se a agulha abrira caminho, agora iria voltar para a caixa de costura, enquanto o fio iria no vestido frequentar os salões da alta sociedade. O conto termina com uma espécie de pequeno epílogo, que coloca a historinha no contexto da valorização do trabalho dos professores: "Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!“
    40. 40. D. PAULA De narrador onisciente, fala sobre D. Paula, uma senhora viúva que mora no alto da Tijuca e raramente sai de casa. A razão de estar na casa da sobrinha no início do conto é para tentar salvar o casamento da moça.
    41. 41. ENREDO Venancinha, a sobrinha, brigou muito feio com o marido devido ao ciúme dele, porque o marido a julga apaixonada por outro homem. Realmente ela estava sendo cortejada por Vasco Maria Portela, filho de um mesmo Vasco que no passado havia sido uma paixão da tia, mesmo casada. D. Paula conversa com o marido da sobrinha e o convence de que elas passariam um tempo juntas e resolveriam este caso. Forçando uma confissão, D. Paula vai revivendo o passado. Na medida em que flui o relato da Venancinha, percebe-se a solidão amargurada da mulher, que salvou sua sobrinha do mesmo tipo de vida.
    42. 42. VIVER! Conto de temática alegórica e grandiosa. Além disso, sua estrutura aproxima-o por demais do teatro. Trata-se do diálogo entre Ahasverus e Prometeu.
    43. 43. ENREDO Ahasverus: recebeu uma maldição por não ajudar Cristo quando tal era julgado e tem que vagar pelo mundo até que o último homem desaparecesse. Prometeu: como foi o criador do ser humano recebeu a punição de ter uma águia comendo seu fígado por toda a eternidade (e pertence a mitologia clássica).
    44. 44. Ahasverus fica indignado com o que Prometeu criou e faz com que Prometeu volte para o seu castigo, de onde havia escapado. No entanto, Prometeu promete que faria de Ahasverus o início de uma nova espécie, mais forte do que a anterior, e que agora se tornaria o rei dessa nova raça. Ahasverus mergulha fica muito empolgado, esquecendo até o fato de morrer. Como observam duas águias que voavam por ali, ainda na morte mostra um enorme apego à vida.
    45. 45. O CÔNEGO OU METAFÍSICA DO ESTILO Conto metalinguístico que em alguns aspectos antecipa as sondagens introspectivas e intimistas da prosa modernista.
    46. 46. ENREDO Matias, um cônego e pregador de 40 de anos, recebe a encomenda de um sermão para uma festa próxima. Durante a escrita, tem uma crise de inspiração – não consegue pensar em um adjetivo. A partir daí, o narrador convida o leitor a entrar na mente do cônego, viajando por seus hemisférios cerebrais. No esquerdo, nasceriam os substantivos e, no direito, os adjetivos. Afirma, também, que as palavras possuem sexo e “o casamento delas é o que chamamos de estilo”. Dessa forma, há um substantivo (sexo masculino) à procura de um único adjetivo (sexo feminino) que o complete. O narrador os chama, respectivamente, de Silvio e Silvia. Quando os dois enfim se encontram, o cônego consegue terminar o seu sermão.
    47. 47. SUGESTÕES GERAL: http://www.gazetadopovo.com.br/videos/varias-historias- de-machado-de-assis/ A cartomante: https://www.youtube.com/watch?v=HbJHKdEG6Bk A causa secreta: https://www.youtube.com/watch?v=JFyhxgaRA1k
    48. 48. Fim

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