especial Bombardier                                                                                                       ...
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110501 rf edição de maio_especial bombardier

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Reportagem especial da Revista Ferroviária sobre a atividade da Bombardier Transportation no Brasil. Maio de 2011.

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  1. 1. especial Bombardier No último ano, a Bombar-FOTOS: DIVULGAÇÃO dier Transportation bateu re- RECEITA POR SEGMENTO Receita por região Market share DE MERCADO Ano fiscal 2011 Entre 2008 e 2010 corde na carteira de pedidos Ano fiscal 2011 e registrou 14,3 bilhões de dólares em novos contratos. Entre seus projetos mais im- portantes está o fornecimento US$ 9,1 bilhão US$ 9,1 bilhão US$ 60 bilhões de VLTs Flexity para Mel- bourne, na Austrália, Toron- to, no Canadá, e Bruxelas, na %pOJLFD WUHQV GH PHWU{ SDUD Material rodante Europa Bombardier Transport Serviços Ásia-Pacífico Alstom Montreal e Toronto, no Ca- Sistema e sinalização América do Norte Siemens Outros Outros QDGi H 1RYD HOL QD ËQGLD sistemas automáticos Innovia para Riade, na Arábia Sau- aproximadamente metade do mercado, estimado em 60 GLWD H SDUD 6mR 3DXOR WUHQV VXEXUEDQRV H UHJLRQDLV bilhões de dólares por ano. Até a Embraer, sua principal 7DOHQW SDUD D HXWVFKH %DKQ QD $OHPDQKD H WUHQV adversária no mercado de aviões, já sinalizou interesse GH DOWD YHORFLGDGH =H¿UR SDUD KLQD H ,WiOLD $ (X- em entrar no ramo de ferrovias. Mas, mesmo assim, a ropa é a região que contribui mais intensivamente empresa parece não ter medo de perder a majestade. SDUD D UHFHLWD GD HPSUHVD ± QR ~OWLPR DQR ¿VFDO IRL “O setor ferroviário é muito competitivo, e conta com responsável por 65% do total. um número de empresas bem superior ao do mercado Apesar de ser líder na fabricação de trens, a compan- DHURYLiULR (VWDPRV KDELWXDGRV j FRQFRUUrQFLD´ D¿UPD Metrô da Bombardier na Turquia: a empresa está presente em 23 países hia tem concorrentes de peso a nível mundial – Al- o diretor de Comunicação e Relações Públicas da em- stom, CAF e Siemens – que juntas são responsáveis por presa, Luis Ramos. (Mariana Agunzi) A gigante mundial dos trens Líder em um mercado que movimenta US$ 60 bilhões por ano, a Bombardier completa 10 anos de atuação no Brasil A Bombardier, maior fabricante mundial de trens da empresa para o mercado de trens. Presente em 23 de passageiros e uma das gigantes do mercado países, a empresa comemora seu aniversário no Brasil de aviões, completa em 2011 uma década de investindo na contratação de funcionários e na amplia- presença em solo brasileiro. Conhecida por ser a con- ção de sua planta industrial, para atender o contrato dos corrente direta da Embraer no setor aeroviário interna- monotrilhos paulistanos, no Expresso Tiradentes. cional, a empresa ganhou espaço no setor ferroviário Mas não é só no mercado de monotrilhos que a Bombar- brasileiro, transferindo aos trens nacionais a tecnologia dier atua. No mundo, tem grande peso na fabricação de e a experiência da maior fabricante mundial. trens de alta velocidade - com destaque para a família Ze- Com sede em Montreal, no Canadá, a Bombardier pos- ¿UR GH WHFQRORJLD PDLV DYDQoDGD (leia mais na pág. 56) sui mais de 65 mil funcionários, e quase 35 mil atuam -, e trabalha também com a fabricação de trens de metrô, VLT da Bombardier no na área de ferrovias. Encerrou 2010 com receita geral de trens regionais, VLTs e locomotivas para o transporte fer- Reino Unido: outro produto US$ 17,7 bilhões, dos quais US$ 9,1 bilhões, ou 51% do roviário de cargas. Além disso, presta serviços de reforma do portfólio da empresa montante, vieram da Bombardier Transportation - braço e manutenção de material rodante e sinalização. 50 REVISTA FERROVIÁRIA | ABRIL/MAIO DE 2011 REVISTA FERROVIÁRIA | ABRIL/MAIO DE 2011 51
  2. 2. especial Bombardier Serão 54 trens (378 car-Monotrilho chega ao Brasil ros), modelo Innovia 300. O primeiro trem (sete car- Projeto alavanca investimentos da companhia, que duplicará fábrica ros) será fabricado e mon- tado em Kingston, Canadá, de Hortolândia e implantará um centro de tecnologia onde a empresa tem a pista de testes dos monotrilhos.D Os outros monotrilhos se- FOTOS: ED VIGGIANI HSRLV GH DQRV QR %UDVLO D %RPEDUGLHU DSRQWD XPD HVWUDWpJLD EHP GH¿QLGD SDUD rão fabricados e montados os próximos anos no País. A empresa con- em Hortolândia. Uma equi-quistou contratos e está trazendo para o Brasil uma pe da unidade brasileira estátecnologia inédita: o monotrilho. Juntamente com as acompanhando o processoconstrutoras Queiroz Galvão e OAS, a companhia e recebendo o treinamentocanadense está implantando o sistema de monotrilho necessário para o trabalhona extensão da Linha 2-Verde do Metrô de São Pau- no Brasil.lo, que ligará a Vila Prudente a Cidade Tiradentes, na O tráfego na linha será ge-Zona Leste. rido pelo sistema de sinaliza- Empresa terá centro de tecnologia de monotrilhos O contrato permitiu à empresa expandir sua ativida- omR H FRQWUROH DXWRPiWLFR %RPEDUGLHU LWÀR H WRGRV ¿FDP PDUDYLOKDGRV (VWDPRV VHJXURV TXHde industrial no Brasil e a fábrica de Hortolândia, no que permite que os trens circulem sem condutor (dri- o Expresso Monotrilho Leste se transformará eminterior de São Paulo, está sendo duplicada. A estrutu- verless). O término da primeira fase do projeto está um cartão postal da cidade de São Paulo”, expli-ra conta com dois galpões e ganhará mais dois e cinco programado para 2014. ca o presidente da Bombardier no Brasil, Andrécabines de pintura de trens, totalizando 20 mil metros A empresa já forneceu quatro sistemas automatiza- Guyvarch.quadrados de área industrial, em 2012. O valor do in- dos de monotrilho (Tampa, Newark, Jacksonville e Atualmente, a companhia canadense possui qua-vestimento não foi divulgado. Las Vegas, nos Estados Unidos) e formalizou o con- tro contratos no Brasil: reforma de 26 trens da Linha A obra está em curso, os dois galpões estão em trato para fornecer o sistema Innovia 300 King Ab- 1-Azul, monotrilho da Linha 2-Verde e a sinalizaçãoconstrução. No local, será instalado o centro de tec- dullah, em Riad, Arábia Saudita. da Linha 5-Lilás, todos com o Metrô de São Paulo, enologia para construção de monotrilhos e a empresa “Sempre que se instala um novo sistema, ele sem- a sinalização do Metrô de Salvador (BA).projeta contratar cerca de 400 funcionários, passan- pre é questionado, até que entra em funcionamentodo dos atuais 200 colaboradores para 600 no ano que A CHEGADA AO BRASILvem. A unidade de Hortolândia já atua na reforma Monotrilho da Bombardier A Bombardier chegou ao Brasil em 1997 parade trens e com a duplicação poderá produzir veículos atender um contrato no Rio de Janeiro, através da Dimensões de C 85,42m x L 3,14m x Anovos e atender novos contratos. cada trem 4,05m ADtranz, da qual a Bombardier detinha parte do ca- A linha do monotrilho, conhecida como Expresso Capacidade 48.000 pphpd pital. Antes disso, a ADtranz já tinha fornecido trensTiradentes, terá 24 km, 17 estações e capacidade de para a antiga Fepasa, hoje operados pela Companhiatransportar 48 mil passageiros por hora/sentido. Usu- Headway (intervalo Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A insta- 75 segalmente, o sistema de monotrilhos pode levar até 20 entre trens) lação da companhia no país ocorreu em 2001, apósPLO SDVVDJHLURVKRUD $ %RPEDUGLHU PRGL¿FRX HQWUH aquisição da ADtranz. Velocidadeoutros itens, o sistema de propulsão do trem que irá 40 km/h Segundo o diretor de Comunicação para Europa Me- Comercial (média)operar nesta linha, tornando sua capacidade maior. O ridional, Brasil e Índia da Bombardier, Luis Ramos, aVLVWHPD VHUi LQWHJUDGR DR PHWU{ H GHYH EHQH¿FLDU FHU- empresa sempre teve interesse no mercado brasileiro. Velocidade Máxima 90 km/hca de 500 mil usuários por dia. “Quando a política de transportes no Brasil passou a O contrato de R$ 2,46 bilhões - a parte da Bombar- Alimentação Elétrica, 750 Vdc apostar no trem como um dos principais modais para re-dier é de R$ 1,44 bilhões – prevê a fabricação, forne- IGBT, com motores de solver as questões de mobilidade no país, o interesse da Traçãocimento e implantação do sistema de monotrilho. Funcionários trabalham na unidade de Hortolândia magneto permanente Bombardier naturalmente que aumentou”.(Mariana Neves) Fonte: Bombardier52 REVISTA FERROVIÁRIA | ABRIL/MAIO DE 2011 REVISTA FERROVIÁRIA | ABRIL/MAIO DE 2011 53
  3. 3. especial Bombardier empresas do setor na Rússia e na Polônia. Além de ter a família, tempo que hoje passa presa no trânsito. E o me- sido pioneira na implantação da tecnologia ERTMS, hoje lhor de tudo é que isso vai acontecer já em 2014, data da André Guyvarch | presidente da Bombardier no Brasil é líder mundial, com o sistema instalado em 11.000 qui- inauguração do primeiro trecho, e não daqui a 10 ou 15 lômetros de linhas e em mais de 2.500 trens em todo o anos, que é o que aconteceria caso a solução escolhida fos- Em linha ascendente mundo, incluindo linhas de alta velocidade. Esses núme- ros correspondem a 28% da totalidade de linhas equipadas no mundo com sistemas ERTMS. se um metrô subterrâneo. O monotrilho da Bombardier tem capacidade para transportar 48.000 passageiros por hora por direção, que é mais do queNeste ano, a Bombardier completa 10 anos de atuação no Brasil com uma missão O caso dos sistemas CBTC é semelhante. A Bombardier VX¿FLHQWH SDUD HVVD UHJLmR 2V HVWXGRV UHDOL]DGRV SHOR PHWU{importante: ser a responsável por fabricar os primeiros monotrilhos do país. O con- tem o sistema de operação automática de trens instalados dão uma demanda esperada máxima de 40.000 passageirostrato de fornecimento de 54 trens para o Expresso Tiradentes, em São Paulo, muda em mais de 250 quilômetros de linhas, 251 estações e 743 por hora e sentido. Quanto ao impacto urbano, é muito baixo,o peso da empresa no país. Prova disso é a ampliação de sua fábrica, em Hortolân- veículos ferroviários urbanos ao redor do mundo. Por pois a construção da guia elevada é feita em canteiro, fora do exemplo, quando iniciou o serviço no Metrô de Madrid, em local, e depois basta realizar o assentamento nos pilares.dia, interior de São Paulo, que está dobrando de tamanho para atender a demanda. 2009, o CBTC da Bombardier permitiu ao metrô aumentarEm entrevista à Revista Ferroviária, André Guyvarch, presidente da Bombardier no a capacidade de transporte da Linha 1 em 30%, por meio da RF - Por que a Bombardier não manifestouBrasil, afirma que a empresa pretende investir também em sinalização e que não redução do intervalo de circulação entre trens para um mí- nenhum interesse concreto no TAV brasileiro? nimo de 45 segundos. Além de Madrid, sistemas Bombar- Guyvarch - A Bombardier tem um histórico de participa-descarta o fornecimento de trens para o TAV Rio-São Paulo. “O Brasil é um país que dier do mesmo tipo estão em operação nos Estados Unidos, ção em 95% de todos os trens de alta velocidade em opera-tem poder econômico para crescer. Sair daqui seria ridículo”, ressalta o presidente, Inglaterra, Taiwan, Coréia, China e futuramente na Arábia omR KRMH QD (XURSD H Mi WHP WUHQV =H¿UR YHQGLGRV QDformado em engenharia pela Universidade de Lyon, na França. Saudita e no Brasil, no Expresso Monotrilho Leste. China e na Itália. Assim, naturalmente temos seguido comRF - A Bombardier, tão importante no cenário mundial, FOTOS: ED VIGGIANIocupa espaço discreto no setor ferroviário brasileiro. Oque a empresa está fazendo para recuperar terreno?Guyvarch - Não posso concordar que uma empresa queganhou diversos projetos e que faz grande investimento noBrasil possa ser denominada de ‘presença discreta’. Mas,vamos por partes: a Bombardier detém hoje 19% do mer-cado mundial. Graças ao sucesso dos novos produtos, a O Brasil é um país que tem poder econômico para crescer. muita atenção e interesse o TAV no Brasil.HPSUHVD DWLQJLX QR ¿QDO GH XP UHFRUGH HP WHUPRV GH Sair daqui seria ridículo. O setor de sinalização é uma grande Acontece que ele é, pelas suas características, um projetocarteira de pedidos. aposta da empresa para o mercado brasileiro. Prova disso é que tem que ser liderado por construtoras civis. Nos es-A estratégia no passado foi investir na China, Rússia e que estes sistemas de sinalização da Bombardier já estão em tudos atualmente realizados, o valor do fornecimento dosÍndia. Depois, voltamos a nos interessar pela América do funcionamento em São Paulo, na estação Brás, e irão funcio- trens não chega a 10% do volume total da obra. Assim, aSul, em particular Brasil e Chile. No caso da Bombardier QDU QR 0HWU{ GH 6DOYDGRU 1R 5LR HVWDPRV HP IDVH ¿QDO GD Bombardier, como os outros fabricantes de trens, é obriga-no Brasil, a vitória na concorrência para a construção da concorrência para um contrato de sinalização na Supervia. da a esperar que o processo avance desse lado. O governoextensão da Linha 2 do Metrô, que irá ligar a estação de não tem urgência na compra dos trens.Vila Prudente à Cidade Tiradentes, permitiu à empresa RF – O monotrilho vem sofrendo críticas com relaçãocontinuar a expansão da sua atividade industrial no país. à capacidade de transporte e possível impacto na RF – Quais os planos da BombardierAlém da capacidade de efetuar a renovação completa de paisagem urbana. Como o senhor avalia essa resistência no Brasil, para os próximos 10 anos?trens, a Bombardier passa agora a ter capacidade de fabri- num dos principais projetos da empresa no país? Guyvarch – Vamos reforçar a nossa equipe de engenha-car veículos. Por causa desse investimento, vamos dupli- Guyvarch - Sempre que se instala um novo sistema, ele ria para os projetos de sinalização, pois acho que temos acar a área industrial em Hortolândia e triplicar o número de é questionado, até que entra em funcionamento e todos possibilidade de continuar desenvolvendo essa atividadefuncionários. No início de 2012, a Bombardier contará com ¿FDP PDUDYLOKDGRV (VWDPRV VHJXURV TXH R ([SUHVVR 0R- aqui. O outro ponto forte é o sistema de monotrilhos, pois20.000 metros quadrados de área industrial e aproximada- notrilho Leste se transformará em um cartão postal para o mercado no Brasil está muito aquecido. Agora, quantomente 600 funcionários. São Paulo. à fabricação de trens, é mais complicado. Já temos duas A instalação do monotrilho vai permitir que um habitante empresas dominantes – a Alstom e a CAF – e São PauloRF - A Bombardier saiu mesmo da área de sinalização? de Tiradentes chegue ao centro de São Paulo em apenas não tem lugar para mais uma. Mas, nos outros estados, porGuyvarch - A Bombardier não só não saiu, como está in- 50 minutos, trajeto que hoje leva mais de duas horas. Cada que não? Temos interesse, mas precisamos desenvolvervestindo fortemente nesta área. Recentemente, adquiriu pessoa vai dispor de mais três horas por dia para estar com um campo industrial que possa competir.54 REVISTA FERROVIÁRIA | ABRIL/MAIO DE 2011 REVISTA FERROVIÁRIA | ABRIL/MAIO DE 2011 55
  4. 4. especial Bombardier especial BombardierDIVULGAÇÃO Novinho em folha Mesmo com a chegada do monotrilho, companhia canadense não vai deixar de investir no segmento de modernização de vagões R eformar um trem é o mesmo que comprar no- CPTM, também em São Paulo. Estes são os dois con- vos carros mas por valor 30% mais baixo. A tratos ativos da empresa no segmento de modernização. D¿UPDomR p GH /XLV 5DPRV GLUHWRU GH RPX- nicação e de Relações Públicas da Bombardier Trans- FUTURO portation no Brasil, Índia e região Sul da Europa. A E foi vislumbrando o crescimento deste segmento, companhia canadense, que teve o faturamento brasi- bem como a inclusão do setor de montagem de mo- leiro dos últimos dez anos baseado na modernização notrilhos (ver mais na matéria da página 52) depois de Produção dos trens Zefiro que vão rodar na China de trens, é uma das líderes do setor no País e diz que vencerem a licitação para o Expresso Tiradentes, que a pode crescer ainda mais. Bombardier aumentou em 50% o número de funcioná- Menina dos olhos A maior parte do transporte ferroviário brasileiro para ULRV DOFDQoDQGR SHVVRDV QR TXDGUR
  5. 5. DPSOLRX HP passageiros está em São Paulo, es- ED VIGGIANI Lançada em 2007, a linha Zefiro de alta velocidade já possui contratos tado em que a Bombardier conquis- tou seus maiores contratos. Segundo para fornecimento de 210 trens, entre China e Itália Ramos, levando em conta todo o território nacional, embora o poten- M aior fabricante de trens do mundo, a Bom- IRUQHFLPHQWR GH WUHQV GH DOWD YHORFLGDGH =HÀUR EDUGLHU WHP LQWHQVLÀFDGR VXD SUHVHQoD QR PRGHOR 9 2V YHtFXORV VHUmR IDEULFDGRV HP SDU- cial da capital paulistana seja o mais PHUFDGR GH DOWD YHORFLGDGH 2 ODQoDPHQWR ceria com a italiana AnsaldoBreda, e o investimento expressivo, cerca de 80% dos vagões GD OLQKD =HÀUR IDPtOLD PDLV UHFHQWH GR SRUWIyOLR GH HVWLPDGR p GH ELOK}HV GH HXURV VHQGR PL- têm mais de 20 anos de uso. É jus- DOWD YHORFLGDGH GD HPSUHVD p D SURYD GHVVH LQYHVWL- OK}HV GHVWLQDGRV DR WUDEDOKR GD HPSUHVD FDQDGHQVH tamente a partir da segunda década PHQWR GHVGH TXH IRL ODQoDGD HP Mi YHQGHX $ %RPEDUGLHU p UHVSRQViYHO SRU WUHQV GH DOWD que é recomendado trocar o trem ou YHtFXORV 2V WUHQV GH ~OWLPD JHUDomR WHFQROyJL- YHORFLGDGH HP WRGR R PXQGR TXH WUDIHJDP HP SDt- reformá-lo. “É por aí que pretende- FD SRGHP DWLQJLU YHORFLGDGH FRPHUFLDO GH NPK VHV FRPR KLQD (VSDQKD 6XtoD $OHPDQKD 1RUXH- mos crescer neste setor”, detalha. NPK H NPK UHVSHFWLYDPHQWH QDV YHUV}HV JD )UDQoD H ,WiOLD 1D (XURSD D SUHVHQoD GD FDQD- Para convencer as concessionárias =HÀUR 9 =HÀUR H =HÀUR GHQVH p PDFLoD ² HOD SDUWLFLSRX GR GHVHQYROYLPHQWR da necessidade e das vantagens de 2 SULPHLUR FRQWUDWR SDUD DTXLVLomR GHVVH PRGHOR GH GH GRV 7$9V HP RSHUDomR R TXH FRUUHVSRQGH reformar os trens, Ramos conta que Trens do Metrô SP sendo modernizados em Hortolândia 7$9 IRL IHLWR SHOR 0LQLVWpULR KLQrV GH )HUURYLDV HP D TXDVH YHtFXORV 3RUpP FRP UHODomR DR 7$9 a empresa mantém relacionamento RXWXEUR GH H HVSHFLÀFDYD R IRUQHFLPHQWR GH brasileiro, a empresa não participa, ainda, de um próximo com as companhias regionais de adminis- 60% o espaço industrial (agora são 20 mil metros qua- WUHQV GH YHORFLGDGH GH DWp NPK 3RVWHULRUPHQWH FRQVyUFLR GHÀQLGR tração do transporte. “Já prestamos serviços para São GUDGRV
  6. 6. H GXSOLFRX R Q~PHUR GH HPSUHVDV IRUQHFHGRUDV HP PDLV WUHQV GR PHVPR PRGHOR IRUDP HQFR- 6HJXQGR $QGUp *XYDUFK SUHVLGHQWH GD IDEULFDQWH Paulo e para o metrô de Salvador, mas estamos próxi- de produtos e serviços. “Temos cerca de 80 fornecedo- PHQGDGRV WRWDOL]DQGR ELOK}HV GH HXURV LQYHVWLGRV no Brasil, a maior parte dos investimentos a serem mos de todas as operadoras do Brasil”, conta. res envolvidos somente com a modernização dos trens”, SHOR JRYHUQR FKLQrV (P D KLQD WDPEpP IHFKRX feitos nesta fase do TAV são em obras civis e, por Para se ter uma ideia do tamanho desse tipo de contra- contabiliza Luis Ramos. FRP D %RPEDUGLHU D HQWUHJD GH XQLGDGHV GR PRGHOR isso, a empresa prefere ir com calma e ver como o to, o último serviço de modernização de trens fechado Outro investimento recente da Bombardier – este exclusi- PDLV UiSLGR GD FDWHJRULD R =HÀUR LQYHVWLQGR SURFHVVR LUi VH GHVHQYROYHU ´1mR Ki XUJrQFLD HP pela Bombardier foi por R$ 238 milhões com o metrô vo para a área de reforma de carros – foi a construção de ELOK}HV GH HXURV QD WHFQRORJLD GH DOWD YHORFLGDGH WHUPRV GH SUD]R SDUD D FRPSUD GRV WUHQVµ DÀUPD de São Paulo, em junho de 2009. “É para reformar 156 um centro de engenharia e tecnologia para o desenvolvi- O contrato mais recente foi feito com a Trenitalia, 3RU LVVR D %RPEDUGLHU QmR GHVFDUWD XPD SRVVtYHO carros da Linha 1 do metrô. Cada vagão leva em média mento de ferrovias no Brasil. “Reforma de trens têm sido SULQFLSDO FRPSDQKLD GH WUDQVSRUWH IHUURYLiULR LWDOLD- SDUWLFLSDomR QR SULPHLUR WUHP UiSLGR GR SDtV 0DV D PHVHV SDUD ¿FDU SURQWR´ GHWDOKD 5DPRV $OpP GLV- a nossa base no Brasil. Por isso é uma área que não vamos QD )HFKDGR HP VHWHPEUR GR DQR SDVVDGR SUHYr R FXUWR SUD]R D SRVLomR p GH HVSHUD (Mariana Agunzi) so, a empresa faz o serviço de manutenção da frota da deixar de investir”, conclui Ramos.(Isabela Lafri) 56 REVISTA FERROVIÁRIA | ABRIL/MAIO DE 2011 REVISTA FERROVIÁRIA | ABRIL/MAIO DE 2011 57
  7. 7. especial Bombardier Daqui não saio O funcionário mais antigo da linha de produção da Bombardier conta como chegou e permaneceu na companhia durante todos estes anos GRUPO TEJOFRAN, O PARCEIRO CERTOO técnico em mecânica Antonio do Carmo, 69 ainda supervisiono a linha de produção, mas parti- anos, acompanhou a formação da fábrica da cipo de reuniões e tomo algumas decisões”, detalha. NO MERCADO DE Bombardier em 2001, no município de Hor- Carmo tem 50 anos de setor ferroviário. “Comecei FERROVIAStolândia, interior de São Paulo. “Trabalho para eles neste segmento porque, na minha época, pagava-sedesde 1997”, conta, orgulhoso de carregar o título de bem e era uma boa carreira”, diz. Até hoje, ele só Atuando para atender asfuncionário mais antigo da companhia. Ele explica mudou de emprego uma vez. Seu primeiro trabalho necessidades das operadoras doque entre os anos de 1997 e 2001 trabalhou para a foi em 1962, na Companhia Brasileira de Materiais transporte ferroviário, o GrupoBombardier no Rio de Janeiro, num contrato que pre- Ferroviários (Cobrasma), que era vizinha de sua casa Tejofran oferece serviços deYLD D UHIRUPD GH WUHQV ÀXPLQHQVHV YLD $WUDQ] FRQ- HP 2VDVFR QD *UDQGH 6mR 3DXOR (OH ¿FRX QD YDJD manutenção, reforma, modernizaçãotrolada pela empresa canadense. Assim que a fábrica até 1996, quando a Bombardier lhe fez uma proposta e construção para carros de melhor. “Daqui não saio”, ga- passageiros, locomotivas, vagões, rante o mecânico, que já está sistemas e via permanente, aposentado. Durante seus dez agregando tecnologia através de anos na fábrica de Hortolândia, profissionais qualificados e soluções Carmo conta que já foi sonda- de gestão inovadoras. do pela concorrência para mu- dar de emprego algumas vezes. Com o Grupo Tejofran os clientes “Mas aqui a empresa é boa e a diminuem seu risco global de equipe está integrada, não te- operação, transferindo os processos nho porque aceitar”, considera. de manutenção para uma empresa 3DUD H[HPSOL¿FDU R TXH FKDPD especializada e focada na redução de de “clima bom na linha de pro- custo com qualidade. dução”, o gerente conta que toda última sexta-feira do mês os funcionários organizam um encontro em um pesqueiro queCarmo: apreço pelo bom clima na fábrica da Bombardier em Hortolândia ¿FD SUy[LPR j IiEULFD ³)D]H- mos o nosso happy hour. E nin-de Hortolândia foi ativada, Carmo voltou para São JXpP IDOWD 6RPRV DPLJRV Oi GHQWUR´ D¿UPD (PPaulo. “Vim trabalhar aqui”, lembra. tempos de muitos pedidos e de linha de produção Soluções Inteligentes em terceirização deContratado como coordenador de produção, ele era sobrecarregada (como o atual momento), Carmo serviçosencarregado de checar o trabalho dos cerca de 130 conta que só no dia do happy hour consegue sairfuncionários envolvidos no processo de reformas dos no seu horário. “Não dá para faltar no pesqueiro”, 0800 770 7681trens – trabalho executado pela fábrica que, a partir completa. O expediente da fábrica é das 7 horas às www.tejofran.com.brdeste ano, deve começar a construir seus próprios car- 16h30. “Mas como estamos com muito trabalho,ros. Algum tempo depois, o experiente mecânico foi ¿FR DWp DV KRUDV SHOR PHQRV´ GL] HP WRP VLP-promovido para gerente de produção. “Então, hoje, pático e sem reclamar. (Isabela Lafri)58 REVISTA FERROVIÁRIA | ABRIL/MAIO DE 2011

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