Introdução à Lógica<br />Lógica é a cola que gruda os métodos de raciocínio.  <br />		Schneider e Gries <br />
Lógica<br />Vem do grego logos (λόγος) e significa palavra, pensamento, ideia, argumento, relato -> razão.<br />Trata dos ...
Lógica<br />Regras<br />Princípio da identidade		a=a<br />Princípio da não contradição	a≠b<br />Princípio do terceiro excl...
Lógica<br />Exemplos:<br />Regras<br />Princípio da identidade<br />Princípio da não-contradição<br />Princípio do terceir...
Lógica<br />Silogismo<br />	Todos os peixes são amarelos.	premissa maior<br />	Cléo é um peixe.			premissa menor<br />	Log...
Lógica<br />NOÇÕES DE LÓGICA MATEMÁTICA 	<br />UMA CLASSIFICAÇÃO DA LÓGICA<br />	Alguns autores dividem o estudo da Lógica...
Lógica<br />Proposição<br />	Segundo Quine, toda proposição é uma frase mas nem toda frase é uma proposição; uma frase é u...
Lógica<br />Silogismo<br />	O silogismo é um tipo de argumento composto de três proposições: duas premissas e uma conclusã...
Lógica<br />	A=Universal afirmativa: Todos os A’s são B.<br />	E=Universal negativa: Nenhum A é B.<br />	I=Particular afir...
Lógica<br />Exemplos:<br />Universal afirmativa<br />Todos os jogadores de futebol são craques.<br />Universal negativa<br...
Lógica<br />Quadrado Lógico<br />
Lógica<br />
Algumas leis do quadrado lógico<br />Regra das contrárias: Duas proposições contrárias não podem ser ambas verdadeiras ao ...
Lógica<br />Oposição de proposições<br />Exemplos<br />Regras<br />Contraditórias: as proposições diferem na quantidade e ...
Lógica<br />		Todo homem é mortal<br />		Sócrates é homem<br />		Logo, Sócrates é mortal.<br />	A primeira proposição cham...
Lógica<br />Silogismos categóricos irregulares<br />Se A, logo B.<br />Eu penso, logo existo.	<br />	Todo o B é C porque é...
Lógica<br />Alguns raciocínios incorretos<br />Stefan e Mathias gostam de chocolate.<br />	Todos os que gostam de pipoca g...
Lógica<br />
Lógica<br />http://criticanarede.com/fisher.htmlhttp://criticanarede.com/log_nocoes.html<br />
Lógica<br />	Considere-se agora o seguinte argumento:<br />		O mundo exterior existe. 	O mundo exterior não existe. 	Logo,...
Lógica<br />Validade e correcção<br />	Um argumento dedutivo válido é qualquer argumento dedutivo que obedeça às regras da...
Lógica<br />Considere-se este outro argumento:<br />		Deus existe. 	Logo, o mundo exterior existe ou o mundo exterior não ...
Lógica<br />	Perante um argumento dedutivo qualquer, o leitor deve usar a seguinte rotina para verificar a sua relevância:...
Lógica<br />Condicionais<br />As condicionais são canonicamente expressas na forma «Se..., então...». Mas a verdade é que ...
Lógica<br />Não se deve usar a lista anterior para fazer variar a forma como, ao longo de um ensaio, se exprimem condicion...
Lógica<br />Argumentos e condicionais<br />	Muitos argumentos são expostos sob a forma de uma condicional, como<br />		Se ...
Falácia<br />	O objectivo de um argumento é expor as razões (premissas) que sustentam uma conclusão. Um argumento é falaci...
Lógica<br />Falácia da inversão da condicional<br />	Uma falácia comum é a seguinte:<br />		Se não existir livre-arbítrio,...
Lógica<br />Falácia da causa única<br />	Esta é talvez a falácia mais popular. É tão comum que o leitor deve estar alertad...
Lógica<br />Mais exemplos de falácias<br />A afirmação de Joãozinho é falsa, pois ele é um sujeito mal-educado<br />João é...
Lógica<br />O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos EUA. Portanto, a paz foi alcançada ...
Lógica<br />A explosão do Challenger foi causada pelo tempo frio. (Verdadeiro, mas não teria ocorrido se os anéis em o tiv...
Lógica<br />
Lógica<br />Símbolos lógicos<br />	Apresento a seguir alguns símbolos lógicos e algumas regras de transformação básicas, q...
Lógica<br />15/06/2010<br />Advogada foi morta uma hora após desaparecer<br />William Cardoso e Luis Kawagutido Agora<br /...
Lógica<br />Autoajuda segundo Keith Richards<br />DestakDiversão & Arte<br />"Todo mundo devia nascer com uma guitarra - h...
Lógica<br />Obama compara desastre no golfo do México a 11/9<br />DestakDiversão & Arte<br />O presidente dos EUA, BarackO...
Lógica<br />Paulistanos vão gastar R$ 181 na 1ª fase da Copa<br />Os torcedores paulistanos<br />deverão desembolsar, em<b...
Hierarquia<br />Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com ...
Risos da galera<br />Em 1974, Saad e São Bento jogavam amistosamente em São Caetano do Sul e o time sorocabano era dirigid...
Lógica<br />Jogo perigoso<br />Em Santos e no Rio de Janeiro, é na areia da praia que muitas vezes nasce o futuro craque d...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Introdução à Lógica

15.789 visualizações

Publicada em

Professora Ana Paula Rolim Prestes

Publicada em: Educação, Tecnologia, Negócios
0 comentários
10 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
15.789
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
309
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
568
Comentários
0
Gostaram
10
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Introdução à Lógica

  1. 1. Introdução à Lógica<br />Lógica é a cola que gruda os métodos de raciocínio. <br /> Schneider e Gries <br />
  2. 2. Lógica<br />Vem do grego logos (λόγος) e significa palavra, pensamento, ideia, argumento, relato -> razão.<br />Trata dos princípios da argumentação válida.<br />Argumentação: modo de expor ou apresentar raciocínios de modo a concordar ou refutar determinado ponto de vista, idéia, hipótese.<br />
  3. 3. Lógica<br />Regras<br />Princípio da identidade a=a<br />Princípio da não contradição a≠b<br />Princípio do terceiro excluído a≠c<br />Forma<br />Sequência de proposições -> uma delas é a conclusão e as demais são premissas. <br />
  4. 4. Lógica<br />Exemplos:<br />Regras<br />Princípio da identidade<br />Princípio da não-contradição<br />Princípio do terceiro excluído<br />Forma<br />Todo menino é sapeca. <br />Cebolinha é menino.<br />Logo, Cebolinha é sapeca.<br />é<br />não é <br />não é <br />
  5. 5. Lógica<br />Silogismo<br /> Todos os peixes são amarelos. premissa maior<br /> Cléo é um peixe. premissa menor<br /> Logo, Cléo é amarelo. conclusão<br /> A->B<br /> C->A<br />C ->B<br />
  6. 6. Lógica<br />NOÇÕES DE LÓGICA MATEMÁTICA <br />UMA CLASSIFICAÇÃO DA LÓGICA<br /> Alguns autores dividem o estudo da Lógica em:<br />LÓGICA INDUTIVA: útil no estudo da teoria da probabilidade.<br /> e<br />LÓGICA DEDUTIVA: que pode ser dividida em :<br /> <br />· LÓGICA CLÁSSICA- Considerada como o núcleo da lógica dedutiva. Três Princípios (entre outros) regem a Lógica Clássica: da IDENTIDADE, da CONTRADIÇÃO e do TERCEIRO EXCLUÍDO os quais serão abordados mais adiante.<br />· LÓGICAS COMPLEMENTARES DA CLÁSSICA: Complementam de algum modo a lógica clássica estendendo o seu domínio. Exemplos: lógicas modal , deôntica, epistêmica , etc.<br />· LÓGICAS NÃO - CLÁSSICAS: Assim caracterizadas por derrogarem algum ou alguns dos princípios da lógica clássica. Exemplos: paracompletas e intuicionistas (derrogam o princípio do terceiro excluído); paraconsistentes (derrogam o princípio da contradição); não-aléticas (derrogam o terceiro excluído e o da contradição); não-reflexivas (derrogam o princípio da identidade); probabilísticas, polivalentes, fuzzy-logic, etc...<br />http://www.pucsp.br/~logica/<br />
  7. 7. Lógica<br />Proposição<br /> Segundo Quine, toda proposição é uma frase mas nem toda frase é uma proposição; uma frase é uma proposição apenas quando admite um dos dois valores lógicos: Falso (F)ou Verdadeiro (V). <br />Exemplos:<br />Frases que não são proposições<br />Pare!<br />Quer uma xícara de café?<br />Eu não estou bem certo se esta cor me agrada<br />Frases que são proposições<br />A lua é o único satélite do planeta terra (V)<br />A cidade de Salvador é a capital do estado do Amazonas (F)<br />O numero 712 é ímpar (F)<br />Raiz quadrada de dois é um número irracional (V)<br />http://www.inf.ufsc.br/ine5365/introlog.html<br />
  8. 8. Lógica<br />Silogismo<br /> O silogismo é um tipo de argumento composto de três proposições: duas premissas e uma conclusão.  Sua origem está ligada ao berço da civilização ocidental, a Grécia antiga com o pensamento do filósofo Aristóteles. Ele chamou sua obra de PrimeirosAnalíticos, isto porque o silogismo é uma forma de análise que procura decompor em partes os argumentos e as proposições de um argumento e seus termos. Mais tarde o conjunto de seus escritos silogísticos foi chamado de Organon, ou seja, “instrumento” para pensar corretamente.  Há quatro tipos de proposições que pode conter um silogismo:<br />http://logicanet.wordpress.com/2007/11/26/silogismo/<br />
  9. 9. Lógica<br /> A=Universal afirmativa: Todos os A’s são B.<br /> E=Universal negativa: Nenhum A é B.<br /> I=Particular afirmativa: Alguns A’s são B.<br /> O=Particular negativa: Alguns A’s não são B.<br />http://logicanet.wordpress.com/2007/11/26/silogismo/<br />
  10. 10. Lógica<br />Exemplos:<br />Universal afirmativa<br />Todos os jogadores de futebol são craques.<br />Universal negativa<br />Nenhum jogador de futebol é craque<br />Particular afirmativa<br />Alguns jogadores de futebol são craques.<br />Particular negativa<br />Alguns jogadores de futebol não são craques.<br />
  11. 11. Lógica<br />Quadrado Lógico<br />
  12. 12. Lógica<br />
  13. 13. Algumas leis do quadrado lógico<br />Regra das contrárias: Duas proposições contrárias não podem ser ambas verdadeiras ao mesmo tempo.<br />Regra das contraditórias: Duas proposições contraditórias não podem ser nem verdadeiras nem falsas ao mesmo tempo.<br />Regra das subcontrárias: Duas proposições subcontrárias não podem ser ambas falsas ao mesmo tempo.<br />http://pt.wikipedia.org/wiki/Quadrado_das_oposições<br />
  14. 14. Lógica<br />Oposição de proposições<br />Exemplos<br />Regras<br />Contraditórias: as proposições diferem na quantidade e na qualidade<br />A.       Todos os advogados são juristas.<br />O.   Alguns advogados são juristas.<br />E.   Nenhum advogado é jurista.<br />I.    Alguns advogados são juristas.<br />Não podem ser verdadeiras nem falsas ao mesmo tempo.<br />Se A é verdadeira, O é falsa<br />Se E é verdadeira, I é falsa<br />Contrárias: as proposições são universais, mas diferem na qualidade<br />A.       Todos os advogados são juristas.<br />E.   Nenhum advogado é jurista.<br /> <br />Não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo , mas podem ser falsas ao mesmo tempo<br />Subcontrárias: ambas as proposições são particulares, diferem na qualidade<br />I.    Alguns advogados são juristas.<br />O.   Alguns advogados são juristas.<br /> <br />Podem ser ambas verdadeiras ao mesmo tempo.<br />Não podem ser as duas falsas ao mesmo tempo.<br />Subalternas: ambas as proposições são afirmativas ou negativas, diferem na quantidade<br />B.      Todos os advogados são juristas.<br />O.   Alguns advogados são juristas.<br />E.   Nenhum advogado é jurista.<br />I.    Alguns advogados são juristas.<br />Se a universal é verdade, a particular é verdadeira<br />Se a particular é falsa, a universal é falsa.<br />Distribuição dos termos<br />
  15. 15. Lógica<br /> Todo homem é mortal<br /> Sócrates é homem<br /> Logo, Sócrates é mortal.<br /> A primeira proposição chamamos de premissa maior, a segunda proposição chamamos de premissa menor, a terceira proposição chamamos de conclusão. Essa é a forma básica do silogismo. Além disso, ele contém os seguintes termos: homem, animal e mortal. O termo que se repete na premissa maior e menor, que é o termo homem, chamamos de termo médio. Os outros dois termos do silogismo, animal e mortal,  chamamos de termos extremos. A função do termo médio é ligar os termos extremos permitindo chegar à conclusão. Portanto, o termo médio nunca se repete na conclusão.<br />http://logicanet.wordpress.com/2007/11/26/silogismo/<br />
  16. 16. Lógica<br />Silogismos categóricos irregulares<br />Se A, logo B.<br />Eu penso, logo existo. <br /> Todo o B é C porque é D<br />               Todo o A é B porque é H<br />      Logo, todo A é C.<br />Todo alimento é nutritivo porque é saudável.<br />Toda fruta é alimento porque é comestível.<br /> Logo, toda fruta é nutritiva. <br /> B é C<br />                A é B<br />      Logo, A é C<br />                D não é C<br />       Logo, D não é A. <br /> Pinga é cachaça<br /> Aguardente é pinga<br /> Logo, aguardente é cachaça<br /> Água não é cachaça<br /> Logo, água não é aguardente <br /> C é B<br /> D é C<br /> E é D<br /> A é E<br /> Logo, A é B. <br /> O vertebrado tem sangue vermelho.<br /> O mamífero é vertebrado.<br /> O carnívoro é mamífero.<br /> O leão é carnívoro.<br /> Logo, o leão tem sangue vermelho.  <br />
  17. 17. Lógica<br />Alguns raciocínios incorretos<br />Stefan e Mathias gostam de chocolate.<br /> Todos os que gostam de pipoca gostam de chocolate.<br /> Logo, Stefan e Mathias gostam de pipoca. <br />Todos os portugueses são europeus. Cristiano Ronaldo é europeu. Logo, Cristiano Ronaldo é português.<br />Todos os portugueses são europeus.<br /> Beckham é europeu.<br /> Logo, Beckham é português.<br />Os bombeiros dividem-se em batalhões, obedecem a uma hierarquia, têm um quartel e usam farda, tal como os polícias. Os polícias usam arma. Logo, os bombeiros usam arma.<br />Os bombeiros dividem-se em batalhões, obedecem a uma hierarquia e têm um quartel, como os polícias. Os polícias usam farda. Logo, os bombeiros usam farda.<br />"Nem todo mundo gosta de sexo", filosofou Dunga na chegada à África. Realmente. As pessoas que não conseguem mais praticá-lo e as que não tem "joie de vivre" não gostam. Barbara Gancia<br />Se todos os gatos são pretos, Miau é preto.<br /> Alguns gatos são pretos, outros rajados.<br /> Miau é ???<br />Alguns campineiros são metidos e arrogantes.<br /> Alguns campineiros estudam na Unicamp.<br /> Logo, ???<br />
  18. 18. Lógica<br />
  19. 19. Lógica<br />http://criticanarede.com/fisher.htmlhttp://criticanarede.com/log_nocoes.html<br />
  20. 20. Lógica<br /> Considere-se agora o seguinte argumento:<br /> O mundo exterior existe.  O mundo exterior não existe.  Logo, Deus existe.<br /> Pela definição dada, este argumento é válido, apesar de poder parecer o contrário. A indecisão nasce do facto de não ser possível atribuir a verdade simultaneamente às duas premissas, porque estas são inconsistentes. Mas já se torna claro o facto de este argumento ser válido se fizermos a seguinte consideração: precisamente pelo facto de as premissas não poderem nunca ser simultaneamente verdadeiras, segue-se que nunca podemos ter as premissas verdadeiras e a conclusão falsa. Logo, o argumento é válido, pois é isso precisamente que caracteriza os argumentos válidos.<br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  21. 21. Lógica<br />Validade e correcção<br /> Um argumento dedutivo válido é qualquer argumento dedutivo que obedeça às regras da lógica. A definição semântica de argumento dedutivo válido é a seguinte: um argumento dedutivo é válido se, e somente se, nos casos em que as premissas são verdadeiras, a conclusão também é verdadeira. Por exemplo:<br /> Se o conhecimento é possível, os cépticos estão enganados.  O conhecimento é possível.  Logo, os cépticos estão enganados.<br /> Dada a verdade das duas premissas, a conclusão é também verdadeira. Claro que se as premissas forem falsas, a conclusão tanto pode ser falsa como verdadeira. A validade dedutiva do argumento só nos garante a verdade da conclusão caso as premissas sejam verdadeiras. Por outras palavras, um argumento dedutivo válido garante que nunca podemos ter as premissas verdadeiras e a conclusão falsa.<br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  22. 22. Lógica<br />Considere-se este outro argumento:<br /> Deus existe.  Logo, o mundo exterior existe ou o mundo exterior não existe.<br /> À primeira vista pode parecer que este argumento não é válido. Mas se tivermos mais atenção verificamos que se trata, de facto, de um argumento válido. Mais uma vez: dada a verdade da premissa, a conclusão pode ser falsa? Bom, é fácil ver que a conclusão nunca pode ser falsa. Logo, também não é falsa dada a verdade da premissa. Logo, é um argumento válido.<br /> O objectivo destes dois exemplos de argumentos válidos que aparentemente não o são é distinguir a validade de um argumento da sua relevância. Apesar de os dois argumentos acima serem válidos, eles não são relevantes. Porquê? Porque o primeiro é válido à custa da inconsistência das premissas; e o segundo é válido à custa do facto de a conclusão ser sempre verdadeira. Temos assim de perceber que o que nos interessa num ensaio argumentativo, quer estejamos a escrevê-lo, quer estejamos a avaliá-lo, não é a validade dos argumentos tout court, mas um caso especial de validade, a que podemos chamar relevância.Assim, para decidir se um argumento é relevante, temos de usar a seguinte definição: um argumento dedutivo válido é relevante se, e somente se: 1) todas as premissas podem ser simultaneamente verdadeiras; 2) a conclusão pode ser falsa.<br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  23. 23. Lógica<br /> Perante um argumento dedutivo qualquer, o leitor deve usar a seguinte rotina para verificar a sua relevância:<br /> 1. Verificar se é um argumento válido, pela definição semântica dada. 2. Verificar se todas as premissas podem ser simultaneamente verdadeiras. 3. Verificar se a conclusão pode ser falsa.<br /> Um argumento só é relevante se passar os três testes. Se passar apenas um ou dois, não é relevante.<br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  24. 24. Lógica<br />Condicionais<br />As condicionais são canonicamente expressas na forma «Se..., então...». Mas a verdade é que existem muitas formas de exprimir condicionais. Esta secção oferece uma lista de algumas dessas formas.<br />O primeiro facto: muitas vezes, o «então» é elidido, como em<br /> Se Deus não existe, a ética não é possível.<br /> que significa precisamente o mesmo que<br /> Se Deus não existe, então a ética não é possível.<br />Outros factos menos evidentes:<br /> Se A, então B<br /> pode exprimir se como<br /> 1. A somente se B.  2. A só se B.  3. A implica B.  4. A só no caso de B.  5. A só na condição de B.  6. A é condição suficiente de B.  7. B é condição necessária de A.  8. B se A.  9. Só se B é que A.<br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  25. 25. Lógica<br />Não se deve usar a lista anterior para fazer variar a forma como, ao longo de um ensaio, se exprimem condicionais. Lembre-se da regra 6, que se aplica também às partículas lógicas: se começou por dizer «Se A, então B», não afirme de seguida «C só se D», para tornar o texto variado; afirme antes «Se C, então D». Um texto não é um espectáculo de variedades e a elegância literária não vale nada se for conseguida à custa da clareza, porque é uma forma luminosa para um conteúdo obscuro (é como um automóvel com uma excelente pintura, mas com o motor avariado).<br />O que costuma fazer mais confusão são as noções de condição necessária e condição suficiente. A lista acima permite saber exactamente o que é uma condição suficiente (a antecedente de uma condicional) e uma condição necessária (a consequente de uma condicional). Mas os exemplos seguintes tornarão claras estas noções:<br /> Estar inscrito em Filosofia é uma condição necessária para passar a Filosofia.<br />Mas estar inscrito em Filosofia não é uma condição suficiente para passar a Filosofia.<br /> Ter 10 valores é uma condição suficiente para passar a Filosofia. <br />Mas ter 10 valores não é uma condição necessária para passar a Filosofia.<br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  26. 26. Lógica<br />Argumentos e condicionais<br /> Muitos argumentos são expostos sob a forma de uma condicional, como<br /> Se não existir livre-arbítrio, a responsabilidade moral não é possível.<br /> Para avaliar a verdade de uma condicional usam-se precisamente as mesmas regras que se usam para avaliar a validade de um argumento. A diferença consiste agora em tomar a antecedente da condicional em vez das premissas, e a sua consequente em vez da conclusão. Assim, uma condicional pode funcionar como um argumento válido se, e somente se, nos casos em que a antecedente é verdadeira, a consequente também for verdadeira. Por outras palavras, uma condicional pode funcionar como um argumento válido se, e somente se, for uma verdade lógica.<br /> Note-se que uma condicional pode ter antecedentes ou consequentes complexos:<br /> 1. Se Deus e o mundo existem, então Deus existe.  2. Se Deus existe, então Deus ou o mundo existem.<br /> Nos casos de condicionais com antecedentes ou consequentes complexos, aplica-se a mesma distinção que já introduzimos anteriormente: para que se aceite uma condicional verdadeira como relevante é necessário que a sua antecedente possa ser verdadeira e que a sua consequente possa ser falsa. As duas condicionais anteriores são verdadeiras e relevantes, mas as duas seguintes não são relevantes, apesar de serem verdadeiras:<br /> 1. Se o mundo exterior existe e o mundo exterior não existe, Deus existe.  2. Se Deus existe, então o mundo exterior existe ou o mundo exterior não existe.<br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  27. 27. Falácia<br /> O objectivo de um argumento é expor as razões (premissas) que sustentam uma conclusão. Um argumento é falacioso quando parece que as razões apresentadas sustentam a conclusão, mas na realidade não sustentam. Da mesma maneira que há padrões típicos, largamente usados, de argumentação correcta, também há padrões típicos de argumentos falaciosos.<br />http://criticanarede.com/falacias.htm<br />
  28. 28. Lógica<br />Falácia da inversão da condicional<br /> Uma falácia comum é a seguinte:<br /> Se não existir livre-arbítrio, a responsabilidade moral não será possível.  Logo, se a responsabilidade moral não for possível, não existirá livre-arbítrio.<br /> A forma lógica desta falácia é a seguinte:<br /> Se A, então B.  Logo, se B, então A.<br /> É fácil verificar que se trata de uma falácia com o exemplo seguinte, que tem a mesma forma lógica do que o anterior:<br /> Se nasceste em Lisboa, és português de naturalidade.  Logo, se és português de naturalidade, nasceste em Lisboa.<br /> Repare-se no método informal que usei aqui para tornar evidente que este argumento é falacioso: mantendo a sua forma lógica intacta, substituí as frases de maneira a obter uma premissa verdadeira e uma conclusão falsa. <br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  29. 29. Lógica<br />Falácia da causa única<br /> Esta é talvez a falácia mais popular. É tão comum que o leitor deve estar alertado, não só para não a cometer inadvertidamente nos seus argumentos, como para poder detectá-la nos argumentos das outras pessoas.<br /> Todas as coisas têm uma causa.  Logo, tem de haver algo que seja a causa de tudo.<br /> Este argumento é usado em particular para defender a existência de Deus, que depois é identificado com a causa de todas as coisas. Mas a mesma forma lógica pode surgir inadvertidamente em vários argumentos.<br /> Verifica-se que este argumento é inválido considerando os seguintes exemplos, que têm a mesma forma lógica do que o anterior:<br /> Todas as pessoas têm uma mãe. Logo, tem de haver alguém que seja a mãe de toda a gente.<br /> Todos os números têm um sucessor. Logo, tem de haver um número que seja o sucessor de todos os números.<br /> Nestes dois argumentos, as premissas são verdadeiras e as conclusões são falsas. Logo, na sua forma geral,<br />Todos os x têm um y. Logo, tem de haver um y para todos os x.<br /> a premissa pode ser verdadeira e a conclusão falsa. Logo, esta forma de argumento dedutivo não é válida.<br /> Esta falácia é particularmente clara para as pessoas que sabem lógica formal, sendo conhecida por falácia da inversão dos quantificadores.<br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  30. 30. Lógica<br />Mais exemplos de falácias<br />A afirmação de Joãozinho é falsa, pois ele é um sujeito mal-educado<br />João é a favor do tratamento do reservatório de água da cidade com flúor. João é um ladrão. Logo, não devemos tratar o reservatório de água da cidade com flúor.<br />Jones acredita que devemos nos abster de bebida alcoólica. Jones está sempre bêbado. Logo, não devemos nos abster de bebida alcoólica.<br />Acredite em Deus, senão irá pro Inferno.<br />Se Aristóteles disse isto, é verdade<br />Você deve ser rico pois estuda em um colégio de ricos.<br />Formigas destroem árvores. Logo, esta formiga pode destruir uma árvore.<br />Deveríamos abolir todas as armas do mundo. Só assim haveria paz verdadeira.<br />
  31. 31. Lógica<br />O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos EUA. Portanto, a paz foi alcançada devido à utilização das armas nucleares<br />Sabemos que Joãozinho diz a verdade pois muitas pessoas dizem isso. E sabemos que Joãozinho diz a verdade pois nós o conhecemos.<br />Não devemos falar MAL dos nossos amigos.<br />Não devemos falar mal dos nossos AMIGOS“<br />Se há carros então há poluição. Há poluição. Logo, há carros.<br />Se há carros então há poluição. Não há carros. Logo, não há poluição<br />Se você não está a favor de de mim então está contra mim<br />A voz dos pobres é a voz da verdade<br />
  32. 32. Lógica<br />A explosão do Challenger foi causada pelo tempo frio. (Verdadeiro, mas não teria ocorrido se os anéis em o tivessem sido bem construídos.)<br />As pessoas estão com medo por causa do incremento do crime. (Certo, mas as pessoas têm sido levadas a violar a lei em consequência do seu medo. O que ainda aumenta mais o crime.)<br />O União vai ganhar este jogo porque ganhou todas as vezes que jogou em quinta-feira.<br />Será que o palhaço Joãozinho é o assassino? No ano passado um palhaço matou uma criança.<br />O acidente não teria ocorrido se não fosse a má localização do arbusto. (Certo, mas o acidente não teria ocorrido se o condutor não estivesse bêbado, e se o peão tivesse prestado atenção ao trânsito.)<br />
  33. 33. Lógica<br />
  34. 34. Lógica<br />Símbolos lógicos<br /> Apresento a seguir alguns símbolos lógicos e algumas regras de transformação básicas, que poderão servir como uma introdução à lógica. Por outro lado, ajudarão qualquer pessoa a exercer o seu poder crítico sobre argumentos informais onde ocorra algum deste simbolismo. Os argumentos dedutivos podem ser muito complexos, e também aqui o simbolismo ajuda, porque torna mais simples a sua avaliação.<br /> As palavras-chave que ocorrem nos argumentos dedutivos, e das quais depende a sua validade, como «se,...então...», «e», «ou» e «não», são operadores lógicos e simbolizam-se assim:<br /> 1. Se A, então B: A -> B (ou: A ⊃ B) 2. Não A: ¬A (ou: ~A) 3. A ou B: A ∨ B 4. A e B: A ∧ B (ou: A & B) 5. A se e somente se B (ou: A se e só se B): A ↔ B 6. Todos os objectos x têm o predicado P: ∀xPx 7. Existe pelo menos um objecto x que tem o predicado P: ∃x;Px<br /> As regras de transformação permitem-nos mudar as frases existentes para outras logicamente equivalentes. <br /> Ou Deus existe, ou a vida não tem sentido. Mas a vida tem sentido. Logo, Deus existe.<br />http://criticanarede.com/html/fa_2_apendice.html<br />
  35. 35. Lógica<br />15/06/2010<br />Advogada foi morta uma hora após desaparecer<br />William Cardoso e Luis Kawagutido Agora<br />A advogada MérciaNakashima, 28 anos, foi morta cerca de uma hora após sair da casa de sua avó, em Guarulhos (Grande SP), no dia 23 de maio. A informação foi obtida pela Polícia Civil com o depoimento de um pescador --que presenciou um único homem jogar o Honda Fit, com Mércia dentro, nas águas da represa Atibainha, em Nazaré Paulista (64 km de SP).<br />"Ela [Mércia] saiu da casa [dos avós] às 18h30. Às 19h30, estava na represa com uma pessoa. O carro foi jogado na água", disse o delegado Antônio de Olim, do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).<br />Com isso, a polícia descartou a hipótese de Mércia ter sido levada a um cativeiro. Ex-namorado de Mércia, o ex-PM Mizael Bispo dos Santos, 40 anos, segue como principal suspeito de ter cometido o crime --ele nega.<br />
  36. 36. Lógica<br />Autoajuda segundo Keith Richards<br />DestakDiversão & Arte<br />"Todo mundo devia nascer com uma guitarra - haveria muito menos suicídio." Esse é um dos conselhos que o lendário guitarrista dos Rolling Stones dá no livro O que Keith Richards faria em seu lugar?. Por meio de citações e entrevistas que Keith deu ao longo de seus 48 anos de carreira, a escritora Jessica Pallington West fez uma compilação que se assemelha aos livros de autoajuda. Tratado como um "sobrevivente do rock 'n' roll", devido ao seu passado de abusos, Keith, que tem 66 anos, dá lições de como encarar a vida. Logo no capítulo inicial são expostos os 26 mandamentos do "keithismo", termo criado pela autora para definir a "filosofia" que o músico dissemina em frases como "aceite os Stones como seu senhor metafórico“.<br />
  37. 37. Lógica<br />Obama compara desastre no golfo do México a 11/9<br />DestakDiversão & Arte<br />O presidente dos EUA, BarackObama, comparou ontem o impacto da tragédia ecológica no golfo do México com o do 11/9, no sentido de mudar a forma de pensar dos americanos. "Da mesma forma que a visão sobre nossas vulnerabilidades e nossa política externa foi profundamente moldada pelo 11/9, eu acredito que esse desastre vá moldar a maneira como pensamos sobre o meio ambiente e a energia por muitos anos", afirmou o presidente a um site americano. Obama iniciou a quarta visita à região atingida pelo derramamento de óleo provocado pela explosão de uma plataforma petrolífera em 20 de abril. Ao fim dessa viagem de dois dias por Mississippi, Alabama e Flórida, ele fará um pronunciamento pela televisão no horário nobre. Amanhã, Obama vai se encontrar com o presidente da BritishPetroleum (BP) para exigir a criação de um fundo especial para indenizações e compensações. A empresa anunciou um novo plano para conter o vazamento, que recolheria, por dia, 7,5 milhões de litros de óleo, frente aos 2,4 milhões que estão sendo recolhidos agora. Segundo o governo, vazam 7,9 milhões de litros por dia. A empresa anunciou que já gastou US$ 1,6 bilhão para responder ao vazamento. Pelo menos 51 pedidos de indenização já foram feitos à BP.<br />
  38. 38. Lógica<br />Paulistanos vão gastar R$ 181 na 1ª fase da Copa<br />Os torcedores paulistanos<br />deverão desembolsar, em<br />média, R$ 181 para com-<br />prar itens relativos à Copa<br />do Mundo durante a pri-<br />meira fase do Mundial. Ca-<br />so a seleção brasileira che-<br />gue à final, as despesas vão<br />subir para R$ 357. <br />É o que mostra uma pesquisa realizada pela ACSP (Associação<br />Comercial de São Paulo).<br />A maioria dos gastos do<br />paulistano (74%) será destinada à compra de alimentos e bebidas para serem consumidos durante os jogos do Brasil. <br />A pesquisa mostra ainda que, no caso das bebidas, a maioria dos torcedores (54%) pretendem adquiri-las para consumir em casa. <br />Desse total, 44% vai comprar cerveja,<br />8% refrigerantes e 2% vai<br />optar por outra bebida.<br />Já em relação à alimen-<br />tação –que corresponde a<br />20% das despesas –9% dos<br />entrevistados gastarão na<br />compra de ingredientes para as refeições, 7% comprarão petiscos e guloseimas e<br />4% vão optar por gastar em bares ou restaurantes.<br />O paulistano também<br />vai investir em adereços e<br />artigos de decoração. Se-<br />gundo o economista chefe<br />e superintendente geral da<br />ACSP, Marcel Solimeo, as<br />camisetas devem respon-<br />der por 14% das aquisições,<br />bolas por 2% e apitos e ban<br />deiras por 2%.<br />As lojas físicas irão rece-<br />ber 89% dos consumidores.<br />Enquanto o comércio ele-<br />trônico será a opção de 8% das intenções de compra.<br />A partir de hoje, dia da<br />estreia da seleção brasilei-<br />ra na Copa do Mundo, os<br />bancos e as operações de<br />câmbio do Banco Central<br />terão horário de expedien-<br />te alterado. <br />O pregão da Bovespa<br />não sofre interrupções <br />durante a Copa. <br />METRO<br />
  39. 39. Hierarquia<br />Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas (1).<br />Eis que, subitamente, o leão defronta com um pequeno rato, o ratinho mais menor que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente pra escapar, o leão gritava: "Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida apenas para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho, rato!" E soltou-o .<br />O rato correu o mais que pode, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão: "Será que V. Excelência poderia escrever isso pra mim? Vou me encontrar com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso pra ela com as mesmas palavras!"<br />(1) Ou seja muitas e más.<br />MORAL: Ninguém é tão sempre inferior.SUBMORAL: Nem tão nunca superior, por falar nisso<br />
  40. 40. Risos da galera<br />Em 1974, Saad e São Bento jogavam amistosamente em São Caetano do Sul e o time sorocabano era dirigido pelo técnico Mickey. De repente quebra o maior pau dentro do gramado envolvendo os 22 jogadores.Vamos separar o pessoal, Mickey?, diz um dirigente que estava sentado no banco ao seu lado.Eu não sou louco. Vai você.No meio da confusão ouve-se a voz de Mickey:Calma gente! Vai pra lá você. Deixa disso pessoal! Surpreso, o dirigente olhou para Mickey e disse:Ué, o que você está fazendo aqui?É que jogaram tanta garrafa de guaraná no banco que eu achei menos perigoso levar uns socos aqui dentro do gramado.<br />O saudoso Ajato, folclórico torcedor sorocabano, contou que certa vez proporcionou uma grande confusão nas agências do Correio. Era a sua primeira carta que mandava para alguém fora da cidade. Chegou na agência com o envelope escrito, faltando apenas selá-lo.Moça, como eu faço para mandar esta carta para São Paulo?A moça, depois de vender o selo, disse:Agora você vai até aquela mesa e cola o selo.Ajato dirigiu-se até a mesa, colocou o selo e voltou com o envelope. Surpresa, a moça perguntou:Ué, e o selo?O selo tá pregado bem bonitinho lá na mesa, como você pediu, disse Ajato.<br />Notícia publicada na edição de 16-03-2003 do Jornal Cruzeiro do Sul, editoria Esportes, coluna RISOS DA GALERA<br />
  41. 41. Lógica<br />Jogo perigoso<br />Em Santos e no Rio de Janeiro, é na areia da praia que muitas vezes nasce o futuro craque de futebol.<br />Em São Paulo, os mais velhos lembram com nostalgia dos campinhos às margens do Tietê, onde se praticava o "futebol de várzea".<br />Hoje, a capital já não tem tantos espaços vazios. Para quem não é sócio de clube ou não tem mordomias esportivas num condomínio, resta pagar pelo aluguel de uma quadra ou tentar a sorte em alguns parques e áreas públicas.<br />Infelizmente, a situação desses locais deixa muito a desejar, como revelou a reportagem do Agora na edição de ontem.<br />Foram visitados 15 campos públicos. Não fazem justiça ao país do futebol. Para começar, alambrados enferrujados e canos soltos ameaçam desabar sobre os frequentadores.<br />Além disso, há problemas graves no piso. Buracos e pedras podem causar contusões e até fraturas. Um caso lamentável foi identificado no campo do Águia, na zona sul.<br />Segundo a reportagem, se dois jogadores disputarem um lançamento pela lateral correm o risco de rolar por um barranco.<br />O Brasil tem uma vocação quase natural para o futebol. Ao longo do tempo, nos tornamos uma fábrica de craques. Até na seleção da Alemanha, como vimos no fim de semana, tem brasileiro jogando. Mas isso não é desculpa. Governo federal, Estado e prefeitura têm o dever de fomentar a prática esportiva e oferecer condições para que a população pratique. E isso não vale só para campos de futebol. Se o Brasil pretende um dia ser potência olímpica, precisa desde já incentivar o esporte nas escolas.<br />15/06/2010<br />http://www.agora.uol.com.br/editorial/ult10112u751008.shtml<br />

×