Latinports Boletim Informativo Maio-Agosto de 2011

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Latinports Boletim Informativo Maio-Agosto de 2011

  1. 1. Maio-Agosto 2011Ano 3, No. 2Reativação da Navegação do RioMagdalena, Colômbia: Um Projeto PaísO Ministro de Portos do Brasil, LeônidasCristino, Anuncia Investimentos de US$3.500Milhões no SetorPrincipais Portos de Contêineres daAmérica Latina e Caribe em 2010 e seuFuturo com a Ampliação do Canal dePanamáPedro Brito, Ex-Ministro de Portos doBrasil, Assume como Diretor da AgênciaNacional de Transporte Aquático, Antaq.Ver mas... Ver mas... Ver mas...
  2. 2. CONTEÚDOMaioAgosto2011Notícias PortuáriasLatino-americanasCapacitaçãoCorreioPrincipais Portos de Contêineres daAmérica Latina e seu Futuro com aAmpliação do Canal de PanamáII SeminárioAnual Público-Privadoda Latinports e I CongressoColombiano de Portos no Mês deDezembro, em CartagenaBusiness NewsAmericas Entrevistao Diretor Executivo da Latinports:Os Mega Porta-Contêineres e seusEfeitos nos Portos daAméricaLatinaPedro Brito, Ex-Ministro de Portosdo Brasil,Assume como Diretor daAgência Nacional de TransporteAquáticoReativação da Navegação do RioMagdalena, Colômbia: Um ProjetoPaísO Ministro de Portos do Brasil,Leônidas Cristino, anunciaInvestimentos de US$3.500Milhões no SetorEditorialFrenteRio Magdalena, ColômbiaConcepçãoJulian Pinedawww.miroamarillo.comstudio@miroamarillo.com
  3. 3. O EditorialMaio - Agosto 2011Com grande satisfação registramos a felizcoincidência de que enquanto o atual ministrode portos do Brasil, Leônidas Cristino, anunciavainvestimentos de US$3.500 milhões para o setor, oanterior ministro, Pedro Brito, estreava como diretor da Agência Nacional deTransporte Aquático, Antaq. Tal como dissemos em nossa edição anterior, oDr. Brito foi o encarregado de criar a Secretaria Especial de Portos-SEP doBrasil em nível de ministério, e de consolidá-la em três anos como um dosministérios mais importantes e de maior projeção do seu país, lapso duranteo qual Brasil passou do 61° ao 41° lugar em performance logística em nívelmundial, em boa parte atribuível ao setor portuário (Índice de DesempenhoLogístico-IPL do Banco Mundial). Sendo a SEP que formula as políticas ea Antaq que as implementa, corresponde agora ao ministro Cristino e aodiretor Brito propiciar o desenvolvimento de uma plano estratégico conjuntopara incentivar o crescimento do setor portuário brasileiro, algo em queambos estão empenhados para bem da atividade.Temos também o prazer de registrar o inicio dos seminários periódicosespecializados, o primeiro deles sobre as hidrovias na Colômbia, mostrandoa necessidade de integração do modal hidroviário à logística de transporte,e a realização do nosso segundo seminário anual público-privado latino-americano em Cartagena, em conjunto com a Superintendência de Portose Transporte, que realizará o primeiro congresso colombiano de portos emcomemoração aos 20 anos da lei de portos neste país, um dos primeirosem dar esse grande passo na América Latina. Igualmente, temos o orgulhode destacar o convite feito pela Lloyd’s List Global Ports Conference pararepresentarmos a América Latina no evento sobre os mercados emergentesno mundo, que se realizará em Londres nos dias 30 de novembro e 1° dedezembro do presente ano.Finalmente, no anseio de manter a comunidade portuária latino-americanaconstantemente atualizada em seu desejo de capacitação, apresentamos umasérie de eventos de grande envergadura co-patrocionados pela Latinsportsem diferentes países e em cada um dos próximos meses.Até a próxima!jpalacio@latinports.orgwww.latinports.orgJulian PalacioDiretor Executivo
  4. 4. Reactivação da Navegação do RioMagdalena, Colômbia: Um Projeto PaísO governo colombiano decidiu apostar no transporte fluvialentre o centro do país e a costa atlântica, como uma maneira de tornar maiscompetitiva sua precária logística de transporte concentrada quase 100% em estradas, em uma região coma topografia mais agreste do continente (a cordilheira dos Andes e suas três grandes ramificações) e comas maiores distâncias entre os principais centros produtivos e os portos marítimos. Distâncias de mais de1.500 quilômetros têm que ser percorridas para transportar parte do principal produto de exportação daColômbia na atualidade, o petróleo, cujas principais jazidas se encontram localizadas ao sudeste de Bogotá,em uma região conhecida como os Llanos Orientais. Algo similar acontece com o segundo produto deexporta ção mais importante, o carvão, cujas principais jazidas se encontram no centro leste do país, comdistâncias de até 1.000 quilômetros dos portos. E nem falar das matérias primas de importação com destinoaos principais centros produtivos do país, situados na região central.“Não quero mais destruição de estradas” disse o presidente Juan Manuel Santos poucos meses apóssua posse, no ano passado, apoiando frontalmente o desenvolvimento portuário e de transporte fluvialpromovido durante os últimos oito anos por uma empresa de caráter misto e maioria privada, a SociedadPortuaria Multimodal del Río Magdalena S.A, a qual acaba de assinar um contrato de concessão por 25 anoscom o Governo Nacional com o objetivo de tornar o mais mediterrâneo dos portos fluviais do país noporto de Bogotá e centro do país, como bem descreveu há pouco o diretor geral da Corporação AutônomaRegional do Rio Grande da Magdalena (Comagdalena). O alto funcionário não estava longe da realidade,pois uma distância que atualmente é de quase 200 quilômetros entre Bogotá e Puerto Salgar, em terrenomontanhoso e com uma única pista em cada direção, o que representa um tortuoso percurso de mais decinco horas, será reduzida a menos da metade em três anos com a nova autopista Ruta del Sol, atualmenteem construção, pois seu traçado técnico reduz a distância em uma quarta parte e seu moderno design, queinclui pista dupla, túneis e viadutos, incrementará substancialmente a velocidade operativa.Convoynavegando aRio Magdalena,ColômbiaMaio - Agosto 2011
  5. 5. Ser o porto da região central da Colômbia implicacontar com um hinterland que abarque maisde 50% do comércio exterior do país, o quepermitirá transformar seus arredores na principalzona de atividades logístico-industriais do país,transformando assim a logística nacional detransporte e fazendo do projeto o mais ambiciosode sua história. “Temos que pensar grande”, disseo presidente, referindo-se à sua decisão de dar emconcessão o rio, com o objetivo de elevar seu caladomínimo navegável permanente para nove pés emáguas baixas, com o que se obterá uma granderedução nos custos do transporte multimodal,principalmente para cargas de volume e de longospercursos.Este processo constará de três etapas:- Operação Precoce (final de 2011-princípiosde 2012): Existem os estudos e recursos necessáriospara garantir um calado mínimo permanente de4.5 pés nos primeiros 150 quilômetros do rio,água acima; o processo de licitação se encontraatualmente em andamento. Esse calado, que foiconseguido no Mississipi alto há muito mais decem anos, permitirá a mobilização de 500.000 a ummilhão de toneladas anuais em curto e médio prazo.- Primeira Fase: Seis pés de calado mínimopermanente em águas baixas, cujo estudo de obrasde canalização está em andamento e deverá serfinalizado no mês de setembro, com o objetivo deadjudicar as obras no ano que vem e finalizar ostrabalhos um ano depois (2013). Com isto o riopoderá transportar entre dois e cinco milhões detoneladas anuais em médio prazo.- Segunda Fase ou Fase Final: Concessão do riomediante iniciativa privada ou associação público-privada, consistente em obras permanentes decanalização através das quais será possível garantirum calado mínimo permanente de 9 pés em águasbaixas, cuja adjudicação deve ser concretizada antesdo final do atual governo, em 2014. Em médio elongo prazo o rio estaria em condições de mobilizarmais de 10 milhões de toneladas anuais.Para a divulgação deste transcendentalprojeto em nível nacional e internacional, ogoverno colombiano, conjuntamente com aAssociação Colombiana de Logística, Acologe a Associação Latino-Americana de Portose Terminais, Latinports, realizará um eventoespecializado no mês de agosto, sobre o qualmaiores informações podem ser obtidas naseção” Capacitação” deste boletim.Terminal Porto SalgarMaio - Agosto 2011
  6. 6. O ministro-chefe da Secretariade Portos (SEP), Leônidas Cristino,disse que o governo está “avançando” na aberturade licitações para a construção de quatro novosportos e terminais: porto de Manaus, Porto Sul,na Bahia, porto de Águas Profundas, no EspíritoSanto, e terminal de múltiplo uso de Vila do Conde,no Pará. Todos eles estão em fase de estudos paralançamento dos editais, o que deve ocorrer até ofim do ano. Os mais adiantados são o de Manaus,que tem projeto básico e está em fase de conclusãodo estudo de viabilidade técnica e econômica, eo de Vila do Conde. Na quarta-feira, foi realizadaaudiência pública na Companhia Docas do Parásobre a licitação das áreas de arrendamento. Os doisportos representam investimento de R$ 2 bilhões.Em entrevista ao Valor, Cristino negou que ogoverno estuda a privatização do sistema portuárioe reafirmou a manutenção do atual modelo. Oarcabouço legal do setor prevê a concessão de portopúblico à iniciativa privada, por meio de licitação, poraté 50 anos e autorização de terminal privativo, semlimite no tempo, desde que o empreendedor tenhacarga própria. Segundo Cristino, o governo nãoprepara alteração no marco regulatório.Parte da iniciativa privada reivindica a flexibilizaçãoda legislação portuária, com a eliminação delicitações para construção de portos, para aceleraros investimentos em infraestrutura. Atualmente,só é possível abrir mão da licitação quando oempreendedor tem carga própria em quantidadesuperior à de terceiros e usa o porto como forma deverticalizar seu negócio principal, como, porMinistro de Puertos de Brasil,Leonidas Cristino, AnunciaInversiones por US$3.500 Millonesen el SectorLeônidas Cristino,Ministro de PortosMaio - Agosto 2011
  7. 7. exemplo, Petrobras e Vale. Se a finalidade do negócioé prestar serviço de movimentação a terceiros, aregra é a licitação. O Brasil conta com 129 portosprivativos e 34 portos públicos marítimos. “O queestá na lei é o que vamos continuar a fazer no futuropróximo. Por enquanto não existe intenção demudança”, afirmou Cristino. “O sistema portuárionacional é de porto público com operação privada.Agora, se alguém precisa de porto, o governo federaltem a estrutura legal para fazer a autorização paraconstrução de um terminal de uso privativo, desdeque haja carga própria em quantidade superior à deterceiros e que essas sejam da mesma natureza. Issoé óbvio”, disse o ministro.De acordo com levantamento realizado pelaConfederação da Agricultura e Pecuária doBrasil (CNA), alguns Estados das regiões Nortee Nordeste deixaram de produzir 3 milhões detoneladas de soja e milho na safra passada por faltade portos marítimos próximos com capacidade deescoamento. A CNA é uma das associações quelutam na Justiça contra o decreto 6.620, de 2008,que estabeleceu a necessidade de carga própria emquantidade superior à de terceiros para dispensade licitação. Uma das reclamações é que a normateria impedido os investimentos no setor. Cristinodiscorda. Para ele, os investimentos privadosocorrem à medida que o poder público acena comos aportes, que rareavam até a criação da SEP, em2007. Até 2014, a SEP vai investir R$ 5,276 bilhõesem 66 obras por meio do Programa de Aceleraçãodo Crescimento (PAC).O Setor Privado Vai Quadruplicar Investimentodo Governo“As estimativas dão contam de que a iniciativaprivada vai investir em torno de R$ 20 bilhões aR$ 25 bilhões no período”, afirmou o ministro.Da carteira referente ao PAC 1, até 2010, a SEPdiz ter concluído 45% das obras civis e quase 70%do Programa Nacional de Dragagem, que estáaprofundando os principais portos nacionais, omaior gargalo do setor, para permitir o tráfego degrandes embarcações.Cerca de R$ 500 milhões do montante previstoaté 2014 serão destinados a um programa deinteligência logística que, segundo Cristino, deveaumentar em até 25% a eficiência da operação.São basicamente três ações: a instalação do VTMS(Vessel Traffic Management Information System, na siglaem inglês), ferramenta que fará o monitoramentovirtual do tráfego de embarcações; o Porto SemPapel, plataforma on-line para integrar os trâmitesburocráticos de todos os quase 20 atores envolvidosnuma operação de comércio exterior; e o CargaInteligente, que fará a comunicação entre a indústriaou fazenda e o porto, de forma que a mercadoriasó seja enviada se houver disponibilidade de navio.O objetivo é evitar congestionamentos e otimizar ofluxo logístico.Durante recente visita ao porto de Santos paraacompanhar a implementação do Porto Sem Papel,Cristino afirmou que o programa estará implantadoaté 1º de agosto - o prazo original era abril de 2010.Também anunciou que lançará no início de agostoa licitação para o VTMS de Santos, o primeiroporto que terá o sistema para auxiliar o controle danavegação principalmente em dias de mau tempo.Será composto por torres de monitoramentoinstaladas ao longo do estuário e uma central deprocessamento e supervisão dos dados por elastransmitidos. A primeira licitação do VTMS foiMaio - Agosto 2011
  8. 8. cancelada, porque os equipamentos não puderamser incluídos no Reporto, o programa do governofederal de isenção de impostos para aquisição demáquinas destinadas à modernização portuária. “Jáconversei com o ministro Fernando Pimentel [doDesenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior],para que possamos usar o Reporto para o CargaInteligente e VTMS.”Durante a visita a Santos, o ministro informou quejá recebeu da Agência Nacional de TransportesAquaviários (Antaq) o desenho dos novos limitesfísicos do cais do porto. O novo traçado quaseduplica a região portuária sob jurisdição daCompanhia Docas do Estado de São Paulo(Codesp), que atingirá cerca de 15 milhões de metrosquadrados. O pedido de ampliação foi protocoladohá mais de um ano pela Codesp, que depende dissopara poder tocar o projeto de expansão do porto,chamado Barnabé Bagres. Segundo Cristino, se nãohouver nenhum problema com o novo desenho, aintenção da Secretaria dos Portos era enviar a minutado decreto para a Presidência da República final dejulho.Porto de Santos, BrasilMaio - Agosto 2011
  9. 9. A imprensa especializada doBrasil deu grande cobertura ànomeação e posse do ex-ministroPedro Brito, iniciador e desenvolvedor daSecretaria Especial de Portos, SEP, como diretorda Agência Nacional de Transportes Aquaviários,Antaq. Proposto pela presidente Dilma Rousseff eratificado pelo senado, no final de junho Pedro Britoassumiu suas funções. De acordo com informaçõesda imprensa, a sua nomeação é bem vista pelacomunidade portuária e pelos profissionais ligadosao setor, e de acordo com o jornal A Tribuna, éa oportunidade de ampliar a integração entre doisórgãos que comandam o transporte marítimo decargas no país. Em sua atuação na SEP, Brito adotouposturas que nem sempre eram as defendidas pelaAntaq, diz o informativo, e um exemplo disso, deacordo com o texto, é que ele sempre defendeu queterminais portuários devem ser públicos, porém,explorados pela iniciativa privada a partir de umaconcessão. A Tribuna acrescenta que os “doisgrandes desafios” da gestão de Pedro Brito comodiretor da Antaq será integrar o modal hidroviário aocenário logístico do país e a necessidade do setor decontar com marcos regulatórios bem definidos.O novo diretor da Antaq destacou tambéma necessidade de tornar os procedimentos deoutorga mais ágeis, para não prejudicar a expansãodo setor. “Não temos o direito de comprometerinvestimentos por conta da demora burocrática”.Para Brito, o trabalho conjunto com a SEP vaipropiciar a elaboração de um plano estratégicopara incentivar o crescimento do setor portuárionos próximos 20 anos. A mesma ideia de união deesforços tem o novo ministro-chefe da SEP, JoséLeônidas Cristino, diz A Tribuna. Em seu discurso ,Pedro Brito, Ex-Ministro de Portosdo Brasil, Assume como Diretor daAgência Nacional de TransporteAquáticoPedro Brito,Diretor AntaqMaio - Agosto 2011
  10. 10. durante a cerimônia de posse do novo diretor daAntaq, destacou a oportunidade de integração entreos dois órgãos. “Ele (Brito) terá a função de regular,fiscalizar, porém, acima de tudo, a extraordináriafunção de harmonizar. Se todos queremos a mesmacoisa, vamos trabalhar juntos”.Segundo reportagem da Valor, nos planos de Britoestá também a necessidade de incluir os chamadosportos secos no âmbito da política portuária. Hojeesses armazéns alfandegários dependem da RendaFederal, o que dificulta o desempenho de umaestratégia logístico-portuária.Intitulada ‘Os mega porta-contêineres não chegarão àAmérica Latina antes de muitosanos’, segue entrevista feita por CatherineSetterfield a Julián Palácio:A BNamericas conversou com Palacio e lhe perguntou quãonecessário é para os portos da região se prepararem para aampliação do Canal de Panamá.Palacio: Sim existe a necessidade de se prepararem,indubitavelmente, e de investimento, mas não emmagnitudes equivocadas. O que quero dizer é que osmega porta-contêineres não vão chegar na AméricaLatina antes de muitíssimos anos, por uma questãode economia de mercado. Os países desenvolvidosestão na rota leste-oeste. Assim, nessa rota osgrandes navios chegarão a quatro ou cinco portosdo mundo. Na rota norte-sul vão transitar navios detamanho menor. Não se pode esperar na AméricaLatina os maiores navios do mundo, pois eles nãovirão. Na Colômbia, Peru, Chile, e inclusive noBrasil, não existe carga suficiente para receber essesnavios.Não se justifica que sejam feitos investimentosenormes se os navios não chegarão durantemuitíssimo tempo. Talvez, eu diria que osinvestimentos em dragagens deveriam serdosificados para os navios que esperamos recebernos próximos 10 ou 20 anos. Insisto, é necessárioinvestir em dragagem de maneira importante, massaber até onde e não se chegar a extremos.BNamericas: Então, a idéia de um grande póloportuário na América do Sul é um mito?Palacio: A zona pacífica da América do Sul nãoterá um hub portuário importante, por questão deeconomia de mercado. Callao, em Lima,BNAmericas Entrevista o Diretor Executivo daLatinports: Os Mega Porta-Contêineres e seusEfeitos nos Portos da América LatinaMaio - Agosto 2011
  11. 11. move 90% do comércio exterior do Peru, tendoassim uma carga base importante. Porém, sempreserá pequeno se comparado com os portos detransbordo no Panamá.BNamericas: Em que você considera quedeveria ser usado esse dinheiro, se não aplicado naampliação de portos?Palacio: Dispondo do dinheiro, o que realmenteprecisam é corrigir esta falha importante que é otransporte na América Latina. Os custos internos detransbordo são excessivamente caros. Por exemplo,é mais barato mover uma carga da China a qualquerpaís da América Latina, que mover uma carga doporto até o interior do país. Portanto, algo estáfalhando de forma importante.BNamericas: Quais países você considera queestão apresentando o melhor modelo quanto a seuspreparativos?Palacio: Eu coloco o exemplo do Brasil. Por maisque o Brasil estivesse muito atrasado no tema deportos, com a criação da Secretaria Especial dePortos, que realmente é um ministério, estão sepreparando adequadamente.Pedro Brito, quando era ministro [de portos],cargo que ocupou até 31 de dezembro, disse queSantos, sendo o maior e mais importante porto daAmérica Latina, está se preparando para recebernavios de 8.000-9.000 TEUs. O Brasil é o paísmais desenvolvido da América Latina, é potênciaeconômica mundial e assim está sendo visto. Então,estará o Brasil equivocado ou estarão equivocados osoutros países da região, que são muito menores?BNamericas: Você diria que existe um elo débilnos portos da América Latina?Palacio: Sim, existe em muitas partes. Acho que aAmérica Central está supremamente atrasada notema. A Nicarágua está a anos-luz, assim comoEl Salvador e Guatemala, que ainda fizeramprivatizações. E se os portos não forem privatizados,nunca virão a ter portos adequados.Na Costa Rica, ao contrário, os portos estão sepreparando para receber navios de 15.000 e 18.000TEUs. Como pode a Costa Rica, uma economiapequena, pensar em uma dragagem para recebernavios que nunca chegarão? Esse dinheiro que vaiser gasto em uma dragagem será necessário, entreoutras coisas, para a infra-estrutura de transporte,por exemplo. No caso de El Salvador há maiorconsciência; estão pensando de maneira mais realista.Vêm que isso não será um assunto a curto ou médioprazo.BNamericas: Há quem diga que poderia haver ummercado para serviços alimentadores na AméricaCentral. Você está de acordo?Palacio: Tampouco acredito muito nisso; sãomercados muito pequenos. O tema do short seashipping [transporte marítimo de curta distância] vemsendo trabalhado, e querem fazer o que os europeusestão fazendo nessa matéria. Mas a economiaeuropéia está anos-luz à frente da economia daAmérica Central. É necessário também considerara quantidade de carga que vai ser movida. A menosque os governos queiram fazer a subvenção, eu nãovejo uma organização privada desenvolvendo o shortsea shipping na América Central de forma muito séria.BNamericas: Em janeiro deste ano, alguns dosportos da região no Pacífico se reuniram paraformar o bloco comercial Copasud. O que vocêpensa dessa idéia?Palacio: Pessoalmente, eu não acredito muitonisso. Está sendo liderado pelo Governo peruano eassociado, por exemplo, com a sociedade portuáriade Buenaventura, que é 100% privada. Então, sãodois enfoques completamente diferentes. O gerentegeral da sociedade portuária de Buenaventura podetomar decisões que podem não ser tomadas peloGoverno peruano. No dia em que for mudado ogerente geral, as diretrizes continuarão sendo asmesmas porque os donos são os mesmos. Mas nodia em que mudar o presidente do Peru, no dia emque assuma Ollanta Humala ou Keiko Fujimori,quem sabe o que acontecerá (a entrevista foi realizadapouco antes da eleição presidencial que triunfou OllantaHumala: Latinports)Maio - Agosto 2011
  12. 12. Portanto, a intenção é interessante, mas temosmuitas coisas por fazer. Se cada vez mais são criadasnovas associações, não poderemos trabalhar noque realmente precisamos estar fazendo. Não seio quanto de resultados possa ser visto em curtoou médio prazo. Agora está sendo criada umaassociação de países do Pacífico, que poderia seruma extensão disso. Nesse caso, seria interessante.BNamericas: Na última vez que conversamos, aLatinports tinha muito pouco tempo de criação.Poderia nos contar o que está fazendo a organizaçãoneste momento?Palacio: No final de agosto completaremos doisanos de criação. E já temos mais de 30 afiliados de10 países da América Latina. Fizemos um primeiroevento no Brasil, em agosto, quando completamosum ano, ao qual estiveram presentes o ministrobrasileiro de portos e todas as associações privadas.E foi um evento muito interessante, um excelenteponto de partida.BNamericas: Há previsão de serem realizadoseventos similares este ano?Palacio: Este ano certamente será realizado umevento em Bogotá, no segundo semestre. Nãodefinimos a data, ainda que seria mais para o últimotrimestre. Queremos realizá-lo em conjunto com aSuperintendência de Portos.Principais Portos de Contêineres da América Latina e Caribe em 2010e seu Futuro com a Ampliação do Canal de PanamáDe acordo com o ranking de movimentaçãoportuária de contêineres da América Latina eCaribe, elaborado pela Unidade de Serviços de Infra-estrutura da CEPAL e recentemente divulgado,durante 2010 os vinte principais portos de contêineres daregião cresceram 20.9%, cifra muito acima do ano de 2009,quando a atividade diminui 6.8%. Outro fato destacávelnesta oportunidade é que não apenas foi recuperadaa atividade portuária em níveis pré-crise, comotambém 17 dos 20 principais portos registraramtaxas de crescimento de mais de dois dígitos, fatoque, ainda que seja uma excelente notícia para aregião, volta a colocar em discussão a necessidadede ser melhorada a infra-estrutura portuária parafazer frente a este crescimento, e a necessidadede se investir em melhorias logísticas portuárias ede conexão com o hinterland que permitam umadistribuição eficiente destas cargas. Desta vez oRanking 2010 é encabeçado pelo Panamá. A máximaposição é ostentada pelo complexo-portuário deColón, seguido por Balboa, na entrada Pacífico docanal de Panamá. Em terceiro lugar está o de Santos,no Brasil, ainda que destaque um crescimentode 20.7% em relação ao ano anterior. Na quartae quinta posição se mantêm, respectivamente,Kingston na Jamaica e Buenos Aires na Argentina.“...durante 2010 os vinte principaisportos de contêineres da regiãocresceram 20.9%, cifra muitoacima do ano de 2009, quando aatividade diminui 6.8%”Maio - Agosto 2011
  13. 13. Fonte: Unidade de Serviços de Infra-estructura, Cepal 2011 (para conhecer a lista completa que inclui 100 portos,consulte o website www.cepal.org no link Divisões: Recursos Naturais e Infra-estrutura)(1) Freeport foi o único porto da região com diminuição no movimento de carga, devido à fragilidade que representasua dedicação quase exclusiva ao movimento de cargas de transbordo (Latinports).(2) Sobre Porto Cabello não existem cifras oficiais e, portanto, sua posição no ranking é relativa (Latinports).Maio - Agosto 2011
  14. 14. Sobre o deslocamento do porto de Santos doprimeiro lugar pelo conjunto de portos panamenhosem cada um dos dois oceanos, o diretor dedesenvolvimento comercial da Companhia Docasdo Estado de São Paulo (autoridade portuária doporto de Santos), Carlos Helmut Kopittke, emartigo publicado a respeito pelo jornal brasileiro ATribuna no começo de junho, minimizou a perdada liderança reconhecendo que o crescimentodos portos panamenhos será ainda maior coma ampliação do Canal, mas que não é um pontode comparação com Santos, pois correspondea uma dinâmica totalmente diferente: enquantoo movimento de cargas de Santos correspondeao seu hinterland, o do Panamá é de transbordointernacional. O alto funcionário concluiudestacando, como fez a Cepal, o crescimento de20% do porto de Santos em movimento de cargasde comércio exterior, no qual continua liderando,com grande margem, as estatísticas regionais.Com relação aos efeitos da ampliação do Canal doPanamá, o informativo Valor, do Brasil, coincideem que, com custo estimado de US$5.25 bilhões,pode ter um “impacto no transporte marítimointernacional, especialmente no segmento decontêineres”, a partir do final de 2014, quando aobra estiver concluída. Isto porque empresas denavegação poderão implantar linhas de navios demaior tonelagem para operar através do Canal. Hojeo Canal do Panamá está limitado, em contêineres,a navios de 4.6 mil TEUs, capacidade esta queserá mais que dobrada. A Autoridade do Canalde Panamá (ACP), que administra a via, diz que aexpansão permitirá a passagem de navios de até13.6 mil TEUs, ainda que entre os armadores háquem considere que essa capacidade poderá ficar aoredor de 10 mil TEUS, considerando o tamanho dosnavios que passarão pela nova linha, que poderãoter até 366 metros de longitude e transportar, nocomprimento, 19 fileiras de contêineres. Quanto aosgraneleiros, cujo limite é hoje de 60.000 toneladas,poderão passar pelo Canal embarcações de até170.000 toneladas. De acordo com o texto, o uso denavios maiores para atravessar o Canal representaráeconomias de escala com redução de custos.Alberto Alemán, administrador da ACP, prevê que oprograma de expansão mudará as regras do jogo dotransporte marítimo, com influência sobre a AméricaLatina.TAMANHO MÁXIMO DE NAVIOS QUE OPERAMNA AMÉRICA LATINA(JAN HOFFMAN, UNCTAD, MAIO 2011)Panamá: Maersk com Maersk Stockholm e similares 8600 TEUMéxico: Maersk com Maersk Stockolm 8.600 TEUBrasil: Maersk com Maersk Lima e similares 7.450 TEUArgentina: Maersk com Maerks Lima e similares 7.450 TEUUruguai: CSAV com CSAV Maipo 6.316 TEUColômbia: Hamburg Süd com Cap Valiente e similares 5.770TEUEquador: Hamburg Süd com Cap Valiente e similares 5.770 TEUChile: Hamburg Süd com Cap Valiente e similares 5.770 TEURepública Dominicana: Hapag Lloyd com Buenos AiresExpress 5.551 TEUSPeru: MSC com MSC Lisa e similares 5.060 TEU.O acima exposto indica que a maior capacidade dos naviosatualmente recebidos na América Latina estão entre a metadee a terça parte do Emma Maersk, o maior porta-contêineresdo mundo (Latinports).Maersk StockholmMaio - Agosto 2011
  15. 15. Cartagena, 6 e 7 de Dezembro de 2011Hotel Las AméricasEm 16 de junho passado, o Superintendente dePortos e Transporte da Colômbia e o DiretorExecutivo da Latinsports, assinaram um acordopara a celebração conjunta do Primeiro CongressoColombiano de Portos e o Segundo SeminárioPortuário Público-Privado Latino-Americano,na segunda semana do mês de dezembro emCartagena, Patrimônio Histórico e Cultural daHumanidade. Com o nome de Boas Práticasno Nodo Portuário-Marítimo, será feito umseguimento das leis portuárias dos mais importantespaíses latino-americanos, suas modificações eprojeções, se discutirá a segurança jurídica para osconcessionários e será apresentado um enfoquecrítico sobre o desenvolvimento da infra-estruturade transporte na região. Alem disso, serão analisadosos resultados da Secretaria Especial de Portos doBrasil e o enfoque logístico deste ministério comopolítica de estado, único na região. O CongressoColombiano de Portos, que será realizado pelaprimeira vez, estará enfocado nos temas de maiortranscendência na atividade logístico-portuária e emcomo obter a excelência na atividade, incluindo umavisita à Sociedade Portuária Regional de Cartagena,considerada consecutivamente pela CaribbeanShipping Association como o melhor terminal decontêineres do Caribe durante os últimos cinco anos.Este evento inédito na Colômbia contará coma presença do Ministro de Transporte, GermánCardona, do Superintendente de Portos eTransportes, Juan Miguel Durán, do presidentedo Comitê Executivo da Latinsports, RichardKlien, e muito provavelmente do presidente daRepública da Colômbia, Juan Manual Santos.Turismo em Cartagena:Dada a época em que será realizado o evento, muitopróxima ao inicio da temporada alta mas ainda comboas tarifas hoteleiras de baixa temporada e com umexcelente clima, esta é uma oportunidade que nãopoderia ser melhor para tirar uns dias deMaio - Agosto 2011
  16. 16. Capacitaciónférias com sua família e desfrutar da nostálgicaCartagena das Índias, há muitos anos declarada pelaUNESCO como Patrimônio Histórico e Culturalda Humanidade, ao conservar intacto seu centrohistórico colonial e republicano (a cidade amuralhadaou “el corralito de piedra”), com belas igrejas e casassenhoriais, muitas das quais foram transformadasem hotéis, boutiques e restaurantes da mais altaqualidade.Estruturas militares, como as muralhas, baluartese fortes, podem ser contempladas ao lado da bemconservada cidade. As muralhas fizeram partedo plano de defesa ordenado por Felipe II parafortalecer os principais portos do Mar Caribe,projeto que tardou quase dois séculos, durante osquais a cidade recebeu inúmeros ataques de piratas,sendo finalizado em 1796. As muralhas podem serpercorridas em sua totalidade e não se surpreendaao encontrar casais apaixonados vendo o pôr-do-solonde antes eram disparados canhões. Poderá visitartambém o Forte de San Felipe de Barajas, protetorReativação da Navegação do RioMagdalena, Colômbia: Um ProjetoPaís7 de Setembro 2011Hotel Marriott SalitreBogotáEm função da concessão por 25 anos do queestá inclinado a se tornar o mais importante nodologístico do país por sua proximidade a Bogotá, aLatinports, em conjunto com a Sociedade PortuáriaMultimodal do Rio Magdalena e com o apoio dealgumas das mais importantes empresas do país,realizará este evento internacional para demonstrar àregião a importância do desenvolvimento das vias isinternas como uma necessidade navegávenada cidade e artífice das defesas mais heróicas deCartagena. Quando a cidade escurece, ilumina-se aoutra Cartagena, repleta de bares, discotecas e casasnoturnas que irradiam a alegria do Caribe.A apenas 30 minutos de Cartagena podem serencontradas as Ilhas do Rosário, repletas de encantosnaturais que fazem viver um sonho onde asaprazíveis e mornas águas cor turquesa e praias deareia branca fazem desta zona insular um paraíso naterra.Maiores Informações:Evento: Favor consultar a página web www.latinports.org e/ou entrar em contato diretamentecom o diretor executivo da Latinports, Julián Palacio,jpalacio@latinports.org telefone 57 1 7518145 Bogotá.Transporte Aéreo: A aliança Avianca-Taca, linhaoficial do evento, oferece passagens aéreas nacionaise internacionais com preços especiais.competitividade da logística do transporte.Especialistas do Corpo de Engenheiros do Exércitodos Estados Unidos, da Hidrovia Paraná-Paraguaie do Banco Mundial se somarão ao diretor geralde transportes aquáticos do Brasil e a especialistasnacionais para impulsionar esta nova realidade naAmérica Latina. Esta iniciativa, que conta com ofrontal apoio do governo nacional colombiano edo grêmio empresarial, deve servir de exemplo paraempreendimentos similares no resto da região.Para maiores informações, favor consultar apágina web www.latinports.org e/ou entrar emcontato com o diretor executivo da Latinports,Julián Palacio jpalacio@latinports.orgTelefone: 57 1 7518145 Bogotá.(Data exata do evento a ser definido peloMinistro dos Transportes)Maio - Agosto 2011
  17. 17. II Coaltrans Colombia20 e 21 de Setembro de 2011AR Hotel SalitreBogotáCom o apoio da Latinports, a Coaltrans Conferencesde Londres retorna a Bogotá em setembro paraexplorar as oportunidades que foram descritas poralguns como “o oeste selvagem” da mineração.Como os investidores internacionais examinam adisponibilidade de investimentos na Colômbia, aconferência dará as boas-vindas à perspectiva que osbancos nacionais e internacionais têm da Colômbiacomo um lugar competitivo para investimento,e analisará a política fiscal e considerações legaisque permitam decisões de negócios vantajosas erentáveis.Com a concorrida demanda de carvão coqueno mundo todo, a Colômbia oferece uma realoportunidade de suprir o mercado com um carvãocoque de boa qualidade. A Coaltrans Colômbia vaise ocupar de como a indústria do carvão coquecolombiano pode tirar vantagem da demandaPort Finance Internationa Brazil5 e 6 de Outubro de 2011Centro de Convenções Bolsa do RioRio de JaneiroA primeira Conferência Internacional de FinançasPortuárias no Rio de Janeiro, permitirá que osparticipantes adquiram amplos conhecimentossobre soluções inovadoras de financiamento, etambém fornecerá importantes informações práticaspara a atuação no setor portuário. Este evento temcomo objetivo discutir opções de financiamento edesenvolvimento do setor portuário e se torna umaoportunidade única de encontro com eventuaissócios de negócios, e também com executivos dealto nível gerencial (autoridades governamentais,de portos, operadores de terminais, setor jurídicoe financeiro). Além disso, a conferência terá comofoco de trabalho os portos brasileiros e seus planosde expansão e desenvolvimento, explorandotambém os portos da América do Sul,mundial, de como podem ser melhor coordenadasas operações de mineração e de como os planospropostos de desenvolvimento da infra-estruturafazem da Colômbia um jogador competitivo nosmercados mundiais de carvão de coque.Um dos painéis, denominado Uma Mirada nosPortos Colombianos, será presidido pelo diretorexecutivo da Latinports, Julián Palacio, em 21de setembro.Para maiores informações, favor consultar a páginaweb www.coaltrans.com e/ou entrar em contatocom Christian David-Griffits, Commercial Manager,cdavid-griffits@euromoneyplc.comTelefone: 44 207 7798946 Londresvisando o investimento e expansão de negócios.O diretor executivo da Latinports, JuliánPalacio, será um dos conferencistas no diada abertura, 5 de outubro, apresentandoa Declaração de Brasília 2010: Avaliação ePerspectivas do Sistema Portuário na RegiãoPara maiores informações sobre o evento, favorconsultar a página webwww.portfinanceinternational.com e/ou entrardiretamente em contato comPatrick@portfinanceinternational.comTelefone: 44 207 0173411 LondresMaio - Agosto 2011
  18. 18. Toc Container Supply Chain Americas15 a 17 de NovembroHotel El PanamáPanamáDestacando a crescente influência da Latinports nosetor portuário latino-americano, como pode serpercebido no TOC Americas 2010 realizado no mêsde novembro no Rio de Janeiro, a TOC WorldwideEvents de Londres nomeou, em seu comitê assessorpara a América Latina, o presidente do comitêexecutivo e o diretor executivo da Latinports,Richard Klien e Julián Palácio, respectivamente. Emconjunto com especialistas analistas profissionaisda indústria, como Carlos Urriola, presidente daCaribbean Shipping Association, e Paul Gallie,gerente de novos projetos de APM Terminalspara América Latina, eles apoiaram a organizaçãodo TOC Container Supply Chain Américas naelaboração da agenda do mais importante eventosobre contêineres do continente.Como o Panamá prossegue com sua históricaexpansão do Canal, o TOC Américas retorna ao paíspela terceira vez em 12 anos, com um novo nomee uma agenda ampliada. A nova imagem da Cadeiade Fornecimento de Contêineres da TOC Américas2011 conta com todos os tópicos de análise edebate que os delegados esperam sobre a evoluçãodo tráfego de contêineres, transporte marítimo eportos do Norte e da América Latina, mas comuma dimensão acrescida por (e desde) produtores evarejistas cuja carga realmente enche os contêineres,barcos, portos e terminais.A Cadeia de Fornecimento de Contêineres estáse estendendo a todo o portfólio global da TOC-Eventos, com a missão de facilitar o diálogo entreos proprietários da carga, provedores de logística,transporte e indústrias dos portos, para que todas aspartes possam trabalhar melhor juntas noenfrentamento aos indubitáveis desafios. Os desafiosabarcam não apenas a busca de fluxo de contêineresmais eficiente, previsível e rentável da origem aodestino, como também, ao mesmo tempo, a formade reduzir o impacto ambiental e social de seusatuais enormes volumes comerciais.Com o desenvolvimento do Panamá a ponto demudar a cara da logística regional e mundial demercadorias, com o surgimento da América Latinana criação de uma nova geração de consumidorese exportadores mundiais, e com a América doNorte prosseguindo com o desenvolvimento da suaporta de entrada e corredor estratégico diante darecuperação de suas importações e aumento de suasexportações, não haverá muito mais a ser tratado emnovembro.Não menos importante é como a obtenção dedinheiro proveniente de fundos para a tão necessáriamelhoria da infra-estrutura nas Américas setransforma uma vez mais em obstáculo para queos portos e terminais e sua conexão com as redesde transporte terrestre dêem lugar aos contínuosaumentos de volumes e tamanho dos navios delinha. Como obter financiamento e como trabalharenergicamente na infra-estrutura existente será outrodos temas de discussão em um amplo programa detrês dias.Maio - Agosto 2011
  19. 19. Lloyd’s List Global Ports Conference31 de Novembro e 1 de Dezembro de 2011LondresInglaterraInforma Maritime Events em associação com a LloydsList, realizará este evento líder na indústria, comos principais atores do setor discutindo os últimoslogros em investimentos nos mercados emergentes,as tendências globais e a construção de infra-estrutura.Assistir a este evento lhe ajudará a compreender eobter respostas às perguntas-chave que definem osetor dos portos do mundo, incluindo:• Tendências no setor portuário mundial –provendo sustentabilidade e crescimento• A mutante fase das linhas navais – a era dosmeganavios• Mercados crescentes e oportunidades - Ondeestarão os “pontos quentes”?• Investimento nos mercados emergentes –África, América Latina e ÍndiaO presidente do comitê executivo daLatinports, Richard Klien, participarácomo conferencista no painel Desafiose Oportunidades para os Portos Latino-americanos, no dia 15 de novembro.Para maiores informações, favor consultar a páginaweb www.tocevents-americas.com e/ou entrar emcontato com Sam Whelan, Conference Producer,Sam.whelan@toc-events.comTelefone: 44 207 0175675 Londres• O aumento da demanda para o transportemarítimo de curta distância (short sea shipping) e aconexão com os alimentadores (feeders)• Tendências para a evolução em pequena escalae investimento em portos• Concessões portuárias – aspectos contratuais efinanceirosO diretor executivo da Latinports, JuliánPalacio, fará uma apresentação sobre“Investimentos nos Portos da América Latina”.Para maiores informações sobre o evento, favorconsultar as páginas webwww.lloydsmaritimeacademy.com ewww.informamaritimeevents.com ou entrar emcontato direto com Shelly Bullen shelley.bullen@informa.com em Londres.Teléfono 44 (0) 20 7017 5720II Seminário Anual Público-Privado daLatinports e I Congresso Colombianode Portos no Mês de Dezembro, emCartagena6 e 7 de Dezembro de 2011Hotel Las AméricasColômbiaVeja informação detalhada no artigo especial arespeito, que se encontra acima nesta mesmaedição.Maio - Agosto 2011
  20. 20. Expobizz MontevideoTrading, Logistics and Packaging8 a 10 de Dezembro de 2011Parque de Exposições LATUMontevidéuO progressivo posicionamento obtido pelo Uruguaicomo centro de operações logísticas é a proposta devalor desta feira internacional, especializada em comércioexterior, logística e embalagem, que será realizada noParque de Exposições LATU de Montevidéu. A WorldConfederation of Businesses (WORLDCOB) de Houston,Texas (EUA), e MERCOSOFT CONSULTORES, doUruguai, são os organizadores desta convenção, com aparticipação da Latinports como sócio estratégico.O objetivo deste importante evento é a geração de novosnegócios entre suas 3.000 empresas associadas em 60países e outras empresas lideres participantes dos distintossetores do mercado e do mundo. Serão desenvolvidas trêsatividades: BUSINESSMATCH (Encontro de Negócios),sistema necessário para concretizar encontros de negócioscom outras empresas do mesmo ramo ou de ramo distinto.SHOWROOM (Sala de Exibições), feira que permitiráque as empresas participantes possam ter a possibilidadede vender seus produtos e/ou serviços em um móduloou stand. EXPOROUND (Roda de Exposições),oportunidade de expor e apresentar os produtos e/ouserviços oferecidos.Além da Latinports, já são varias as empresas que seuniram como sócios estratégicos internacionais, taiscomo, a Federação de Agentes de Carga da AméricaLatina e Caribe (ALACAT), a Confederação Latino-americana de Agentes Aduaneiros, (CLAA), a Câmara deComércio, Indústria e Produção da República Argentina, aAssociação Colombiana de Logística, a Câmara Nacionalde Exportadores da Bolívia, a Câmara Nacional deDespachantes de Alfândega da Bolívia, a Câmara Nacionalde Indústrias da Bolívia, a Associação Costa-riquenha deLogística e outras importantes organizações do Brasil,México e Chile. Nesta convenção espera-se superar ascifras de 2010: 250 participantes e geração de US$50milhões em intenção de negócios.Para maiores informações, solicitamos visitar a páginaweb http://www.expobizz.com e entrar em contato comLisette Menacho, Communications Manager, WORLDCONFEDERATION OF BUSINESSES, pelo telefone+1-713-339-9900 de Houston, Texas, EUA.Maio - Agosto 2011
  21. 21. Notícias Portuárias Latino-americanasPresidente da Associação Brasileira deTerminais Portuários, Afirma que o governodesestimula investimentos em portosA Valor publicou um artigo do presidente daAssociação Brasileira de Terminais Portuários-ABTP, Wilen Manteli, criticando uma resoluçãoda Secretaria do Patrimônio da União, quedetermina a taxação dos terminais portuáriosdo país pela “cessão de espaços físicos em águaspúblicas”. Manteli diz que o país esta “vivendo umcerto retrocesso no setor portuário”, mas que talretrocesso é no campo tributário. Explica, então,que com a resolução o governo está encarecendo osinvestimentos e criando tributos “ao invés de usarsua força para estimular os investimentos no motordo crescimento econômico”.No final do artigo, afirma que “o setor portuárioestá confuso. São tantos os órgãos que interfereme enchem o sistema de regras da atividade que oinvestidor não sabe a quem atender ou recorrer”.Para corrigir essa distorção, bastaria que o poderpúblico respeitasse as atribuições da SEP e da Antaq.“Compete à primeira a formulação de políticaspara o setor, e à segunda a implementação dessaspolíticas, tais como, a regulação e fiscalização dasatividades portuárias”, diz Manteli. Ele chamaa atenção sobre a importância do setor para acompetitividade das empresas brasileiras e para odesenvolvimento econômico, e sugere que não éaumentando a tributação dos portos que se chegaráa isso.Em posterior reportagem, a Valor faz referência àresolução que impõe uma série de exigências paraaluguel de terminais portuários e restringe a margemde lucro dos empresários, citando Pedro Brito, querecentemente tomou posse comoMaio - Agosto 2011ArgentinaTecplata em caminho certo para abertura em2012De acordo com Conteiner Management, implementaçãoda primeira fase do projeto de 40 ha de ICTSI,localizado em La Plata, 600 km ao sul de BuenosAires, está no bom camino e vai ter de duas a trêsberços de 600 m de cais, inicialmente, que seráestendido por 220 m para 820 m na segunda fase.BrasilGoverno Planeja Concessão de 45 PortosA agência O Estado informou que o governo federalprepara um novo modelo para o setor portuário,que prevê uma “filosofia de gestão diferente” daque rege atualmente os portos brasileiros. Issoporque “agora toda a operação já foi privatizada”nos chamados portos públicos, o Executivo estápreparando diretrizes para transferir ao setor privadotambém a administração dos portos, além daconstrução de novos complexos em todo o país “emregime de urgência”. Conforme o texto, “a novidadeagora é passar a dar portos organizados emconcessão para a iniciativa privada” e “quem vencer,administrará e operará tudo dentro do porto, com asupervisão da Antaq”, referindo-se às licitações queserão realizadas para as concessões.O órgão já identificou 45 áreas consideradasprioritárias para o recebimento de investimentosprivados e o processo começará com a licitaçãode um novo terminal em Manaus, onde a situaçãoportuária é considerada “crítica”.
  22. 22. Movimento de contêineres se aproxima dacapacidade total em SantosSegundo estudo do BID publicado pelo jornal ATribuna, a projeção da Companhia Docas do Estadode São Paulo (CODESP) para 2011 é de 3 milhõesde TEUs (aumento de 11% em relação a 2010), bempróxima da capacidade estática do complexo, queatualmente é de 3.1 milhões de TEUs. Acrescentaque apenas nos três primeiros meses deste ano omovimento aumentou 18.2% em relação ao mesmoperíodo de 2010, somando 650.146 TEUs. Assim, ojornal ressalta que o porto de Santos chegará ao seulimite em breve se as previsões se concretizarem. Deacordo com o diretor de planejamento estratégico econtrole da CODESP, Renato Barco, há um “sinalamarelo”. Ele comenta que “haverá um pouco maisde folga em 2014”, quando entrarem em operaçãoos terminais da BTP e da Embraport. Com osdois empreendimentos em total funcionamento, acapacidade de movimento de contêineres no portode Santos passará a 8.1 milhões de TEUs em 2014,com a demanda chegando a 4.25 milhões (52% dototal).DeacordocomojornalATribuna,sobreumpossívelcolapsonasoperaçõesportuáriasantesdaentradaemfuncionamentodasnovasinstalações,BarcoafirmaqueaCODESPestáatentaaosnúmeroseassegurouquenãoexistemmotivosparagrandespreocupaçõespoisaconstruçãodosnovosterminaisestáporterminar.DiferentementedoexecutivodaCODESP,umgrupoformadoporimportadoreseexportadoresdecargasdetodooestado(Comus), estápreocupadocomaoperaçãodoportonospróximosdoisanosechamaaatençãosobreostemposdeestadiadecontêineresempátioseoscustoscrescentesparamovimentaçãonocomplexosantista.Segundoeles,oaumentodaprodutividadenosterminaisportuáriospodeserintensificadocomotrânsitoaduaneirodecontêineresparazonassecundárias.Notícias Portuárias Latino-americanasA Agência Nacional de Transportes Aquáticosrevisará modelo de arrendamento dos portos:O novo diretor da Agência Nacional de TransporteAquático do Brasil, Pedro Brito, informou que aentidade revisará os Estudos de Viabilidade Técnico-Econômica do modelo de arrendamento dos portos.“Vamos revisar e adaptar aquilo que seja importantepara favorecer o investimento privado nos portos,que é o que queremos para dar fluxo ao crescimentoda economia brasileira”, afirmou Brito, conformereportagem do jornal A Tribuna.Em reunião promovida pela Antaq, o ex-ministro deportos, Pedro Brito, apresentou o novo modelo para“reequilíbrio econômico-financeiro de contratos dearrendamento”, que prevê revisões ordinárias doscontratos a cada cinco anos, tanto para contratos dearrendo novos como para antigos. Adicionalmente,o gerente de portos públicos da Antaq, Jair Galvão,colocou, como exemplo, “uma inundação queafetou zonas do arrendamento e equipamentos;sem dúvidas, seria um fato que justificaria a revisãoeconômica e financeira do contrato antes do prazolegal”Maio - Agosto 2011diretor da Antaq, para quem, ao contrário das críticasda iniciativa privada contra a resolução, o organismonão quer controlar o lucro. “Claro que não, isso nãotem cabimento. Vamos revisar o procedimento”. Areportagem acrescenta que, segundo empresários dosetor, a norma criada no ano passado limita a taxainterna de retorno do negócio entre 8 e 9%, o que deacordo com o presidente da ABTP, Wilen Manteli,“é uma intromissão na vida do setor empresarialsem qualquer base legal”, agregando, com relação àobrigatoriedade das empresas revelarem a origem dacarga para participar de uma licitação, que isto “é umsegredo profissional”.
  23. 23. Notícias Portuárias Latino-americanasLogísticaganhaimportâncianasoperaçõesdaSantosBrasiledaLibraOValor destacaqueosnegóciosdosdoisgrupos,alémdaoperaçãodeembarqueedesembarquedemercadoriasnoporto,têmcomoobjetivoganharmusculaturacomumarededeativosquepermitavenderumasoluçãointegradaaoclienteatravésdalogística.Paraissoascompanhiascriaramdivisõesespecíficasnosúltimosanos,quejárepresentam18%dofaturamentodaSantosBrasile16%dofaturamentodaLibra.AreportagemevidenciaqueaSantosBrasiléalídernosetoretemumacapacidademaior.Seudiretorcomercial,MauroSalgado,comentaqueaoperaçãologísticaeliminaasineficiênciassurgidasquandooprocessoéautomatizadoemumarededeempresasdiferentes,alémdapreferênciadomercado,quepreferefalarcomumúnicointerlocutorparagerenciartodaacadeia.Salgadoacrescentaqueum“grandeexemploemblemático”éocontratocomaMercedesBenz,detalhandoqueaempresajáimportavapeloterminalportuáriodaSantosBrasilequeháseismesesfechoucontratoparaogerenciamentodoseufluxodecargasenvolvendoafábricaemSãoPauloeincluindoalinhademontagemdecaminhões.Em relação aos planos da Libra, cujo portfóliode ativos inclui dois recintos de exportação naBaixada Santista e um porto seco em Campinas, areportagem do Valor informa que o grupo esperacrescer dez vezes em faturamento em um períodode cinco anos. De acordo com o presidente da LibraLogística, Eduardo Leonel, além do crescimentoorgânico o salto será através de aquisições e fusões.Segundo o executivo, “o foco primordial são asáreas de armazenamento para que possamos teruma rede bastante robusta, com um máximo deum dia de viagem por estrada”. Para ele, não restadúvidas de que vai chegar um momento em que aatividade logística assumirá a mesma porcentagemde importância que tem a atividade portuária dentrodo grupo.Maio - Agosto 2011A OMX começará a construir Porto Castilla noinício de 2012Com investimento de US$300 milhões, a firmachilena OMX Operaciones Marítimas, filial dogrupo brasileiro EBX, espera iniciar no começo de2012 a construção da sua unidade multipropósitoPuerto Castilla, na nortista III Região. A instalaçãocontará com três terminais e poderá receber naviospost-Panamax e Capesize, estes últimos comcapacidade de 170.000 toneladas de porte bruto(TPB).“Hoje nós já temos aprovação ambiental, o que querdizer que temos luz verde para iniciar os projetos.Atualmente estamos negociando contratos delongo prazo para uso do porto, e se tiverem êxitoesperamos iniciar a construção no início do próximoano. A construção deve demorar dois anos “, dissepara a BNAmericas o gerente de Puerto Castilla, JorgeRonda. A OMX pré-avaliou quatro companhias paraa construção do porto e está realizando um licitaçãoimediata enfocada nos terminais de concentradosde cobre e de carvão do porto. “Tem havido grandeinteresse por parte de empresas de construçãochilenas e internacionais para construir o porto, masnão podemos realizar um processo de licitação com20 participantes. As companhias selecionadas terão75 dias para apresentar uma oferta formal que incluaa engenharia de detalhe, a compra de equipamentose a construção”, acrescentou o executivo.O porto está projetado para importar até 6 milhõesde toneladas de carvão e para exportar 2 milhõesde toneladas de cobre e 10 milhões de toneladas demineral de ferro. A instalação portuária abasteceráa central termoelétrica a carvão Castilha, de 2,1GW,cuja instalação está a cargo da empresa-irmã daChile
  24. 24. Notícias Portuárias Latino-americanasPrimeiro Ministro do Canadá presente naassinatura de Acordo de Fideicomisso por parteda canadense AmegaA Business News Americas informou que o diretorgeral da Americas Gateway DevelopmentCorporation (Amega), Aubrey de Young, subscreveuum acordo de fideicomisso com o governo da CostaRica, para construir o novo terminal de transferênciaque estará situado próximo ao porto de Moín. Naroda de imprensa realizada antes da assinatura,estiveram presentes o primeiro ministro canadense,Stephen Harper, e a presidente da Costa Rica, LauraChinchilla. O governo costarriquense deverá agoraescolher um auditor independente para o projeto e,enquanto isso, a Amega começará a trabalhar nosestudos e desenhos do projeto portuário avaliadoem US$900mn, que deverá estar concluído emagosto de 2012. Uma vez apresentados os desenhos,o governo tem três meses para revisar os planos elançar a licitação.O terminal de transferência terá capacidade paramanejar 2 milhões de TEUs anuais com um caisde um quilômetro, um canal de acesso ao portode Moín com 19 metros de profundidade e umatracadouro para três navios porta-contêiner comcapacidade de 15.000 TEUs cada um.OMX, a MPX Energia.Além disso, o gerente de Puerto Castilla disse queo governo da III Região do norte do Chile estátrabalhando para que a passagem internacional SanFrancisco seja una alternativa para a passagem LosLibertadores, que liga Santiago com Mendoza, naArgentina, disse para a BNamericas Jorge Ronda,gerente do Puerto Castilla, pertencente à OMXOperaciones Marítimas, filial do grupo brasileiroEBX, que está desenvolvendo o projeto PuertoCastilla, a cerca de 80 km ao sul da capital regional,Copiapó. Los Libertadores, localizado na V Regiãoda zona central, é a principal passagem internacionalpara a Argentina e maneja cerca de 5 milhões detoneladas de carga por ano, o que representa 70% dotransporte de carga terrestre entre os dos países. “Noinverno, muitas vezes está fechada, motivo pelo qualatualmente o plano B é a passagem Cardenal Samoréem Osorno, que fica a mil quilômetros ao sul, ondeas condições climáticas são mais adversas. Portanto,no governo regional estamos trabalhando para queeventualmente San Francisco possa ser o plano B”,afirmou Ronda.A modernização do lado chileno da passagemdeveria estar concluída em meados de 2012; de suaparte, as obras no lado argentino já estão terminadas.O projeto contempla a pavimentação de 109 kmda Rota 31-CH, e também a da própria passagem, evai requerer um investimento de cerca de US$34.6milhões, de acordo com o site do governo da IIIRegião. Una vez finalizadas as obras na nova rota,os caminhões que saem de Córdoba, na Argentina,poderão transitar até o novo porto para fazer enviosatravés do Pacífico, ao invés de dirigir-se a Rosárioou Buenos Aires, acrescentou Ronda.Maio - Agosto 2011Costa Rica
  25. 25. Notícias Portuárias Latino-americanasPorto de Singapura manejará o terminal decontêineres de MarielSegundo a agência Reuters, citada pela ContainerMangement, a Autoridade do Porto de SingapuraPSA, através da PSA International, silenciosamenteassinou contrato para gerir um terminal decontêineres em construção no porto de Mariel.O terminal é parte de um plano mais amplo paradesenvolver Mariel Bay, a 45 quilômetros a oestede Havana, no país caribenho potencialmente maisimportante para carga hub. Por sua vez, a ContainerManagement, citando fontes oficiais em sua ediçãojulho-agosto de 2011, acrescenta que o acordo épara administração do porto e não implica qualquerinvestimento por parte da PSA International.Mariel é um dos mais importantes portos aolongo da costa norte de Cuba, e está destinado anos próximos anos substituir o Havana, principalporto do país. Considerando que o terminal temprevisão de início de operações em 2014, quandonavios maiores começarão a transitar no Canal doPanamá, atualmente em expansão, supõe-se que aPSA International agora participará do planejamentodo terminal. O terminal de Mariel, que inicialmenteterá 700 metros de cais, está idealmente situadopara manejar a carga dos Estados Unidos se oembargo comercial a esse país for eventualmentelevantado, e receberia alimentos estadunidenses deexportação. Os planos para 2022 estão dirigidosa converter o Mariel na base de facilidadeslogísticas para a exploração e desenvolvimento depetróleo mar adentro, no terminal de contêineres efacilidades para carga em geral e alimentos a granel,bem como em uma Zona Econômica Especialde Desenvolvimento para manufatura leve earmazenagem.Dado em concessão o mais importante portointerno do paísDescrito pelo diretor da Corporação AutônomaRegional do Rio Grande da Magdalena(Cormagdalena) como “o porto de Bogotá”, em10 de junho o Governo Nacional assinou contratode concessão por 25 anos com a Sociedad PortuariaMultimodal del Río Magdalena S.A. (MultiportoSalgar), entidade público-privada de maioria privada,constituída há oito anos. Com estudos contratadosatravés da Agência de Comércio e Desenvolvimentodos Estados Unidos-USTDA, a consultoraTEC Inc., em conjunto com seus associadosestadunidenses Nathan Associates e PaconAmericas, e seu associado colombiano EmdepaConsultoria, realizou no ano passado, com excelentesresultados, o Estudo de Reabilitação do Cais Fluvialdo Puerto Salgar. Este terminal, localizado a 190quilômetros de Bogotá por estrada (170 quilômetrose apenas duas horas de percurso uma vez finalizadaa pista dupla atualmente em construção) e a 880de Barranquilla pelo rio Magdalena, está propensoa se tornar o principal nodo de transporte do país,segundo o presidente da Câmara Colombiana daInfra-estrutura, Juan Martín Caicedo, pois “é oúnico do país onde confluem rio, ferrovia, estrada,aeroporto e oleoduto”. Precisamente através de umoleoduto que chegará até Puerto Salgar (atualmentepassa a dois quilômetros de distância), um dosprincipais produtos a transportar águas abaixo é opetróleo produzido nos Llanos Orientais, ao sudestede Bogotá, e que tem tornado a Colômbia o terceiroprodutor latino-americano deste produto, depoisda Venezuela e do Brasil. No mesmo sentido serátransportado carvão das minas localizadas a apenas70 quilômetros do porto. O inicio da operaçãoprecoce está previsto para o último trimestre dopresente ano.CubaMaio - Agosto 2011Colômbia
  26. 26. Notícias Portuárias Latino-americanasConcessão para novo terminal em LázaroCárdenas enfrenta possível cancelamento.De acordo com a BNAmericas, uma licitaçãodestinada à construção de um segundo terminal decontêineres no porto de Lázaro Cárdenas, na costaPacífico do México, provavelmente será cancelada.O Tribunal Federal de Justiça Fiscal e Administrativadecidiu que a licitação não era válida, mas aSecretaria de Comunicações e Transporte-SCT, aoinvés de suspender o processo de licitação, levou ocaso perante a Corte de Apelações. “A probabilidadede que a sentença fique firme é altíssima “,sustenta a análise realizada pelo operador portuárioHutchinson Port Holdings HPH, que vem operadoo primeiro terminal de contêineres do porto desde2007.MéxicoMaio - Agosto 2011O Brasil doou US$800 milhões para financiara construção de infra-estrutura e de facilidadesportuárias, já em andamento, em conjunto com ogrupo Odebrecht, a maior empresa de construçãoe engenharia desse país. Segundo o assessorpresidencial Marco Aurélio García, já foramdesembolsados US$400 milhões, outros US$200milhões já estão aprovados, e o restante encontra-se em estudo. O porto de Mariel manejará navioscom mais de 15 metros de calado, comparados comos 11 metros do Havana, e terá capacidade paramanejar, anualmente, entre 850.000 e um milhão decontêineres, contra os 350.000 do Havana.Contratado estudo sobre transporte marítimode curta distânciaDe acordo com informe da MBW Mexican BusinesWeb, em meados de junho a firma consultoraIDOM saiu vencedora na licitação para a realizaçãodo “Estudo para analisar a viabilidade do transportemarítimo de curta distância dentro do Méxicoe para a América do Norte, e sua estratégia deimplementação”, o qual deverá estar pronto emA HPH indicou que a autoridade portuáriamodificou de maneira arbitrária seu plano-mestre dedesenvolvimento a fim de prosseguir com a licitaçãodo segundo terminal.A SCT convocou a licitação para a construção eoperação do segundo terminal em Lázaro Cárdenasem fevereiro deste ano, fixando para agosto orecebimento das ofertas. A concessão por 30 anosimplica desenvolver uma área de 850.000m2 quepoderia ser ampliada em 170.000m2, e construirum terminal especializado de contêineres, que vairequerer um investimento estimado de US$500milhões e terá capacidade para mobilizar 2 milhõesde TEUs anuais.O plano de desenvolvimento do porto permitea ampliação do primeiro terminal em três fasesespecíficas, argumentando a HPH que nomomento em que foi realizada a segunda licitaçãonão foram respeitados os tempos de execução doplano de desenvolvimento, o que poderia afetarseu investimento atual. A menos que a licitaçãoseja suspensa, a autoridade portuária enfrentarádemandas de compensação por parte dos oferentesque “comprometeram esforço e recursos em umprocesso legalmente viciado “, de acordo com aHPH.
  27. 27. APM Terminals assina concessão por 30 anosde terminal em CallaoEm sua última edição, a Container Managementinformou que um novo contrato para odesenvolvimento e operação do Terminal CaisNorte foi assinado em 12 de maio passado pelopresidente Alan García e por representantes daAPM Terminals e seu sócio local, a Central PortuáriaSAC, no Palácio Presidencial em Lima.PeruO país pode ter portos saturados nos próximosanosSegundo o informativo Valor, do Brasil, emartigo que aborda o crescimento econômico doUruguai nos últimos anos e mostra a dependênciada economia do país em relação ao Brasil, arevalorização da moeda e os gargalos na infra-estrutura são duas das principais ameaças aocrescimento do país nos próximos anos. Oinformativo brasileiro acrescenta que o temaUruguaiNotícias Portuárias Latino-americanasrecomendações de política pública para suapromoção e instrumentação, avaliando custose benefícios das medidas que sejam propostas,sugerindo o plano de instrumentação para operar asrotas detectadas.cerca de 6 meses. A licitação, da qual participoutambém a consultora AT Kearney, foi convocadapela Coordenação Geral de Portos e MarinhaMercante.Luis Pérez, consultor da IDOM, comentou queum dos fatores decisivos para vencerem a licitaçãofoi a experiência da consultora no setor marítimoe neste tipo de estudos similares na Europa, ondedesenvolveram projetos como o programa MarcoPolo e o MEDA Mos. No México, há a experiênciado transporte marítimo de curta distância emvárias iniciativas: além da cabotagem de produtospetroleiros, experiências como o serviço de ferrovia-navio de Coatzacoalcos a Mobile, nos EstadosUnidos; a Linha Peninsular de Porto Progresso àcidade de Panamá; e a recente operação da NaftaGulf Bridge, de Veracruz a Mobile.O objetivo do estudo licitado é determinar aviabilidade e competitividade do TransporteMarítimo de Curta Distância (TMCD) para o casomexicano, tanto internamente (cabotagem) comono comércio exterior com os países da América doNorte, para cargas que atualmente são transportadaspor terra (estrada e/ou ferrovia), com ênfase emcontêineres. Também devem ser propostas rotas deTMCD, tanto de cabotagem como internacionais,através das quais seja possível transportar os volumesdetectados considerando as restrições legais,comerciais, ambientais e de infra-estrutura que têmimpedido o desenvolvimento do TMCD.Contemplará também os fatores e custos logísticosque gera o transporte terrestre no movimentode mercadorias que afetam de maneira indiretaa economia nacional, com a finalidade de queestes sejam, se for o caso, re-direcionados paraimpulsionar o TMCD.Sendo viável o acima exposto, o estudo estabeleceráa viabilidade do TMCD e apresentaráMaio - Agosto 2011
  28. 28. Notícias Portuárias Latino-americanasMinistério assina acordo no valor de US$400milhões para ampliação de porto de La GuairaO Ministério de Transporte e Comunicações daVenezuela assinou um acordo com o Governo dePortugal para iniciar um projeto de ampliação doporto de La Guaira no estado de Vargas, cujo custoserá de US$400 milhões. A ampliação permitiráque o porto receba embarcações que transportematé 6.500 TEUs, o que representa um aumento demais do triplo da capacidade atual. As obras serãoexecutadas pela construtora portuguesa TeixeiraDuarte e compreendem a incorporação de 23,7hectares à área existente do porto, com o que estepoderá receber 600.000 TEUs por ano a partir de2016, quando se materializará o projeto.portuário “desperta temores no setor privado”,detalhando que em junho o movimento decontêineres no porto de Montevidéu bateu umrécord histórico alcançando 80.040 TEUs, e que ocrescimento do primeiro semestre foi de 45% emrelação ao mesmo período do ano passado. “Vemosuna saturação da estrutura atual em 2015”, comentaRoberto Mérola, diretor da Schandy, holding quecontrola a Montecon, a maior operadora portuáriade Montevidéu, com cerca de 200.000 TEUs anuais.Um dos principais gargalos, segundo Mérola, é aexistência de um único cais com calado superiora 34 pés. A última licitação para expandir o porto,realizada no ano passado, não recebeu propostas.Parabéns. Compartilho com vocês que amatriz logística é hoje o grande tema.Rodolfo GarcíaVice-presidente ExecutivoCâmara Marítima PortuáriaValparaíso, ChileParabéns pelo informativo Lartinports! Ficoumuito bom e nos ajudará a saber o que estáacontecendo na América Latina.Antonio Carlos SepúlvedaPresidenteTerminal de Contêineres Santos BrasilSão Paulo, BrasilCorreioMaio - Agosto 2011Venezuela
  29. 29. Obrigado pela informação. Muitointeressante os critérios do ex-Ministro dePortos do Brasil.Iliana GonzálezDiretora ExecutivaAssociação de Terminais PortuáriosPrivados, ASOTEPGuaiaquil, EquadorAcredito – e várias pessoas me disseram –que foi uma entrevista muito interessante,pois não são tantas as vezes que temos aoportunidade de publicar uma opinião tãodecisiva e bem argumentada.Catherine SetterfieldEditora de Infra-estruturaBusiness News AmericasChileMuito agradecido, em primeiro lugar, porconsiderar-me destinatário de informaçãosobre os temas das hidrovias. Muito hápor ser fortalecido no design de soluçõesque favoreçam o desenvolvimento de canaislogísticos através de custos competitivos.É o desafio para todos e, novamente, orecebimento de informação relevante será amelhor das contribuições.José QwistgaardDiretor Geral de Transporte AquáticoMinistério de Transportes eComunicaçõesPeruLi com muita atenção sua interessantereportagem na BNAmericas. Espero queseus bons conselhos sejam lidos não apenaspelos empresários que regularmente visitameste site, mas também pelos governantes. Oscustos do transporte interno recebem poucaatenção na nossa região e, com exceção doBrasil, poucos governos têm uma boa visãode como são formados os custos logísticos e amaioria tem enfoques tão parciais que nãoenxergam o panorama global. Todos os diassão vistos exemplos, o ditado de que “pelasárvores não se vê a floresta” é uma realidadena nossa região.Antonio ZuidwijkConsultor (Ex Murchison)ArgentinaMaio - Agosto 2011
  30. 30. Com uma cordial saudação, parabéns pelosavanços e realizações, refletidos na vinculaçãoda Hutchinson Ports Holding.Héctor LasernaGerente GeralTerminal de Granéis Líquidos de Santa Marta,TerlicaSanta Marta, ColômbiaEnvio nossos comprimentos pelo trabalho àfrente da Associação Latino-americana dePortos e Terminais.Rubens MarkusAssociação Brasileira de Entidades Portuáriase Hidroviárias ABEPHRío de JaneiroMuito interessante o Informe.Fernando RevecoGerente de Desenvolvimento e ProjetosGrupo UltramarSantiago, ChileExcelente informe, parabéns! Vocês estãotrabalhando bem duro.Domingo ChineaGerente GeralSociedade Portuária Regional deBuenaventuraColômbiaAdoramos que continuem enviando-nos essasboas noticias.Lorena CastañedaProject Manager & Marketinge-Technologies Solutions Corp.West Palm Beach, FlóridaUSAObrigado pelo boletim; muito interessante.Edgar HigueraDiretor ExecutivoCâmara de Serviços LogísticosAssociação Nacional de Empresários daColômbiaBogotá, ColômbiaAgradeço sua mensagem com o boletiminformativo da Latinports, cujos assuntosforam bem analisados e circulados entre osSindicatos de Operadores Portuários afiliadosà nossa federação e os Órgãos de Gestão deMão-de-Obra da comunidade portuáriabrasileira.William Cady Jr.Diretor ExecutivoFederação Nacional de Operadores PortuáriosFENOPBrasilMaio - Agosto 2011

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