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10E-mail: Laissane@gmail.comPara Azevedo (2006), o que se considera masculino e feminino numa sociedade não édefinido pela...
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16E-mail: Laissane@gmail.com54). A aptidão como habilidade natural, é um estado ou disposição que permite aexecução de cer...
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23E-mail: Laissane@gmail.comCaro(a) estudante, um outro grupo de determinantes igualmente importante para aescolha profiss...
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Factores de escolha profissional

  1. 1. 9E-mail: Laissane@gmail.comCAPÍTULO 2 - OS FACTORES DE ESCOLHA PROFISSIONALCaro(a) estudante, a escolha profissional é um fenómeno que inicia particularmente naadolescência e persiste por toda a vida, portanto é um processo dinâmico. No entanto,no momento da escolha profissional, vários factores de ordem biológica, social,educacional, económicos entre outros incidem sobre o adolescente condicionando edificultando a sua decisão, pelo que se pode concluir que a escolha profissional étambém um processo multi-determinado.É na adolescência que se verifica o primeiro contacto indivíduo com o mundo dasprofissões e as primeiras impressões sobre o mercado de trabalho, além do início doauto-conhecimento, particularmente, em termos da identidade vocacional. Portanto,cabe ao orientador profissional conhecer e avaliar os factores que, de certa forma,exercem influência sobre o orientando, dificultando o processo de decisão de carreira,no momento da escolha de curso.A escolha profissional é influenciada por factores de vária natureza e podem seragrupados em: factores biológicos, factores psicológicos, factores subjectivos, factoreseducacionais, factores sociais, factores económicos e factores políticos.2.1 Factores biológicosOs factores biológicos dizem respeito aos aspectos hereditários da personalidadehumana, portanto são as disposições biológicas dos indivíduos. Pode-se enquadrar nestegrupo o género e o temperamento que são factores que têm uma influência significativana decisão de carreira como veremos de seguida.2.1.1 O géneroO termo género foi proposto como uma alternativa ao termo sexo, pois homens emulheres, masculino e feminino são categorias sociais historicamente produzidas quenão devem ser reduzidas a uma categoria biológica (Machado, 1999).
  2. 2. 10E-mail: Laissane@gmail.comPara Azevedo (2006), o que se considera masculino e feminino numa sociedade não édefinido pelas características biológicas com as quais os indivíduos nascem, mas pelamaneira como estas são representadas, ou valorizadas, pelo que tudo aquilo que se dizou se pensa sobre elas constitui as chamadas representações de género.Portanto, as competências e qualificações-chave dos seres humanos são de naturezauniversal e, como tal, não podem (nem devem) ser consideradas característicasespecíficas de qualquer um dos sexos (Rainha e Figueira, s/d).Caro(a) estudante, o orientador profissional deve levar o adolescente a integrar em suaidentidade vocacional a valoração de que não há profissões mais ou menos ‘masculinas’ou ‘femininas’, pois, por um lado, profissões consideradas, classicamente masculinas,como por exemplo as de mecânico, vendedor de combustível, pedreiro, engenheirocivil, árbitro de futebol, entre outras, são actualmente desempenhadas por indivíduos dosexo feminino e, por outro lado, profissões consideradas, classicamente, femininascomo por exemplo as de cabeleireiro, babá, secretária, educadora de infância, entreoutras, são hoje desempenhadas por indivíduos do sexo masculino.A crescente participação da mulher moçambicana no mercado de trabalho, nas esferaspúblicas e na vida política tem sido responsável por conquistas importantes numaperspectiva de género e mudanças significativas nas políticas governamentais (Rainha& Figueira, op. cit.). Antes vistas apenas no âmbito das relações pessoais e dodoméstico, a mulher passa a ser tratada politicamente na esfera pública.2.1.2 O temperamentoO temperamento é “o conjunto individualmente peculiar e naturalmente condicionadodas manifestações dinâmicas do psiquismo...” (Petrovsky, 1989, p.325). Portanto, otemperamento é o conjunto de factores biológicos (anatómicos e fisiológicos) queinfluem no comportamento humano e que constituem a base do comportamento do serhumano incluindo o comportamento vocacional e profissional.
  3. 3. 11E-mail: Laissane@gmail.comÉ um facto que, em condições de relativa igualdade dos motivos de conduta e daactividade e das mesmas influências externas, os homens diferem consideravelmenteuns dos outros quanto à impressionabilidade, quanto à impulsividade e à energiarevelada (Petrovsky, 1989). A título de exemplo, uma pessoa está mais predisposta aproceder devagar, outra, mais depressa, a uma é inerente o despertar fácil dossentimentos, a uma outra, o sangue-frio; uma distingue-se por gestos bruscos e mímicaexpressiva, uma outra, pelo comedimento dos movimentos e pouca mobilidade do rosto.O temperamento foi classificado por Hipócrates, médico grego (460 a.C – 370 a.C), emquatro tipos, nomeadamente: o sanguíneo, o fleumático, o colérico e o melancólico quepassamos a descrever.1) Sanguíneo: corresponde a uma pessoa com uma actividade psíquica notável quereage rapidamente aos acontecimentos em seu torno, que procura alterarrapidamente as situações, que se emociona relativamente pouco com osfracassos e desgostos, é viva, ágil e expressiva.2) Fleumático: condiz com um(a) homem/mulher impassível, com aspirações edisposições de espírito estáveis, com sentimentos constantes e profundos, comacções e fala regulares e expressividade externa fraca dos estados de ânimo.3) Colérico: representa um(a) homem/mulher muito energético(a), capaz de seempenhar na sua causa com uma paixão especial, rápido(a) e impetuoso(a),predisposto(a) a eclosões emocionais tempestuosas e mudanças bruscas dosestados de espírito e movimentos impetuosos.4) Melancólico: diz respeito um(a) homem/mulher emocionável, com emoçõesprofundas, vulnerável, mas que reage debilmente aos acontecimentos em seutorno com movimentos comedidos e fala baixa.Todavia, a classificação de Hipócrates não é a única o que significa que não éconclusiva e há agora classificações mais recentes. Silva (1993), traz outra classificaçãodos temperamentos onde os caracteriza em quatro tipos, nomeadamente:
  4. 4. 12E-mail: Laissane@gmail.com1) Realista perceptivo: o valor supremo é a liberdade de acção. Sente-segratificado ao trabalhar de forma independente, uma vez que o seu ideal,também no que se refere ao âmbito profissional, é aquele que lhe permite agirquando e como gosta. O tipo realista perceptivo não suporta procedimentospredeterminados, rotinas, hierarquias, regulamento, por lhe pareceremdestituídos do sentido.Também não vê inconvenientes em enfrentar situações onde o resultado édesconhecido, pois trata-se de uma forma de testar a sua liberdade e suacapacidade de agir nas diversas ocorrências.2) Tipo realista judicativo: a dedicação e a persistência são característicasmarcantes deste tipo. Mais do que qualquer outro, é capaz de dedicar-seinteiramente não só às pessoas que estão sobre sua responsabilidade, mastambém às pequenas tarefas doutrineiras fundamentais à existência humana.Essa capacidade de doação é acompanhada do sentido de honra em relação àpalavra dada e aos compromissos assumidos à coerência consigo mesmo e ocumprimento dos deveres que considera como seus, são sua meta constante. Éextremamente sensível à realidade alheia e às injustiças sociais, procura fazertudo o que lhe seja possível para minimizá-las.3) Tipo intuitivo racional: o desejo de compreender e controlar a natureza, tantofísica como social, é o que caracteriza o tipo intuitivo racional. Por essa razão, opoder o fascina. Não se trata propriamente do poder que se possa exercer sobreas pessoas, mas, principalmente, do poder sobre a natureza, a fim de ser capaz deentendê-la, de predizê-la e de explicá-la. Quem depara com um indivíduointuitivo racional depara com um cientista. Este tipo persegue capacidade,habilidade, eficiência e, por julgar-se o único capaz de avaliar a própriacompetência, é dotado de um criticismo impiedoso.4) Tipo intuitivo sensível: para este, a vida é uma constante busca e essa busca é,seu objectivo máximo de vida. Tem necessidade compulsiva de encontrar suaprópria autenticidade. Por isso, prioriza sua integridade e sua auto-realização,que se lhe configura como missão e intransferível, a qual lhe compete realizar,
  5. 5. 13E-mail: Laissane@gmail.comcausa-lhe um sentimento de culpa ao considerar que seu self real nãocorresponde ao da sua idealização.No quadro que se segue pode-se ver a relação entre o temperamento e algumasprofissões (Silva, 1992):Tabela 1: Tipos de temperamento e possíveis profissõesTemperamento Possíveis profissõesRealista perceptivo Educação física e economia.Realista judiciárioEngenharia mecânica; engenharia civil;administração; contabilidade; pedagogia;direito; medicina; odontologia;enfermagem; e, ciências biológicas.Intuitivo racional Engenharia química; engenharia eléctrica;e, computação.Intuitivo sensível Jornalismo e publicidade.Fonte: Silva, 1992.O temperamento tem uma influência relevante na formação da identidade vocacional eocupacional do indivíduo e, é por meio dele que descortinamos nossos interesses easpirações, os valores éticos e morais que defendemos e o “mundo” em que preferimosviver em termos concreto ou abstracto (Ito & Guzzo, 2002).2.2 Factores psicológicosCaro(a) estudante, os factores psicológicos são aqueles condizentes à dimensãopsicológica da personalidade humana. Existem vários factores psicológicos, no entantoserão considerados aqueles que, pela sua pertinência para a actividade do orientadorprofissional, são imprescindíveis, nomeadamente: o carácter, as aptidões, os interesses,a motivação e os valores.Estes factores são de extrema importância no momento da escolha profissional, pois asdecisões de carreira são influenciadas por particularidades psicológicas da
  6. 6. 14E-mail: Laissane@gmail.compersonalidade que devem ser devidamente exploradas e avaliadas pelo orientadorprofissional como veremos de seguida.2.2.1 O carácterA palavra carácter provém do grego krarassein que significa gravar. O carácter é oconjunto de particularidades individuais estáveis da personalidade que se forma e semanifesta na actividade e no contacto, condicionando modos de conduta típicos para oindivíduo” (Adelino, et al., p. 428). Portanto, o carácter é o conjunto de formascomportamentais mais elaboradas e determinadas pelas influências ambientais, sociais eculturais que o indivíduo usa para adaptar-se ao ambiente.Ao contrário do temperamento que é a base para a formação do carácter, o carácter épredominantemente volitivo, portanto depende da vontade, na medida em que sedesenvolve com a aprendizagem e é intencional. A formação do carácter realiza-se nascondições de incorporação da personalidade em diversos grupos sociais que sedistinguem uns dos outros quanto ao seu nível de desenvolvimento (na família, nacompanhia de amigos, na colectividade de trabalhadores ou colegas de escola, numaassociação anti-social, etc.). Pelo que, o carácter depende das relações sociais quedeterminam a orientação da personalidade humana. Por exemplo, numa sociedade quetem como base a exploração do homem pelo homem, a posição social dosrepresentantes das classes dominantes contribui para consolidar no seu carácter aarrogância, a soberba, a hipocrisia, a cupidez, o fingimento, etc. (Petrovsky, 1989).Caro(a) estudante, uma vez conhecido o carácter da personalidade, pode-se prever comoa pessoa se irá portar em diversas circunstâncias e, por conseguinte, orientar a suaconduta (Ibidem). Podemos destacar os seguintes tipos mais importantes de acentuaçãodo carácter (Petrovsky, 1989):1) O introvertido: carácter cujo traço típico é o retraimento, dificuldades namanutenção e no estabelecimento de contactos com outras pessoas, tendências afechar-se. Portanto, é um indivíduo tranquilo, insociável, reservado, pessimista,severo, rígido, ansioso, etc.
  7. 7. 15E-mail: Laissane@gmail.com2) O extrovertido: caracteriza-se pela excitação emocional, pelo desejo veementede manter contactos e de actuar, mesmo nos casos em que certa actividade não énecessária e valiosa, loquacidade, inconstância nas paixões, às vezes, aresgabarolas, tendência para a superficialidade e conformismo.3) O instável: os seus traços característicos são a impulsividade, a tendência paraos conflitos, a intolerância em relação a objecções e às vezes, também adesconfiança.4) O estável: é o indivíduo imperturbável, leal, aprazível, controlado, pensativo,cuidadoso, passivo, etc.O carácter do ser humano manifesta-se, em primeiro lugar, na sua atitude para com asoutras pessoas: parentes e próximos, colegas de trabalho e de estudo, pessoasconhecidas e pouco conhecidas, etc. O apego estável ou instável, a fidelidade aosprincípios ou a ausência total de princípios, a sociabilidade e a atitude reservada, afraqueza e a falsidade, o tacto e a aspereza – tudo isso revela a óptica do homem emrelação às outras pessoas (Petrovsky, 1989).O carácter do ser humano manifesta-se também na sua atitude em relação ao trabalho. Atítulo de exemplo, entre os traços mais valiosos do carácter pode-se mencionar aconsciência, a pontualidade na execução das suas obrigações, a seriedade, o entusiasmo,a responsabilidade pelo trabalho que lhe é confiado e a preocupação com seusresultados (Petrovsky, 1989).O carácter pode ser avaliado por meio de escalas ou de inventários de personalidade. Noentanto, de um modo geral, temperamento e carácter estão intimamente associados,podendo estar tão imbricados que se torna difícil a sua distinção.2.2.2 Aptidões e capacidadesAptidão é a “habilidade natural para determinado género de actividade e que depende demuitos factores para transformar-se em capacidade real e efectiva” (Santos, 1963, p.
  8. 8. 16E-mail: Laissane@gmail.com54). A aptidão como habilidade natural, é um estado ou disposição que permite aexecução de certas tarefas com espontânea facilidade, frequentemente semaprendizagem. Portanto, refere-se ao termo aptidão para se considerar a dimensão de‘performance’ da personalidade, portanto de realização (Adelino et al., 1993). Istosignifica que quando se faz referência a aptidões intelectuais, motoras entre outras,estamos a significar os aspectos do rendimento da personalidade (Ibidem).No entanto, capacidade “é uma habilidade adquirida, fruto ou não, de uma aptidão. É oestado mais ou menos instável, de certa forma indefinível, conseguido após aaprendizagem e treinamento adequado” (Santos, 1963, p. 54). A aptidão é agradável nouso, duradoira, constante e tende a desenvolver-se com o exercício, contudo, acapacidade necessita de treinamento constante para manter-se; desenvolve-se de formalimitada e nem sempre traz satisfação.Em muitas ocupações as aptidões só podem ser utilizadas com sucesso se tambémexistirem certas características temperamentais e comportamentais. O matemáticoprecisa de disciplina assim como de inteligência; um assistente social precisa de ter umpensamento lógico, mas a generosidade, a consideração e a paciência são maisimportantes; o gestor poderá precisar de ter raciocínio numérico, mas também precisade ser afirmativo e enfático (Barret & Wiliams, 1995).Caro(a) estudante, as profissões requerem de seus candidatos determinadas aptidõespara o seu desempenho com sucesso. Existem determinadas profissões que requerem doindivíduo determinado tipo de habilidades. Por exemplo, vejamos o caso de umaprofissão que requer do indivíduo um tempo de reacção extremamente rápido, uma vezque tem de tomar decisões de modo bastante rápido. Se, por sua própria constituição oupor outros factores de variação, o indivíduo tem um tempo de reacção bastante lento,sua probabilidade de êxito nessa profissão será extremamente remota. Portanto, essaprofissão não seria recomendável, por faltar ao indivíduo essa aptidão específica (Rosa,1996).As aptidões podem ser classificadas, em:
  9. 9. 17E-mail: Laissane@gmail.com1) Aptidão burocrática – que diz respeito a capacidade para perceber pormenorespertinentes em material impresso, capacidade para observar diferenças emtextos, para conferir palavras e para encontrar erros;2) Aptidão verbal – que é a capacidade para compreender o sentido das palavras epara as utilizar com eficácia, capacidade para compreender a linguagem e paracompreender as relações entre as palavras;3) Aptidão numérica – esta se subdivide em duas, nomeadamente cálculo -capacidade para realizar operações numéricas com rapidez e exactidão eraciocínio – que é a capacidade para resolver problemas de aritmética, expressosverbalmente;4) Aptidão espacial – correspondente à capacidade para visualizar formasgeométricas e compreender a representação bidimensional de objectostridimensionais, capacidade para compreender as relações de movimento dosobjectos no espaço;5) Aptidão motora – respeitante à destreza, à coordenação de movimentos, aotempo de reacção, à precisão nos movimentos, à velocidade, etc.Actualmente, são usadas baterias de testes para o exame de aptidões. O serviço deemprego norte americano desenvolveu, ao longo do século XX, uma investigação sobreuma bateria multi-factorial de aptidões, a General Aptitude Test Battery (GATB), parautilização em processos de selecção e orientação escolar e profissional. Estudosportugueses para adaptação e aferição da GATB incidiram sobre os oito testes “de papele lápis” integrados na versão original da bateria, e envolveram operações diversas(Pinto, 2004). Como resultado deste processo, obteve-se a GATB portuguesa compostapor oito testes para os quais se adaptaram as seguintes designações: comparação denomes, cálculo numérico, desenvolvimento de volumes, vocabulário, utensíliosidênticos, raciocínio aritmético, emparelhar formar e fazer três traços (Pinto, 1992;1998 citado por Pinto, 2004).
  10. 10. 18E-mail: Laissane@gmail.com2.2.3 InteressesOs interesses representam outra variável extremamente importante para a orientaçãoprofissional. Chaplin (1981, p. 299), considera o interesse como “...o estado demotivação ou tendência que guia um indivíduo para um sentido ou fim determinado.”Os interesses são “indicadores dos tipos de actividades (de trabalho ou não) que aspessoas gostam de realizar” (Lowman, 1991 citado por Giacaglia, 2003, p. 147).Caro(a) estudante, a abordagem dos interesses, no fórum da orientação profissional, dizrespeito aos tipos de ocupação que possivelmente podem despertar motivação e criarsentimentos de satisfação no indivíduo.Os estudiosos dos interesses profissionais enumeram um leque bastante alargado dosmesmos, nomeadamente: interesses científicos, tecnológicos, numéricos, burocráticos,serviço social, ensino, negócios, persuasivos, relações sociais, assistenciais ehumanísticos, artísticos, literários, musicais, manuais. Temos tendência a nosdirigirmos em direcção a actividades de que gostamos, e nos distanciamos daquelas deque não gostamos. Há uma boa correspondência entre interesses profissionais e aptidõesprofissionais. Eis a seguir uma listagem de alguns interesses profissionais:Tabela 2: Família de interessesInteresses profissionais Especificação1) Científicos Lidar com conhecimentos; Descobrir algo novo; Desenvolver ideias; Fazer pesquisas no campo dasciências físicas/sociais, biológicas e outras.2) Numéricos Lidar com números; Cálculos matemáticos, concretos eabstractos; Calcular custos e lucros.3) Tecnológicos Utilizar conhecimentos de váriasciências e aplicá-los à vida humana,
  11. 11. 19E-mail: Laissane@gmail.comvisando ao progresso e bem-estar, taiscomo electrónica, computação/informática,telecomunicações, etc.4) Persuasivos Relacionar-se com o público,transmitir ideias; Influenciar pessoas, argumentarpara convencer e modificarcomportamentos, etc.5) Assistencial e humanístico  Prestar assistência às pessoas ougrupos, actuar em áreas educacionais,psicológicas, filosóficas, solidária,religiosa, social, sanitária, etc.2.2.4 ValoresOs valores, embora igualmente importantes para a intervenção vocacional, são muitasvezes ignorados e até confundidos com os interesses (Giacaglia, 2003). Os valoresdizem respeito ao conjunto de ideais supremos de uma cultura ou de uma pessoa.Caro(a) estudante, parafraseando Giacaglia (2003), as pessoas se diferem em relaçãoàquilo que atribuem maior ou menor valor, e subjacente àquilo que são os modospreferenciais de actuação dos vários profissionais, encontramos os valores. Embora emmuitas profissões haja espaço para actuação de acordo com valores pessoais, existemprofissões em que predominam certos valores como é o caso, da medicina em que devepredominar o valor assistencial; da economia, o valor financeiro; do sacerdócio o valorreligioso; das artes o valor estético. Por exemplo, se um indivíduo não valoriza a ajudaao próximo, profissões como a de fonoaudiólogo (terapeuta da fala), médico,psicoterapeuta, etc. também deveriam ser excluídas de suas possibilidades.Podemos identificar valores políticos, éticos, religiosos, económicos, sociais, familiares,estéticos. No dia-a-dia até podemos nem pensar neles, mas sempre que há decisõesimportantes a tomar, a nossa escala de valores é activada (Giacaglia, 2003). Por
  12. 12. 20E-mail: Laissane@gmail.comexemplo, quando há eleições, são os valores políticos que influenciam o nosso voto, damesma forma, quando escolhemos um curso ou uma profissão podem estar emconfronto valores sociais e valores económicos ou outros. Para algumas pessoas, osvalores económicos (dinheiro, propriedades, negócios) estarão em primeiro lugar; maspara outras, poderão ser os valores sociais (ajudar os outros, trabalhar em causassociais) ou os valores familiares (constituir uma família, acompanhar os filhos) ou osvalores científicos (estudar, investigar, etc.).2.2.5 A motivaçãoA motivação é, de longa data, uma variável reconhecida como tendo uma grandeimportância no estudo e compreensão do comportamento humano. O termo motivaçãovem do latim motum (movimento) + movere (mover). Pressupõe o conjunto de acçõesinerentes ao movimento, portanto o aspecto dinâmico da acção que influencia ocomportamento do indivíduo. No entanto, é difícil definir exactamente o conceito demotivação, visto que é empregue em vários sentidos. Trata-se de uma força interna queemergiria, regularia e sustentaria todas as nossas acções. Para Chiavenato (2004, p. 64)motivação “...é o processo segundo o qual o comportamento é mobilizado e sustentadono interesse de realização de metas.”A motivação contém duas dimensões: intrínseca e extrínseca. Para Galvão (1995) citadopor Vendetti et al. (2006), dependendo da linha de pensamento, podemos analisar osaspectos internos do indivíduo (motivação intrínseca), ou partir de um estudo dosaspectos que interagem com o indivíduo como o meio físico ou o ambiente social ecultural (motivação extrínseca). A natureza da motivação vai ditar os níveis de empenhoe de interesse do indivíduo em relação à escolha profissional, a título de exemplo odesempenho e motivação de um indivíduo com uma motivação intrínseca tendem a sermais satisfatórios em comparação com o indivíduo que possui uma motivaçãoextrínseca. A partir daí é possível perceber a necessidade da compreensão da naturezada motivação que o indivíduo possui para a escolha profissional. Entretanto, amotivação pode ser associada a determinadas carreiras profissionais como veremos deseguida.
  13. 13. 21E-mail: Laissane@gmail.com2.2.5.1 Áreas motivacionais e carreiras apropriadasDeterminadas áreas motivacionais podem ser associadas a determinadas carreirasprofissionais, nomeadamente: (Barret & Williams, 1995):1. Área literária – atracção por carreiras que envolvem palavras, ideias ecomunicação. Sentir-se-á satisfeito a ler ou a escrever, muito provavelmentecom ambas. Além das carreiras especificamente “literárias” existem carreirasafins nas quais é mais fácil entrar. A nível profissional, é provável que umacerta quantidade de estudo especializado seja um pré-requisito (como no casode bibliotecário ou jornalista). Para este caso destaca-se como relacionadas,carreiras como – actor/actriz, bibliotecário, crítico literário, editor, historiador,intérprete, jornalista, professor de línguas, revisor de provas, romancista.2. Área criativa – pretende uma carreira na qual se possa exprimir criativamente,tanto através de palavras como de música ou alguma forma das belas artes. Oseu meio de comunicação é visual ou oral em oposição a verbal. A beleza e aestética são as suas paixões. Recomenda-se como carreiras – arquitecto,bailarino, decorador de interiores, decorador de montras, escultor, florista,produtor musical, maquilhador, estilista, ourives, técnico de montagem.3. Área social – o seu principal interesse reside em ajudar ou prestar assistênciaaos outros. Está disposto a subordinar os seus próprios desejos ao serviço dosoutros. Tem uma natureza claramente solidária, sentindo a sua própriarecompensa na satisfação e benefício que os outros retiram da sua atenção.Considera-se como carreiras apropriadas – assistente social, director dealbergue, educador de infância, enfermeiro, fisiatra, maqueiro, médico,orientador profissional, osteopata, parteira, psicólogo, técnico de saúde,terapeuta.4. Área executiva – sente-se motivado por actividades nas quais pode organizar einfluenciar os outros. Quererá ter a responsabilidade de gerir os outros além detomar decisões acerca daquilo que deve ser feito e como deve ser feito.Claramente é ambicioso. As pessoas com esta motivação não esperam que as
  14. 14. 22E-mail: Laissane@gmail.comcoisas aconteçam – fazem com que aconteçam e, a característica essencial destamotivação é a vontade de vencer, onde quer que se encontre. Considera-serelacionadas carreiras como – agente político, consultor, director, director devendas, director executivo, negociador.5. Área de investigação – tem necessidade de adquirir conhecimentos e, por essavia, parece preparado para dedicar muito tempo a estudar e as carreiras que oatraem exigem geralmente qualificações profissionais ou especiais. Gosta deaplicar factos e de chegar a soluções através da lógica e da investigaçãoanalítica. Aponta-se como carreiras – astrónomo, bacteriologista, botânica,cientista, cirurgião, dietista, físico, matemático, meteorologista, microbiólogo,oftalmologista, perito forense, psicólogo experimental, químico, radiologista,técnico de laboratório.6. Área prática - a motivação nesta área mostra que gosta de acção. São carreirasrelacionadas – agente de trânsito, agricultor, bombeiro, carpinteiro, cozinheiro,fabricante de instrumentos, ferreiro, construtor, estofador, guarda, mecânico,mergulhador, mineiro, motorista, pescador, serralheiro, talhante, técnicoveterinário, tratador de animais.7. Área administrativa – é uma área de motivação lata, que cobre os sectores definanças e administrativo-empresarial. Tem a ver com gestão de umaorganização, quer privada, quer pública, e envolve a organização de pessoas,recursos e informação. Esta área tem como carreiras – administrador/assistenteadministrativo, analista de valores, auditor, caixa, comissário de bordo,contabilista, empregado bancário, escriturário, escrivão, funcionário forense,inspector de finanças, secretária, técnico de contabilidade, técnico de relaçõesindustriais, tesoureiro.2.3 Factores subjectivos
  15. 15. 23E-mail: Laissane@gmail.comCaro(a) estudante, um outro grupo de determinantes igualmente importante para aescolha profissional, são os determinantes subjectivos dos quais destacamos dois:imagem subjectiva sobre a profissão e a identificação pessoal com a profissão.2.3.1 Imagem subjectiva sobre a profissãoQuando se fala em imagem subjectiva sobre a profissão, pretende-se referir àsrepresentações sociais, uma vez que é no contexto das representações sociais que elas seenquadram. Jodelet (1989) citado por Neto (1998, p. 438), afirma que a representaçãosocial é “uma forma de conhecimento socialmente elaborado e partilhado, com umaorientação prática e concorrendo para a construção de uma realidade comum a umconjunto social.” Portanto, entende-se a imagem subjectiva sobre a profissão comosendo o conjunto dos conhecimentos do indivíduo sobre as profissões, o prestígiodestas, os estereótipos a elas associados, isto é, as representações socioprofissionais quesão adquiridas ou formadas no contexto social. Pelo que, é no contexto de interacçãosocial, particularmente no grupo familiar, no grupo de pares, na escola, e, também,através dos mídia que a imagem sobre a profissão é formada.Portanto, muitas decisões de carreira dos estudantes que concorrem às instituições deensino a vários níveis, são fundamentadas num conhecimento subjectivo e não objectivosobre o curso e sobre a profissão. Este é um facto que só pode ser invertido com adisponibilização aos estudantes de serviços de orientação e aconselhamentoprofissional, que poderão facultar aos estudantes o conhecimento objectivo sobre anatureza de cursos, suas particularidades, formas de conclusão e estado da profissão nomercado de trabalho, isto é, se está ou não saturado quanto às possibilidades deabsorção de mais profissionais.2.3.2 Identificação pessoal com a profissãoA identificação pessoal é o vínculo que o indivíduo estabelece entre os seus gostos,interesses e capacidades com o tipo de estudos que pretende seguir e a respectiva áreaprofissional. A escolha profissional que vai de acordo com o seu jeito particular é uma
  16. 16. 24E-mail: Laissane@gmail.comboa opção para qualquer estudante. Portanto, é necessário que o candidato a umdeterminado curso ou profissão sinta que possui um certo grau de identificação com ocurso ou com a profissão, o que poderá facilitar sua adaptação e a obtenção de sucessonessa actividade académica ou profissional.2.4 Factores educacionaisFactores educacionais estão directamente relacionados com todo o sistema de ensinomoçambicano, isto é, às possibilidades educativas e formativas que o país oferece.Dizem respeito a oferta do currículo, às instituições e qualidade de serviços queoferecem que, de certa forma, influenciam as decisões de carreira que os indivíduosfazem.Entretanto, Silva e Treichel (2006), consideram que a escola determina o que a criançaserá quando crescer, na medida em que quando esta entra na escola começa o processode formação de sua personalidade e, a criança busca ser mais que criança. Pelo que aescola deve agir na formação total de cada indivíduo, não deixando para um instanteapenas que alguém tenha que decidir, qual profissão seguir e, principalmente, levandoem consideração que, junto com as opções, escolhas e decisões, vêm as pressões, oslimites de tempo e a influência dos familiares.Os bons resultados escolares, o contacto com as disciplinas e o próprio professor comomodelo, são elementos que influenciam a escolha profissional. Em muitos casos a auto-percepção sobre as aptidões descobertas nos resultados escolares determinaram adecisão de carreira de muitos estudantes.2.5 Factores sociaisOs factores sociais, a que faremos abordagem, dizem respeito aos grupos existentes nasociedade e sua influência sobre o indivíduo, sobretudo a família e os pares. Estesgrupos desempenham um papel importante no desenvolvimento da personalidade doindivíduo, neste caso particular, nas decisões de carreira, pois têm sempre um palpite ou
  17. 17. 25E-mail: Laissane@gmail.comsão alvo de consulta sobre o que seria melhor para o seu membro. Há outros grupos, noentanto faremos abordagem da influência da família e os pares na escolha profissional.2.5.1 Influência da família na escolha profissionalA família é dos factores que mais influência exerce sobre a escolha profissional. ParaBohoslavsky (1991, p. 56):O grupo familiar constitui o grupo de participação e de referência fundamental, e é porisso que os valores desse grupo constituem bases significativas na orientação doadolescente, quer a família actue como grupo positivo de referência, quer como gruponegativo de referência.As satisfações ou insatisfações dos pais e de outros familiares significativos, em funçãodos seus respectivos ideais do ego e a vivência das mesmas, exercem um papelimportante quanto às influências que, desde criança, o adolescente recebe em seu lar(Bohoslavsky, 1991).Caro(a) estudante, a família por sua função socializadora, tem sempre um papelpreponderante, o que significa que a forma como os pais dão significado aos elementosda vida ocupacional sempre estará incluída no universo das representações do filho(Dias, s/d). Os pais têm sempre opinião do que seria mais ou menos desejável para seufilho e também uma certa visão do que ele poderia fazer bem. Mesmo aquele que diz: “oimportante é ele ser feliz” possui uma certa visão mais precisa sobre o que seria melhoro filho fazer, ainda que subentendida nesse conceito de felicidade (Ibidem). Os paispreocupam-se com um futuro bem-sucedido e com um trabalho adequadamenteremunerado para seu filho. São unânimes em afirmar que é preciso ter um bom salário eum bom encaixe no mercado de trabalho.A família tem sempre uma grande influencia na escolha profissional, pelo seu estatutosocioeconómico e cultural, a título de exemplo, os estudantes provenientes de famíliascom poucos recursos e cujos níveis de educação e profissional dos pais se situem longedo ideal, acabam sendo orientados pelas oportunidades educativas, pelos modelos e
  18. 18. 26E-mail: Laissane@gmail.compelas práticas de socialização dos pais (Campos, 1990). Por outro lado, o conhecimentodas profissões, as próprias representações socioprofissionais, o prestígio e osestereótipos associados às profissões, são veiculados igualmente, em larga escala, pelafamília o que significa que os pais transmitem aos filhos as competências sociais queeles próprios consideram essenciais para o ingresso e sucesso, tanto na escola como nomercado de trabalho (Ibidem).2.5.2 Influência dos pares na escolha profissionalCaro(a) estudante, o grupo de pares funciona quase que de forma similar ao grupofamiliar, todavia diferem no facto daquele nunca ser tido como grupo de referêncianegativa (Bohoslavsky, 1991). A adesão ao grupo é adquirida com base na submissão àsnormas e valores do grupo. Os valores do grupo de pares são muitas vezes imperativospara um adolescente e sobrepõem-se aos valores do grupo familiar. Quando osadolescentes não apresentam atitudes tão positivas em relação à família, os paresenquanto fonte de influência social, passam a ter uma importância maior (Ibidem).As relações com os pares constituem um dos principais contextos por meio dos quais osadolescentes desenvolvem características pessoais para a vida adulta, que também irãointerferir no processo de escolha profissional (Tositto, 2010).Estudos actuais têm procurado abordar esta temática no sentido de investigar aparticipação dos amigos na escolha profissional. Os resultados desses estudos têmdemonstrado que grande parte dos adolescentes faz consultas com seus amigos sobreseu futuro profissional (Tositto, 2010).2.6 Factores económicosOs factores económicos, dizem respeito ao mercado de trabalho, à globalização e àinformatização das profissões, à falta de oportunidades, ao desemprego, à dificuldade detornar-se empregável, à falta de planeamento económico, à queda do poder aquisitivo daclasse média e todas as consequências do sistema capitalista neoliberal no qual vivemos.
  19. 19. 27E-mail: Laissane@gmail.comEstes factores correspondem a dinâmica da venda e compra da força de trabalho. Noentanto, o mercado de trabalho é algo flutuante, visto que a profissão que hoje pode serpromissora, daqui a algum tempo pode, por alguma eventualidade, estar saturada(Martins et al., s/d). É consensual a consideração de que a escolha profissional deve serfeita em conformidade com as particularidades do mercado de trabalho, pelo queembora vivamos num mundo de especialistas, escolher uma profissão tão especializadapara a qual não haja maiores probabilidades de emprego é uma temeridade.2.7 Factores políticosOs factores políticos, são aqueles condizentes com a política governamental dominante,particularmente em relação à educação, em especial ao ensino médio, à educaçãoprofissional e o ensino superior. Os factores que o determinam (relação entre oferta eprocura) estão directamente ligados com a política económica de um país. As políticasem voga acabam por influenciar todo o processo de escolha profissional, pois incidemsobre a escola, o currículo até ao mercado de trabalho.Portanto, caro(a) estudante, a escolha profissional é dinâmica e multi-determinada, oque significa que é resultado de um processo influenciado por vários factores, cada umagindo na sua proporção sobre a decisão de carreira dos indivíduos.

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