Revolução industrial

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Uma análise importante de uma das maiores revoluções ocorridas na história, com reflexões sobre seus respectivos desdobramentos até os dias atuais.

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Revolução industrial

  1. 1. 1750, Inglaterra. Tem início uma das maiores revoluções que marcaram e continuam a marcar a história da humanidade<br />Revolução Industrial e seus desdobramentos<br />
  2. 2. Todo fantástico repertório tecnológico existente no mundo hoje é fruto de um lento processo de evolução.<br />Uma simples ferramenta de pedra foi moldada graças a experimentos acumulados durante milhões de anos.<br />A Revolução Industrial<br />
  3. 3. Mas há períodos em que os conhecimentos acumulados aceleram o ritmo das mudanças, que se tornam rápidas e amplas, abrangendo diversas áreas da atividade humana.<br />Um desses períodos teve início por volta de 1750, na Inglaterra e recebeu o nome de Revolução Industrial.<br />
  4. 4. Século XIII – a burguesia mercantil passou a intervir também na produção de mercadorias.<br />Para burlar a vigilância das corporações de ofício, os burgueses entregavam a matéria prima diretamente para os artesãos, que em casa produziam as mercadorias encomendadas.<br />Antecedentes da Revolução Industrial<br />
  5. 5. Para tornar a produção mais rápida e lucrativa, os burgueses passaram a reunir os artesãos em galpões, fornecendo-lhes ferramentas e matéria prima.<br />Em troca, os artesãos recebiam um salário fixo.<br />Surgem assim as primeiras manufaturas – as primeiras unidades de produção capitalista, antecessoras à fábrica moderna.<br />
  6. 6. No século XVI já era possível encontrar nos subúrbios da Inglaterra manufaturas com mais de 600 trabalhadores assalariados.<br />Para saber mais...<br />
  7. 7. Sistema econômico e social que se baseia na propriedade privada dos meios de produção, na existência de um mercado no qual se realizam as trocas de mercadorias por meio de moedas e na separação entre os trabalhadores e os meios de produção.<br />Proletários x Capitalistas<br />Força antagônicas e opostas<br />Capitalismo:<br />
  8. 8. Suponhamos que você tem duas vacas. Vende uma e compra um touro. Eles se multiplicam, e a economia cresce. Você vende o rebanho e aposenta-se, rico!Isso seria o sistema capitalista na teoria... Mas NÃO é assim que funciona.Por exemplo: Se você for dos Estados Unidos você tem duas vacas. Vende uma e força a outra a produzir leite de quatro vacas. Fica surpreso quando ela morre. Depois vai começar a brigar com os outros fazendeiros para roubar a vaca deles, você vai ter mais vacas do que todo mundo e vai fundar a McVacas e a Vaca Cola. Isso NÃO é nada legal!Se você for francês as suas duas vacas entrariam em greve e nunca saíriam de lá.Se você for japones você tem duas vacas. Redesenha-as para que tenham um décimo do tamanho de uma vaca normal e produzam 20 vezes mais leite. Depois cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e os vende para o mundo inteiro. Os adolescentes das outras fazendas iriam começar a se vestir que nem as Vaquimon e fazer um concurso para ver quem estar melhor fantasiado. Isso NÃO é nada legal. Exceto é claro a parte das fantasias de vaca que seria o maximo.Se você for da Suíça você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua. Você cobra para guardar a vaca dos outros.Se você for Brasileiro você tem duas vacas. Uma delas é roubada. O governo cria a CCPV – "Contribuição Compulsória pela Posse de Vaca". Um fiscal vem e te autua, porque embora você tenha recolhido corretamente a CCPV, o valor era pelo número de vacas presumidas e não pelo de vacas reais. A Receita Federal, por meio de dados também presumidos do seu consumo de leite, queijo, sapatos de couro, botões, presumia que você tivesse 200 vacas e para se livrar da encrenca, você dá a vaca restante para o fiscal deixar por isso mesmo…Aí você fica revoltado e convoca os outros fazendeiros para vocês se juntarem contra essa pouca vergonha e eles falariam:"Shhh fica quieto! Estamos vendo a copa mundial das Vacas! BrasiileôôÔ"E então os fazendeiros alienados seriam mais uma vez enrolados, e de novo, e de novo...<br />Aprendendo com o Sali: “O que é capitalismo” – Disponível em: http://tudoqueeutilounao.blogspot.com<br />
  9. 9.
  10. 10. Sociedade capitalista<br />
  11. 11. Os capitalistas perceberam que a produtividade seria maior se cada artesão fosse responsável pela produção de uma parte da mercadoria e não do bem todo. <br />A Divisão do Trabalho<br />Linha de montagem da Ford no Brasil, em 1920, cada trabalhador em seu lugar para executar sua tarefa. <br />
  12. 12. “Da forma pela qual a fabricação de alfinetes é hoje executada, um operário desenrola o arame, o outro endireita, um terceiro corta, um quarto faz as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete e assim por diante.<br />Dessa forma, a importante atividade de fabricar um alfinete está dividida em aproximadamente 18 operações distintas. Trabalhando dessa forma, dez pessoas conseguiam produzir entre elas mais de 48 mil alfinetes por dia. <br />Se, porém, tivessem trabalhado independentemente um do outro, certamente cada um deles não teria conseguido fabricar 20 alfinetes por dia.”<br />Adaptado de Adam Smith, A riqueza das nações. São Paulo: Nova Cultural/Círculo do Livro, 1996. p.65-6<br />Adam Smith escreveu sobre isso...<br />
  13. 13. Expansão do mercado de trabalho;<br />Aumento do dinheiro em circulação;<br />Aumento do consumo;<br />Surgimento de novas manufaturas.<br />Consequências da Divisão do Trabalho:<br />
  14. 14. Século XVIII- Inglaterra era a mais rica nação do planeta:<br /><ul><li>Ricas jazidas de carvão e ferro;
  15. 15. Excelente esquadra naval = supremacia naval = domínio dos mares;
  16. 16. Estradas eficientes, que ligavam as principais cidades e facilitavam o escoamento dos produtos;
  17. 17. Reforma religiosa – Anglicanismo;
  18. 18. Revolução Gloriosa (fim do absolutismo inglês e supremacia do parlamento, amplamente composto por nobres e burgueses);
  19. 19. Tratado de Methuen, ou dos Panos e Vinhos (supremacia dos produtos ingleses em Portugal e em suas respectivas colônias).
  20. 20. Cercamentos: “um caso de roubo de classe feito sob o amparo da lei”;
  21. 21. Novas técnicas agrícolas e novas relações de trabalho (assalariado) / maior produtividade / maior consumo e circulação de dinheiro/ exportação;</li></ul>Por que na Inglaterra?<br />
  22. 22. O crescimento do mercado exigiu inovações tecnológicas, que foram aplicadas às manufaturas: <br /><ul><li>1764: invenção da primeira roca de fiar vários fios ao mesmo tempo (um único operário executava o trabalho de 8).
  23. 23. 1768: invenção de um tear movido pela força das águas.
  24. 24. 1769: invenção da máquina a vapor.</li></ul>Entre 1750 e 1769: aumento extraordinário das exportações de tecidos ingleses (cerca de dez vezes)<br />Da manufatura à maquinofatura<br />
  25. 25. Um dia na fábrica...<br />
  26. 26. Podem-se distinguir três períodos no processo de industrialização em escala mundial: <br />  <br />1760 a 1850 – A Revolução se restringe à Inglaterra, a "oficina do mundo". Preponderam a produção de bens de consumo, especialmente têxteis, e a energia a vapor. <br />1850 a 1900 – A Revolução espalha-se por Europa, América e Ásia: Bélgica, França, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Japão, Rússia. Cresce a concorrência, a indústria de bens de produção se desenvolve, as ferrovias se expandem; surgem novas formas de energia, como a hidrelétrica e a derivada do petróleo. O transporte também se revoluciona, com a invenção da locomotiva e do barco a vapor. <br />1900 até hoje – Surgem conglomerados industriais e multinacionais. A produção se automatiza; surge a produção em série; e explode a sociedade de consumo de massas, com a expansão dos meios de comunicação. Avançam a indústria química e eletrônica, a engenharia genética, a robótica.<br />As fases da Revolução Industrial<br />
  27. 27. A introdução no processo produtivo de máquinas movidas por energia não-humana permitiu a produção em larga escala e multiplicou as mercadorias em quantidade e em velocidade até então impensáveis. Antes de o petróleo se tornar um dos produtos fundamentais para o mundo industrializado, qual era a principal fonte de energia utilizada na fase da primeira Revolução Industrial e quais as suas consequências para a organização do trabalho e dos meios de comunicação?<br />Caiu na UNESP em 2007:<br />
  28. 28. Na fase da Primeira Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XVIII, a principal fonte de energia era o carvão, utilizado nas máquinas a vapor.<br />O desenvolvimento do sistema fabril, decorrente do uso sistemático das máquinas, alterou profundamenete a organização do trabalho ao concentrar um numeroso grupo de trabalhadores num mesmo espaço, promover a massificação do trabalho assalariado representado pela venda da força de trabalho em horas a um empresário, proprietário dos meios de produção e consolidar a divisão entre o capital e o trabalho, na medida em que a riqueza gerada pela produção não pertenceria ao trabalhador.<br />A introdução da energia a vapor nos sistemas de transportes, possibilitou o desenvolvimento de ferrovias e de barcos a vapor, tornando mais rápida a comunicação entre diferentes regiões e a circulação de pessoas e mercadorias.<br />Resposta:<br />
  29. 29. Consolidação do capitalismo e alteração profunda e definitiva das relações de trabalho e nas relações com o meio ambiente.<br />Separação definitiva entre capital e trabalho, a consolidação de relações assalariadas, o controle da burguesia sobre a produção, o surgimento do proletariado, o uso constante e a busca incansável por recursos naturais.<br />Os desdobramentos da Revolução: impactos sociais...<br />
  30. 30. A Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XVIII, gerou profundas transformações, econômicas e sociais.<br />Entre essas transformações, pode-se apontar<br />a) a retração do mercado consumidor nos países industrializados.<br />b) a superação do conflito capital-trabalho em face dos acordos sindicais.<br />c) a dominação de todas as etapas da produção pelo trabalhador.<br />d) a proliferação do trabalho doméstico nas áreas mais mecanizadas.<br />e) a redução dos custos de produção, ampliando o mercado consumidor.<br />Caiu na FGV 2006:<br />
  31. 31. Alternativa E<br />Resposta:<br />
  32. 32. A vida cotidiana do homem pobre, inicialmente da Inglaterra e posteriormente de todos os confins tocados pela máquina, sofreu profunda e radical transformação.<br /> Foi no contexto social que o sentido mais preciso da expressão revolução se fez valer: profundas e radicais transformações entraram em cena.<br /> Aos ex-camponeses expulsos do campo e agora residentes em cortiços nas cidades, que inicialmente não passavam de aglomerados de casas, fábricas e pessoas, não restou outra alternativa a não ser oferecer-se como trabalhador nas indústrias. <br />Esses operários, no início não tinham qualificação profissional alguma, de maneira que o salário que lhes foi oferecido era insuficiente para a sobrevivência com dignidade. <br />Os impactos sociais:<br />
  33. 33. 4-5 horas: acordar; uma xícara de chá.<br /> 6 horas: início do trabalho na fábrica.<br /> 8 horas: 30 minutos para uma pequena refeição, composta de uma xícara de chá e um naco<br />de pão, feita enquanto controlavam as máquinas.<br /> 12-13 horas: descanso para o almoço, que era trazido de casa, normalmente apenas algumas<br />batatas cozidas; os operários mais bem remunerados podiam se permitir um pedaço de carne de porco.<br /> 13/20-21 horas: trabalho contínuo, interrompido apenas por 20 minutos para “pão e chá”,<br />durante a pausa, as máquinas deviam ser mantidas sob controle.<br />O relatório afirma: “Os operários trabalham numa sala apinhada, com temperatura elevada,<br />de modo que ao serem dispensados estão exaustos”.<br /> 22-23 horas: retorno à casa da família operária (pai, mãe, filhos, já que todos trabalham<br />em fábrica). <br />O jantar era composto de mingau ou sopa de aveia ou qualquer outro cereal, e batatas cozidas em água e sal. <br />Após o jantar, cama, porque às 4 ou 5 horas deviam estar de pé para trabalhar.<br />O único dia de folga, na semana, era o domingo; as férias limitavam-se a quatro ou cinco dias por ano.<br />A rotina de um operário...<br />
  34. 34. Promulgar leis defendendo os seus interesses:<br />Pena de morte para quem destruísse fábricas ou máquinas; pesadas multas pelo delito de greve; proibição aos operários de se organizarem em associações de defesa de seus interesses. <br />Todas essas sanções visavam proteger o que mais preocupava os patrões: seus bens materiais e o montante de seus lucros. <br />Ora, só ameaçando o capital os operários teriam algum poder para negociar seus direitos com a burguesia. Para tanto, porém, precisavam se organizar.<br />Disponível em: <www.historia.ricafonte.com>. Acesso em 30 junho 2011. Modificado. <br />As preocupações burguesas:<br />
  35. 35. Não demorou muito para os operários começarem a se manifestar. O movimento ludista, por exemplo, incentivava os operários a quebrarem as máquinas, pois acreditavam que elas eram as culpadas pela exploração e pelo desemprego. Já o movimento cartista, organizado pela Associação dos Operários, lutava por melhores condições de trabalho. <br /> Lentamente, foram surgindo os primeiros sindicatos e através deles, melhores condições de trabalho, salários mais justos e outras garantias foram sendo conquistadas. No entanto, esse é um tema que ainda, no mundo contemporâneo, exige por parte dos sindicatos, uma atuação mais vigorosa, muito embora as políticas neoliberais tenham neutralizado sobremaneira tais ações. <br />A resistência dos operários:<br />
  36. 36. Chegando aqui [a Bolton] após ter passado por Chowbent, encontramos na estrada uma turba de várias centenas de homens. Creio que eram bem uns quinhentos; perguntamos a um deles por que estavam reunidos em tão grande número, e ele nos disse que acabavam de destruir algumas máquinas e pretendiam fazer o mesmo em toda a região.<br /> (Carta a Th. Bentley, 3 de outubro de 1779.)<br />Sobre o documento é correto afirmar:<br />a) Refere-se ao período anterior à Revolução Francesa, de revolta dos camponeses contra os grandes proprietários rurais.<br />b) Refere-se ao período da Revolução Industrial Inglesa, quando os operários destruíam as máquinas porque acreditavam que elas eram as responsáveis pelo desemprego.<br />c) Os homens envolvidos no episódio eram operários, artesãos, comerciantes e camponeses protestando contra os abusos do poder absolutista na cobrança de impostos.<br />d) O protesto era da burguesia, contra a legislação que a obrigava a investir no aperfeiçoamento das máquinas empregadas na indústria.<br />e) Era uma manifestação de operários, lutando pelos investimentos técnicos nas fábricas, ou seja, pela substituição do antigo tear manual pelo tear a vapor.<br />Caiu na UFSCAR:<br />
  37. 37. Alternativa B<br />Resposta:<br />
  38. 38. Impactos ambientais sérios estão sendo percebidos desde 1952, quando um nevoeiro acometeu a cidade de Londres e foi responsável por 4 mil mortes e 20 mil casos de doenças respiratórias. Tal ocorrência levou à aprovação da Lei do Ar Puro em 1956, que estabeleceu limites para a emissão de poluentes na atmosfera. Desde então, novas leis foram promulgadas em diversos países altamente industrializados, como EUA, França, Alemanha, Japão e outros.<br /> Os EUA foram os primeiros a perceberam a real importância de ações regulamentadoras por parte do poder público no meio ambiente, isso, a partir de 1960. Interessante observar que o país que mais defende o não intervencionismo o fez diante da eminência de problemas ambientais. A “Avaliação dos Impactos Ambientais”(AIA) foi formalizada nos EUA e em 1969 se difundiu internacionamente.<br />Os desdobramentos da Revolução: impactos ambientais...<br />
  39. 39. No entanto, muitos são os empecilhos para um programa efetivo de redução aos impactos ambientais: falta de recursos humanos, falta de legislação, falta de uma consciência real do problema por parte da humanidade e, evidentemente, a avidez por lucros cada vez maiores.<br /> Em busca de lucros cada vez maiores, um novo procedimento empregado pela mentalidade capitalista foi a produção destrutiva, caracterizada pela produção de mercadorias quase descartáveis, objetivando assim sua fácil reposição e consequentemente maior consumo. Nesse aspecto, não se considera a economia de recursos naturais, mas sim a potencialização dos lucros.<br />
  40. 40. Atualmente, a mídia nos coloca diante de dados alarmantes:<br />em 2006 a calota gelada do Ártico estava 60 400 Km2 menor que em anos anteriores;<br />as neves eternas do Kilimanjaro, desapareceram;<br />os furacões do Golfo do México são hoje 505 mais fortes e prolongados do que há 30 anos;<br />a temperatura da Terra está se elevando em níveis muito altos e pode aumentar em até 4º Celsius até 2050;<br />com o aquecimento global ocorrerá a elevação do nível do mar entre 18 e 59 cm, o que aumentará a incidência de ciclones, secas e enchentes.<br />
  41. 41. Medidas paliativas e não mais que isso, entraram em vigor desde a década de 70.<br /> Organizações não governamentais (Ongs) em defesa do meio ambiente multiplicam-se histericamente, sem contudo, atacar de frente a questão que se impõem urgente e premente: é preciso repensar o capitalismo (por que não dizer romper com ele?).<br /> O Pesquisador em Meteorologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), PrakkiSatyamurty, defende a ideia de que o mundo precisa articular uma política de retirada sustentável, ou seja, a drástica diminuição do consumo de recursos naturais, aliada a um severo controle da natalidade. Ou seja, afirma que o consumo de recursos naturais deveria ser menor ou igual à reposição dessas riquezas ambientais na natureza. Segundo ele, a exploração dos recursos naturais pela população mundial já ultrapassou a capacidade de oferta do meio ambiente em escala global. Em entrevista a Revista Eco, declarou: <br />
  42. 42. “Já passou o tempo do desenvolvimento sustentável. Agora é tempo de fazer uma retirada sustentável, ou seja, temos que retirar, gradativamente, por exemplo, o número de automóveis das ruas. Tudo o que foi colocado em excesso e hoje contribui para a destruição do meio ambiente precisa sair de cena. Esse é um assunto muito polêmico, mas as autoridades precisam parar e pensar em tudo o que está acontecendo. O mundo tem que mudar para melhor” .<br />
  43. 43. De grande relevância são as considerações de Istvan Mészáros, em seu livro “A Educação para além do Capital”, que ao refletir sobre as relações trabalhistas de cunho capitalista e sobre as questões ambientais, afirma ser urgente “uma mudança que nos leve para além do capital, no sentido genuíno e educacionalmente viável do termo”(Mészáros, p.25).<br /> Na concepção de Mészáros, que integra a corrente filosófica da Escola de Budapeste, é necessário romper radicalmente com a educação formal, pois ela está integrada aos interesses da burguesia e do capitalismo. Isso posto, completa sugerindo a necessidade de fazer que os processos de internalização dos indivíduos, os impeçam de internalizar, como suas, as metas de reprodução do capital.<br />
  44. 44. Quem sabe a solução virá das máquinas...<br />

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