Aula 01 inter. de texto

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Aula 01 inter. de texto

  1. 1. AULA 01 – INTERPRETAÇÃO DE TEXTO – COLOCAR EM POWER POINTI. QUESTÕES OBJETIVASAs questões 01, 02 e 03 referem-se a um fragmento de determinada entrevista realizadapela Revista Época ao educador, psicanalista e escritor Rubem Alves, nascido na cidadede Boa Esperança, município do Estado de Minas Gerais.Aprender para quê?Educador diz que a escola não leva em consideração o desejo de aprender e está longe de responder às perguntasdas crianças.(por Paloma Cotes)Rubem Alves é um crítico do sistema de ensino brasileiro. Mas suas opiniões nãocarregam rancor contra quem quer que seja. Para o educador e professor emérito da Unicamp,o problema da escola é que ela não leva em consideração o desejo de aprender das crianças eestá respondendo às perguntas que somente os adultos acham importantes. Crianças fazemperguntas incríveis, avisa. Para Alves, questionamentos como quem inventou as palavras?,ou ‗gato‘ podia se chamar ‗cavalo‘ e ‗cavalo‘ se chamar ‗gato‘?, são a prova viva do interesseque todo garoto tem por conhecer o mundo.ÉPOCA – O senhor afirma que a maioria das escolas é chata? Por quê?Rubem Alves – Não é de hoje que a escola é chata. Ela sempre foi assim e issoacontece porque as coisas são impostas às crianças. A prova de que uma criança gosta de ir àescola é se, na hora do recreio, ela está conversando com os amigos sobre as coisas que aprofessora ensinou. E não se vê isso. Então fica evidente que elas gostam da escola por causada sociabilidade, dos amiguinhos, por causa do recreio. Mas elas não estão interessadasnaquilo que se ensina na escola. Você acha que um adolescente, vivendo na periferia, pode terinteresse em ‗dígrafos‘ (grupo de duas letras usadas para representar um único fonema)? Nãotem interesse nenhum. Eu diria que na escola tradicional não se leva em consideração odesejo de aprender da criança. Elas expressam isso através dos questionamentos que fazem.ÉPOCA – Quais questionamentos?Alves – Se você reparar, as crianças fazem perguntas incríveis para conhecer melhor omundo. Uma delas é: Quem inventou as palavras?. Há outras boas: ‘Gato‘ podia chamar‗cavalo‘ e ‗cavalo‘ chamar ‗gato‘? Por que ‗canteiro‘ chama ‗canteiro‘? Devia chamar ‗planteiro‘,que é onde ficam as plantas! Por que a chuva cai aos pinguinhos e não toda de uma vez? Sena ‗Arca de Noé‘ havia leões, por que eles não comeram os ‗cabritos‘? E por aí vai. Elas estãofazendo perguntas interessantes, mas as respostas nem sempre se encontram nos programas.ÉPOCA – Por que o modelo de educação existe há tanto tempo?Alves – Porque existe certa presunção da nossa parte, da parte dos adultos, de que ascrianças não sabem nada, de que elas são vazias. E de que nós é que temos o saber.Tambémachamos que só nós podemos determinar o que elas têm de aprender. Isso é o que PauloFreire denominou de ‗educação bancária‘. Você vai sempre fazendo depósitos na criança.Houve um diretor de um abrigo para crianças e adolescentes em Varsóvia chamado JanuszKorczak. No abrigo dele, eram os alunos que exerciam a disciplina. E Korczak costumavadizer: Vocês, professores, me dizem que é muito difícil ensinar às crianças. Estou de acordo.E vocês dizem também que é muito difícil descer às crianças. Estou em desacordo. O que émuito difícil é subir ao nível de sensibilidade e de curiosidade das crianças, ficar na ponta dospés, falar brandamente para não machucá-las. É por isso que a escola não muda. Porque aspessoas não estão preparadas para subir ao nível das crianças.ÉPOCA – Há salvação para esse modelo de ensino?Alves – Eu passei por esse modelo de escola. Outros amigos meus passaram e acho que nãoficamos tão atrapalhados assim. Aliás, tenho memórias muito interessantes. A escola tinhamuitas coisas boas e, a despeito de tudo, a gente aprende. Mas é uma perda de tempo muitogrande. As escolas estão cheias de pessoas maravilhosas, mas é tanta gente que sofre, éreprovada e repete de ano que não acredito mais nesse modelo. É preciso esquecer asmaneiras tradicionais de fazer escola. Estamos tão acostumados com a ideia de que a escolatem corredor, sala, campainha, que podemos até pensar em melhorar isso, mas não pensamosque a estrutura pode ser diferente.ÉPOCA - Então, por que as escolas não mudam?
  2. 2. Alves – Por uma porção de fatores. Um deles é a inércia. A sociedade se acostuma a fazersempre a mesma coisa porque aí não há trabalho. Se você tiver uma escola mais solta, nuncasabe direito o que vai acontecer, você não pode preparar a lição porque sempre o aluno podefazer uma pergunta que você não sabe. Na escola tradicional, o professor é aquele que sabe amatéria e vai para a sala de aula acreditando nisso. Mas hoje as matérias estão todas nainternet. Hoje, a função do professor é ensinar o aluno a pensar e a descobrir onde ele podeencontrar a resposta para as perguntas que ele tem. Essa é uma função nova ecompletamente diferente do professor. Os que sempre estão acostumados a preparar a aulaaté costumam usar as fichas do ano retrasado. Dificilmente vão mudar.ÉPOCA – Como convencer um professor a se atualizar?Alves - Acho que muitos desses profissionais estão acordando para isso simplesmente porquenão estão mais aguentando o tédio.ÉPOCA –O senhor afirma, como educador, que a escola precisa dar aos alunos ferramentaspara entender o mundo. O que isso quer dizer na prática?Alves – Simplificando a minha teoria, digo que o corpo carrega duas caixas: uma deferramentas e a outra de brinquedos. O que são ferramentas? São todos os objetos usadospara fazer alguma coisa. Então, ferramentas não são fins em si mesmos. E elas sãoimportantes porque nos dão poder. Um alicate é muito mais poderoso que meu dedo. E aprimeira coisa que a escola tem de perguntar é: isso que eu estou ensinando é ferramenta paraquê? Segundo: o aluno quer fazer isso? Porque não adianta você dar uma ferramenta para apessoa, um martelo e um prego, se ela quer ser pintora. A ferramenta só tem sentido se tiveruma demanda, se eu estou querendo fazer alguma coisa. Se eu estiver interessado em plantarum jardim, vou aprender sobre as plantas, esterco e fertilizantes. O professor tem de perguntara si mesmo isso. Se não for ferramenta, ela não vai ser guardada.ÉPOCA - Por que não é guardada?Alves – Se todos os reitores das nossas universidades prestassem vestibular, seriamreprovados. Porque eles esqueceram. E fizeram isso porque são burros? Não. Eles fizeramisso porque são inteligentes. Porque a memória não carrega coisas que não têm função.Também seriam reprovados os professores universitários e os dos cursinhos só passariam naprópria disciplina. Eu seria reprovado. Tudo foi perdido. Já a caixa dos brinquedos está cheiade objetos que não servem para nada. Não há formas de usá-los como ferramentas. Lá estão apoesia de Fernando Pessoa, as sonatas de Mozart, as telas de Monet, pores-de-sol, beijos,perfumes, coisas que apenas nos dão felicidade. Assim se resume a educação.ÉPOCA – Como educador, o senhor não se dedica apenas a escrever livros voltados para otema. Também tem publicações em formato de contos, prosa e versos. Por quê?Alves - Eu não tenho livros de teoria. Escrevo contos e faço isso brincando. Então, sinto prazermesmo quando estou falando sobre coisas teóricas. Mas sempre abordo o tema da educaçãopor meio de metáforas. Inclusive sob a forma de poesia. Por isso muita gente não me leva asério. Dizem que o Rubem Alves não é cientista. Não sou mesmo. E nem quero ser. Cientistas,já temos em excesso.Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT879723-1666-3,00.html – 1º/12/2009 – adaptado.QUESTÃO 01 (Descritor: Identificar tópicos e subtópicos em textos argumentativos.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Inferência, efeitos de sentido.Conforme argumentos da entrevista, a falta do desejo de aprender dos alunos na EducaçãoASSOCIA-SE à inércia geral provocadaa) pelas escolas.b) pelos professores.c) pelos próprios alunos.d) pela sociedade.e) pelos pais.
  3. 3. QUESTÃO 02 (Descritor: Distinguir, em um texto, sua ideologia, seu discurso metafórico.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Inferência, efeitos de sentido.A metáfora utilizada no termo ferramenta, com objetivo em atingir a forma estratégicaEducacional de cada cidadão, DEVE constituir, segundo Rubem Alves,a) o que a sociedade quer ensinar aos alunos a respeito da vida.b) o que o professor quer ensinar aos alunos a respeito da vida.c) o que cada escola precisa ensinar aos alunos a respeito da vida.d) o que o aluno quer realmente aprender a respeito de sua vida.e) o que um aluno quer ensinar a outro aluno a respeito da vida.QUESTÃO 03 (Descritor: Explicar efeitos de sentido de marcas das relações sociais entreinterlocutores em enunciados apresentados.)Nível de dificuldade: Fácil.Assunto: Inferência, efeitos de sentido.Conforme contexto e opiniões de Rubem Alves, Educação CONSISTEa) nos processos de ensinar e aprender ocorridos apenas nas escolas.b) nos processos de ensinar e aprender ocorridos em toda a vida do aprendiz na socialização.c) nos processos de ensinar e aprender ocorridos na escola superior determinada por cadaaprendiz.d) nos processos tecnológicos, conforme instrumentos e ferramentas em uma determinadacomunidade.e) nos processos de ensinar e aprender, conforme separação espacial entre o professor e oaprendiz.As questões 04, 05 e 06 referem-se ao artigo referente à Copa do Mundo 2010, ao grupoem que o Brasil faz parte, comunicado no Globo Esporte – programa de telejornalesportivo exibido pela Rede Globo de Televisão.Brasil cai em grupo difícil na Copa junto com Portugal e Costa do MarfimSeleção brasileira fica no Grupo G, o preferido da comissão técnica, e também enfrenta a fraca Coreia do Norte naprimeira fase(Gustavo Poli, Rafael Pirrho e Zé Gonzalez – Direto da Cidade do Cabo, África do Sul)O Brasil não deu a sorte dos últimos mundiais e caiu em um dos grupos mais difíceisda Copa do Mundo de 2010. No sorteio, que aconteceu no início de dezembro de 2009, naCidade do Cabo, na África do Sul, a seleção vai enfrentar, na primeira fase, Portugal, deCristiano Ronaldo, a Costa do Marfim, de Didier Drogba, e a Coreia do Norte.O sorteio começou bem para o time de Dunga, que caiu como cabeça de chave doBrasil do Grupo G, justamente o preferido pela comissão técnica. Desta forma, a seleção fariamenos deslocamentos durante a Copa do Mundo e jogaria as duas primeiras partidas nacapital, Joanesburgo. O primeiro país sorteado para o grupo brasileiro também agradou: aCoreia do Norte. Mas aí os ventos parecem ter mudado de lado. E levaram Costa do Marfim ePortugal para o lado da seleção.O Brasil estreia na Copa do Mundo no dia 15 de junho, em Joanesburgo, contra aCoreia do Norte, no estádio Ellis Park, local em que a seleção conquistou a Copa dasConfederações neste ano. No dia 20 de junho, o Brasil encara a Costa do Marfim, novamenteem Joanesburgo, mas no estádio Soccer City. E encerra a participação na primeira fase no dia25 de junho, contra Portugal, em Durban.Dos adversários da primeira fase, a seleção já enfrentou em Copas do Mundo apenasPortugal. E a lembrança não é boa. Foi em 1966, quando o Brasil foi eliminado na primeira fase
  4. 4. após perder por 3 a 1 para os portugueses. Curiosamente, Portugal conta com jogadoresnascidos em terras brasileiras como o meia Deco, o zagueiro Pepe e o atacante Liedson.Se ficar em primeiro lugar no Grupo G, o Brasil pode enfrentar Espanha, Itália,Argentina e Alemanha apenas na final se essas seleções também ficarem na liderança naprimeira fase. E em um caminho mais fácil, o Brasil teria pela frente Chile ou Suíça nas oitavas,Holanda ou Paraguai nas quartas, França e Inglaterra na semifinal.Fonte: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1403576-17852,00-html – 5/12/2009 –adaptado.
  5. 5. QUESTÃO 04 (Descritor: Identificar marcas linguísticas de articulação entre as fases de umtexto argumentativo.)Nível de dificuldade: Fácil.Assunto: Inferência, efeitos de sentido.O fato de o Brasil não dar a sorte dos últimos mundiais, caindo em um dos grupos mais difíceisda Copa do Mundo de 2010, pode ser inferido, segundo o contexto,a) pela participação pouco efetiva do treinador da seleção brasileira, Dunga.b) pela estreia no dia 15 de junho, em Joanesburgo, capital da África do Sul, contra a Coreia doNorte.c) pela participação de duas fortes seleções muito bem conceituadas: Portugal e Costa doMarfim.d) pelo fato de poder enfrentar posteriormente, se ficar em primeiro lugar no grupo, paísescomo a Itália, a Argentina e a Alemanha.e) pelo destaque de dois grandes futebolistas de seleções adversárias: Cristiano Ronaldo(português) e Didier Drogba (costa-marfinense).QUESTÃO 05 (Descritor: Identificar modos de organização da composição textual –sequências textuais (tipos textuais narrativo, descritivo, argumentativo, injuntivo, dialogal).)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Tipologia Textual/Tipos Textuais.Tipologia textual (ou Tipo Textual) é a forma como um texto se apresenta.Analisando o artigo, conforme o grupo no qual o Brasil passou a fazer parte na Copa do Mundode 2010, INFERIMOS que os principais tipos textuais apresentados e utilizados pelosjornalistas SÃO:a) Narração e Descrição.b) Narração e Injunção.c) Injunção e Argumentação.d) Descrição e Argumentação.e) Narração e Argumentação.QUESTÃO 06 (Descritor: Identificar os recursos linguísticos de coesão nominal (ou coesão porremissão) disponíveis na língua.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Classes de palavras, coesão, coerência, efeitos de sentido....o Brasil teria pela frente Chile ou Suíça nas oitavas, Holanda ou Paraguai nasquartas, França e Inglaterra na semifinal.O fragmento do artigo identifica a coerência do enunciado pela utilização do modo e do tempoverbal no futuro do pretérito, ESTABELECENDOa) uma situação condicional ao Brasil, conforme o que poderá ser estabelecido nas regras daCopa do Mundo 2010.b) uma situação do que realmente acontecerá ao Brasil, por ter sido incluso no Grupo G, comgrandes seleções rivais.c) uma situação de ordem ao Brasil, conforme regras estabelecidas aos grupos selecionadosna cidade de Cabo, na África do Sul.
  6. 6. d) uma situação do que realmente aconteceu ao Brasil, por ter sido incluso no Grupo G, comgrandes seleções rivais.e) uma situação de algo que é solicitado ao Brasil, conforme confronto com grandes rivais noGrupo G e as possibilidades de enfrentar países como Chile ou Suíça nas oitavas.As questões 07, 08 e 09 referem-se à charge de humor publicada no Jornal Comércio doJahu, em uma região do Estado de São Paulo (unidade federativa), no dia 21/11/2009.Fonte: http://chargesdejornais.blogspot.com/2009_12_06_archive.html– 8/12/2009 – adaptado.QUESTÃO 07 (Descritor: Identificar o caráter marcadamente ideológico e discriminatório dostextos humorísticos (piadas, charges, cartuns, tirinhas etc).)Nível de dificuldade: Fácil.Assunto: Ironia, linguagem verbal, linguagem não-verbal.Uma ironia consiste em poder dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender umadistância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos.A ironia contida na charge exibe o contrário daquilo que é dito e aquilo que podemos pensar aoa) compararmos a linguagem verbal de um personagem e a linguagem não-verbal caricatural.b) observarmos a sarcástica linguagem verbal de um personagem.c) percebermos a contradição das duas linguagens expostas nos dois personagens: verbal enão-verbal.d) observarmos a linguagem não-verbal colocada de forma sarcástica no fato caricatural.e) identificarmos o tipo textual utilizado na fala de um personagem: argumentação (Boanotícia!).QUESTÃO 08 (Descritor: Distinguir, em um texto, sua ideologia, seu discurso irônico.)Nível de dificuldade: Fácil.Assunto: Ironia, efeitos de sentido.O discurso presente na fala do primeiro personagem – Boa notícia! –, conforme a imagem dacharge, PODE ser inferido pelo leitor do jornal, de acordo com a ironia das dificuldadesfinanceiras presentes em toda sociedade,a) como boa situação, deixar de pagar o IPTU com aumento.b) como má situação, por ser impossível deixar de pagar o IPTU.c) como boa situação, por não possuir algo estabelecido para pagar o IPTU.d) como má situação sempre vivenciada, pagando ou deixando de pagar o IPTU.e) como boa ou má situação, dependendo da situação vivenciada por um cidadão.
  7. 7. QUESTÃO 09 (Descritor: Explicar efeitos de sentido das marcas das relações sociais ehierárquicas entre interlocutores em enunciados apresentados.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Inferência, contexto.A charge apresentada pretende, pelo humor, transmitir aos leitores do jornala) a crise financeira relacionada ao aumento do IPTU (Imposto sobre a propriedade Predial eTerritorial Urbana).b) a crise política e financeira relacionada ao imposto brasileiro instituído pela ConstituiçãoFederal, em que a incidência se dá a respeito da propriedade urbana.c) a crise financeira que envolve, provavelmente, uma das tensões familiares: o fato de ter ou ofato de não ter uma propriedade predial e territorial.d) a crise financeira que traz como consequências desemprego generalizado, alterações dospreços, depreciação de valores, perdas de propriedades etc.e) a crise econômica de 2008, que atingiu a economia de todo o planeta, sendo a mais fortecrise desde a Crise de 1929.As questões 10, 11 e 12 referem-se ao poema criado pelo jornalista, tradutor, críticoliterário e poeta brasileiro Mário Faustino (1930-1962), nascido na cidade de Teresina,capital no Estado do Piauí.O mundo que venci deu-me um amorO mundo que venci deu-me um amor,Um troféu perigoso, este cavalo,Carregado de infantes couraçados.O mundo que venci deu-me um amorAlado galopando em céus irados,Por cima de qualquer muro de credo,Por cima de qualquer fosso de sexo.O mundo que venci deu-me um amorAmor feito de insulto e pranto e riso,Amor que força as portas dos infernos,Amor que galga o cume ao paraíso.Amor que dorme e treme. Que despertaE torna contra mim, e me devoraE me rumina em cantos de vitória...Fonte: http://www.fflch.usp.br/dlcv/vcamilo/M%E1rio%20Faustino%20-%20Antologia.pdf – 8/12/2009 – adaptado.QUESTÃO 10 (Descritor: Identificar os mecanismos básicos de coesão.)Nível de dificuldade: Difícil.Assunto: Figuras de linguagem.Um tipo de figura de linguagem que consiste na exposição no aspecto semântico de ideiasopostas, como nos versos do soneto de Mário Faustino a respeito do amor – credo/sexo;pranto/riso; infernos/paraíso – É classificado comoa) personificação.b) metáfora.c) ironia.d) antítese.
  8. 8. e) paradoxo.QUESTÃO 11 (Descritor: Identificar tópicos e subtópicos em textos argumentativos.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Inferência.O amor doado pelo mundo, conforme inferência dos versos citados no poema, PODE estarassociado, principalmente,a) à dedicação, ao zelo e ao trabalho.b) à afeição, à liberdade e ao gosto.c) à situação, à lei natural e à força.d) à inspiração, à paixão e à arte.e) ao desejo, à expressão e ao pedido.QUESTÃO 12 (Descritor: Identificar mecanismos básicos de coesão.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Inferência, conjugação verbal.Pensando no amor, conforme contexto do poema, constituir uma ação criada durante a vida,enquanto cada ser humano sobrevive, o título, comparando com o próprio momento em que opersonagem fala, PODE ser substituído pora) O mundo que eu venceria dar-me-ia um amor.b) O mundo que eu vença dê-me um amor.c) O mundo que eu vencera dera-me um amor.d) O mundo que eu venço dá-me um amor.e) O mundo que eu vencerei dar-me-á um amorAs questões 13, 14 e 15 referem-se à sátira imagem utilizada num blog, ironizando abrincadeira de uma suposta dica de outdoor para o refrigerante PEPSI, com determinadasituação interdiscursiva relacionada ao ator Fábio Assunção.Fonte: http://lh6.ggpht.com/_KqXeOEStktE/StsyWLf-bsI/AAAAAAAAFQU/on5qHgSzB3s/s1600-h/Pepsi[3].jpg –8/12/2009 – adaptado.
  9. 9. QUESTÃO 13 (Descritor: Distinguir, em um texto, sua ideologia, seu discurso metafórico ouirônico.)Nível de dificuldade: Fácil.Assunto: Ironia, ambiguidade, efeitos de sentido.A suposta frase utilizada pelo ator Fábio Assunção como um personagem, no intuito de ironizara propaganda do refrigerante PEPSI – “Eu deixei a coca.‖ – associa a ambiguidade de umamensagem de dois sentidos,a) com o fato de começar a tomar o refrigerante PEPSI, deixando o refrigerante concorrente,COCA-COLA, um dos mais vendidos e utilizados em todo o mundo.b) com o fato de deixar de usar cocaína (droga alcalóide derivada do arbusto coca), além dedeixar de usufruir o refrigerante concorrente da PEPSI, a COCA-COLA.c) com a situação de saúde enfrentada pelo ator, como usuário de cocaína, causando,provavelmente, vários problemas durante as gravações de uma novela exibida em 2008 pelaRede Globo de Televisão.d) pelo grande sucesso do ator associado ao refrigerante PEPSI, o contrário do grandesucesso da concorrente COCA-COLA, uma das mais vendidas em todo o mundo.e) pelo fato de um famoso ator de novela brasileira, devendo exibir o conhecido „corpo sarado‟tomar um refrigerante gaseificado de forma exagerada, questão pouco adequada à saúde.QUESTÃO 14 (Descritor: Explicar efeitos de sentido de marcas das relações sociais ehierárquicas entre interlocutores em enunciados apresentados.)Nível de dificuldade: Difícil.Assunto: Humor negro, inferência, efeitos semânticos.Humor negro designa-se o humor que choca pelo emprego de elementos mórbidos e/oumacabros em situações cômicas.Fonte: http://www.scribd.com/doc/9237277/O-SIGNIFICADO-DO-HUMOR – 8/12/2009 – adaptado.O humor negro identificado na imagem que brinca com uma propaganda “criativa” dorefrigerante PEPSI ESTÁ relacionado ao elemento mordaz (ironia um tanto cruel) originadopela situação em relaçãoa) ao fato de o ator destacar o refrigerante PEPSI, dizendo que deixou a concorrente COCA-COLA mesmo estando impossibilitado, ainda, em virtude da crise de abstinência causada peladependência, de abandonar o uso abusivo de cocaína, o que traz graves doenças.b) ao outro sentido com o vocábulo deixar, demonstrando a nova embalagem e a novalogomarca exibida pela PEPSI desde 2008, evidenciado a modernidade em deixar determinadaetapa, evoluindo a novos sucessos e facilitar as vendas.c) à provável opção de o refrigerante PEPSI acusar a concorrente COCA-COLA em trazer osefeitos colaterais perversos na saúde (refrigerante de noz-de-cola), mesmo sem comprovaçãocientífica ou consenso a respeito do assunto.d) ao sarcasmo associado ao sucesso do ator como protagonista na última novela em queparticipou, exibida pela Rede Globo de Televisão, além da dificuldade causada pelo uso decocaína, tornando-o dependente da situação que ocasiona problemas de saúde.e) ao vício do uso de drogas por algumas pessoas na sociedade, o que causa prejuízospsicológicos, além de doenças caracterizadas pela dependência incapaz de ser controlada eabandonada pelo paciente, trazendo síndrome de abstinência.
  10. 10. QUESTÃO 15 (Descritor: Identificar mecanismos básicos de coesão.)Nível de dificuldade: Fácil.Assunto: Figuras de linguagem.A frase presente na fala do personagem Fábio Assunção, ―Eu deixei a coca.‖, é caracterizadapor uma figura de linguagem em recurso semântico que consiste no emprego de um termo poroutro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles: Deixei detomar o refrigerante Coca, não a empresa Coca propriamente dita. Essa figura de linguagemnos recursos linguísticos É conhecida comoa) Metonímia.b) Metáfora.c) Elipse.d) Eufemismo.e) Clímax.As questões 16, 17 e 18 referem-se ao artigo publicado no Jornal Correio Brasiliense, arespeito da possível eleição da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, para aeleição presidencial no Brasil de 2010.(DEU NO CORREIO BRAZILIENSE)O ESPELHO DE DILMAA gestão da imagem da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), virou o xisda questão eleitoral para o Palácio do Planalto. Até agora, esteve a cargo do marqueteiro dopresidente Luiz Inácio Lula da Silva, João Santana, responsável pela campanha da reeleiçãode Lula em 2006.Dois bruxos do nosso marketing político, porém, foram chamados a dar pitacos sobre aimagem de Dilma: Duda Mendonça, o criador do ―Lulinha paz e amor‖ da campanha de 2002, eNizan Guanaes, que inventou a mão espalmada do ex-presidente Fernando Henrique Cardosoem 1994. O estado-maior do projeto Dilma-2010 anda inquieto e pede socorro por causa doíndice de rejeição de Dilma nas pesquisas. A imagem voluntarista de ―Mãe do PAC‖, fruto deuma tirada de palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi volatilizada pela vida comoela é.Primeiro, veio a crise econômica mundial, que deu ao governo o discurso atual —nacionalista, estatizante, desenvolvimentista —, mas fez o PAC e tudo o mais atrasar um ano.Depois, a doença de Dilma, que tirou a ministra dos palanques oficiais por um tempo e aobrigou a andar de peruca. Está chegando a hora de ela mostrar o cabelo Joãozinho.E buscar o caminho mais curto e seguro para aumentar o grau de conhecimento(somente 32% a conhecem bem ou mais ou menos) sem aumentar o nível de rejeição (41%não votariam nela de jeito nenhum), revertendo a tendência sinistra revelada pela últimapesquisa do Ibope/CNI.Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=o-espelho-de-dilma&cod_Post=248411&a=111 – 9/12/2009 –adaptado.
  11. 11. QUESTÃO 16 (Descritor: Identificar os recursos linguísticos de articulação disponíveis nalíngua.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Contexto, vocábulo, significado.A metáfora utilizada pelo vocábulo espelho, associada à imagem, ao fator crítico da ministra-chefe da Casa Civil, intercala-se a outros termos no contexto do artigo, mantendo o mesmosentido, conforme exemplos a seguir, EXCETO:a) gestão da imagem.b) xis da questão eleitoral.c) imagem voluntarista.d) vida como ela é.e) cabelo Joãozinho.QUESTÃO 17 (Descritor: Identificar os mecanismos básicos de coesão.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Contexto, coesão, coerência, efeitos de sentido, inferência.A imagem voluntarista de ―Mãe do PAC‖, fruto de uma tirada de palanque do presidente LuizInácio Lula da Silva, foi volatilizada pela vida como ela é.O fragmento do artigo acima especificado pode ser inferido, DE ACORDO com o contexto,a) pelo destaque do projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – programa dogoverno federal que engloba um conjunto de políticas econômicas com o objetivo de acelerar ocrescimento econômico do Brasil –, sob responsabilidade da ministra-chefe da Casa Civil.b) pela queda do projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – programa dogoverno federal que engloba um conjunto de políticas econômicas com o objetivo de acelerar ocrescimento econômico do Brasil –, sob responsabilidade da ministra-chefe da Casa Civil.c) pela infraestrutura do projeto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – programado governo federal que engloba um conjunto de políticas econômicas com o objetivo deacelerar o crescimento econômico do Brasil –, sob responsabilidade da ministra-chefe da CasaCivil.d) pela crise financeira mundial, desestabilizando o investimento no projeto do Programa deAceleração do Crescimento (PAC) – programa do governo federal que engloba um conjunto depolíticas econômicas com o objetivo de acelerar o crescimento econômico do Brasil –, sobresponsabilidade da ministra-chefe da Casa Civil.e) pela doença da ministra-chefe da Casa Civil, dificultando o desenvolvimento do projeto desua responsabilidade, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – programa dogoverno federal que engloba um conjunto de políticas econômicas com o objetivo de acelerar ocrescimento econômico do Brasil.
  12. 12. QUESTÃO 18 (Descritor: Explicar os efeitos de sentido de marcas das relações sociais ehierárquicas entre interlocutores em enunciados apresentados.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Discurso.O discurso político é, por excelência, o lugar de um jogo de máscaras. Toda palavrapronunciada no campo político deve ser tomada ao mesmo tempo pelo que ela diz e não diz.Jamais deve ser entendida ao pé da letra, numa transparência ingênua, mas como resultadode uma estratégia cujo enunciador nem sempre é soberano. Patrick Charaudeau (professor deCiências da Linguagem na Universidade de Paris XII e diretor do Centro de Análise doDiscurso) mostra o que escondem e o que revelam os políticos quando falam e quais osartifícios que utilizam para persuadir e seduzir os seus interlocutores. Coloca em evidência,ainda, as condições gerais de emergência e as estratégias que se oferecem a todo atorpolítico, quaisquer que sejam as ideias e as posições por ele defendidas, e demonstra comouma mesma estratégia pode ser empregada em lugares diferentes do tabuleiro político.Fonte: http://www.editoracontexto.com.br/produtos.asp?cod=277 – 9/12/2009 – adaptado.Segundo as informações acima, o discurso político brasileiro referente à imagem da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), conforme contexto do artigo, VISA ser estruturadoa) pelo grande apoio do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também do PT, procurandosempre incentivar a candidatura da política e elevar o percentual da pesquisa do Ibope/CNI.b) pela dica de utilização de uma mão espalmada, já trabalhada pelo ex-presidente FernandoHenrique Cardoso, como forma de impor sua força, sua autoridade e sua dominação.c) pelo briefing associado às linguagens verbais e não-verbais de persuasão definidas eorientadas por experientes marqueteiros políticos, como Duda Mendonça e Nizan Guanaes.d) pela reestruturação como voluntarista de Mãe do PAC (Programa de Aceleração doCrescimento), de forma a persuadir o público pelo cuidado com a alavancagem financeira nopaís.e) pelo cuidado em exibir a vida, a situação, como ela é, conforme metáfora estabelecida comcausas da doença, obrigando-a em andar de peruca, o contrário dos cabelos curtos, como o deJoãozinho.As questões 19, 20 e 21 referem-se ao anúncio de divulgação pelo Dia Internacional daPessoa com Deficiência, associado ao objetivo do trabalho voluntário – atividadedesempenhada no uso e gozo da autonomia do prestador do serviço ou trabalho, semrecebimento de qualquer contraprestação que importe em remuneração ou obtenção delucro.DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIANo dia 14 de outubro de 1992 a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas(ONU) instituiu o dia 3 de dezembro como o dia internacional do deficiente físico. Esse dia
  13. 13. serve para conscientizar, comprometer e fazer com que os programas de ação conseguissemmodificar as circunstâncias de vida dos deficientes em todo o mundo. As entidades mundiaisda área esperam que com a criação do Dia Internacional todos os países passem a comemorara data, gerando conscientização, compromisso e ações que transformem a situação dosdeficientes no mundo. O sucesso da iniciativa vai depender diretamente do envolvimento dacomunidade de portadores de deficiência que devem estabelecer estratégias para manter otema em evidência.Fontes: http://www.voluntariosemacao.org.br/archive/200912 / http://www.cedipod.org.br/Dia3.htm – 10/12/2009 –adaptado.QUESTÃO 19 (Descritor: Explicar os efeitos de sentido de marcas das relações sociais ehierárquicas entre interlocutores em enunciados apresentados.)Nível de dificuldade: Fácil.Assunto: Discurso, linguagem não-verbal, efeitos de sentido.O impacto trazido aos interlocutores, aos leitores do discurso divulgado pelo anúncio, arespeito do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Física, PODE ser identificado,principalmente,a) pelo interdiscurso relacionado à personagem da novela exibida na Rede Globo de Televisão– Viver a Vida –, em que a atriz Alline Moraes interpreta Luciana, jovem que por grave acidenteadapta-se à realidade de um deficiente físico.b) com a utilização do termo Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU),cujo objetivo é facilitar a cooperação em matéria de direito internacional, segurança edesenvolvimento econômico.c) pelo termo social e atrativo utilizado no próprio título – Pessoa com Deficiência Física –característica dos problemas que ocorrem no cérebro ou sistema locomotor, e levam a um maufuncionamento ou paralisia dos membros inferiores e/ou superiores.d) com a linguagem não-verbal criada pelo símbolo de deficiente físico, montado com aatenção e a união de vários indivíduos da sociedade.e) pela comunicação a respeito do termo Dia Internacional, tendo sempre origem nasmanifestações promovidas pela ONU – Organização das Nações Unidas.QUESTÃO 20 (Descritor: Identificar modos de organização da composição textual –sequências textuais (tipos textuais narrativo, descritivo, argumentativo, injuntivo, expositivo,dialogal).)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Tipologia Textual/Tipo Textual, discurso, linguagem verbal e linguagem não-verbal.Tipologia textual (ou Tipo Textual) é a forma como um texto se apresenta.O discurso desenvolvido pelo artigo, padronizado por linguagem verbal e linguagem não-verbal, ESTABELECE no contexto os tipos textuais sancionados pela formaa) descritiva, narrativa e injuntiva.b) dissertativa, argumentativa e expositiva.c) expositiva, narrativa e argumentativa.d) descritiva, narrativa e argumentativa.e) descritiva, narrativa e expositiva.
  14. 14. QUESTÃO 21 (Descritor: Explicar os efeitos de sentido de marcas das relações sociais ehierárquicas entre interlocutores em enunciados apresentados.)Nível de dificuldade: Médio.Assunto: Inferência, efeitos de sentido.O objetivo do artigo, visando comprometer e fazer com que os programas de ação consigammodificar as circunstâncias de vida dos deficientes de todo mundo, associada ao símbolocriado na linguagem não-verbal do discurso, pretende alertar os interlocutores que todo serhumano deve, sempre,a) observar o símbolo informativo de um deficiente físico: pessoa cujo movimento manual oueletrônico realiza-se em uma locomoção de um ocupante montado em uma cadeira de rodas.b) ficar atento a cada portador de deficiência que faz parte de sua família, do grupo no qual seencontra inserido e intercalado.c) valorizar e se envolver como um indivíduo, independente das circunstâncias causadas pelasdiferentes situações e dificuldades de cada pessoa.d) se conscientizar a respeito de cada Dia Internacional divulgado pela ONU – Organizaçãodas Nações Unidas –, valorizando a situação de cada indivíduo.e) se lembrar do dia 3 de dezembro – Dia Internacional da Pessoa com Deficiência Física.(Universidade Federal de São Carlos – SP – 2003 – adaptado)QUESTÃO 22 (Descritor: Identificar mecanismos básicos de coesão.)Nível de dificuldade: Difícil.Assunto: Regência verbal e pronome relativo que.Assinale a alternativa CORRETA quanto à regência.a) A peça que assistimos foi muito boa.b) Estes são os livros que precisamos.c) Esse foi um ponto que todos se esqueceram.d) Guimarães Rosa é o escritor que mais aprecio.e) O ideal que aspiramos é conhecido por todos.
  15. 15. (Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM –2009 – adaptado)QUESTÃO 23 (Descritor: Entender as diferentes variedades do português brasileiro comoelemento de identidade cultural.)Nível de dificuldade: Fácil.Assunto: Linguagem formal, linguagem informal.Gerente – Boa tarde. Em que posso ajudá-lo?Cliente – Estou interessado em financiamento para compra de veículo.Gerente – Nós dispomos de várias modalidades de crédito. O senhor é nosso cliente?Cliente – Sou Júlio César Fontoura, também sou funcionário do banco.Gerente – Julinho, é você, cara? Aqui é a Helena! Cê tá em Brasília? Pensei que inda tivessena agência de Uberlândia! Passa aqui pra gente conversar com calma!Bortoni-Ricardo. S.M. Educação em língua materna. São Paulo: Parábola,2004 (adaptado).Na representação escrita da conversa telefônica entre a gerente do banco e o cliente, observa-se que a maneira de falar da gerente foi alterada de repente DEVIDOa) à adequação de sua fala à conversa com um amigo, caracterizada pela informalidade.b) à iniciativa do cliente em se apresentar como funcionário do banco.c) ao fato de ambos terem nascido em Uberlândia (Minas Gerais).d) à intimidade forçada pelo cliente ao fornecer seu nome completo.e) ao seu interesse profissional em financiar o veículo de Júlio.
  16. 16. (Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG –2009 – adaptado)QUESTÃO 24 (Descritor:Identificar tópicos esubtópicos e textosargumentativos.)Nível de dificuldade: Fácil.Assunto: Inferência.Leia este texto:Violência contra a mulher, Estado “mete a colher”―A violência contra a mulher não é o mundo que a gente quer.‖ Palavra de ordemtradicional das passeatas e manifestações do movimento feminista em todo o Brasil, essa frasemostra que o anseio por construir uma sociedade sem violência doméstica ainda é temaprincipal para as mulheres.Segundo pesquisa Ibope e Instituto Patrícia Galvão, de 2006, 33% dos entrevistadosapontam a violência contra a mulher, dentro e fora de casa, como o problema que maispreocupa a brasileira na atualidade.Em 2001, quando a Fundação Perseu Abramo realizou a primeira investigação comabrangência nacional sobre a vida das mulheres brasileiras, os números já indicavam umasituação alarmante: a cada 15 segundos, uma mulher era espancada no Brasil. Depois dapesquisa ―A Mulher Brasileira nos Espaços Públicos e Privados‖, outras foram feitas e osnúmeros mostram que a realidade da violência doméstica não mudou. Pesquisa realizada esteano pelo ‗DataSenado‘ constata que, em cada cem mulheres brasileiras, quinze vivem ou jáviveram algum tipo de violência doméstica.Não adianta justificar, como fazem alguns legisladores e chefes do Executivo, que todaa sociedade está mais violenta no geral ou que as mulheres estão ―entrando‖ cada dia mais nomundo do crime. As mulheres continuam apanhando, são xingadas, espancadas e mortas, emsua grande maioria, dentro de casa, e os criminosos são homens da sua confiança:companheiro, marido, pai ou namorado.Teoria e Debate, n. 74, nov./dez.2007. (adaptado)Com base na leitura desse texto, é CORRETO afirmar quea) a maioria dos entrevistados pelo Ibope e Instituto Patrícia Galvão, em 2006, apontou aviolência doméstica como o principal problema brasileiro da atualidade.b) a pesquisa do „DataSenado‘ constatou que quinze, em cada grupo de cem mulheres, jásofreram algum tipo de violência dentro e fora do lar.c) a violência contra a mulher, independentemente das explicações de certas autoridades, éuma realidade no Brasil e que ultrapassa o espaço doméstico.d) os agressores, segundo as pesquisas feitas, são, num percentual de 33%, homens com osquais as mulheres agredidas mantêm laços conjugais.e) após a pesquisa A Mulher Brasileira nos Espaços Públicos e Privados, outros projetosmostraram alterações na realidade da violência doméstica.GABARITO DAS QUESTÕES OBJETIVASQUESTÃO 01 D QUESTÃO 13 B
  17. 17. QUESTÃO 02 D QUESTÃO 14 EQUESTÃO 03 B QUESTÃO 15 AQUESTÃO 04 C QUESTÃO 16 CQUESTÃO 05 E QUESTÃO 17 BQUESTÃO 06 A QUESTÃO 18 CQUESTÃO 07 A QUESTÃO 19 DQUESTÃO 08 D QUESTÃO 20 EQUESTÃO 09 C QUESTÃO 21 CQUESTÃO 10 D QUESTÃO 22 DQUESTÃO 11 C QUESTÃO 23 AQUESTÃO 12 D QUESTÃO 24 C

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