O processador

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O processador

  1. 1. COLÉGIO DR: LUIS PEREIRA DA COSTA Disciplina: SDAC Disciplina: SDAC Prof. Luís Correia Aluno: Kelvy Pires Turma: D; Ano: 11º Data: 15/06/12 1
  2. 2. ÍndiceHistórias dos Processadores.......................................................................................................... 3Precursores da CPU modernizam: anos 40, 50 e 60 ..................................................................... 3Funcionamento do Processador ................................................................................................... 5Partes do Processador................................................................................................................... 5Componentes ................................................................................................................................ 6Unidade lógica e aritmética .......................................................................................................... 6Unidade de Controle ..................................................................................................................... 6Registradores ................................................................................................................................ 8Processadores Modernos ............................................................................................................ 10Geração Pré-x86 .......................................................................................................................... 10A família x86 de 16 bits ............................................................................................................... 10Entram as CPUs de 32 bits (x86-32) ............................................................................................ 11A guerra entre Intel e AMD ......................................................................................................... 11A lei de Moore ............................................................................................................................. 12Multicore: o fim da lei de Moore ................................................................................................ 12Anos 2000: a era de 64 bits ......................................................................................................... 13Intel Core ..................................................................................................................................... 13Conclusão .................................................................................................................................... 14Web grafia ................................................................................................................................... 14 2
  3. 3. Histórias dos ProcessadoresO processador, também conhecido como CPU, é peça fundamental dos computadores.E não estamos falando apenas dos famosos PCs, telemóveis, vídeo games,smartphones, tablets: todos esses dispositivos precisam de processadores parafuncionar. Esse componente tão vital é responsável por carregar e realizar asoperações aritméticas e lógicas de que os programas de computador fazem uso.Portanto, nada funciona sem a famosa CPU.Levou décadas para que chegássemos aos modelos atuais de processadores. Naverdade, demoramos alguns anos para chegar também à ideia que temos hoje decomo uma CPU funciona. Antes, os softwares não eram compatíveis com todos osmodelos de computador, já que eles eram desenvolvidos especificamente para cadamáquina.Isso estava relacionado ao fato de que cada computador era como uma plataformadiferente. Muitas vezes, existia incompatibilidade até mesmo entre modelos de ummesmo fabricante. Por incrível que pareça, isso não chegava a ser uma barreirapreocupante, visto que a produção de software ainda não era alta e não existiammuitos programas disponíveis.Precursores da CPU modernizam: anos 40, 50 e 60Painéis do ENIAC em exposição na Universidade da Pensilvânia (Fonte da imagem:Wikimedia Commons)Os primeiros computadores, anteriores à década de 50, possuíam um diferencialconsiderável, se comparados com as máquinas de hoje: eles não eram capazes dearmazenar programas. Alguns deles, como o ENIAC, que teve seu desenvolvimentoiniciado em 1943, tinham inicialmente o plano de armazenamento de softwares em 3
  4. 4. seu interior. Mas, para agilizar o lançamento da máquina, essa ideia acabou ficandopara trás.Dessa forma, o ENIAC tinha que ser modificado fisicamente cada vez que uma tarefadiferente fosse executada. Cabos deveriam ser reposicionados, chaves ligadas oudesligadas e um novo programa ser carregado. Era dessa forma que o processamentoem si era realizado.EDVAC instalado no Laboratório de Pesquisas Balísticas dos EUAEm 1945, a ideia de uma unidade central de processamento capaz de executar diversastarefas foi publicada por John Von Neumann. Chamado de EDVAC, o projeto dessecomputador foi finalizado em 1949. Essa é a origem dos primeiros modelos“primitivos” de processadores da forma como os conhecemos. Além disso, o EDVAC eoutros computadores, como o Mark I, da Universidade de Harvard, marcam o início daera dos computadores modernos, capazes de armazenar programas.Durante a década de 50, a organização interna dos computadores começou a serrepensada. Esse foi o momento em que os processadores começaram a ganharfuncionalidades básicas, como registradores de índices, operandos imediatos edetecção de operadores inválidos.No início da década de 60, a IBM desenvolveu uma nova abordagem: planejou umafamília de computadores que poderiam executar o mesmo software, com poder deprocessamento e preços diferentes. Com isso, os programas não seriam maisdependentes de máquina, mas compatíveis entre todos esses modelos.Para colocar isso em prática, a IBM acabou criando um computador virtual conhecidocomo System/360, ou simplesmente S/360. Podemos pensar nesse sistema como umconjunto de instruções e capacidades que todos os computadores da família S/360teriam em comum. 4
  5. 5. Funcionamento do Processador Central Processing Unit – Unidade Central de Processamento, as instruções(processos) que ele executa consistem em operações matemáticas e lógicas, além deoperações de busca, leitura e gravação de dados. Um conjunto organizado deinstruções, forma um programa. Todas essas operações são executadas na linguagemde máquina os processadores trabalham apenas com linguagem de máquina (lógicabooleana). E realizam as seguintes tarefas: – Busca e execução de instruções existentesna memória. Os programas e os dados que ficam gravados no disco (disco rígido oudisquetes), são transferidos para a memória. Uma vez estando na memória, oprocessador pode executar os programas e processar os dados; – Controle de todos oschips do computador.Partes do ProcessadorO processador é composto basicamente de quatro partes: Unidade lógica e aritmética (ULA) ou em inglês Arithmetic Logic Unit (ALU) é a unidade central do processador (Central Processing Unit, ou simplesmente CPU), que realmente executa as operações aritméticas e lógicas referenciadas pelos opcodes. É, na verdade, uma “grande calculadora electrónica” do tipo desenvolvido durante a II Guerra Mundial, e sua tecnologia já estava disponível quando os primeiros computadores modernos foram construídos. Unidade de controle, responsável por gerar todos os sinais que controlam as operações no exterior do CPU, e ainda por dar todas as instruções para o correto funcionamento interno do CPU; a apoiá-la/o terá a colaboração de uma outra estrutura/actor (o descodificador de instruções). Registradores são outro elemento, uma memória veloz que armazena comandos ou valores que serão importantes para o processamento de cada instrução. Os registros mais importantes são: – Contador de Programa (PC) – Sinaliza para a próxima instrução; – Registro de Instrução (IR) – Registra a instrução da execução; Os outros realizam o armazenamento de resultados intermediários. Memory Management Unit (MMU)é um dispositivo de hardware que transforma endereços virtuais em endereços físicos e administra a memória principal do computador. 5
  6. 6. ComponentesUnidade lógica e aritmética A Unidade lógica e aritmética (ULA) ou em inglês Arithmetic Logic Unit (ALU) é aunidade central do processador (Central Processing Unit, ou simplesmente CPU), querealmente executa as operações aritméticas e lógicas referenciadas pelos opcodes. É,na verdade, uma “grande calculadora electrónica” do tipo desenvolvido durante a IIGuerra Mundial, e sua tecnologia já estava disponível quando os primeiroscomputadores modernos foram construídos. O matemático John von Neumann propôs o conceito de ULA em 1945, quandoescreveu um relatório sobre os fundamentos para um novo computador chamadoEDVAC. A tecnologia utilizada foi inicialmente relés, herança da telefonia, eposteriormente válvulas, herança da radiofonia. Com o aparecimento dos transístores,e depois dos circuitos integrados, os circuitos da unidade aritmética e lógica passarama ser implementados com a tecnologia de semicondutores. A ULA executa as principais operações lógicas e aritméticas do computador. Elasoma, subtrai, divide, determina se um número é positivo ou negativo ou se é zero.Além de executar funções aritméticas, uma ULA deve ser capaz de determinar se umaquantidade é menor ou maior que outra e quando quantidades são iguais. A ULA podeexecutar funções lógicas com letras e com números. Resumindo: A ULA executaoperações aritméticas comuns. Também toma decisões lógicas, resolvendo sintaxeslógicas em uma programação.Unidade de Controle A Unidade de controle é responsável por gerar todos os sinais que controlam asoperações no exterior do CPU, e ainda por dar todas as instruções para o corretofuncionamento interno do CPU; a apoiá-la/o terá a colaboração de uma outraestrutura/ator (o descodificador de instruções). A unidade de controle executa trêsações básicas intrínsecas e pré-programadas pelo próprio fabricante do processador,são elas: busca (fetch), decodificação e execução. Assim sendo, todo processador, ao iniciar sua operação, realiza uma operaçãocíclica, tendo como base essas três ações. Dependendo do tipo de microprocessador, aunidade de controlo pode se ser fixa ou programável. A unidade fixa é aquela unidadeque já vem com todo o conjunto de instrução programado em uma PLA que éconstruída pelo fabricante, dentro da UC. Por exemplo: os microprocessadores8080/8085/Z80/6800/6502 possuem unidade de controle fixa. Um exemplo deunidade de controle programável pode ser visto nos processadores conhecidos comoBit Slices, essa arquitetura, além de permitir a construção das partes do computador 6
  7. 7. usando módulos básicos Bit slices, permite ao projetista de hardware programar seupróprio conjunto de instruções. Inicialmente, a UC de controlo fornece o endereço de memória de onde deveretirar um byte ou mais, conhecido como chunk, esse chunk pode conter um código deoperação-opcode, ou um operando também conhecido como dado. Lembre-se, naprimeira posição de memória deve sempre ser gravado um opcode, pois só o opcodepode informar para a UC qual ação deve ser tomada depois. Além de controlar a posição de memória que contém a instrução corrente queo computador está executando a UC, ao decodificar o opcode, informa à ULA qualoperação a executar: soma ou subtração nos processadores de 8 bits. Nosprocessadores de 16 bits podem ser efetuadas as instruções de soma, subtração,divisão e multiplicação. Em adição a essas operações que chamamos de aritméticas, a partir dadecodificação do opcode, a UC tem a capacidade de realizar operações quedenominamos operações lógicas, onde se incluem: E, Ou, Xor, comparação,deslocamento de bits para a direita e para a esquerda. Essas operações sãobasicamente as mesmas para grande maioria de microprocessadores que existem nomercado. Contudo, cada fabricante atribui a cada uma delas um mnemónico diferente,regista-os em um manual de instruções específico daquele processador, e o denominaconjunto de instruções. Uma característica muito importante de nota é que a arquitetura de umprocessador pode ser orientada de dois tipos: por registrador ou para a memória. Sefor orientada para registradores como no caso da arquitetura Intel, a ULA, apósexecutar qualquer operação lógica ou aritmética, sempre vai armazenar o resultado noacumulador. No caso de ser orientado para registradores, como é o caso dosmicroprocessadores da Motorola, nem sempre o resultado é armazenado noacumulador, podendo esse ser armazenado em qualquer posição de memória.Terminada a primeira instrução, a unidade de controlo auto incrementa um contador,chamado de contador de programa e vai para a próxima instrução (tipicamentelocalizada na próxima posição da memória (endereço de memória), a menos que ainstrução seja uma instrução de desvio informando o computador que a próximainstrução está em outra posição). 7
  8. 8. Registradores O Registrador de uma unidade central de processamento é um tipo dememória de pequena capacidade porém muito rápida, contida no CPU, utilizada noarmazenamento temporário durante o processamento. Os registradores estão no topoda hierarquia de memória, sendo assim são o meio mais rápido e caro de se armazenarum dado. São utilizados na execução de programas de computadores, disponibilizandoum local para armazenar dados. Na maioria dos computadores modernos, quando daexecução das instruções de um programa, os dados são movidos da memória principalpara os registradores, então as instruções que utilizam estes dados são executadaspelo processador, e finalmente, os dados são movidos de volta para a memóriaprincipal. As ações operativas do processador são realizadas nas suas unidadesfuncionais: na unidade aritmética e lógica – ULA (Aritmetic and Logic Unit), na unidadede ponto flutuante – UFP (Float Point Unit – FPU) ou talvez em uma unidade deprocessamento vetorial. No entanto, antes que a instrução seja interpretada e asunidades da CPU sejam acionadas, o processador necessita buscar a instrução de ondeela estiver armazenada (memória cache ou principal) e armazená-la em seu própriointerior, em um dispositivo de memória denominado registrador de instrução. Em seguida a este armazenamento da instrução, o processador deverá, namaioria das vezes, buscar dados da memória (cache, principal ou mesmo de unidadesde disco em fita) para serem manipulados na ULA. Esses dados também precisam serarmazenados em algum local da CPU até serem efetivamente utilizados. Os resultadosde um processamento (de uma soma, subtração, operação lógica, etc.) tambémprecisam, às vezes, ser guardados temporariamente na CPU, ou para seremnovamente manipulados na ULA por uma outra instrução, ou para serem transferidospara uma memória externa à CPU. Esses dados são armazenados na CPU em pequenasunidades de memória, denominadas registradores.Um registrador é, portanto, o elemento superior da pirâmide de memória, por possuira maior velocidade de transferência dentro do sistema (menor tempo de acesso),menor capacidade de armazenamento e maior custo. Analisando os diversosparâmetros que caracterizam as memórias, descritos no item anterior, temos: Tempo de acesso/ciclo de memória – por serem construídos com a mesma tecnologia da CPU, estes dispositivos possuem o menor tempo de acesso/ciclo de memória do sistema (neste caso, não é aplicável distinguir-se tempo de acesso e ciclo de memória, por serem sempre iguais), algo em torno de l0 a 20 nanos segundos, dependendo de tratar-se de CPU de um supercomputador ou de um microprocessador mais lento. Capacidade – os registradores são fabricados com capacidade de armazenar um único dado, uma única instrução ou até mesmo um único 8
  9. 9. endereço. Desta forma, a quantidade de bits de cada um é de uns poucos bits (de 8 a 64), dependendo do tipo de processador e, dentro deste, da aplicação dada ao registrador em si. Registradores de dados têm, em geral, o tamanho definido pelo fabricante para a palavra do processador, tamanho diferente dos registradores usados exclusivamente para armazenar endereços (quando há registradores com esta função específica no processador). Por exemplo, o processador Intel 80486, cuja palavra é de 32 bits, tem registradores também de 32 bits, inclusive registradores de endereços (os números que indicam os endereços de célula de memória principal do processador têm 32 bits); o processador Motorola 68000 tem registradores de dados de 32 bits (palavra de 32 bits) e registrador de endereços de 24 bits, enquanto os processadores da família IBM 43xx possuem registradores de dados de 32 bits e endereços de 24 bits. Volatilidade – registradores são memórias de semicondutores e, portanto, necessitam de energia elétrica para funcionarem. Assim, registradores são memórias voláteis. Para a CPU funcionar sem interrupção, mesmo quando eventualmente a energia elétrica para o computador é interrompida, é necessário que o sistema de computação seja ligado a um dispositivo de alimentação elétrica denominado “no-break”, o qual é constituído de bateria ou gerador de corrente, conversor AC/DC. Tecnologia – conforme mencionado no tópico anterior, os registradores são memórias de semicondutores, sendo fabricados com tecnologia igual à dos demais circuitos da CPU, visto que eles se encontram inseridos em seu interior. No entanto, há diversos modelos de tecnologia de fabricação de semicondutores, uns com tempo de acesso maior que outros, custos e capacidade de armazenamento, no mesmo espaço físico, diferentes. Tecnologias bipolares e MOS (“metal oxide semicondutor”) são comuns na fabricação de registradores, sendo descritas na disciplina “Circuitos Lógicos”. Temporariedade – os registradores são memórias auxiliares internas à CPU e, portanto, tendem a guardar informação (dados ou instruções) o mais temporariamente possível. Acumuladores ou registradores de dados armazenam os dados apenas o tempo necessário para sua utilização na ULA. Custo – devido à tecnologia mais avançada de sua fabricação, os registradores encontram-se no topo da pirâmide em termos de custos, sendo os dispositivos de maior custo entre os diversos tipos de memória. 9
  10. 10. Processadores Modernos Nos modelos apresentados acima, os processadores ainda não eram compostospor uma unidade central, mas por módulos interconectados entre si. Foi só no inícioda década de 70 que surgiram as CPUs desenvolvidas totalmente em circuitosintegrados e em um único chip de silício.Geração Pré-x86 Intel 4004 foi o primeiro microprocessador dahistória (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)O Intel 4004 foi o primeiro microprocessador a ser lançado, em 1971. Sendodesenvolvido para o uso em calculadoras, essa CPU operava com o clock máximo de740 KHz e podia calcular até 92 mil instruções por segundo, ou seja, cada instruçãogastava cerca de 11 microssegundos. Com o sucesso do 4004, a Intel desenvolveu o processador 8008, em 1972. Esseera uma CPU de 8 bits, com barramento externo de 14 bits e capaz de endereçar 16 KBde memória. Seu clock trabalhava na frequência máxima de 0,8 MHz. Esse modelo foi substituído, em 1974, pelo Intel 8080, que apesar de ainda serum processador de 8 bits, podia executar, com algumas limitações, operações de 16bits. O 8080 foi desenvolvido, originalmente, para controlar mísseis guiados. Tinhaclock limite de 2 MHz, um valor muito alto para a época, era capaz de realizar centenasde milhares de operações por segundo e de endereçar até 64 KB de memória.A família x86 de 16 bits A arquitetura x86, lançada em meados da década de 70, ainda serve como basepara boa parte dos computadores atuais. O primeiro processador que aproveitou todoo seu potencial foi o Intel 8086, de 1978. Pela primeira vez, a velocidade do clockalcançava 5 MHz, utilizando instruções reais de 16 bits. O nome "x86" veio do fato deque o nome dos processadores que vieram depois do Intel 8086 também terminavaem "86". Ainda no mesmo ano, foi lançado o 8088, sucessor que possuía barramentoexterno de 8 bits, porém, com registradores de 16 bits e faixa de endereçamento de 1MB, como no 8086. Esse foi o chip utilizado na IBM PC original. 10
  11. 11. Microprocessador Intel 80286 de 8 MHz (Fonte da imagem: Wikimedia Commons) Nos anos seguintes, a Intel desenvolveu os modelos 80186 e 80188, criadospara serem usados com sistemas embarcados. Em 1982, a capacidade deprocessamento chegou ao patamar de 6 e 8 MHz, com o Intel 80286. Posteriormente,as empresas AMD e Harris Corporation conseguiram romper essa barreira, chegando a25 MHz.Entram as CPUs de 32 bits (x86-32) Como o nome sugere, a x86-32 é arquitetura x86 de 32 bits, utilizada até hojeem muitos computadores. Grosso modo, podemos dizer que, com exceção deprocessadores de 64 bits e aqueles de arquitetura ARM, todos os outros existentesainda hoje são herdeiros das características dessa geração.A guerra entre Intel e AMD As séries de processadores Intel e AMD marcaram época no mundo dainformática, através de suas diferentes versões. O primeiro Pentium (Intel), lançadoem 1993, apresentava várias melhorias sobre o 80486, principalmente por uso dasuper escalabilidade, ou seja, a replicação de hardware para que mais instruçõesfossem executadas ao mesmo tempo. Seu clock inicial era de 100 MHz, o qual chegoua atingir 200 MHz com o passar do tempo de desenvolvimento. Processador Intel Pentium A80501, de 66 MHz (Fonte da imagem: WikimediaCommons) 11
  12. 12. Em 1995, a Intel lançava o Pentium Pro, sexta geração de chips x86 e quepossuía uma série de melhoramentos em relação ao seu antecessor. Essa seria a basepara os futuros lançamentos: Pentium II, Pentium III e Pentium M. Paralelamente, a AMD começava a ganhar mercado com modelos similares,principalmente como o AMD K5, forte concorrente do Pentium original. Dois anosdepois, o Pentium II foi lançado, atingindo o clock de 450 MHz. Nessa mesma época, a AMD desenvolveu CPUs que batiam de frente com aIntel, como o AMD K6. Por esse motivo, ambas as empresas travaram uma espécie de“corrida”, competindo para ver quem conseguia o maior desempenho e valor de clock.A lei de Moore Em 1965, Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, afirmou que o númerode transístores em um chip dobraria, sem custo adicional, a cada 18 meses. Talafirmação ficou conhecida como a Lei de Moore, a qual foi válida durante anos,principalmente no final da década de 90. Sempre que uma empresa lançava um modelo de processador, o concorrente asuperava meses depois. Isso ficou muito evidente nos anos de 1999 e 2000, quando oPentium III e o AMD Atlhon (K7) estavam guerreando pelo maior clock. Por um períodode tempo, a AMD liderou a disputa, pois o Atlhon, que trabalhava com frequênciasmaiores do que 1 GHz, superou o Pentium III. A reviravolta da Intel veio com o lançamento do Pentium 4, em 2001, quetrabalhava com até 2 GHz e levou a empresa de volta ao topo do mercado. As versõesde baixo custo dessas CPUs, Celeron (Intel) e Duron (AMD), também disputavamfortemente o lugar mais alto no ranking do processador “B” mais vendido.Multicore: o fim da lei de Moore Conforme a tecnologia dos processadores foi progredindo, o tamanho de seustransístores foi diminuindo de forma significativa. Contudo, após o lançamento doPentium 4, eles já estavam tão pequenos (0,13 micrómetros) e numerosos (120milhões) que se tornou muito difícil aumentar o clock por limitações físicas,principalmente pelo superaquecimento gerado. A principal solução para esse problema veio com o uso de mais de um núcleoao mesmo tempo, através da tecnologia multicore. Assim, cada núcleo não precisatrabalhar numa frequência tão alta. Se o esquema de escalonamento de tarefasfuncionasse de maneira eficiente, seria possível trabalhar com quase o dobro do clock.Um processador dual-core de 1,5 GHz, por exemplo, poderia ter um desempenhosemelhante a uma CPU de núcleo único de 3 GHz. 12
  13. 13. Um componente chamado de escalonador determina em qual dos núcleos umatarefa deve ser executada. Mas como o escalonador demora certo tempo para fazeressa decisão, na prática fica quase impossível atingir o dobro exato de desempenho.Portanto, com o advento do processador multicore, a lei de Moore tornou-se inválida,visto que já não era mais possível aumentar a frequência do processador como antes.Anos 2000: a era de 64 bits No começo dessa década, ficou claro que o uso de 32 bits não seria maiseficiente, visto que, no máximo, apenas 4 GB de memória RAM poderiam serendereçados nessa plataforma. Logo, a solução mais natural foi o desenvolvimento denovas arquiteturas que passassem a trabalhar com 64 bits ao invés de 32. O AMD Opteron, de abril de 2003, foi a primeira CPU de 64 bits da empresa (Fonte da imagem: AMD) Tanto a AMD quanto a Intel trabalhavam em seus próprios projetos de CPUs de64 bits, mas quem venceu a disputa foi mesmo a AMD, com o x86-64, que mais tardefoi renomeado para AMD64. Isso aconteceu, principalmente, pelo fato de a AMD terevoluído diretamente o x86-32, enquanto que a Intel tentou criar algo novo, do zero. Visto esse acontecimento, as empresas em questão criaram um acordo no usodessas arquiteturas, no qual a AMD licenciou para a Intel o uso do x86-64. Por outrolado, a Intel também tornou legal o uso da arquitetura x86-32 pela AMD. Logo, todosos modelos de processadores 64 bits comerciais atuais rodam sobre o x86-64. O AMDAthlon 64 foi um dos maiores representantes dessa arquitetura.Intel Core Em 2006, a Intel inicia a sua linha Core, para consumidores que precisam demais poder de processamento. Faz parte dessa linha o modelo Core 2 Duo, quedemonstra uma capacidade incrível se comparado com os dual-core anteriores daempresa. Na mesma época, foi lançada a versão Pentium Dual Core, que apesar detrazer uma boa relação custo-benefício, se mostra inferior ao Core 2 Duo. Outro grande lançamento feito pela Intel foi o Core 2 Quad, processadores comquatro núcleos e que, apesar de demonstrarem alto desempenho, acabam perdendoem algumas tarefas para o Core 2 Duo. Uma versão posterior, nomeada Core 2 13
  14. 14. Extreme Quad Core, também foi lançada, proporcionando mais velocidade de clock,que pode chegar até 3,2 GHz. Em 2010, a Intel anunciou os modelos Core i3, i5 e i7. Quem ainda não conhecepode conferir o artigo publicado pelo Tecmundo sobre as diferenças entre esses trêsmodelos. Base do processador Intel core i7-940 (Fonte da imagem: Wikimedia Commons) Além disso,a empresa também lançou uma segunda geração dessesprocessadores, que vem sendo muito bem aceita pelos consumidores. Essa nova levapossui mudanças na memória cache, melhorias no modo Turbo Boost eaperfeiçoamentos na própria arquitetura. Porém, o que chama a atenção é a presençade um chip gráfico acoplado com o processador principal (APU). Confira as diferençasentre as duas gerações no artigo de Fábio Jordão. A empresa também vem trabalhando em uma nova microarquitetura deprocessadores, a Ivy Bridge, que deve possuir suporte para PCI Express 3.0, DirectX 11e OpenCL 1.1. A empresa espera obter um aumento de até 30% de desempenho noprocessamento gráfico se comparado com o chipset Sandy Bridge, presente nosprocessadores i5 e i7.Conclusão Foi bom realizar este trabalho, na medida em que fiquei a saber mais sobre oprocessador e o seu funcionamento, as empresas concorrentes no seu fabrico, e tambémfiquei a saber que pode-se dizer que o processador é o cérebro do computador, visto que neleé que são processados os dados e nele efetuam-se as operações aritméticasWeb grafiahttp://www.tecmundo.com.br/2157-a-historia-dos-processadores.htm#ixzz1lAVCXETBhttp://0fx66.com/blog/hardware/processadores-origens-e-funcionamento/ 14

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