Fazendo eco 12[1]

724 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
724
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
5
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Fazendo eco 12[1]

  1. 1. Ano 04 • Edição nº 12 • Outubro 2008 1
  2. 2. EDITORIALCaro leitor,Chegamosamaisumaniversário:sãoqua-troanosdedesafios,muitotrabalhoededica-ção,mas,acimadetudo,deamadurecimento.Depois de consolidar a empresa como pres-tadora de serviços dentro do contrato deconcessão,amadurecemosnãosóemrelaçãoà nossa responsabilidade operacional, mas,especialmente, ao tratamento com o munícipe,com o Poder Concedente e com nossos funcio-nários e fornecedores. Conscientes de nossas obrigações, procuramosatingir os objetivos propostos, preservando a saúdefinanceira da empresa. Fizemos questão de nos po-sicionaresoubemosnoscomportardemaneira cor-reta e transparente com todos os agentes queestão em volta de nosso negócio. É a isso que eureputo o sucesso que tivemos até aqui, e é o quenosdaráabasepara novospassoseparaenfren-tar o que o futuro nos reserva. Não tenho dúvidade que estamos em novo patamar qualitativopara prosseguir, nos próximos cinco anos, comos investimentos necessários, os mais importan-tes na concessão. Nesta edição comemorativa do “Fazendo Eco”,que chega com 12 páginas e novo projeto gráfico eeditorial, fazemos um balanço das atividades des-sesquatroanoseapresentamosnossosplanos,queincluem um novo aterro sanitário, com uma inova-doraestaçãodetratamentodechorume,easobrasde modernização do transbordo Vergueiro. Trazemos,também,novasseções,como“Esseéonosso mundo”, que, nesta edição, traz boas surpre-sas do bairro de São Mateus; “Mais vida”, falandosobresaúde;e“Éépocade...”,destacandocomonos-sa São Paulo fica ainda mais bonita com a entradada primavera. Falamos sobre meio ambiente, como trabalho do Cempre (Compromisso Empresarialpara Reciclagem) e um novo artigo sobre os 3Rs.Relatamos os principais eventos realizados re-centemente e apresentamos nosso escritório deadvocacia,parceirodelongadata.Vamosconheceralguns de nossos colaboradores, incluindo a famí-lia de um deles, orgulhosa do trabalho realizado.Ricardo AcarPRESIDENTE DA ECOURBIS AMBIENTAL S.A.2
  3. 3. ESPECIALQuatroanos de vidae muitosplanos parao futuroA EcoUrbis fazaniversário,supera suas metase revela-se prontapara novos desafiosA EcoUrbis tem muito o que comemorar com seus quatro anos de mudou com a concessão foi a nova filosofia de trabalho. “Não nosexistência. Nos primeiros dois anos, houve a fase de consolidação, com escondemos dos problemas, somos próximos, francos e abertos,montagem da equipe e dos sistemas operacionais, compra de novos diferentes no trato com as pessoas”, conta o presidente.equipamentos, implantação de tecnologias e estabelecimento de um Essa postura fica evidenciada nos valores seguidos pela empre-maior padrão de qualidade, adequado à cidade de São Paulo. Depois, sa, definidos com base nas práticas diárias, não impostos de fora parafoi a vez da renegociação do contrato de concessão, readequando seus dentro. A maneira particular de encarar o trabalho foi posta em prá-termos de execução com a Prefeitura, fase também já concluída. “Nes- tica e, apenas depois de um ano, a equipe se reuniu para a forma-te momento, a empresa está com a sua prestação de serviços consoli- lização. “Um dos orgulhos que tenho, como líder da equipe, é dizerdada e reconhecida pela população e pelo Poder Concedente, amadu- que os valores não ficaram no papel. Eles saíram da percepção e dorecida para evoluir rumo a uma nova etapa, com condições de enfrentar comportamento que já se identificavam no início da empresa e, poros próximos cinco anos, de grandes investimentos, em que traremos isso, se mantêm em todas as nossas atividades”, garante Acar. Amelhorias importantes”, afirma o presidente da EcoUrbis, Ricardo Acar. EcoUrbis transformou-se, nesses quatro anos, em uma empresa refe- O balanço é positivo. Mais do que as mudanças estruturais, o que rência no setor, recebendo visitantes de vários Estados e do exterior. Novas frentes e tecnologia Com a entrada da EcoUrbis em operação, começou a coleta porta-a-porta em comunidades carentes, serviço que chega hoje a 71 núcleos, com 230 fun- cionários. Entre elas, estão as duas maiores da ca- pital: Heliópolis e Paraisópolis. É um trabalho ino- vador, já que os locais não têm sistema viário ur- banizado, impedindo a entrada dos caminhões. To- das possuem contêineres para receber o lixo, mas, muitas vezes, as famílias têm dificuldade para chegar até eles. A coleta porta-a-porta facilitou o atendimento: são contratadas pessoas da própria comunidade que, com carrinhos manuais, fazem o recolhimento e levam para os contêineres. Também foi implantada a coleta seletiva em 17 distritos dos 46 existentes nas 18 subprefeituras. No setor tec- nológico, a empresa investiu em sofisticados equi- pamentos para instalar o Siscor, sistema de pesa- gem de resíduos interligado com o Limpurb, para controlar a tonelagem coletada nos dois transbor- dos, no aterro sanitário São João, em São Mateus, e na Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR), ad- ministrada por terceiros. 3
  4. 4. ESPECIAL Frota e equipamentos renovados Ao longo desses quatro anos, toda a frota A frota passou a ser controlada com da EcoUrbis foi renovada, e novos modelos tecnologia GPS, a partir da entrada em adquiridos. Merece destaque a adaptação funcionamento do Fiscor (Fiscalização de projetos de caminhões: para o trabalho através de Rastreamento e Monitoramen- em locais de difícil acesso, foram desen- to de Veículo de Coleta e Transporte de volvidos modelos menores, com os forne- Resíduos Sólidos). É possível saber, emEcoUrbis instalou Centro de Controle cedores, garantindo a coleta e preservando tempo real, o posicionamento de cadade Operações no Limpurb os caminhões grandes, o que também evi- veículo. O controle pode ser feito não só ta transtornos para a população. Há qua- nas unidades Sul e Leste da EcoUrbis, masModernização tro veículos desse porte, e eles até ganha- ram nome especial: Eco Baby. também no centro de controle de operações instalado pela própria empresa no Depar-nos transbordos Outra novidade foi a substituição dos veículos da área de saúde, para aten- der pequenos geradores. Os 19 novos tamento de Limpeza Urbana (Limpurb). Também estão dentro do prazo de cinco anos de vida útil as 50 carretas e osNo transbordo de Santo Amaro, o veículos, modelo Ducato, são de maior conjuntos transportadores de transbordocompromisso do contrato previa a porte, diminuindo o número de veícu- e de chorume. A renovação não pára: em los em circulação. 2009, será feito um processo de escolhaadequação às normas ambientais do “Temos uma preocupação constante e compra para colocar a nova frota em fun-governo do Estado. A EcoUrbis já com a apresentação de nossos cami- cionamento, na região Sul, já em 2010. nhões”, afirma o presidente, que faz ques- A da Leste entrará em operação em 2011.obteve a Licença de Instalação, e a úl- tão de exibir os veículos limpos, bem pin- A equipe recebeu uniformes novos etima etapa é a Licença de Operação, tados e com manutenção rigorosamen- passa por constante treinamento, valori-que está para ser concedida. “Do te em dia. “Com essa pos- zando o cliente/usuário. tura, tivemos ganhos nos O número de con-ponto de vista ambiental, é um gran-de passo”, afirma o diretor opera- custos de manutenção, já que fazemos um investi- “Temos uma têineres espalhados pela cidade aumentou: mento pesado para gastar preocupação eram 577 metálicos,cional da EcoUrbis, Nelson Domin- menos em manutenção constante com com capacidade degues Pinto Junior. Outro ponto con- corretiva”. Em decorrência a apresentação 1,60 m3, em março detratual era a modernização total disso, ele acredita que a 2005, e, agora, são imagem da empresa foi de nossos 1.300. Os de mil litrosdessa estação de transferência. “Na beneficiada, já que a popu- caminhões” somavam 530, em 2005,verdade,porcontadaidadedaantiga lação percebe as boas con- passando para 1.850, dições dos veículos. neste ano.estrutura metálica, houve uma re-construção”, explica Domingues, queenumera outras intervenções, comonova iluminação, troca do piso,impermeabilização do pátio e colo-caçãode mais uma balança.No casodo transbordo Vergueiro, a empre-sa já trabalha em um anteprojeto(“Obras de modernização e ade-quaçãoàsnormasambientaisdaEstação de Transferência deResíduos Sólidos Vergueiro”),quedeveráserconcluídoatéofi-naldoano,detalhandoanovaarquitetura,asinterferênciaseosbenefíciosquepoderátrazer.4
  5. 5. ESPECIALNovo aterro para São Paulo“Neste quarto ano, conseguimos um avanço muito grande em umdos pontos mais importantes da concessão, que era garantir umadestinação final própria para São Paulo”, comemora o presidente.“Isso garantirá toda a segurança da operação do sistema. Esse éum dos principais investimentos e um dos mais caros.” A Centralde Tratamento de Resíduos Leste (CTL), em São Mateus, já obtevea Licença Prévia e está prestes a receber a Licença de Instalação,após aprovação do Estudo de Impacto Ambiental e do Relatóriode Impacto Ambiental (EIA-Rima). O projeto executivo já foi de-senvolvido, e as obras poderão ser iniciadas ainda neste ano, comprevisão de construção em cinco meses e início de operação noprimeiro quadrimestre de 2009. Com capacidade para receber6 mil toneladas/dia de resíduos e vida útil de 11 anos, terá áreatotal de 1,1 milhão m2, com o maciço de lixo propriamente dito O futuroocupando 435 mil m2. O espaço restante será destinado a com- Já estão em andamento estudospensações ambientais, estação de tratamento de chorume – uma de outras alternativas para ainovação no Brasil, nessa dimensão –, estação de queima centra- destinação final dos resíduos.lizada de biogás e uma futura usina de compostagem. De acordo O adensamento populacionalcom o diretor operacional, a concepção do novo aterro levou em impedirá a instalação de novosconta tudo o que há de mais moderno, tanto no Brasil como em aterros sanitários na Regiãooutros países. “Eu mesmo viajei mais de cinco vezes pelo mundo Metropolitana. “Estamospara conhecer o que já é feito”, afirma Domingues. estudando o que há de tecnologia disponível paraFoto aérea recente do Aterro São João nos antecipar às tendências mundiais”, conta o presidente. Entre as possibilidades, está a incineração dos resíduos com geração de energia elétrica ou de vapor às indústrias. Outra pode ser a transferência para aterros no interior, mas com transporte por trem, que é mais barato e não compromete as estradas.Meio ambiente e contato com a populaçãoA preocupação com o meio ambiente tem sido uma constante. Um exemplo é o que vem sendo feito no ater-ro desativado de Santo Amaro, em que já foram plantadas 26.500 mudas, com planejamento de mais 24 milaté o final do ano. Em relação à população, a educação ambiental é item primordial para a EcoUrbis. O pro-jeto “Ver de Perto” abriu o Aterro São João, em São Mateus, para visitas de alunos e professores de esco-las da região, além de universidades e pesquisadores. A consultora ambiental Zulmara Salvador tam-bém faz palestras em CEUs e entidades para conversar sobre meio ambiente e qualidade de vida.Para reforçar o contato com os usuários, a Central de Atendimento ao Munícipe (CAM) recebeas demandas pelo 0800 7727979. A opinião dos munícipes é tão importante que, em outubro,será cumprida mais uma obrigação contratual: a pesquisa com cerca de 10 mil entrevistas paraindicar o grau de satisfação. Os resultados iniciais devem sair até o final do ano. 5
  6. 6. BOAS PRÁTICAS Uma grande idéia para o bem-estar de todos Na EcoUrbis, a Sipat é sinônimo de comportamento seguro, clima descontraído e responsabilidade social Em sua 4a edição, a Sipat (Semana Interna de Prevenção a Acidentes) da EcoUrbis é exemplo, mais uma vez, em razão do envol- vimento e consciência dos funcionários. A empresa organizou ações de maneira criativa, para reforçar a prevenção dos acidentes de tra- balho e o esclarecimento de temas relacio- nados à saúde e ao bem-estar de todos, por meio de palestras de especialistas na área. Além disso, promoveu a integração entre as áreas e incentivou o voluntariado. Na Unidade Leste, a Sipat aconteceu en- tre os dias 07 e 11 de julho. Já na Unidade Sul, foi realizada entre 28 de julho e 10 de agos- to. No Aterro São João, a Sipat ocorreu entre Sipat no Aterro São João: gincanas incentivam comportamento seguro 04 e 08 de agosto. Quando foi organizada a primeira Sipat, sultados”, diz o superintendente de Recur- de estreitar ainda mais o relacionamento en- em 2005, a idéia não era apenas criar hábi- sos Humanos, Adalberto dos Santos Olivei- tre todos da EcoUrbis. Por meio de compe- tos seguros, mas, também, diminuir o índice ra. “Como a empresa estava no início de suas tições sadias, os funcionários se dividem em de acidentes. “Conseguimos a redução sig- atividades, a preocupação era desenvolver equipes para participar de forma proativa da nificativa de 60% no número de acidentes, uma cultura forte de prevenção, e conse- programação da Sipat. São gincanas, peças e isso motivou a EcoUrbis em termos de re- guimos isso graças ao essencial apoio e de teatros, jogos e blitz, entre outras ativi- participação dos gestores operacionais e ao dades. “Os objetivos são instaurar um am-Sipat na Unidade Leste: segurança com descontração treinamento e compromisso de todos.” biente propício para deixar fluir a criatividade, Segundo Adalberto, o passo seguinte foi praticar a cidadania, estabelecer um clima in- estabelecer uma política de segurança e terno favorável e despertar a solidariedade.” saúde ocupacional, para que todos pudessem De acordo com o destaque e a atuação de praticar e disseminar na EcoUrbis. “Essa po- cada equipe, os membros são premiados com lítica deve ser responsável por fundamentar brindes. Para fomentar a responsabilidade so- as atitudes diárias e fazer parte da nossa vida. cial, a EcoUrbis disponibiliza uma verba pré- A política está exposta num quadro painel de definida, e fica por conta das equipes escolher maneira lúdica, disponível a toda a equipe, as entidades sociais beneficiadas, de acordo com e simboliza a cultura de segurança da EcoUr- a necessidade de cada uma delas. “O maior prê- bis”, afirma. mio é o fato de eles representarem a EcoUrbis Com o passar do tempo, o setor adminis- junto à comunidade e ganharem o reconheci- trativo também aderiu a essa proposta, a fim mento de todos”, ressalta Adalberto. Linha do Tempo 2005/2006 2007 2008 Gincanas operacionais e Gincanas operacionais e sociais Gincanas realização de teatros. Palestras voltadas para entidades e operacionais e sobre doenças sexualmente realização de teatros. Palestras sociais voltadas para transmissíveis e campanha sobre doenças sexualmente entidades. Palestras sobre de voluntariado, com a transmissíveis. Introdução de doenças sexualmente arrecadação de donativos blitz para checar equipamentos transmissíveis. Blitz nas ruas para entidades sociais. e procedimentos nas atividades para checar equipamentos operacionais internas e externas. e procedimentos. 1ª Sipat no Aterro São João. 6
  7. 7. PARCERIA É ÉPOCA DE PrimaveraParceiros desdeos primeiros passos urbana A estação das flores transforma a paisagem de São Paulo e deixa a cidade mais coloridaTrabalho com o escritório de Após o fim do inverno, em que o ar seco e as baixas tempera-advocacia começou antes mesmo turas predominaram, a paisagem urbana ganhou tonalida-de a empresa ser constituída des especiais e novos ares. Com a chegada da primavera, emA história entre o escritório Duarte Garcia, Caselli 22 de setembro, São Paulo revela riquezas naturais mistura-Guimarães e Terra Advogados e a EcoUrbis é anti- das aos arranha-céus, trazendo uma beleza intensa à cidade.ga: começou na formação do consórcio que parti- Énessaépocaqueasárvoreseosjardinsseenchemdefo-cipou da licitação para definir quais seriam os gru-pos responsáveis pela limpeza pública na capital lhaseficammaisfloridos,comvariadascoreseperfumes.Naspaulistana. A EcoUrbis conquistou, desde então, o ruas,osmanacáseosipêsrosas,amarelosouroxosenfeitamposto de “cliente preferencial”. “A empresa reúne a metrópole e dão a impressão de buquês gigantes, atraindoos elementos que gostamos de ter no escritório, olharesebeija-flores.Jáemcasa,asplantasefloresdeixamocomo confiança, transparência, fidelidade e ótimosrelacionamentos pessoais”, explica Luis Eduardo clima alegre, como as violetas, as orquídeas, as azaléias e asMenezes Serra Netto, advogado que coordena a damas-da-noite, entre outras. Na primavera, ocorre uma mu-área de direito administrativo. dança significativa no regime de chuvas – que pode ser mais A área coordenada por Luis Eduardo é a mais re-quisitada pela empresa, já que a EcoUrbis é uma intenso e freqüente –, e o avanço gradativo das temperatu-prestadora de serviço público em regime de con- ras em São Paulo torna o ambiente mais agradável. Esse au-cessão, e a atividade que desenvolve é totalmen- mento do calor e da umidade torna a ocasião favorável parate regulada por leis. Os profissionais devem estarpreparados para orientar o reflorescimento da flora, característica marcante até o ve-sobre as intervenções do rão, que se inicia em 21 de dezembro.Executivo no exercício des- “O que faz comse tipo de serviço. O escri- que a EcoUrbistório cuida, ainda, do pla- seja muito fácilnejamento tributário e so- de trabalharcietário, passando pelo se-tor ambiental e de conten- são as pessoas”ciosos como um todo. “Nãonos colocamos como um escritório externo, mascomo um jurídico interno, uma assessoria diretada empresa, da Diretoria e da Presidência. Não éuma advocacia fria e distante, como muitas vezesacontece”, garante o advogado. A transparência da empresa também é des-tacada por ele. Por disposição legal e pelo con-trato de concessão, todas as atividades são ex-postas a terceiros, mas isso não torna, por si só,o relacionamento transparente. “O que faz comque a EcoUrbis seja muito fácil de trabalhar sãoas pessoas. Vejo uma atitude da Diretoria de umafilosofia de trabalho profissionalizada”, observaLuis Eduardo. Da parte da EcoUrbis, a admiração é recípro-ca. “Nossa relação é muito profissional e séria.É um parceiro essencial para a condução não sódo contrato, mas, também, de todos os assuntosrelacionados com o Poder Concedente. A equipede advogados atende às nossas demandas comeficiência. O nosso sucesso está muito ligado aosuporte do escritório”, garante o presidente daEcoUrbis, Ricardo Acar. 7
  8. 8. EDUCAÇÃO AMBIENTALGrupo de empresas incentivacoleta seletiva e reciclagemPreocupada com a questão ambiental, associação trabalhacom o conceito de gerenciamento integrado do lixoO Cempre (Compromisso Empresarial para em primeiro lugar na reciclagem de latas de ciclo produtivo”, afirma o diretor.a Reciclagem) começou pequeno, em 1992, alumínio, atingindo quase 95%. Em termos de coleta seletiva, o Cemprereunindo sete empresas. Hoje, são 25 cor- Uma questão relativamente nova, que co- divulga, a cada dois anos, a pesquisa Ciclosoft,porações trabalhando para promover o tra- meça a ser trabalhada de forma mais orga- resultado de um acompanhamento perma-tamento adequado dos resíduos sólidos nos nizada, é a destinação de produtos eletroe- nente junto às prefeituras, por meio demunicípios, a reciclagem e a educação am- letrônicos, em função da expansão do mer- questionários, contatos telefônicos e visitas.biental. “O Brasil é uma referência em reci- cado consumidor. Para Vilhena, as empresas Os dados de 2008 indicam que apenasclagem para países em desenvolvimento, por líderes já começam a criar alternativas para 7% dos mais de 5.500 municípios brasilei-conta do aspecto social”, afirma André Vi- que esse material não chegue ao lixo comum, ros fazem esse trabalho, a maioria com nú-lhena, diretor-executivo do Cempre. Ele se re- já que o tratamento, depois do consumo, mero superior a 30 mil habitantes. “O Bra-fere às cooperativas de catadores, que têm ti- é diferente de outros resíduos. “É preciso sil tem avançado, mas precisa evoluir mais”,rado muitas famílias da miséria. O País fica possibilitar a coleta e o retorno para um novo diz Vilhena. ARTIGONão jogue No número anterior do “Fazendo Eco”, começamos a falar da política dos 3Rs: reduzir, reaproveitar e reciclar. Agora, é a vezfora o que não é lixo de falar do segundo R – reaproveitar. Sendo criativos e inovadores, podemos reutilizar um produto e encontrar outra finalidadeMuita coisa pode ter outra destinação que não a lixeira, àquilo que só geraria mais resíduos.contribuindo para diminuir a geração de resíduos Uma boa maneira de começar é procurar um destinatário para o que não usamos mais. Podemos doar para outras pessoas ou inúmeras instituições de caridade, que organizam bazares para revender, a preços mínimos, tudo o que arrecadam. Para quem tem acesso à Internet, existe um site (www.freecycle.org), que começou em 2003, nos Estados Unidos, de um movimento comunitário, sem fins lucrativos, que promove a troca gratuita de bens entre os seus membros. No Brasil, 14 cidades já possuem grupos nesse site, incluindo São Paulo. No próprio dia-a-dia, podemos fazer coisas simples, como procurar embalagens retornáveis, usar refis de produtos ou dar outrasdestinações,comoaproveitarosvidros de geléia, maionese, potes de sorvete eWalter de Freitas é superintendente de Operações da EcoUrbis outros para guardar alimentos na geladeira.8
  9. 9. MAIS DE NÓSUma bênção para toda a famíliaO apoio da esposa e dos filhos de Márcio, coletor da EcoUrbis,foi essencial para a conquista do emprego Há mais de dois anos na “No mesmo dia em que ele “Quando fui com ele pegar os toda aquela estrutura”, diz Fabiana.EcoUrbis como coletor, Márcio pediu demissão do emprego an- uniformes na unidade, parecia “Tenho muita convicção deFrancisco, de 32 anos, realizou o terior, foi chamado na EcoUrbis”, um sonho. Fiquei muito emocio- que era isso o que eu queria.sonho de toda a família ao con- afirma Fabiana. “Eu agradeço a nada ao olhar para aquelas árvo- Gosto de trabalhar na rua e doquistar um emprego registrado Deus, todos os dias, pelo em- res, para os caminhões e para ambiente que a EcoUrbis cul-em carteira. Tudo por causa de prego que meu marido conse- tiva”, ressalta Márcio. “Pretendosua força de vontade e da per- guiu como coletor. Foi uma por- estudar para, futuramente, quemsistência de Fabiana da Exaltação ta que abriu na hora certa, por- sabe, ser um motorista. E, paraFrancisco, de 28 anos, mulher e que mudou toda a nossa vida.” “Tenhomuitaconvicção isso, eu troco informações commãe de seus cinco filhos: Wel- Segundo Márcio, ele foi o de que era isso o que os colegas e já tenho experiêncialington (13), Abner (12), Sara (10), primeiro a ser entrevistado, na- eu queria. Gosto de de operação. Provei para muitaQueren (5) e Misael (4). quele dia, e saiu de lá com a car- trabalhar na rua e gente que poderia ser coletor, Após Márcio entregar o cur- teira de trabalho assinada. “Te- do ambiente que a após ouvir muitas vezes querículo nas mãos de um motoris- mos condições de atender às não podia, e vou fazer o mesmo,ta da empresa, ele aguardou ser necessidades dos nossos filhos, EcoUrbis cultiva. quando quiser exercer outrachamado para uma entrevista. comprar roupas e brinquedos, Pretendo estudar função”, almeja.“Infelizmente, essa ligação não entre outras coisas”, explica. para, futuramente, Para Fabiana, a imagem doaconteceu”, lembra Fabiana. “Ele A família participa do dia-a- ser um motorista”, coletor tem mudado perante atrabalhava em outra companhia, dia do pai, tanto que Wellington almejaMárcioFrancisco população. “A coleta de lixo temcomo terceirizado, e as vagas ha- e Misael já foram visitar a EcoUr- crescido bastante, e a EcoUrbisviam se esgotado. Eu fiquei sa- bis, no Dia do Trabalho, em 10 de mostra que trabalha com padrãobendo antes dele e quase não tive maio. E, como não poderia ser di- de qualidade altíssimo ao secoragem de contar.” ferente, a esposa também. preocupar com a aparência de Confiante por uma oportu- seus funcionários e com a efi-nidade, ela não desistiu e passou ciência de seus serviços”, ga-a ligar diariamente ao setor de rante. “Assim é na minha casa:Recursos Humanos da Unidade apesar de ser simples e humilde,Leste, para saber das novidades. eu gosto muito de manter tudo limpo, como a EcoUrbis.” 9
  10. 10. ESSE É O NOSSO MUNDOSão Mateus,uma região emdesenvolvimentoNo século XIX, o bairro era uma grandefazenda; agora, seus moradores lutam pormelhorias e sentem orgulho das conquistas Orquestra de Samba e Choro se apresenta no bairro e em outros locais A Subprefeitura de São Mateus, na zona leste, é dividida em três distri-tos – São Mateus, Iguatemi e São Rafael –, reunindo 3,6% da população Tradição em músicapaulistana (381.605 habitantes, de acordo com o censo do IBGE de 2000).O mais populoso e com maior oferta de serviços, comércio e indústrias Muita gente não sabe, mas São Mateus é um dosé São Mateus. A região tem os seus problemas, como uma ocupação por redutos musicais de São Paulo. Ficaram famosos osvezes desordenada e a violência urbana de São Paulo, mas seus morado- quintais da tia Cida, de Dona Severina e o Botecores já contam com experiências positivas e se esforçam por novas conquistas. do Timaia, onde os compositores e cantores das Uma vocação da região é o ecoturismo, já que ainda há áreas de Mata imediações se reuniam. Essa tradição já rendeu atéAtlântica Secundária. O Morro do Cruzeiro é o 20 ponto mais alto da ca- um CD, lançado, em 2007, pelo Sesc, resultado dopital paulista, com 998 m – só perde para o Pico do Jaraguá (1.135 m). De projeto “Berço do Samba”, no qual os irmãos Yvison,lá, é possível avistar a região do ABC, o centro de São Paulo e Guarulhos. Everson e Vítor Pessoa, participantes do QuintetoOs visitantes podem encontrar muitas nascentes ainda com águas limpas em Branco e Preto e moradores do bairro, gravarame uma trilha convidativa. Existem dois pesqueiros e várias chácaras com as composições e os intérpretes da região. A re-plantações, inclusive orgânicas. Os passeios são liberados e já há, na Sub- percussão foi tão grande que acabaram convida-prefeitura, um projeto para a formação de parceria com empresa turís- dos para se apresentar nos Estados Unidos, no úl-tica para visitas monitoradas. Há, também, a proposta de transfor- timo mês de julho. E ainda tem mais: há qua-mar a região em APA (Área de Proteção Ambiental). troanos,Eversoneosirmãosresolverammi- O futebol é um dos orgulhos, com vários times formados e nistrar oficinas de música gratuitas noa sobrevivência dos campos de várzea. Um dos mais famosos CDM do Jardim Vera Cruz. Daí nasceu aé o Canarinho, de 1963, que tem campo e sede próprios. Há, Orquestra de Samba e Choro de Sãotambém, escolinhas de futebol que tiram os meninos das ruas, Mateus, que, hoje, reúne 23 músicos eajudando na prevenção da criminalidade. mais 15 alunos nas oficinas, o mais novo Destaque, ainda, para o CDM (Centro Desportivo Comuni- com 9 e o mais velho com 28 anos. Músi-tário Joaquim Teodoro Pereira), no Jardim Vera Cruz (Rua For- cas de Pixinguinha, Tom Jobim, Altami-taleza de Itapema, 268), com sua biblioteca, quadra cober- ro Carrilho e do próprio Everson, ota e dois salões. A Casa de Cultura de São Mateus (Rua Tita maestro da orquestra, entre outras,Ruffo, 1.016) está com inscrições abertas para diversos cur- animam as apresentações, não ape-sos, como violão, artes plásticas e teatro (tel. 3793-1071). nas em São Mateus, mas em várias cidades do interior, unidades do Sesc–SP e eventos variados.Vista do Morro do Cruzeiro, um dos pontos mais altos da capital Pedro H. A. Lopes / Subprefeitura de São Mateus10
  11. 11. MAIS DE NÓSCampeonatode futebol2008Mais de 400 funcionários, em 28 times, mostram garra noesporte que movimenta os domingos, até o final do anoAlém de competentes profissionais responsáveis pela limpezaurbana da cidade de São Paulo, a EcoUrbis reúne verdadeiroscraques na arte de jogar bola. A empresa promoveu a4ª edição do campeonato de futebol. Desde 2005, o objetivoé proporcionar momentos de lazer e integração entre osfuncionários. As partidas acontecem sempre aos domingos,e, até o final da rodada, os jogadores lidam com vitórias ederrotas, mas, ao final, todos confraternizam, que é o maisimportante, e recebem da EcoUrbis medalhas e troféus, alémdoapoioparaumchurrascocomoscolegasefamília. Craques nas ruas e em campo: esse é o time EcoUrbisFutebol de campo na Sul Futebol society na LesteInício: 14 de setembro Início: 17 de agostoTérmino: dezembro Término: setembroLocal: Clube de Campo da Sadia Local: Sesc ItaqueraParticipantes: cerca de 200 pessoas – Participantes: 240 pessoas – 16 times.12 times. Times participantes: ComunidadeAlguns times que participaram, Heliópolis, EcoLeste, Itaim Futebol Clube,em anos anteriores: Campo Limpo, Estrela Cadente, União São João, UnidosSanto Amaro, Vila Mariana, Capela do da Vila Prudente, R.A.C., Esporte ClubeSocorro, Manutenção, Os Renegados, São Mateus, Amigos EcoUrbis, Dream’sentre outros. Time, Arranca Toco, Molezão, Hai Flay, Arte Nova, Manutenção e Os Tabajaras.Programa de desenvolvimento de liderançaTreinamento específico para o ambiente de trabalho da empresa capacita funcionários e integra as diversas áreasDe28deagostoa19desetembro,aproximadamente100colaboradoresdaEcoUrbis,divididosemquatrogrupos,passarampelotreinamentodo Programa de Desenvolvimento de Lideranças. Ao todo, foram seis módulos: O Papel do Líder; Formando Líderes Focados em Resulta-dos;GerenciamentodoTempoedoCicloPDCA;AComunicaçãocomoFerramentadeDesenvolvimentoeComprometimentocomoClien-te Interno e Externo; Plano de Desenvolvimento Personalizado; e Feedback. Voltado aos funcionários que exerçam diretamente ou indi-retamente função de liderança na empresa, o projeto foi delineado em conjunto com duas consultorias especializadas: F & M Consulto-reseGerminal.Oobjetivoépotencializaracompetênciadeliderançadessescolaboradores,desenvolvendoacapacitaçãoeconseqüenteresultado para os profissionais e para a EcoUrbis. Segundo o superintendente de Recursos Humanos, Adalberto dos Santos Oliveira, umfuncionáriocapacitadoémaispreparadoparaexercerasfunçõesnodia-a-diadaempresa.“Alémdecriarintegraçãoentreasmaisdiversasáreas, o foco do curso é dirigido às características do nosso ambiente de trabalho”, ressalta. “Os gestores, engajados no programa, com-parecem na abertura, intervalo ou encerramento do curso, para prestigiar os participantes”, completa. 11
  12. 12. MAIS VIDA NOSSA GENTE Compromisso com o bem-estarA chave da comunidade Líder de coleta épara a exemplo de paixão e dedicaçãosaúde ao trabalhoManter umaalimentaçãobalanceada previnedoenças e garante maisdisposição diariamenteComerdetudocomequilíbrioemoderaçãoéumdosprincipaissegredos para ter uma vida mais saudável. Segundo o médi-codotrabalhodaEcoUrbis,SérgioRossi,adotarumaalimen- Colaborador da EcoUrbis desde o início das ope-tação balanceada proporciona os nutrientes necessários rações, em 2004, o líder de coleta Carlos Alber- to Simões Araújo reúne uma série de atributospara o bom desempenho do organismo. “Para não compro- para ser um excelente profissional. Bem-humo-meter a saúde, procure se alimentar em horários regulares e rado e dedicado ao que faz, ele foi contratado parafazerumlancheentreasrefeições.Podeserumafrutaouuma ajudar a manter a limpeza dos locais onde o es- paço restrito das ruas não permite a entrada dosbarra de cereal. O ideal é não ficar muito tempo sem comer”. caminhões. Com uma equipe de 83 pessoas, é res- Cultivar bons hábitos alimentares é uma forma de evitar ponsável por 31 comunidades distribuídas nadoenças cardiovasculares, diabetes, colesterol, hiper- área de atuação da empresa. “A presença da Eco- Urbis nessas regiões menos assistidas é uma ma-tensão arterial e obesidade, entre neira solidária de mudar o aspecto dos lugares”,outras enfermidades. A carência de Uma rotina explica Carlos. “No começo, foi preciso ter mui-algumas vitaminas, minerais, fibras, alimentar to jogo de cintura para estabelecer um relaciona-carboidratos, proteínas, gordura ou correta érefeições com seis feita mento de confiança com a população. Driblamos o receio e, hoje, somos bem aceitos.”açúcares pode trazer sérios riscos ao diárias – as três Segundo Carlos, a sua função é planejar o tra-sistema imunológico. principais balho, organizar o trajeto e estruturar os horários Além de melhorar a qualidade de (café-da-manhã, de coleta. “A imagem da EcoUrbis somos nós. Por almoço e jantar) isso, precisamos realizar um trabalho adequado,vida, manter uma alimentação balan- e as três com qualidade”, diz.ceada aumenta a produtividade e ga- intermediárias Casado, com seis filhos e três netos, Carlos de-rante mais disposição para agüentar (lanche da manhã, monstra a consciência em relação à preservaçãoa rotina. Com base no consumo de lanche da tarde e ceia) do ambiente para o futuro. “A EcoUrbis é séria e digna do contrato que tem, pois cuida de tudo e2.000 calorias diárias para um adulto, de todos”, ressalta. “O nosso papel é cuidar da lim-nãoénecessárioabrirmãodenenhumitemdocardápiobra- peza da cidade para que as futuras gerações possamsileiro,desdequeasiguariassejamapreciadassemexageros. desfrutar das belezas de São Paulo.” Preocupado com o meio ambiente, ele já plan- Aumentar o consumo de frutas, legumes e verduras, ce- tou mais de 700 árvores, sendo 16 delas dentro dareais integrais e leguminosas, além de realizar atividades fí- EcoUrbis. Além disso, Carlos é apaixonado por lei-sicas, manter distância do cigarro e não consumir álcool em tura e incentiva os amigos a buscar essa fonte de conhecimento. “O mundo está em constante mu-excesso são outras importantes recomendações. dança, e precisamos nos atualizar. Nunca é tarde para buscar informação”, garante. Produzido e editado por FSB Comunicações www.fsb.com.br Jornalista responsável Débora Ribeiro Mtb 25.935 Edição Débora Ribeiro Redação Maria Luiza de Araujo e Samara Busa Conselho editorial Adalberto dos Santos Oliveira, César Roberto Urien, Edna Cristina da Rocha, Geraldo Talarico Filho, Maria Rita Jozimba Faria e Walter de Freitas12

×