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Resenha: Relacionando O Príncipe com Direção Estratégica

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Resenha: Relacionando O Príncipe com Direção Estratégica

  1. 1. MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. 2. ed. tradução: Roberto Grassi. Rio deJaneiro: Civilização Brrasileira, 1972.O PríncipeKeisy Soane Oliveira do Nascimento, # 201010027538.1Universidade Federal de Sergipe; Curso de Administração; Direção Estratégica.Desde sempre é desenvolvido estudos a respeito da estratégia. E estapode ser buscada em qualquer que seja a área, ou o objetivo que se desejealcançar. Passemos a tratar da obra O Príncipe, de Nicolau Maquiavel.Preposto que, futuramente, é relacionado ao adjetivo que remete a alguémdotado de muita maldade, frio e calculista.Niccoló Maquiavelli, nascido em Florença em 1469, de uma famíliahumilde, entra para a política em 1498, quando foi nomeado secretário esegundo chanceler da política Florentina. A partir daí, Maquiavel pode convivercom diversos chefes de estado, alguns que obtiveram sucesso e outros quefracassaram. O Príncipe foi escrito na década XVI, ao final do períodomedieval, com surgimento do Renascimento, ideologia que pregava opensamento político moderno. Em Florença, Península Itálica, o contexto eraconturbado, uma vez que eram constantes as batalhas por manutenção dedomínios territoriais, bem como para adquirir novos territórios. Sendo assim,imprevisível a permanência de um príncipe.Logo, nota-se que o manual é escrito através do conhecimento empírico,adquirido com as experiências vividas e assistidas pelo autor. Maquiavelingressou na carreira diplomática em um período em que Florença vivia umaRepública após a destituição dos Médici do poder. Contudo, com a retomadadessa dinastia, Maquiavel foi exilado, acusado de conspirar contra o poder,momento em que se dedicou à produção de “O Príncipe”.A obra:“Receba. portanto, Vossa Magnificência este pequeno presente na tenção emque o mando. Se for esta obra considerada e lida cuidadosamente, conheceráVossa Magnificência o meu sincero desejo que atinja aquela grandeza que aFortuna e demais qualidades lhe asseguram.”
  2. 2. Isto posto, ressalto que O Príncipe foi escrito com o objetivo de fornecerconhecimento necessário para a permanência do Príncipe, MagníficoLourenço, Filho de Pedro de Médici, através de estratégias que aproveitassema virtú e a fortuna que por direito eram repassadas a realeza. A fortuna eraadquirida por hereditariedade. Portanto, diz-se respeito à sorte. Mas, quanto àvirtú, virtudes, ou qualidades essenciais e estratégicas que o príncipe deveria(deve) ter. Bem, esta é a questão trabalhada por Maquiavel. Um príncipe devesaber conduzir seu principado. Trata-se da legitimidade do poder. Não sediscute quem assume um trono, em caso de principado hereditário, mas apermanência deste no poder. Por essa razão, O Príncipe é considerado ummanual dotado de estratégias para o reconhecimento, respeito e manutençãode um reinado.Sobre as condutas dos príncipes, defendeu atitudes polêmicas taiscomo; um príncipe deve ser temido e respeitado; generoso, mas não tanto aponto de ser odiado pelos que não foram beneficiados; possuir qualidadesboas, apenas as suficientes para manutenção do estado – qualidadesestratégicas -, na impossibilidade de ser temido e amado ao mesmo tempo,deveria preferir ser temido, já que trair a quem se teme é mais difícil que trair aquem se ama. Enfim, a propagação e má interpretação de conselhos comoesses, citados no livro, tornaram Maquiavel conhecido e odiado por um tempo.No entanto, se bem analisada, os comentários a cerca de O Príncipe mudam.Pois, o mesmo não trata os fatos como deveriam ser, mas sim, como realmentesão. O livro discute novos reinados conquistados; as forças utilizadas para aconquista dos territórios; por que alguns fracassaram; e o segredo para osucesso de outros.O Príncipe e a Direção Estratégica:O Príncipe é uma literatura excepcional, principalmente no quesitoestratégia. Alguns outros livros, que vieram depois, tratam do mesmo assunto,mas poucos com tanta realidade. Não se tratava de como deveria ser, ou decomo deveriam gerenciar um reino/organização, mas sim de como realmenteera/é. Nos ensina, ainda, em outras palavras, sobre o benchmarketing, quandodiz que: “[..] primeira das qualidades de um capitão, que é a que ensina a
  3. 3. entrar em contacto com o inimigo, acampar, levar os exércitos, traçar planos decombate, e assediar ou acampar com vantagem.”“E eu sei que qualquer um reconhecerá que muito louvávelseria que um príncipe possuísse, de todas as qualidades enumeradas, astidas por boas; mas a condição do homem é tal, que não permite a possecompleta delas, nem mesmo sua prática consistente; é preciso que opríncipe seja tão prudente que saiba evitar os defeitos que lhe tirariam ogoverno e praticar as qualidades próprias para lhe garantir a posse dele,se lhe é possível.”A obra é rica em ensinamentos gerenciais. Nesse texto, por exemplo,couberam algumas citações imprescindíveis de estratégia. E cada vez que OPríncipe é lido, novas conclusões e valorosos ensinamentos podem serextraídos.

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