Mimetismo em anuros

1.221 visualizações

Publicada em

Seminário sobre mimetismo e camuflagem em anuros, apresentado na faculdade. Diferença entre mimetismo e camuflagem e mecanismos de defesa.

Publicada em: Meio ambiente
0 comentários
2 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
1.221
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
27
Comentários
0
Gostaram
2
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Mimetismo em anuros

  1. 1. Zoologia de Vertebrados I Mimetismo em Anuros Prof.: Joaquim Buchaim Acadêmica: Katlin Fernandes
  2. 2. Qual a diferença entre Mimetismo e Camuflagem?
  3. 3. Camuflagem e mimetismo A camuflagem e o mimetismo são exemplos de mecanismos de defesa primária, ou seja, aqueles que não dependem da presença do predador, secundário são aqueles que dependem (ex: tanatose - fingir-se de morto) e deimático (de ameaça). Mecanismos de defesa aumentam a chance de sobrevivência do animal.
  4. 4. Estratégias comportamentais de defesa de Anfíbios e Répteis • Localização: evitar ser encontrado; • Identificação: evitar ser reconhecido; • Aproximação: evitar ser capturado; • Subjugação: evitar ser morto; • Ingestão: evitar ser engolido; • Digestão: evitar ser digerido
  5. 5. Subjugação - Tanatose (Thanatos – Deus grego da morte) Edalorhina perezi Phyllomedusa tomopterna
  6. 6. Subjugação - Tanatose (Thanatos – Deus grego da morte)
  7. 7. O ajustamento que todos os organismos apresentam em relação ao ambiente em que vivem é denominado adaptação. Dessa forma, eles apresentam muitos aspectos anatômicos, fisiológicos e etológicos (comportamentais) ajustados ao seu modo de vida, adotando cores, odores, aspectos ou forma de movimento que os ajudam a passar despercebidos. Camuflagem e mimetismo
  8. 8. Conceitos de Camuflagem É um conjunto de técnicas e métodos que permitem a um dado organismo ou objecto permanecer indistinto do ambiente que os rodeia. A camuflagem pode ser definida como a propriedade que os membros de uma espécie possuem de desenvolver uma ou mais características corporais, no formato e/ou na coloração do corpo, que as tornam semelhantes ao seu meio ambiente, dificultando sua detecção. Pode-se definir camuflagem como uma estratégia de defesa em que o animal se parece com parte do ambiente quando visto por seu predador no lugar e horário em que está mais vulnerável à predação
  9. 9. Exemplos de Camuflagem Ceratophrys cornuta Ceratophryidae Hypsiboas cinerascens Hylidae As espécies arborícolas de Hylidae com coloração verde e espécies terrícolas como a Ceratophrys cornuta com cor semelhante a folhas secas deixando-as mais difíceis de serem percebidas na serapilheira.
  10. 10. Exemplos de Camuflagem Algumas espécies, como Hypsiboas boans, podem apresentar coloração durante o dia diferente da noturna, lhe permitindo boa camuflagem em seus locais de repouso.
  11. 11. Exemplos de Camuflagem Nyctibius sp Uruatu (Do guarani: ave fantasma)
  12. 12. Kakapo or ‘owl parrot’ Nova Zelândia Exemplos de Camuflagem
  13. 13. Conceitos de Mimetismo Mimetismo (mimíca): Consiste na presença, por parte de determinados organismos, denominados mímicos, de características que os confundem com um outro grupo de organismos, os modelos. Mimetismo é um fator de adaptação evolutiva em que duas ou mais espécies diferentes assumem algumas semelhanças físicas ou de comportamento que são reconhecidas por outras espécies.
  14. 14. Tipos de Mimetismo Mimetismo defensivo – tem como alvo os predadores do mímico. É quando um organismo (que pode ser inofensivo ou não) mimetiza um organismo perigoso. Mimetismo baltesiano - Mimetismo de defesa em que um modelo tóxico ou perigoso é imitado, evolutivamente, por espécies “saborosas” ou inofensivas, evitando, dessa forma, serem atacadas pelos predadores
  15. 15. Mimetismo Mulleriano - duas ou mais espécies de sabor desagradável ou venenosas para os predadores apresentam coloração de advertência semelhante. Graças a essa “analogia”, ambas ampliam o número de espécies de inimigos que passam a evitá-las. Mimetismo agressivo – tem como alvo a presa do mímico. Alguns organismos imitam organismos inofensivos, para atacar suas presas Mimetismo reprodutivo – este tipo de mimetismo é muito comum nas plantas que mimetizam a fêmea de algumas espécies de insectos e se aproveitam da tentativa de acasalamento para a sua polinização. Tipos de Mimetismo
  16. 16. Mimetismo reprodutivo Ophrys apifera Orquídea Mímica Eucera nigrilabris Abelha Modelo
  17. 17. Mimetismo reprodutivo
  18. 18. Mimetismo Baltesiano Limenitis archippus Borboleta vice-rei Palatável Mímica Danaus plexippus Borboleta monarca Não palatável Modelo
  19. 19. Mimetismo Mulleriano Erythrolamprus aesculapii Cobra coral falsa Não peçonhenta Mímica Micrurus corallinus Cobra coral verdadeira Modelo Possuem veneno neurotóxico
  20. 20. Mimetismo Baltesiano Leptodactylus lineatus Mímico Dendrobatídeos Modelo
  21. 21. Mimetismo agressivo Myrmarachne assimilis (Salticidae). Filipinas Gênero Cephalotes, faz mimetismo batesiano e agressivo. Especialista em formigas
  22. 22. Anuros: sapos, rãs e pererecas Maior grupo da classe Amphibia com cerca de 5 mil espécies A maioria dos sapos (a) possui a pele seca, pernas e dedos curtos, as rãs (b) possuem pele umida, e pernas e dedos longos. As pererecas (c) possuem discos na ponta dos dedos
  23. 23. Cores e defesa Polimorfismo Polimorfismo: ocorre quando duas ou mais formas distintas são observadas em uma mesma população. O polimorfismo na coloração corporal é reconhecido para cerca de 225 espécies de anuros. A pressão por predadores visualmente orientados parece ser a explicação mais provável para a seleção direta sobre o polimorfismo de cor, considerando que os anuros estão na base da cadeia alimentar (Hoffman & Blouin, 2000).
  24. 24. Polimorfismo Dendrobates pumilio
  25. 25. Polimorfismo Dendrobates pumilio
  26. 26. Cores e defesa • Coloração críptica: a maioria dos anfíbios possui coloração semelhante ao local onde vivem; estas fazem saltos longos e rápidos • Coloração brilhante: espécies ativas durante o dia, possuem substâncias na pele que as defendem contra predadores; se deslocam com saltos curtos.
  27. 27. Cores e importância ecológica e econômica • Cores: defesa contra predadores, fungos e bactérias; • Bioindicadores: “Os anuros são altamente sensíveis às alterações do ambiente. Por depender de ambientes aquáticos e terrestres em bom estado de conservação, qualquer alteração na qualidade da água e na temperatura pode extinguir espécies” • Substâncias na pele: são substâncias bioativas (nutrientes e não nutrientes que possuem ação metabólica ou fisiológica específica) e podem ser usadas na produção de remédios
  28. 28. Cores e importância ecológica e econômica Estas substâncias secretadas pelos anfíbios com a função de proteção são compostos químicos variados. Os estudos feitos com estas substâncias determinam a reação destes compostos com fungos, bactérias e células humanas. Depois de separar e testar estas substâncias elas podem ser desenvolvidas sinteticamente.
  29. 29. Cores e importância ecológica e econômica Compostos químicos encontrados em espécies dos gêneros Brachycephalus , Dendrobates, Phyllomedusa e Rana estão sendo amplamente pesquisados. “Devido aos estudos já se sabe que substâncias dessas espécies poderão atuar, por exemplo, como substitutas da morfina, no tratamento do mal de Alzheimer, da doença de Chagas e, até mesmo, no combate ao câncer”, aponta Domingos
  30. 30. Referências Mimetismo e Camuflagem, Professor Djalma Santos. Disponível em <http://djalmasantos.wordpress.com/2012/05/10/mimetismo-e- camuflagem/> Acessado em 09/04/2014. Mecanismos de defesa em anfíbios e répteis. Herpetofauna. Disponível em <http://www.herpetofauna.com.br/MecanismosDefesa.htm> Acessado em 09/04/2014. Facebook: Scientific Illustration for the Research Scientist | somersault18:24. Disponível em <https://www.facebook.com/somersault1824> Último acesso em Polimorfismo de Coloração Corporal em anfíbios. Disponível em <https://www.portaleducacao.com.br/Artigo/Imprimir/23642> Acessado em 21/04/2014 LIMA, A. P. et al. Cores e defesa em Guia de sapos da reserva Adolpho Ducke. Manaus, 2006.

×