Ginecomastia

3.378 visualizações

Publicada em

Publicada em: Saúde e medicina
1 comentário
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
3.378
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
1
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
47
Comentários
1
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Ginecomastia

  1. 1. GINECOMASTIA
  2. 2. Definição <ul><li>Do grego “MAMA FEMININA” </li></ul><ul><ul><li>Aumento da mama em indivíduos do sexo masculino devido a proliferação glandular. </li></ul></ul>
  3. 3. ETIOLOGIA <ul><li>Desequilíbrio </li></ul><ul><li>Ação inibitória da testosterona </li></ul><ul><li>Ação estimuladora do estrogênio </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Pode ser </li></ul><ul><li>Fisiológica </li></ul><ul><li>Patológica </li></ul>
  5. 5. Fisiológica <ul><ul><li>Período Neonatal </li></ul></ul><ul><ul><li>Passagem transplacentária de estrogênios maternos </li></ul></ul><ul><ul><li>“ leite de bruxa” </li></ul></ul><ul><ul><li>Puberdade </li></ul></ul><ul><ul><li>Caso mais comum de ginecomastia </li></ul></ul><ul><ul><li>Causa incerta </li></ul></ul><ul><ul><li>Velocidade? Valores estradiol? Formação local? </li></ul></ul><ul><ul><li>Ginecomastia senil </li></ul></ul><ul><ul><li>40% dos idosos têm ginecomastia verdadeira </li></ul></ul><ul><ul><li>diversos fatores </li></ul></ul><ul><ul><li>Todos ocorrem devido a mudanças hormonais. </li></ul></ul>
  6. 6. Patológica <ul><ul><li>Causada por qualquer condição que implique redução da produção de androgênios ou de sua ação ao nível da mama, ou aumento de estrogênio circulante </li></ul></ul>
  7. 7. Fármacos <ul><li>2 mecanismos principais </li></ul><ul><ul><li>inibição da síntese ou ação periférica dos androgênios - mais comum </li></ul></ul><ul><ul><li>atuação direta como estrogênio ou através do estímulo da secreção testicular de estradiol </li></ul></ul><ul><ul><li>Outros mecanismos desconhecidos. </li></ul></ul>
  8. 8. Patológica <ul><ul><li>Induzida por drogas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Drogas cardiovasculares </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Antiandrogênios </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Endócrinas </li></ul></ul><ul><ul><li>Doenças sistêmicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Neoplasias </li></ul></ul><ul><ul><li>Idiopática </li></ul></ul>
  9. 9. ESPIRONOLACTONA <ul><li>Diurético poupador de K+ </li></ul><ul><li>Antagonista da aldosterona </li></ul><ul><li>Competição pelos receptores </li></ul><ul><ul><ul><li>Complexo espironolactona-receptor é inativo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Falha na produção de proteínas de transporte que são produzidas em resposta à aldosterona </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Proteínas que trocam Na+/K+ no túbulo coletor </li></ul></ul></ul><ul><li>Ação </li></ul><ul><ul><ul><li>Inibe reabsorção do Na+ </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Inibe secreção de K+ </li></ul></ul></ul><ul><li>Já que inativam os receptores da aldosterona </li></ul>
  10. 11. Farmacocinética <ul><li>Espironolactona </li></ul><ul><li>Ação do citocromo P-450 </li></ul><ul><li>Canrenoma </li></ul><ul><li>Metabólito ativo bloqueador de receptor de mineralocorticóide </li></ul>
  11. 12. <ul><li>Espironolactona </li></ul><ul><ul><li>Bem absorvida no intestino </li></ul></ul><ul><ul><li>Meia vida plasmática curta </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>10 min </li></ul></ul></ul><ul><li>Canrenoma </li></ul><ul><ul><li>Metabólito ativo </li></ul></ul><ul><ul><li>Meia vida plasmática 16h </li></ul></ul><ul><li>ESPLERENOMA </li></ul><ul><ul><li>Análogo da espironolactona </li></ul></ul><ul><ul><li>Não tem metabólitos ativos </li></ul></ul><ul><ul><li>Meia vida de eliminação mais curta do que Canrenoma </li></ul></ul>
  12. 13. Espironolactona X Ginecomastia <ul><li>Espironolactona </li></ul><ul><ul><li>Se assemelha quimicamente a alguns esteróides sexuais </li></ul></ul><ul><ul><li>Interage com receptores de progesterona e andrógenos em tecidos diferentes do rim </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>CAUSANDO </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Ginecomastia </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Atrofia testicular </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Distúrbios menstruais </li></ul></ul></ul></ul>
  13. 14. <ul><li>Esplerenona </li></ul><ul><ul><li>Afinidade mais baixa por receptores de progesterona e andrógenos </li></ul></ul><ul><li>Espirinolactona </li></ul><ul><ul><li>Evitar uso crônico </li></ul></ul><ul><ul><li>Altas doses </li></ul></ul>
  14. 15. Andrógenos <ul><li>Esteróides anabolizantes </li></ul><ul><ul><li>Sintéticos e semi-sintéticos comercializados </li></ul></ul><ul><ul><li>Derivados da testosterona </li></ul></ul><ul><li>Empregados em altas doses por atletas </li></ul><ul><ul><li>Aumentar desempenho atlético </li></ul></ul><ul><li>Administração Via oral/parenteral </li></ul><ul><ul><li>Imediatamente degradada pelo fígado </li></ul></ul><ul><ul><li>Quantidades mínimas atingem circulação sistêmica </li></ul></ul><ul><li>Necessidade de modificar a molécula para alterar suas propriedades </li></ul><ul><ul><li>Proporcionar níveis plasmáticos fisiológicos e persistentes do hormônio </li></ul></ul>
  15. 16. Modificações <ul><ul><ul><li>Esterificação do grupo 17β-hidroxila com qualquer ácido carboxílico para diminuir a polaridade da molécula </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Alquilação da posição 17α, permite que os androgênios sejam oralmente eficazes, pois o grupamento alquilado é lentamente metabolizado pelo fígado. Os metabólitos alquilados medeiam a ação do hormônio dentro das células. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>E outras alterações na estruturas, para lentificar a inativação; intensificar a potência; alterar padrão do metabolismo. </li></ul></ul></ul>
  16. 17. <ul><ul><li>Efeitos anabólicos </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Efeito retentor do nitrogênio, que é um constituinte básico da proteína, promovendo assim crescimento e desenvolvimento de massa muscular através da uma melhor utilização da proteína ingerida. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><li>Mecanismo de ação </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>A testosterona não é a substância ativa; nos tecidos-alvo ela é reduzida na posição 5α a diidrotestosterona, que serve como mediador intracelular. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>A diidrotestosterona liga-se ao receptor de proteína intracelular e o complexo hormônio-receptor é ligado no núcleo a elementos regulatórios hormonais específicos nos cromossomos e age aumentando a síntese de rnas e proteinas especificas </li></ul></ul></ul></ul></ul>
  17. 18. <ul><ul><li>Os ésteres da testosterona são hidrolisados em testosterona livre e subseqüentemente metabolizados do mesmo modo que a testosterona; mas alterações na moléculas alteram a degradação metabólica. Como resultado, muitos androgênios sintéticos são metabolizados menos rapidamente que a testosterona e têm meias-vidas mais longas. </li></ul></ul><ul><ul><li>O fato de que essas moléculas de esteróides alteradas e seus metabolitos sejam excretados na urina permite que o seu uso seja detectado quando são tomados para a intensificação do desempenho pelos atletas. </li></ul></ul>
  18. 19. <ul><ul><li>Efeitos indesejados </li></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Efeitos feminizantes, que são mediados pelos metabólitos estrogênicos do esteróide administrado, como a ginecomastia. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Androgênios contendo uma configuração delta4-3-ceto podem ser aromatizados em estrogênios nos tecidos extraglandulares pela enzima aromatase do citocromo P450. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><ul><li>Mais grave em crianças e portadores de doença hepática. </li></ul></ul></ul></ul></ul><ul><ul><li>A administração de hormônio exógeno, a partir de 15 a 150 mg/dia, já causa efeitos indesejados. </li></ul></ul>
  19. 20. Deca-Durabolin (decanoato de nandrolona)
  20. 21. <ul><ul><li>Durateston® (fenilpropionato, isocaproato, propionato e decanoato de testosterona) </li></ul></ul><ul><ul><li>Winstrol® (estanozolol) </li></ul></ul>
  21. 22. <ul><ul><li>Dianabol (metandrostenolona) (Anabol, Stenolon) </li></ul></ul>
  22. 23. Antagonistas H2 <ul><ul><li>Os antagonistas H2 são drogas amplamente utilizadas, isoladamente ou em associação com outros fármacos, como antiácidos. </li></ul></ul><ul><ul><li>A incidência de efeitos colaterais com o uso dos antagonistas H2 da histamina é baixa. </li></ul></ul>
  23. 24. <ul><ul><li>A etiologia deve-se ao aumento da secreção de prolactina e sua ligação inibitória a receptores androgênicos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Inibição da hidroxilização do estradiol catalizado pelo citocromo P450 aumenta a concentração plasmática do estradiol em pacientes masculinos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Droga tem a capacidade de bloquear a liberação de gonadotrofina. </li></ul></ul><ul><ul><li>Aumento do hormônio Iuteinizante, da tireotrofina e redução na contagem de espermatozóide. </li></ul></ul>
  24. 26. <ul><ul><li>Rapidamente absorvido </li></ul></ul><ul><ul><li>após administração oral. </li></ul></ul><ul><ul><li>Duração de ação : 4,5 e 7 horas. </li></ul></ul><ul><ul><li>A meia-vida de eliminação é de 2 a 3 horas. O fármaco é excretado na urina sem ser metabolizado. </li></ul></ul><ul><ul><li>Caracteriza- se por atravessar a barreira placentária e ser excretada no leite materno de 2 a 10 vezes mais do que no soro. </li></ul></ul><ul><ul><li>70% excretados inalterados na urina, por filtração glomerular e secreção tubular. O restante é biotransformado em sulfóxido inativo. </li></ul></ul>
  25. 27. <ul><ul><li>CIMETIDINA, Cimex- Retard, Duomed, Etidine, Gastrodine, Prometidine, Stomakon, Tagamet, Ulcedine, Ulcenon, Ulcimet, Ulcitrat. </li></ul></ul>
  26. 28. Tratamento <ul><li>Terapia antiestrogênios </li></ul><ul><li>Ginecomastia e Ca de Mama </li></ul>
  27. 29. Moduladores seletivos dos receptores de estrogenio <ul><li>Esses agentes ligam-se ao receptor de estrogênios e exercem efeitos estrogênicos ou antiestrogênicos dependendo do órgão específico </li></ul>
  28. 30. <ul><ul><li>Competem com os estrógenos endógenos pelos receptores nos órgãos-alvo, e portanto, inibe a transcrição de genes estrógenos-responsivos. </li></ul></ul>
  29. 31. Tamoxifeno <ul><ul><li>É um antiestrógeno, competindo com os estrógenos endógenos pelos receptores </li></ul></ul><ul><ul><li>Bloqueia a absorção e incorporação do estradiol </li></ul></ul><ul><ul><li>Tem ação antiestrogênica no tecido mamário (mas ações estrogênicas nos lipídeos plasmáticos, no endométrio e nos ossos) </li></ul></ul><ul><ul><li>É utilizado principalmente para o tratamento e prevenção do câncer de mama </li></ul></ul><ul><ul><li>Exerce supra-regulação sobre o fator de crescimento transformante-β (TGF-β), ↓ sua função, que está associada à progressão da malignidade </li></ul></ul>
  30. 32. <ul><ul><li>Administração oral </li></ul></ul><ul><ul><li>Excreção predominantemente fecal, excreção urinária mínima </li></ul></ul><ul><ul><li>T1/2: 5 a 7 dias </li></ul></ul><ul><ul><li>[ ] máximas detectáveis: 3 a 7h </li></ul></ul><ul><ul><li>Efeitos cardioprotetores e diminui incidência de osteoporose </li></ul></ul><ul><ul><li>Medicamentos com TAMOXIFENO em sua composição: </li></ul></ul>
  31. 33. Toremifeno <ul><ul><li>É um derivado trifeniletileno do TAMOXIFENO, com perfil farmacológico, eficácia e reações adversas semelhantes </li></ul></ul><ul><ul><li>É um antagonista do estrógeno em tecido mamário e uterino, porém agonista em tecidos ósseos e no metabolismo de colesterol </li></ul></ul><ul><ul><li>Administração oral </li></ul></ul><ul><ul><li>T1/2: 4h </li></ul></ul><ul><ul><li>[ ] máximas detectáveis: 4h </li></ul></ul><ul><ul><li>Medicamentos com TOREMIFENO em </li></ul></ul><ul><ul><li>sua composição: </li></ul></ul>
  32. 34. Inibidores da aromatase <ul><ul><li>ENZIMA AROMATASE: </li></ul></ul><ul><ul><li>responsável pela conversão da androstenediona e da testosterona em estrogênios, estrona (E1) e estradiol (E2), processo chamado de AROMATIZAÇÃO </li></ul></ul><ul><ul><li>Os inibidores da aromatase representam uma classe mais recente de fármacos </li></ul></ul>
  33. 35. Anastrozol <ul><ul><li>É um inibidor da AROMATASE potente e </li></ul></ul><ul><ul><li>seletivo </li></ul></ul><ul><ul><li>Liga-se competitivamente e de modo específico ao heme da CYP19 </li></ul></ul><ul><ul><li>Administração oral </li></ul></ul><ul><ul><li>Absorção rápida </li></ul></ul><ul><ul><li>Em torno de 10% do fármaco é excretado em forma do composto original não metabolizado </li></ul></ul>
  34. 36. <ul><ul><li>T1/2: 40h </li></ul></ul><ul><ul><li>Excreção hepática </li></ul></ul><ul><ul><li>Está associado a menos eventos trombólicos que o tamoxifeno </li></ul></ul><ul><ul><li>Medicamentos com ANASTROZOL em sua composição: Arimidex </li></ul></ul>
  35. 37. Letrozol <ul><ul><li>Inibe a aromatização corporal total </li></ul></ul><ul><ul><li>Administração oral </li></ul></ul><ul><ul><li>Absorção rápida </li></ul></ul><ul><ul><li>Biodisponibilidade de 99,9% </li></ul></ul><ul><ul><li>[ ] máximas detectáveis: 1h </li></ul></ul><ul><ul><li>Medicamentos com LETROZOL em </li></ul></ul><ul><ul><li>sua composição: femara </li></ul></ul>
  36. 38. Exemestano <ul><ul><li>Em contraste com os inibidores competitivos reversíveis anastrozol e letrozol, o exemestano inativa irreversivelmente a enzima, por isso é designado como “substrato suicida” </li></ul></ul><ul><ul><li>Inibe a atividade da aromatase em 98% </li></ul></ul><ul><ul><li>[ ] máximas detectáveis:2h </li></ul></ul><ul><ul><li>T1/2: 24h </li></ul></ul><ul><ul><li>Medicamentos com Exemestano em </li></ul></ul><ul><ul><li>sua composição: Aromasin </li></ul></ul>

×