11/02/2014

Estatística da mulher no trabalho
A partir da década de 70 até os dias de hoje,
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conforme esse trabalhador seja homem ou mulher. E se a maiores patamares de escolaridade
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concretamente essa sobrecarga, confronte-se a grande diferença existente entre a dedicação
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dupla jornada ainda é a realidade da mulher brasileira, mesmo com a melhora de escolaridade e
maior inserção no...
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ECONOMICAMENTE ATIVA- PEA, OCUPADOS E EMPREGADOS.
Por outro lado, os empregos femininos no serviço
público, em...
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Bibliografia:
ONU-BR, Nações unidas no Brasil:
http://www.unicrio.org.br/onu-divulga-estatisticas-abrangentes-...
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Estatística da mulher no trabalho

  1. 1. 11/02/2014 Estatística da mulher no trabalho A partir da década de 70 até os dias de hoje, a participação das mulheres no mercado de trabalho tem apresentado uma espantosa progressão. Se em 1970 apenas 18% das mulheres brasileiras trabalhavam, chega-se a 2007 com mais da metade delas , ( 52,4%) em atividade. Ao analisar o comportamento da força de trabalho feminina no Brasil nos últimos 30 anos, o que chama a atenção é o vigor e a persistência do seu crescimento. Com um acréscimo de 32 milhões de trabalhadoras entre 1976 e 2007, as mulheres desempenharam um papel muito mais relevante do que os homens no crescimento da população economicamente ativa. De maneira geral, as mulheres enfrentam grandes dificuldades no mercado de trabalho. A ausência de equidade entre os sexos na inserção ocupacional fica particularmente evidenciada, quando se observam a exposição ao desemprego, a qualidade das ocupações em que as mulheres estão inseridas e a remuneração percebida, no âmbito do trabalho, a posição de desvantagem em que as mulheres se encontram na sociedade. Essa presença permanente de diferenciais de ganhos, mesmo quando as condições de exercício da atividade se equiparam, desnuda as reais determinações das desigualdades e remete a discussão ao âmbito mais geral do estado atual das relações sociais entre os sexos. Como tem sido reiterado na literatura, a associação entre a escolaridade e a participação das mulheres no mercado de trabalho é intensa. Assim como os homens, a atividade das mulheres aumenta entre os que têm mais de 8 anos de estudo ( que corresponde à escolaridade obrigatória do primeiro grau), mas são aquelas que têm nível superior de ensino (15 anos ou mais) as mais ativas, com uma taxa de 82% em 2007, bastante superior à taxa de atividade feminina geral ( cerca de 50%) Na fatia formalizada do mercado de trabalho, em que, em princípio se encontram os melhores empregos, a exigência por maiores níveis de escolaridade parece incidir mais sobre as mulheres do que sobre os homens: em 2007, p.ex., 63% dos postos de trabalho ocupados por mulheres requeriam nível de instrução médio e superior, mas a proporção de empregos masculinos que exigiam esses mesmos níveis era bastante inferior ( 44% ). O fato de as trabalhadoras disporem de credenciais de escolaridade superiores aos seus colegas de trabalho, entretanto, não tem se revertido em ganhos semelhantes, pois os dados deixam claro que homens e mulheres com igual escolaridade obtêm rendimentos diferentes. O fato é que, as relações de gênero vão determinar valores diferentes para profissionais no mercado de trabalho, 1
  2. 2. 11/02/2014 conforme esse trabalhador seja homem ou mulher. E se a maiores patamares de escolaridade estão associados, de uma forma geral, maiores salários, isso é mais verdade para os homens do que para as mulheres. São destinados aos homens os melhores cargos e salários. A evidência disso é o fato de que 5,5% dos homens ocupados chegaram a um cargo de direção, e apenas 3,9% das mulheres. O Prêmio Anual Executivo de Valor, que elege os melhores profissionais em 20 setores da economia através da escolha feita por um júri composto por um grupo de empresas do mercado de "headhunting" nacional e internacional, nenhuma mulher foi premiada, certamente não por discriminação do júri, mas porque elas são escassas no mercado de executivos. Mulheres entre 25 e 54 anos agora têm maior taxa de participação no mercado de trabalho na maioria das regiões, em comparação com os anos de 1990. As mulheres ainda são raramente empregadas em trabalhos com status, poder e autoridade, e em ocupações tradicionalmente masculinas. As mulheres ainda são raramente empregadas em trabalhos com status, poder e autoridade, e em ocupações tradicionalmente masculinas. A última pesquisa do IBGE mostra o rosto das diferenças por gênero. Para cada R$ 100 de salário de um homem de baixa renda, uma mulher vai receber R$ 76. Para cada R$ 100 recebidos pelo funcionário do sexo masculino, uma mulher receberá R$ 66,10. Neste país de imensa pobreza, considera-se o topo da carreira uma renda mensal de R$ 3.730 para os homens e de R$ 2.466,50 para as mulheres. Na pesquisa por faixa de escolaridade as mulheres com até quatro anos de estudo recebem 80,6% do salário dos homens com a mesma escolarização. Com 12 anos ou mais de estudo as mulheres recebem apenas 61,6% do que os homens As mulheres têm mais tempo de estudo: elas estudam, em média, 8,6 anos, quando a média nacional entre a população ocupada é de 7,6 anos. Os Estados da Região Sul estão na lista daqueles com maior número de mulheres em cargos de direção. Essa proporção cai assustadoramente conforme se avança pelos Estados mais pobres da Federação onde as mulheres recebem menos em relação aos homens: na média, 59,4% do salário masculino. É possível afirmar, portanto, que, no âmbito da oferta de trabalhadoras, têm havido significativas mudanças. Restam, no entanto, algumas continuidades que dificultam a dedicação das mulheres ao trabalho ou fazem dela uma trabalhadora de segunda categoria. Em primeiro lugar, as mulheres seguem sendo as principais responsáveis pelas atividades domésticas e pelo cuidado com os filhos e demais familiares, o que representa uma sobrecarga para aquelas que também realizam atividades econômicas. Exemplificando 2
  3. 3. 11/02/2014 concretamente essa sobrecarga, confronte-se a grande diferença existente entre a dedicação masculina e a feminina aos afazeres domésticos: os homens gastam nessas atividades, em média, 10,3 horas por semana e as mulheres, 26 horas. Estando ou não no mercado, todas as mulheres são donas-de-casa e realizam tarefas que, mesmo sendo indispensáveis para a sobrevivência e o bem-estar de todos os indivíduos, são desvalorizadas e desconsideradas nas estatísticas, que as classifica como "inativas, cuidam de afazeres domésticos". Com esse movimento, a atual taxa de participação feminina encontra-se em patamar elevado, praticamente alcançando a observada em 2010, que é a segunda maior registrada (56,2%). Por sua vez, a taxa de participação masculina (71,5%, em 2012) apresentou relativa estabilidade e vem se mantendo praticamente no mesmo patamar desde 2006, após uma longa trajetória de declínio. Comparada à de outros países, a taxa de participação das mulheres na RMSP (56,1%) é uma das mais elevadas: México – 41,2% Estados Unidos – 58,1% França – 51,5% Alemanha – 53,2% Espanha – 52,8% Itália – 38,4% Reino Unido – 56,9% Nota: A taxa de participação dos países citados é referente às mulheres de 15 anos ou mais de idade. Os dados são de 2011. Dados sobre a ocupação das mulheres com nível superior: Os homens com estudo universitário se distribuem de forma equilibrada pelos setores da economia. As mulheres se concentram nas áreas de educação, saúde e serviços sociais. Segundo o IBGE, grande parte da responsabilidade pelas diferenças de rendimento entre homens e mulheres se reproduz no mercado de trabalho onde as divisões dos papéis ainda desempenhados pela mulher dentro da família, cabem a mãe os cuidados com filhos, idosos e doentes. Pesquisa revela que as mulheres inseridas no mercado de trabalho dedicam 22,1 horas por semana às tarefas da casa, enquanto os homens gastam apenas 9,9 horas com essas atividades. A 3
  4. 4. 11/02/2014 dupla jornada ainda é a realidade da mulher brasileira, mesmo com a melhora de escolaridade e maior inserção no mercado. Jornada da mulher trabalhadora: Durante a semana, a jornada diária da mulher é de 502 minutos, 5% maior que a do homem (480 minutos); No fim de semana, a jornada diária da mulher é de 326, 62% maior que a carga masculina (201 minutos). Distribuição dos ocupados, por sexo, segundo posição na ocupação Região Metropolitana de São Paulo – 2011/2012 Em porcentagem : Mulheres 2011 2012 TOTAL 100,0 100,0 Total de assalariados 65,8 66,7 Setor privado 55,4 56,1 Com carteira assinada 46,6 47,7 Sem carteira assinada 8,8 8,5 Setor público 10,5 10,5 Autônomos 13,1 12,5 Trabalham para o público 7,6 7,4 Trabalham para empresa 5,5 5,1 Empregadores 2,5 2,3 Empregados domésticos 14,7 14,7 Mensalistas 9,9 9,6 Diaristas 4,9 5,2 Trabalhadores familiares 1,0 0,9 Demais posições (2) 2,8 3,0 Homens 2011 2012 100,0 100,0 73,1 72,2 67,4 66,7 56,0 56,3 11,4 10,4 5,7 5,5 18,0 18,7 10,7 11,1 7,4 7,6 4,9 4,9 0,5 0,6 0,5 0,5 - (3) - (3) - (3) - (3) 3,1 3,3 A importância crescente das mulheres na força de trabalho pode, também, ser observada de outro ângulo, através da sua participação na PEA. Se em 1976, o contingente feminino na PEA era de 29%, em 2007 ela atinge mais de 40%. Movimento semelhante não se verificou, entretanto, em relação à participação das mulheres no conjunto dos empregados, que na última década se manteve próxima a 1/3, pois como tem sido reiteradamente comentado, os lugares privilegiados de inserção de parcela significativa do contingente das trabalhadoras no mercado de trabalho, ainda são as atividades informais, não remuneradas e o trabalho doméstico. A tabela que segue dá idéia da magnitude e das diferenças numéricas entre os segmentos populacionais considerados como POPULAÇÃO 4
  5. 5. 11/02/2014 ECONOMICAMENTE ATIVA- PEA, OCUPADOS E EMPREGADOS. Por outro lado, os empregos femininos no serviço público, em regime estatutário, duplicaram no período analisado, evidenciando a persistência da importância desse setor na absorção da força de trabalho feminina, particularmente nas áreas da educação e da saúde: se em 1985 16% dos empregos femininos eram contratados sob aquele regime, em 2007, eles atingem 30%. Neste mesmo ano, apenas 15% dos empregos masculinos eram na administração pública. Ressalvada essa diferença de gênero, deve-se notar que nesse longo período de tempo, também foi crescente importância do setor público na absorção dos homens ( apenas 8% em 1985). A parcela de mulheres que conseguiu um emprego com contrato formal de trabalho em 2007, encontrou as principais chances de colocação, pela ordem, na Administração Pública ( 59% dos postos de trabalho do setor), nos Serviços,particularmente em Serviços médicos, odontológicos e veterinários (75%) e no Ensino (61%), no Comércio Varejista (42%), na Indústria (principalmente nos ramos Têxteis e do vestuário ( 61%), Calçados (50%), Elétrica, Eletrônica e de Comunicações ( 34%) e Alimentos e Bebidas( 30%). Por outro lado, é mais provável o engajamento masculino no mercado formal, na Agricultura ( 85% dos postos de trabalho formais),_ muito provavelmente em função do florescimento do agro-negócio e da disseminação da formalização dos vínculos de trabalho no campo _, nas Indústrias da Construção Civil (93%), Extrativa mineral ( 90%), Minerais não metálicos, Metalúrgica e Material de Transporte (88% cada), Serviços industriais de utilidade pública e Mecânica ( 84% cada ) e, além disso, no Comércio Atacadista, em que 72% dos empregos formais são masculinos. a mão-de-obra feminina apresenta índices de emprego mais elevados que a masculina em grandes estabelecimentos :em 2007, 41% delas e 32% deles trabalhavam em empresas com mais de 500 empregados. 5
  6. 6. 11/02/2014 Bibliografia: ONU-BR, Nações unidas no Brasil: http://www.unicrio.org.br/onu-divulga-estatisticas-abrangentes-sobre-as-mulheres/ Portal Fundação Carlos Chagas: http://www.fcc.org.br/bdmulheres/serie2.php?area=series http://www.fcc.org.br/bdmulheres/serie3.php?area=series http://www.fcc.org.br/bdmulheres/serie6.php?area=series Estatísticas sobre a mulher: http://www.feebpr.org.br/Mulher/Estatisticas.htm Sistema PED-Pesquisa de emprego e desemprego: http://www.fee.tche.br/sitefee/download/informe-mulher-e-trabalho/2013/informemulher-e-trabalho-2013.pdf CITE-Comissão para a igualdade no trabalho e no emprego: http://www.cite.gov.pt/pt/acite/mulheresehomens.html 6

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