Serviços ambientais - Conceitos básicos

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Aula sobre conceitos básicos sobre serviços dos ecossistemas e a valoração econômica-ecológica desses serviços.

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Serviços ambientais - Conceitos básicos

  1. 1. SERVIÇOS DOS ECOSSISTEMAS E VALORAÇÃO ECOLÓGICA Biodiversidade e Conservação Autor: Juliano van Melis
  2. 2. Objetivos • Definir e introduzir o conceito de serviços de ecossistemas e apresentar as suas classificações;
  3. 3. Objetivos • Definir e introduzir o conceito de serviços de ecossistemas e apresentar as suas classificações; • Expor os motivos da valoração dos serviços ecossistêmicos;
  4. 4. Objetivos • Definir e introduzir o conceito de serviços de ecossistemas e apresentar as suas classificações; • Expor os motivos da valoração dos serviços ecossistêmicos; • Mostrar (alguns) métodos para efetuarmos a valoração ecológica;
  5. 5. Objetivos • Definir e introduzir o conceito de serviços de ecossistemas e apresentar as suas classificações; • Expor os motivos da valoração dos serviços ecossistêmicos; • Mostrar (alguns) métodos para efetuarmos a valoração ecológica; • Apresentar (alguns) estudos de caso e considerações finais.
  6. 6. Programa • Os serviços ecossistêmicos – Definições – Bens e Serviços Ecossistêmicos – Classificações • A valoração ecológica – O que deve ter valor? – Por que dar valor? • Métodos para a valoração • Estudos de caso e considerações finais
  7. 7. OS SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS Serviços dos Ecossistemas e Valoração Ecológica
  8. 8. Serviços EcossistêmicosO que é ECOSSISTEMA? Sistema ecológico delimitado e constituído por todos os organismos em uma área e o ambiente físico com o qual eles interagem. [1]
  9. 9. Serviços EcossistêmicosO que é ECOSSISTEMA? Sistema ecológico delimitado e constituído por todos os organismos em uma área e o ambiente físico com o qual eles interagem. [1] – Processos bióticos e abióticos – Fluxos e reservatórios
  10. 10. Serviços EcossistêmicosO que são SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS? - TUDO!
  11. 11. Serviços EcossistêmicosO que são SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS? - TUDO! - “Benefícios que as pessoas obtém dos ecossistemas”[2] ESTRUTURA FUNÇÕES BENS E SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS ECOSSISTEMA
  12. 12. Serviços EcossistêmicosO que são SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS? - TUDO! - “Benefícios que as pessoas obtém dos ecossistemas”[2] ESTRUTURA FUNÇÕES BENS E SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS ECOSSISTEMAVISÃO ANTROPOCÊNTRICA
  13. 13. Serviços EcossistêmicosBENS ECOSSISTÊMICOS Materiais brutos fornecidos na Natureza Bens essenciais para a produção econômica (Bens de Mercado)
  14. 14. Serviços EcossistêmicosBENS ECOSSISTÊMICOS Materiais brutos fornecidos na Natureza Bens essenciais para a produção econômica (Bens de Mercado) “Se eu uso este material, você não pode”
  15. 15. Serviços EcossistêmicosBENS ECOSSISTÊMICOS Materiais brutos fornecidos na Natureza Bens essenciais para a produção econômica (Bens de Mercado) “Se eu uso este material, você não pode”  COMPETIÇÃO
  16. 16. Serviços EcossistêmicosBENS ECOSSISTÊMICOS Materiais brutos fornecidos na Natureza Bens essenciais para a produção econômica (Bens de Mercado) “Se eu uso este material, você não pode”  COMPETIÇÃO  Estrutura do ecossistema
  17. 17. Serviços EcossistêmicosSERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS Estrutura gera função São funções ecossistêmicas com valor antrópico Inclusão de funções para a manutenção da vida
  18. 18. Constanza e colaboradores[3] listaram 17 serviços ecossistêmicos: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos
  19. 19. Grupo do Millenium Ecosystem Assessment[2] simplificou em: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos PROVISÃO[2]
  20. 20. Grupo do Millenium Ecosystem Assessment[2] simplificou em: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos REGULAÇÃO[2]PROVISÃO[2]
  21. 21. Grupo do Millenium Ecosystem Assessment[2] simplificou em: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos REGULAÇÃO[2] INFORMAÇÃO[2]PROVISÃO[2]
  22. 22. Grupo do Millenium Ecosystem Assessment[2] simplificou em: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos REGULAÇÃO[2] INFORMAÇÃO[2]PROVISÃO[2] SUPORTE[2]
  23. 23. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de provisão Provisão (fornecimento) de bens ecossistêmicos. “Produtos obtidos dos ecossistemas”[2] Por exemplo: alimentos e temperos; madeira e fibras; recursos genéticos; água.
  24. 24. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de provisão
  25. 25. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de provisão
  26. 26. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de regulação Responsáveis pela regulação dos bens ecossistêmicos. “Benefícios obtidos da regulação dos processos ecossistêmicos”[2] Por exemplo: Ciclagem de nutrientes; manutenção climática; controle de pragas e doenças; polinização; Energia
  27. 27. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de regulação
  28. 28. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de regulação
  29. 29. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de regulação
  30. 30. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de regulação
  31. 31. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de regulação
  32. 32. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de informação Fornecem informação (bens não-materiais) às pessoas. “Benefícios não-materiais que as pessoas obtém dos ecossistemas através do enriquecimento espiritual, desenvolvimento cognitivo, reflexão, recreação, e experiências estéticas” [2] Por exemplo: funções e estruturas de ecossistemas que fomentem a cultura, religião, educação, recreação ou deem inspiração estética.
  33. 33. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de informação
  34. 34. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de informação
  35. 35. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de informação
  36. 36. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de informação
  37. 37. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de suporte Sustentam a funcionalidade dos ecossistemas. “São aqueles necessários para a produção de todos os outros serviços ecossistêmicos” [2] Por exemplo: Habitats, formação de solos, produtividade primária, ciclos biogeoquímicos
  38. 38. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de suporte
  39. 39. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de suporte
  40. 40. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de suporte
  41. 41. Serviços Ecossistêmicos - Serviços de suporte SUPORTE - Ciclos biogeoquímicos - Formação de solos - Produtividade primária - Habitats - ... PROVISÃO - Alimentos e temperos - Água - Fibras e madeiras - ... REGULAÇÃO - Manutenção do Clima - Polinização e Dispersão - Purificação da Água - ... INFORMAÇÃO - Estética - Cultural e Espiritual - Educacional e Recreacional - ...
  42. 42. Serviços Ecossistêmicos Benefícios e serviços podem ser levados em conjunto com outros serviços e capitais (humanos inclusive), levando à uma dupla contagem, portanto [5]:
  43. 43. Serviços Ecossistêmicos Benefícios e serviços podem ser levados em conjunto com outros serviços e capitais (humanos inclusive), levando à uma dupla contagem, portanto [5]: - Serviços: fenômenos ecossistêmicos, podendo ser intermediários ou finais SERVIÇOS INTERMEDIÁRIOS Formação de solo Produtividade Primária Polinização Ciclagem de Nutrientes Regulação Hídrica Produção de Alimentos Provisão de Água SERVIÇOS FINAIS
  44. 44. Serviços Ecossistêmicos Benefícios e serviços podem ser levados em conjunto com outros serviços e capitais (humanos inclusive), levando à uma dupla contagem, portanto [5]: - Serviços: fenômenos ecossistêmicos, podendo ser intermediários ou finais - Benefícios: São gerados pelos serviços ecossistêmicos SERVIÇOS INTERMEDIÁRIOS Formação de solo Produtividade Primária Polinização Ciclagem de Nutrientes Regulação Hídrica Produção de Alimentos Provisão de Água SERVIÇOS FINAIS BENEFÍCIOS Proteção contra Enchentes Alimento Consumo de Água
  45. 45. Constanza [4] baseado na distribuição espacial dos serviços: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos GLOBAL[4]
  46. 46. Constanza [4] baseado na distribuição espacial dos serviços: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos LOCAL[4]GLOBAL[4]
  47. 47. Constanza [4] baseado na distribuição espacial dos serviços: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos LOCAL[4] DIRECIONAL[4]GLOBAL[4]
  48. 48. Constanza [4] baseado na distribuição espacial dos serviços: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos LOCAL[4] DIRECIONAL[4]GLOBAL[4] IN SITU[4]
  49. 49. Constanza [4] baseado na distribuição espacial dos serviços: 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos LOCAL[4] DIRECIONAL[4]GLOBAL[4] IN SITU[4] USUÁRIO[4]
  50. 50.  Importante para propor pagamentos de serviços ecossistêmicos 1. Regulação de gases 2. Regulação climática 3. Regulação de distúrbios 4. Regulação Hídrica 5. Fornecimento hídrico 6. Controle de Erosão e Retenção de sedimentos 7. Formação de solo 8. Ciclagem de nutrientes 9. Tratamento de resíduos 10. Polinização 11. Controle biológico 12. Refúgio 13. Produção de alimentos 14. Matéria-prima 15. Recursos genéticos 16. Recreação 17. Cultural Serviços Ecossistêmicos LOCAL[4] DIRECIONAL[4]GLOBAL[4] IN SITU[4] USUÁRIO[4]
  51. 51. Serviços Ecossistêmicos MAS, E AÍ? matéria matéria energia energia reciclagem energia solar calor Capital Natural RIQUEZA $ $ Capital Antropogênico
  52. 52. Serviços Ecossistêmicos IMPACTO HUMANO energia solar calor Capital Natural RIQUEZA $$ $$ Capital Antropogênicomatéria matéria energia energia reciclagem
  53. 53. Serviços Ecossistêmicos IMPACTO HUMANO HÁ DISTINÇÃO NA FORMA DE OBTER OS “VALORES” DOS ECOSSISTEMAS
  54. 54. Serviços Ecossistêmicos IMPACTO HUMANO
  55. 55. canavial Brejo assoreado Serviços Ecossistêmicos IMPACTO HUMANO
  56. 56. Serviços Ecossistêmicos IMPACTO HUMANO SEDIMENTOS + ADUBOS + DEFENSIVOS
  57. 57. Benefícios para os produtores Custos para as populações associadas Uso de recursos “convencional”: Sem conservação Conservação (sem pagamento) Serviços Ecossistêmicos  Muitos dos impactos negativos das operações das empresas e do consumo dos produtos não são precificados. água suja ↓ biota ↑ efeito estufa
  58. 58. Benefícios para os produtores Custos para as populações associadas Uso de recursos “convencional”: Sem conservação Conservação (sem pagamento) Pagamento máximo a ser pago para reduzir os danos ambientais Serviços Ecossistêmicos  Muitos dos impactos negativos das operações das empresas e do consumo dos produtos não são precificados.
  59. 59. Benefícios para os produtores Custos para as populações associadas Uso de recursos “convencional”: Sem conservação Conservação (sem pagamento) Pagamento mínimo desejado para mudar o comportamento danoso ao ecossistema Pagamento máximo a ser pago para reduzir os danos ambientais Serviços Ecossistêmicos  Muitos recursos e serviços ambientais não são precificados
  60. 60. Benefícios para os produtores Custos para as populações associadas Uso de recursos “convencional”: Sem conservação Pagamento Conservação (sem pagamento) Pagamento mínimo desejado para mudar o comportamento danoso ao ecossistema Pagamento máximo a ser pago para reduzir os danos ambientais Conservação (com pagamento) Serviços Ecossistêmicos  Muitos recursos e serviços ambientais não são precificados
  61. 61. Uso de recursos “convencional”: Sem conservação Pagamento Conservação (sem pagamento) Conservação (com pagamento) Serviços Ecossistêmicos
  62. 62. A VALORAÇÃO ECOLÓGICA Serviços dos Ecossistemas e Valoração Ecológica
  63. 63. Valoração Ecológica Quais SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS devem ter valor? estrutura funções BENS E SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS ECOSSISTEMA
  64. 64. Valoração Ecológica Quais SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS devem ter valor? estrutura funções BENS E SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS VALORES ECOSSISTEMA
  65. 65. Valoração Ecológica Quais SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS devem ter valor? estrutura funções BENS E SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS VALORES ECOSSISTEMA Ações humanas (públicas e privadas)
  66. 66. Valoração Ecológica Quais SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS devem ter valor? - TUDO!
  67. 67. Valoração Ecológica Quais SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS devem ter valor? - TUDO! - “O valor econômico é definido em termos de satisfação das necessidades humanas, postulando desta maneira uma substituibilidade entre bens ou serviços ambientais com outros bens e serviços que pessoas valorizam.”[6]
  68. 68. Valoração Ecológica Quais SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS devem ter valor? - TUDO! - “O valor econômico é definido em termos de satisfação das necessidades humanas, postulando desta maneira uma substituibilidade entre bens ou serviços ambientais com outros bens e serviços que pessoas valorizam.”[6]  Tornar a manutenção dos serviços ecossistêmicos rentável
  69. 69. Valoração Ecológica Quais SERVIÇOS ECOSSISTÊMICOS devem ter valor? - TUDO! - “O valor econômico é definido em termos de satisfação das necessidades humanas, postulando desta maneira uma substituibilidade entre bens ou serviços ambientais com outros bens e serviços que pessoas valorizam.”[6] Este processo não é tão simples
  70. 70. Valoração Ecológica “Uma avaliação econômica é o processo de quantificar o valor econômico da mudança de um bem ou serviço”[6]
  71. 71. Valoração Ecológica “Uma avaliação econômica é o processo de quantificar o valor econômico da mudança de um bem ou serviço”[6]
  72. 72. Valoração Ecológica “Uma avaliação econômica é o processo de quantificar o valor econômico da mudança de um bem ou serviço”[6]
  73. 73. Valoração Ecológica “Uma avaliação econômica é o processo de quantificar o valor econômico da mudança de um bem ou serviço”[6] - Pagamento para garantir o serviço (segurança) - willingness to pay - Pagamento para compensar a perda do serviço (compensação) - willingness to accept
  74. 74. Valoração Ecológica Por que deve ocorrer a VALORAÇÃO ECOLÓGICA?  Compreendermos quanto os ecossistemas contribuem para a sociedade e para as atividades econômicas
  75. 75. Valoração Ecológica Por que deve ocorrer a VALORAÇÃO ECOLÓGICA?  Compreendermos quanto os ecossistemas contribuem para a sociedade e para as atividades econômicas  Entendermos quais são os benefícios e custos das intervenções que alteram os ecossistemas (investimentos ambientais), possibilitando uma comparação paralela com outros investimentos
  76. 76. Valoração Ecológica Por que deve ocorrer a VALORAÇÃO ECOLÓGICA?  Compreendermos quanto os ecossistemas contribuem para a sociedade e para as atividades econômicas  Entendermos quais são os benefícios e custos das intervenções que alteram os ecossistemas (investimentos ambientais), possibilitando uma comparação paralela com outros investimentos  Tornar a conservação financeiramente sustentável.
  77. 77. Valoração Ecológica Por que deve ocorrer a VALORAÇÃO ECOLÓGICA?  Compreendermos quanto os ecossistemas contribuem para a sociedade e para as atividades econômicas  Entendermos quais são os benefícios e custos das intervenções que alteram os ecossistemas (investimentos ambientais), possibilitando uma comparação paralela com outros investimentos  Tornar a conservação financeiramente sustentável. Não dar valor = valor NULO
  78. 78. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais Benefícios do ecossistema HOJE
  79. 79. Valoração Ecológica Fonte: [7] Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos conservação Benefícios do ecossistema HOJE Benefícios do ecossistema AMANHÃ (sem conservação) Benefíciosderivadosdoecossistema
  80. 80. Valoração Ecológica Fonte: [7] Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos conservação Impacto da degradação Benefícios do ecossistema HOJE Benefícios do ecossistema AMANHÃ (sem conservação) Benefíciosderivadosdoecossistema
  81. 81. Valoração Ecológica Fonte: [7] Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos conservação Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Conservação da biodiversidade Benefícios do ecossistema HOJE Benefícios do ecossistema AMANHÃ (sem conservação) Benefícios do ecossistema AMANHÃ (com conservação) Benefíciosderivadosdoecossistema
  82. 82. Valoração Ecológica Fonte: [7] Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos conservação Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Conservação da biodiversidade Aumento Líquido dos benefícios do Ecossistema Benefícios do ecossistema HOJE Benefícios do ecossistema AMANHÃ (sem conservação) Benefícios do ecossistema AMANHÃ (com conservação) Benefíciosderivadosdoecossistema
  83. 83. Valoração Ecológica Fonte: [7] Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos conservação Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Conservação da biodiversidade Custo conservação Benefícios do ecossistema HOJE Benefícios do ecossistema AMANHÃ (sem conservação) Benefícios do ecossistema AMANHÃ (com conservação) Benefíciosderivadosdoecossistema Aumento Líquido dos benefícios do Ecossistema
  84. 84. Valoração Ecológica Fonte: [7]
  85. 85. Valoração Ecológica Fonte: [7]
  86. 86. Valoração Ecológica Tipos de valores[7] VALORES DE USO VALORES DE NÃO-USO
  87. 87. Valoração Ecológica VALORES DE USO VALORES DE NÃO-USO VALORES DIRETOS Bens utilizados de forma direta. Ex: comida, madeira Tipos de valores[7]
  88. 88. Valoração Ecológica Tipos de valores[7] VALORES DE USO VALORES DE NÃO-USO VALORES DIRETOS Bens utilizados de forma direta. Ex: comida, madeira VALORES INDIRETOS Serviços utilizados de forma direta. Ex: regulação hídrica, ciclagem de nutrientes
  89. 89. Valoração Ecológica Tipos de valores[7] VALORES DE USO VALORES DE NÃO-USO VALORES DIRETOS Bens utilizados de forma direta. Ex: comida, madeira VALORES INDIRETOS Serviços utilizados de forma direta. Ex: regulação hídrica, ciclagem de nutrientes VALORES DE OPÇÃO Uso futuro de serviços e bens. Ex: banco genético, princípios ativos
  90. 90. Valoração Ecológica Tipos de valores[7] VALORES DE USO VALORES DE NÃO-USO VALORES DIRETOS Bens utilizados de forma direta. Ex: comida, madeira VALORES INDIRETOS Serviços utilizados de forma direta. Ex: regulação hídrica, ciclagem de nutrientes VALORES DE OPÇÃO Uso futuro de serviços e bens. Ex: banco genético, princípios ativos VALORES DE EXISTÊNCIA Valores intrínsecos de recursos e paisagens. Ex: espécies- bandeira, valores estéticos, herança do patrimônio natural
  91. 91. Valoração Ecológica VALORES DE USO VALORES DE NÃO-USO VALOR ECONÔMICO TOTAL Tipos de valores[7]
  92. 92. MÉTODOS PARA A VALORAÇÃO Serviços dos Ecossistemas e Valoração Ecológica
  93. 93. Métodos para a Valoração VALORES DIRETOS Bens e produtos
  94. 94. Métodos para a Valoração VALORES DIRETOS Bens e produtos PREÇOS DE MERCADO
  95. 95. Métodos para a Valoração VALORES DIRETOS Bens e produtos VALORES INDIRETOS Serviços de Ecossistemas PREÇOS DE MERCADO
  96. 96. Métodos para a Valoração VALORES DIRETOS Bens e produtos VALORES INDIRETOS Serviços de Ecossistemas PREÇOS DE MERCADO ABORDAGENS BASEADAS EM CUSTO E PRODUTIVIDADE Efeito na Produção Custos de substituição e Mitigação
  97. 97. Métodos para a Valoração VALORES DIRETOS Bens e produtos VALORES INDIRETOS Serviços de Ecossistemas VALORES DE OPÇÃO VALORES DE EXISTÊNCIA VALORES DIRETOS Turismo Natural PREÇOS DE MERCADO ABORDAGENS BASEADAS EM CUSTO E PRODUTIVIDADE Efeito na Produção Custos de substituição e Mitigação
  98. 98. Métodos para a Valoração VALORES DIRETOS Bens e produtos VALORES INDIRETOS Serviços de Ecossistemas VALORES DE OPÇÃO VALORES DE EXISTÊNCIA VALORES DIRETOS Turismo Natural PREÇOS DE MERCADO ABORDAGENS BASEADAS EM CUSTO E PRODUTIVIDADE MERCADO DE ALUGUEL E ABORDAGENS DE PREFERÊNCIA Efeito na Produção Custos de substituição e Mitigação Custos de viagens Valoração de contingência
  99. 99. Métodos para a Valoração Preços de Mercado
  100. 100. Métodos para a Valoração Preços de Mercado Quanto as pessoas desejam pagar? (willingness to pay)  preferência REVELADA de bens
  101. 101. Métodos para a Valoração Custos de substituição e Mitigação
  102. 102. Métodos para a Valoração  preferência REVELADA ou DECLARADA de serviços Quanto as pessoas desejam aceitar (compensação da perda)? (willingness to accept) Custos de substituição e Mitigação
  103. 103. Métodos para a Valoração PREFERÊNCIA REVELADA PREFERÊNCIA DECLARADA OUTROS MÉTODOS EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE CUSTO NA SAÚDE HUMANA CUSTO DE TROCA (e variantes) Fonte: [7] CUSTO DE VIAGEM PREÇO HEDÔNICO VALORAÇÃO CONTINGENTE MODELO DE ESCOLHA TRANSFERÊNCIA DE BENEFÍCIOS
  104. 104. Métodos para a Valoração PREFERÊNCIA REVELADA PREFERÊNCIA DECLARADA OUTROS MÉTODOS EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE CUSTO NA SAÚDE HUMANA CUSTO DE TROCA (e variantes) Fonte: [7] CUSTO DE VIAGEM PREÇO HEDÔNICO VALORAÇÃO CONTINGENTE MODELO DE ESCOLHA TRANSFERÊNCIA DE BENEFÍCIOS baseadas no comportamento observado das pessoas
  105. 105. Métodos para a Valoração PREFERÊNCIA REVELADA PREFERÊNCIA DECLARADA OUTROS MÉTODOS EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE CUSTO NA SAÚDE HUMANA CUSTO DE TROCA (e variantes) Fonte: [7] CUSTO DE VIAGEM PREÇO HEDÔNICO VALORAÇÃO CONTINGENTE MODELO DE ESCOLHA TRANSFERÊNCIA DE BENEFÍCIOS baseadas no comportamento hipotético das pessoas
  106. 106. Métodos para a Valoração • Abordagem: Traçar impacto da mudança nos serviços ecossistêmicos em bens produzidos EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE Fonte: [7]
  107. 107. Métodos para a Valoração • Abordagem: Traçar impacto da mudança nos serviços ecossistêmicos em bens produzidos • Aplicações: Qualquer impacto que afete os bens produzidos EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE Fonte: [7]
  108. 108. Métodos para a Valoração • Abordagem: Traçar impacto da mudança nos serviços ecossistêmicos em bens produzidos • Aplicações: Qualquer impacto que afete os bens produzidos • Dados necessários: Mudança de serviço; impacto na produção; valor líquido nos bens produzidos EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE Fonte: [7]
  109. 109. Métodos para a Valoração • Abordagem: Traçar impacto da mudança nos serviços ecossistêmicos em bens produzidos • Aplicações: Qualquer impacto que afete os bens produzidos • Dados necessários: Mudança de serviço; impacto na produção; valor líquido nos bens produzidos • Limitações: Dados sobre mudança dos serviços e impactos consequentes na produção são escassos EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE Fonte: [7]
  110. 110. Métodos para a Valoração EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE DESMATAMENTO
  111. 111. Métodos para a Valoração EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE DESMATAMENTO Redução de Controle de pragas & Polinização Redução da Vazão da água e secas Aumento erosivo Redução da área Florestada
  112. 112. Métodos para a Valoração EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE DESMATAMENTO Redução de Controle de pragas & Polinização Redução da Vazão da água e secas Aumento erosivo Redução da área Florestada Aumento do uso de Fertilizantes e pesticidas Aumento dos Danos no cultivo (kg) Aumento da Produção do cultivo (kg)
  113. 113. Métodos para a Valoração EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE DESMATAMENTO Redução de Controle de pragas & Polinização Redução da Vazão da água e secas Aumento erosivo Redução da área Florestada Aumento do uso de Fertilizantes e pesticidas Aumento dos Danos no cultivo (kg) Aumento da Produção do cultivo (kg) Aumento de custos Diminuição da Produção do cultivo ($) Aumento da Produção do cultivo ($)
  114. 114. Métodos para a Valoração EM FUNÇÃO DA PRODUTIVIDADE DESMATAMENTO Redução de Controle de pragas & Polinização Redução da Vazão da água e secas Aumento erosivo Redução da área Florestada Aumento do uso de Fertilizantes e pesticidas Aumento dos Danos no cultivo (kg) Aumento da Produção do cultivo (kg) Aumento de custos Diminuição da Produção do cultivo ($) Aumento da Produção do cultivo ($) Mudança no valor da Agricultura (em $)
  115. 115. Métodos para a Valoração CUSTO NA SAÚDE HUMANA • Abordagem:Traçar impacto da mudança nos serviços ecossistêmicos na morbidade e mortalidade Fonte: [7]
  116. 116. Métodos para a Valoração CUSTO NA SAÚDE HUMANA • Abordagem:Traçar impacto da mudança nos serviços ecossistêmicos na morbidade e mortalidade • Aplicações: Qualquer impacto que afeta a saúde (por exemplo, a poluição do ar ou da água) Fonte: [7]
  117. 117. Métodos para a Valoração CUSTO NA SAÚDE HUMANA • Abordagem:Traçar impacto da mudança nos serviços ecossistêmicos na morbidade e mortalidade • Aplicações: Qualquer impacto que afeta a saúde (por exemplo, a poluição do ar ou da água) • Dados necessários: Mudança no serviço; impacto na saúde (funções dose-resposta), o custo da doença ou do valor da vida Fonte: [7]
  118. 118. Métodos para a Valoração CUSTO NA SAÚDE HUMANA • Abordagem:Traçar impacto da mudança nos serviços ecossistêmicos na morbidade e mortalidade • Aplicações: Qualquer impacto que afeta a saúde (por exemplo, a poluição do ar ou da água) • Dados necessários: Mudança no serviço; impacto na saúde (funções dose-resposta), o custo da doença ou do valor da vida • Limitações: Dados sobre dose-resposta que liguem as condições ambientais com a saúde, muitas vezes são precárias; subestimação, pois omite preferências para a saúde; valor da vida não pode ser estimada facilmente Fonte: [7]
  119. 119. Métodos para a Valoração CUSTO NA SAÚDE HUMANA
  120. 120. Métodos para a Valoração CUSTO DE TROCA (e variantes) • Abordagem: Custo de uso ao trocar a perda de um bem ou serviço. Fonte: [7]
  121. 121. Métodos para a Valoração CUSTO DE TROCA (e variantes) • Abordagem: Custo de uso ao trocar a perda de um bem ou serviço. • Aplicações: Qualquer perda de bem ou serviço Fonte: [7]
  122. 122. Métodos para a Valoração CUSTO DE TROCA (e variantes) • Abordagem: Custo de uso ao trocar a perda de um bem ou serviço. • Aplicações: Qualquer perda de bem ou serviço • Dados necessários: Extenção da perda dos bens ou serviços, custo de trocá-los. Fonte: [7]
  123. 123. Métodos para a Valoração CUSTO DE TROCA (e variantes) • Abordagem: Custo de uso ao trocar a perda de um bem ou serviço. • Aplicações: Qualquer perda de bem ou serviço • Dados necessários: Extenção da perda dos bens ou serviços, custo de trocá-los. • Limitações: Tendem a superestimar o valor atual; deve ser utilizado com extremo cuidado Fonte: [7]
  124. 124. Métodos para a Valoração CUSTO DE TROCA (e variantes) “Land sparing X Land sharing” Território da Espécie
  125. 125. Métodos para a Valoração CUSTO DE TROCA (e variantes) “Land sparing X Land sharing” Reserva Florestal - Área de cultivo: uso intensivo - Reserva Florestal: proteção integral Território da Espécie
  126. 126. Métodos para a Valoração CUSTO DE TROCA (e variantes) “Land sparing X Land sharing” Agroecologia - Área de cultivo: uso de técnicas ambientalmente corretas Território da Espécie
  127. 127. Métodos para a Valoração CUSTO DE TROCA (e variantes) “Land sparing X Land sharing” Cada técnica tem seus benefícios. Território da Espécie
  128. 128. Métodos para a Valoração CUSTO DE TROCA (e variantes) “Land sparing X Land sharing” Cada técnica tem seus benefícios. Mas qual é a “vencedora”? Custos X Ganhos Território da Espécie
  129. 129. Métodos para a Valoração CUSTO DE VIAGEM • Abordagem: Derivada da curva de demanda a partir dos dados de custos da viagem real. Fonte: [7]
  130. 130. Métodos para a Valoração CUSTO DE VIAGEM • Abordagem: Derivada da curva de demanda a partir dos dados de custos da viagem real. • Aplicações: Recreação Fonte: [7]
  131. 131. Métodos para a Valoração CUSTO DE VIAGEM • Abordagem: Derivada da curva de demanda a partir dos dados de custos da viagem real. • Aplicações: Recreação • Dados necessários: Levantamento dos custos monetários e de tempo de viagem para o destino; distância viajada. Fonte: [7]
  132. 132. Métodos para a Valoração CUSTO DE VIAGEM • Abordagem: Derivada da curva de demanda a partir dos dados de custos da viagem real. • Aplicações: Recreação • Dados necessários: Levantamento dos custos monetários e de tempo de viagem para o destino; distância viajada. • Limitações: Limitada aos benefícios recreativos; difícil de ser utilizado em viagens com destinos múltiplos Fonte: [7]
  133. 133. Métodos para a Valoração CUSTO DE VIAGEM Área Visitantes/100 Custo Viagem 1 800 0 2 80 10 3 8 100 PARQUE ECOLÓGICO
  134. 134. Métodos para a Valoração CUSTO DE VIAGEM Área Visitantes/100 Custo Viagem 1 800 0 2 80 10 3 8 100 Área 1
  135. 135. Métodos para a Valoração CUSTO DE VIAGEM Área Visitantes/100 Custo Viagem 1 800 0 2 80 10 3 8 100 Área 2
  136. 136. Métodos para a Valoração CUSTO DE VIAGEM Área Visitantes/100 Custo Viagem 1 800 0 2 80 10 3 8 100 Área 3
  137. 137. Métodos para a Valoração CUSTO DE VIAGEM Área Visitantes/100 Custo Viagem 1 800 0 2 80 10 3 8 100 Númerodevisitantes Preço do parque PREÇO ÓTIMO
  138. 138. Métodos para a Valoração PREÇO HEDÔNICO • Abordagem: Efeito extraído dos fatores ambientais no preço de bens que incluem esses fatores. Fonte: [7]
  139. 139. Métodos para a Valoração PREÇO HEDÔNICO • Abordagem: Efeito extraído dos fatores ambientais no preço de bens que incluem esses fatores. • Aplicações: Qualidade do ar, beleza cênica, benefícios culturais Fonte: [7]
  140. 140. Métodos para a Valoração PREÇO HEDÔNICO • Abordagem: Efeito extraído dos fatores ambientais no preço de bens que incluem esses fatores. • Aplicações: Qualidade do ar, beleza cênica, benefícios culturais • Dados necessários: Preços e características dos bens Fonte: [7]
  141. 141. Métodos para a Valoração PREÇO HEDÔNICO • Abordagem: Efeito extraído dos fatores ambientais no preço de bens que incluem esses fatores. • Aplicações: Qualidade do ar, beleza cênica, benefícios culturais • Dados necessários: Preços e características dos bens • Limitações: Necessita de uma grande quantidade de dados; muito sensível à especificações. Fonte: [7]
  142. 142. Métodos para a Valoração PREÇO HEDÔNICO Legenda Efeito da Cobertura por Árvores no valor das propriedades (Los Angeles - EUA)  Maiores valores de imóveis para aqueles com maior qualidade ambiental em suas redondezas.
  143. 143. Métodos para a Valoração VALORAÇÃO CONTINGENTE • Abordagem: Questionamento direto sobre quanto que pagaria por um serviço específico Fonte: [7]
  144. 144. Métodos para a Valoração VALORAÇÃO CONTINGENTE • Abordagem: Questionamento direto sobre quanto que pagaria por um serviço específico • Aplicações: Qualquer serviço. Fonte: [7]
  145. 145. Métodos para a Valoração VALORAÇÃO CONTINGENTE • Abordagem: Questionamento direto sobre quanto que pagaria por um serviço específico • Aplicações: Qualquer serviço. • Dados necessários: Levantamentos que apresentem cenários e descobrem quanto que pagariam por um serviço específico Fonte: [7]
  146. 146. Métodos para a Valoração VALORAÇÃO CONTINGENTE • Abordagem: Questionamento direto sobre quanto que pagaria por um serviço específico • Aplicações: Qualquer serviço. • Dados necessários: Levantamentos que apresentem cenários e descobrem quanto que pagariam por um serviço específico • Limitações: Muitas fontes potenciais de viés nas respostas Fonte: [7]
  147. 147. Métodos para a Valoração VALORAÇÃO CONTINGENTE - Debate de ideias - Questionamentos à população
  148. 148. Métodos para a Valoração MODELO DE ESCOLHA • Abordagem: Questionamento sobre escolhas de opções preferíveis, entre uma gama de alternativas com atributos particulares. Fonte: [7]
  149. 149. Métodos para a Valoração MODELO DE ESCOLHA • Abordagem: Questionamento sobre escolhas de opções preferíveis, entre uma gama de alternativas com atributos particulares. • Aplicações: Qualquer serviço Fonte: [7]
  150. 150. Métodos para a Valoração MODELO DE ESCOLHA • Abordagem: Questionamento sobre escolhas de opções preferíveis, entre uma gama de alternativas com atributos particulares. • Aplicações: Qualquer serviço • Dados necessários: Inventário com entrevistados Fonte: [7]
  151. 151. Métodos para a Valoração MODELO DE ESCOLHA • Abordagem: Questionamento sobre escolhas de opções preferíveis, entre uma gama de alternativas com atributos particulares. • Aplicações: Qualquer serviço • Dados necessários: Inventário com entrevistados • Limitações: Similar ao anterior (viés); análises dos dados gerados são complexas. Fonte: [7]
  152. 152. Métodos para a Valoração MODELO DE ESCOLHA Não-Orgânico VS Orgânico Mas, ele é feito de toxinas que lentamente te matarão. Mas, ele é vendido por um preço abusivo, pois eles sabem que o outro é veneno. LEGAL! LEGAL! ESSES MALVADOS! ESSES MALVADOS! Este produto é bom e tem preço acessível. Este produto, no entanto, é natural e completamente seguro.
  153. 153. Métodos para a Valoração TRANSFERÊNCIA DE BENEFÍCIOS • Abordagem: Utiliza resultados obtidos de um contexto em um contexto diferente. Fonte: [7]
  154. 154. Métodos para a Valoração TRANSFERÊNCIA DE BENEFÍCIOS • Abordagem: Utiliza resultados obtidos de um contexto em um contexto diferente. • Aplicações: Qualquer um em que a comparação de estudos é disponível. Fonte: [7]
  155. 155. Métodos para a Valoração TRANSFERÊNCIA DE BENEFÍCIOS • Abordagem: Utiliza resultados obtidos de um contexto em um contexto diferente. • Aplicações: Qualquer um em que a comparação de estudos é disponível. • Dados necessários: Qualquer dado ou sítio em que a comparação possa ser efetuada Fonte: [7]
  156. 156. Métodos para a Valoração TRANSFERÊNCIA DE BENEFÍCIOS • Abordagem: Utiliza resultados obtidos de um contexto em um contexto diferente. • Aplicações: Qualquer um em que a comparação de estudos é disponível. • Dados necessários: Qualquer dado ou sítio em que a comparação possa ser efetuada • Limitações: Pode ser bem inacurada, devido a vários fatores que parecem “similares”; deve ser utilizado com extrema precaução Fonte: [7]
  157. 157. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais
  158. 158. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Biodiversidade LOCAL
  159. 159. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Biodiversidade REGIONAL LOCAL
  160. 160. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Conservação da biodiversidade Serviços hídricos recreação Extração de produtos florestais Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Biodiversidade REGIONAL GLOBAL LOCAL
  161. 161. Benefíciosderivadosdoecossistema($ou$/ha) Métodos para a Valoração REGIONAL GLOBAL LOCAL Fonte: [7] REGIONAL GLOBALLOCAL Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Biodiversidade
  162. 162. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Biodiversidade Custo de conservação
  163. 163. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Biodiversidade Custo de conservação Taxas de extração
  164. 164. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Biodiversidade Custo de conservação Taxa de visitantes
  165. 165. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Biodiversidade Custo de conservação Pagamentos por serviços hídricos
  166. 166. Valoração Ecológica Fonte: [7] Benefíciosderivadosdoecossistema Extração de produtos florestais recreação Serviços hídricos Biodiversidade Custo de conservação Acordos de bioprospecção; Auxílios para conservação
  167. 167. ESTUDOS DE CASO Serviços dos Ecossistemas e Valoração Ecológica
  168. 168. Estudos de caso REGIONAL • Incêndio em 6 de junho de 1889: crise hídrica na cidade. • 10 janeiro de 1901: águas da bacia do rio Cedar são bombeadas até o centro de Seattle. • 1909: Seattle, “a cidade mais saudável dos EUA” • 1905: NY compra a área florestada de Catskill.
  169. 169. Estudos de caso REGIONAL Tratamento da água em Seattle • Remoção de detritos; • Cloração, para remover os contaminantes microbianos; • Fluoração, para proteção da saúde dental; • Ozonização, para odor e sabor melhorias e controle de Giardia • Ultravioleta, para desativar contaminantes microbianos resistentes ao cloro (Cryptosporidium) • Calagem, para o controle de pH, minimizando a lixiviação por corrosão de chumbo em sistemas mais antigos de encanamento.
  170. 170. Estudos de caso REGIONAL Atualmente abastece 1.4 milhão de pessoas na área de Seattle. Estimativa de gastos extras (sem Cedar River Watershed)[8]: - US$ 200 milhões (em estações de tratamento) - US$ 3.6 milhões/ano
  171. 171. Estudos de caso REGIONAL Lei Federal N° 9.433/1997 Política Nacional de Recursos Hídricos - Cobrança pelo uso da água - Comitê de Microbacias  Conservador das Águas[9] - ICMS “ecológico” - Lei Municipal Nº 2.100/05 - Decretos Nº 1.703/06 e N.º 1.801/06
  172. 172. Estudos de caso REGIONAL Realização/Parceiros: - Prefeitura de Extrema, - ANA (Agência Nacional de Águas), - Sabesp, - IEF (Instituto Estadual de Florestas), - Governo de Minas Gerais, - SOS Mata Atlântica, - Conservação Internacional, - The Nature Conservancy e, - Valor Natural.
  173. 173. Estudos de caso REGIONAL Abrangência: 7 Microbacias Hidrográficas - Córrego das Posses; - Córrego do Salto de Cima; - Ribeirão do Juncal; - Córrego das Furnas; - Córrego dos Tenentes; - Córrego do Matão e; - Córrego dos Forjos.
  174. 174. Estudos de caso REGIONAL Beneficiários - 8.8 mi de habitantes (Grande SP)
  175. 175. Estudos de caso GLOBALREDD Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal.[10] - Capitalizar setores privados com “créditos de carbono” para que ocorra a preservação da cobertura vegetal. - Exemplo: Disney e CI (Conservation International)
  176. 176. Estudos de caso GLOBAL Auxílios financeiros de Organizações Intergovernamentais e Governos Nacionais.
  177. 177. Estudos de caso GLOBAL Fundação Amazonas Sustentável - Banco Bradesco - Governo do Estado do Amazonas - Coca-Cola - Fundo Amazônia (BNDES) - Marriott International - Samsung - TAM linhas aéreas - HRT - Yamamay
  178. 178. Estudos de caso GLOBALREDD Aspectos Gerais: - Possui um caráter “remediador” sobre os gases do efeito estufa (não é permanente); Preços dos créditos por “Redução na Emissão de Carbono” (CER), 2012- Sofre duras críticas[11] - Poucos recursos efetivos à conservação - Povos tradicionais - Pouca participação ativa de empresas - Sofre com ações especulativas.
  179. 179. Considerações Finais
  180. 180. Considerações Finais • Bens Ecossistêmicos – Provenientes da estrutura dos ecossistemas; – Há competição (são de uso exclusivo).
  181. 181. Considerações Finais • Bens Ecossistêmicos – Provenientes da estrutura dos ecossistemas; – Há competição (são de uso exclusivo). • Serviços Ecossistêmicos – Provenientes das funções dos ecossistemas; – Há compartilhamento (não há competição).
  182. 182. Considerações Finais • A valoração ecológica – Apresenta visão antropocêntrica na atribuição de valor; – Não havendo valoração, o valor do serviço do ecossistema será nulo.
  183. 183. Considerações Finais • A valoração ecológica – Apresenta visão antropocêntrica na atribuição de valor; – Não havendo valoração, o valor do serviço do ecossistema será nulo. • Métodos para a valoração – Baseados em preferência revelada ou declarada; – Métodos de preferência revelada são mais exatos, mas escassos em quantidade de dados; – Métodos de preferência declarada sofrem com visões enviesadas dos serviços e bens dos ecossistemas.
  184. 184. Considerações Finais • Estudos de caso – Serviços hidrológicos se mostram com forte poder político e econômico; – Projetos de REDD apresentam boas perspectivas, mas com limitações.
  185. 185. OBRIGADO!
  186. 186. Referências [1]. Chapin III, F.S., Matson, P.A., Mooney, H.A. 2002. Principles of Terrestrial Ecosystem Ecology. Springer [2]. Millennium Ecosystem Assessment, 2005. Island Press, Washington DC. [3]. Constanza, R., D'Arge, R., de Groot, R., Farber, S., Grasso, M., Hannon, B., Limburg, K., Naeem, S., O'Neill, R.V., Paruelo, J., Raskin, R.G., Sutton, P., van den Belt, M.1997. The value of the world’s ecosystem services and natural capital. Nature 387:253-260 [4]. Constanza, R. 2008. Ecosystem services: Multiple classification systems are needed. Biological Conservation 141:350-352 [5]. Fisher, B., Turner, K., Zylstra, M., Brouwer, R., Groot, R.D., Farber, S., Ferrano, P., Green, R., Hadley, D., Harlow, J., Jefferiss, P., Kirby, C., Morling, P., Mowatt, S., Naidoo, R., Paavola, J., Strassburg, B., Yu, D., Balmford, A., 2008. Ecosystem Services and Economic Theory: Integration for Policy-Relevant Research. Ecological Applications 18, 2050–2067 [6]. Committee on assessing and valuing the services of aquatic and related terrestrial ecosystems. 2005. Valuing Ecosystem Services: Toward better environmental decision-making. National Academy of Science.
  187. 187. Referências [7]. World Bank. 2005. How much is an ecosystem worth ? — assessing the economic value of conservation. World Bank Publications. [8]. Cosman, D., Schmidt, R, Harrison-Cox, J., Batker, D. 2012. How water utilities can spearhead natural capital accounting. The Solutions Journal 2 (6):28-31. [9].Kfouri, A., Favero, F. 2011. Projeto Conservador das Águas Passo a Passo: Uma Descrição Didática sobre o Desenvolvimento da Primeira Experiência de Pagamento por uma Prefeitura Municipal no Brasil. The Nature Conservancy do Brasil. [10]. Miles, L., Kapos, V. 2008. Reducing Greenhouse Gas Emissions from Deforestation and Forest Degradation: Global Land-Use Implications. Science. 320: 1454 – 1455. [11]. Dooley, K. 2012. FW Special Report – Durban aimed to save the market, not the climate, December 2011. EU Forest Watch January 2012. Disponível em: www.fern.org

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