Aula de agentes fisicos

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Aula de agentes fisicos

  1. 1. 1 - Ruído O ruído é responsável por uma série de alterações auditivas, e não auditivas (um som desagradável, que incomoda). É uma sensação subjetiva que afeta com intensidade diferente os indivíduos, porém, mesmo que algumas pessoas não se perturbem com sons muito altos, o seu órgão auditivo e seu organismo estão sendo atingidos. Quando se pergunta a um operário, em um ambiente de trabalho com nível de ruído alto, se não se sente incomodado, responde que “com o tempo a gente vai se acostumando”. Na realidade o que está acontecendo é que está deixando de ouvir, está ficando surdo. O ruído também traz outras conseqüências não auditivas: insônia, aumento da pressão arterial, irritabilidade, falta de atenção e outras. O efeito do ruído sobre o ser humano são variáveis, e depende de diversos fatores: - Suscetibilidade individual - depende dos mecanismos nervosos, hormonais, circulatórios, além da própria cóclea e de todo o ouvido, e de outras patologias como diabetes, sífilis, insuficiência hepática, intoxicação por agentes químicos, etc; - Intensidade do ruído - acima de 85 dB para um exposição diária de 8 horas, o ruído passa a ser prejudicial à saúde, entretanto não se pode estabelecer rigidamente um nível de intensidade, pois existem características individuais; - Tempo de exposição ao ruído - existe correlação entre tempo de exposição e a intensidade do ruído, isto é, um somatório destes dois fatores, pois os trabalhadores ficam expostos a sons intensos diários por vários anos; - Idade do indivíduo - com o envelhecimento pode ocorrer degeneração do órgão auditivo. A exposição a sons intensos por longos períodos, independente da idade, pode facilitar o processo de degeneração; - Outras patologias da orelha - por exemplo OTITE.
  2. 2. O aparelho auditivo está dividido em ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno, e desempenha duas funções principais: auditiva e vestibular ( esta relacionada ao equilíbrio). Quanto ao mecanismo de audição, as ondas sonoras penetram pelo ouvido externo indo até o ouvido médio onde encontram a membrana timpânica, fazendo com que vibrem reproduzindo ondas, que são transmitidas à cadeia ossicular do ouvido médio. Esta cadeia entra em ação, e o estribo - último ossículo da cadeia - que está em contato com a janela oval, faz com que esta também vibre. Esta vibração provoca o movimento da perilinfa, que é uma espécie de líquido dentro do ouvido médio. Sucessivamente, estas ondas progressivas provocam vibração de outros elementos do ouvido interno, até chegar as células ciliadas do Órgão de Corti, no interior da cóclea, as quais são responsáveis por transformar as ondas sonoras em estímulos nervosos específicos e conduzi-los aos centros corticais da audição, onde serão interpretados. O aparelho auditivo possui um mecanismo de defesa, através da contração dos músculos do ouvido médio, quando acontece a exposição de sons intensos. Existe um tempo de espera de cerca de quatorze a dezesseis milisegundos entre a emissão do som e a contração muscular. Conclui-se que sons de intensidade violenta e repentinos, atingem o ouvido interno antes que se processe a contração reflexa e protetora do ouvido. As lesões auditivas permanentes podem ser divididas em: Trauma acústico e Surdez Profissional. O trauma acústico corresponde ao acidente de trabalho desde que relacionado a este, sendo uma conseqüência imediata de um som intenso ( ex.: explosão). Ocorre movimento brusco das estruturas do ouvido médio, podendo acontecer rompimento da membrana timpânica e uma desarticulação dos ossículos no interior do ouvido médio. A perda auditiva relacionada ao trauma acústico pode ser unilateral ou bilateral.
  3. 3. A surdez profissional corresponde às doenças ocupacionais, se dá lenta e gradativamente, em conseqüência da exposição à ruídos por períodos longos. No início apenas as freqüências mais agudas, em torno de 4000 a 6000 Hz. estão alteradas, formando a gota acústica. Nesta ocasião o indivíduo não percebe que sua audição está sendo lesada, porque as freqüências menores responsáveis pela conversação ( 500 a 2000 Hz.) estão normais, somente vindo a se alterar com a continuidade de exposição ao ruído no decorrer do anos. A surdez profissional é irreversível. Alguns autores concluíram que o ruído pode causar efeitos extra-auditivos reversíveis, como aumento da pressão arterial, taquicardia, aumento do tônus muscular, fadiga geral, cefaléias, tonturas, enxaquecas, anorexia e emagrecimento, aumento da atividade das glândulas supra-renais, etc. Pode levar também algumas alterações de aspectos psicológico, como: insônia, irritabilidade, apatia, falta de atenção e concentração, agressividade, ansiedade e outras. A Portaria 3214, de 08 de junho de 1978, aprova as Normas Regulamentadoras - NR - do Capítulo V do Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do Trabalho. A Norma Regulamentadora 15, fala sobre as ATIVIDADES e OPERAÇÕES INSALUBRES, e em seus anexo número 1 expõe os limites de tolerância para ruído contínuo ou intermitente, da seguinte maneira:
  4. 4. LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONTÍNUO OU INTERMITENTE _______________________________________________________________________________ ________________ NÍVEL DE RUÍDO MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL _______________________________________________________________________________ ________________ 85 dB 8 horas 86 dB 7 horas 87 dB 6 horas 88 dB 5 horas 89 dB 4 horas e 30 minutos 90 dB 4 horas 95 dB 2 horas 100 dB 1 hora 105 dB 30 minutos 110 dB 15 minutos 115 dB 07 minutos 2 – Trabalho em altas temperaturas Num país tropical como o nosso, o trabalho em ambientes com altas temperaturas é extremamente comum, seja ele a céu aberto ou não. As altas temperaturas nestes ambientes aos responsáveis pelo aparecimento de diversas doenças, sendo a maioria resultada de uma resposta fisiológica do próprio organismo. Adequadamente protegida uma pessoa pode suportar temperaturas que variem de 50º C negativos à 100º C positivos, precisando para isso utilizar os seus próprios mecanismos fisiológicos de perda e ganho de calor. No entanto o corpo humano não suporta internamente temperaturas maiores de 41º C, sem que danos importantes apareçam. Os mecanismos de ganho de calor são: • Valor basal do metabolismo de todas as células do organismo. • Aumento do metabolismo causado por atividade muscular.
  5. 5. • Aumento do metabolismo decorrente do efeito da tiroxina sobre as células. • Aumento do metabolismo causado pelo efeito da epinefrina, norepinefrina e estimulação simpática sobre as células. • Aumento do metabolismo em decorrência da maior atividade química nas células. Em situações que temos a temperatura do corpo muito baixa, algumas “manobras” são utilizadas pelo organismo visando o ganho de calor: vasoconstrição cutânea em todo o corpo, piloreação e aumento da produção de calor. O aumento da produção de calor se dá da seguinte forma: • estimulação hipotalâmica de calafrios; • excitação química simpática da produção de calor; • aumento da produção de tiroxina. Os mecanismos de perda de calor são: irradiação, condução e evaporação. Irradiação é a mais importante, representando 60%. Ocorre em forma de raios infravermelhos, uma onda eletromagnética. A onda eletromagnética é emitida por todos os corpos acima de 0ºC. O corpo humano tanto emite quanto recebe este tipo de onda, sendo que os corpos que tenham uma temperatura maior vão emitir mais do que receber. Condução é perda de calor para outros corpos desde que estejam em contato. Incluem-se aí a roupa de trabalho, a ferramentas e, até mesmo, as moléculas de ar ao redor do corpo do trabalhador. É responsável por uma parte pequena do calor perdido (3%). Quando a condução é para as moléculas de ar representam uma parte mais significativa (15%). Convecção é a remoção do calor através da corrente de ar. É uma etapa após a condução, devido ao fato do ar quente ter a tendência de elevar-se. Isto evita que o ar quente fique em contato com a pele, o que prejudicaria a troca de calor. Evaporação é um fenômeno no quais átomos ou moléculas no estado líquido ganham energia suficiente para passar ao estado vapor.
  6. 6. O movimento térmico de uma molécula de líquido deve ser suficiente para vencer a tensão superficial e evaporar, isto é, sua energia cinética deve exceder o trabalho de coesão aplicado pela tensão superficial à superfície do líquido. Por isso, a evaporação acontece mais rapidamente a altas temperaturas, a altas vazões entre as fases líquida e vapor e em líquidos com baixas tensões superficiais (isto é, com pressões de vapor mais elevadas). Para se ter uma evaporação eficiente é importante a existência de baixa umidade do ar, haja vista que dessa forma menos partículas de ar estão saturadas com vapor de água e uma boa ventilação do ambiente de trabalho o que facilita a renovação das moléculas de ar ao redor do corpo do trabalhador, possibilitando então que novas partículas, não saturadas, entrem em contato com o corpo do trabalhador. As fontes de água no organismo são: líquidos, incluindo água, que representam 60% do total de água; alimentos em quantidade variados, sendo que algumas frutas, com a melancia (91%), e hortaliças possuem uma grande quantidade de água; uma pequena parte da água é obtida pela água do metabolismo, produzidas durante reações químicas de produção de energia. Os principais mecanismos de excreção de água são: 1) pela urina, 2) pela pele, 3) como vapor d’água expirada e 4) pelas fezes. As principais doenças provocadas pelo calor são: • Hipertermia • Desidratação • Insolação • Alterações cutâneas • Distúrbio psiconeurótico • Catarata • Hiponatremia HIPERTERMIA
  7. 7. Hipertermia é a temperatura corporal central acima de 40.0°C. As suas causas são diversas, podemos dividi-las em tóxicas e não tóxicas. As causas tóxicas são: agentes anticolinérgicos, antidepressivos, antipsicóticos, anfetamina, cocaína, síndrome de abstinência, entre outras. As não tóxicas são: Tumores cerebrais, Lesão cerebral hipóxica, Infecções (viral, bacteriana, ricketsiana, malária, etc),Mal convulsivo (Status epilepticus), Crise tireoidiana e altas temperaturas. Manifestação clínica Avaliação da temperatura central é a mais fidedigna, sendo feita através da temperatura retal. Temperatura oral e axilar não são confiáveis. Os sinais clínicos são sudorese profusa e pele seca. São complicações agudas da hipertermia: hipovolemia (devido a sudorese e vasodilatação), hipopotassemia devido a fadiga muscular, mioglobinúria, insuficiência renal aguda, coaguloatia intravascular disseminada devido a lesão endotelial, lesão cerebral e convulsões. Pode também acontecer edema pulmonar e morte. Tratamento • Interromper a exposição a qualquer fator desencadeante. • Controlar a hiperatividade muscular o mais rápido possível para evitar a produção de calor • Tratar as convlsões • Sedar os pacientes agitados com benzodiazepínicos • Resfriamento do paciente Como métodos de resfriamento podem ser utilizados: • Compressas com água morna e o uso de um ventilador promovem perda de calor por evaporação • Cobertores hipotérmicos e lavagem gástrica com soro fisiológico gelado podem ser apropriados • Manter o paciente em ambiente climatizado • Antitérmicos não são eficazes na maioria dos casos Outras medidas gerais:
  8. 8. • Oxigenioterapia • A maioria dos pacientes são hipovolêmicos, devendo ser administrados 1 a 2 litros de solução salina, monitorar o balanço hídrico e o débito urinário. • Corrigir distúrbios metabólicos e eletrolíticos. Evolução clínica e monitorização: • Temperatura corporal e respostas as medidas de resfriamento. • Hidratação e pressão venosa central. • Eletrólitos, uréia, creatinina, potássio, cálcio, CPK, contagem de plaquetas, fibrinogênio, tempo de protrombina, ECG. DESIDRATAÇÃO A causa básica da desidratação é a ingestão insuficiente de água. A perda média diária de um adulto é de 2.5 litros de água, aproximadamente 12 copos de água. A perda se dá através do suor, respiração e outras funções fisiológicas do corpo. Existe ainda a perda de eletrólitos, minerais como sódio, potássio e cálcio, que mantém o equilíbrio dos fluidos no corpo. Isso tudo acontece sem a realização de qualquer exercício ou alguma atividade laborativa. Milhares de pessoas morrem por ano em todo o mundo devido a desidratação, uma doença totalmente prevenível. Pode ser leve, perda de 1 a 2% do peso corporal total, e apresentar sintomas como fraqueza, tonteira e fadiga. A forma severa, perda de 9 a 15% do peso corporal é considerada emergência médica, levando o paciente a risco de vida. Sinais e sintomas A sede não é um bom parâmetro para medirmos a necessidade de água do organismo, principalmente em crianças e idosos. Um parâmetro melhor é a cor da sua urina: quase transparente ou com uma cor bem clara significa que está bem hidratado; amarelo forte ou uma cor escura usualmente significa desidratação. Outros sinais e sintomas variam, dependendo do grau de desidratação, que pode ser leve, moderada e severa. Desidratação leve a moderada pode causar • Sede excessiva
  9. 9. • Sonolência ou cansaço – crianças tendem a serem menos ativas que o normal • Boca seca • Menor volume de urina diário • Fraqueza muscular • Dor de cabeça • Tonteira Consequências Uma redução do volume de seus eletrólitos e fluidos normais, resulta em uma diminuição do volume sanguíneo circulante. Conseqüentemente, o coração tem que bombear mais forte para manter um fluxo adequado dos órgãos vitais, sendo incapaz de ter um controle adequado sobre a pressão sanguínea ou sobre a distribuição de nutrientes e excreção. Além disso, devido à redução do fluxo sanguíneo e a menor quantidade de água no organismo, a perspiração fica prejudicada, e a pessoa não consegue eliminar o calor do corpo da forma que devia. Em casos extremos, a temperatura sobe, o que pode causar uma exaustão por causa do calor excessivo ou até a uma condição de ameaça a vida, na qual a temperatura pode chegar a 40º C, podendo alcançar até 42ºC. Outras causas de desidratação • Diarréia • Exercício • Febre • Climas quentes • Queimaduras Prevenção A prevenção da desidratação é simples: consuma líquido e alimentos ricos em água, como frutas e vegetais. A verdadeira questão é o quanto devemos ingerir, e quais são mais apropriados. Infelizmente ainda não temos um cálculo exato para definirmos a quantidade de água que devemos ingerir por dia, até porque nessa conta entrariam inúmeros fatores muito particulares de cada um, como idade, condição física, nível de atividades diárias, região e sua fisiologia específica.
  10. 10. Entretanto, existe uma regra muito simples: beber no mínimo, conforme recomendação do Instituto de Medicina América, 13 copos de líquidos (preferentemente água) por dia para homens e 9 para as mulheres. Esta regra é geral, não considerando-se situações especiais como atividade física extrema, calor e umidade, gravidez, amamentação e doença, ficando su-entendido, que nessas situações, o consumo de água de vê ser ainda maior. É necessário ingerir mais água em climas quentes ou úmidos para ajudar a diminuir a temperatura corporal e repor a perda pelo suor. Em climas muito frios, é necessário um consumo extra de água se você estiver usando roupas impermeáveis. O ar aquecido em ambientes fechados pode ocasionar perda de água pela pele, aumentando a necessidade diária de água. INSOLAÇÃO É uma perturbação decorrente da exposição DIRETA e PROLONGADA do organismo aos raios solares. Sintomas • Pele quente e avermelhada; • Pulso rápido e forte; • Dor de cabeça acentuada; • Sede intensa; • Temperatura do corpo elevada; • Dificuldade respiratória; • Perda da consciência. Traatamento • Remova a vítima para local fresco e arejado; • Afrouxe a roupa; • Mantenha-o em repouso; • Aplique compressas geladas ou banho frio; • Encaminhe, conforme a gravidade do caso, ao hospital mais próximo.
  11. 11. ALTERAÇÕES CUTÂNEAS As lesões provocadas pelo calor são muito comuns em nosso meio. Podem se apresentar de diversas formas como queimaduras, miliária, eritema ab-igne, intertrigo e urticária. Queimaduras Podem ser provocadas por diversos agentes: • Corpos sólidos aquecidos; • Água quente, gorduras e óleos; • Materiais inflamáveis como madeira, petróleo e seus derivados, álcool e chama de maçarico; • Agentes químicos como concreto, hidróxido de sódio, ácido sulfúrico e ácido fluorídrico; • Eletricidade. São classificadas em: • 1º grau: lesão apenas da epiderme; • 2º grau: atinge a derme superficial e profunda. Apresenta bolhas e deixa cicatrizes residuais; • 3º grau: atinge o sub-cutâneo, plano muscular e partes ósseas, deixando seqüelas. Miliária Obstrução da glândula sudorípara provocando retenção de suor. Pode ser de três tipos: a) superficial: obstrução da glândula na epiderme superficial (miliária cristalina); b) rubra: obstrução da glândula na epiderme profunda. Este tipo apresenta um prurido intenso, podendo ser confundida com dermatite de contato. As
  12. 12. lesões são micropápulas eritematosas. Quando acometem grandes áreas podem provocar febre. c) Profunda: obstrução da glândula na derme superficial. As lesões são pápulas de 1 a 3 mm e lembram a urticária colinérgica. O prurido é menos intenso. Tratamento: 1. Orientar o paciente a tomar banhos pelo menos duas vezes ao dia para diminuir os níveis de calor; 2. Compressas frias no local das lesões; 3. Soluções de KmnO4 a 1:40 e solução de burow a 1:30 podem ser utilizadas. Eritema Ab-Igne Este tipo de lesão se caracteriza por hiperemia reticulada, teleangectasias e melanodermia. A causa é a exposição direta e prolongada da pele a uma fonte calórica incapaz de provocar uma queimadura. Pode ocorrer em sopradores de vidro, ferreiros, cozinheiros, padeiros, etc. Intertrigo Erupção eritematosa em áreas de atrito. Ocorre com maior freqüência em trabalhadores obesos e com sudorese excessiva. Como complicação pode ocorer infecção secundária por monília. As regiões mais afetadas são: interdigital, axilar, crural e interfemoral. Urticária Pode ser de dois tipos: localizada e difusa. A forma mais comum é a localizada, também conhecida como urticária colinérgica, que ocorre na área de contato com a fonte calórica.
  13. 13. As lesões são do tipo pápulas de 1 a 2 mm de diâmetro, circundadas por mácula eritematosa. Exercício e emoção também podem desencadear um quadro de urticária colinérgica. O tratamento é com anti-histamínicos. DISTÚRBIOS PSICONEURÓTICOS O trabalho em áreas quentes favorece a descompensação de indivíduos que estejam em estado limítrofe da saúde mental. CATARATA A temperatura alta pode provocar desnaturação das proteínas do cristalino. HIPONATREMIA A hiponatremia grave pode ser crônica ( dias ) ou aguda ( horas ), sintomática ou assintomática. A hiponatremia grave sintomática crônica ( concentração sérica de sódio < 110 ou 115 mEq/L ) ocorre mais comumente na Síndrome de Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético. O tratamento desta hiponatremia é um desafio para o clínico, em parte por que um tratamento que corrija a natremia muito rapidamente pode levar à lesão cerebral. Esta ultima às vezes se apresenta sob a forma de Mielinose Pontino Central. A hiponatremia aguda grave sintomática deve ser tratada imeadiatamente, utilizando-se solução salina hipertônica, objetivando atingir inicialmente uma hiponatremia leve. Os efeitos clínicos principais das hiponatremias são sobre o Sistema Nervoso Central ( SNC ), levando à sonolência, confusão mental e ao coma. Muitas vezes é difícil separar - em um paciente com estes sintomas - quanto se deve à hiponatremia, pois outras causas para disfunção do SNC costumam existir nestes pacientes. Em caso de dúvida, o clínico deve procurar corrigir os níveis séricos de sódio, por que nunca podemos ter certeza da importância da hiponatremia na gênese destes quadros neurológicos.
  14. 14. Em ambientes com temperaturas altas a principal causa da hiponatremia é a reposição incorreta de líquidos, ou seja, o trabalhador ingere somente água e não repõe os eletrólitos perdidos. Portanto, a reposição das perdas líquidas nesses casos deve ser feita através de soluções hidro-eletrolíticas. LIMITES DE EXPOSIÇÃO PARA EXPOSIÇÃO AO CALOR 1. A exposição ao calor deve ser avaliada através do "Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo" - IBUTG definido pelas equações que se seguem: Ambientes internos ou externos sem carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg Ambientes externos com carga solar: IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg onde: tbn = temperatura de bulbo úmido natural tg = temperatura de globo tbs = temperatura de bulbo seco. 2. Os aparelhos que devem ser usados nesta avaliação são: termômetro de bulbo úmido natural, termômetro de globo e termômetro de mercúrio comum. 3. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o trabalhador, à altura da região do corpo mais atingida. Limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço. 1. Em função do índice obtido, o regime de trabalho intermitente será definido no Quadro
  15. 15. QUADRO 1 (115.0065 / I4) TIPO DE ATIVIDADERegime de Trabalho Intermitente com Descanso no Próprio Local de Trabalho (por hora) Leve Moderada Pesada Trabalho contínuo até 30,0 até 26,7 até 25,0 45 minutos trabalho 15 minutos descanso 30,1 a 30,6 26,8 a 28,0 25,1 a 25,9 30 minutos trabalho 30 minutos descanso 30,7 a 31,4 28,1 a 29,4 26,0 a 27,9 15 minutos trabalho 45 minutos descanso 31,5 a 32,2 29,5 a 31,1 28,0 a 30,0 Não é permitido o trabalho sem a adoção de medidas adequadas de controle acima de 32,2 acima de 31,1 acima de 30 2. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais. 3. A determinação do tipo de atividade (Leve, Moderada ou Pesada) é feita consultando-se o Quadro 3. Limites de tolerância para exposição ao calor, em regime de trabalho intermitente com período de descanso em outro local (local de descanso). 1. Para os fins deste item, considera-se como local de descanso ambiente termicamente mais ameno, com o trabalhador em repouso ou exercendo atividade leve. 2. Os limites de tolerância são dados segundo o Quadro 2. QUADRO 2 (115.007-D / I 4) _ M (Kcal/h) _____ Máximo IBUTG 175 200 250 300 350 400 450 500 30,5 30,0 28,5 27,5 26,5 26,0 25,5 25,0
  16. 16. _ Onde: M é a taxa de metabolismo média ponderada para uma hora, determinada pela seguinte fórmula: sendo: Mt = taxa de metabolismo no local de trabalho. Tt = soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de trabalho. Md = taxa de metabolismo no local de descanso. Td = soma dos tempos, em minutos, em que se permanece no local de descanso. _____ IBUTG é o valor IBUTG médio ponderado para uma hora, determinado pela seguinte fórmula: sendo: IBUTGt = valor do IBUTG no local de trabalho. IBUTGd = valor do IBUTG no local de descanso. Tt e Td = como anteriormente definidos. Os tempos Tt e Td devem ser tomados no período mais desfavorável do ciclo de trabalho, sendo Tt + Td = 60 minutos corridos. 3. As taxas de metabolismo Mt e Md serão obtidas consultando-se o Quadro 3. 4. Os períodos de descanso serão considerados tempo de serviço para todos os efeitos legais
  17. 17. QUADRO 3 TAXAS DE METABOLISMO POR TIPO DE ATIVIDADE TIPO DE ATIVIDADE Kcal/h Sentado em Repouso 100 TRABALHO LEVE Sentado, movimentos moderados com braços e tronco (ex.: datilografia). Sentado, movimentos moderados com braços e pernas (ex.: dirigir). De pé, trabalho leve, em máquina ou bancada, principalmente com os braços. 125 150 150 TRABALHO MODERADO Sentado, movimentos vigorosos com braços e pernas. De pé, trabalho leve em máquina ou bancada, com alguma movimentação. De pé, trabalho moderado em máquina ou bancada, com alguma movimentação. Em movimento, trabalho moderado de levantar ou empurrar. 180 175 220 300 TRABALHO PESADO Trabalho intermitente de levantar, empurrar ou arrastar pesos (ex.: remoção com pá). Trabalho fatigante 440 550

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