EducaçãO Para A Diversidade (Out09)

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EducaçãO Para A Diversidade (Out09)

  1. 1. Educação Para Diversidade
  2. 2. Estrutura <ul><li>Parte 1 : </li></ul><ul><li>Conceitos gerais ligados à educação para a diversidade; </li></ul><ul><ul><li>Documentos internacionais; </li></ul></ul><ul><ul><li>Em busca de valores comuns; </li></ul></ul><ul><ul><li>Convivência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Dados para visualizar a realidade; </li></ul></ul>
  3. 3. Estrutura <ul><li>Parte 2 : </li></ul><ul><li>Elementos importantes para pensar a Diversidade como cotidiano; </li></ul><ul><ul><li>Empoderamento e apropriação; </li></ul></ul><ul><ul><li>Educação para a Convivência; </li></ul></ul><ul><ul><li>Integrar na Diversidade; </li></ul></ul>
  4. 4. Valores <ul><li>O que é importante pra mim? Porque é importante para mim? </li></ul><ul><li>O que é importante para o outro? Porque é importante para o outro? </li></ul>
  5. 5. Valores <ul><li>Relação </li></ul><ul><li>Observar, escutar, analisar, procurar o OUTRO; </li></ul><ul><li>Qual minha relação com o OUTRO? </li></ul><ul><li>Quem é o OUTRO? </li></ul>
  6. 6. Valores <ul><li>Diálogo </li></ul><ul><li>Relação dialógica = Fala com interação </li></ul><ul><li>Quais elementos de concepção de mundo temos em comum? </li></ul>
  7. 7. Importante <ul><li>“Se reconheço a legitimidade de outras tradições culturais, nem por isso devo debilitar meu interesse por elaborar e intensificar minha preferência por uma tradição específica ” </li></ul>
  8. 8. Em síntese: <ul><li>Afirmar-se </li></ul><ul><li>Sem negar </li></ul><ul><li>o diferente </li></ul>
  9. 9. O que é... <ul><li>O </li></ul><ul><li>Diferente </li></ul><ul><li>??? </li></ul>
  10. 10. <ul><li>A cultura e a identidade nacional se fundamentam em uma herança histórica única , compacta e imutável </li></ul><ul><li>Diferente da realidade pessoal, múltipla , difusa e mutável </li></ul>
  11. 11. Políticas públicas Cotidiano
  12. 12. Quadro 1
  13. 13. Quadro 2
  14. 14. Importante: <ul><li>É um constante posicionar-se no mundo </li></ul><ul><li>Este “situar-se” exige que façamos pequenas opções, que, ao longo do tempo, tornam-se nossa “postura política (atuante ou não) </li></ul><ul><li>Mas: O que é política? </li></ul>
  15. 15. Tipos ou níveis <ul><li>Cotidiano : </li></ul><ul><ul><li>pessoas conversando </li></ul></ul><ul><ul><li>casais discutindo </li></ul></ul><ul><ul><li>local de trabalho </li></ul></ul><ul><ul><li>relacionamento familiar </li></ul></ul>
  16. 17. Tipos ou níveis <ul><li>Institucional (nacional-estadual-municipal): </li></ul><ul><ul><li>Congresso - crise no Senado </li></ul></ul><ul><ul><li>absolvição de Edmar Moreira </li></ul></ul><ul><ul><li>politicagem- política mesquinha, visando interesses pessoais </li></ul></ul><ul><ul><li>ficamos no senso comum </li></ul></ul>
  17. 18. Pizza??????
  18. 19. Tipos ou níveis <ul><li>Internacional : </li></ul><ul><ul><li>Mercosul; </li></ul></ul><ul><ul><li>Cúpula das américas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fórum Econômico Mundial; </li></ul></ul><ul><ul><li>Fórum Social Mundial; </li></ul></ul><ul><ul><li>G-20, G-8, BRIC, OTAN, ALCA, OPEP, Al-Qaeda, etc., etc., etc. </li></ul></ul>
  19. 20. 11 de Setembro
  20. 21. Interesse Público <ul><li>O que é interesse público ? </li></ul><ul><li>Liga-se ao que é bem público : </li></ul>Bem Público é aquele que … pode ser utilizado por todos em igualdade de condições …
  21. 22. Ou seja… <ul><li>>>>>>> Público </li></ul><ul><li>= Para TODOS </li></ul><ul><li><<<<<< </li></ul>
  22. 24. Quem é o Cidadão? <ul><li>Vive na cidade. Vive significa: </li></ul><ul><ul><li>Habita: </li></ul></ul><ul><ul><li>Desenvolve suas atividades: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>pessoais, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>profissionais, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>culturais, </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>de convivência, </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>A convivência exige que certas normas e preceitos, coletivamente assumidos sejam estabelecidos. </li></ul></ul>
  23. 25. Cidade <ul><li>Lugar de se viver; </li></ul><ul><li>Onde exercer seu modo de conceber o mundo; </li></ul><ul><li>Diversidade de necessidades; </li></ul><ul><li>Coexistência; </li></ul><ul><li>Organização geográfica e interpessoal onde os homens podem trocar e existir conjuntamente; </li></ul><ul><li>Espaço onde compartilhar modos de conceber o mundo </li></ul>
  24. 26. <ul><li>Convivência, coexistência e futuro coletivo; </li></ul>
  25. 27. <ul><li>Conviver = Viver com alguém, compartilhar um mesmo espaço, físico ou virtual, com alguém; </li></ul><ul><li>Coexistir = existir plenamente junto a alguém, compartilhar com ele (ou eles) a existência </li></ul>
  26. 28. Convivência cidadã <ul><li>habilidade para celebrar acordos e cumpri-los e, quando necessário, repará-los </li></ul><ul><li>>>> Adaptabilidade </li></ul>
  27. 29. Quatro Objetivos da educação cidadã <ul><li>aumentar o cumprimento de normas de convivência; </li></ul><ul><li>aumentar a capacidade dos cidadãos para que levem outros ao cumprimento pacífico de normas; </li></ul>
  28. 30. Quatro Objetivos da educação cidadã <ul><li>aumentar a capacidade de concentração e de solução pacífica de conflitos entre os cidadãos; </li></ul><ul><li>aumentar a capacidade de comunicação dos cidadãos (expressão, interpretação) por meio da arte, da cultura, da recreação e do esporte. </li></ul>
  29. 31. <ul><li>As regras precisariam ser construídas e assumidas coletivamente... </li></ul><ul><li>Sair do MEDO para o COMPROMISSO </li></ul><ul><li>ASSUMIDO </li></ul>
  30. 32. Elemento-chave
  31. 33. Para ser processual... <ul><li>Aprender a viver juntos : </li></ul><ul><ul><li>Mobilidade crescente de pessoas; </li></ul></ul><ul><ul><li>Circulação de idéias; </li></ul></ul><ul><li>Educação : </li></ul><ul><ul><li>não basta facilitar o acesso de todos à educação, </li></ul></ul><ul><ul><li>é necessário oferecê-la em condições de qualidade , </li></ul></ul>
  32. 34. Educação... <ul><li>Para a criatividade: </li></ul><ul><ul><li>Criar, </li></ul></ul><ul><ul><li>inovar, </li></ul></ul><ul><ul><li>ler e reler a realidade, </li></ul></ul><ul><ul><li>lidar com a tradição, </li></ul></ul><ul><ul><li>buscar soluções, </li></ul></ul><ul><ul><li>Buscar a compreensão plena da alteridade... </li></ul></ul>
  33. 35. Alteridade... <ul><li>Legitimidade dos projetos e práticas de vida de todas as pessoas; </li></ul><ul><li>Ou seja </li></ul><ul><li>Qualquer opção que a pessoa faça, deve ser levada em consideração e devemos tentar compreendê-la </li></ul>
  34. 36. PRIMEIRA REFLEXÃO <ul><li>APRENDER A VIVER JUNTOS REQUER O DESENVOLVIMENTO DA CIDADANIA </li></ul>
  35. 37. O que significa? <ul><li>Desenvolver a capacidade de converter-se em cidadãos mediante a participação na vida política e nas instituições públicas, contribuindo ao mesmo tempo para sua redefinição . </li></ul><ul><li>Aprender a relacionar os acontecimentos, discutir e refletir sobre eles. </li></ul>
  36. 38. Afirmam ter aprendido na escola : <ul><li>91% dos jovens entrevistados a cooperar em grupo; </li></ul><ul><li>84%, a entender que há pessoas com idéias diferentes de suas próprias; </li></ul><ul><li>79%, a atuar para proteger o meio ambiente, </li></ul><ul><li>Estudo sobre a Educação Cívica (UNESCO) </li></ul>
  37. 39. Afirmam ter aprendido na escola : <ul><li>64%, a compreender a necessidade de ser um bom cidadão; e </li></ul><ul><li>55%, a valorizar a importância de votar nas eleições </li></ul><ul><li>68% a contribuir para a solução de problemas comunitários; </li></ul>
  38. 40. Porém: <ul><li>Poucos conseguiram relacionar coisas do dia a dia de seus paises; </li></ul><ul><li>A importância de buscar informações não tem o objetivo de ajudar a formar opinião própria , mas buscar informações mais ou menos seguras para não parecerem desinformados </li></ul>
  39. 41. Grave conclusão: <ul><li>desconexão entre: </li></ul><ul><ul><li>conhecimento político e cívico e </li></ul></ul><ul><ul><li>conduta habitual </li></ul></ul>
  40. 42. Necessidades de incentivo: <ul><li>a construir idéias próprias , </li></ul><ul><li>a expressar as opiniões , ainda que difiram das dos outros ou dos professores, e </li></ul><ul><li>a contemplar as distintas perspectivas de um determinado assunto; </li></ul><ul><li>Estimular a discussão de assuntos sobre os quais existam várias opiniões diferentes ; </li></ul>
  41. 43. Porque? <ul><li>Normalmente : </li></ul><ul><li>somos levados SÓ a assumir posições em determinados assuntos </li></ul><ul><li>e não </li></ul><ul><li>a compreender a posição dos outros naqueles mesmos assuntos </li></ul>
  42. 44. Questão para pensar: <ul><li>Escola deveria ser </li></ul><ul><ul><li>formadora de cidadãos </li></ul></ul><ul><li>mas funciona como </li></ul><ul><ul><li>transmissora de conhecimentos. </li></ul></ul>
  43. 45. Mudança de atitude: <ul><li>Deve ser tarefa conjunta entre: </li></ul><ul><ul><li>A Escola , </li></ul></ul><ul><ul><li>A F amília e </li></ul></ul><ul><ul><li>A Comunidade </li></ul></ul>
  44. 46. SEGUNDA REFLEXÃO <ul><li>APRENDER A VIVER JUNTOS REQUER CONHECIMENTO </li></ul>
  45. 47. Dupla exigência <ul><li>conseguir um desenvolvimento em condições de eqüidade ; </li></ul><ul><li>assegurar o acesso generalizado à sociedade do conhecimento. </li></ul>
  46. 48. Ciência para todos <ul><li>Ciência é um universo fundamentalmente de observação e aperfeiçoamento da capacidade de observar , analisar e gerar conhecimentos. </li></ul>
  47. 49. Ampliar domínio conceitual <ul><li>Ao invés de lidar com CAPACIDADES estabelecidas , </li></ul><ul><li>precisaríamos aprender a lidar com potencialidades e </li></ul><ul><li>CAPACIDADES a serem descobertas </li></ul>
  48. 50. Compreender: <ul><li>Pessoas em situações diferentes : Estudantes, pais, professores, especialistas. </li></ul><ul><li>São SEMPRE pessoas lidando com pessoas e não números, metodologias ou estatísticas apenas. </li></ul>
  49. 51. TERCEIRA REFLEXÃO <ul><li>APRENDER A VIVER JUNTOS REQUER COOPERAÇÃO E INTERCÂMBIO </li></ul>
  50. 52. Pressupostos para a cooperação: <ul><li>Escutar; </li></ul><ul><li>Conhecimento; </li></ul><ul><li>Confiança; </li></ul><ul><li>Competência comunicativa; </li></ul><ul><li>Disposição para trabalhar juntos, efetivamente; </li></ul>
  51. 53. ESCUTAR <ul><li>Sem reservas; </li></ul><ul><li>Sem filtros; </li></ul><ul><li>Sem julgar; </li></ul><ul><li>Reconhecendo a novidade absoluta que o outro pode ser; </li></ul><ul><li>Dar espaço para que o outro se expresse; </li></ul>
  52. 54. CONHECER <ul><li>O que conhecer? </li></ul><ul><li>TUDO </li></ul><ul><li>Como conhecer? </li></ul><ul><li>EM DETALHES </li></ul><ul><li>Conhecer sem invadir = Descobrir e maravilhar-se </li></ul>
  53. 55. CONFIAR <ul><li>assumo a responsabilidade pelos atos do OUTRO </li></ul><ul><li>Não no sentido de “Perder” a privacidade, </li></ul><ul><li>mas enquanto “partilhar de livre e espontânea vontade” a privacidade, </li></ul><ul><li>ou, em termo mais técnico, </li></ul><ul><li>“ partilhar ‘meu espaço privado’ deliberadamente”. </li></ul>
  54. 56. Elementos relacionais <ul><li>Meu </li></ul><ul><li>Outro </li></ul><ul><li>Privado </li></ul><ul><li>Público </li></ul>
  55. 57. Reflexão para finalizar <ul><li>A vontade, (que seria o que de mais individual que tenho (o que é MEU, o TER), através da qual o individualismo afirmaria MEU ESPAÇO PRIVADO, </li></ul><ul><li>torna-se espaço privilegiado de relação , onde passa a haver algo em comum entre EU e o OUTRO. </li></ul><ul><li>Aí, posso confiar. </li></ul>
  56. 58. Confiança interpessoal <ul><li>LatinBarômetro . Apenas 20% dos habitantes da América Latina têm confiança no próximo </li></ul><ul><li>e um sem número de pessoas se retrai totalmente frente aos acontecimentos políticos e frente às instituições básicas da sociedade, que carecem cada dia mais de legitimidade. </li></ul>
  57. 59. Desigualdade - Pobreza <ul><li>Pobreza não é maldição inevitável, mas é sim um conjunto de fatores que impedem as pessoas de exercerem plenamente suas vidas . </li></ul><ul><li>(Kliksberg) </li></ul>
  58. 60. Motor da pobreza <ul><li>Desconsiderar os aspectos da sensibilidade , da criatividade e atividade cultural contínua </li></ul><ul><li>por privar as pessoas de dignidade e do direito à subjetividade, à expressão de si mesmo; </li></ul>
  59. 61. Pensar a igualdade <ul><li>Há uma ligação íntima entre empoderamento e apropriação </li></ul><ul><li>Carlos Lopes (PNUD) : o propósito do empoderamento é a expansão de escolhas e possibilidades , a base do desenvolvimento humano. </li></ul>
  60. 62. Pensar a igualdade <ul><li>Empoderamento tem a ver com aumento de capacidades... expansão que envolve um aumento das possibilidades e portanto, um aumento da liberdade; </li></ul><ul><li>DESENVOLVIMENTO = LIBERDADE DE ESCOLHA </li></ul>
  61. 63. Será que todos os homens recebem os resultados da evolução humana? <ul><li>1/5 da população mundial (cerca de 1 bilhão de pessoas) vive com uma renda de menos de 1 euro por dia e estão na categoria dos famintos completos . </li></ul><ul><li>600 mil mulheres e meninas são vítimas do tráfico da prostituição organizada. </li></ul><ul><li>Dos 40 milhões de contaminados pela AIDS , 95% vivem no sul do mundo, a maioria na África. </li></ul>
  62. 64. Será que todos os homens recebem os resultados da evolução humana? <ul><li>Cerca de 37 milhões de brasileiros estão sem emprego ou sub-empregados </li></ul><ul><li>A maioria dos municípios brasileiros, apesar do alto índice de acesso à escola, não possuem escola de qualidade , por falta de oportunidade de qualificação de professores. </li></ul>
  63. 65. Faz sentido para nós pensar que seriam necessários: <ul><li>6 bilhões >> nível adequado de instrução básica no mundo </li></ul><ul><li>9 bilhões >> nível adequado de água potável no mundo </li></ul><ul><li>3 bilhões >> nível adequado de nutrição básica no mundo </li></ul><ul><li>40 bilhões >> nível adequado (jovens) de Educação, Cultura e Ciência no mundo </li></ul>Em dólares americanos
  64. 66. Enquanto a realidade no mundo de gastos é: <ul><li>8 bilhões em cosméticos </li></ul><ul><li>12 bilhões em perfumes </li></ul><ul><li>50 bilhões em cigarros </li></ul><ul><li>400 bilhões em drogas </li></ul><ul><li>780 bilhões para armamentos </li></ul>Em dólares americanos
  65. 67. Importante:
  66. 68. Significado (Houaiss) <ul><li>VERSO – Outro lado </li></ul><ul><li>Diverso – que não é igual; dessemelhante, diferente, distinto, que diverge; discordante, que mostra várias características; apartado, afastado, oposto, adverso; </li></ul><ul><li>Pronome Indefinido plural >> </li></ul>
  67. 69. Pronome indefinido plural <ul><li>pronome indefinido que substitui ou indetermina um substantivo, quando a ele anteposto, indicando pluralidade, mas não totalidade </li></ul>
  68. 70. Diversidade cultural accessível a todos <ul><li>garantir a livre circulação das idéias mediante a palavra e a imagem, </li></ul><ul><li>E cuidar </li></ul><ul><li>para que todas as culturas possam se expressar e se fazer conhecidas . </li></ul>
  69. 71. Diversidade cultural accessível a todos <ul><li>A liberdade de expressão, </li></ul><ul><li>A igualdade de acesso: </li></ul><ul><ul><li>às expressões artísticas, </li></ul></ul><ul><ul><li>ao conhecimento científico e tecnológico – inclusive em formato digital </li></ul></ul><ul><li>A possibilidade, para todas as culturas, de estar presentes nos meios de expressão e de difusão, </li></ul><ul><li>O multilingüismo </li></ul>
  70. 72. <ul><li>Educação para a convivência (EPC) </li></ul>
  71. 73. Pilares do conhecimento (relatório Relors) <ul><li>Aprender a Conhecer : </li></ul><ul><ul><li>Domínio dos instrumentos do conhecimento (metodologia do aprender. </li></ul></ul><ul><li>Aprender a Fazer : </li></ul><ul><ul><li>competência técnica e profissional, a disposição para o trabalho em equipe, o gosto pelo risco e a capacidade de tomar iniciativas </li></ul></ul>
  72. 74. Pilares do conhecimento (relatório Relors) <ul><li>Aprender a Viver Juntos : </li></ul><ul><ul><li>a descoberta progressiva do outro e o seu reconhecimento e a participação em projetos comuns </li></ul></ul><ul><li>Aprender a Ser : </li></ul><ul><ul><li>ser preparado para a autonomia intelectual (de modo a poder formular seus próprios juízos de valor), desenvolver a capacidade de como agir em diferentes circunstâncias da vida. </li></ul></ul><ul><ul><li>conhecer o mundo que nos rodeia e agir como atores responsáveis </li></ul></ul>
  73. 75. Três passos (EPC) <ul><li>Perceber que o outro é diferente; </li></ul><ul><li>Aceitar que ele tem o direito de ser diferente; </li></ul><ul><li>Incentivar a diferença do outro; </li></ul>
  74. 76. Perceber que o outro é diferente <ul><li>Que exige relativamente pouco, porque é a primeira percepção quando encontramos o outro. </li></ul><ul><ul><li>Exercício do olhar; </li></ul></ul><ul><ul><li>Sentidos básicos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Externamente; </li></ul></ul>
  75. 77. Aceitar que ele tem o direito de ser diferente <ul><li>Que é um passo posterior: </li></ul><ul><ul><li>é reconhecer que a escolha/opção de vida ou conduta do outro tem sua parcela de legitimidade, tanto quanto as minhas. </li></ul></ul><ul><li>Aceitação não é SUPORTAR; </li></ul><ul><li>Liberdade; </li></ul><ul><li>Convicção; </li></ul>
  76. 78. Pontos de vista e concepções de mundo <ul><li>Ponto de vista : </li></ul><ul><ul><li>Modo de compreender certa situação específica; </li></ul></ul><ul><ul><li>opinião acerca de um assunto; </li></ul></ul><ul><li>Concepções de mundo : </li></ul><ul><ul><li>Modo de compreender as relações “no” e “do” mundo; </li></ul></ul><ul><ul><li>Modos de viver e ser; </li></ul></ul>
  77. 79. Incentivar a diferença do outro <ul><li>é um passo mais difícil e exige escolha; </li></ul><ul><li>é valorizar o que o outro tem de diferente ; </li></ul><ul><ul><li>Compreender os “porquês”; </li></ul></ul><ul><ul><li>Assumir que a diferença dele tem uma razão de ser e precisa ser valorizada; </li></ul></ul>
  78. 80. Importante: <ul><li>Incentivar a diferença do outro não significa “anulação” da própria identidade, mas: </li></ul><ul><li>uma atitude positiva diante da concepção de mundo que o outro tem. </li></ul>
  79. 81. Comissão Mundial para a Cultura e o Desenvolvimento <ul><li>&quot;... A cooperação entre pessoas... de diferentes culturas será facilitada, e os conflitos serão mantidos dentro de limites toleráveis e até mesmo construtivos , se os participantes virem a si próprios como obrigados e motivados por compromissos em comum .” </li></ul>
  80. 82. Questão: <ul><li>É possível viver juntos em meio a tanta desigualdade? </li></ul>
  81. 83. Realidades sociais <ul><li>Índice de Desenvolvimento Humano : </li></ul><ul><ul><li>Educação (alfabetização e taxa de matrícula , </li></ul></ul><ul><ul><li>Renda (PIB per capita) e </li></ul></ul><ul><ul><li>Longevidade (esperança de vida ao nascer) </li></ul></ul>
  82. 84. Realidades sociais <ul><li>35% dos bairros ( 98 em um total de 284) já são de Alto Desenvolvimento Humano (IDHM acima de 0,8) </li></ul><ul><li>13 têm IDHM maiores que o país do mundo com maior IDHM ( Noruega com 0,942). O maior índice é no bairro CARMO/SION com 0,973. </li></ul>
  83. 85. Realidades sociais <ul><li>bairros com IDHM mais baixos têm índices comparáveis com o Desenvolvimento Humano da Bolívia (o menor do continente) </li></ul><ul><li>TAQUARIL/CASTANHEIRAS, FAVELA DO PERRELA, FAVELA CABEÇA DE PORCO E NA VILA N.S. DO ROSÁRIO IDHM 0,685 </li></ul>
  84. 86. Realidades sociais <ul><li>Os bairros com índices mais baixos levariam em média (mantida a velocidade média de crescimento do IDHM da RMBH) 48 anos para alcançar o IDHM do CARMO/SION de 2000. </li></ul>
  85. 87. Fator pra pensar... <ul><li>O IDHM brasileiro, em geral, tem como principal fator de elevação o sub-índice EDUCAÇÃO; </li></ul><ul><li>Se fosses levados em consideração só outros dois índices (Renda e Longevidade) a situação estaria ainda mais dramática; </li></ul>
  86. 88. Contribuição dos índices
  87. 89. <ul><li>estes números de escolaridade refletem a quantidade de crianças </li></ul><ul><ul><li>que “ entram ” na escola, </li></ul></ul><ul><ul><li>que “ permanecem ” na escola, </li></ul></ul><ul><ul><li>o “ número de anos ” que elas ficam na escola, </li></ul></ul><ul><li>mas desconsidera o fator da efetiva apropriação dos ensinamentos e das condições para desenvolver pensamento crítico e desenvolver a própria qualidade de vida. </li></ul>
  88. 90. <ul><li>A definição para alfabetização depende da resposta a uma pergunta muito simples ao recenseado: </li></ul><ul><li>se ele sabe ler e escrever um bilhete simples. </li></ul>
  89. 91. Qualidade da Educação <ul><li>“ ...Um estudo do Banco Mundial indica que a qualidade média da educação primária é desastrosa na América Latina em geral e destaca que a baixa qualidade do sistema educacional se reflete no alto índice de repetência , um dos maiores do mundo em desenvolvimento”; </li></ul>
  90. 92. <ul><li>O atual modelo educacional brasileiro garantiu sim a permanência das crianças e adolescentes por um período maior na escola, com o fim da repetência. </li></ul><ul><li>Porém, a repetência não caiu por uma melhoria acentuada na situação das crianças ou do sistema educacional , mas pela inclusão do mecanismo do aluno automaticamente não ser reprovado. </li></ul>
  91. 93. Questões <ul><li>Quais as efetivas condições de convivência neste quadro de desigualdade? </li></ul><ul><li>Quantas cidades (estruturas geográficas onde as pessoas vivem e se realizam ) há em Belo Horizonte? </li></ul>
  92. 94. Pensando... <ul><li>Como defender a igualdade sem desqualificar o referente da diferença cultural? </li></ul><ul><li>nos estados democráticos, os grupos – grandes organizações, associações, sindicatos, etc – e não os indivíduos , tornaram-se os protagonistas da vida política. </li></ul>
  93. 95. Elementos <ul><li>Indivíduo (s) </li></ul><ul><li>Cidadão </li></ul><ul><li>Coletividade </li></ul><ul><li>Cidade </li></ul>
  94. 96. Posse - Partilha <ul><li>Eu </li></ul><ul><ul><li>Meu </li></ul></ul><ul><li>Outro </li></ul><ul><ul><li>Seu </li></ul></ul>
  95. 97. Saímos de... <ul><li>Identidade </li></ul><ul><ul><li>(estabilizado, coeso, coerente, fixo) </li></ul></ul><ul><li>Para </li></ul><ul><li>Processo identitário </li></ul><ul><ul><li>(múltiplo, contraditório, em movimento) </li></ul></ul>
  96. 98. Para isto, “classificamos”: <ul><li>Sempre reelaboramos socialmente o “ outro ” de modo a transformá-lo em: </li></ul><ul><ul><li>igual, </li></ul></ul><ul><ul><li>semelhante, </li></ul></ul><ul><ul><li>diferente, </li></ul></ul><ul><ul><li>estranho, </li></ul></ul><ul><ul><li>exótico, </li></ul></ul><ul><ul><li>estrangeiro ou </li></ul></ul><ul><ul><li>inimigo </li></ul></ul>
  97. 99. Classificamos... <ul><li>diferente ou semelhante, igual ou estranho, oposto ou antagônico. </li></ul>Onde O Outro se encaixa nas minhas concepções?
  98. 100. Quadro 1
  99. 101. Questão <ul><li>Onde está (qual é) o espaço na nossa sociedade para a discussão franca e o conhecimento das formas de conceber o mundo; </li></ul><ul><li>Desde pequenos atos do dia a dia até grandes ações ligadas às políticas públicas; </li></ul>
  100. 102. Em busca de valores comuns - MUNDO: <ul><li>Vivemos num mundo no qual cerca de </li></ul><ul><li>10.000 sociedades , </li></ul><ul><li>cada uma delas contendo diversas culturas, </li></ul><ul><li>coexistem em aproximadamente 200 Estados. </li></ul>
  101. 103. Distinção clara <ul><li>ASSIMILAÇÃO </li></ul><ul><li>X </li></ul><ul><li>COMPREENSÃO E COEXISTÊNCIA </li></ul>
  102. 104. Idiomas <ul><li>Ao longo da história existiram cerca de 10 mil línguas faladas . </li></ul><ul><li>Hoje, das cerca de 6 mil línguas ainda faladas , muitas não estão sendo ensinadas às crianças </li></ul><ul><li>apenas 300 são faladas por mais de um milhão de pessoas </li></ul>
  103. 105. Idiomas <ul><li>A preciosa diversidade das línguas humanas, e dos modos de pensar e classificar que as acompanham, que evoluíram ao longo de dezenas de milhares de anos nas culturas </li></ul><ul><li>Foi perdida para sempre </li></ul>
  104. 106. Isto significa que: <ul><li>a literatura , a história , as línguas , as tradições e as normas aprendidas e transmitidas compreendem uma parcela minúscula da humanidade; </li></ul><ul><li>Diversificação sem diversidade ; </li></ul>
  105. 107. Pra pensar... <ul><li>&quot;Não quero que minha casa seja emparedada de todos os lados, nem que minhas janelas sejam vedadas. Quero que as culturas de todas as terras soprem pela minha casa o mais livremente possível. </li></ul><ul><li>Mas eu me recuso a ser derrubado por qualquer delas &quot;. (Gandhi) </li></ul>
  106. 108. Locais e globais <ul><li>Local: </li></ul><ul><li>Global: </li></ul>
  107. 109. Para refletir <ul><li>Qual a responsabilidade individual? </li></ul><ul><li>Qual o compromisso individual? </li></ul><ul><li>Como compreendo os espaços de educação formais e informais? </li></ul><ul><li>Responsabilidade e julgamento (Hannah Arendt) </li></ul>
  108. 110. Educação para a Diversidade requer: <ul><li>SER CIDADÃO DO MUNDO : </li></ul><ul><li>Ser cidadão do mundo não implica abandonar as lealdades nacionais e culturais legítimas, nem tampouco abolir a autonomia nacional ou impor a uniformidade. </li></ul><ul><li>entender e respeitar a cultura e a religião dos demais só é possível se respeitarmos nossa própria identidade cultural. </li></ul>
  109. 111. Como lidar com os conflitos? <ul><li>Ao invés de homogeneização estética, comportamental e de consumo dos indivíduos; </li></ul><ul><li>Aprender a ver a beleza, o prazer, o criativo da diferença; </li></ul><ul><li>Num processo de humanização crescente do indivíduo consigo mesmo e na sua relação com o outro; </li></ul>
  110. 112. Atenção para as principais tensões: <ul><li>global x local, </li></ul><ul><li>universal x individual, </li></ul><ul><li>tradição x modernidade, </li></ul><ul><li>longo x curto prazo, </li></ul><ul><li>competição x igualdade de oportunidades, </li></ul><ul><li>espiritual x material. </li></ul>

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