1. curso de dicção

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1. curso de dicção

  1. 1. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 2 © Instituto Politécnico 2000 - © Franco Vasconcelos 1999 INTRODUÇÃO Nada acontece por acaso. O sucesso é um somatório de acertos e de erros; de trabalho e de ócio; de dedicação pessoal e afinco na busca de alcançar objetivos. Se você ainda não tem objetivos na vida que mereçam sua dedicação e empenho, talvez você ainda não tenha verdadeiramente uma vida. Thomas Edson, o genial inventor norte- americano, definia o sucesso como sendo composto por dois aspectos: 1% de inspiração e 99% de transpiração. De modo simplificado, podemos afirmar que, para Edson, em cada 100 pessoas de sucesso apenas uma teve aquela inspiração única, espetacular, e que as outras 99 conseguiram sucesso trabalhando duro para conquistá-lo. O sucesso é, portanto, mais uma questão de atitude perante a vida, de posicionamento pessoal nas mais diferentes situações. E depende, em muito, da forma como somos avaliados em nossa comunicação cotidiana. Pesquisa americana identificou os fatores que definem nossa avaliação pessoal, no momento em que somos apresentados a uma nova pessoa. São eles: nossa postura - forma de vestir, de gesticular e de olhar - em 55%; o conteúdo da nossa fala - em 7%; e a forma como falamos - em 38%. Como se vê pelos números, a pesquisa verificou que a forma de falar é mais importante, quando somos avaliados, que a própria mensagem, o conteúdo da fala. A forma como a pessoa fala, a forma de transmitir a mensagem, depende essencialmente da Dicção. Nesse aspecto, este pequeno manual será um precioso auxiliar ao seu sucesso. Este curso foi elaborado para o (a) auxiliar a conquistar o domínio da Dicção. Aborda os seguintes tópicos: A leitura em voz alta como base da Dicção; a articulação e a fonação das palavras; a expressividade da leitura e da fala para alcançar um objetivo comunicativo e, ainda, a arte de contar estórias. Bons treinos, bom aproveitamento do curso.
  2. 2. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 3 Aula 1 Os Fundamentos da Dicção Ao falar, quanto mais clara for a nossa expressão mais rapidamente estabelecemos contato. A clareza diz respeito ao valor exato das palavras. Dizer leve o carrinho é diferente de falar leve o carrim. Se a pessoa diz, eventualmente, entregue as cópia não é o mesmo que solicitar entregue as cópias. Percebe-se que as palavras também indicam a situação cultural da pessoa que fala. Para formar uma imagem que corresponda ao seu nível de conhecimentos, o ajuste da dicção é indispensável. Isto é, falar com erres e esses; com ei, ai, ou; com inhos e outros finais de palavras comumente omitidos, ou erradamente proferidos. Fale com destaque. A fala com dicção assegura projeção pessoal. Quando a dicção está ausente na fala, cria dúvidas sobre a capacidade do comunicador. O QUE É DICÇÃO Em sentido lato, Dicção é apenas dizer, de forma escrita ou falada. De modo estrito, é falar de modo a ser entendido, com perfeita pronúncia das palavras, de forma agradável e com ritmo apropriado, com altura de voz e ressonância adequadas. Ter dicção é ler pelo menos uma página de livro ou revista, de forma clara, sem tropeços e com musicalidade na voz. A chave para a conquista da dicção na fala, a forma que aqui nos interessa, está na pronúncia. E qual é a pronúncia a ser seguida: a paulista, a maranhense, a catarinense, a carioca, a gaúcha? Em todos os estados brasileiros há pessoas que falam com dicção. Também em todas as cidades brasileiras há pessoas que falam descuidadamente. A solução está na forma de falar individual. As pessoas que articulam as palavras ao falar é que servem de modelo a ser seguido. O segredo delas está na apresentação correta dos sons das palavras, na correta enunciação dos fonemas. A MANEIRA RÁPIDA DE CONQUISTAR A DICÇÃO Se você deseja reconhecimento público e eficiência comunicativa chegou a hora de trabalhar a dicção. Falamos trabalhar a dicção. Com o mínimo de esforço pessoal, em reduzido tempo, nos intervalos de suas atividades diárias, facilmente você vai falar com perfeita pronúncia das palavras. Apenas trinta minutos diários, três vezes por semana, serão suficientes para lhe assegurar, em 180 dias, uma invejável pronúncia. Se você metodicamente organizar seus treinamentos e executar todos os exercícios aqui apresentados, no
  3. 3. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 4 tempo previsto, receberá elogios pelo seu novo modo de falar. E estará apto a desenvolver sua liderança pessoal, fechar mais negócios e, em conseqüência, aumentar seus rendimentos. DICÇÃO E ARTICULAÇÃO DAS PALAVRAS De forma rigorosa, dicção é a qualidade da fala. Se alguém fala corretamente, proferindo todos os fonemas, tem dicção. Do contrário, dizemos que fala sem dicção. No entanto, os nomes podem sempre receber qualificativos como boa, má ou ruim e outros mais. Com o termo dicção foi exatamente o que aconteceu no uso comum. Fala-se em boa ou em má dicção, ou dicção ruim, talvez por influência das expressões boa, ou má, articulação das palavras. Ao longo desse trabalho, consideramos dicção como correspondente à perfeita articulação das palavras. O QUE É ARTICULAÇÃO DAS PALAVRAS Articular é movimentar em torno de um eixo peças ou partes de um todo. Portas articuladas, cadeiras articuladas, móveis articulados, por exemplo. No corpo humano também há partes articuladas: braço e antebraço; perna e coxa; queixo e estrutura fixa da cabeça, entre outras. Articulação das palavras é o processo de emissão de fonemas, palavras e frases com movimentação do queixo e da língua no interior da boca. Observe que o papel da língua no processo da fala é tão importante que idioma tem como sinônimo língua: Língua Portuguesa. Elementos adicionais concorrem para a completa emissão das palavras: dentes, palato, seios nasais e lábios, essencialmente. Pelo que vimos, a articulação das palavras exige exercícios de leitura em voz alta com movimentação da mandíbula e da língua ao proferir as palavras FALHAS DE ARTICULAÇÃO Em geral, a maioria das pessoas apresenta falhas de dicção. Mesmo a ida à Universidade, raramente corrige os defeitos da fala. Claro que a influência do grupo familiar é um fator decisivo na formação da fala e da dicção. Na família é que se aprende a falar, com os erros e acertos presentes no padrão cultural de seus componentes. No entanto, a dicção é mais uma característica individual, física, que depende exclusivamente do esforço direcionado de cada um ao próprio aperfeiçoamento comunicativo. Assim, conhecer as falhas é capacitar-se à conquista da dicção. A falha de maior relevo diz respeito à falta de energia ao falar. Em conseqüência, as palavras são mal pronunciadas e a avaliação do falante é sempre negativa. Essa e as demais falhas relativas à dicção recebem tratamento neste manual. Basta que você pratique os exercícios.
  4. 4. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 5 DICÇÃO E DISCIPLINA PESSOAL Este é um guia prático. O aproveitamento máximo será conseguido com um programa semanal de exercícios, nos moldes de uma academia atlética. Programe suas atividades com hora, dia e local. Cumpra seu calendário rigorosamente. Execute todos os exercícios e periodicamente, se possível, faça gravações em áudio para avaliação. As gravações não precisam ser diárias. Gravações quinzenais registram mais adequadamente os progressos realizados. Tenha o cuidado de guardar as primeiras gravações que realizar pois servirão de base para atestar os avanços ao longo do período de treinamento. As orientações aqui sugeridas também funcionam para o trabalho em duplas. Pela experiência acumulada ao longo dos anos, posso afirmar que o sucesso é uma questão de disciplina pessoal. Cumpra seu treinamento e conquiste o sucesso pela dicção perfeita. Capacite-se para os grandes desafios. O VALOR DOS TREINOS A execução de treinos diários, pelo menos nos dois meses iniciais, é de grande importância. Reserve apenas trinta minutos diários, a qualquer hora do dia, para seu trabalho prático. Mesmo que disponha de muitas horas livres não exagere nos exercícios. Mais vale treinar todos os dias por trinta minutos do que se dedicar a treinos apenas um dia por semana durante duas horas. Se dispuser de tempo, treine duas vezes ao dia, com intervalo de pelo menos dez minutos entre um treino e outro. A IMPORTÂNCIA DA LEITURA EM VOZ ALTA A aquisição da Dicção tem início com os importantes exercícios de leitura em voz alta. Os benefícios advindos dessa leitura são muito amplos em nosso comportamento: influenciam e dinamizam nossas vidas em variados aspectos. Por isso, iniciamos o curso com leituras em voz alta. Antes de ler os textos iniciais, observe aqui os principais benefícios que esses exercícios nos propiciam. • É essencial para a aquisição da Dicção, pois destrava a fala e nos faz perceber a forma correta de proferir as palavras. Fortalece os músculos responsáveis pelo processo da fala e elimina a fraqueza da voz sem treino. • Aumenta a confiança individual, elimina parte da timidez e faz desaparecer o acanhamento ao falar em voz alta. Assegura clareza ao que dizemos. Com a leitura em voz alta aprendemos a falar sem tropeço nas palavras. • Dá segurança aos profissionais que trabalham ou desejam trabalhar com a voz, como locutores, jornalistas, educadores, vendedores, pregadores, políticos, gerentes...
  5. 5. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 6 Leitura 1 – Imagine estar lendo para uma pessoa ao seu lado Relatório do Banco Mundial Elogia o Brasil Apesar de ter a maior renda per capita e a maior expectativa de vida entre as regiões em desenvolvimento, a América Latina está atrás das outras regiões nas metas para redução da pobreza, de acordo com o relatório do Banco Mundial. Entretanto, a região está atingindo os objetivos de desenvolvimento humano, à frente de outras regiões, na redução da mortalidade infantil, acesso a água limpa para a população e igualdade entre homens e mulheres no acesso à educação. Crescimento econômico Um dos maiores desafios da região é o crescimento econômico. De acordo com o relatório, o número de pessoas vivendo com menos de US$ 2,00 por dia na região poderia cair de 128 milhões de 2001 para 122 milhões em 2015 se a renda per capita crescesse uma média de 2,4% ao ano. Nos anos 90, no entanto, o crescimento médio da região foi de apenas 1,5% ao ano. O crescimento de 5,7% no ano passado, o maior de 25 anos, deve ser visto com “otimismo cauteloso” na avaliação dos economistas do Banco Mundial. Eles alertam que apesar da redução do crescimento prevista para este e o próximo ano, a região deve aproveitar o momento de expansão para avançar na agenda de reformas estruturais, diminuindo as vulnerabilidades que impediram um crescimento sustentado no passado. Brasil Jean Sarbib, presidente do Banco Mundial, citou o Brasil como um exemplo de país que está agindo para mudar a situação social, a partir dos dados coletados pelo Banco. “Se tomarmos o exemplo do Brasil, eles tentaram mobilizar o programa Fome Zero e o Bolsa- Família, fizeram muitos esforços neste sentido.” Na reunião do Comitê de Desenvolvimento, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse que o relatório do Banco Mundial sobre desigualdade os levou a pensar no que precisa ser feito para combater o problema. “O Brasil está bem situado em relação às metas e deve cumprir a maioria delas”, afirmou o ministro Palocci depois da reunião. “Mas muitos países mais pobres têm dificuldade em cumprir”, lamentou. A reunião do Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial foi a última antes da reunião de setembro na sede da ONU, em Nova York, quando todos os membros da organização vão discutir os progressos dos últimos cinco anos e novas fontes de financiamento dos projetos nos países mais pobres. BBC Brasil – set 2005
  6. 6. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 7 Leitura 2 - Imagine estar lendo para o seu vizinho Vitamina C Pode Ajudar a Combater o Câncer Em testes de laboratório, os cientistas descobriram que aplicações intravenosas de vitamina C em forma de ascorbato matam células cancerígenas. A pesquisa foi baseada em simulações de infusões clínicas de vitamina C em grupos de nove células cancerígenas e quatro células normais. Cerca de 50% das células afetadas não conseguiram sobreviver, enquanto as células normais não apresentaram qualquer alteração. Uma análise mais detalhada das células de linfomas, que são especialmente sensíveis ao ascorbato, mostrou que elas foram completamente destruídas. A dose testada tinha uma concentração de vitamina C muito maior do que uma dose oral. Resultados Os cientistas não conseguiram explicar as causas desse resultado, mas disseram que o tratamento levou à formação de peróxido de hidrogênio, substância conhecida por ser tóxica às células. O líder da pesquisa, Mark Levine, disse que o tratamento terá de ser considerado seguro antes de ser aplicado em pacientes. As descobertas desse estudo contradizem outras pesquisas que dizem que a vitamina C não é um tratamento efetivo contra o câncer. Estudos realizados na década de 70, primeiro sugeriram que a aplicação de doses altas de vitamina C poderia ajudar no tratamento do câncer, mas pesquisas realizadas depois não conseguiram provar o fato. "Esse trabalho está muito no começo. Há muitas pesquisas que já mostraram que diferentes substâncias podem matar células cancerígenas em laboratório, mas que não funcionaram quando testadas em pessoas", afirma Henry Scowcroft, do Cancer Research UK. BBC Brasil – set 2005 Importante – Selecione outros textos e faça a leitura. Fortaleça sua fala com treinos diários de pelo menos trinta minutos.
  7. 7. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 8 Aula 2 O Exercício Fundamental da Dicção Para tornar a fala ágil e evitar os tropeços na leitura, para destacar as palavras assegurando-lhes clareza, para abrir a articulação das palavras, pratique a leitura de pequenos trechos em voz alta, com um lápis colocado na boca transversalmente, preso entre os dentes superiores e inferiores. Sem deixar o lápis cair, sem segurá- lo com a mão, leia de forma mais clara possível, sem prender a língua por baixo do lápis. Leia o texto três vezes com o lápis na boca e três vezes sem o lápis. Repita o ciclo até completar trinta minutos, diariamente, no horário mais conveniente a você. Os exercícios aqui indicados devem ser feitos dessa maneira. Se for o caso, selecione novos textos e treine com essa técnica. O lápis na boca, e não a caneta que fere os lábios, deve ser sustentado apenas pelos dentes sem muita força, sem muita pressão, no maxilar. Importante: O lápis fica apoiado nos pré-molares, primeiros dentes com a face plana depois dos incisivos (pontiagudos), praticamente no meio da arcada dentária. Se o lápis ficar na ponta dos dentes, não há a abertura adequada do maxilar. Se ficar muito no fundo da arcada dentária, vai machucar os lábios. Nas três primeiras semanas, há uma certa ‘babação’ ao realizar o exercício. Depois a salivação diminui. Lembre-se de que engolir a saliva serve para hidratar a faringe (garganta). Ao fazer a leitura com o lápis, busque falar as palavras de modo mais claro possível, como se não houvesse o lápis impedindo a perfeita emissão da voz. Realize treinos com essa técnica, no mínimo por 180 dias. Nesse tempo você vai adquirir uma fala nova, realmente clara. Ao longo desse período, realize os treinos pelo menos três vezes por semana. Se desejar fazer gravações para verificar o crescimento pessoal, realize as gravações quinzenais. Gravações em períodos menores que este não mostram o aperfeiçoamento alcançado nos treinos. Inicie os treinos de articulação com o lápis. Faça a seqüência três vezes: vá do 001 ao 006 e volte. Depois faça os outros exercícios.
  8. 8. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 9 Ex - 001 Era à sobremesa; ninguém já pensava em comer. No intervalo das glosas, corria um burburinho alegre, um palavrear de estômagos satisfeitos; os olhos moles e úmidos, ou vivos e cálidos, espreguiçavam-se ou saltitavam de uma ponta à outra da mesa, atulhada de doces e frutas, aqui o ananás em fatias, ali o melão em talhadas, as compoteiras de cristal deixando ver o doce de coco, finamente ralado, amarelo como uma gema, - ou então o melado escuro e grosso, não longe do queijo e do cará. Machado de Assis (Memórias Póstumas de Brás Cubas) Ex-002 Que vida interessante a do primo Basílio! - pensava. O que ele tinha visto! Se ela pudesse também fazer as suas malas, partir, admirar os aspectos novos e desconhecidos, a neve nos montes, cascatas reluzentes! Como desejaria visitar os países que conhecia dos romances - a Escócia e os seus lagos taciturnos, Veneza e os seus palácios trágicos; aportar às baías, onde um mar luminoso e faiscante morre na areia fulva; e das cabanas dos pescadores, de teto chato, onde vivem as grazielas, ver azularem-se ao longe as ilhas de nomes sonoros! E ir a Paris! Paris sobretudo! Mas, qual! Nunca viajaria de certo; eram pobres; Jorge era caseiro, tão lisboeta! Eça de Queirós (O Primo Basílio) Ex-003 Uma técnica fundamental na linguagem telejornalística é a regra dos 180 graus. Trata-se da sucessão de atitudes técnicas quanto ao enquadramento de planos para produção de entrevistas para a televisão. É uma regra imprescindível, e deve ser rigidamente seguida. Tem o seguinte fundamento: quando se realiza uma entrevista para telejornalismo, três participantes da reportagem - o entrevistado, o repórter e o cameraman - têm de estar posicionados de um só lado de uma linha imaginária que divide o cenário em dois. Para isso, deve- se traçar uma linha que ligue o repórter e o entrevistado. Essa linha se prolonga até o infinito, nos dois sentidos. Em seguida, deve-se realizar todo o trabalho visual da entrevista dentro de um só lado dessa linha imaginária.Com a regra dos 180 graus fica mais claro o conceito da necessidade da realização dos contraplanos da entrevista. Os contraplanos são os enquadramentos que mostram o rosto do repórter no momento em que o entrevistado está falando ou ouvindo a pergunta do repórter. Sebastião Squirra (Aprender Telejornalismo)
  9. 9. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 10 Ex - 004 Quero que todos os dias do ano todos os dias da vida de meia em meia hora de 5 em 5 minutos me digas: Eu te amo. Ouvindo-te dizer: Eu te amo, creio, no momento, que sou amado. No momento anterior e no ano seguinte, como sabê-lo? Quero que me repitas até a exaustão que me amas que me amas que me amas. Do contrário, evapora-se a amação pois ao dizer: Eu te amo, desmentes, apagas, teu amor por mim. Carlos Drummond de Andrade (As impurezas do branco) Ex - 005 Você sabe o que é a teoria da evolução? Como funciona uma astronave? Por que o céu é azul e a água do mar salgada? O que é a camada de ozônio? Como o cérebro cria idéias? Quando surgiu a vida na Terra? As respostas para essas e milhares de outras perguntas você encontra em SUPERINTERESSANTE, a revista para leitores superinteressados, onde você logo percebe a enorme diferença que existe entre informação de verdade e simples notícias. SUPERINTERESSANTE estimula sua curiosidade e respeita sua inteligência com assuntos intrigantes, fotos fascinantes e textos instrutivos. Você vai ver como é fácil e gostoso saber cada vez mais. Em SUPERINTERESSANTE o prazer da leitura, da descoberta, está presente em cada página. Idéias, ciência, tecnologia, cultura, história, futuro, tudo o que interessa tem espaço em SUPERINTERESSANTE. Acrescente informação à sua vida. Pense Super. Publicidade da revista SUPERINTERESSANTE
  10. 10. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 11 Ex - 006 De tudo, ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento. Quero vivê-lo em cada vão momento E em seu louvor hei de espalhar meu canto E rir meu riso e derramar meu pranto Ao seu pesar ou seu contentamento. E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure. Vinícius de Moraes (Soneto da fidelidade) Lembre-se: esse exercício pode ser praticado a qualquer hora do dia ou da noite. Utilize qualquer texto. O importante é que Você saia da zona de conforto (o não fazer nada de novo). Continue com os exercícios. Em breve será elogiado pela voz melodiosa e pela clareza com que faz leituras ou fala aos amigos. A vida é luta Que, aos fracos, abate; Que, aos fortes, Aos bravos, só Pode exaltar. Gonçalves Dias
  11. 11. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 12 Lição 3 Articulação de Palavras e Frases Isoladas Leia de forma clara, com o lápis na boca, por três vezes. Leia outra vez, logo depois, sem o lápis, três vezes. Repita a seqüência seis vezes. Ex - 007 R em final de palavra – Importante: faça o erre final suave, sem a vibração rrrrrrr. Pronuncie o erre carioca, mas fique atento: amar é diferente de amá e atar é diferente de atá. ATAR AGIR ABRIR AMAR VIVER DIZER SENTIR BRAMIR GRITAR PARTIR NADAR COMPRAR LUTAR SORRIR OLHAR BUSCAR MEXER SAIR ORAR CHORAR ENGRAVIDAR ALAVANCAR ESPARGIR AZUCRINAR ESCORREGAR ESPREMER ESPANTAR REFULGIR ENTENDER INSTRUIR TALHAR EXIGIR ESTUDAR RECREAR PACIFICAR CONSENTIR EMPENHAR RAMIFICAR COALHAR AMARGURAR ESTABELECER REPARTIR ESTREMECER EDIFICAR
  12. 12. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 13 AMEALHAR EMAGRECER ABOCANHAR ENVELHECER APUNHALAR ESTRATIFICAR FELICITAR EMBEVECER ENDOIDECER CAPACITAR ESMORECER ESCRUTINAR RELAMPEJAR ENTABULAR MULTIPLICAR APARELHAR COMUNICAR METRALHAR ENVELHECER REDOBRAR VIVENCIAR DIVAGAR Ex – 008 Pronúncia do S em final de palavra – Este esse é sibilante como o esse paulista. Evite o esse chiado carioca. LÁPIS TRECOS LECOS FRISOS ONDAS RUAS PÃES RATOS CORDAS LIRAS RONCOS FALAS ROUCOS ILHAS
  13. 13. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 14 Ex - 009 S em final de palavra JANELAS ROCHEDOS NOVELAS CANELAS HISTÓRIAS CALÇADAS PEGADAS VEXATÓRIAS GRAMADOS ENCHARCADOS CARTÓRIOS SIMPLÓRIAS ANIMADAS RODEADOS BATIZADOS PISOTEADOS CHAMUSCADOS ALIMENTADOS CHAPISCADOS ADORNADOS COBERTORES GUARDADORES ESTRANGEIROS LIMPADORES OBRIGAÇÕES ORDINÁRIAS PROTETORES TREMORES ARRUMAÇÕES ESCRITURÁRIOS EMPREGADORES PROMOÇÕES TEMERÁRIOS PLANTAÇÕES EXTRAORDINÁRIOS ARBITRÁRIOS ESTIMULANTES ACARICIANTES GRITADORES FERRADURAS AMARGURADOS AGRAVANTES PISADURAS DESTROÇADOS ESTUDANTES EMPAREDADOS ENERVANTES ENCAMINHADOS REFRESCANTES ENREGELADOS APRESSADOS EMPOLGADOS ELEGANTES RECALCADOS ALOUCADOS BALBUCIANTES EMOCIONADOS ESTONTEANTES ADOCICADOS LIMITANTES ESTIRADOS FULMINADOS COMPENSADOS ENDIABRADOS ALONGADOS ENEGRECIDOS COMPENETRADOS PLANEJADOS RECONQUISTADOS ESTIPULADOS ARREDONDADOS DESENCORAJADOS
  14. 14. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 15 Ex - 010 R e S finais em frases. Faça o final das frases vivo, com energia. Não deixe o final da frase “morrer”. Quando você atar, eles atam. Se atares, deixa que os outros atem também. Quando você agir, eles agem. Se agires, deixa que os outros ajam também. Quando você abrir, eles abrem. Se abrires, deixa que os outros abram também. Quando você amar, eles amam. Se amares, deixa que os outros amem também. Quando você sorrir, eles sorriem. Se sorrires, deixa que os outros sorriam também. Quando você agradecer, eles agradecem, Se agradeceres, deixa que os outros agradeçam também. Se pedires, outros podem pedir. Se sorrires, outros podem sorrir. Se lutares, outros podem lutar. Se comprares, outros podem comprar. Se nadares, outros podem nadar. Se agires, outros podem agir.
  15. 15. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 16 Ex - 011 R e S em finais de frases. Faça a pontuação na fala. Os ventos batiam forte e as telhas de barro das casinhas do bairro soltavam-se a todo o momento. Pássaros multicoloridos presos em gaiolas faziam a festa das agitadas crianças na feira. Pingos de luz em todas as gotas de orvalho e cheiros de flores enchiam os ares daquela primavera. Postes enfileirados, ônibus, caminhões e automóveis exaustos subiam as rampas das ruas íngremes. Duzentos, trezentos, quatrocentos ou talvez quinhentos soldados, quem sabe, bloqueavam as ruas. No temporal, relâmpagos, fortíssimos trovões e raios assustadores faziam os instantes intermináveis. As planícies avermelhadas do centro-oeste eram desafiadoras e tinham encantos para os aventureiros. Os dias corriam como águas de corredeiras e todos sentiam dificuldades em seguir seus passos. Os papagaios comiam os frutos verdes e seus gritos lembravam festas de adolescentes em férias.
  16. 16. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 17 Os batedores eram esforçados no trabalho e suas gastas sandálias de couro diziam das suas qualidades. Pequenas, médias e grandes - em cores variadíssimas - as bolas de gude eram disputadas pelos meninos. Seis sóis se passaram antes de o índio retornar à aldeia com variadas caças e diversos peixes. Cavar e retirar a terra molhada, no meio da chuva, era como construir castelos de areia à beira-mar. Dizer do amor que tinha pelos pequeninos é tão difícil como falar da dedicação que tinha pelos mais velhos. O ar estava cheio de uma música que lembrava o mar em tardes marcadas pelo subir e descer das ondas. Errar é comum, mas errar tantas vezes como ele errou decididamente era errar mais que qualquer um. O brilhar dos fogos, o ruído ensurdecedor das músicas e o passar rápido das pessoas anunciavam a festa. Para conter o avanço do mar e proteger as construções das altas marés, ele mandou construir o quebra-mar. Para romper a rede de proteção e alcançar a liberdade o peixe ficava horas e horas a saltar até se cansar. Ele gosta de rebuscar o desenho em que imaginava encontrar a mesma luz que encantara o seu olhar.
  17. 17. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 18 No shopping sua programação era passear, olhar roupas, comparar sapatos e observar, observar. Caminhar cedo, trabalhar até o início da noite, ver teatro e beber com os amigos era o que gostava de fazer. Estava de férias e ia pescar, viajar, ler alguns livros e visitar alguns parentes que desejava encontrar. O estalar das paredes e o ronco do motor do carro no interior da casa despertaram a vizinhança. Ex - 012 R e S em finais de frases. Faça a pontuação na fala. Os amigos eram poucos, realmente selecionados, prontos para socorrê-los em todas as situações. Ao comprar a casa o seu encanto fora o pomar rico em árvores frutíferas e um encanto ao olhar. Os seres superiores apresentam luzes que irradiam a felicidade nas situações as mais diversas possíveis. Seu olhar era terno e seus grandes olhos azuis pareciam encantar a todos os rapazes que lá iam estudar. Rosas de todas as cores e de perfumes variados eram oferendas deixadas aos santos às sextas-feiras.
  18. 18. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 19 Pintar era uma arte que tentava dominar desde que, menina, começou a escrever e a desenhar. Ruas, rampas, rosas, ramos, remos, rios, rumos, ralos, retos, ritos, rotos, ratos, reles, rolos, roucos, renas. Amar, beber, curtir, sentir, ouvir, falar, cantar, escrever, viver, intuir, distrair, contrair, comparar, mostrar, prever. Amados, queridos, admirados, enaltecidos, reconfortados, encaminhados, acompanhados, esquecidos. Desejo de possuir, mania de comprar, ânsia de viver, sonhos a realizar, etapas a vencer, desafios a superar. Casas amarelas, automóveis vermelhos, ruas brancas, homens amarelos, árvores marrons, pássaros verdes. Brinquedos de armar, casas de montar, pastas para arquivar, aparelho de cortar, fogo para assar. As longas noites do verão estavam chegando ao fim. Noites maravilhosas, inesquecíveis, intermináveis. Desejava fazer uma composição especial. Queria compor uma canção para ficar, para ser sempre lembrada. Os meninos viviam em festas naquele inverno. As águas das bicas eram disputadas como brinquedos raros.
  19. 19. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 20 Os homens estirados debaixo das árvores pareciam bêbados. Mas estavam apenas tirando sestas no almoço. Viver perigosamente, viver e saber que a morte a qualquer momento pode chegar: coisa de policial militar. Seus sapatos estavam sempre lustrados e refletiam os cuidados pessoais que nele eram quase obsessivos. Nossos melhores craques são vendidos como bananas muito maduras aos clubes internacionais. Organizar e criar uma associação, motivar pessoas a elas dedicar horas de trabalho, é inovar, é liderar. Os grupos vocais surgidos nas últimas décadas caracterizam-se pelas coreografias ousadas e sons originais. Ao comandar o florescer da arte, inicialmente foi pintar e desenhar, junto ao mar, sempre ao entardecer. Homens habilidosos, construtores dedicados, construíram as trilhas que serviram de base às estradas atuais. Ao compreender como difícil era arrancar a verdade dos seus lábios preferiu partir a ouvir meias verdades.
  20. 20. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 21 Aula 4 A Expressividade na Leitura em Público A fala sem tropeços, clara, com a pronúncia correta das palavras é fundamental. Mas não é tudo. A forma de dizer é a essência da Dicção. Recorde que, na introdução, apresentamos uma pesquisa americana que verificou: a forma de dizer é mais importante que a mensagem, em termos de impacto pessoal, no primeiro momento. A forma de dizer por meio da fala é um poderoso instrumento a serviço do indivíduo. E a forma de dizer depende do objetivo da comunicação: persuadir, informar, vender, converter, ensinar... Portanto, temos sempre um objetivo na comunicação verbal. E ao falarmos, ou fazermos uma leitura em voz alta, precisamos, antes, identificar o nosso objetivo comunicativo para darmos expressividade às emoções e colocarmos as ênfases na fala ou leitura que vamos fazer. A forma de maior impacto na comunicação pela fala, verbal, é o contar estórias. Tanto na escrita quanto na fala narrativa, temos um poderoso modo de envolver as pessoas, de conquistá-las. A comunicação eletrônica – Rádio e TV – usa e abusa do contar estórias. Por isso fique atento: ao ler, imagine que o faz para um ouvinte específico, fale o texto – use um tom - como se contasse uma estória para essa pessoa.
  21. 21. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 22 Note que a leitura em voz alta é quase sempre uma leitura para terceiros. Assim, sempre idealize um ouvinte hipotético: a cadeira, a janela, a mesa... e leia com o tom de contador de histórias, olhando de quando em vez para essa pessoa hipotética. ORIENTAÇÕES PARA LEITURA – FALA DO TEXTO • Leia, primeiro, o texto silenciosamente. Busque entender o significado do mesmo e o objetivo da mensagem. É uma mensagem alegre? Informativa? Irônica? • Faça uma leitura preparatória com o lápis na boca. As palavras que oferecem dificuldade de leitura devem ser lidas isoladamente mais de uma vez. Leia a palavra separando as sílabas e, depois, de forma corrida. • Leia para uma pessoa em particular. Se estiver em um auditório, visualize uma pessoa de cada vez, e não o todo, e fale o texto para ela. Repito, fale como se contasse uma história. • Não quebre a leitura no meio da frase por falta de fôlego. Respire no início das frases. Leia com voz mais alta os trechos mais importantes, que você já sublinhou antes na leitura silenciosa. • As mesmas orientações dadas na Aula 1 continuam valendo aqui. Leia cada texto com o lápis três vezes e sem o lápis também três vezes. Conte a história para o ouvinte hipotético, seja criativo, varie a leitura.
  22. 22. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 23 Textos para Leitura – Fala Ex – 013 - Leia como se estivesse conversando com um amigo A língua que falamos Esse negócio de língua estrangeira em país colonizado é fogo. A começar que a nossa língua oficial, o português, nós a recebemos do colonizador luso, o que foi uma bênção. Imagina se, como na África, nós tivéssemos idiomas nativos fixados em profundidade, ou, então, se fosse realidade a falada “língua geral” dos índios, que alguns tentaram, mas jamais conseguiram impor como língua oficial do brasileiro. Mesmo porque as tribos indígenas que povoaram e ainda remanescem pelos sertões, cada uma fala o seu dialeto; o pataxó, por exemplo, não tem nada a ver com o falar amazônico; pelo menos é o que nos informam os especialistas. Mas, deixando de lado os índios que nós, pelo menos, pretendemos ser, falemos de nós, os brasileiros, com o nosso português adaptado a estas latitudes e língua oficial dos nossos vários milhões de nativos. Pois aqui no Brasil, se você for a fundo no assunto, toma um susto. Pegue um jornal, por exemplo: é todo recheado de inglês, como um peru de farofa. Nas páginas dedicadas ao show business, que não se pode traduzir literalmente por arte teatral, tem significação mais extensa, inclui as apresentações em várias espécies de salas, ou até na rua, tudo é show. E o leitor do noticiário, se não for escolado no papão, a todo instante tropeça e se engasga com rap, punk, funk, soop-opera, etc, etc. Cantor de forró do Ceará, do Recife, da Bahia só se apresenta com seu song book, onde as melodias podem ser originalmente nativas, mas têm como palavras-chave esse inglês bastardo que eles inventaram e não se sabe se nem os próprios americanos entendem. Rachel de Queiroz
  23. 23. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 24 Ex - 014 - Conte a estória para o seu ouvinte invisível. Chuí comanda o tráfego No domingo, à hora cinzenta em que terminam as festas e todos voltam meio decepcionados para casa, rugiam de impaciência os automóveis ante o sinal vermelho. Alguns farolavam de longe, pedindo passagem. Mas só o vermelho não cedia ao verde. E com a força de seu símbolo, paralisava o tráfego. Os terríveis moleques da praça perceberam a confusão. Chuí, o principal deles, resolveu intervir. Vai para o meio do asfalto, começa a acenar aos motoristas. Que passem! Livre estava o trânsito para a direita. – Podem vir! Não estou brincando! É de verdade... Hesitaram alguns a princípio. Depois romperam. Outros os seguiram. Chuí, imponente, estende os braços para a rua principal. Os motoristas enfim acreditam nele. E a imensa massa de veículos - cadilaques, oldsmobiles, buíques, fordes e chevrolés – desfila ao comando único do pequeno maltrapilho. Em enérgico movimento, Chuí ordena aos carros que parem. Gira o corpo, estica o braço, e manda que sigam pela esquerda os da rua principal. No que é obedecido. Passageiros e motoristas atiram moedas. Mas o improvisado inspetor, cônscio de suas responsabilidades, sabe que não pode abaixar-se para apanhá-las sem risco para o trânsito. Quando, gritando de longe, a mãe do garoto o ameaçava com uma coça, aparece, uniformizado, um inspetor de verdade. Prende Chuí e o leva para o Distrito. – Nós apanhamos as moedas para você – gritaram - lhe os companheiros. Não eram as moedas que ele queria, oh! Não era isso! O que Chuí queria era voltar ao tráfego, continuar submetendo aqueles carros enormes, poderosos, ao seu comando único, ao aceno de seu bracinho... SILVA, Elza M. Rocha. In: Aníbal Machado.
  24. 24. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 25 Ex - 015 – Passe a receita para uma amiga em voz alta. Receita Ingredientes 2 conflitos de gerações 4 esperanças perdidas 3 litros de sangue fervido 5 sonhos eróticos 2 canções dos beatles Modo de preparar dissolva os sonhos eróticos nos dois litros de sangue fervido e deixe gelar seu coração leve a mistura ao fogo adicionando dois conflitos de gerações às esperanças perdidas corte tudo em pedacinhos e repita com as canções dos beatles o mesmo processo usado com os sonhos eróticos mas desta vez deixe ferver um pouco mais e mexa até dissolver parte do sangue pode ser substituído por suco de groselha mas os resultados não serão os mesmos sirva o poema simples ou com ilusões Nicolas Behr Busque outros textos ou repita os exercícios. Nós, do Instituto Politécnico, acreditamos no seu sucesso. Faça uma boa utilização deste curso.
  25. 25. INSTITUTO POLITÉCNICO - www.ipepbsb.com.br - BRASÍLIA - DF 26

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