Lição 10 a perda dos bens terrenos

643 visualizações

Publicada em

Aproveite a oportunidade e acesse o site a seguir mencionado para estudos biblicos e teológicos:

http://www.cpljmartins.blogspot.com

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
643
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
20
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Lição 10 a perda dos bens terrenos

  1. 1. Introdução: Num mundo materialista quase nãohá espaço para encarar a realidade das perdashumanas. Até mesmo alguns crentes parecem vivero mundo encantado das “vitórias e conquistas” aqualquer preço. Contudo, perder filhos, imóveis edinheiro, por exemplo, são consequências naturaisda vida, inclusive dos que seguem a Cristo. Agrande questão é: Como devemos nos comportardiante de tais acontecimentos? Já dizia certo pastor:“A verdadeira fé não se mostra nas bênçãos querecebemos, mas na resignação ante a soberaniadivina, mesmo quando perdemos o que Ele nosdeu”. Nessa lição, à luz da vida de Jó, estudaremosos princípios bíblicos para o crente lidar com asperdas no caminho da vida.
  2. 2. 1. Seu gado e rebanho. A Bíbliadescreve Jó como um homem íntegro eque cultivava uma vida de profundotemor a Deus (1.1). Era bom patrão,bom esposo e um pai sempre presente epreocupado com a vida espiritual esocial dos filhos (1.5). Mas, de repente,num só dia, ele viu todo seu gado erebanho esvair-se. Os mensageiros, uma um, vieram trazer-lhe as inesperadas efunestas notícias (1.14-16).
  3. 3. 2. Seus servos. Além de bois,camelos e ovelhas, os servos de Jótambém tiveram suas vidas ceifadas,como depreendemos dos versículos 15a 17: “Aos moços feriram ao fio daespada”; “fogo de Deus caiu do céu, equeimou as ovelhas e os moços, e osconsumiu”; “e aos moços feriram ao fioda espada”. Antes de findar o dia, amaioria dos funcionários de Jó haviasido dizimada.
  4. 4. 3. Seus filhos. O mensageiro não havia ainda terminadode narrar os recentes sinistros a Jó, quando um outroapareceu com uma notícia ainda mais trágica: “Eis que umgrande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatrocantos da casa, a qual caiu sobre os jovens, e morreram”(v.19). Você pode imaginar, a essa altura dosacontecimentos, o que se passou pela mente e coração deJó? Num só dia fora privado dos bens, dos funcionários edos filhos! Qual seria a sua reação? A de Jó foi rasgar omanto, rapar a cabeça e sofrer a angústia natural de um paique acabara de perder todos os filhos; do patrão que ficarasem os funcionários e do homem rico reduzido à extremapobreza. Mas, contrariando a reação da lógica humana, Jó,prostrado, adorou a Deus (1.20). Podemos sofrer e, atémesmo, viver as perdas da vida. Nisso, somos humanos.Mas devemos, a exemplo de Jó, reconhecer a grandeza e asoberania de Deus no processo da perda, ainda quesoframos duramente com ela (1.21).
  5. 5. 1. De ordem material . Por intermédio deuma vida imediatista, alguns cristãos, emmomentos de perdas significativas, têmdificuldades de confiar em Deus. Quando seperde bens materiais, seja por causa de umaadministração deficiente, por roubo ou devidoà traição de pessoas que pareciam amigas,parece que o chão se abre e tudo vemabaixo. Para lidar com tais questões não háreceitas nem manuais. O que temos é apromessa viva e real de Jesus (Mt 6.33).Acalme seu coração! E, em Cristo, recomececom fé e coragem!
  6. 6. 2. De ordem afetiva. Ser preterido no namoro, ou nonoivado, é um processo angustiante. Perder os pais, pormais que seja algo esperado, não deixa de ser dolorosopara o ser humano. Sepultar o cônjuge é dilacerante para aalma. Enfrentar a separação no casamento, principalmentepor adultério, é como sofrer a amputação de um membro docorpo. A dor finca suas estacas no âmago do nosso ser,traumatizando-nos violentamente (Sl 42.11; 142.7).Devido ao apego emocional e sentimental que temos pornossos familiares e por aqueles que nos cercam, as perdasde ordem afetiva trazem pavor e sofrimento ao nossocoração. Por isso, ficamos sem direção e mostramo-nosinconformados. É nessa hora que a nossa saúde psíquica écomprometida, podendo, inclusive, comprometer-nos a vidaespiritual e social (1 Rs 19.9,10). Por isso, não podemosnos esquecer do socorro divino. Sem Ele, desmoronamo-nos.
  7. 7. 3. De ordem espiritual . Uma vez que asaúde emocional está comprometida, a criseespiritual rapidamente se instaura. O crentedesenvolve um sentimento de inércia parabuscar a Deus. Ele não vê fundamento algumpara viver, e acaba desejando a própria morte(1 Rs 19.4). Não podemos ignorar a seriedadedo assunto. Se as perdas existenciais na vidado cristão não forem tratadas bíblica eequilibradamente, certamente haveráconseqüências graves. Assim, um bom começopara superarmos as perdas e angústias é lançarsobre o Senhor todas as nossas ansiedades,por que Ele tem cuidado de nós (1 Pe 5.7,9).
  8. 8. 1. Sua graça. O coro do hino 205 da Harpa Cristãé bem significativo: “Graça, graça/ A mim basta agraça de Deus: Jesus/Graça, graça/ A graça euachei em Jesus”. Num momento de grandeangústia, Paulo clamou ao Senhor, rogando-lheque lhe removesse um espinho que o incomodavaintensamente. Jesus, porém, limitou-se aresponder-lhe: “A minha graça te basta, porque omeu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co12.9).O apóstolo, então, passa a entender que a suaforça está na fraqueza, pois o poder de Cristoaperfeiçoa-se justamente em nossas debilidades. Agraça de Deus é insondável, infinita eincomensurável! Essa graça resgatou-nos. E de tão
  9. 9. 2. Seu amor. A graça de Deus é fruto do seuamor por nós. Sua graça é real na vida de todosos que recebem a Cristo como o seu Salvador. OPai conhece a dimensão do nosso sofrimento eimporta-se com cada um de nós. A maior provadisso está no fato de que Ele ofereceu o seuÚnico Filho para morrer em nosso lugar (Jo3.16). Sim, Ele entregou seu precioso Filho poramor a nós. Seja qual for a sua perda, sinta-seamado por Deus. Esse amor é poderoso parapreencher todo o vazio e solidão que nos ameaçadestruir. Como o apóstolo do amor, podemosdizer: “Nós o amamos porque ele nos amouprimeiro” (1 Jo 4.19).
  10. 10. 3. Deus intervém na história . Servimos aum Deus que, em graça e amor inefáveis,intervém na história humana. Ele interveio natragédia existencial de Jó. Depois de um longoperíodo de perdas, angústias, dores esofrimentos indescritíveis, o patriarca foimiraculosamente restaurado, enquanto oravapor seus amigos (Jó 42.10a). Não desista dasua existência! Busque a Deus em oração. Elenão tarda em socorrer-nos. Como Deus interveiona vida de Jó, fazendo com que o seu últimoestado fosse melhor que o primeiro, Ele tambémentrará com providência em sua história. Ele nãose esqueceu de você.
  11. 11. Conclusão: Podemos perder tudo nessa vida —casa, dinheiro, emprego, excelentes oportunidades,relacionamentos, pai, mãe, filho, filha, esposo, esposae, até mesmo, a própria saúde. Mas, apesar de todosos infortúnios, continuamos a crer no Evangelho deCristo, pois Ele é o nosso baluarte e fortaleza. Nele,as perdas redundam em ganhos eternos, conformeafirma o profeta Habacuque: “Porquanto, ainda que afigueira não floresça, nem haja fruto na vide; oproduto da oliveira minta, e os campos não produzammantimento; as ovelhas da malhada sejamarrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eume alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minhasalvação. Jeová, o Senhor, é minha força” (Hc 3.17-19a). Alegre-se, pois, em Deus e caminhe sem temor!

×