Lição 01 a atualidade dos profetas menores

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Lição 01 a atualidade dos profetas menores

  1. 1. Introdução: Neste trimestre,estudaremos os chamados ProfetasMenores. Apesar de antiguíssimos, elestratam de questões relevantes para osnossos dias e servem de edificaçãoespiritual a todo o povo de Deus. Entre ostemas tratados, temos: a família, asociedade, a política e a espiritualidade.Na atual conjuntura, os profetas são umverdadeiro esteio da sabedoria divina paraa Igreja de Cristo, pois encorajam-nos amilitarmos pela causa de Cristo.
  2. 2. 1. Autoridade. A coleção dos Profetas Menores compõe-se dos seguintes livros: Oseias, Joel, Amos, Obadias,Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu,Zacarias e Malaquias. Essa estrutura vem da BíbliaHebraica e, posteriormente, da Vulgata Latina. ASeptuaginta (antiga versão grega do Antigo Testamento)apresenta nos seis primeiros livros uma disposição diferenteda Hebraica, dispondo os livros assim: Oseias, Amos,Miqueias, Joel, Obadias e Jonas.É importante ressaltar que o valor e a autoridade dosescritos dos Profetas Menores em nada diferem dosProfetas Maiores. Tal classificação é puramentepedagógica, visando tão somente facilitar a compreensão dapresença de uma estrutura literária nos livros proféticos doAntigo Testamento. Não obstante, ambas as coleções sãouma só Escritura e têm a mesma autoridade (Jr 26.18 cf. Mq3.12; Rm 9.25-27 cf. Os 1.10; 2.23; Is 10.22,23).
  3. 3. 2. Origem do termo. A expressão “ProfetasMenores” advém da Igreja Latina por causa dovolume do texto ser menor em comparação aosde Isaías, Jeremias e Ezequiel. Assim explicaAgostinho de Hipona (345-430 d.C.) em sua obraA cidade de Deus. O termo é de origem cristã,pois, na literatura judaica, essa coleção éclassificada como Os Doze ou Os Doze Profetas.Essa informação é confirmada desde o ano 132a.C, quando da produção do livro apócrifo deEclesiástico (49.10). É também corroborada peloTalmude (antiga literatura religiosa dos judeus) eratificada pela obra Contra Apion do historiadorjudeu Flávio Josefo (37-100 d.C).
  4. 4. 3. Cânon e cenário dos Doze . O cânon judaicoclassifica os profetas do Antigo Testamento emanteriores e posteriores, sendo: a) Anteriores: Josué,Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis; e b) Posteriores:Isaías, Jeremias, Ezequiel e os Doze. A classificaçãoe o arranjo do cânon hebraico diferemsistematicamente do nosso. Um dado importante éque todos os profetas, de Isaías a Malaquias, viveramentre os séculos 8 a 5 a.C, tendo alguns deles sidocontemporâneos. O período abrangeu o domínio detrês potências mundiais: Assíria, Babilônia e Pérsia.Oseias, Isaías, Amos, Jonas e Miqueias, porexemplo, viveram antes do exílio babilônico (Os 1.1;Is 1.1; Am 1.1; 2 Rs 14.23-25 cf. Mq 1.1), e outros,como Ageu e Zacarias, no pós-exílio (Ag 1.1; Zc 1.1).
  5. 5. 1. Procedência (vv.16-18) . O apóstolo Pedroafirma que a revelação ministrada à Igreja era umamensagem real e abalizada pelo testemunho oculardo colégio apostólico. À semelhança dos apóstolos,os profetas, inspirados pelo Espírito Santo, refletiramfielmente a vontade e a soberania divina acerca daredenção de Israel, em particular, e da humanidade,em geral. A mensagem dos profetas é de procedênciadivina e tem, como cenário, as ocorrências do dia adia. O casamento de Oseias (Os 1.2-5; 3.1-5) e avisita de Amós a Samaria (Am 7.10-17) são apenasalguns dos exemplos que deram ocasião aosoráculos divinos. Semelhantemente aconteceu aosapóstolos na transfiguração de Jesus no Monte dasOliveiras (Mt 17.5,6; Mc 9.7; Lc 9.34-36).
  6. 6. 2. “A palavra dos profetas”(v.19a). Convém ressaltar que a expressão“os profetas”, nessa passagem, não serestringe aos literários e nem mesmo aos Doze.Porque Deus levantou profetas desde oprincípio do mundo (Lc 1.70; 11.50,51). Oministério e os escritos proféticos eram tãoimportantes que, algumas vezes, o termo éusado para se referir ao Antigo Testamento (At26.27). Entre os seus escritos, encontramosmensagens da vinda do Messias, orientaçõespara a vida humana, para a nação de Israel eaté para o mundo. Há também mensagens quese aplicam à Igreja de Cristo (1 Tm 3.16).
  7. 7. 3. “Como a uma luz que alumia em lugarescuro” (v.19b).  Os profetas pregaram tudo oque diz respeito à vida e à piedade. Os temaseram diversos: Deus, o ser humano e a criação.Estaríamos à deriva no mundo sem as palavrasdos profetas, pois elas nos levam à luz de Cristo(Sl 119.105). A Lei e os Profetas anunciaram avinda de Jesus de Nazaré (Jo 1.45; Lc 24.27). Amensagem dos profetas foi entregue àsgerações futuras, preparando-as para o tempodo Evangelho (1 Pe 1.12). Por isso, nãodevemos abdicar de seus ensinamentos, pois aautoridade desses escritos é perfeitamenteválida para hoje.
  8. 8. 1. A iniciativa divina . O apóstolo Pedroretoma o que afirmou nos versículos 16 a18. A mensagem dos profetas não seresume a uma retórica baseada emimaginação humana, nem é algoartificialmente construído. Nenhuma partedessa revelação “é de particularinterpretação” (v.20). As experiências dosprofetas, como as do próprio Pedro nomonte da transfiguração, provam ainiciativa divina em comunicar seusoráculos à humanidade.
  9. 9. 2. A inspiração dos profetas.  Está escrito que“toda a Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16— ARA). O termo grego theopneustos para asexpressões “inspirada por Deus” e “divinamenteinspirada” vem das palavras Theos, “Deus”, e pneo,“respirar, soprar”. Isso significa que os profetasforam “movidos pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.21 —ARA).O caráter especial e único da “palavra dos profetas”a torna sui generis. Ela pode fazer qualquer pessoasábia para a salvação em Cristo Jesus e éproveitosa para ensinar, repreender, corrigir,redarguir e instruir em justiça (2 Tm 3.15,16).Nenhuma literatura no mundo tem essa mesmaprerrogativa.
  10. 10. 3. A autoridade dos Profetas Menores . AIgreja submete-se inquestionavelmente àautoridade dos apóstolos, e essa é a vontade deDeus. Pois, os Evangelhos de Mateus e Lucas, oupelo menos um deles, são colocados no mesmonível do Antigo Testamento (1 Tm 5.18; Dt 25.4;Mt 10.10; Lc 10.7). O mesmo acontece com asepístolas paulinas (2 Pe 3.15,16). Essa é umaforma de se reconhecer definitivamente o NovoTestamento como Escritura inspirada por Deus.Depreende-se, então, que todos os livros daBíblia têm o mesmo grau de inspiração eautoridade. Logo, devemos dar a mesma atençãoe credibilidade aos escritos dos Profetas Menores(2 Pe 1.19).
  11. 11. Conclusão. Diante do exposto, os ProfetasMenores, como parte integrante dasEscrituras inspiradas, não devem ficar emsegundo plano. Por isso, recomendamosque, já no início do trimestre, seja feita umaleitura dos Doze Profetas. Esta facilitará acompreensão da mensagem dessesdespenseiros de Deus. Convém ressaltarque o enfoque de cada lição, aqui,raramente coincide com o assuntopredominante de cada livro, pois a escolhadesses temas baseou-se nas necessidadesdo mundo de hoje.

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