Módulo 6 e 7 roma incompleto

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Módulo 6 e 7 roma incompleto

  1. 1. ROMA
  2. 2. Geografia e primeiros habitantes • A península itálica tem o solo mais fértil que o da península balcânica • Costa pouco recortada • Gauleses (norte), etruscos e latinos (centro) e gregos (sul) • Mais importantes: latinos (Lácio) e etruscos (Etrúria)
  3. 3. Origem de Roma • Fundada no Lácio, depois do ano 1000 a.C. • Objetivo inicial: centro de defesa dos latinos contra ataques constantes dos etruscos • Versão mítica (História de Roma, de Tito Lívio, e Eneida, de Virgílio)
  4. 4. Origem de Roma • Eneias, príncipe troiano, fugindo dos gregos, chega ao Lácio e casa com filha do rei latino. Seus filhos, Rômulo e Remo, são jogados no Tibre, salvos e amamentos por uma loba e depois por camponeses. Em 753 a.C. os irmãos de desentendem, Rômulo mata Remo e se transforma no primeiro rei de Roma
  5. 5. Período Monárquico • Período da realeza (fundação até 509 a.C.) • Documentos precários • Nomes dos reis romanos desconhecidos (usa-se os descritos em livros como Eneida e História de Roma) • Rei com funções executivas, judiciais e religiosas, mas com poderes limitados pelo legislativo (representado pelo Senado ou Conselho de Anciãos, com poder de veto) • Ratificação das leis feita pela Assembleia ou Cúrias (composta por todos cidadãos em idade militar)
  6. 6. Período Monárquico • Final do século VII a. C = fase de dominação etrusca e expansão marítima romana • Sociedade divida em 3 classes: patrícios (aristocracia romana; quem possuísse terra e gado), plebeus (homens livres conquistados, mas que não participavam das Assembleias nem formavam famílias reconhecidas) e escravos (recrutados entre os derrotados em guerras ou plebeus endividados) • Em 509 a. C, o rei Tarquínio foi deposto por uma conjuração patrícia por ser etrusco e por não respeitar a hierarquia patrícia
  7. 7. Período da República • Período republicano de 509 a.C a 27 a.C. • Nova estrutura administrativa composta por: a) Cônsules: eram 2, propunham leis e presidiam o Senado e a Assembleia b) Ditador: escolhido em casos de crise para governar por 6 meses c) Pretor: administrava a justiça d) Pontífice: responsável pelo culto religioso e) Senado: orgão mais importante e poderoso, designava cônsules, decidia guerra
  8. 8. Período da República • Sociedade composta em sua maioria por plebeus, vivendo marginalizados da política (mesmo os que enriqueciam pelo comércio) • Revoltas dos plebeus a) Reivindicação por representação no Senado: 2 tribunos da plebe (direito à veto, intocável e inviolável) b) Lei das 12 Tábuas: primeira compilação escrita das leis romanas c) Leis Licínias: participação dos plebeus na partilha de terras conquistadas e direito à 1 cônsul d) Lei Canuleia: casamento entre patrícios e plebeus
  9. 9. Período da República • Fase de expansão romana: conquista da Itália para garantir abastecimento de produtos essenciais e barrar ameaças regionais • Guerras Púnicas: investida romana contra Cartago (norte da África, detentora de colonias como Sardenha, Sicília e península Ibérica) • Primeira fase da Guerra Púnica: disputa da Sicília (batalha épica: Aníbal com elefantes e milhares de soldados, derrotado por Ciprião, o Africano) • Segunda fase: tomada definitiva por Roma, com massacre aos cartagineses
  10. 10. Período da República • Continuo avanço romano: Macedônia, Síria, Grécia, Egito, Península Ibérica • Expansão territorial = aumento populacional e modificações na estrutura política, social, econômica e cultural • Grande afluxo de riquezas • Ruína do pequeno lavrador (disputa desleal com latifúndios com mão-de-obra escrava) • Êxodo rural, proletarização da plebe • Surgimento de novas classes sociais: camada senatorial (aristocracia), equestre (mercadores, banqueios e homens novos), clientes (agregados, dependentes dos patrícios) e proletários
  11. 11. Crise Republicana • Crise dos pequenos agricultores = reforma agrária proposta pelos tribunos da plebe • Destaque: Tibério e Caio Graco (irmãos) • Proposta de limitação de posse de terras e arrendamento pelo Estado das terras excedentes para os pobres (não aceita pelo Senado – assassinato de Tibério) • Dez anos depois: Lei Frumentária, de Caio Graco, determinando distribuição de trigo entre os plebeus com preço mais baixo (perseguição e morte do tribuno)
  12. 12. Crise Republicana • Novos líderes despontam: Pompeu, Crasso e Júlio César (Primeiro Triunvirato – 60 a. C.) • Crasso morre em combate e Pompeu destitui Júlio César (“a sorte está lançada”) que marcha sobre Roma e toma o poder de Pompeu • Júlio César de torna ditador vitalício (clara oposição ao Senado) • Revolta senatorial = conspiração contra Júlio César (assassinado de Júlio César) – “Até tu, Brutus?”
  13. 13. Crise Republicana • Assassinado de Júlio César = comoção nacional aproveitada po Marco Antônio (general) • 44 a. C.: Formação do Segundo Triunvirato (Marco Antônio, Otávio e Lépido), perseguindo e matando opositores de Júlio César • Posteriormente, Otávio trai os companheiros e se torna o primeiro Imperador de Roma (títulos de príncipe, imperador e divino (augustus)
  14. 14. Império • Duas etapas distintas: Alto Império (I a III) e Baixo Império (III a V) • Alto Império – Século de Ouro da Literatura Latina (apoio às artes e aos escritores) • Embelezamento de Roma com construções magníficas, formação da guarda pretoriana , espetáculos de circo e distribuição de trigo ao povo • PANIS ET CIRCENSES (Pão e Circo) • Nascimento de Jesus Cristo
  15. 15. 10 terríveis trabalhos romanos • 1- Nomenclator: O nomenclator realizou um trabalho de vital importância. Ele era uma espécie de homem- agenda-calendário, que servia para lembrar nomes e eventos importantes. Hoje em dia, temos Iphones e Blackberries, entre outros dispositivos digitais, para armazenar os contatos que fazemos. No entanto, acho que todos já tiveram a experiência de conhecer alguém, anotar em papel o telefone, prometer contato mas, no dia seguinte, esquecer onde colocou o papel. Os romanos tinham um jeito muito melhor de lidar com isso. Eles arrastavam seus escravos para as festas, e forçavam eles a lembrar dos nomes e números.
  16. 16. 10 terríveis trabalhos romanos • 2- Traficante de Escravos : Traficante de escravos era alguém que vendia escravos – por negócios ou lazer. Geralmente, viajava atrás dos exércitos, com o objetivo de capturar os perdedores e vendê-los como escravos a gregos e romanos ricos. Ele, inclusive, comprava os filhos “indesejados” das famílias, com o objetivo de castrá-los e vendê-los como amantes a gregos e romanos ricos. Desta forma, fornecia uma alternativa de adoção aos pais que não queriam seus filhos. O lado ruim deste emprego (ironia) era que, geralmente, os traficantes de escravos eram assassinados por aqueles que não aprovavam a mercadoria.
  17. 17. 10 terríveis trabalhos romanos • 3- Ornador : O trabalho de um cabeleireiro (ornador) é muitas vezes desprezado nos dias de hoje. E, antigamente, não era muito diferente. Mas, honestamente, um cabelereiro hoje deve apreciar seu trabalho, pois é muito melhor do que era há muitos séculos atrás. Imagine a cena: sua rainha imperial é loira, mas a moda é cabelos escuros e brilhantes. Se fosse hoje, a melhor solução seria colocar uma peruca decorativa. No entanto, não existia esta opção para o antigo ornador. Para dar ao cabelo da rainha o tom negro-abrilhantado, o ornador deveria usar uma mistura de bílis, sanguessugas podres e tintas de lula. Mas fica pior. Se a tal rainha fosse morena e quisesse uma tonalidade dourada para os cabelos, a mistura passava a ser cocô de pombo, cinzas e até xixi.
  18. 18. 10 terríveis trabalhos romanos • 4- Virgem Vestal : “Procura-se fêmea, adolescente e virgem, para trinta anos de serviço. Deve ser romana, sem mutilações e não pode ser filha de escravos”. Aí está a descrição de uma virgem vestal. Estas atraentes e perfeitas garotas passavam trinta anos servindo Vesta, a deusa romana do fogo sagrado, da pira doméstica e da cidade. No templo, elas tinham que manter acesa a chama vestal e estavam em posição de grande honra – eram as únicas sacerdotisas da Roma Antiga. Agora, se alguma delas esquecesse, por distração, de alimentar a chama, seria flagelada (tipo de açoite) até sangrar. Se, neste intervalo de trinta anos, perdesse a virgindade, era enterrada viva. Pior ainda, se alguma virgem vestal preguiçosa deixasse, porventura, o fogo se apagar, não era apenas flagelada: deixar o fogo apagar tinha o significado simbólico de perder a virgindade. Assim, a pobre virgem, além de ser açoitada, era também enterrada viva!
  19. 19. 10 terríveis trabalhos romanos • 5- Dentista: Hoje, a odontologia é uma profissão respeitada e muito concorrida em vestibulares. Equipamentos modernos permitem cirurgias dentárias com alta precisão e o paciente pode manter uma higiene bucal relativamente decente, com a quantidade de produtos disponíveis no mercado. Agora, imagine a boca dos nossos ancestrais – que não tinham o hábito de escovar os dentes e comiam toda a sorte de alimentos estragados. Agora, imagine um deles com um grande abcesso, baita dor de dente, e ser o dentista que vai tratá-lo. Quem é fã de vinhos iria gostar, pois era usado como anestésico natural. Porém, quando a coisa piorava, eram necessárias medidas drásticas, como colocar ferro em brasa na gengiva e rechear o buraco carbonizado com peixe podre. É difícil dizer quem sofria mais: o dentista ou o paciente!
  20. 20. 10 terríveis trabalhos romanos • 6- Fabricante de Vinhos: Que trabalho poderia ser melhor do que fabricar vinhos – a colheita da uva nas primeiras horas, enquanto o orvalho ainda escorre das videiras, pisar a fruta com os pés, enquanto entoa lindas canções épicas, e, finalmente, após a fermentação, beber o delicioso néctar? Seria um ótimo trabalho, não fosse o fato do vinho ser, geralmente, contaminado com chumbo. Infelizmente, os romanos não sabiam dos riscos do chumbo, e geralmente adoçavam o vinho com esta substância química extremamente tóxica. Para piorar, ainda serviam o vinho em copos de chumbo.
  21. 21. 10 terríveis trabalhos romanos • 7- Pregustador: O pregustador era, em outras palavras, um provador de alimentos e vinhos. Ora, quem não desejaria ser pago para não fazer nada além de degustar os mais refinados quitutes das mesas imperiais? E a lista era vasta: pães temperados, patês, saladas exóticas e toda a sorte de carnes. Mas antes que a boca começe a salivar, há uma ressalva. Boa parte dos imperadores eram odiados, e muita gente queria vê-los mortos. E, naquela época, a melhor maneira de matar alguém sutilmente era através do envenenamento. Assim, é possível que os imperadores se deparassem com delícias envenenadas ao menos duas vezes durante seus reinados. Aí entrava em cena o pregustador, que abocanhava cada alimento antes do rei. E, se alguém no palácio iria morrer, provavelmente seria o pregustador.
  22. 22. 10 terríveis trabalhos romanos • 8- Remador : A maioria de nós já passou pela experiência de frequentar uma academia para perder uns quilinhos. E, quem a frequenta regularmente, provavelmente já sentiu a dor que queima os músculos dos ombros e braços ao final de um treino puxado. No entanto, como pagamos a mensalidade, temos a opção de parar quando quisermos. O mesmo não ocorria com os pobres remadores das galés romanas. Primeiramente, porque eram escravos e forçados a remar. Segundo, porque a pausa para descanso não era uma opção inteligente, uma vez que implicava em açoite.
  23. 23. 10 terríveis trabalhos romanos • 9- Depilador de Axilas: A questão aqui não é discutir se a depilação dos pêlos do suvaco causavam ou não dor ao depilado. A questão é falar de alguém que ganhava a vida fazendo este trabalho. Os antigos romanos adoravam esportes e os atletas treinavam dia após dia sob o sol, atentos à grande capacidade de seus pêlos reterem odores desagradáveis. Dessa forma, os homens – velhos ou novos – se submetiam à rotina de terem seus pêlos do suvaco cortados diariamente por um depilador de axilas. E nem precisa dizer que estes pobres depiladores lidavam com axilas extremamente cabeludas e mau cheirosas.
  24. 24. 10 terríveis trabalhos romanos • 10- Delator : Delator era o indivíduo que ganhava a vida dedurando outras pessoas. Por incrível que pareça, tinha gente que enriquecia desta forma, apesar de não ser considerado um “trabalho” oficial. Cada pequeno ou grande delito era dedurado. Se havia um pária social, odiado acima de tudo, era o delator. Alguns delatores eram extremamente criativos, pois eles eram pagos, independente da verdade por trás das acusações. O mais famoso deles foi, certamente, Judas Iscariotes.
  25. 25. Império • Após morte de Otávio, outros imperadores surgiram (Tibério, Calígula, Nero, Trajano e Marco Antônio), mas como visíveis problemas administrativos • Baixo Império – Período das crises, anarquia e ruína da ordem política e social • Redução das conquistas e consequente queda da mão-de-obra escrava • Insuficência produtiva, elevação dos preços e saída dos recursos para compras no Oriente
  26. 26. Império • Aumento da emissão de moeda para controlar déficit = agravo da situação • Guerras civis, descontentamento, crises morais e culturais e interferência das legiões nas sucessões imperiais (desgaste mútuo) • Crescente disseminação do cristianismo (antiescravista, antimilitarista) se chocava com a estrutura imperial romana
  27. 27. Império • Imperadores de destaque a) Diocleciano: Tetrarquia (divisão do poder entre 4 generais) b) Constantino: concedeu liberdade religiosa para os cristãos (Édito de Milão) e definiu Lei do Colonato (fixação dos colonos nas terras em que trabalhavam para substituir os escravos) c) Teodósio: oficializou o cristianismo (única religião admissível em Roma) e dividiu o Império Romano em 2: Império Romano do Ocidente (Roma) e Império Romano do Oriente (Bizâncio - Constantinopla)
  28. 28. Queda do Império • Enfraquecimento progressivo e crise escravista • Investidas dos povos “bárbaros” (pacíficas e violentas) • Retirada, uma a uma, das províncias das mãos dos romanos • 476 d. C – queda definitiva do Império Romano do Ocidente, com a tomada por Odoacro
  29. 29. Cultura Romana • Direito: mais importante legado romano • Literatura: Cícero, Virgílio, Tito Lívio, Ovídio • Arquitetura: Aquedutos, estradas, muralhas, Coliseu • Religião: politeísta (cópia da região grega), com Júpiter (Zeus) como representante máximo. No Baixo Império, Cristianismo

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