Aprendizagemnovosparadigmas

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apresentação no Congresso de neupsicologia e aprendizagem, realizado em Poços de Caldas, MG, em 2007.

Publicada em: Educação, Tecnologia, Espiritual
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Aprendizagemnovosparadigmas

  1. 3. <ul><li>MODELO, FORMA, PADRÃO DE INTERPRETAÇÃO </li></ul>
  2. 4. <ul><li>Um paradigma é acompanhado por um conjunto de valores que exercem forte influência na sociedade e que permitem apreender a realidade . </li></ul>
  3. 5. Grécia Antiga – Antropocentrismo O homem no centro do mundo Aqui aparece o conceito de cidadão Idade Média – Teocentrismo Deus no centro do mundo Idade Moderna – Volta ao Antropocentrismo - Positivismo
  4. 6. A modernidade se apóia nos pressupostos renascentistas de racionalidade científica e de poder laico como forças que pretendem subtrair o homem das tutelas da fé, da autoridade e do poder, trazendo consigo as promessas de universalidade e felicidade do liberalismo econômico. Serviu de terreno para o homem criar coletivamente um grande empreendimento que, a partir do século XVI, viria a responder a seus anseios convertendo a ciência na principal instância legitimadora de suas crenças. Tal ciência busca a exatidão: pretende encontrar a verdade que deve estar contida nos fenômenos naturais. Por isso, aspira ao domínio da natureza. A partir desta época, as coisas são ou não são. Não há meio termo! O mundo é concebido como passível de ser conhecido através de leis simples e imutáveis.
  5. 7. <ul><li>Este paradigma irá imperar durante séculos e ainda hoje subsiste, apesar de já serem sentidos os impactos de uma nova transição paradigmática. Suas características permitem definir toda a produção científica a partir dos séculos XIV e XV como “moderna”, e configuram um novo modelo de pensamento. </li></ul>
  6. 8. O Positivismo é considerado um “modelo”de pensamento da modernidade porque, por intermédio da análise de suas teorias, é possível compreender a realidade daquele momento histórico.
  7. 9. 1- Desprezo pela metafísica e por toda proposta não vinculada a fatos constatados;   2- Desprezo pelos juízos de valor que não estejam apoiados em leis científicas;   3- Reconhecimento do empirismo como o único meio capaz de concluir investigações sistemáticas e verdadeiras, das quais é possível a dedução de conclusões válidas;   4- O fenomenalismo, que somente aceita a experiência obtida pela observação dos fenômenos;
  8. 10. <ul><li>A concepção de inteligência característica do pensamento positivista separa as pessoas em grupos dicotômicos a partir de seu QI, acreditando que esta faculdade é fixa e determinada por fatores genéticos e hereditários. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Sustenta a percepção de que os indivíduos dotados de maior quociente de inteligência estão mais aptos para a aprendizagem do que aqueles menos dotados e influenciando sobre a maneira de organização do sistema escolar. </li></ul>
  10. 12. <ul><li>A concepção de aprendizagem sofre os efeitos desta visão linear, pois é compreendida como resultado de esforço, atenção e repetição por parte do aluno e de trabalho e dedicação da parte do professor. </li></ul>
  11. 13. “ Pós-modernismo é o nome aplicado às mudanças ocorridas nas ciências, nas artes e nas sociedades avançadas desde 1950, quando, por convenção, se encerra o modernismo (1900-1950). Ele nasce com a arquitetura e a computação, nos anos 60, cresce ao entrar pela filosofia, durante os anos 70, como crítica da cultura ocidental. E amadurece hoje, alastrando-se na moda, no cinema, na música e no cotidiano programado pela tecnociência (ciência + tecnologia invadindo o cotidiano com, desde alimentos processados até microcomputadores) sem que ninguém saiba se é decadência ou renascimento cultural.”
  12. 14. <ul><li>Este movimento caracteriza-se por uma severa crítica aos padrões éticos e estéticos que vigoraram no século passado e é típico das sociedades pós-industriais baseadas na informação. </li></ul>
  13. 15. <ul><li>O movimento pós-moderno passa a considerar o par sujeito/objeto sob uma ótica humanista e ecológica, pautando suas ações pela cooperação e pela solidariedade e não mais pelo domínio e competição. </li></ul>
  14. 16. <ul><li>Como conseqüência desta mudança a ciência não foi mais submetida ao tribunal da razão e passou a </li></ul><ul><li>se comprometer com o futuro da humanidade, com seus efeitos morais e com a construção de uma </li></ul><ul><li>sociedade mais cooperativa.Na modernidade a ciência privilegiava a quantidade sobre a qualidade. </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>Hoje, existe a tendência marcante de retorno ao marco da qualidade, o que caracteriza o período atual como de transição paradigmática. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  15. 18. <ul><li>Aprendizagem é um processo de mudança de comportamento obtido através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais. Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. </li></ul>
  16. 20. <ul><li>Nova maneira de ver e entender o mundo, diametralmente oposta à visão mecanicista moderna; </li></ul><ul><li>O ambiente vivo é complexo porque o processo vital é uma atividade contínua que tem o poder de produzir e reproduzir-se continuamente a si mesmo . </li></ul>
  17. 21. <ul><li>Os seres vivos evoluem num estado de operacionalidade que não comporta limites e se sustenta nas trocas, nas conexões entre unidades autônomas, formando uma grande ”rede” de relações. </li></ul>
  18. 22. <ul><li>A complexidade considera a ambigüidade, a diversidade, a diferença, os limites, não como obstáculos, mas como oportunidades de criação de novos e múltiplos sentidos e conceitos para a aventura de ser humano. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  19. 23. <ul><li>Constitui uma visão sistêmica que representa a superação da visão dicotômica dos tempos modernos e se opõe à separação rígida dos saberes. </li></ul>
  20. 24. <ul><li>Piaget compreende a inteligência como uma forma de os seres humanos se adaptarem à realidade, num processo evolutivo que se organiza de forma progressiva em busca do equilíbrio com o ambiente externo. Para ele a ação humana advém de alguma necessidade que deve ser satisfeita, de algum problema a ser resolvido. Nela dois processos mentais entram em cena: assimilação e acomodação. Por intermédio do primeiro o homem capta da realidade, com o auxílio de seus sentidos, as características que ela possui e estabelece relações com as informações armazenadas em seu cérebro; por intermédio do segundo é capaz de utilizar o que assimilou em situações novas, apresentando um comportamento adequado e eficiente, adaptando-se às mudanças. </li></ul>
  21. 25. <ul><li>Vygotsky compreende a inteligência como o resultado de funções psicológicas superiores que o cérebro humano adquire, potencializadas no decorrer do desenvolvimento da espécie em função de sua organização social. Segundo esse autor a linguagem estruturada em signos teria sido o fator mais importante para o progresso da humanidade na medida em que possibilitou a construção histórica. Sob este ponto de vista a interação social desenvolve a inteligência, a qual, por sua vez, é condição de evolução das sociedades. </li></ul>
  22. 26. <ul><li>Wallon acrescenta que a inteligência humana é mobilizada para a ação transformadora sobre a realidade, de acordo com as emoções suscitadas pelos problemas a serem solucionados. Acredita que a emoção tem o poder de desenvolver ou atrasar o funcionamento cognitivo e que não é possível separar no homem os aspectos objetivos dos subjetivos. </li></ul>
  23. 27. <ul><li>  </li></ul><ul><li>1- Nova maneira de encarar a aprendizagem, colocando em relação indissociável processos cognitivos e processos vitais; </li></ul><ul><li>2- Novos espaços organizados de aprendizagem possibilitados pelo uso de recursos tecnológicos que configuram o campo da inteligência artificial, vida artificial e cibernética; </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>3- Nova cultura de aprendizagem, numa sociedade que privilegia o conhecimento, inaugurando a chamada ecologia cognitiva que integra aprendizagens individuais e coletivas. </li></ul>
  24. 28. <ul><li>Seu trabalho é pautado na crença da capacidade humana de aprender e renovar-se continuamente, desadaptando-se a cada mudança que ocorre no ambiente. Por isso, acredita sempre no homem e não desanima diante de qualquer dificuldade, pois sabe que todos os seres são dotados da possibilidade de transformar vida em existência, informação em conhecimento, e todos têm um saber a ser explorado em benefício da sociedade. </li></ul>
  25. 29. <ul><li>[email_address] </li></ul>

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