- sistema de interações humanas culturalmente 
padronizadas 
- sociedade é um sistema de símbolos, valores e normas
Humor como forma de arte 
• Entreter 
• Alvo 
• Criticar falhas no sistema 
• Ironizar 
• Amenizar a seriedade de determin...
Para mim, uma coisa é bastante clara em relação ao humor: para que 
se faça graça, alguém tem que ser o alvo dessa graça. ...
Censura é uma coisa abominável. Mas não pode ser confundida 
com a proibição de usar meios de massa que possuem concessão ...
A mesma sociedade que legitima valores machistas, racistas, homofóbicos, etc., 
contesta-os. Os “alvos” e “vítimas” deste ...
Não, nem sempre “É só uma piada!”, como proclama Rafinha Bastos e outros. A piada é 
concebida como desprovida de conteúdo...
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Os limites do humor

  1. 1. - sistema de interações humanas culturalmente padronizadas - sociedade é um sistema de símbolos, valores e normas
  2. 2. Humor como forma de arte • Entreter • Alvo • Criticar falhas no sistema • Ironizar • Amenizar a seriedade de determinada situação
  3. 3. Para mim, uma coisa é bastante clara em relação ao humor: para que se faça graça, alguém tem que ser o alvo dessa graça. Falar em humor politicamente correto, por inteiro, soa como mera hipocrisia. Será que você nunca riu com uma piada de loira, de gaúcho, de português? Mesmo o público-alvo de certas piadas costuma achar graça de muitas delas, até porque todo mundo (ou quase todo mundo) sabe que fazer humor é buscar a graça, e não a seriedade (essa é a impressão que tenho, pelo menos). Nivaldo Machado Neto
  4. 4. Censura é uma coisa abominável. Mas não pode ser confundida com a proibição de usar meios de massa que possuem concessão pública para a apologia à discriminação étnica, à homofobia, à xenofobia e a preconceitos e intolerâncias Leonardo Sakamoto
  5. 5. A mesma sociedade que legitima valores machistas, racistas, homofóbicos, etc., contesta-os. Os “alvos” e “vítimas” deste tipo de humor organizam-se, reagem e exigem respeito. Mas não é patrulhamento da liberdade de expressão?! Não há temas proibidos, nem se trata de proibir. A questão é a forma que assume o discurso. Se este é ofensivo e quem se ofende é capaz de reagir coletivamente, é legítimo. A liberdade de expressão não se dá no vácuo, mas em tensão com o contexto social, político, cultural, histórico. Também o comediante não é neutro, ele precisa saber de que lado está. As piadas podem, inclusive, levar a pensar sobre as minorias, o racismo, o sexismo, etc. Trecho do documentário “Riso dos outros”
  6. 6. Não, nem sempre “É só uma piada!”, como proclama Rafinha Bastos e outros. A piada é concebida como desprovida de conteúdo ideológico, político, social, etc. É tratada como a piada em si, neutra. “É um insulto!, responde Lola Aronovich. Sim, uma piada preconceituosa não é apenas uma piada. A manifestação do artista reforça preconceitos ou contribui para questioná-los. Não é um discurso neutro, apolítico. Quem se imagina apolítico, tem uma compreensão simplista da política, restringindo-se à esfera institucional. Como diria Brecht é um “analfabeto político”! De qualquer forma, o que chama a atenção em tudo isto é o fato de as pessoas ainda rirem deste tipo de piada! Não tem graça! No entanto, o riso da maioria inebria e parece legitimar o comediante que diz o que o povo quer ouvir. E ele ainda fica com a impressão de que faz sucesso. Mas, como alerta Hugo Possolo, “Quem se curva demais ao público fica de quatro pra ele”. Trecho do documentário “Riso dos outros”
  7. 7. Alunos: Julia, Cecilia e Pedro Felipe

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