Ficha formativa fil 10

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Ficha formativa fil 10

  1. 1. ESCOLA SECUNDÁRIA DE BOCAGE Ficha Formativa de FILOSOFIA I «A filosofia poderá ser perspectivada como uma reflexão radical sobre a realidade, sobre o homem e sobre o mundo. Como reflexão radical a filosofia situa-se no plano de uma racionalidade interpretativa e explicativa. Esta racionalidade interpretativa e explicativa implica que as posições assumidas não se alicercem em crenças ou meras opiniões mas se enraízem numa fundamentação que [...] lhes confira uma justificação consistente. Por consequência, no âmbito da filosofia não terão sentido atitudes dogmáticas, visto que a dogmatização [...] envolverá necessariamente a ausência de uma fundamentação aberta.» Sousa, M. C. H. de, As Ilusões da Razão, Porto, Brasília Editora, pp. 17-181. Qual a especificidade da Filosofia presente no texto? Justifica a tua resposta.2. No quadro abaixo, identifica as afirmações verdadeiras e falsas, assinalando respectivamente Vou F Afirmações V F JustificaçãoA Filosofia procura a raiz ou ofundamento de todas ascoisas.É próprio da filosofia procurarcompreender o real na suatotalidade e unidadeA filosofia é acima de tudo oreino da subjectividade e daarbitrariedade, onde seadmitem, sem critério oucrítica, todas as ideiasA filosofia é um modo críticode reflectir sobre as nossasconvicções e ultrapassar aslimitações do senso comum.A filosofia é a análise lógica dalinguagem e a clarificação dosignificado das palavras e dosconceitos.Cada aprendiz de filósofo tempela frente uma árdua tarefa,dado que tem que partir dozero na sua actividadereflexiva.A actividade filosófica éinseparável da liberdade darazão face a todas ascoerções e a todos osconstrangimentos exteriores,sejam eles a religião, apolítica, as ideologias, aautoridade ou a tradição.A filosofia é sempre umareflexão pessoal dirigida atodos os homens 1
  2. 2. II1.Lê atentamente o texto de J.L. Aranguren onde se faz uma breve análise da noção de felicidade,pondo-se em confronto duas visões distintas e acabando o próprio autor por propor também eleuma tese.Antigamente a felicidade era entendida todas as fortunas (?) espirituais, desde quecomo um ideal só alcançável pelos filósofos cresçam os aumentos materiais.contemplativos (Aristóteles), pelos que Claro está que depressa as coisas sesobre-humanamente renunciavam a tudo mostram mais complicadas porque, quando(estóicos), pelos que, perante o carácter já se alcançou aquilo em que,enganador do prazer, acabavam por fazer ilusoriamente, púnhamos a felicidade, estao mesmo (epicuristas) e por todos os que a vai para mais longe; agora já não basta oreservavam para os “eleitos” e, para carrito, porque faz falta um automóvelcúmulo, não neste mundo mas noutro sumptuoso, a nossa vivenda precisa de ser(Escolástica). uma luxuosa vila e a felicidade parece não Agora as coisas mudaram. A actual ser já uma questão só de dinheiro, mastrivialização da palavra “feliz” (“faz-me feliz” também de status: se pudéssemos chegardiz qualquer um após a consecução da a ser directores da empresa ondecoisa mais acessível) corresponde à trabalhamos, se pudéssemos chegar a serdemocratização, á aproximação, à ministros! (Este último exemplo não é bom:vulgarização das expectativas da qualquer um pode chegar a ser ministro,felicidade. A felicidade parece estar aí, no como mostra a experiência.)voltar do ano, quando, enfim, podemos A agridoce verdade é que, à medida queadquirir o carrito, a casa própria ou o nos aproximamos da felicidade, ela seaumento do salário; a felicidade parece afasta mais e mais.”assim ter-se colocado já ao alcance de J.L. Aranguren, Propostas Morales.2 . Após a leitura, proponho que identifiques as teses e a estrutura argumentativa dotextoTema:_______________________________________________________________________Problema:_______________________________________________________________________________________________________________________________________________Respostas ao problema:a) Teseantiga________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________b)Visãoactual______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2
  3. 3. c)Tese do autor______________________________________________________________ __________________________________________________________________ __________ __________________________________________________________________ __________ Argumentos a favor da tese: __________________________________________________________________ __________ __________________________________________________________________ __________ __________________________________________________________________ __________ __________________________________________________________________ __________ III 1. Assinala como correcta (C) ou errada (E) as afirmações, abaixo indicadas, que completam a afirmação: A acção Humana é…. Afirmações C E Uma forma de conduta autónoma, consciente e voluntária O que individualiza cada homem, definindo-o pela maneira como a exercita e a dirige. O homem faz-se e constrói-se na acção. Um acto inconsciente ou uma resposta instintiva a certos estímulos. A acção que é específica dos seres humanos e que só estes são capazes de realizar A acção que realizamos conscientemente, dando-nos conta de que a fazermos Um qualquer acto praticado por ser um humano Um acto realizado após decisão deliberada IV Todos os termos da rede (conceptual) convergem aqui: acção, intenção, motivação e, por fim, agente (…), Importa (…) compreender a palavra agente em função de toda a rede. P.Ricouer, O Discurso da Acção, edições 70 1.Quais os termos da rede conceptual da acção humana presentes no texto? Explicita-os. 2.Distingue fazer, agir e acontecimento. 3.Constipar-se e manter-se quieto e sem respirar enquanto se tira uma radiografia são acções? Porquê? 4. “ Uma acção não é um acontecimento como um tremor de terra ou a queda de uma folhamorta». Concordas com a afirmação? Fundamenta a tua resposta. 3
  4. 4. V Estamos perante um enigma filosófico característico. Por um lado, um conjunto deargumentos muito poderosos força-nos à conclusão de que a nossa vontade livre não existeno Universo. Por outro lado, uma série de argumentos poderosos baseados em factos danossa própria experiência inclina-nos para a conclusão de que deve haver alguma liberdadeda vontade, porque aí todos a experimentamos em todo o tempo. J. Searl, Mente, cérebro e Ciência2- O determinismo radical e o determinismo moderado são duas das teorias querespondem ao problema do livre-arbítrio. Em que é que se distinguem? 4

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