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10BibliografiaIBÁNEZ, Ricardo Martin. A Educação a Distância. Suas modalidades eeconomia. Tradução de Ivana de Mello Medei...
11CUNHA JUNIOR., Henrique. A formação de pesquisadores negros.COMCIÊNCIA Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, 10 n...
12SAIDE. Desenvolvida pela South Africa Institute for Distance Education, 2004-2006,Informações gerais sobre a Instituição...
13Informações gerais sobre a Instituição . disponível em: < http://www.una.edu.ve >.Acesso em 10. nov. 2006UNIVERSIDADE FE...
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EaD e as populações excluidas

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Capitulo da Monografia de Especialização em EaD : A Educação a Distância como Instrumento de Transformação e Desenvolvimento Social e Regional

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EaD e as populações excluidas

  1. 1. O presente texto foi destacado da Monografia de conclusão de curso :A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL EDESENVOLVIMENTO: Um breve relato e reflexões sobre experiências exitosas e possibilidades, (capitulo 4).Universidade Católica de Brasília, Curso de Especialização em Educação a Distância - Autor - JuarezClementino da Silva Junior (2006) - juarez_silva@hotmail.com4. A aplicação da EAD no contexto brasileiro para o desenvolvimento de populações tradicionalmente excluídasConforme os indicativos do capítulo anterior, apesar da pesquisa não comprovaratravés de uma análise dos resultados das experiências o pressuposto do trabalho,há sim a pistas que comprovam a idéia de que a EAD é um instrumento pelo qualpode-se ampliar larga e democraticamente o acesso a educação econsequentemente a transformação social e o desenvolvimento é compartilhada porgovernos, comunidades internacionais, especialistas em educação, estudantes einstituições de ensino públicas e privadas do mundo todo (incluindo o Brasil emboraainda timidamente e com atraso).Ao longo do texto percebe-se que as experiências na Amazônia indicam que a EADjá é uma estratégia empregada na interiorização do ensino superior edesenvolvimento regional, a presença de pólos de grandes instituições privadas daregião Sudeste e Centro-Oeste em outras regiões, também visa atender um públicoaté então com dificuldades de qualificação (principalmente na pós-graduação) eeducação continuada, com a experiência da UAB (e outras não citadas) o governobrasileiro finalmente dá o segundo grande passo (o primeiro foi o decretopresidencial de reconhecimento da EAD para todos os níveis) para ademocratização do acesso ao nível universitário e da conseqüente ampliação dainclusão social através da modalidade.Cabe agora um detalhamento de aplicação no contexto brasileiro para um tema emvoga na atualidade, que trata da base de grande parte da desigualdade observadano país, a desigualdade social a partir do recorte racial e com foco na populaçãonegra.
  2. 2. 24.1 Educação a Distância e as Ações AfirmativasO Brasil possui uma injusta distribuição de renda e benesses sociais, os indicadoressociais apresentam a maior parte da população em condições de pobreza/miséria econsequentemente sem acesso ou acesso muito dificultado a elementos de bemestar e desenvolvimento social tais como Moradia digna, Saúde, Emprego eEducação. Os indicadores também demonstram que por motivos históricos eculturais a população Negra (Afro-descendente) é a esmagadora maioriacomponente destas classes desprivilegiadas, mesmo em situações econômicas esociais mais favoráveis o Afro-descendente (principalmente o mais evidente)enfrenta quotidianamente situações de discriminação (velada mas eficiente, semprecamuflada sob o manto do “mito da democracia racial Brasileira”) sendo uma dasprincipais a dificuldade o acesso a programas educacionais, o acesso éexponencialmente mais difícil a medida que se eleva o nível de ensino.Para corrigir desigualdades na sociedade que naturalmente não se resolveriam, oulevariam muito tempo, existem as chamadas AA (Ações Afirmativas), grupo depráticas de inclusão (normalmente fixadas por lei) com o intuito de “equilibrar” eampliar as oportunidades para grupos discriminados ou desprivilegiados, umexemplo muito em foco na atualidade são as COTAS étnico-raciais emUniversidades públicas ou no mercado de trabalho, ou ainda os programas deinclusão e valorização da diversidade em empresas privadas.PACHECO, 2005, sob o tópico “A cor do campus”, afirma que comparando os dadosdo Inep (Questionário Socioeconômico do Exame Nacional de Cursos) com os doIBGE, é inescapável a conclusão de que a “cor do campus brasileiro” é diferente dacor de nossa sociedade.
  3. 3. 3 Tabela 1: Comparação entre os dados do IBGE e o do INEP sobre raça COR NA POPULAÇÃO NA UNIVERSIDADE BRANCOS 52%, 72,9% PARDOS 41% 20,5% PRETOS 6,3% 3,6% NEGROS (pretos + 47,3 % 24,1% pardos) ORIENTAIS 0,5 % 2,2% INDÏGENAS 0,2 % 0,8% Fonte: PACHECO (2005) :Tabela gerada para este a partir de dados informados no artigo .Em outro documento encontramos o seguinte: No cruzamento da série de escolaridade concluída com a cor ou raça, são os amarelos (26,9%) que detêm o maior percentual de nível superior concluído, sendo que pardos (2,4%), indígenas (2,2%) e pretos (2,1%) apresentam taxas cinco vezes menores que a dos brancos (9,9%). A pós-graduação vem por sua vez cristalizar essas desigualdades já que de acordo com a PNAD do grupo de 300 mil mestres e doutores, 86,4% são brancos; 9,2%, pardos; 1,9%, amarelos; 1,8%, pretos e, apenas 0,2%, indígenas. (UFPA, 2004, s/p. grifo nosso)Segundo a nossa percepção, um olhar mais atento perceberá analisando a tabelaanterior que os 21% de presença "extra" de brancos na Universidade em relação arepresentatividade populacional somados aos 1,7% "extras" dos orientais épraticamente os 23,2% que "faltam" para uma representação proporcional justa paraos negros (sem prejuízo algum para a proporcionalidade justa dos outros grupos).Daí, a reivindicação de apenas 20% de cota exclusiva para negros, pois o restanteda proporção já é ocupada naturalmente.
  4. 4. 4Para o embasamento sobre a questão da pós-graduação foi escolhido um teóricotalvez pouco conhecido fora do eixo intelectual familiarizado com a temática étnico-racial brasileira, porém um ícone para os movimentos negros e intelectualidadefamiliarizada com a temática:Henrique Cunha Junior - Graduado em Engenharia Elétrica pela USP (São Carlos)e em Sociologia pela Unesp (Araraquara). Mestre em História. Doutorado emEngenharia na França e livre-docência na USP. Professor titular na UniversidadeFederal do Ceará; dirigiu grupos de teatro amador no movimento negro na décadade 1970. Participou da fundação da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros,tendo sido seu primeiro presidente, é filho de Henrique Cunha, o histórico militanteda FNL- Frente Negra de Libertação, movimento precursor que atuou nos anos 30do século passado.Baseado em experiências empíricas e referenciado teoricamente por Cunha Júnior,2003, constata-se que a pós-graduação é para o negro um “gargalo” ainda maiorque o acesso a graduação (não tanto no caso da especialização, geralmente paga(mesmo nas Universidades públicas) e com processo seletivo menos rígido) , é noacesso ao Mestrado e Doutorado que a coisa fica pior. a razão é que os métodos de discriminação estão tão institucionalizados que não incomodam às consciências críticas. É tido como natural o negro não entrar nos programas de pós-graduação. Examinando o histórico de cerca de dois mil mestres e doutores negros existentes no país, vemos que a faixa etária das candidaturas e os regimes de trabalhos estão fora dos perfis privilegiados pelas políticas e pelos programas de pós-graduação. A média dos pesquisadores negros ingressa no mestrado aos 35 anos, trabalha e precisa participar do sustento da família, o que é incompatível com o número e valores das bolsas. (CUNHA JUNIOR, 2003, s/p )Ainda segundo CUNHA JUNIOR, 2003, um dos fatores complicadores é a “origemacadêmica” dos candidatos a pós-graduação e a "entrevista", que é um dos principaismeios subjetivos utilizados para o exercício da discriminação .
  5. 5. 5 Os programas favorecem quem, em iniciação cientifica e artigos? Os pesquisadores negros vêm de ensino universitário noturno, que não dá oportunidades para a iniciação científica. As disciplinas de base dos temas pretendidos pelos pesquisadores negros não existem nas graduações. A única fonte de formação tem sido o próprio movimento negro. Os programas rejeitam pesquisadores militantes dos movimentos negros. Bancas de entrevista não conseguem superar a relação patroa-empregada existente nas nossas relações sociais cotidianas, tornando as entrevistas tensas e as pesquisadoras negras antipáticas. Fato mais notado entre as mulheres: "quem é antipático não entra, as negras muito da exibida não entram". Mas, para os que entram, não há orientadores que conheçam os temas, o que alimenta a dificuldade em se ter sucesso na pesquisa no tempo determinado. A universidade brasileira não confessa a sua ignorância nos temas de interesse dos afro-descendentes, sendo que a única responsabilidade do insucesso fica por conta dos pesquisadores negros. O problema é grave, mais grave ainda é que nada disso tem sido questionado pela sociedade democrática acadêmica. (CUNHA JUNIOR, 2003, s/p )Apesar da citação, anterior ter foco na questão de candidatos negros apesquisadores de temáticas de interesse da população negra, o processo deexclusão é generalizado, se aplica a candidatos com interesse em outras temáticasfora do eixo étnico-racial, o autor vai além, ao identificar a exclusão sistemática dosnegros na pós-graduação e dos assuntos de pesquisa relacionados, como umaprática de manutenção do poder das elites (eurocêntricas), tambéminstitucionalizada na academia A democracia prevê a representação de todos os grupos sociais em todas as instâncias de decisão. No estágio atual do capitalismo, a pesquisa científica e os grupos de pesquisadores constituem um grupo privilegiado de exercício do poder, quer pela ação direta na participação nos órgãos de decisão do Estado, quer pela ação indireta através da difusão dos conhecimentos que justificam as ações dos poderes públicos. Os grupos sociais cujos membros não fazem pesquisa ficam alijados dessas instâncias de poder. A ausência de pesquisadores negros tem reflexo nas decisões dos círculos de poder. Vide que temas como a educação e a saúde dos afro-descendentes só passam para a pauta do Estado brasileiro depois que os movimentos negros, com esforços próprios, formaram uma centena de especialistas e pesquisadores nessas áreas e produziram um número relevante de trabalhos científicos. [..] [..] A formação dos pesquisadores negros passa por todos esses obstáculos ideológicos, políticos, preconceituosos, eurocêntricos, de
  6. 6. 6 dominações e até mesmo de inocências úteis vigentes nas instituições de pesquisa e nos órgãos de decisão sobre as políticas científicas. É fundamentalmente um problema político de concepção da sociedade e das relações sociais. Problema que a sociedade científica se nega a reconhecer como um problema, se negando a tratá-lo e colocá-lo na agenda das preocupações. O mesmo ocorre na esfera governamental, que de certa forma reflete o pensamento das instituições de pesquisa. (CUNHA JUNIOR, 2003, s/p )Fica ainda claro, o entendimento de que há necessidade de políticas afirmativasque ampliem o acesso de afro-descendentes a graduação e consequentemente após-graduação, especialmente no que se refere a pesquisas de interesse dessegrupo. através de pesquisa do IPEA concluiu-se o que os movimentos negros vinham dizendo há quase 30 anos: há a necessidade de políticas específicas. No entanto, quase nada se sabe sobre essas especificidades pois os pesquisadores e os atuais temas das pesquisas têm a ver com interesses que não são os das populações de descendência africana. Negro e afro-descendentes aqui são sinônimos, definições que vão além das denominações de raça e raça social. Estão ligados ao trânsito da história e a enfoques nos processos de dominação e na produção étnica da submissão neste país. Nós temos falado da necessidade de pesquisas e de produção de conhecimentos sobre os territórios de maioria afro-descendentes. Mas não há pesquisa, não há política pública, não há solução objetiva dos problemas. (CUNHA JUNIOR, 2003, s/p )4.1. 1 A 1ª grande experiência Brasileira de EAD em Relações Étnico-raciaisO ano de 2005 é histórico devido ao Curso de Formação em História e Cultura Afro-brasileira e Africana (1ª Edição ONLINE) utilizando o ambiente Lerni da FarosTecnologia e realizado pela Ágere Advocacy em iniciativa do MEC, o curso foidesenvolvido para viabilizar a capacitação de professores (preferencialmente dosensinos fundamental e médio) com a finalidade de implementar a lei 10.639/ 2003que em linhas gerais torna obrigatório o ensino de Cultura e História Africana e afro-brasileira nos ensinos fundamental e médio . A estratégia foi munir os professoresde conhecimentos e conceitos que não foram recebidos em função do ensino dehistória distorcido e tendencioso que retira a importância da participação Negra naformação do país, bem como estimular a reflexão sobre suas próprias atitudes
  7. 7. 7racistas inconscientes reproduzidas no dia-a-dia e na prática docente; além defornecer subsídios e técnicas de abordagem para a ministrar o conteúdo de formavertical em todo o currículo escolar ; O curso teve 5.000 vagas para todo o Brasil eaprovação maior que 50% dos que iniciaram.4.1. 2 Possibilidades de AplicaçãoDiante do exposto, é possível concluir que a EAD (em especial a EDMC) évirtualmente a solução mais pragmática e de rápida implementação para o problemade qualificação superior desta parte da população, tanto para ampla atuação nomercado de trabalho quanto na formação de pesquisadores negros ou de temáticasque atendam as necessidades de tal população, as vagas virtuais somadas aspresenciais na Universidade pública ampliam as possibilidades de acesso, eprogramas de graduação e pós-graduação a distância nas IES privadas idem ; éobvio que devem ser resguardados os princípios previstos nas políticas de AçõesAfirmativas, ou seja, reservar um número de vagas, bônus de pontuação ou bolsasespecíficas para grupos tradicionalmente prejudicados pelo sistema excludente,que apresenta uma viciada resistência a qualquer ação prática de ajuste social ereparação ( principalmente quando tal reparação envolve qualquer redução nosprivilégios seculares e praticamente exclusivos das classes dominantes).Tal impasse será mais rapidamente resolvido se criadas novas vagas via EAD comvagas específicas para atender ao público tradicionalmente excluído. Uma primeiraargumentação contrária (vinda da própria população negra) talvez fosse a de que“empurrar” as AA para a EAD não é justo pois não seria “educação de 1ª” ou seriamais um preconceito a enfrentar; mas conforme exposto no texto, a EAD possuireconhecimento mundial e é questão de pouco tempo para adquirir o mesmoprestígio no Brasil, do ponto de vista legal não poderá haver discriminação, e naprática é uma solução muito apropriada diante das dificuldades já expostas, alémdisso, é apenas uma forma extra de solucionar o problema , a luta pelas AA nasformas tradicionais de ensino permanece de forma paralela.
  8. 8. 8Uma segunda argumentação possível, seria a falta de acesso a computadores eInternet de tais populações tradicionalmente excluídas, mas a economia de recursosgerada pela não construção de prédios e toda a infra-estrutura necessária para gerare manter um número razoável de novas vagas virtuais é obviamente muito maior doque a quantidade de recursos necessária para manter programas de inclusãodigital para estes novos estudantes, portanto bastaria adicionar ao “pacote”afirmativo a inclusão digital .Uma terceira argumentação provável, seria a questão da evasão nos cursos adistância, porém nos mais variados e recentes estudos divulgados sobre a evasãoem cursos a distância, não há dados que comprovem ser em geral a evasão namodalidade a distância maior que na presencial.Um exemplo de aplicação viável da EAD nas AA seria a substituição da AçãoAfirmativa do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) que oferece bolsaspessoais de R$ 20.000,00 para Afro-descendentes realizarem preparação aoexame de acesso do Instituto Rio Branco (IRB), responsável pela formação dosdiplomatas brasileiros. Tal iniciativa tem se mostrado ineficiente, pois o alunoaprovado no concurso para a bolsa tem que auto-gerir sua preparação através deplano e contratação de professores particulares, compra de livros e pagamento decursos preparatórios e de línguas, resultado : nenhum tem sido aprovado..., talvezpela dificuldade em organizar a preparação; O ideal seria a criação de uma Escolapreparatória do próprio Itamaraty com cota específica para Afro-descendentes eacesso automático ao Curso de Diplomata do IRB para os concludentes com êxitodo preparatório, tal curso preparatório feito na modalidade EAD manteria o espíritoda auto-preparação..., tornaria a preparação eficiente, democrática e eficaz .Outro exemplo, seria na oferta de cursos de especialização, mestrado e doutoradoem temáticas de interesse especial da população afro-descendente, como Históriada África , História e Cultura afro-brasileira, Direitos Humanos e relações étnico-raciais, Etnomatemática e outros; cursos difíceis de serem feitos pelosinteressados se ofertados presencialmente, devido a dispersão por todo o territórionacional (e exterior) e as dificuldades já citadas anteriormente.
  9. 9. 9A oferta de programas de pós-graduação a distância em áreas de interesse geral nasociedade, também aumentaria muito a inclusão de afro-descendentes nascamadas sociais mais elevadas e nos grupos de decisão.ConclusãoA EAD está sendo vista no mundo e principalmente nos países emergentes comoinstrumento oportunizador do desenvolvimento (pessoal, coletivo e regional),consequentemente como viabilizador das transformações sociais necessárias aspopulações tradicionalmente excluídas, no Brasil esta visão começa a se disseminar.Em um país de dimensões continentais, com uma economia gigantesca edesigualdades enormes, os números apesar de vistosos, ainda sãoproporcionalmente tímidos, mas com uma forte tendência ao crescimentoexponencial e em ritmo acelerado, a adoção da EAD como instrumento estratégicode desenvolvimento, ainda carece de uma firme decisão política (muitas vezesatrapalhada pelas oligarquias econômicas e intelectuais que insistem em manter oStatus Quo), mas é apenas uma questão de tempo ( e pouco), o país está em rotadireta para o crescimento, e não poderá mais abrir mão de todos os instrumentospossíveis que levem a ele, principalmente uma educação acessível e inclusiva.
  10. 10. 10BibliografiaIBÁNEZ, Ricardo Martin. A Educação a Distância. Suas modalidades eeconomia. Tradução de Ivana de Mello Medeiros e Ana de Lourdes Barbosa Castro.Rio de Janeiro: UCB, 1996.WebgrafiaAIEC. Desenvolvida pela Associação Internacional de Educação Continuada, 2006,Informações gerais sobre a Instituição . disponível em: <http://www.aiec.br >. Acessoem 25. nov. 2006ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - ABED. Notícias,Universidade via satélite, 15 nov. 2006 . disponível em:<http://www2.abed.org.br/noticia.asp?Noticia_ID=213 > Acesso em 19. nov. 2006BRASIL, SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – SEED – Ministério daEducação – disponível em:<http://www.mec.gov.br/organiza/orgaos/seed/default.shtm>. acesso em: 28.ago. 2006.BRASIL, UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL – UAB – Ministério da Educação –disponível em: < http://www.uab.mec.gov.br >. acesso em: 24.nov. 2006.CASTRO, F. Educação a Distância e Políticas Públicas no Brasil. UmaExperiência do Núcleo de Educação a Distância da Universidade de BrasíliaDisponível em:<http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=4abed&infoid=165&sid=106 >. acesso em: 28.ago. 2006.
  11. 11. 11CUNHA JUNIOR., Henrique. A formação de pesquisadores negros.COMCIÊNCIA Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, 10 nov. 2003. disponívelem : < http://www.comciencia.br/reportagens/negros/17.shtml >. acesso em 09. dez.2006COMOMWEALTH. Desenvolvida pelo COMOMWEALTH secretariat, 2006,Informações gerais sobre a Instituição . disponível em: <http://www.thecommonwealth.org/ >. Acesso em 15. nov. 2006INDIA Portal. Desenvolvida pelo Governo da Índia, 2006, Informações gerais sobre aEducação superior no País . disponível em: <http://www.india.gov.in/sectors/education8.php#22>. Acesso em 15. nov. 2006NEELEMAN, Wim; NHAVOTO, Arnaldo. Educação à Distância em Moçambique.Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e a Distância,v2 ,n 4. 27 fev. 2004 .<http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=1por&infoid=822&sid=69> Acesso em 18. set. 2006PACHECO, ELIEZER. A cor do campus : disponível em:< http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=184289 >, acesso em:25.ago. 2006.ROMISZOWSKI, A. Editorial. Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e aDistância, V 2., N. 3 – nov., 2003 disponível em:<http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=1por&infoid=837&sid=22>. acesso em: 28.ago. 2006
  12. 12. 12SAIDE. Desenvolvida pela South Africa Institute for Distance Education, 2004-2006,Informações gerais sobre a Instituição . disponível em:<http://www.saide.org.za/frontend/ >. Acesso em 20. out. 2006SENAC. Desenvolvida pelo Serviço nacional de Aprendizagem Comercial, 2006,Informações gerais sobre a Instituição . disponível em: <http://www.senac.br/ >.Acesso em 23. nov. 2006SILVA JUNIOR, J. C. EAD A educação no séc. XXI - Jornal Acadêmico Nº 003 Jul,2000 Manaus - Ed. Mattos. Jornal Acadêmico. Manaus, p.5 - 5, 2000. Disponível em:<http://www.juarezsilva.amazonida.com/eadjuarez.htm>. acesso : 28.ago. 2006________________. A EAD e as Ações Afirmativas. Trabalho Acadêmico de Pós-Graduação. , 2005. Disponível em : <http://www.juarezsilva.amazonida.com/eadjuarez.htm>acesso : 28.ago. 2006.UEA. Desenvolvida pela Universidade do Estado do Amazonas, 2001-2006,Informações gerais sobre a Instituição . disponível em: <http://www.uea.edu.br >.Acesso em 19. nov. 2006UCB. Desenvolvida pela Universidade Católica de Brasília, 2006, Informações geraissobre a Instituição . disponível em: <http://www.catolicavirtual.br >. Acesso em 25.nov. 2006UFPA .Grupo de Trabalho de Políticas de Acesso à Universidade . Proposta de açãoafirmativa da Universidade Federal do Pará de integração de grupos étnicos . Belém,2004. Disponível em : <http://www.ufpa.br/proeg/dac/negros/Proposta%20de%20Acao%20Afirmativa%20para%20a%20Integracao%20de%20Grupos%20Etni.doc>, Acessado em: 27.set.2006.UNA. Desenvolvida pela Universidad Nacional Abierta de Venezuela, 2006,
  13. 13. 13Informações gerais sobre a Instituição . disponível em: < http://www.una.edu.ve >.Acesso em 10. nov. 2006UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA. Diário virtual . Uberlândia. 15 set.2006 . disponível em: <http://www.pagina9.ufu.br/default.asp?link=noticia&id=10223>.Acesso em 18. Set. 2006UNISA. Desenvolvida pela University of South Africa, 2006, Informações geraissobre a Instituição . disponível em: < http://www.unisa.ac.za > . Acesso em 20. out.2006UVA. Desenvolvida pela Universidade Virtual Africana, 2006, Informações geraissobre a Instituição . disponível em: <http://www.avu.org/default.asp >. Acesso em 12.nov. 2006VILALLBA, Carlos. La Educación a Distancia en Venezuela. Revista Brasileira deAprendizagem Aberta e a Distância, 05 dez. 2003. disponível em : <http://www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=1por&infoid=886&sid=71 > Acesso em 16. nov. 2006

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