Romantismo no brasil

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Romantismo no brasil

  1. 1. ROMANTISMO NO BRASIL 2ª Geração Idealização, paixão e morte
  2. 2. CONTEXTO HISTÓRICO  A segunda geração dos poetas românticos brasileiros é atingida pela mesma crise existencial da geração ultrarromântica portuguesa.  Poesia de Álvares de Azevedo, 1853.
  3. 3. CONTEXTO HISTÓRICO  A segunda geração romântica brasileira vigorou durante o Segundo Reinado, uma época de revoluções e guerra no sul da América Latina.  A vinda da Família Real para o Brasil, 1808.
  4. 4. CARACTERÍSTICAS  Ultrarromânticos, exacerbado sentimentalismo, pessimismo, morbidez, satanismo , egocentrismo.  A fuga da realidade é um dos temas preferidos que se manifesta na exaltação da morte e nas virgens sonhadora.  Byronismo  Mal do Século
  5. 5. POETAS  No Brasil do Segundo Império, os poetas eram em sua maioria jovens estudantes que, longe da casa paterna, viviam em republicas. Rumavam para São Paulo, onde iam cursar a faculdade de Direito.  Cenário  “Byronianos".
  6. 6. PRINCIPAIS AUTORES Álvares de Azevedo nasceu em São Paulo em 1831 e faleceu, vítima da tuberculose, em 1852. Álvares de Azevedo (1831 - 1852)
  7. 7. O B R A S D E Á LVA R E S D E A Z E V E D O
  8. 8. Casimiro de Abreu nasceu em Capivary (RJ) em 1839. Faleceu na cidade de Nova Friburgo no ano de 1860. Principal obra: Meus oito anos. Casimiro de Abreu (1839 - 1860)
  9. 9. O B R A S D E [ C A S I M I RO ] J O S É M A RQU E S D E A B R E U
  10. 10. Fagundes Varela (1841 - 1875) Luis Nicolau Fagundes Varela nasceu em Rio Claro (RJ). Escreveu uma das mais belas poesias da literatura brasileira em homenagem ao filho morto. Sua princípal obra: Cântico do calvário.
  11. 11. Junqueira Freire (1832 - 1855) Junqueira Freire nasceu e faleceu em Salvador (BA). Monge beneditino, sacerdote e poeta, Freire é autor de uma série de poemas acerca dos sofrimentos da vida religiosa.
  12. 12. TEMAS ABORDADOS  Amor;  Ultra-romantismo;  Gótico;  Spleen;  Poesia de adolescentes e de hospital;  A solidão, o culto a Natureza uma mórbida e soturna;  Idealização da Mulher virginal e estérea;
  13. 13. P O E M A D E Á L VA R E S D E A Z E V E D O Na praia deserta que a lua branqueia, Que mimo! que rosa! que filha de Deus! Tão pálida... ao vê-la meu ser devaneia, Sufoco nos lábios os hálitos meus! Não corras na areia, Não corras assim! Donzela, onde vais? Tem pena de mim! A praia é tão longa! e a onda bravia As roupas de gaza te molha de escuma... De noite, aos serenos, a areia é tão fria... Tão úmido o vento que os ares perfuma! És tão doentia... Não corras assim... Donzela, onde vais? Tem pena de mim! A brisa teus negros cabelos soltou, O orvalho da face te esfria o suor, Teus seios palpitam — a brisa os roçou, Beijou-os, suspira, desmaia de amor! Teu pé tropeçou... Não corras assim... Donzela, onde vais? Tem pena de mim! E o pálido mimo da minha paixão Num longo soluço tremeu e parou, Sentou-se na praia, sozinha no chão, A mão regelada no colo pousou! Que tens, coração Que tremes assim? Cansaste, donzela? Tem pena de mim! Deitou-se na areia que a vaga molhou. Imóvel e branca na praia dormia; Mas nem os seus olhos o sono fechou E nem o seu colo de neve tremia... O seio gelou?... Não durmas assim! O pálida fria, Tem pena de mim! Dormia: — na fronte que níveo suar... Que mão regelada no lânguido peito... Não era mais alvo seu leito do mar, Não era mais frio seu gélido leito! Nem um ressonar... Não durmas assim... O pálida fria, Tem pena de mim! Aqui no meu peito vem antes sonhar Nos longos suspiros do meu coração: Eu quero em meus lábios teu seio aquentar, Teu colo, essas faces, e a gélida mão... Não durmas no mar! Não durmas assim. Estátua sem vida, Tem pena de mim! E a vaga crescia seu corpo banhando, As cândidas formas movendo de leve! E eu vi-a suave nas águas boianCom soltos cabelos nas roupas de neve! Nas vagas sonhando Não durmas assim... Donzela, onde vais? Tem pena de mim! E a imagem da virgem nas águas do mar Brilhava tão branca no límpido véu... Nem mais transparente luzia o luar No ambiente sem nuvens da noite do céu! Nas águas do mar Não durmas assim... Não morras, donzela, Espera por mim!
  14. 14. I N S T I T U T O F E D E R A L D E E D U C A Ç Ã O, C I Ê N C I A E T E C N O L O G I A DA BA H I A Alunos: Cleber Bastos Joanice Carrilho Valdívio Cabral Prof.ª Keyla Rabêlo Turma: Ei-21

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