Creio!           As razões da nossa féPatriarcado de Lisboa| Instituto Diocesano de Formação Cristã          Escola de Lei...
Tema da SessãoFenomenologia e Antropologia do acreditar1. A performatividade da Palavra2. Crer/acreditar         2.1. Crer...
Tema da SessãoPATRIARCADO DE LISBOA     JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO       CURSOS ESPECÍFICOSESCOLA DE LEIGOS        ...
Performatividade da Palavra• As coisas passam a existir a partir do momento que têm um  nome. Foi assim que tudo começou: ...
Performatividade da Palavra• Urge por isso restituir essa força, essa performatividade à  linguagem. Principalmente em con...
Performatividade da Palavra  Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os seusdois discípulos e uma grande multi...
Crer/acreditar• Começamos a análise do crer, por perceber o seu uso na vida  concreta das pessoas. Assim, começaremos por ...
Crer/acreditar | SintaticamenteCreio/acredito                                    Creio/acredito     que                   ...
Crer/acreditar | SintaticamenteCreio/acredito como                                                      Dimensão da fé   u...
Crer nos outros• Por tudo o que acabamos de ver, percebemos que é impossível  para nós vivermos sem acreditar. Temos de ac...
Crer nos outros• O próprio crer conjugal, ou seja, o amor que se acredita que o  outro tem por nós assenta essencialmente ...
Conclusão da fenomenologia do crer • De tudo o que foi dito, pode‐se concluir que a partir de uma simples  análise do uso ...
Antropologia do crer• É no movimento de comunicação, de relação estabelecido pela  Palavra (que é dita, escrita, revelada ...
Antropologia do crer• Qualquer conceção estritamente teológica da fé como escuta,  compreensão e resposta à revelação de D...
Antropologia do crerSísifoRecomeça...Se puderes,Sem angústia e sem pressa.E os passos que deres,Nesse caminho duroDo futur...
Antropologia do crer• Esta insatisfação faz a humanidade avançar. É ela que motiva a  procura de respostas para algo que n...
Antropologia do crerPATRIARCADO DE LISBOA       JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO       CURSOS ESPECÍFICOSESCOLA DE LEIGOS...
Antropologia do crerOrientações bibliográficas:DUQUE, João ‐ Homo Credens, Para uma fenomenologia do crer.Universidade Cat...
Materiaiswww.juanecatarino.wordpress.com                                                               juanamb@ft.lisboa.u...
Creio!           As razões da nossa féPatriarcado de Lisboa| Instituto Diocesano de Formação Cristã          Escola de Lei...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Creio as razões da nossa fé (3) para-imprimir

283 visualizações

Publicada em

0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
283
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
55
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
5
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Creio as razões da nossa fé (3) para-imprimir

  1. 1. Creio! As razões da nossa féPatriarcado de Lisboa| Instituto Diocesano de Formação Cristã Escola de Leigos | 1º Semestre 2012/2013 Docentes:  Juan Ambrosio  Fernando Catarino Fernando Catarino
  2. 2. Tema da SessãoFenomenologia e Antropologia do acreditar1. A performatividade da Palavra2. Crer/acreditar 2.1. Crer/acreditar |  Sintaticamente 2.2. Crer/acreditar |  Semanticamente3. Crer nos outros4. Antropologia do Crer PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  3. 3. Tema da SessãoPATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOSESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  4. 4. Performatividade da Palavra• As coisas passam a existir a partir do momento que têm um nome. Foi assim que tudo começou: “E Deus modelou também de terra muitas espécies de animais selvagens e de aves e apresentou‐os ao homem, para ver que nome ele lhes dava. O homem deu nome a todos os animais domésticos, às aves e aos animais selvagens” (Gén 2, 19‐20)• Nesta atribuição de nomes aos animais, vê‐se simbolicamente, a passagem do domínio da criação de Deus para a humanidade.• O ser humano só é capaz de pensar aquilo que nomeia. É a chamada performatividade da linguagem.• Mas acontece que hoje em dia também se assiste a uma relativização da linguagem. A palavra deixou de ter o poder que tinha noutros tempos. Hoje em dia a Palavra de honra de pouco vale. PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  5. 5. Performatividade da Palavra• Urge por isso restituir essa força, essa performatividade à linguagem. Principalmente em contexto de Igreja em que a Palavra tem para nós tanta importância é fundamental não deixarmos cair essa mesma importância, essa força, pois arriscamo‐nos a com ela deixar cair igualmente Cristo, a Palavra de Deus. A linguagem, na Igreja é o instrumento que permite à fé cristã perdurar no tecido da história. A igreja não permite que a fé exista de forma vaporosa, ou seja, que se dissolva no fumo que não se pode agarrar ou guardar. Ela obriga a que essa fé se ponha na linguagem. Ela (a linguagem) cria condições para que este (ato de crer) surja. Cf. TERRA, Domingos – O sentido da fé. Universidade Católica Editora. Lisboa. 2009. Pág. 26 PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  6. 6. Performatividade da Palavra Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os seusdois discípulos e uma grande multidão, um mendigo cego,Bartimeu, o filho de Timeu, estava sentado à beira do caminho. E ouvindo dizer que se tratava de Jesus de Nazaré, começou agritar e a dizer: «Jesus, filho de David, tem misericórdia demim!» Muitos repreendiam-no para o fazer calar, mas ele gritava cadavez mais: «Filho de David, tem misericórdia de mim!» Jesus parou e disse: «Chamai-o.» Chamaram o cego, dizendo-lhe: «Coragem, levanta-te que Ele chama-te.» E ele, atirando fora a capa, deu um salto e veio ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que te faça?» «Mestre, queeu veja!» respondeu o cego. Jesus disse-lhe: «Vai, a tua fé te salvou!» E logo elerecuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho. Marcos 10,46-52PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOSESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  7. 7. Crer/acreditar• Começamos a análise do crer, por perceber o seu uso na vida concreta das pessoas. Assim, começaremos por analisá‐lo enquanto verbo que ele próprio é.• Assim, este verbo é entendido de formas completamente diferentes conforme seja usado na primeira pessoa ou na segunda e terceiras pessoas. Crês/ Credes • Autoimplic • Sentido ativo • Sentido Descritivo Descritivo • Externo • Externo Creio Crê/Creem PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  8. 8. Crer/acreditar | SintaticamenteCreio/acredito Creio/acredito que em Refere-se sobretudo a Mais comum no uso factos; mas também quotidiano; Destina-se a pode exprimir uma ser aceite no seu valor de relação de confiança ou verdade ou falsidade. estima. “Acredito que o Porto é a “Acredito em ti”; melhor equipa de “Acredito na Portugal.”; “Creio ter democracia”. encontrado a solução”.PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOSESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  9. 9. Crer/acreditar | SintaticamenteCreio/acredito como Dimensão da fé um achar que Isto pode levar a que a Vai desde a simples dimensão da fé seja opinião à certeza mais “empurrada” para o profunda e convicta. campo do subjetivo, da opinião. “Acho que o Porto vai “Acredito em Deus ser campeão este ano.”; porque acho que em faz “Acho as minhas ações bem”; “Acho que Deus são as mais corretas”. me vai ajudar”. PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  10. 10. Crer nos outros• Por tudo o que acabamos de ver, percebemos que é impossível para nós vivermos sem acreditar. Temos de acreditar em algo ou em alguém: Acreditamos nos jornalistas, na internet, na televisão, nos comentadores, etc… Não podemos viver sem crer naquilo que os outros dizem. Esta confiança é a base da sociedade, e é por isso que a mentira é uma realidade muito grave em toda a vida social. A franqueza é a primeira forma de honestidade. SESBOUË, Bernard – Pensar e viver a fé no terceiro milénio. Gráfica de Coimbra. 2001. pág. 44• A própria investigação científica comporta uma certa dose de crença: O que é uma hipótese, se não a crença que tal lei pode aplicar‐se aos fenómenos analisados? A partir daí se começa a criar uma teoria. PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  11. 11. Crer nos outros• O próprio crer conjugal, ou seja, o amor que se acredita que o outro tem por nós assenta essencialmente no próprio ato de crer. Não é possível contabilizar a quantidade ou a dimensão do amor entre duas pessoas. PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  12. 12. Conclusão da fenomenologia do crer • De tudo o que foi dito, pode‐se concluir que a partir de uma simples análise do uso dos verbos crer ou acreditar se podem colocar em relevo, pelo menos, três dimensões do significado da fé: 1. crer e acreditar, enquanto ato humano (de linguagem ou não); 2. crer e acreditar em alguém; 3. crer ou acreditar que algo é verdade.• Na realidade, o uso linguístico quotidiano revela, já, que essas três dimensões se encontram sempre presentes, em todos os graus de certeza ou incerteza típicos da fé humana. Uma acentuação de alguma dessas dimensões não pode significar a eliminação das outras. Nenhum crer ou acreditar se pode conceber sem que seja, ao mesmo tempo, ato humano, acreditar em alguém e que algo é verdade. PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  13. 13. Antropologia do crer• É no movimento de comunicação, de relação estabelecido pela Palavra (que é dita, escrita, revelada e encarnada), que se fundamenta a fé Cristã.• Esta não pode ser, em caso algum, considerada como uma comunicação unilateral de Deus. Não é apenas um discurso de sentido único que não se interessa pelo seu recetor. PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  14. 14. Antropologia do crer• Qualquer conceção estritamente teológica da fé como escuta, compreensão e resposta à revelação de Deus, enquanto dom e palavra interpeladora, implica um conjunto de atos do próprio ser humano.• O dom e a palavra que saem do interlocutor não excluem de maneira nenhuma o recetor.• A fé tem de ser sempre Dom de Deus e aceitação do Homem. PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  15. 15. Antropologia do crerSísifoRecomeça...Se puderes,Sem angústia e sem pressa.E os passos que deres,Nesse caminho duroDo futuro,Dá‐os em liberdade.Enquanto não alcancesNão descanses.De nenhum fruto queiras só metade.E, nunca saciado,Vai colhendoIlusões sucessivas no pomarE vendoAcordado,O logro da aventura.És homem, não te esqueças!Só é tua a loucuraOnde, com lucidez, te reconheças. Miguel Torga,  Diário XIIIPATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOSESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  16. 16. Antropologia do crer• Esta insatisfação faz a humanidade avançar. É ela que motiva a procura de respostas para algo que não se sabe ou não se percebe.• A fé aparece, desta forma, ligada ao sentido primeiro e último da existência pois é aí que esbarra todo o conhecimento humano.• As origens e o final. O princípio e o fim. Este sentimento atravessa toda a existência do ser humano. PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  17. 17. Antropologia do crerPATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOSESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  18. 18. Antropologia do crerOrientações bibliográficas:DUQUE, João ‐ Homo Credens, Para uma fenomenologia do crer.Universidade Católica Editora. Lisboa. 2004. Págs. 45‐52TERRA, Domingos – Apontamentos pessoais.PIÉ‐NINOT, Salvador – La teologia fundamental. Ed. Secretariadotrinitário. Salamanca. 2006. PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  19. 19. Materiaiswww.juanecatarino.wordpress.com juanamb@ft.lisboa.ucp.pt f.catarino24@gmail.com PATRIARCADO DE LISBOA JUAN AMBROSIO | FERNANDO CATARINO CURSOS ESPECÍFICOS ESCOLA DE LEIGOS 2012 | 2013 Creio! – As razões da nossa fé
  20. 20. Creio! As razões da nossa féPatriarcado de Lisboa| Instituto Diocesano de Formação Cristã Escola de Leigos | 1º Semestre 2012/2013 Docentes:  Juan Ambrosio  Fernando Catarino Fernando Catarino

×