DIRETRIZES BIOCLIMÁTICASPARARUA FERNANDO AMARO,CURITIBA - PR              Júlia Borges Prestrelo
“Eu era para fazer um poema ao tempo,com boa métrica,com boa rima,mas,infelizmente,não fui a tempo!                       ...
O Conforto do Poeta                  Diretrizes Bioclimáticas   Chove, faz frio e calor quando      O conhecimento das e...
Como esta cidade se dá?               Curitiba é a capital do Paraná e                está a 934 metros acima do         ...
Qual é o seu clima?               Curitiba está ao sul do país e possui estações do ano                bem definidas com ...
Máximas, mínimas e chuvas               Num verão uma máxima pode atingir até 32°, enquanto                no inverno a m...
Vento, ventania...               A oferta de vento na cidade é mais perceptível nos                meses de verão (Nov – ...
Vento, ventania...               Nota-se que a distribuição de vento anual é razoável e                não ocorre grandes...
Percurso Aparente do Sol               A partir da carta solar                podemos analisar o Curitiba                ...
Carta Bioclimática               Curitiba faz parte da                Zona 1 da Norma Curitiba                Brasileira ...
Zoneamento Curitiba
Estratégias Propostas Curitiba
Diretrizes Construtivas            Zona             Verão                       Inverno                   a) Resfriamento ...
Diretrizes Construtivas Curitiba
Diretrizes Construtivas Curitiba
Estudo do Caso              A Rua Fernando Amaro é extensa e abrange 18              quarteirões no sentido Leste-Oeste. É...
Estudo do Caso (Street View) Curitiba
Estudo do Caso - Lotes            A Rua não está perfeitamente perpendicular ao norte            verdadeiro. Sendo assim, ...
Estudo de Caso – Fachada NEPeríodo de Insolajamento                Carta Solar   Como pode-se observar, a    fachada rece...
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Estudo de Caso – Fachada SOPeríodo de Insolajamento             Carta Solar   Neste     caso,     não     há    insolejam...
Estudo de Caso – Fachada SOSoluções possíveis   O ideal seria proteger essa    fachada dos longos períodos de    insoleja...
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Estudo de Caso – Fachada SESoluções Possíveis   Aqui      também     é  possível    aberturas para propiciar a    entrada...
Verão                   InvernoCuritiba   Pequenas Aberturas            SO, NO                     SO            Aberturas...
Estudo de Caso – Via eCalçadas                                              O sentido da via e das                        ...
Estudo de Caso – Via eCalçadas              “Nas localidades onde tanto o calor como o frio                               ...
Cores, Materiais eEsquadriasComo o clima da cidade de Curitiba não éconstante no plano anual, fazendo bastantefrio no inve...
Cores, Materiais eEsquadriasCores claras são refletoras e ajudam adissipar o calor da radiação solar. Bomutilizar naquelas...
Cores, Materiais eEsquadriasParedes grossas e paredes leves interferemna inércia térmica. Aquelas paredes que sãomais gros...
Cores, Materiais eEsquadriasNo caso de Curitiba as melhores opções deesquadrias são aquelas que se pode regulardependendo ...
Referências Bibliográficas   FROTA, A.F. & SCHIFFER, S.R. (1995):    Manual de Conforto Térmico, 2a ed., Livraria    Nobe...
Referências Bibliográficas   http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/dis    ciplinas/ECV5161_Zon_Bioclimatico_0.pdf...
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Diretrizes Bioclimáticas - Rua Fernando Amaro - Curitiba - PR

  1. 1. DIRETRIZES BIOCLIMÁTICASPARARUA FERNANDO AMARO,CURITIBA - PR Júlia Borges Prestrelo
  2. 2. “Eu era para fazer um poema ao tempo,com boa métrica,com boa rima,mas,infelizmente,não fui a tempo! Este tempo faz calor quando não deve, chove e faz frio quando não devia, não tem rima certa, para poemas não serve nem para fazer poesia, porque o tempo foi apanhado pelo clima, que também apanhou o poeta, que fez esta poesia incerta!” (Silvino Taveira Machado Figueiredo)
  3. 3. O Conforto do Poeta Diretrizes Bioclimáticas Chove, faz frio e calor quando  O conhecimento das estratégias não devia? bioclimáticas permitem um diálogo maior com o projeto, uma intimidade que proporciona produtividade.  Talvez se o poeta estivesse num lugar bem adaptado às mudanças climáticas ele pudesse sentir-se mais inspirado e menos incerto, podendo então escrever sobre o tempo?
  4. 4. Como esta cidade se dá?  Curitiba é a capital do Paraná e está a 934 metros acima do nível do mar.  Sua latitude é de Curitiba aproximadamente 25°51’ Sul, área caracterizada pelo clima subtropical.  Curitiba passa a ter um planejamento urbano a medida que chagavam os imigrantes na cidade (aumento populacional), gerando uma premiação internacional de meio ambiente, transporte público e gestão urbana.  Possui também um dos maiores índices de área verde do Brasil (51m² por habitante).
  5. 5. Qual é o seu clima?  Curitiba está ao sul do país e possui estações do ano bem definidas com invernos frios e verões quentes. A umidade relativa anual do ar fica entorno dos 60% aos 80%. Curitiba
  6. 6. Máximas, mínimas e chuvas  Num verão uma máxima pode atingir até 32°, enquanto no inverno a mínima chega-se quase zero grau.  O índice pluviométrico é moderado chegando aos 1500mm/ano. Curitiba
  7. 7. Vento, ventania...  A oferta de vento na cidade é mais perceptível nos meses de verão (Nov – Jan) e sua direção é predominante na direção sudeste.  A oferta de vento é menor, por sua vez, nos meses de Curitiba outono – inverno.
  8. 8. Vento, ventania...  Nota-se que a distribuição de vento anual é razoável e não ocorre grandes variações. Curitiba
  9. 9. Percurso Aparente do Sol  A partir da carta solar podemos analisar o Curitiba percurso do sol durante os meses do ano. O percurso maior é o de verão e o menor é o de inverno. Comparada com a de Salvador, nota-se que o inverno possui menos horas de insolejamento.
  10. 10. Carta Bioclimática  Curitiba faz parte da Zona 1 da Norma Curitiba Brasileira de Bioclimática, e as estratégias propostas na edificação para amenizar os efeitos do clima são:  Uso de aquecedores no inverno, paredes internas pesadas, insolejamento durante o período de inverno, desumidificação do ambiente.
  11. 11. Zoneamento Curitiba
  12. 12. Estratégias Propostas Curitiba
  13. 13. Diretrizes Construtivas Zona Verão Inverno a) Resfriamento a) Aquecimento solar na 1 Evaporativo edificação b) Ventilação b) Vedação internas pesadas Curitiba (inércia térmica) Aberturas para ventilação Sombreamento das Zona A (% da área de piso) Aberturas Médias 1 15% < A < 25% Permitir Sol durante o Inverno Zona Paredes Externas Cobertura U FS U FS 1 3,00 4,3 5,0 2,00 3,3 6,5 (leve) (leve isolada)
  14. 14. Diretrizes Construtivas Curitiba
  15. 15. Diretrizes Construtivas Curitiba
  16. 16. Estudo do Caso A Rua Fernando Amaro é extensa e abrange 18 quarteirões no sentido Leste-Oeste. É uma rua predominantemente residencial com maior presença de casas que edifícios, o que implica numa via não muito movimentada. Na sua extensão também é possível observar a grande Curitiba arborização, fazendo jus aos 51m² de verde por habitante da cidade.
  17. 17. Estudo do Caso (Street View) Curitiba
  18. 18. Estudo do Caso - Lotes A Rua não está perfeitamente perpendicular ao norte verdadeiro. Sendo assim, as fachadas principais das casas dos lados norte e sul da rua são respectivamente: 4,59° NE e 4,59° SO. Curitiba
  19. 19. Estudo de Caso – Fachada NEPeríodo de Insolajamento Carta Solar Como pode-se observar, a fachada recebe durante o Inverno, sol em todos os horários do dia. Essa situação é favorável para o clima da cidade que é de frio e geada durante esse período do ano. Durante o verão o período de sol é curto entre os horários de 9:00h às 14:00h.
  20. 20. Estudo de Caso – Fachada NESoluções Possíveis Pode-se abrir mais aberturas envidraçadas nessa fachada para que elas permitam a entrada da radiação solar que será muito bem vinda durante o inverno. (As aberturas são de tamanho médio.) Paredes que também permitam o armazenamento do calor para que fique durante à noite. Uma opção é instalar um brise móvel para que seja colocado durante o período vespertino no verão. Um bom tipo de vegetação para essa área são as árvores de folhas caducas que protegem no verão e permitem a passagem da luz no inverno devivo a perda das folhas.
  21. 21. Estudo de Caso – Fachada SOPeríodo de Insolajamento Carta Solar Neste caso, não há insolejamento no Inverno nessa fachada. Durante o verão entre os horários de 11:00 até 13:30, aproximadamente, não há sol incidindo diretamente.
  22. 22. Estudo de Caso – Fachada SOSoluções possíveis O ideal seria proteger essa fachada dos longos períodos de insolejamento no verão. Janelas menores são uma boa opção. No Inverno uma abertura menor também evita a perda de calor do ambiente interno. Na Rua Fernando Amaro é observável a grande presença de árvores que atuam como um sombreamento natural, fazendo com que talvez não seja necessário colar qualquer tipo de proteção extra nessa fachada durante o verão. Obs.: Essa é a fachada mais fria no inverno e a mais quente no verão.
  23. 23. Estudo de Caso – Fachada NOPeríodo de Insolajamento Carta Solar A Fachada está a 94,59° NO. O período de Inverno tem sol de 11:30 até às 17:30. No verão o período é de 12:00 até às 19:00, aproximadamente.
  24. 24. Estudo de Caso – Fachada NOSoluções Possíveis Na rua, nota-se que as casas são relativamente próximas uma das outras e isso acaba fazendo o papel de uma proteção, já que essa fachada está expostas a longos períodos de sol vespertino. Quando não possuem barreiras para protegê-las, é necessário que se escolha aberturas pequenas, beirais e que os cômodos de grande permanência não estejam voltados para esta direção. A localização da área de serviço é uma boa opção para esta fachada. No inverno, a insolação é desejada.
  25. 25. Estudo de Caso – Fachada SEPeríodo de Insolajamento Carta Solar A Fachada está a 274,59° SE. O período de Inverno tem sol de 6:30 até às 12:00. No verão o período é de 5:30 até às 12:00, aproximadamente.
  26. 26. Estudo de Caso – Fachada SESoluções Possíveis Aqui também é possível aberturas para propiciar a entrada de boa irradiação solar durante o período frio. Também deve-se lembrar que a o vento predominante da cidade vem do leste, logo as aberturas devem poder se abrir durante o verão para permitir a passagem do vento que irá ajudar na evaporação da umidade do interior da edificação. É uma boa opção colocar cômodos de longa permanência nessa área.
  27. 27. Verão InvernoCuritiba Pequenas Aberturas SO, NO SO Aberturas Médias SE, NE SE, NE Cômodos de Grande SE, NE SE, NE, NO Permanência Baixa Permanência SO, NO SO Proteção em SO, NO SO Aberturas Aberturas para SE, NE - ventilação Tabela Esquemática de Fachadas A partir do esquema é possível fazer uma análise para balancear as soluções numa única edificação.
  28. 28. Estudo de Caso – Via eCalçadas O sentido da via e das calçadas é Leste – Oeste. Isso implica em dizer que o Curitiba sol nasce e se põe na direção da via e o vento também percorre sua extensão livremente. Soluções possíveis para esse tipo de situação são: presença de vegetação e utilização das edificações como barreira. No verão é importante proteger a vista do motorista e a insolação do pedestre. No inverno, a preocupação é com as correntes frias.
  29. 29. Estudo de Caso – Via eCalçadas “Nas localidades onde tanto o calor como o frio apresentam certo rigor, devem-se visar alternativas que permitam ora a ventilação cruzada e intensa, ora a possibilidade de fechamento hermético das Curitiba aberturas para barrar eventuais ventos frios. Com relação à proteção das aberturas, deve ser considerada a opção de serem móveis o suficiente para possibilitar a penetração da radiação solar, quando desejável. Tanto a forma externa quanto o entorno das construções devem incorporar soluções que visem a atender às necessidades de insolação em relação às características dos rigores climáticos locais. Alguns cuidados nos percursos de pedestres podem evitar excesso de radiação direta ou correntes de ventos frios.” (FROTA, SCHIFFER, 2001)
  30. 30. Cores, Materiais eEsquadriasComo o clima da cidade de Curitiba não éconstante no plano anual, fazendo bastantefrio no inverno e calor no verão, énecessário adotar diferentes cores,materiais e esquadrias para auxiliar tanto nadistribuição de calor, como em suadissipação.
  31. 31. Cores, Materiais eEsquadriasCores claras são refletoras e ajudam adissipar o calor da radiação solar. Bomutilizar naquelas fachadas que sofrem maisno verão.Cores escuras, ao contrário, armazenam ocalor, logo, naquelas fachadas que se querque o calor entre, é uma boa pedida.
  32. 32. Cores, Materiais eEsquadriasParedes grossas e paredes leves interferemna inércia térmica. Aquelas paredes que sãomais grossas têm mais dificuldade emabstrair o calor, enquanto as leves fazemtrocas mais rápidas com o ambiente. Aprimeira é mais recomendada para o frio, asegunda, para o calor.
  33. 33. Cores, Materiais eEsquadriasNo caso de Curitiba as melhores opções deesquadrias são aquelas que se pode regulardependendo da estação do ano, fechando-as ou abrindo-as de acordo com anecessidade de vento ou sol.
  34. 34. Referências Bibliográficas FROTA, A.F. & SCHIFFER, S.R. (1995): Manual de Conforto Térmico, 2a ed., Livraria Nobel S.A., São Paulo. LENGEN, J. V. Manual do Arquiteto Descalço. Rio de Janeiro: Tibá Livros, 2004. LAMBERTS, R; DUTRA, L; PEREIRA, F. Eficiência Energética na Arquitetura. São Paulo: PW Editores. 1997.
  35. 35. Referências Bibliográficas http://www.labeee.ufsc.br/sites/default/files/dis ciplinas/ECV5161_Zon_Bioclimatico_0.pdf Norma ABNT NBR 15220

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