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  1. 1. Carlos Alberto Schneeberger Luiz Antonio Farago 1a Edição revista
  2. 2. Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Índices para catálogo sistemático: 1. Geografia geral : Estudo e ensino 910.7 EXPEDIENTE Editor Responsável Italo Amadio Coordenadora de Produção Editorial Katia F. Amadio Assistente Editorial Edna Emiko Nomura Autores Carlos Alberto Schneeberger Luiz Antonio Farago Projeto Gráfico Jairo Souza Diagramação Cristhiane Garcia Pesquisa Iconográfica Maria Alice Silva Bragança Cartografia Mauri Camilo Capa Eduardo Locilento Preparação Kimie Imai Revisão Ariadne Escobar Branco da Silva Sérgio Torres Av. Casa Verde, 455 – Casa Verde Cep 02519-000 – São Paulo – SP www.rideel.com.br – e-mail: sac@rideel.com.br © Copyright – todos os direitos reservados à: Proibida qualquer reprodução, seja mecânica ou eletrônica, total ou parcial, sem a permissão expressa do editor. 4 6 8 9 7 5 3 Schneeberger, Carlos Alberto Minimanual compacto de geografia geral : teoria e prática / Carlos Alberto Schneeberger, Luiz Antonio Farago. — 1. ed. — São Paulo : Rideel, 2003. ISBN 85-339-0584-X 1. Geografia - Estudo e ensino I. Farago, Luiz Antonio. II. Título. 03-4710 CDD-910.7 0 7 0 5
  3. 3. APRESENTAÇÃO O Minimanual Compacto de Geografia Geral foi concebi- do para aqueles que almejam desenvolver ou concluir seus estudos, para os que se preparam para participar dos princi- pais vestibulares do país, e a todos que se interessam pela matéria. Sua importância está também, em sua utilização como fonte de pesquisa, pois além de a teoria ter sido apre- sentada de forma objetiva e com linguagem clara, foi distri- buída com o equilíbrio necessário para a sistematização dos estudos e das consultas. O conteúdo conceitual da obra vem acompanhado de grá- ficos, mapas, ilustrações e fotos que dialogam com o texto auxiliando na sua compreensão. Todos os capítulos receberam, ao final, questões de ves- tibulares aplicadas pelas melhores instituições educacionais de Ensino Superior do país. Complementando este Minimanual, em sua parte final, há um Mapa-múndi político e um físico além de um encarte infor- mativo, todo colorido e ilustrado, com curiosidades de geo- grafia, cuja leitura aguça o interesse e amplia o seu conheci- mento. O Editor.
  4. 4. 6 Geografia Geral
  5. 5. 7Geografia Geral SUMÁRIO Capítulo 1 – Introdução à Geografia ................................. 13 O tempo e o espaço em Geografia ............................ 13 O estudo do espaço celeste ....................................... 16 A história da Astronomia............................................. 16 Principais corpos e fenômenos celestes .................... 18 Afélio ................................................................. 18 Cometa.............................................................. 18 Constelação ...................................................... 19 Dia ..................................................................... 19 Eclipse............................................................... 20 Eclíptica............................................................. 20 Equinócio .......................................................... 21 Estações do ano ............................................... 21 Estrelas ............................................................. 22 Lua .................................................................... 22 Meteoros e Meteoritos ...................................... 23 Noite .................................................................. 23 Periélio .............................................................. 24 Planetas ............................................................ 24 Rotação ............................................................. 24 Sistema Solar .................................................... 24 Sol ..................................................................... 24 Solstício............................................................. 25 Translação......................................................... 25 Zodíaco ............................................................. 26 Questões de vestibular............................................... 26
  6. 6. 8 Geografia Geral Capítulo 2 – O planeta Terra ............................................. 31 Os seus movimentos .................................................. 31 Estrutura e camadas da Terra .................................... 33 Eras geológicas .......................................................... 36 As formas de relevo terrestre ..................................... 39 Os agentes criadores e modificadores do relevo terrestre ........................................................... 41 Questões de vestibular............................................... 44 Capítulo 3 – A representação da Terra.............................. 50 Coordenadas geográficas e fusos horários ............... 50 A Terra e as maneiras de ser representada ............... 54 Questões de vestibular............................................... 57 Capítulo 4 – A atmosfera e os fatores climáticos .............. 60 A atmosfera e suas partes ......................................... 60 Troposfera ......................................................... 60 Estratosfera ....................................................... 61 Ionosfera ........................................................... 61 Conhecendo a atmosfera ........................................... 61 Amplitude térmica ............................................. 61 Anemômetro...................................................... 62 Pressão atmosférica ......................................... 62 Umidade atmosférica ........................................ 63 Escalas termométricas ...................................... 64 Questões de vestibular............................................... 65 Capítulo 5 – Oceanos, mares e rios.................................. 68 O planeta Água .......................................................... 68
  7. 7. 9Geografia Geral As águas do mar ............................................... 70 As bacias oceânicas ......................................... 70 A água no subsolo............................................. 70 A formação, divisão e características dos rios .. 71 Os tipos de foz .................................................. 73 Os acidentes de um curso fluvial ...................... 73 Questões de vestibular............................................... 75 Capítulo 6 – As grandes paisagens climato botânicas da Terra ........................................................ 79 Os tipos de clima ........................................................ 79 Climas tropicais da zona quente e úmida ......... 79 Climas polares ou frios ...................................... 79 Zonas intermediárias......................................... 80 Os tipos de floresta .................................................... 82 Florestas equatoriais e tropicais ....................... 82 Florestas boreais ou taiga ................................. 82 Florestas temperadas ....................................... 83 Savanas ............................................................ 83 Estepes ............................................................. 83 Tundra ............................................................... 84 Desertos ............................................................ 84 A biodiversidade natural .................................... 84 A desertificação do solo ............................................. 85 Questões de Vestibular .............................................. 86 Capítulo 7 – Geografia dos continentes ............................ 91 Continente americano: panorama geral ..................... 91
  8. 8. 10 Geografia Geral Quadro natural .................................................. 95 Morfologia ......................................................... 95 Clima e paisagens vegetais ............................ 100 Ocupação do território e população ................ 103 Economia ......................................................... 111 Países americanos .................................................... 113 América do Norte .................................... 113 Questões de Vestibular ................................... 130 América Central ..................................... 134 Questões de Vestibular ................................... 148 América do Sul ....................................... 153 Questões de Vestibular ................................... 165 O continente europeu: panorama geral ................... 171 Aspectos físicos .............................................. 171 Aspectos humanos e econômicos .................. 178 Países europeus ............................................. 180 Questões de Vestibular ............................................ 194 O continente africano: panorama geral .................... 199 Aspectos físicos .............................................. 199 Aspectos demográficos e econômicos............ 203 Aspectos geográficos dos principais países africanos .............................................. 207 Países da África setentrional .......................... 207 Países da África subsaariana ......................... 213 Países da África meridional ............................ 228 Questões de Vestibular ............................................ 233 O continente asiático: panorama geral .................... 239 Aspectos físicos .............................................. 239 Aspectos populacionais e econômicos ........... 241
  9. 9. 11Geografia Geral Países do continente asiático ......................... 245 Alguns países asiáticos................................... 245 Questões de Vestibular ............................................ 266 Oceania: panorama geral ......................................... 271 Países ............................................................. 275 Dados sobre os principais países ................... 275 Questões de Vestibular ............................................ 286 Capítulo 8 – Espaço e globalização ................................ 289 O espaço e seus elementos ..................................... 289 A diversidade espacial.............................................. 292 Globalização............................................................. 293 O caminhar de um longo processo ................. 298 Os espaços da globalização: um mundo sem fronteiras ................................................. 300 Os blocos econômicos ............................................. 301 Globalização e blocos regionais ..................... 301 Blocos econômicos: caracterização ................ 303 Antecedentes do Mercosul: a Alalc ................. 303 A criação do Mercosul ..................................... 305 A Alca: um mercado americano ...................... 307 Principais blocos e sub-blocos ................................. 309 Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento (SADC) ou União Aduaneira do Sul da África ............................. 309 Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (Apec) ................................................. 311 Área de Livre Comércio das Américas (Alca) ............................................... 312
  10. 10. 12 Geografia Geral Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean) ................................ 313 Comunidades dos Estados Independentes (CEI) ....................................... 314 Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) ................................ 315 Pacto Andino ................................................... 317 União Européia ............................................... 318 Mercosul: dados estatísticos sobre os países membros ...................................................... 320 Questões de Vestibular ............................................ 325 Indicadores econômicos e sociais............................ 334 Setor econômico ............................................. 335 Setor populacional .......................................... 337 Setor da saúde e saneamento básico............. 339 Setor da educação .......................................... 340 Setor do meio-ambiente .................................. 341 Índice de desenvolvimento humano (IDH) ............... 342 Índice de pobreza humana (IPH) ............................. 344 Questões de Vestibular ............................................ 345 Capítulo 9 – Geopolítica do mundo contemporâneo ...... 350 Introdução ................................................................ 350 Guerra Fria ou a “ordem bipolar”.............................. 353 O fim da Ordem Bipolar............................................ 356 Conflitos atuais ......................................................... 357 Questões de vestibular............................................. 361 Gabarito .......................................................................... 364
  11. 11. 13Geografia Geral Capítulo 1 Introdução à Geografia O tempo e o espaço em Geografia A palavra “Geografia” é de origem grega (geo = terra + grafia = descrição, seja por meio de escrita fonética, seja por meio de desenhos). Portanto, originalmente Geografia era a “descrição da Terra”.Aos poucos, esta palavra adquiriu um sentido bem mais abrangente, e, ao se consolidar como uma das Ciências Huma- nas, seu objeto de estudo ampliou-se consideravelmente. Dois são os elementos fundamentais em Geografia: o tempo e o espaço. O espaço era inicialmente a “natureza selvagem”, hoje largamente substituída pela “natureza civilizada”, também conhe- cida como “natureza artificial”. A “natureza selvagem” tem sido vítima de um incessante processo de transformação e destrui- ção causada pela ação humana. O crescimento populacional, os avanços tecnológicos, a enorme ambição e a ganância se jun- tam ao desrespeito e à despreocu- pação pela conservação do meio am- biente. Embora o espaço se desna- turalize, ele ainda se mantém vivo. Além disso, a energia, existente e gerada no interior de nosso planeta, pressiona e modifica a crosta na superfície, originando terremotos e maremotos. A nossa atmosfera, reciclando a energia solar, dá origem aos ventos, à evaporação e con- densação da água. São as chuvas, verdadeiras torrentes d’água nas re- giões tropicais. A sua intensidade causa a erosão das encostas das A Terra vista da Lua Reprodução
  12. 12. 14 Geografia Geral montanhas junto aos rios, especialmente no período das enchen- tes, provocando os desmoronamentos e assoreando o seu pró- prio leito, carregado de sedimentos. Por outro lado, as secas prolongadas que afetam as plantas causam impactos ambientais. A mídia explora emotivamente esses fenômenos naturais, resul- tando em espanto e temor nas pessoas, quando o verdadeiro horror é a brutal destruição que a ação humana tem causado à natureza. Todos os locais em nosso planeta podem ser determinados, devido ao uso das linhas longitudinais e latitudinais, cujo cruza- mento forma as coordenadas geográficas. Satélites artificiais, es- pecialmente os “espiões militares”, são capazes de localizar aci- dentes geográficos, construções, veículos e muitos outros obje- tos, com enorme precisão. Por seu lado, o tempo é um instrumento fundamen- tal para o trabalho dos geó- grafos, especialmente os geofísicos, que dele se utili- zam para datar os lugares, estudando a idade das ca- madas rochosas, as fases de formação e transforma- ção natural da Terra. Tam- bém é fundamental para se saber quando a ação humana, origem da natureza artificial, se manifesta, a época em que ela produz e emprega a sua tecnologia modificadora e, geralmente, destruidora. Assim, o conhecimento da Geografia fornece os instrumentos para o conhecimento da “natureza selvagem” ou do “espaço natu- ral” e dos processos de transformação que o ser humano imprimiu na Terra, originando a “natureza civilizada” ou o “espaço artificial”. A humanidade produziu, nesses últimos séculos, um enorme avanço material, especialmente após o desencadeamento da Desenho da Terra, cortada pelas linhas latitudinais e longitudinais
  13. 13. 15Geografia Geral Revolução Industrial. Iniciada na Inglaterra a partir da metade do século XVIII, ela ampliou consideravelmente a capacidade pro- dutiva do ser humano, mas exigiu crescente oferta de matérias- primas e mercados consumidores. O mundo, desde então, tem sido moldado em função, principalmente, dos interesses do se- tor industrial. Em conseqüência, há o reverso da medalha. A ter- ra e a sociedade humana acumulam problemas crônicos de mo- dificação, quase ininterrupta, da natureza, com danos a ela e a nós mesmos. O progresso material contrasta com o alastramen- to da situação de miséria absoluta que atinge centenas de mi- lhões de pessoas, das doenças, da violência, da degradação ambiental, das modificações dos ecossistemas etc. Há um cená- rio contrastante de vida opulenta, para poucos, e de morte de- gradante, para muitos, num planeta cada vez mais povoado e desigual, com problemas cada vez mais globais e cada vez me- nos possíveis de serem solucionados, por falta de vontade polí- tica e respeito humano. A velocidade do avanço tecnológico no setor das informações é assombrosa, se comparada com a capacidade que temos em assimilá-las.Aatual realidade exige retomar o passado para com- preendermos o presente e visualizarmos soluções cabíveis no futuro, para a nossa própria salvação. Assim, o estudo científico da Geografia torna-se relevante, pois revela o mundo em que vivemos, acompanhando suas transformações. Cientes da realidade estaremos aptos a buscar respostas pro- movendo a continuidade da vida em nosso planeta, construindo Uma sala de aula improvisada, num país da África do Sul Uma sala de aula de aula em escola na França Reprodução Reprodução
  14. 14. 16 Geografia Geral uma sociedade capaz de partilhar utopias, capaz de respeitar as diferenças culturais, étnicas, de idade, religião, costumes, gêne- ros, sistemas econômicos e políticos, “com discernimento quan- to às formas de dominação e preservação da fauna, flora e re- cursos naturais”. O estudo do espaço celeste O estudo dos astros celestes é uma das mais remotas preocu- pações do ser humano. Documentos e inscrições originais pro- vam que as antigas civilizações orientais, milhares de anos an- tes de Cristo, já possuíam informações sobre o comportamento e as principais características dos astros mais conhecidos, ou seja, aqueles que são facilmente visíveis a olho nu. Devemos aos astrônomos daAntigüidade, mais precisamente aos caldeus, a criação do zodíaco, e de uma pseudociência, a Astrologia. A importância que os astros tiveram no curso dos primeiros tem- pos da história da humanidade é tão grande que a maior parte dos povos antigos divinizava os astros celestes, especialmente a Lua e o Sol. Muito embora milênios já tenham decorrido, ainda são encontradas algumas práticas religiosas ou crendices nos povos contemporâneos, heranças daquelas influências. Assim, desde os dias em que o ser humano se preocupou em desven- dar os mecanismos do espaço celeste, até a atualidade, o co- nhecimento do Universo foi tornando-se cada vez mais completo e, simultaneamente, mais complexo. Para muitos, à medida que se ampliam esses conhecimentos, mais difícil se torna explicar o que é o Universo. A história da Astronomia Astronomia é a ciência que estuda a constituição e o movi- mento dos astros naturais do Universo. Nascida séculos antes de Cristo, teve entre os caldeus seus primeiros estudiosos. Eles
  15. 15. 17Geografia Geral previram os eclipses e calcularam a movimentação do Sol e da Lua numa faixa da esfera terrestre conhecida como zodíaco. A origem da Astronomia parece estar ligada à necessidade das pessoas da Antigüidade em conhecer a sucessão das estações, imposta pela agricultura. Ela pode ser dividida em três grandes períodos no seu desen- volvimento como ciência. O primeiro período se estende desde os primórdios do desen- volvimento da ciência, na mais remota Antigüidade, quando ain- da era difícil separar o conhecimento da mitologia, até a época em que viveu o grego Ptolomeu (100 d.C.-170 d.C.), o maior astrônomo do Mundo Antigo. O segundo período cor- responde à época em que viveram dois grandes astrô- nomos dos Tempos Moder- nos, Copérnico (1473-1543) e Galileu (1564-1642). Esse período começa quando, depois de séculos de plena aceitação das idéias de Pto- lomeu, essas idéias foram contestadas graças principalmente a esses dois astrônomos e à invenção da luneta telescópica. Pro- moveu-se uma radical transformação das idéias até então acei- tas, passando-se do geocentrismo para o heliocentrismo. Mas o momento mais importante deste segundo período situa-se na passagem do século XIX para o XX, quando houve considerável expansão das pesquisas siderais com a utilização de possantes telescópios montados em grandes observatórios, especialmente nos países do hemisfério norte. Adescoberta de novos planetas, estrelas, galáxias, bem como a determinação de medidas e valores da mecânica celeste com grande precisão, teve lugar nessa fase, o que fez da Astronomia uma das ciências de maior prestígio então. Reprodução Reprodução Copérnico Galileu
  16. 16. 18 Geografia Geral Nos dias atuais, especialmente de- pois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), as principais nações apli- caram enormes recursos financeiros na pesquisa científica em setores di- retamente ligados à Astronomia. A construção de veículos para navega- ção espacial, a utilização de potentes telescópios, como o Hubble, os novos conhecimentos da física e da quími- ca, ligados à estrutura e ao conheci- mento da matéria e da energia, e o aparecimento de novas e importantes teorias sobre as origens do Universo antevêem o aparecimento de uma terceira fase, e talvez a mais importante delas, na história dos conhecimentos de Astronomia. Principais corpos e fenômenos celestes Afélio É o ponto da órbita de um astro em que a sua distância em relação ao Sol é máxi- ma. Veja periélio. Cometa São astros celestes, muito numerosos, que descrevem no Sistema Solar órbitas elípticas parabólicas ou hiperbólicas. Po- dem possuir até quatro componentes: o núcleo, a parte mais luminosa, onde exis- tiriam matérias sólidas que refletem a luz solar, além de partículas radioativas; a ca- beça ou cabeleira, massa nebulosa bri- lhante, que envolve o núcleo; os filamen- Edwin Hubble, no interior da Hubble Reprodução Reprodução Imagem do cometa: Ikeya-Seki, descoberto em 1965 por dois dedicados astrônomos japoneses
  17. 17. 19Geografia Geral tos, que conjuntamente com a cauda são feixes de matéria ga- sosa irradiada a partir do núcleo; a cauda, que distingue-se dos filamentos por sua enorme extensão. Constelação É o nome dado a um agrupamento de estrelas. O observador, localizado na Terra, percebe na esfera celeste zonas de concen- tração estelar. Por uma tradição herdada dos astrônomos da Anti- güidade os nomes foram atribuídos de maneira arbitrária, nasci- dos da pura imaginação, como escorpião, touro, capricórnio etc. Dia Período de tempo correspondente a uma volta da Terra em torno do seu eixo. Medido a partir de duas passagens sucessi- vas de uma estrela num meridiano, o dia sideral dura 23h56’4”. A mesma medida feita em relação ao Sol fornece um aumento de 8” na duração do dia, que é chamado dia solar. Denomina- mos também dia o período de tempo decorrido entre o nascer e o pôr-do-sol. A sua duração é variável segundo a proximidade com o pólo e a estação do ano. Duração do dia Latitude ................. Mais longo ............... Mais curto 0o ......................... 12h05’ ......................11h55’ 30o ........................ 14h20’ ...................... 9h40’ 60o ........................ 18h45’ ...................... 5h15’ Nas regiões polares a duração do dia ou da noite supera 24 horas, podendo durar alguns meses. A inclinação do eixo ter- restre e o movimento de translação provocam a variação da du- ração do dia e da noite. Para efeito da contagem do tempo, o dia é dividido em 24 horas: é o dia civil e começa à 0 hora, no primei- ro minuto logo após a meia-noite do dia anterior.
  18. 18. 20 Geografia Geral Eclipse É a ocultação de um astro quando este é atingido pela sombra de outro, ou quando, pela posição, um encobre o outro. Quando isso ocorre com um astro qualquer, chama-se ocultação. Quan- do ocorre com o Sol ou com a Lua, denomina-se eclipse. Eclipses da Lua: há dois tipos, o parcial e o total. É quando a Lua fica encoberta total ou parcialmente pelo cone de sombra projetado pela Terra. Ocorre quando os três astros estão em oposição. Eclipses do Sol: ocorre quando a Ter- ra, a Lua e o Sol es- tão em conjunção. A passagem da Lua em frente ao disco solar faz com que uma par- te da Terra seja atin- gida pelo vértice do cone de sombras da Lua. Nessa parte ocorre um eclipse total do Sol. Nas vizinhanças, atingidas so- mente pela penumbra, teremos um eclipse parcial, isto é, o disco solar não fica totalmente encoberto. Quando o cone de sombra não chega a atingir a Terra, pode ser observado um eclipse anu- lar. Neste caso tem-se a impressão de que o disco lunar de me- nor diâmetro não consegue encobrir o disco solar, deixando uma auréola solar exposta na sua periferia. Eclíptica Denomina-se plano da eclíptica o plano circunscrito pela órbi- ta do movimento da Terra ao redor do Sol. A interseção do plano da eclíptica com o plano do equador solar forma um ângulo de 23o 27’. O trajeto do movimento aparente do Sol coincide com o círculo da eclíptica. Eclipse solar à esquerda e eclipse lunar à direita
  19. 19. 21Geografia Geral Equinócio Ponto da órbita da Terra em que a duração do dia e da noite são iguais. É o que ocorre nos dias 21 de março e 23 de setem- bro. Coincide, no plano da eclíptica, com a posição da Terra no mesmo nível do plano do equador solar. Estações do ano Como decorrência do movimento de translação, a Terra ocupa diferentes posições no plano da eclíptica. Ela poderá estar acima do plano do equador solar, abaixo do equador solar ou no mesmo nível. Essas diferentes posições são responsáveis pela inclinação com que os raios solares atingem a superfície da Terra, determi- nando aumento ou diminuição de calor recebido. Quando a Terra ocupa a posição do dia 22 de dezembro, ela está no solstício de verão para o hemisfério sul. Nesse dia começa o verão no hemis- fério sul (austral) e o inverno no hemisfério norte (boreal). Isso se deve ao fato de a Terra, pela inclinação do seu eixo e pela posição que nesse dia ocupa no plano da eclíptica, receber raios solares mais perpendiculares no hemisfério sul e raios mais oblíquos no hemisfério norte. Essa diferença de ângulo de incidência (inclina- ção) determina no primeiro caso a absorção de mais calor e no segundo, menos calor por parte da Terra. Seis meses depois des- sa data temos, em 22 de junho, a inversão dessa posição, pois a Terra fica num ponto de sua órbita abaixo do plano do equador e então a maior incidência de calor se faz no hemisfério norte. Na passagem de 22 de junho para 22 de dezembro, a Terra ocupará um ponto a meia distância dos dois, no dia 21 de setembro, quan- do a duração do dia e da noite são iguais e a distribuição de calor é igual nos dois hemisférios. Esse ponto coincide com o momento em que a Terra, na sua trajetória, está no nível do plano do equa- dor solar. O fato vai repetir-se depois de 22 de dezembro quando, em 21 de março, estará novamente a Terra em posição equivalen- te, mas agora do lado oposto do Sol. Esses quatro pontos ou da- tas correspondem às quatro posições da Terra na sua órbita e têm características climáticas, que são bem definidas nas regiões de
  20. 20. 22 Geografia Geral clima temperado. Essas posições representam as quatro estações do ano: verão, outono, inverno e primavera. Astronomicamente, o verão e o inverno correspondem aos solstícios, e a primavera e o outono, aos equinócios. As estações, nas regiões de clima temperado, duram três meses cada uma, assim distribuídas ao longo do ano: Hemisfério sul: • Verão – de 22 de dezembro a 20 de março • Outono – de 21 de março a 21 de junho • Inverno – de 22 de junho a 22 de setembro • Primavera – de 23 de setembro a 21 de dezembro Hemisfério norte: • Verão – de 22 de junho a 22 de setembro • Outono – de 23 de setembro a 21 de dezembro • Inverno – de 22 de dezembro a 20 de março • Primavera – de 21 de março a 21 de junho Estrelas São astros dotados de luz própria. Magnitude é a intensidade do brilho de uma estrela, cuja medida permite a sua classifica- ção. Quanto as suas dimensões, elas podem ser gigantes, quando muito grandes, ou anãs, quando pequenas. Para melhor serem estudadas, os astrônomos as agrupam em constelações. Lua É o único satélite natural da Terra. Seu diâmetro é de 3.480 km, quatro vezes menor do que o da Terra; seu volume é 49 vezes menor. É dotada de três movimentos: translação, ao redor da Terra, com duração de 27 dias, 7 horas e 43 minutos; rotação, em
  21. 21. 23Geografia Geral torno de si mesma, no mesmo tempo em que executa a translação; revolução, em torno do Sol, acompanhando a Terra. Ao girar em torno da Terra, a Lua apresenta-se em quatro posições diferentes. Fases da Lua • Lua nova: posição entre a Terra e o Sol, em conjugação • Quarto crescente: posição em ângulo reto com a Terra no vértice, em quadratura • Lua cheia: a Terra fica entre a Lua e o Sol, em oposição • Quarto minguante: posição invertida ao quarto cres- cente, em quadratura Meteoros e meteoritos São também chamados de estrelas cadentes e quando ingres- sam na atmosfera terrestre tornam-se incandescentes, explodin- do. Alguns fragmentos de vários tamanhos, atingindo até mes- mo toneladas, podem cair na superfície da Terra e provocar da- nos. Podem ser restos de asteróides ou cometas e na sua cons- tituição predomina o ferro. Noite É o período de tempo em que o Sol está abaixo da linha do horizonte. Sua duração é inversamente proporcional ao dia: a noite mais longa do ano corresponde ao dia mais curto. Lua novaQuarto minguante Quarto crescente Lua cheia
  22. 22. 24 Geografia Geral Periélio É o ponto de menor afastamento da Terra no seu movimento de translação em torno do Sol. Veja afélio. Planetas São os astros não-dotados de iluminação natural e que, com o Sol e os respectivos satélites, constituem o Sistema Solar. Os planetóides ou asteróides são planetas menores que gravitam numa órbita entre Marte e Júpiter, de natureza provavelmente granítica. São milhares e variam desde menos de um quilôme- tro de diâmetro até 720 quilômetros, que é o diâmetro. Sua ori- gem é desconhecida. Rotação É o movimento que a Terra realiza ao redor de si mesma, em torno de um eixo imaginário, com a duração de 23h56’4”. Sua velocidade é de 1.666 km/h na altura do Equador e nula nos pólos. Esse movimento provoca a sucessão dos dias e das noi- tes e cria o movimento aparente do Sol. Dele decorrem altera- ções nos ventos que sopram em direção ao equador terrestre: os que são provenientes do Norte sofrem um desvio para Su- doeste e os do Sul, um desvio para Noroeste. As correntes ma- rítimas que circulam nas proximidades do equador terrestre so- frem um desvio, correndo para sentido oposto ao do movimen- to de rotação. Sistema Solar É formado pelo conjunto de uma estrela, o Sol, nove planetas conhecidos, seus 32 satélites naturais, os asteróides entre Mar- te e Júpiter, numerosos meteoros e cometas. Supõe-se que sua formação data de 5 bilhões de anos. Sol É uma estrela com 1.400.000 quilômetros de diâmetro, com temperatura na superfície de aproximadamente 6.000o C, e no
  23. 23. 25Geografia Geral interior, de 15 milhões de graus Kelvin. Situa-se a cerca de 150 milhões de quilômetros da Terra. Compõe-se de uma atmosfera de diversas camadas de gases. A mais próxima da superfície é chamada cromosfera, com cerca de 16 mil quilômetros de es- pessura.Aseguir, uma camada conhecida como coroa solar, com algumas centenas de milhares de quilômetros de espessura, que é vista por ocasião dos eclipses solares. A superfície do Sol é denominada fotosfera, e tanto nela como na cromosfera ocor- rem as manchas solares e as protuberâncias solares que são perturbações turbulentas e acompanhadas de explosões ou tem- pestades solares. Ocorrem ciclicamente, em períodos de onze anos, e provocam perturbações nas comunicações telegráficas e radiofônicas da Terra, além de ocorrer aumento considerável na emissão de raios cósmicos. A parte interior do Sol chama-se núcleo solar. Solstício Nome da posição que a Terra ocupa no dia 22 de junho e no dia 22 de dezembro, quando começa o verão ou o inverno, no hemisfério sul ou norte. Translação Nome do movimento executado por um corpo celeste em tor- no de outro, assim como pela Terra ao redor do Sol em 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 9 segundos. É o ano sideral. Medida a dura- ção do movimento a partir de duas passagens sucessíveis da Terra pelo mesmo ponto equinocial, obtém-se o ano solar com 20 minutos e 20 segundos de diferença a menos. Esse movi- mento determina, em conjunto com a inclinação do eixo terrestre em relação ao plano da eclíptica, as quatro estações do ano ou as estações astronômicas. É a base do calendário solar adotado pela grande maioria dos países (alguns calendários podem ser de base lunar, como o dos muçulmanos e dos israelitas). O ano civil comporta uma divisão em doze meses. As seis horas e os minutos restantes compõem um dia a mais, acrescentado ao mês de fevereiro, a cada quatro anos, chamado de ano bissexto.
  24. 24. 26 Geografia Geral Zodíaco É o nome de uma zona celeste que corresponde ao plano do equador solar, ficando entre o Hemisfério Boreal e o Austral Ce- leste. Possui doze constelações. Questões de vestibular 1) (Fuvest) No mapa ao lado te- mos, esquematicamente re- presentada, uma rota aérea intercontinental, sem esca- las, no espaço ártico. Consi- derando a forma da Terra e a localização das cidades indi- cadas, essa rota é utilizada, principalmente, devido: a) à menor distância e ao menor custo operacional. b) à necessidade de evitar o espaço aéreo da ex-URSS. c) ao grande congestionamento aéreo do nordeste americano. d) à ausência de radiação ultravioleta e de risco para a ozonosfera. e) à possibilidade de vôos em baixas altitudes e com maior estabilidade. 2) (UFPR) Em relação aos movimentos da Terra, é CORRETO afirmar que: 01) a Terra realiza em torno de si mesma o movimento de rotação, que dura 23 horas, 56 minutos e 4 segundos. Sua velocidade é de 1.666 km/h na altura do Equador e nula nos pólos. 02) os solstícios correspondem às épocas do ano em que os hemisférios norte e sul da Terra são desigualmente iluminados. 04) no dia 21 de junho o Sol encontra-se sobre o Trópico de Capricórnio. 08)os equinócios correspondem às épocas do ano em que os hemisférios norte e sul são igualmente iluminados. 16) no dia 23 de setembro o Sol encontra-se sobre o Trópico de Câncer. 32) o dia 21 de dezembro marca o solstício de verão no hemisfério sul. Soma = ( ) W E N S Copenhague Região Polar Los Angeles
  25. 25. 27Geografia Geral 3) (UFPE) Assinale “F” (Falso) ou “V” (Verdadeiro). Em relação ao Universo, podemos afirmar: ( ) entre todas as galáxias, a Via-Láctea é a que mais nos interessa, pois nela está situado o Sistema Solar. ( ) as constelações boreais estão situadas no hemisfério Sul celeste. ( ) gravitando entre as órbitas de Marte e Júpiter encontram-se os pequenos astros denominados Planetóides ou Asteróides. ( ) a teoria do “Big Bang” procura explicar a origem do universo, como tendo sido resultante da explosão de um átomo primordial for- temente carregado de energia, ocorrida há aproximadamente 15 bilhões de anos. ( ) há o eclipse solar quando a Lua penetra no cone de sombra da Terra, ocultando o Sol total ou parcialmente. 4) (UFMG) Todas as alternativas apresentam mecanismos respon- sáveis pelas mudanças das estações ao longo do ano, EXCETO: a) a inclinação do eixo de rotação da Terra determina que, a cada seis meses, um hemisfério esteja mais exposto ao sol que o outro. b) as estações são determinadas pela maior ou menor proximidade da Terra ao Sol, distância que, ao variar ao longo do ano, altera a quantidade de energia solar incidida sobre o planeta. c) o Sol, ao atingir seu ponto de maior deslocamento ao Norte — a máxima declinação boreal — determina, no Hemisfério Sul, dias mais curtos e noites mais longas. d) os equinócios ocorrem, respectivamente, quando os hemisférios Norte e Sul são igualmente iluminados, marcando o início astronômico da primavera e do outono. e) os solstícios ocorrem, respectivamente, quando a iluminação é máxima em um hemisfério e mínima no outro, marcando o início astronômico do verão e do inverno. 5) (UFPB) Sobre o movimento de translação da Terra, é FALSO afirmar: a) as estações do ano ocorrem em função do movimento de translação e da inclinação de 23°27' do eixo da Terra em relação ao Sol.
  26. 26. 28 Geografia Geral b) o eixo de inclinação da Terra estabelece linhas imaginárias, denominadas Trópico de Câncer, no hemisfério sul, e Trópico de Capricórnio, no hemisfério norte. c) equinócio significa dias e noites iguais e ocorre em março e setembro, determinando, respectivamente, a primavera e o outono no hemisfério norte. d) solstício significa dias e noites extremamente desiguais e ocorre em junho e dezembro, determinando, respectivamente, o inverno e o verão no hemisfério sul. e) a zona situada próximo ao Equador quase não apresenta diferenças na inclinação dos raios solares. 6) (UnBr) A inter-relação funcional entre o Sol e a Terra é de vital im- portância, uma vez que a vida terrestre depende da energia solar. A respeito dos movimentos de rotação e de revolução da Terra, que alteram constantemente a sua posição em relação ao Sol, julgue os itens a seguir: (1) o movimento aparente do Sol, da Lua e das estrelas é oposto ao verdadeiro sentido da rotação terrestre. (2) a variação da exposição da Terra à luz solar influencia o movimento dos ventos. (3) os raios solares que incidem na superfície da Terra o fazem em diferentes ângulos de incidência, de acordo com a latitude, o que se traduz em diferentes quantidades de absorção de calor por parte da Terra. 7) (UFRS) A posição indicada na fi- gura ao lado marca, em nosso planeta, o início de uma estação em cada hemisfério. Esta es- tação é: a) a primavera no Hemisfério Norte, estando a Terra no equinócio. b) o outono no Hemisfério Sul, estando a Terra nas proximidades do solstício.
  27. 27. 29Geografia Geral c) o verão meridional, estando a Terra no solstício. d) o outono setentrional, estando a Terra no equinócio. e) o verão setentrional, estando a Terra no solstício. 8) (UFRS) Um geógrafo, ao explorar o Continente Antártico, fixa uma estaca no Pólo Sul geográfico, dias antes do solstício de verão para o Hemisfério Sul. Exatamente no dia do solstício de verão para o Hemisfério Sul, observa e marca as sucessivas posições ocupadas pela sombra projetada pela estaca, concluindo que: a) a sombra de uma estaca colocada verticalmente no Pólo Sul geográfico, ao longo do dia de solstício de verão, descreve uma elíptica. b) uma estaca colocada verticalmente no Pólo Sul geográfico produz, com sua sombra, ao longo do dia de solstício de verão, um semicírculo. c) uma estaca colocada na vertical exatamente no Pólo Sul geográfico projeta sucessivas posições do extremo da sombra, formando um círculo ao longo do dia de solstício de verão. d) as sucessivas posições do extremo da sombra de uma estaca colocada verticalmente no Pólo Sul geográfico não têm o mesmo comprimento durante o dia de solstício de verão. e) somente no dia do solstício de inverno é que a sombra de uma estaca colocada verticalmente no Pólo Sul geográfico forma um círculo com a projeção de suas sucessivas posições. 9) (UFRS) Considere as afirmações a seguir. I. Quando a Terra está no afélio, maior distância Terra – Sol, é verão para o Hemisfério Sul e inverno para o Hemisfério Norte. Neste ponto, a velocidade de translação da Terra é maior do que em qualquer outro ponto da órbita. II. No solstício de inverno para o Hemisfério Sul, a Terra está no afélio. Neste ponto da órbita, a velocidade de translação é a menor, o que também contribui para que o inverno no Hemisfério Sul seja mais longo. III. Como o plano do equador e o da eclíptica não coincidem, temos como resultado uma inclinação de 230 27', o que também permite dizer
  28. 28. 30 Geografia Geral que o eixo imaginário terrestre está inclinado em 230 27'. Durante a translação, a Terra ocupa distintas posições no espaço; isto implica um aporte de radiação solar diferenciado ao longo de um ano. Quais estão corretas em relação aos movimentos executados pela Terra e suas conseqüências? a) apenas I. b) apenas II. c) apenas I e II. d) apenas II e III. e) I, II e III.
  29. 29. 31Geografia Geral Capítulo 2 O planeta Terra Os seus movimentos A Terra é o planeta habitado pelos seres humanos. Faz par- te do Sistema Solar como um planeta de média dimensão e sua órbita é a terceira em afas- tamento do Sol. Isso significa que, girando ao redor do astro rei, executa um movimento de translação com características próprias e diferente dos demais planetas. Quanto maior for o afastamento de um planeta da fa- mília do Sol, maior será sua órbita e maior o caminho a ser per- corrido. Considerando-se, entretanto, que o Sol não está parado no espaço, mas, ao contrário, desloca-se em direção a um ponto chamado solstício, ele leva consigo todos os planetas e satélites do Sistema Solar. Indiretamente, a Terra ao acompanhar o Sol, desloca-se para esse ponto realizando um movimento indireto, chamado movimento de translação. ATerra é dotada de outro movi- mento próprio, além do de trans- lação, é o movimento que faz em torno de si mesma, como se esti- vesse atravessada por um eixo de pólo a pólo e girasse em torno dele: o movimento de rotação. Por este movimento a Terra vai mudando constantemente a face que está voltada para o Sol, fa- zendo com que permanentemen- Movimento de Translação Movimento de Rotação Pólo Norte Pólo Sul Sentido da Rotação 0 - L
  30. 30. 32 Geografia Geral te uma receba iluminação e outra esteja mergulhada na sombra. Essa sucessão de luz e sombra recebe o nome de dia e noite e serve para a marcação do tempo ocorrido. A inexistência desse movimento determinaria que a face vol- tada para o Sol permanentemente recebesse maior luz e calor, provocando o aparecimento de temperaturas elevadas e, inver- samente, a outra face seria permanentemente fria e escura. Deve- se ao movimento de rotação a regularidade da distribuição de luz e calor na superfície da Terra. Quando durante o dia percebemos o Sol aparecer no nascen- te e, depois de percorrer um trajeto na esfera celeste, desapare- cer no poente, temos a impressão que o Sol desloca-se ao redor da Terra. Trata-se na realidade de um movimento aparente do Sol, pois é a Terra que girando em torno do seu eixo provoca a impressão visual equívoca de que o Sol estaria se movimentan- do. Em Astronomia são descritos vários movimentos que pare- cem que são realizados pelos astros não somente com o Sol, mas também com outros planetas ou satélites. Esse fato provo- cou naAntigüidade grandes confusões entre os astrônomos. Hoje podemos distinguir nos astros dois tipos de movimentos: os mo- vimentos reais, do qual os astros estão realmente animados, e os aparentes, aqueles que parece que são realizados. Os movi- mentos aparentes podem ser estudados, pois eles auxiliam na compreensão de certos fatos da esfera celeste. A trajetória apa- rente do Sol na esfera celeste chama-se eclíptica. De que forma a Terra gira ao redor do Sol? Supondo-se que o Sol possua na sua parte central um círculo de equador seme- lhante ao da Terra e, em pontos opostos, um pólo ao norte solar, e outro, no pólo sul solar, poderíamos perguntar se o movimento descrito pela Terra seria feito acompanhando o equador solar ou se faria no sentido dos pólos? O movimento descrito pela Terra em torno do Sol não se faz no sentido do equador solar nem no sentido dos pólos. Trata-se de um movimento oblíquo, com uma inclinação tal que em um determinado momento da sua trajetória
  31. 31. 33Geografia Geral a Terra encontra-se acima do plano do equador solar e, posteriormente, ao ocu- par uma posição oposta, fica abaixo do equador so- lar. O resultante dessa cons- tatação é que a Terra en- quanto permanece acima do equador solar recebe rai- os solares mais intensos no seu hemisfério sul e menos intensos no hemisfério nor- te. A intensidade se inverte quando a Terra passa a ocu- par posição abaixo do equa- dor solar. Estrutura e camadas da Terra Geologia é a ciência que estuda a Terra, além das plantas e dos animais que nela viveram. As raízes gre- gas da palavra Geologia por si sós explicam o significado dessa ciência: “Geon” signi- fica terra e “Logos”, estudo. Osdadosfundamentaisdes- ses estudos obtêm-se pela análisedasrochas,minerais e restos fósseis. A Geologia reconstitui a história de nos- so planeta desde o seu apa- recimento, o que deve ter se dado há alguns bilhões de Sistema Ptolomaico, representado nesta ilustração holandesa do séc. XVII, figura as órbitas da Lua, Mércurio, Vênus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno, circundados pelas estrelas. O erro consistia em situar a Terra, imóvel, como centro de todos os movimentos celestes, em órbitas circulares Nosso planeta tem a forma arredondada (mais corretamente, elipsoidal, com um diâmetro de 12.756 km e um diâmetro polar de 12.714 km. Pesa 6.588 sextilhões de toneladas Reprodução
  32. 32. 34 Geografia Geral anos. Estuda também de que maneira certas forças atuaram e atuam sobre a superfície da Terra, mudando o seu aspecto e tam- bém os agentes que atuam internamente em nosso planeta. Nosso planeta tem uma forma arredondada (mais corretamen- te, um elipsóide), com um diâmetro equatorial de 12.756 km e um diâmetro polar de 12.714 km. Pode-se dizer que ele é “acha- tado nos pólos”. Uma volta em torno dele significa a distância de 39.840 km. Pesa 6.588 sextilhões de toneladas. Sua população já ultrapassou 6 bilhões de habitantes e sua maior elevação é o monte Everest, situado no Himalaia, com cerca de 8.848 m de altitude.Amaior profundidade conhecida é a fossa das Marianas, no oceano Pacífico, com 11.521 m. A grande espessura do nosso planeta não permite que sejam feitas perfurações muito profundas para se estudar o seu inte- rior. O aumento de temperatura que ocorre quando as galerias das minas avançam para o seu interior é outro impedimento para uma pesquisa direta. Para se estudar a constituição interna da Terra utilizam-se aparelhos que registram a propagação de on- das sísmicas, ou então é possível provocar explosões artificiais para seja registrada a propagação das ondas. Esses estudos confirmaram de modo satisfatório hipóteses que os cientistas formulavam sobre a constituição interna da Terra. Medidas físicas realizadas também forneceram indicações para se conhecer o seu conteúdo. Entre elas está a sua densidade, que é de 5,52 em relação à água. Entretanto os materiais da crosta terrestre possuem uma densidade que não ultrapassa 2,7. Isso leva a conclusão que o interior da Terra possui uma densi- dade muito maior do que 5,52 para que essa cifra média possa ser atingida. Dessas considerações é possível apontar que a Terra compõe-se das seguintes camadas: ◆ Sial: onde predominam os silicatos de alumínio cuja densidade está entre 2,7 e 2,8. ◆ Sima: constituída por silicatos de magnésio com densidade entre 2,8 a 3,4. Essas duas camadas, relativamente finas em
  33. 33. 35Geografia Geral relação ao manto e ao núcleo, são chamadas de crosta terrestre. ◆ Manto: camada com 2.900 km de espessura, constituída por materiais básicos e sua densidade está entre 4 e 6 (silicatos de ferro e magnésio). ◆ Núcleo central: também chamado Nife, devido à sua natureza (níquel e ferro), com densidades compreendidas entre 6 e 12. Outra propriedade física da Terra é o magnetismo, proveniente do seu pesado núcleo metálico. O globo terrestre comporta-se como um gigantesco ímã que teria dois pólos, os pólos mag- néticos, que coincidem aproximadamente com os pólos geo- gráficos. Essa diferença é responsável pela chamada declina- ção magnética, que dá uma diferença de 6o ou 7o nas medidas da bússola. Mineral é um composto químico (às vezes um elemento químico), com a composição química definida, que faz parte naturalmente da crosta terrestre. Geralmente está em estado sólido, exceção feita à água e ao mercúrio, que se apresentam no estado líqüido. Devem ser mencionados os mineralóides, que são compostos químicos de origem orgânica, ao contrário dos minerais, que têm origem inorgânica. A rocha é um agregado natural de um ou mais minerais. As rochas constituem a parte essencial da crosta terrestre. Rochas magmáticas ou ígneas são rochas que se originam da consolidação do magma, que é material em estado de fusão. Assim, são materiais de origem primária. Pelas características que apresenta uma rocha ígnea é possível aquilatar-se as condições de formação dessa
  34. 34. 36 Geografia Geral rocha, se em grandes profundidades, se em profundidades menos pronunciadas ou se à superfície da Terra. Assim, respectivamente, são chamadas de rochas plutônicas, rochas hipoabissais e rochas vulcânicas. Eras geológicas A longa história física da Terra, desde os momentos iniciais de sua formação até os dias de hoje, revela muitos episódios reple- tos de acontecimentos que provocaram, e provocam, grandes transformações no contorno dos continentes, nas formas de re- levo, destruindo ou construindo montanhas, na vida animal e vegetal. A Geologia utiliza as rochas, os restos fósseis de plan- tas e animais como provas para reconstituir o passado terrestre. Puderam, assim, ser reconstituídas cinco grandes eras, que por sua vez são divididas em sistemas e períodos. As cinco grandes eras e suas subdivisões são as se- guintes: Arqueozóica ou Pré-Cambriana – 4 bilhões de anos.(1 ) Primária ou Paleozóica – 310 milhões de anos.(2 ) Secundária ou Mesozóica – 120 milhões de anos.(3 ) Terciária ou Cenozóica – 90 milhões de anos.(4 ) Quartenária ou Neozóica – 600 mil anos.(5 ) (1 ) Períodos Arqueano e Algonquiano. (2 ) Períodos Cambriano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano. (3 ) Períodos Triássico, Jurássico e Cretássico. (4 ) Períodos Eoceno, Oligoceno, Mioceno, Plioceno. (5 ) Pleistoceno e Holoceno.
  35. 35. 37Geografia Geral A seguir, os principais acontecimentos que nelas ocorreram: ◆ Arqueozóica (que significa vida antiga ou primitiva) A mais demorada das eras e a mais remota, sendo poucos os conhecimentos que dela dispomos. As rochas dessa era são sobretudo de natureza metamórfica. Poucos fósseis foram encontrados e parece que a vida seria inteiramente marinha, com seres muito rudimentares, como as algas e os invertebrados. ◆ Paleozóica (vida antiga) Contaria a Terra com dois grandes blocos continentais, um no hemisfério norte, o continente Laurásia, e outro no hemisfério sul, o continente de Gondwana, separados por um mar “mediterrâneo”, denominado Téthis. Ocorreram grandes movimentos na crosta, com formação de monta- nhas. A vida animal e a vegetal estavam ainda em estágio inferior. Ao fim da era teriam aparecido os primeiros peixes e anfíbios do reino dos vertebrados. Surgiram florestas de plantas criptogâmicas, como as equisetínias, e as primeiras florestas de coníferas. Nessa era ocorreu a formação do carvão mineral. ◆ Mesozóica (vida intermediária) Os continentes estavam aproximando-se de suas formas atuais, por meio de um movimento chamado “deriva”.As forças de erosão atuaram intensa e prolongadamente, dando origem a formações sedimen- tares amplas, com a formação de arenitos, calcários, folhelhos, salgema etc. Erup- ções vulcânicas e der- rames de lavas foram identificados. Climas do tipo desértico ocor- reram em várias par- Répteis pré-históricos Reprodução
  36. 36. 38 Geografia Geral tes da Terra. É a época de domínio dos grandes répteis, mas também do aparecimento dos primeiros mamíferos e pás- saros. Entre os vegetais deu-se o aparecimento dos angios- permas (plantas com flores), das gramíneas e das palmeiras. Modificações climáticas de grande porte, causadas prova- velmente por enorme impacto de um meteoro, devem ter causado o desaparecimento dos grandes répteis. ◆ Cenozóica (vida recente) Os continentes tiveram seus contornos delineados apro- ximando-se dos atuais limites. Grandes movimentos tectônicos foram os responsáveis pela formação das grandes massas de sedimentos depositados nos fundos marinhos, provocando a formação das gigantescas cadeias montanhosas que hoje constituem as maiores altitudes do relevo terrestre. São chamados dobramentos alpino-himalaios, e entre eles destacam-se as cordilheiras: do Himalaia, Rochosas, Andes, Alpes, Pirineus, Apeninos, Cárpatos, Atlas. Vulcanismos importantes ocorreram, bem como novas for- mações de rochas sedimentares. Houve o desaparecimento definitivo dos grandes répteis. No reino vegetal prosseguiu a evolução dos angiospermas e ocorreram formas mais evoluídas de mamíferos. Muitos dos animais comuns na atualidade tiveram origem em seus ancestrais que viveram na era Cenozóica. ◆ Neozóica (vida nova) Essa era é mais conhecida como quaternária e seu maior acontecimento foi registrar o aparecimento do ser humano. Importantes fenômenos de vulcanismos e movimentos len- tos ou violentos da crosta foram registrados. Grandes os- cilações climáticas, responsáveis por numerosas glacia- ções, e aumento das crostas de gelo provocaram a forma- ção de grandes planícies e movimentos migratórios de grande expressão no mundo animal, em busca das regiões tropicais.
  37. 37. 39Geografia Geral As formas do relevo terrestre Nasuperfíciedacrostaterrestre,onde estão em contato a litosfera, a atmosfe- ra e a hidrosfera, estão as variadas con- formações rochosas que constituem o relevo terrestre. Formas planas e alon- gadas, elevadas ou rebaixadas, formas pontiagudas,arredondadas,devariadas dimensões, os perfis montanhosos que se avistam no horizonte, os vales pro- fundos ou amplos, os recortes litorâne- os, as praias, os deltas fluviais, os vul- cões, todos constituem formas do rele- vo terrestre. Um dos ramos da Geogra- fia, modernamente chamado de Geo- morfologia, se encarrega de estudá-los. Os diversos elementos de um relevo: • Altitude, a absoluta, que é a sua altitude medida em relação ao nível do mar, e a relativa, que é tomada em relação a mais baixa altitude absoluta que ocorre na sua vizinhança. • Idade do relevo, que considera a época em que se formou ou sofreu transformações. As montanhas jovens apre- sentam formas agudas e elevadas e as “velhas” são amor- readas e pouco elevadas. • Natureza das rochas que a compõem e pela maneira como estão dispostas no seu interior. • Tipo de ação climática a que se acham submetidas e pela sucessão das estações secas ou chuvosas, frias ou quentes, intensidade das chuvas, da neve e das geleiras. • Formas que apresentam, pois elas são a resultante das ações múltiplas e combinadas dos agentes de erosão e pela inclinação das vertentes ou bordos laterais. Formação Neozóica Reprodução
  38. 38. 40 Geografia Geral A partir do estudo desses elementos, as formas de relevo po- dem ser agrupadas em quatro grandes conjuntos: ◆ Escudos e os maciços antigos, que são geralmente formas elevadas, com superfícies arredondadas ou com algumas cristas, mas que apresentam um nível geral de aplainamento decorrente dos longos períodos de erosão a que foram submetidos. São exemplos o planalto Atlântico Brasileiro, o escudo das Guianas, o Canadense, o planalto da Borborema. Por terem sido afetados por movimentos ou abalos tectônicos, eles apresentam muitas fraturas e alinhamentos de falhas e fossas de afundamento tectônico. ◆ Bacias sedimentares, formadas no interior dos escudos ou ao seu redor, em decorrência da invasão marinha que aí depositou sedimentos marinhos ou continentais. Com o peso, elas tornam-se profundas e espessas. Quando sua altitude não é elevada, constituem as planícies sedimen- tares; quando são elevadas, formam planaltos sedi- mentares. Como exemplos temos a planície Amazônica e o planalto ou chapada do Araripe, no Ceará. Os rios podem formar também planícies sedimentares fluviais, ao longo do seu curso. ◆ Cadeias montanhosas, que são formadas por antigas camadas de rochas sedimentares dos fundos marinhos, que foram soerguidas, dobradas ou enrugadas, apresentando grandes altitudes, vertentes escarpadas e abruptas, picos pontiagudos e alinhamentos de cristas. A esse tipo de relevo pertencem as montanhas Rochosas, os Andes sul-ame- ricanos, osAlpes europeus, osApeninos, os Cárpatos, os Bál- cãs e outras montanhas. São de idade recente, formadas na era Terciária. ◆ Formas vulcânicas, que são oriundas de derrames de lavas e de escória que se despejam por sobre as formas já exis- tentes, ou então formam os chamados cones vulcânicos, que podem estar extintos, em repouso ou ativos.
  39. 39. 41Geografia Geral Os agentes criadores e modificadores do relevo terrestre Os espaços naturais da Terra possuem determinadas caracte- rísticas físicas que podem se constituir, dependendo do momen- to histórico e do desenvolvimento técnico das sociedades humanas, em vantagens ou obstáculos. Para otimizar seu aproveitamento é ne- cessário saber a formação e a di- nâmica do relevo, mesmo aquele resultante de terremotos e da ação de vulcões, identificar os recursos úteis e aproveitáveis. O vulca- nismo e os abalos sísmicos com- provam a mobilidade da crosta ter- restre. Eles afetam principalmen- te as áreas periféricas do oceano Pacífico, no seu contato com os continentes americano e asiáti- co, formando um verdadeiro “círculo de fogo”. Na formação e transformação do relevo terrestre são vários os agentes criadores e modificadores. Eles podem ser classifica- dos em dois tipos: ◆ agentes internos, os que se originam no interior da crosta terrestre; ◆ agentes externos, os que atuam sobre as formas existentes, modificando-as ou recriando-as, oriundos do exterior da crosta terrestre. Os agentes internos são de três tipos: ◆ Movimentos tectônicos que afetam os blocos continentais e as bacias oceânicas, provocando movimentos horizontais, A escala Richter mede a magnitude, ou seja, a energia liberada no foco do sismo, registrado por sismógrafos Reprodução
  40. 40. 42 Geografia Geral deslocamentos que originam dobras dos sedimentos que for- mam montanhas novas. ◆ Movimentos verticais, ascendentes ou descendentes que, ao afetarem um bloco continental, planalto ou planície, pro- vocam o aparecimento de falhas, fraturas ou a quebra e afun- damento de blocos rochosos, originando as fossas abissais. Por isso, o oceano Pacífico é o que apresenta as maiores profundidades (fossas abissais). ◆ Vulcanismo, que significa todas as formas de atividades vulcânicas, com o derrame de lavas e material do interior da crosta. Atualmente, já é possível se ter uma certa previsão das erupções vulcânicas. Os sismos e tremores de terra são provocados por acomoda- ções na estrutura interna do planeta, resultando em movimentos violentos e rápidos, abalos de intensidade variada mas capazes de promover grandes catástrofes e modificar a fisionomia exter- na de uma determinada região. Seus resultados são trágicos quando o seu “epicentro” (ponto da superfície terrestre mais pró- ximo do centro de um abalo sísmico) se localiza em região den- samente povoada.Além das destruições terrestres, as ondas sís- micas podem provocar maremotos. A escala Richter mede a magnitude, ou seja, a energia liberada no foco do sismo, regis- trada por sismógrafos. Os maiores abalos sísmicos do planeta Data Lugar Número de mortos Magnitude 27/7/1976 Tagshan (China) 655.237 7,9 16/12/1920 Shaanxi (China) 200.000 8,6 01/9/1923 Tóquio (Japão) 99.331 8,2 31/5/1930 Ancash (Peru) 66.794 7,8
  41. 41. 43Geografia Geral Os agentes de origem interna podem ser assim agrupados: ◆ Intemperismo, que resulta da ação da temperatura diurna (quente) e noturna (fria) nas rochas, provo- cando, a longo prazo, sua decomposição. ◆ Intemperismo químico, que decompõe ou dissolve certos componentes da rocha, atacando-a. A crista- lização de sais nos interstícios rochosos, levados pela infiltração das águas, provoca também a desa- gregação das rochas. Alguns exemplos: a água car- regada de ácidos ataca os calcários; a água congelada entre rochas cria sulcos e acaba liberando grandes blocos; a cristalização de sais nos interstícios rocho- sos, levados pela infiltração das águas, provoca também a desagregação das rochas.Aação de certos ácidos provenientes de raízes e restos animais, de microorganismos, provoca uma ação química destrui- dora das rochas. Importante também é a ação da gravidade, da qual resulta a movimentação de rios e águas correntes, de gelos nas geleiras, de desmoronamentos e escorregamentos nas vertentes. E não se deve esquecer também da ação solar na atmosfera, provo- cando as chuvas, o trabalho dos ventos, os movimentos das águas do mar, as correntes marítimas. A ação das águas correntes, transportando e depositando a ro- cha desagregada, o trabalho das águas do mar, do vento, das gelei- ras, erodindo, transportando ou acumulando, são todos exemplos de intemperismo. No entanto há uma outra ação modificadora e destruidora da natureza, a ação dos seres vivos ou erosão antrópi- ca, especialmente a dos seres humanos, que modifica a superfície da terra nos seus trabalhos de ocupação do solo para agricultura, construção de cidades, vias de circulação, barragens etc. De maneira geral, pode-se dizer que os agentes de origem interna são responsáveis pelas transformações de grandes di- mensões, que se efetuam lentamente, em prolongados períodos
  42. 42. 44 Geografia Geral de tempo. São responsáveis pela disposição estrutural das ro- chas, isto é, pela maneira como os blocos rochosos estão assen- tados na superfície. Os agentes de ordem externa São responsáveis pelo modelado do relevo num trabalho pro- longado, ora mais rápido, ora mais lento, de acordo com o rit- mo climático, a natureza da rocha e a sua disposição estrutu- ral. É a ação dos agentes externos que reduz e aplaina o rele- vo, transformando montanhas em planaltos e os detritos retira- dos em planícies. As formas finais do relevo são, portanto, fruto do trabalho conjugado, concomitante e contínuo de todas as formas, ainda que uma ou outra possa ser temporariamente mais intensa ou prolongada. Mas, se a atividade humana é altamente responsável pela destruição da natureza, ela também pode reduzir a erosão na- tural. A construção de terraços ou de muros perpendiculares aos declives, método aplicado principalmente em determina- das regiões asiáticas, diminui a violência das enxurradas e a perda de solo fértil. Questões de vestibular 1) (Puc-SP) Considere o texto e as afirmações apresentadas a seguir. “Na Colômbia, no Equador, no Peru e na Bolívia, os Andes dominam tudo... A influência dos Andes reflete-se na flora, na fauna, na eco- nomia e na civilização de seus habitantes...” (Cunill, Pedro. A América Andina, p. 7.) I. Como um sistema montanhoso, os Andes constituem territórios de diversas altitudes, com predomínio de vastos altiplanos que chegam a superar os 4.000 metros. Esse fator explica a baixa biodiversidade dos países andinos, pois apenas poucas espécies adaptam-se a essa diversidade de altitudes.
  43. 43. 45Geografia Geral II. A diversidade de altitudes nas regiões andinas implica contrastes climáticos significativos. Inclusive os segmentos da cordilheira si- tuadosnazonaequatorialestãosobodomíniodeclimastemperados e frios nos seus planaltos elevados. III. A distribuição vegetal no domínio andino obedece a um zoneamento vertical: até 1.100 m, florestas tropicais; de 1.100 m a 2.200 m, mata heterogênea com diminuição de espécies tropicais; de 2.200 m a 3.300m,mataheterogêneacomdiminuiçãodoporte;superiora3.300m, ausência da vegetação arbórea. SOMENTE corresponde ao quadro físico da região andina o que se afirma em: a) I b) II c) III d) II e III e) I e III 2) (Puc-PR) Em 2002, mais uma vez os sicilianos assistiram atemo- rizados a um espetáculo da natureza: as erupções do vulcão mais ativo da Itália, o Etna. Leia atentamente as afirmativas relacionadas a esse tema: I. O vulcão Etna situa-se na extensa área de atividade vulcânica e sísmica denominada “Círculo de Fogo do Pacífico”. II. Atividade vulcânica do Etna está diretamente relacionada à dinâmica das placas da litosfera terrestre. III. Além da atividade vulcânica, a região do sul da Itália, bem como as de outras porções do Mediterrâneo, sofre, com certa freqüência, abalos sísmicos de grande intensidade. Assinale a alternativa que contém a afirmativa correta ou as afir- mativas corretas: a) apenas I é correta. b) apenas II é correta. c) apenas I e II são corretas. d) apenas II e III são corretas. e) as três são corretas.
  44. 44. 46 Geografia Geral 3) (Puc-PR) “Apertado entre o Tibete e a Índia, o Nepal se estende so- bre uma área de 141 mil km2 , um pouco menor que nosso estado do Paraná. Mesmo assim, por conter a parte central da cordilheira do Himalaia, a morada dos deuses da mitologia indiana, possui oito das catorze maiores montanhas da Terra.” “Sua altitude decresce rapidamente de norte para sul, até encontrar a planície do Terai, a apenas 70 m sobre o nível do mar, um gigantesco contraste com os 8.848 m do Everest na outra extremidade do país, a pouco mais de 180 km.” (Niclevicz, Waldemar. Tudo pelo Everest, 1993.) O texto se refere à mais elevada cordilheira do mundo, o Himalaia, onde se situa o Nepal. Com suas contrastantes altitudes, o Himalaia teve sua origem aproximadamente na mesma época e da mesma forma que as outras grandes cordilheiras do planeta. A origem das grandes cadeias de montanhas da Terra, como o Himalaia, os Andes e as Rochosas, se deve a: a) falhamentos. b) dobramentos. c) longos processos de erosão. d) vulcanismo. e) formação de fossas tectônicas. 4) (UFRS) O planeta Marte tem alguns processos de construção e destruição das formas de relevo semelhantes aos da Terra. Em Marte existe o Monte Olympus, que é o maior vulcão conhecido do sistema solar (550 km de diâmetro e 26 km de altura), assim como grandes canais fluviais e dunas. Os processos existentes na superfície terrestre que geram formas de relevo como as de Marte, citadas acima, são os processos: a) de gelivação, hídrico e de aluvionamento. b) eólico, hídrico e de gelivação. c) tectônico, de aluvionamento e eólico. d) de aluvionamento, de gelivação e tectônico. e) magmático, hídrico e eólico.
  45. 45. 47Geografia Geral 5) (UFRS) O relevo terrestre é decorrente da atuação de duas forças: as internas, que são as geradoras das grandes formas estruturais do relevo, e as externas, que são as responsáveis pelas formas es- culturais do mesmo. Com relação a esse tema, considere as afirmativas a seguir. I. As forças internas ativas são chamadas de tectônicas e provocam movimentos epirogenéticos e orogenéticos. II . As macroformas estruturais do relevo terrestre são representadas por cadeias orogênicas, bacias sedimentares, depressões, escudos e planaltos. III. Intemperismo químico é mais atuante nos climas quentes e úmidos, sendo pouco significativo nos climas desérticos. Quais estão corretas? a) apenas I. b) apenas II. c) apenas I e III. d) apenas II e III. e) I, II e III. 6) (Cesgranrio) O relevo das terras emersas é extremamente diversifi- cado. Nesse relevo, o que se denomina DOBRAMENTOS MODERNOS OU RECENTES corresponde a: a) depressões absolutas. b) depressões relativas. c) bacias sedimentares. d) cadeias montanhosas. e) dorsais submarinas. 7) (UEL-PR) As grandes cadeias de montanhas, como os Alpes ou o Himalaia, tiveram origem: a) na era Mesozóica, quando da fragmentação do antigo continente de Gondwana. b) no pré-Cambriano, em virtude dos grandes falhamentos ocorridos na crosta terrestre.
  46. 46. 48 Geografia Geral c) no Paleozóico, quando os continentes começaram a tomar as formas atuais. d) há mais de 190 milhões de anos, em conseqüência da movimentação do NIFE, a camada mais interna da Terra. e) há mais de 60 milhões de anos, graças à movimentação das placas tectônicas. 8) (UFMG) Leia o texto. “Embora a evidência de deslocamentos laterais dos continentes fosse mais ou menos forte, a maioria dos geólogos resistiu, durante muito tempo, à idéia desses deslocamentos. Essa resistência era, em grande parte, ideológica, a julgar pela extraordiná- ria ira da controvérsia contra o principal proponente da deriva conti- nental, Alfred Wegener. De qualquer modo, o argumento de que esses deslocamentos não eram verdadeiros porque não se conhecia nenhum mecanismo geofísico para causar tais movimentos – não era mais convincente a priori, em vista da evidência acima referida. Contudo, desde a década de 1960, o antes impensável tornou-se a ortodoxia da geologia do dia-a-dia: um globo de placas gigantescas mudando de lugar, às vezes, rapidamente (placas tectônicas).” Adaptado de Hobsbawn, E. Era dos extremos. O breve século XX: 1914- 1991. São Paulo, Companhia das Letras, 1995. p. 530. Todas as alternativas contêm afirmações que podem ser comprova- das pelo texto, EXCETO: a) ateoriadaderivacontinentalfoi,pormuitotempo,consideradainaceitável por se desconhecer o mecanismo geofísico que pudesse explicá-la. b) a teoria das placas tectônicas é considerada, atualmente, a explicação mais aceitável e defensável sobre a posição das massas continentais e a configuração da litosfera. c) as evidências de que as terras emersas se deslocavam lateralmente sugeriram a teoria segundo a qual a litosfera era formada por várias placas, em vez de uma única, imóvel sobre o manto. d) o relato sobre a aceitação de uma nova teoria sugere que observações, embora inexplicáveis pelo conhecimento científico de uma época, são prontamente aceitas pelos cientistas.
  47. 47. 49Geografia Geral 9) (FEI-SP) Sobre as rochas existentes na natureza, podemos afirmar: a) as rochas ígneas ou magmáticas são resultantes da solidificação do magma no interior da Terra ou da solidificação do magma em forma de lava expelido pelos vulcões. b) o carvão mineral é um exemplo de rocha magmática intrusiva. c) as rochas metamórficas são resultantes da erosão de rochas mag- máticas. d) as mudanças de pressão são responsáveis pela transformação de rochas metamórficas em rochas sedimentares. e) as rochas sedimentares se apresentam em camadas, onde as mais baixas são as mais recentes e as de cima são as mais antigas. 10) (Cesgranrio) A estrutura geológica, os tipos de rochas e de solos e a morfologia do relevo devem ser levados em conta na organização do espaço, pois estão relacionados com a(o): I. Ocorrência ou não de fenômenos como o vulcanismo e terremotos. II. Ocupação e distribuição geográfica da população. III. Traçado e implantação de rodovias e ferrovias. Assinale a opção que contém a(s) afirmativa(s) correta(s): a) apenas I. b) apenas II e III. c) apenas I e III. d) apenas II. e) todas.
  48. 48. 50 Geografia Geral Capítulo 3 A representação da Terra Coordenadas geográficas e fusos horários A orientação de uma pessoa que se desloca numa rua de uma cidade é facilitada pelas referências possíveis de serem identifica- das, como uma casa conhecida, um letreiro, uma praça ou um monumento. Conhecendo todos os pontos de referência existen- tes ao longo de um caminho, torna-se fácil a qualquer pessoa, a qualquer momento, saber em que ponto do percurso está ou para onde ir. O mesmo, entretanto, não acontece com um viajante em pleno deserto de areia. Não há ponto de referência e torna-se difícil descobrir aonde deve ir ou onde está. Um navio em alto- mar, rodeado em todos os horizontes apenas por água, precisa de um meio seguro para orientar-se, isto é, saber a qualquer momen- to onde se encontra e qual o caminho deve seguir. Fusos horários Fonte: Atlas Universal Rideel, São Paulo, Rideel, 2000.
  49. 49. 51Geografia Geral Para resolver esse problema, desde a mais remota Antigüida- de, o ser humano procurou munir-se ou criar pontos de referên- cia. Observando o movimento aparente do Sol, não foi difícil per- ceber que ele nasce e se põe exatamente nos mesmos lugares ou na mesma direção. Assim, o Sol foi tomado como ponto de referência, estabelecendo-se duas direções, onde nasce, ou nas- cente, e onde desaparece, ou poente. Sinônimos foram adota- dos, para nascente, oriente, e para poente, ocidente. Mas perce- beu-se ser insuficiente apoiar-se exclusivamente no Sol para ori- entar-se.Apartir da direção nascente-poente (ou oriente-ociden- te) criou-se outra referência, a de uma direção que cruza, per- pendicularmente, a primeira. Assim a pessoa que apontar o bra- ço direito para o nascente, o esquerdo para o poente, terá a sua frente uma nova direção, ou seja, o norte. Às costas, o sul. Per- ceberam os moradores do hemisfério norte que a direção norte coincidia com uma estrela de forte brilho, a estrela Polar. No he- misfério sul, a estrela de Magalhães, no eixo maior da cruz, pro- longada quatro vezes, aponta o sul. Essas quatro direções fun- damentais passaram a constituir os pontos cardeais e não foi difícil estabelecer mais quatro pontos intermediários entre eles, que passaram a se chamar pontos colaterais. A descoberta de que uma agulha imantada, em equilíbrio, apon- ta constantemente para o norte deu origem à bússola, instru- mento fundamental para orientação. Para facilitar sua leitura, a agulha oscila sobre um desenho que indica os pontos de dire- ção, denominado rosa-dos-ventos. Assim, estabelecido o siste- ma de orientação, mostrou-se logo que precisaria ser completa- do por outros pontos, de referência, reais ou imaginários, que possibilitassem uma localização mais precisa, em relação à su- perfície da Terra. Foi a forma redonda do nosso planeta que de- terminou o aparecimento de outros métodos de localização geo- gráfica de um ponto qualquer na superfície da Terra. Sendo a Terra uma esfera, ela pode ser dividida em duas metades ou hemisférios. A extremidade de cada hemisfério recebeu o nome de pólo. Unindo com um círculo um pólo ao outro foi possível
  50. 50. 52 Geografia Geral estabelecer os meridianos. A partir do círculo que separa um hemisfério do outro, chamado equador, foi possível traçar outras circunferências paralelas ao equador e perpendiculares aos cír- culos meridianos, os paralelos. As coordenadas geográficas formam sobre o mapa do globo terrestre um quadriculado que permite obter rapidamente a loca- lização geográfica de qualquer ponto da superfície da Terra. As linhas ou coordenadas formam um sistema de referências imagi- nárias, pois elas são representadas somente nas cartas ou nos mapas e não existem concretamente. Todos os pontos se cruzam em duas coordenadas: latitude e longitude. São medidas em grau, minuto e segundo. As latitu- des ou paralelos são as linhas paralelas ao Equador e marcam a distância entre os pólos. Partem do Equador (0o ) até 90o ao norte e ao sul. Por convenção internacional, servem para deter- minar as zonas quentes, temperadas e glaciais da superfície do planeta. Os paralelos mais importantes são o trópico de Câncer e o círculo polar ártico, ao norte, e o trópico de Capricórnio e o círculo polar antártico, ao sul. No Brasil, o trópico de Capricórnio passa pelos estados do Paraná e de São Paulo. Mapa contendo meridianos: horas atrasadas/horas adiantadas Fonte: Mega Pesquisa, São Paulo, Rideel, 2001.
  51. 51. 53Geografia Geral As longitudes ou meridianos são as linhas que partem do meridiano de Greenwich (0o ) até 180o a oeste e a leste e conver- gem para os pólos. A linha imaginária tem esse nome porque passa pelo antigo observatório da cidade de Greenwich, situada na periferia de Londres. Ao lado da localização das pessoas no espaço, cuidou-se tam- bém da localização do tempo. Sendo a duração do dia igual a 24 horas foi preciso localizar a hora de cada local. A hora local é estabelecida por intermédio do meridiano que passa por esse local. Assim quando o Sol passar sobre o meridiano de um lugar serão 12 horas ou meio-dia. Essa posição do Sol, no meridiano, de um lugar, chama-se zênite. A superfície da Terra foi dividida em 24 faixas no sentido dos meridianos por estar o dia dividido em 24 horas, e elas se deno- minaram fusos horários. Cada fuso horário corresponde a 15o da superfície terrestre. Porém, por razões político-administrativas, a linha do fuso horário não é uma “reta”. Assim, em cada uma das 24 faixas situadas entre os meridianos da Terra, a hora, por convenção, é a mesma. Conforme se passa de um fuso a outro, deve-se aumentar (a leste ou oriente) ou diminuir (a oeste ou ocidente) uma hora no relógio. Devido ao desenvolvimento no setor de transportes, acarre- tando o aumento da velocidade e a diminuição do tempo que se levava para se deslocar de um ponto a outro, tornou-se neces- sário estabelecer um sistema universal de determinação da hora legal. Na Conferência de Roma (Itália), em 1883, optou-se por dividir a circunferência da Terra (360°) em 24 fusos horários de 15°. Toda a região situada dentro de um fuso passou a ter uma única hora. No ano seguinte, na Conferência de Washington (EUA), 27 nações adotaram o meridiano de Greenwich como ponto zero, já que a maior parte das cartas geográficas da épo- ca, que eram inglesas, usava esse meridiano. No decorrer do tempo, outros países aderiram a essa divisão.
  52. 52. 54 Geografia Geral Com base na sua localização e nas suas particulari- dades, cada nação institui uma (ou mais) hora legal, que nem sempre corresponde exatamente ao fuso em que está situado. Se o país for muito vasto, no sentido leste-oeste, há mais de uma hora legal. A Federação Russa, por exemplo, possui doze horas diferentes, o Canadá tem oito, os EUA, seis, e o Brasil, quatro. A Terra e as maneiras de ser representada A forma esférica da Terra torna difícil representá-la por outra maneira que não seja o globo. O globo terrestre é pois uma re- presentação em miniatura do nosso planeta. Além do contorno dos continentes, oceanos, mares e ilhas, aparecem os traçados dos principais rios, lagos e montanhas. São as representações físicas da Terra. A divisão política dos continentes em países e capitais, além das cidades importantes, faz parte das represen- tações políticas. Nos globos encontramos também a representa- ção das coordenadas terrestres que são os círculos máximos, como o equador, os meridianos e os paralelos. Essa maneira de representar o globo terrestre, copiando sua forma em miniatura, apresenta algumas dificuldades para o seu manuseio e princi- palmente impede que muitos detalhes da superfície dos conti- nentes, e mesmo do seu contorno, sejam representados. Utilizam-se outras formas de representar a Terra. Em vez de re- presentartodooconjuntoterrestre,representa-se,decadavez,uma parcela que pode ser um país, um continente ou uma região qual- quer. O que originalmente está numa superfície arredondada (su- perfície da Terra) é representado numa superfície plana. Utilizamos então uma projeção, que permite representar num plano o que está numa área curva. Essa transferência provoca, como é natural, al- gumas deformações, e por isso existem numerosos tipos de proje- ções cartográficas que procuram corrigir as deformações.
  53. 53. 55Geografia Geral Assim, são construídos as cartas e os mapas, seguindo um tipo de projeção. Numa folha de papel, de dimensões que po- dem variar, são desenhados símbolos e sinais que, convencio- nalmente, representam aspectos físicos, políticos, humanos e geodésicos, existentes na superfície do globo terrestre. A cole- ção desses sinais ou símbolos de representação é denominada convenções cartográficas. Para que um mapa ou carta possa ser lido com precisão deve-se ter uma idéia da relação que exis- te entre ela e as dimensões da área que está representando. Essa relação chama-se escala e nos dá uma idéia de proporção entre a carta e o tamanho da região representada. Para confeccionar um mapa na Antigüidade eram tomadas medidas das distâncias entre vários pontos conhecidos e ano- tados em folhas, com esboços muito simples. Nos fins da Ida- de Média, quando a Cartografia desenvolveu-se e passaram a ser utilizadas as coordenadas geográficas, os mapas foram melhorados com o aparecimento dos portulanos e aperfeiçoa- dos com as cartas de navegar. Com a invenção de alguns ins- trumentos óticos, como o teodolito, e de aparelhos de medi- ção de altitude, como o altímetro, o levantamento cartográfico, ou seja, a busca de dados e informações para confeccionar um mapa, passou a ser feito por um processo conhecido por triangulação. A triangulação é a aplicação de conhecimentos de geometria na elaboração de mapas. Determinando-se a distância entre dois pontos, pode-se ligá-los a um terceiro, mais distante, e, por intermédio de cálculos, determinar a área e as distâncias desses três pontos.Assim, sucessivamente, toda superfície será medida e anotada pela soma dos triângulos determinados. Na atualidade, com o emprego da aerofotogrametria, é possível fotografar-se a superfície da Terra, ao longo de faixas de vôo. Essas fotografias tiradas em seqüência são posteriormente montadas em um mosaico e, depois de reduzidas, permitem, por intermédio de um aparelho chamado restituidor, a confec- ção de mapas de elevada precisão.
  54. 54. 56 Geografia Geral Os mapas são importantes em todas as atividades modernas do homem. Outrora seu emprego destinava-se aos navegadores e exploradores com fins geralmente militares ou de conquistas. Atualmente a confecção de mapas é básica para o desenvolvi- mento de programas de planejamento e administração na políti- ca, na economia, na agronomia, na segurança nacional. É fun- damental para o conhecimento geográfico de um país ou região. Conforme a destinação, os mapas podem ser geológicos, geo- gráficos, geomorfológicos, meteorológicos, pedológicos (solos), rodoviários, de navegação ou marítima etc. As projeções cartográficas podem ser de três tipos: confor- mes, equivalentes e eqüidistantes. ◆ Projeções conformes Mantêm os ângulos da natureza, ou seja, a forma exata dos continentes. Nesse tipo destaca-se a projeção cilíndrica de Mercator, feita pelo geógrafo holandês Gerhard Kremer, mais conhecido por Mercator. Foi elaborada em 1569, época da expansão marítima européia. km 0 4753 ESCALA Planisfério de Mercator Fonte: Mega Pesquisa, São Paulo, Rideel, 2001.
  55. 55. 57Geografia Geral ◆ Projeções equivalentes Preservam a proporcionalidade de áreas e distâncias. Uma das mais recentes é a projeção cilíndrica do historiador ale- mão Arno Peters, criada em 1952. ◆ Projeções eqüidistantes São aquelas nas quais as distâncias estão em escala verdadeira. Questões de vestibular 1) (Puc-RS) Se os relógios dos habitantes de uma cidade localizada a 26°Oeste de Greenwich estiverem marcando 13 horas, que hora so- lar ou verdadeira será? a) 13 horas. b) 13 horas e 16 minutos. c) 12 horas. d) 12 horas e 4 minutos. e) 12 horas e 44 minutos. 2) (Fatec–SP) Com relação ao mapa ao lado: a) o erro está no fato dele ser apresentado de modo inverti- do, pois a Antártida está co- locada ao norte, e a Europa e Ásia, ao sul da Terra, fato que invalida a Projeção de Peters. b) nenhum dado está correto, pois, com a Projeção de Peters, a Europa aparece proporcionalmente menor do que realmente é em relação aos demais continentes. c) a forma do traçado dos continentes está mantida, mas o erro está no fato do mapa ser apresentado de modo invertido, resultado da Proje- ção de Peters. d) a proporção entre as áreas dos continentes corresponde à da realidade, apesar de comprometer as suas formas, resultado da Projeção de Peters. Antártida Oceania Ásia Europa África América do Norte América do Sul Projeção de Peters
  56. 56. 58 Geografia Geral e) todos os dados são fiéis à realidade: a proporção entre as áreas, as formas dos continentes e as distâncias entre todos os pontos da superfície terrestre. 3) (UFES) “Olhar os mapas pode ser esclarecedor. Olhar para eles de ângulosnovospodeseraindamais esclarecedor.” (The Economist, 14.1.95. Apud Magnoli, 1993.) Considerando a afirmação ante- rior, analise o emblema oficial da ONU, que utiliza um mapa com projeção azimutal eqüidistante, e indique a alternativa que explica a representação do mundo expres- sa no emblema. a) a centralização do Pólo Sul reunindo os continentes em torno dele. b) a Eurásia no centro, com os outros continentes em torno dela. c) o Pólo Norte ao centro e as terras do Hemisfério Sul ao longe, distorcidas. d) os continentes reunidos, simbolizando a Pangéia. e) um aglomerado aleatório dos continentes, a partir da centralização da América. 4) (UFCE) Sobre questões cartográficas é CORRETO afirmar que: a) o sistema de coordenadas geográficas se estabelece através da rede de paralelos e meridianos que constituem, respectivamente, longitu- des e latitudes. b) os mapas unitemáticos tendem a reproduzir todas as características do espaço geográfico cartografado. c) os mapas pedológicos, geológicos e de isoietas tratam, respectiva- mente, de solos, relevos e condições térmicas. d) o maior ou menor detalhamento sobre a superfície a ser cartografada depende da escala a ser adotada no mapeamento.
  57. 57. 59Geografia Geral 5) (UnB) A latitude e a longitude são as grandes referências de posicio- namento sobre a superfície da Terra. Com relação à natureza e ao uso das coordenadas geográficas, julgue os itens que se seguem (Certo ou Errado): ( ) compreende-se por latitude o ângulo medido entre um ponto na super- fície terrestre e a linha do Equador. ( ) a região intertropical está estabelecida a partir de meridianos. ( ) os meridianos auxiliam na contagem do tempo no planeta.
  58. 58. 60 Geografia Geral Capítulo 4 A atmosfera e os fatores climáticos A atmosfera e suas partes A atmosfera é a camada gasosa que envolve a Terra e a acompanha em seus movimentos. Sua espessura é variável mas, em média, pode-se considerá-la como sendo de 1 mil km de altura. É constituída por uma mistura de gases comumente chamados de ar), no qual vivemos e nos deslocamos. Ela é de importância vital para os seres humanos, animais e plan- tas. Sua ausência ou contaminação excessiva provocariam a extinção da vida terrestre. O ar é ainda responsável pela com- bustão, pelo equilíbrio e pela permanência da temperatura ideal para a vida humana, pela transmissão sonora e por outros efeitos. Sua composição varia com a altitude, pois os vários gases que entram em sua formação têm pesos diferentes. Essa dife- rença faz com que encontremos na atmosfera três camadas: troposfera, estratosfera e ionosfera. Troposfera Nome dado à camada inferior, justamente a que está em con- tato com as terras e as águas; é a mais pesada e recebe direta- mente a irradiação do calor que se desprende da Terra. Sua es- pessura varia entre 12 km e 18 km, e o azoto (ou nitrogênio) predomina entre os gases, com 78% da sua composição. Além do oxigênio, com 21%, e dos gases raros, com 0,9%, essa ca- mada está impregnada no anidrido carbônico, vapor d’água, re- síduos vulcânicos e poeira em suspensão. Essa poeira, em con- tato com o solo, muitas vezes oriunda das atividades urbanas e industriais, pode atingir, em determinados locais, proporções ele- vadas, contaminando o ar atmosférico, tornando-se prejudicial às pessoas, aos animais e às plantas. É o que chamamos de
  59. 59. 61Geografia Geral poluição atmosférica. Em muitas cidades como São Paulo (Bra- sil), Tóquio (Japão), Nova York (EUA) e Cidade do México, já foram registrados elevados índices de poluição atmosférica. Estratosfera Nessa camada ocorre curioso fenômeno com a temperatura: percebe-se um progressivo aumento, com registros de até 50 o C, entre 30 e 55 km de altura; tal aquecimento é causado pela ab- sorção de raios solares ultravioletas pela camada estratosférica de ozone. Como o ozone absorve a maior parte dos raios sola- res ultravioleta, essa radiação letal não atinge a superfície, onde poderia afetar perigosamente a saúde. A temperatura decai no- vamente nas camadas mais elevadas da estratosfera, situadas um pouco abaixo de 80 km de altitude. Ionosfera É a camada que se desenvolve a partir do limite de 80 km de altitude prolongando-se em média até cerca de 1 mil km. Aí os gases se tornam extremamente rarefeitos e persistem os mais leves. Predomina o hidrogênio, sendo que as partículas gasosas estão carregadas de uma carga elétrica (íon), origem do nome dessa camada. Conhecendo a atmosfera Os primeiros elementos para se conhecer a atmosfera são: Amplitude térmica É a diferença entre a máxima temperatura e a mínima tempe- ratura num espaço de tempo, que pode ser de um dia (amplitude térmica diária), do mês (amplitude térmica mensal) ou de um ano (amplitude térmica anual). Nos climas tropicais é grande a amplitude térmica, pois durante o dia a temperatura pode atingir, por exemplo, 32 o C e de noite cair para 18 o C, o que corresponde a uma amplitude térmica diária de 14 o C.
  60. 60. 62 Geografia Geral Anemômetro É um aparelho usado para medir a força e a velocidade do vento. Um eixo vertical suporta dois outros eixos horizontais, cruzados. Estes possuem em suas quatro extremidades quatro conchas metálicas que são acionadas pelos ventos. A rotação em torno do eixo vertical faz com que um registro, em forma de quadrante de relógio, assinale as medidas de força e velocida- de do vento. Os ventos podem ser assim classificados quanto à velocidade: Ventos ..................................... Velocidade moderados ....................................... 2 m/s fracos ............................................. 10 m/s fortes .............................................. 20 m/s tempestade .................................... 30 m/s furacões ......................................... 40 m/s Pressão atmosférica É a força exercida em todas as dire- ções sob efeito do peso do ar. Como resultado dos movimentos complexos e constantes do ar, das variações de temperatura e do seu teor de vapor d’água, o peso do ar, num determina- do ponto, varia constantemente. Essas variações da pressão, constituem por si, um importante aspecto do tempo pela sua significação em relação à mu- dança das condições meteorológicas. Sendo uma força, a pressão atmosféri- ca pode ser medida por intermédio de um instrumento chamado barômetro.
  61. 61. 63Geografia Geral Umidade atmosférica É a quantidade de vapor d’água contida na atmosfera, prove- niente da evaporação das superfícies líquidas, da água existente no solo, da respiração das plantas etc. A quantidade de umidade que pode existir na atmosfera é variável e depende da temperatu- ra do ar. Assim num metro cúbico de ar que esteja a 0o de tempe- ratura são suficientes 4 gramas de vapor d’água para completa saturação. Na temperatura de 30 o C são necessários 31 gramas para atingir a saturação. No momento em que a saturação é atin- gida, isto é, quando o ar passa a conter o máximo de umidade que pode suportar, pode-se perceber a formação de inúmeras gotículas que permanecem suspensas no ar, formando, ao nível do solo, bruma ou cerração, e em níveis mais elevados as nuvens. É co- nhecida também como “umidade relativa do ar”. Há vários modos de medir a umidade do ar.Aumidade absoluta é a verdadeira massa de vapor d’água contida num metro cúbico de ar.Amedida é dada pelo peso em gramas. Podemos dizer que, num determinado momento, o ar contém 20 gramas de vapor d’água por metro cúbico. Isso significa que a unidade absoluta do ar é de 20 gramas. Podemos determinar também a umidade es- pecífica que é a relação entre o peso do vapor d’água e o peso do ar. Outra medida muito importante sobre a umidade, é a umidade relativa. Ela nos informa quanta umidade está faltando para que o ponto de saturação seja atingido. A umidade relativa é a razão entre a quantidade de vapor d’água presente no ar e a quantidade necessária para a saturação do ar sob condições constantes de temperatura e pressão. Exemplificando: estando o ar atmosférico a 17 o C de temperatura, a umidade absoluta a 10 gramas, e sa- bendo-se que a 17 o C o máximo de vapor que poderá conter será de 15 gramas por metrocúbico, temos o seguinte: Temperatura: 17 o C Umidade absoluta: 10 g Máximo de umidade à 17 o C = 15 g p/m3 Umidade relativa: 66% ou 2/3 ➔
  62. 62. 64 Geografia Geral Escalas termométricas Os termômetros, além de serem constituídos de materiais di- ferentes, podem variar também de acordo com os critérios de fabricação decorrentes de seus inventores.Assim o ponto de ebu- lição da água ocorre nos termômetros inventados por Celsius a 100o e nos termômetros inventados por Fahrenheit em 212o . Verifica-se, portanto, uma diferença de valores de um para outro. Dizemos então que os termômetros possuem escalas diferentes e facilmente poderemos encontrar a equivalência entre um e outro. Termômetro de Fahrenheit: mede a temperatura em graus Fahrenheit e foi inventado por um cientista alemão, Daniel Fahrenheit. A temperatura que representa a fusão do gelo é con- siderada como 32o e a da ebulição da água como 212o . É utiliza- do com maior freqüência nos países de língua inglesa. Usa-se a letra F como abreviatura de sua escala, nos termômetros. Termômetro de Celsius ou centígrado: foi inventado pelo astrônomo sueco Anders Celsius, em 1742. Tomou para o come- ço de sua escala o valor 0o correspondente ao ponto de congela- mento da água e 100o para o ponto de ebulição. O espaço entre esses valores é dividido em 100 partes, e daí ser uma escala centígrada. Sua escala é representada pela letra C. Em ambas escalas usa-se o sinal negativo (–), antecedendo a cifra das temperaturas abaixo do ponto de congelamento da água. Para determinarmos a correspondência de valores de uma es- cala para outra são usadas fórmulas: ◆ para conversão de graus Fahrenheit em centígrados: (F – 32o ) x 5 F ➔ C = —————— 9 ◆ para conversão de graus centígrados em Fahrenheit: (C + 32o ) x 9 C ➔ F = ——————— 5
  63. 63. 65Geografia Geral Questões de vestibular 1) (Unirio) Para entendermos os tipos climáticos e as variações de tem- po, é importante o conhecimento a respeito do mecanismo atmos- férico. Assinale a opção que contém um dos aspectos da dinâmica atmosférica. a) a região do Equador recebe os raios solares com maior intensidade; logo apresenta alta temperatura e alta pressão atmosférica. b) em maiores altitudes ocorre uma queda na temperatura, o que explica as baixas temperaturas da estratosfera. c) as partes da atmosfera mais próximas da litosfera e da hidrosfera possuem temperaturas diferenciadas. d) o movimento ascensional do ar é provocado pelas baixas temperatu- ras, sendo comum nas regiões polares. e) as zonas de alta pressão são aquelas que proporcionam melhores con- dições para a formação de nuvens e, portanto, para a presença de chuvas. 2) (UFPE) A atmosfera vem a ser a camada gasosa que envolve a Terra, acompanhando-a em todos os seus movimentos. Em relação à at- mosfera, podemos afirmar (assinale “F” ou “V”): ( ) em face de sua imensa espessura costuma-se dividir a atmosfera em camadas superpostas, entre as quais as que mais interessam ao es tudo do clima são a TROPOSFERA e a ESTRATOSFERA. ( ) é na MESOSFERA que encontramos o gás ozônio, responsável pela filtragem da radiação ultravioleta proveniente do Sol. ( ) o gás mais encontrado na atmosfera é o oxigênio (78,07%), seguido do nitrogênio (20,95%) e do argônio (0,03%). ( ) a camada atmosférica mais baixa, em contato direto com a superfície terrestre é a TROPOSFERA, onde a quase totalidade dos fenômenos meteorológicos se originam e evoluem. ( ) o ar atmosférico tem elasticidade, ou seja, aumenta e diminui de volu- me e peso devido às diferenças de temperatura, dando origem às dife- renças de pressão.
  64. 64. 66 Geografia Geral 3) (UEL-PR) Considere as seguintes afirmativas: I. A temperatura aumenta dos pólos em direção ao Equador. II. A temperatura diminui à medida que a altitude aumenta. III. A temperatura do litoral é regularizada pela proximidade das águas oceânicas. IV. A temperatura do litoral é sempre mais alta que a do interior. V. Cidades localizadas em latitudes diferentes nunca apresentam tem- peraturas semelhantes. São corretas APENAS as afirmativas: a) I, II e III b) I, III e IV c) II, III e V d) II, IV e V d) III, IV e V 4) (UFSC) A atmosfera é a camada de ar que envolve o nosso planeta. Considerando essa camada importante, assinale a proposição que esteja CORRETA: 01. As partículas que compõem a atmosfera não se distribuem de forma homogênea nos diversos ambientes da superfície terrestre. 02. A atmosfera é composta de vários gases cujas proporções não variam em função da altitude. 04. A estratosfera é a camada em que ocorre a maior parte dos fenôme- nos meteorológicos, como as chuvas e os ventos. 08. A troposfera, primeira camada da atmosfera, apresenta ar bastante rarefeito e temperatura estável. 16. A maior quantidade de ozônio é encontrada na troposfera, e ele é im- portante porque reflete as ondas de rádio. 5) (UFBA) Com base no gráfico a seguir e nos conhecimentos sobre as camadas da atmosfera terrestre, é possível concluir: 01) I corresponde à tropopausa, camada que envolve diretamente a Terra e é responsável pelos fenômenos meteorológicos. 02) II corresponde à estratosfera, camada em que ocorre o fenômeno da

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